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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 6 – Capítulo 89

Shaula

Ia desmoronando, desmoronando e se dispersando.

Ia desmoronando, desmoronando e se descascando.

Ia desmoronando, desmoronando e se desbotando.

Desmoronando, desmoronando, desmoronando, tudo ia ficando distante e brilhando.


――Fora da torre, uma debandada de incontáveis Majuus foi superada pela luta feroz da『Encantadora de Majuus』.

――No segundo andar, Reid Astrea, que havia possuído o corpo de Roi Alphard, foi derrotado.

――No quarto andar, Rai Batenkaitos, blasfemador do destino e infame Arcebispo do Pecado, foi derrotado.

―No primeiro andar, o『Teste』ainda desconhecido foi superado pela luta corajosa de Emilia.

Tratando-se da conquista da Torre de Vigia Plêiades, as várias dificuldades que tinham sido dispostas foram superadas.

Isso aconteceu porque trabalharam juntos, confiaram uns nos outros e uniram forças.

Como Emilia diria, foi o resultado de “todos se darem bem”.

Graças a isso, conseguiram chegar até aqui.

Então, agora――:

“――Se não vencermos todos juntos, não vai significar nada!”

Disse Emilia quando estavam a caminho da Torre de Vigia Plêiades.

Não vieram perder nada, mas sim recuperar o que havia sido perdido.

Como concordavam com ela, todos tinham que voltar do mar de areia em segurança. Mesmo se o número de pessoas aumentasse no caminho de volta, não importava.

Subaru, Emilia, Beatrice, Ram, Rem, Meili, Anastasia=Echidna, Julius, Patrasche e podiam até adicionar Shaula.

Não importava o quão barulhenta e irritante fosse a viagem de volta, não tinha problema.

Julius: “――Vá!”

Dos dois cavaleiros espirituais que estavam lado a lado, Julius teve a iniciativa, como de costume.

Julius chamou Kua de volta, cessando temporariamente a cura que ela estava proporcionando,  e envolveu-se mais uma vez em aurora polar com a ajuda dos seis espíritos.

Os efeitos do『Cor Leonis』deixaram claro que, em troca do aumento expressivo na luz de seu Od, isso colocava um fardo substancial tanto em Julius quanto nos espíritos.

Ele estava se fazendo de muito maneiro. Mas, desde o início, ninguém pretendia lutar por muito tempo.

Julius: “――Uma batalha curta e decisiva.”

Julius, deixando um arco-íris pelo caminho, correu sobre a areia como se estivesse voando.

Reduziu a distância entre os dois em um instante e o golpe dele se aproximou do Escorpião Carmesim. O escorpião detectou o ataque com seus ferozes olhos compostos e o repeliu com as enormes garras e o ferrão caudal, que tumultuavam igual a uma tempestade.

No entanto, a carapaça do escorpião, atingido pelo golpe arco-íris da espada, soltou fumaça branca com o toque momentâneo.

Ela derreteu.

O golpe de Julius, transformado em arco-íris, ativava constantemente o『Al Clarista』, a espada mágica revestida pela aurora polar, fazendo com que até mesmo a proteção de bloqueios não fosse devidamente fornecida.

Além disso, a luz do arco-íris que revestia o seu corpo não era apenas para enfeite.

Shaula: “――――”

O ferrão caudal do Escorpião Carmesim disparado à queima-roupa, que havia matado Subaru mais de dez vezes e sido a perfuração『Mortal』que também foi a causa da morte de Emilia e de Julius ―― o Hell’s Snipe.

Não foi repelido pela espada de Julius, mas sim desviado pela defesa da aurora polar.

A aurora que revestia finamente o corpo de Julius aplicava o conceito da magia conhecida como『Al Clauseria』e criava uma barreira de arco-íris.

Em outras palavras, era uma fusão de ataque e defesa, gerando um espadachim de altíssimas dimensões que merecia ser chamado de『Cavaleiro Espiritual do Arco-Íris』.

Shaula: “~~ッッ!!”

O Escorpião Carmesim, sem conseguir acertar seu ataque mortal e com a defesa rompida, estava em uma situação miserável.

No entanto, como a Guardiã Estelar da torre por quatrocentos anos, o Majuu gigante também tinha sua determinação. Sua carapaça vermelha brilhou mais intensamente, o calor produzido foi liberado pelas suas enormes garras e ela acometeu Julius tremendamente, lançando para longe o cavaleiro do arco-íris.

As enormes garras detinham um calor intenso que distorcia o ar ao redor do Escorpião Carmesim com seu poder de fogo espantoso.

Enormes garras escaldantes — se fosse para Subaru dar um nome a elas, seria『Jesus Scissors Hellfire Form』.

[N/T: Algo como “Tesoura de Jesus Forma Fogo do Inferno”.]

A atitude de apresentar uma nova técnica para animar propositalmente esta batalha final era admirável, mas ele não queria refletir quais eram os prós e os contras do inimigo que estavam enfrentando se desenvolver.

Isso do antagonista sair da própria concha e se desenvolver era algo que ele não desejava para o presente momento.

Beatrice: “Minya!!”

As enormes garras vermelhas, que varreram o ar mirando em Julius, foram interrompidas por flechas roxas.

Subaru não tinha força o suficiente para se intrometer na batalha épica entre Julius e o Escorpião Carmesim por conta própria. Com Julius sendo auxiliado pela interferência de Beatrice, Subaru procurava pela própria oportunidade.

Subaru: “…”

Enquanto tomava cuidado ao se posicionar para que não morresse por causa dos danos colaterais, Subaru olhou rapidamente para a superfície da areia, varrida pelo turbilhão de poeira, de onde as hordas de Majuus haviam sido afastadas.

No ambiente destas Dunas de Augria, foram significativos os danos e as precauções que os Majuus haviam causado na jornada de Subaru e de seus amigos.

Era peculiar a cena de eles terem se distanciado uniformemente da torre e estarem observando.

As nuvens ao redor da torre de vigia haviam se dissipado e Emilia havia provavelmente alterado as regras da torre no primeiro andar.

Ao entrarem em vigência, será que incluíam algo que funcionava como uma uma espécie de medida que mantinha os Majuus afastados de algum modo? Originalmente, eles não pareciam se aproximar desta torre, então aquela debandada que ocorreu deveria ser anormal.

De qualquer forma, sem a interferência dos Majuus, a situação era favorável para Subaru e os demais, que queriam fazer o Escorpião Carmesim — Shaula — recobrar a sanidade.

Beatrice: “――Subaru!!”

Subaru: “Ah.”

Enquanto cruzava o mar de areia diagonalmente em busca da melhor posição, um grito chegou a Subaru.

Ao levantar o rosto para ver o que aconteceu, o Escorpião Carmesim, que havia desviado do ataque de Julius, pousou bem ao seu lado.

Após o chamado de Beatrice, com quem estava de mãos dadas, Subaru parou abruptamente. No entanto, a cauda do Majuu foi balançada com um movimento como o de afastar um inseto e ele sentiu nesse golpe a『Morte』.

Subaru: “Determinação――!”

Beatrice: “――Murak!”

Os julgamentos de Subaru e Beatrice se alinharam.

Ela tornou a gravidade mais leve, fazendo os dois flutuarem como algodão doce. Ao mesmo tempo, o chicote lançado por Subaru se prendeu à base da cauda do Escorpião Carmesim.

No momento seguinte, ambos foram lançados ao ar em alta velocidade pela força da cauda em movimento.

Subaru: “Wah――”

Beatrice: “Buyan!?”

Em vez de serem jogados para longe, foram lançados ao chão.

Logo quando pensaram estar levitando, os corpos de Subaru e Beatrice cravaram-se na areia.

Embora tivessem se tornado leves como algodão doce, o poder e o embalo os teria despedaçado se tivessem caído em terreno duro; felizmente, caíram na areia, o que só tirou o fôlego deles.

Julius: “Desista de persegui-los――!”

Shaula: “――ッ”

O Escorpião Carmesim mirou em Subaru e Beatrice, ainda enterrados na areia. No entanto, a luz do arco-íris meteu-se no caminho, atrapalhou o ataque e deu continuidade à batalha entre calor escaldante e aurora polar.

A luz se dispersou, dividindo o mar de areia e criando rajadas de vento sob o céu limpo cada vez.

A força destrutiva estava equilibrada, com Julius tendo a velocidade e o Escorpião Carmesim, a resistência ―― sem um golpe decisivo, era bem possível que fossem ser sobrepujados pelo tempo-limite neste ritmo.

Subaru: “――Pfft, pfft! Droga, a gente tem que fazer algo!”

Beatrice: “――Pfft, pfft! Precisamos encontrar um caminho para a vitória, de fato!”

Subaru e Beatrice saíram da areia ao mesmo tempo e cuspiram do mesmo jeito.

Enquanto lutavam contra as lágrimas, procuraram uma maneira de fazer com que o arco-íris de Julius e as vozes deles chegassem até Shaula.

Havia três possibilidades em que queriam se agarrar――:

Julius despertar ainda mais e derrotar com facilidade o Escorpião Carmesim: uma vitória, ainda que irritante.

Subaru e Beatrice completarem uma nova técnica que derrotaria o Escorpião Carmesim: uma vitória em equipe.

Emilia descer do céu de repente e harmonizar o mundo com sua fofura: paz & amor.

Subaru: “Eu tava mais esperançoso pela terceira do que pela primeira, mas…”

Como já disse antes, não confiava em um despertar próprio nem esperava que Emilia fosse aparecer ali magicamente no momento certo.

Sendo esse o caso, a aposta mais promissora seria a força de Julius aumentar vertiginosamente, mas――:

Subaru: “Ele já fez isso uma vez, esperar que aconteça de novo é pedir demais…”

A batalha entre Julius e o Escorpião Carmesim continuou a uma velocidade que os olhos de Subaru não conseguiam acompanhar.

Enquanto assistia à cena de destruição que poderia queimá-lo colateralmente caso se aproximasse, ele procurava pela próxima jogada.

No final, nada podia a não ser lutar usando todas as cartas que tinha.

Então, pelo menos, não deixe de notar as cartas que tem e seja Natsuki Subaru até o fim.

Subaru: “Pensa, pensa, pensa…”

Com sua cabeça funcionando na potência máxima, ele puxou algo real que não era uma esperança otimista nem um sonho fantástico.

Quando vasculhou desse jeito as cartas que tinha, Subaru percebeu.

Que sobrou uma última carta que ele ainda não havia jogado.

Subaru: “――Beako!”

Beatrice: “Pensou em algo, eu suponho!”

Beatrice respondeu ao chamado de Subaru como se tivesse ficado no aguardo dele.

Sentindo-se sortudo por ter sido agraciado com uma parceira que o compreendia tão bem, Subaru pegou novamente na pequena mão dela com um “Uhum!” e assentiu vigorosamente.

Então――:

Subaru: “――Vamos usar todo o poder dessa jornada aqui!”


Ia desmoronando, desmoronando e se dispersando.

Ia desmoronando, desmoronando e se descascando.

Ia desmoronando, desmoronando e se desbotando.

Desmoronando, desmoronando, desmoronando, tudo ia ficando distante e brilhando.

Repeliu instintivamente com os braços a luz do arco-íris que passou violentamente na sua frente.

As garras vermelhas brilhantes nos seus dois braços escondiam um poder de fogo capaz de queimar qualquer coisa; seja ela pedra, seja ela aço, era garantido que cortaria como se fosse manteiga.

“Pô, mas eu não faço nem ideia do que seria isso de ‘manteiga’.”

Enquanto falava de coisas que só conhecia superficialmente, perseguiu seu alvo cintilante.

No entanto, estando na vastidão do mar de areia, como não havia nenhum obstáculo, não conseguia muito bem encurralá-lo. Em locais onde não havia como se esconder ou em combates a longa distância, era imbatível.

“Já que os snipers são sempre solitários, né?”

Este era outro conhecimento que tinha ouvido falar, snipers = franco-atiradores que esperavam pacientemente até que pudessem abater sua presa, ao que parecia.

Portanto, esperou. Com o seu orgulho como sniper no peito, continuou esperando.

Observando ao longe dia após dia, observando os que vinham à torre, continuou esperando.

Havia regras. Regras que lhe prendiam a esta torre.

Às vezes achava-as irritantes, mas achava também que, sem elas, a sua mente esquecida teria imediatamente se esquecido de muitas coisas.

De tudo, sejam os dias nos quais caminharam e conversaram e passaram juntos, sejam os pensamentos que reciprocaram.

“Ahh… isso é péssimo, né?”

Tudo estava lhe deixando para trás.

Esperaria para sempre se pedissem para esperar, mas, por estar esperando, queria que retornassem. Pois, contanto que retornassem, poderia esperar para sempre.

Portanto――:

“Fiquei muito feliz quando o Mestre voltou.”

Pois todos haviam partido.

Eu vou voltar — será que podia confiar nessas palavras? Foi ficando sem saber.

Será que estava esperando por acreditar ou será que estava esperando por pura força do hábito? Não sabia a resposta nem para isso. Nem havia pensado nisso.

Nem precisava pensar. Porque, antes de cair no esquecimento, a promessa foi cumprida.

“Eu sou uma pessoa sortuda, Mestre.”

Portanto, não queria que fosse embora. Seria bom se pudesse ficar aqui para sempre.

Não estava mais só, então já podia deixar de ser sniper. E achava que merecia uma recompensa por isso.

“Poxa, ser deixada para trás é péssimo, Mestre. …Eu também quero ser amada.”

Pois tudo estava lhe deixando para trás.

Desta vez, queria segui-lo onde quer que fosse pelo tempo que fosse.

Então――:

“Eu quero que me ame. ――Mestre.”


A carapaça do Escorpião Carmesim tremia e a sua luz foi se intensificando ainda mais.

Podia-se pensar que era uma reação mais acentuada da『Coloração de Ataque』, mas Subaru via algo diferente.

Era como se essa cor vermelha brilhante fosse resultado dos choros e berros de Shaula.

O ser de nome Shaula, que por quatrocentos anos havia aprisionado suas próprias emoções, obedecido o que tinham lhe instruído e se confinado a esta torre, estava explodindo de sentimentos avassaladores e brilhando.

Vermelho era paixão, vermelho era emoção intensa, vermelho era a cor do『Amor』irrestringível.

O Escorpião Carmesim brilhava em vermelho porque Shaula certamente amava alguém e desejava ser amada.

Subaru: “É por isso que dizem que as mulheres de Escorpião são intensamente amorosas!!”

Subaru gritou com força, chutou a areia e lançou seu chicote usando amplamente os ombros.

Shaula: “…”

O Escorpião Carmesim infiel estava de costas para ele, lutando contra Julius.

Sei que tá ocupada e peço desculpas por isso, mas o Mestre em que você tá tão fixada tá bem aqui — dizia ele com o seu chicote. Quando se impunha aos outros, era irritante e insensível, mas――:

Subaru: “Vendo você doidinha por outro homem incomoda profundamente o meu coração masculino――!”

Beatrice: “Mesmo sendo o Subaru, essa fala foi desprezível, de fato!”

Com suas costas sendo empurradas pela repreensão severa de Beatrice, que estava nos ombros de Subaru, o chicote lançado por ele acertou seu alvo — enrolando-se lindamente ao redor da base da cauda do Escorpião Carmesim.

No entanto, não seria nada diferente da situação em que foram lançados e enterrados na areia.

O Escorpião Carmesim também, talvez devido ao resultado do cabo de guerra excessivamente fácil de agora há pouco, tinha concentrado sua atenção em Julius, deixando Subaru e Beatrice em segundo plano.

Subaru e Beatrice eram fracos. ――Era essa a percepção que eles usariam a seu favor.

Beatrice: “El Vita――!!”

Subaru: “Guuu!!”

Beatrice recitou um feitiço e o seu efeito recaiu sobre o corpo de Subaru, afundando ambos os pés dele na areia devido ao peso incrível.

El Vita, que aumentava os efeitos da gravidade ao invés de reduzi-los como fazia o Murak ―― deu um up no peso dele até o patamar de um Yokozuna da primeira divisão de sumô e se contrapôs à cauda do Escorpião Carmesim.

Ainda assim, claro, não era o suficiente. Mesmo com um peso um pouco maior, Subaru ainda pesava no máximo cerca de cem quilos. Longe de rivalizar com a força monstruosa de Shaula, que podia facilmente puxar até uma Carruagem de Dragão.

Então――:

Subaru: “――Tá aqui o momento de brilhar! Pode fazer!!”

Gritou ele ao enterrar os pés na areia e canalizar a força aos seus braços.

No instante seguinte, o corpo de Subaru, quase puxado pela força da cauda do Escorpião Carmesim, permaneceu no chão.

A razão era clara: a força com que se empurravam estava equilibrada. Entre o Escorpião Carmesim e Subaru — não, Subaru e companhia.

“――――ッッ”

À frente de Subaru, que estava firme no lugar, o chicote tensionado estava sendo agarrado por Reis Cavalo Faminto que haviam se juntado à disputa de cabo de guerra com seus corpos imensos e grotescos.

E eles não eram os únicos a participar deste cabo de guerra sem precedentes.

Ursos cobertos inteiramente de flores, toupeiras munidas de asas e cobras suspeitas também estavam participando.

Os Majuus, que deveriam ser inimigos jurados, estavam ajudando Subaru em sua luta.

Isso só poderia ter sido causado por――:

???: “…Sério, como você é mandããão.”

A voz de uma garota envolta em ares de desinteresse e irritação.

Quem disse isso foi uma garota em pé na areia, com o rosto pálido e respirando pesadamente — Meili.

Ela enrijeceu o delicado perfil de seu rosto e respirou longa e profundamente

Nisso, bateu as mãos com força dizendo “Olhaaa”.

Meili: “Vão lá, gente. Ficar só olhando é um desperdíciooo!”

Um instante depois do som das palmas de Meili, o mar de areia tremeu.

Era o bater dos pés e os gritos dos Majuus que ainda se aproximavam; esta zona de Majuus era como chamavam as Dunas de Augria, que estavam sendo controladas pela『Encantadora de Majuus』―― não, já não podia mais ser chamada assim.

Uma『Encantadora de Majuus』não causaria um fenômeno dessa escala.

Ela, que usava o poder da『Proteção Divina da Manipulação de Majuus』e controlava à vontade as hordas que dominavam as Dunas de Augria não condizia com o mero título de『Encantadora de Majuus』.

Ela era a reencarnação da『Mãe dos Majuus』, o ser que havia devastado o império ao sul no passado.

A reutilização da debandada de Majuus, que transformou esta batalha em uma verdadeira guerra total, era uma demonstração das suas capacidades.

Meili: “…”

Havia uma artimanha por trás de Meili ter recobrado a consciência, apesar de sua expressão dolorosa, e da recuperação com a qual pudera participar da batalha final.

Claro, Subaru usou o『Cor Leonis』para assumir o dano que Meili havia recebido e o distribuiu. À sua última carta.

Não era Emilia, Beatrice nem Ram. Não era Julius, Echidna, Patrasche, Meili e muito menos a adormecida Rem.

O último aliado para que conquistasse as Dunas de Augria era――:

Subaru: “――Desculpa te envolver nisso, Gyan! Ajuda nós, por favor!!”

O Dragão Terrestre Gyan, deixado para trás no subsolo da torre de vigia distante — o sexto andar — foi incluído no『Cor Leonis』e Subaru distribuiu o fardo a ele.

Foi uma decisão extremamente dolorosa, mas o mais doloroso foi que Gyan cumpria os requisitos para a distribuição do fardo através do『Cor Leonis』.

Em outras palavras, assim como Beatrice e os demais companheiros, isso dava-se ao fato de que Gyan também queria apoiar Subaru.

Aproveitando-se dos sentimentos cinematográficos de Gyan, Subaru transferiu a maior parte do fardo de Meili ao Dragão Terrestre através de si mesmo. Essa era a artimanha que permitiu que Meili se recuperasse.

E foi também a razão pela qual o Escorpião Carmesim foi inesperadamente derrotado na disputa de força.

E isso――:

Subaru: “――Nesse ritmo, vai ser o motivo da tua derrota, Shaula.”

Comandando a guerra total que empregava até a força dos Majuus e do Dragão Terrestre, as palavras de Subaru literalmente fizeram com que as patas do Escorpião Carmesim flutuassem.

O『Cavaleiro Irretocável』não deixaria esse momento passar.

O golpe do arco-íris disparado cortou pela base a cauda do Escorpião Carmesim, equiparado pela competição de força.

Shaula: “…”

A cauda cortada explodiu e, em um ato igual ao de autotomia, espalhou destruição ao redor, porém isso foi bloqueado pela luz do arco-íris. Impedido, o trunfo do escorpião foi neutralizado e suas enormes garras desceram ferozmente nas costas de Julius.

No entanto, o ataque instável e ansioso, resultante da derrota na disputa de força e da perda da cauda, não funcionaria contra o cavaleiro que havia quebrado barreiras e superado uma luta contra o『Santo da Espada』da primeira geração.

Julius: “Shi――!”

Um golpe em arco cortou magnificamente a enorme garra esquerda pelas juntas frágeis. Com o corpo balançando por causa do embalo de ter um dos braços cortado fora, o escorpião colocou Julius na enorme garra direita que ainda lhe restava.

E quando estava prestes a fechá-la para cortar o corpo dele ao meio――:

Julius: “――Al Clanver.”

Assim que fechou, a aurora polar no corpo inteiro de Julius se desfez e expandiu de uma só vez.

No momento em que tirou a armadura de arco-íris, a aurora que expandiu explosivamente estourou de dentro da enorme garra prestes a fechar, arrancando-a pela base.

Shaula: “――――ッッ”

A onda de choque fez com que o corpo gigante do Escorpião Carmesim fosse arremessado pelos ares. Nisso, o Majuu que caiu formidavelmente na areia tinha perdido a cauda e os dois braços, ficando em um estado deplorável.

Além disso, como se estivessem cercando o Escorpião Carmesim revirado, outros Majuus o imobilizaram ali.

O Escorpião Carmesim teve suas oito patas seguradas e seus movimentos restringidos.

Como se estivesse se recusando a aceitar o fim iminente, ele contorceu o corpo e moveu a cabeça com suas presas afiadas.

Tratando-se das capacidades de resposta do Escorpião Carmesim, não seria estranho nem se ele desenvolvesse uma nova habilidade aqui e conseguisse uma evolução que superaria esta situação desesperadora, mas――:

Subaru: “――Isso acaba aqui, Shaula.”

Subaru ficou à frente do Escorpião Carmesim que se debatia, de modo que estava refletido em todos os olhos compostos dele.

O escorpião, com suas armas perdidas e suas patas imobilizadas, foi encurralado em uma situação patética. Deveria ser fácil acabar com ele neste estado, mas não era esse o desejo de Subaru.

Apesar de tê-la encurralado assim, ainda não sabia qual era a melhor escolha――:

Subaru: “Meili.”

Meili: “…O que será que vocês iam ter feito sem mim, heiiin?”

Ao ter o nome chamado, Meili caminhou até o escorpião enquanto suspirava.

Ela parou ao lado de Subaru e estalou os dedos juntamente de um suspiro. E, tendo atraído a atenção dos olhos compostos para ela:

Meili: “Quem é vooocê? Senhor escorpião vermelho assustador? Ou talvez…”

Shaula: “――――”

Meili: “Ou talvez será que é outro alguééém?”

O movimento dos olhos compostos do Escorpião Carmesim debilitou-se com essa pergunta.

Eles, tremendo, olharam silenciosamente para Meili e depois se voltaram para Subaru.

Os olhos vermelhos agressivos começaram a mudar de cor lentamente.

Subaru: “Shaula.”

Ela foi se acalmando junto do brilho vermelho de sua carapaça.

Foram se acalmando gradualmente os olhos, até se tornarem verdes, e a carapaça, até se tornar preta, até que――:

Subaru: “――Shaula!”

Até que――:


Ia desmoronando, desmoronando e se dispersando.

Ia desmoronando, desmoronando e se descascando.

Ia desmoronando, desmoronando e se desbotando.

Desmoronando, desmoronando, desmoronando, tudo ia ficando distante e brilhando.

Desmoronando, desmoronando, desmoronando, tudo ficou distante e brilhou.

Tudo estava se dispersando, descascando, desbotando, ficando distantíssimo e parecendo brilhar.

Foi deixada para trás e suas memórias foram sumindo, entretanto, estavam certamente cintilando.

Já que esses dias eram todos preciosos, ficava desesperada em apanhá-los.

Subaru: “…”

Shaula: “Se lembra, Mestre? Quando me disse pra esperar porque ia com certeza voltar e então desapareceu?”

Assim perguntou Shaula, sentada com as mãos nos joelhos, enquanto inclinava a cabeça para o lado.

Subaru sacudiu a cabeça de um lado para o outro em resposta à atitude dela, que era como se estivesse falando de memórias antigas e queridas.

Subaru: “Lembro não. Digo, já te falei que não sei. Quantas vezes que eu vou ter que repetir?”

Shaula: “Bem, não tem jeito. Quando se trata de ter a memória fraca, eu me rendo pro Mestre. O Mestre e eu somos farinha do mesmo saco.”

Subaru: “Isso me dá arrepios! Mas admito que a gente tem uma linguagem parecida.”

Seja como for, era também por ela usar palavras do mundo de Subaru que ele sentia inconscientemente uma espécie de afinidade.

Subaru não era tão encantador, adorável nem dedicado quanto ela.

Ele não conseguiria dedicar quatrocentos anos a alguém que o deixara para trás.

Subaru: “Porque eu sou impaciente. Sou afobado e quero resultados na hora. Se eu pelo menos pudesse ficar sempre ao lado da pessoa, ia até tentar ser mais paciente…”

Shaula: “Ahh, issaí não é nada bom, Mestre. Certo? Escuta só essa frase famosa. Amor é paciência!”

Subaru: “Você não tá se confundindo com “estilo é paciência” não!? Não tá mais pro slogan duma mulher devota ou duma mulher que se sacrifica!?”

Shaula: “É tudo pra concretizar os sentimentos ardendo dentro do meu peito. Pode rir de mim, dizendo que eu sou uma mulher idiota, que eu sou uma mulher patética. A sua cara risonha também é linda… sabe?”

Subaru: “Não, consigo rir não. Olha, tô quase chorando.”

Shaula: “Deixa eu ver.”

Com o rosto, Shaula se aproximou de Subaru, que disse isso apontando para a própria cara.

Ela, que tinha se levantado de repente e com vontade, trouxe tão perto o rosto que deu para ele sentir sua respiração e ver de perto a fisionomia bem esculpida dela outra vez.

Seus olhos grandes e alongados eram impactantes e estavam conectados pelo dorso nasal.

Como seus cílios longos, a pele impecável que não parecia ter passado tanto tempo no mar de areia e o semblante arredondado haviam mudado, era difícil de captar, mas a modelação geral destacava mais a beleza do que a delicadeza.

Ela era uma existência que recebeu o nome de uma estrela e que estava destinada a continuar esperando por alguém querido sem sair deste local.

Shaula: “Ué? Mestre, está com os olhos marejados ou chorandinho?”

Subaru: “…O teu Mestre é um arrombado. Eu mesmo gostaria de meter um soco nele.”

Shaula: “E eu vou ter é que assistir com meus sentimentos ultra mega confusos! Que tipo de situação é essa de Mestre nocauteando Mestre!? …Poxa.”

Subaru tremeu os lábios e fechou os olhos com força.

Quente, algo quente subiu, forçou-se a sair pelas pálpebras e escorreu pelas bochechas.

Shaula, vendo as lágrimas transparentes, murmurou novamente um pequeno “Poxa.” e――:

Subaru: “…”

Que nem ataque surpresa, uma sensação úmida tocou na bochecha de Subaru, que estava de olhos fechados.

Quando os abriu, viu o rosto de Shaula se afastando lentamente. Sorrindo travessamente, ela colocou um dedo nos lábios e mostrou de relance sua língua vermelha.

Shaula: “…Os fluidos do Mestre são salgados e doces.”

Subaru: “Que jeito de falar…”

Shaula: “O jeito que eu falar não vai mudar nadica. Os meus sentimentos são expressos com todo o meu corpo e alma. ――Mestre, eu te amo.”

Ela disse “eu te amo” assim repetidas vezes.

Sabendo o que havia por trás delas, definitivamente não podia dizer que eram palavras levianas.

Shaula dizia “eu te amo” assim, a cada oportunidade, porque seu amor transbordava.

Porque palavras que ela queria dizer há muitíssimo tempo transbordavam de dentro dela.

Por quatrocentos anos, os sentimentos dela, que seguiu desejando amar e ser amada――:

Shaula: “Eu te amo, Mestre.”

Subaru: “…Não vou dizer que te amo.”

Shaula: “Eu sei. Porque o Mestre é cruel, tímido e envergonhado. Mas eu gosto disso também. Tô perdidamente apaixonada. Only you.”

Subaru: “…”

O tempo a tinha deixado para trás e o papel que desempenhava restringia o seu corpo que nem uma corrente.

Quando quase feriu a pessoa que amava, ela chorou e implorou pela『Morte』.

Preferia perder tudo a feri-lo. O que foi que ele disse a ela, que chorava intensamente?

Disse que nunca deixaria que ela ficasse chorando.

Subaru: “Não vou… te dizer… que te… amo…”

Shaula: “…Tudo bem. Já que o Mestre não diz, eu vou continuar dizendo. Aí, algum dia, com certeza vai chegar uma hora que você vai sentir a vontade de retribuir.”

Subaru: “Algum dia… quanta paciência essa. Vai esperar quatrocentos anos?”

Shaula: “É isso mesmo? Os quatrocentos anos passaram rápido.”

Ela, com uma voz de luto, gritou e chorou que estava esperando todo esse tempo.

Ela, abandonada pelo fluxo do tempo e feita de prisioneira pela sua afeição, gritou e chorou que estava solitária todo esse tempo.

Não tinha como a atual saber que existia um mundo no qual havia exprimido seus sentimentos. Logo, escondido do outro lado da atitude que aparentava indiferença, quanto será que suas emoções lhe tempestuavam o coração?

Prometeu que não a faria chorar. E ainda pretendia manter essa promessa.

Logo ―― queria que chorasse. Queria que chorasse e ainda reclamasse que não era o suficiente.

Se ela chorasse e chorasse e chorasse aos berros e chorasse sem parar e desabasse de tanto chorar.

Natsuki Subaru, que não era o Mestre nem nada, faria de tudo para parar as lágrimas dela com toda a sua alma.

Ainda assim――:

Shaula: “Quatrocentos anos mais parecem o dia depois de amanhã.”

Sem mostrar nenhum traço do Escorpião Carmesim, apenas os de uma bela garota, ela sorriu.

Tão bonita que cativava inconscientemente e tão efêmera que era como se fosse se desmanchar caso a tocasse, Shaula corou levemente as bochechas brancas e, com o rosto de uma jovem apaixonada, continuou com um “Porque…”.

A jovem apaixonada continuou com um “Porque…” e――:

Shaula: “――Eu amei até mesmo o tempo que fiquei esperando.”

Subaru: “…”

Shaula: “Ei, Mestre. Então, algum dia, novamente――”


Ia desmoronando, desmoronando e se dispersando.

Ia desmoronando, desmoronando e se descascando.

Ia desmoronando, desmoronando e se desbotando.

Desmoronando, desmoronando, desmoronando, tudo ia ficando distante e brilhando.

Desmoronando, desmoronando, desmoronando, tudo ficou distante e brilhou.

Subaru: “――Shaula.”

Desmoronando, parte da carapaça se desprendeu e transformou-se em pó sob a areia.

Não estando limitado a apenas uma parte, foi se espalhando por todas as áreas que estavam se desprendendo.

A cauda cortada fora, as garras separadas, as várias patas que estavam sendo seguradas pelos Majuus e até a cabeça sendo abraçada por Natsuki Subaru, tudo isso――:

Beatrice: “…Ela cumpriu seu dever, eu suponho?”

Disse Beatrice, em voz baixa, a Subaru, que tentava ajuntar a presença em seu peito que ia diminuindo gradualmente.

O espírito, com sua aparência graciosa, olhava tristemente para o Majuu — não, para o semelhante que, assim como ela, veio se sacrificando por um dever imposto pelo destino — que ia se desmanchando debilmente.

As palavras de Beatrice foram algo que o cérebro dele recusou-se a aceitar.

Mas ele sabia instintivamente. ――Isto não era『Morte』.

Ela foi encarregada de ser a Guardiã Estelar da Torre de Vigia Plêiades e, quando chegou o dia de hoje, que cedo ou tarde viria, veio o seu inevitável fim.

Subaru: “Nesse caso… a gente…”

Se não tivessem vindo aqui, será que ela teria ficado para sempre?

Nesta torre de areia, sempre esperando por alguém que nunca voltaria――.

Julius: “――Subaru, você deve estar ciente. Que essa suposição é um insulto a ela.”

Subaru: “…”

Julius: “E o que você deve fazer é não se arrepender.”

Assim falou o cavaleiro, já com a espada embainhada e com suas vestes sujas de sangue e de areia.

Implacável, porém absolutamente verdadeiro.

Subaru rangeu os dentes, escondeu o ódio que tinha dessa verdade e exalou.

Então, abraçou com mais força aquela que esteve sozinha todo esse tempo.

A ela, que tinha passado tanto tempo deixada para trás neste lugar sem ninguém.

Por aqueles que melhor fizeram companhia a ela que, vagarosamente e não mais sozinha, ia partindo.

Subaru, Beatrice, Julius e Meili.

Havia leves traços de alguém correndo da torre de vigia ao longe. Os companheiros que estavam na torre.

Todos estavam se reunindo por ela, que passara todo esse tempo sozinha.

«Mas, pra mim, só o Mestre já ia ser o suficiente.»

Imaginou ela dizendo essas coisas nada adoráveis e, com isso, vieram as lágrimas.

Escorreram lentamente pelas bochechas de Subaru e as presas do Majuu gentilmente tocaram nelas.

Com presas afiadas que poderiam destruir qualquer coisa, ela tocou em Subaru, que deveria ser o mais frágil naquele momento, como se para não destruí-lo, como se para dar carinho, suavemente, suavemente.

E então――:

“――Ah.”

Os braços que a abraçavam perderam repentinamente a sensação que tinham dela.

Desmoronando, a carapaça do Escorpião Carmesim perdeu a massa, despedaçou-se e se transformou em pó. Subaru abriu a boca amplamente enquanto a poeira negra dançava sobre a areia.

Subaru: “Shaula…”

«Sim, Mestre?»

Subaru: “Shaula… Shaula… Shaula…”

«Me chamou, Mestre?»

Subaru: “Shaula, Shaula…”

«Pô, ser amada tanto assim pelo Mestre me deixa toda sem saber o que fazer!»

Quando fechava os olhos, seus ouvidos relembravam a voz dela respondendo aos seus chamados.

Mesmo assim, ela já não estava mais em lugar nenhum.

Subaru: “――Ah.”

Subaru estava agachado na areia, escavando o mar de areia.

A voz de alguém alcançou seus tímpanos. Ele não sabia de quem era. Sem tempo para verificar, Subaru apenas levantou o rosto como se tivesse sido atraído e arregalou os olhos.

O solo arenoso coberto de pó negro tremeu ligeiramente e algo emergiu.

Uma pequena criatura do tamanho da palma de uma mão. Cavou a areia com suas duas garras e puxou habilmente seu corpo para fora dela usando a cauda, era uma pequena criatura com uma carapaça vermelha――:

“…”

Ela se aproximou de Subaru, que estava ajoelhado no chão, e gentilmente tocou na sua mão coberta de areia.

Esse simples gesto de contato parecia deixar vestígios daquele encanto――.


Ia desmoronando, desmoronando e se dispersando.

Ia desmoronando, desmoronando e se descascando.

Ia desmoronando, desmoronando e se desbotando.

Desmoronando, desmoronando, desmoronando, tudo ia ficando distante e brilhando.

Desmoronando, desmoronando, desmoronando, tudo ficou distante e brilhou.

――Tudo ia brilhando porque você estava lá.

Shaula: «Quatrocentos anos mais parecem o dia depois de amanhã.»

Shaula: «Porque eu amei até mesmo o tempo que fiquei esperando.»

Shaula: «Ei, Mestre. Então, algum dia, novamente――»

Shaula: «Queria que algum dia a gente se encontrasse novamente.»

Shaula: «Agora é vez do Mestre me esperar. Em vez de ser a mulher que vai atrás, sou a mulher que vão atrás.»

Shaula: «――Mestre, essa é uma promessa importantíssima.»

Shaula: «Desta vez, por favor, não se esqueça.»

Shaula: «――Mestre, eu te amo.»


Subaru: “Você é uma idiota.”

Com a voz trêmula, assim murmurou Subaru: Como eu poderia esquecer?

Então, ele levantou aquilo que fazia cócegas nas costas da sua mão e o envolveu com as duas mãos.

Aceitando como se estivesse com vergonha, o pequenino escorpião tremia.

A carapaça dele era vermelha, tão vermelha que ofuscava os olhos, vermelha-viva.

――Essa era a cor do『Amor』, que não podia ser desbotada nem mesmo após quatrocentos anos.

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