Todos eles fixaram os olhos na jovem que bufou enquanto a bainha de seu vestido dançava contra a brisa. A menina, Beatrice, olhou em volta com seus olhos redondos, observando a situação. Nesta grande praça da “Rua Fluvial” estava presente o fortemente cicatrizado Ley Batenkaitos e, em oposição a ele, permaneciam Otto, Felt e os outros demais. Vendo eles, Beatrice deixou escapar um suspiro de cansaço.
Beatrice: “Essas são expressões lamentavelmente pobres, eu suponho.”
Todos estavam cansados demais para discutir os comentários de Beatrice, que soltou um suspiro. A presença e participação de Beatrice na luta seria certamente um ponto de virada nessa batalha que se agravava e piorava progressivamente. Sentimentos de alívio surgiram no peito de Otto.
Otto: “Bea–~hk!”
Assim que estava prestes a chamá-la, ele calou-se imediatamente. Batenkaitos era uma existência que “comia nomes”. Ele tinha acabado de tentar evitar que os outros o chamassem pelo seu nome. Não havia motivo para ele ir contra isso. A atitude de Batenkaitos para com Otto, que estava escondendo seu nome, era claramente de irritação por ele interferir em sua refeição. Em outras palavras, para Batenkaitos comer o nome de seu oponente, ele precisava descobrir. Portanto, Otto não daria a chance dele perceber o nome de Beatrice. Ele colocou a mão sobre a boca e suprimiu suas palavras. No entanto, essa premeditação de Otto acabou sendo fútil. Isso porque—
Ley: “Beatrice-sama? O que você anda fazendo por aqui?”
Batenkaitos articulou, inclinando a cabeça de lado e com os olhos fixos em Beatrice, enquanto continuava a observar, a Gula continuou suas palavras misteriosas.
Ley: “É uma surpresa, já que normalmente não gostava tanto de sair de casa. Isso, além dos horários das refeições, ou quando você estava acompanhada pelo Grande Espírito-sama… Ah, então havia algumas exceções?”
Batenkaitos continuou com suas palavras para a silenciosa Beatrice. Aquelas pareciam palavras de proximidade, o que seria incorreto de dizer, mas sem dúvida eram palavras de uma pessoa com senso de distância e relacionamento no passado.
Otto: “Isso significa que ele é um conhecido seu do passado… Beatrice-sam–~hk!”
A relação entre Beatrice e Batenkaitos no passado. Perdendo o entendimento antes de ser capaz de chamar seu nome, a garganta de Otto engasgou no meio do caminho. Inconscientemente, ele olhou para o rosto de Beatrice. Mordendo os lábios e tendo a fúria girando em seus grandes olhos redondos, estava Beatrice. Era raro ver essa garota espírito demonstrar raiva. Diante da reação atônita de Otto, Beatrice suspirou e fez uma careta para Batenkaitos.
Beatrice: “Seu truque já foi compreendido, de fato. Então é assim, eu suponho.”
Beatrice murmurou em um tom profundo e pesado. Sua voz não transmitia hostilidade, em vez disso suprimia suas próprias emoções.
Ela fixou seu olhar no interior dos olhos corrompidos e sujos de Batenkaitos e distorceu seus lábios devido à repulsa resultante pelo que era refletido em seus olhos, escondendo a raiva mostrada em seu rosto.
Beatrice: “Você… Quantas pessoas você vai acumular dentro de si até se cansar disso, na verdade?”
Ley: “Quem sabe? No entanto, a quantidade que comemos é bem melhor que a de Roy. Roy é a ‘Comilança Bizarra’, sendo assim, ele come qualquer coisa, mas como selecionamos cuidadosamente, as qualidades são diferentes~tsu! Nós consideramos a qualidade de vida de nossa refeição, e é isso que nos faz entrar em conflito com Roy.”
Afirmando serem os “Nomes” e as “Memórias” suas refeições, estava Batenkaitos.
Chamar a si mesmo de “Gourmet” e chamar alguém próximo dele de “Comilança Bizarra” tinha um senso estético peculiar, e eram coisas que Otto nunca poderia compreender.
E o que Otto também não conseguia entender era a atitude de Beatrice naquele momento. A repulsa sentida por ela não parecia resultar de uma simples avaliação vinda de seu confronto com Batenkaitos, mas sim de uma concepção diferente originada de outra raiz. Talvez estivesse ligado ao modo como Batenkaitos tratou Beatrice referindo-se a uma existência que já conhecia. E, pensando até agora, Otto finalmente percebeu, a possível razão do porquê Batenkaitos conhecia Beatrice unilateralmente.
Otto: “Não pode… ser.”
O poder de combate de Batenkaitos ficava em um território acessível apenas àqueles que treinaram fortemente por muito tempo. Otto havia feito uma hipótese com base nas observações fatuais de Dinas.
Otto: “Eu havia antecipado a ideia de que você estava tomando as experiências do corpo de um oponente cujos ‘Nome’ e ‘Memória’ haviam sido comidos. Atingir um nível extremo de destreza em suas habilidades de artes marciais e punhal na sua idade seria difícil. Se for assim, então…”
Até mesmo as habilidades de um oponente que foi devorado serviriam de alimento para ele. Se for assim, então se tornou concebível como Batenkaitos conseguiu aprender habilidades que rivalizavam com as de um mestre de artes marciais. Se essa hipótese não estivesse apenas correta, mas tivesse um significado adicional…
Otto: “No entanto, se o que é assumido não seja apenas as experiências corporais…”
Isso significava que era algo ainda mais cruel, diferente da ameaça da força de combate. Afinal Batenkaitos havia dito:
Eu estava procurando por aquele cujo discurso ecoava pela cidade. Essa pessoa, que era fraca e frágil, não podia ajudar em nada a não ser que alguém estivesse ao seu lado e o apoiasse.
Você pode sentir e simpatizar com isso por estar ao lado do personagem de Natsuki Subaru por um longo tempo. Aquele jovem tinha algo misterioso que fazia as pessoas ao seu redor pensarem isso.
No entanto, esses pensamentos eram de alguém que o tratava afetuosamente. O fato de ele estar ciente da força e coragem frágil e fraca de Subaru era a prova de que Batenkaitos esteve perto dele. E se essa prova tivesse sido roubada pela Gula? Neste momento, uma única possível candidata veio à mente de Otto–
Otto: “–hk!”
Otto finalmente chegou à mesma repulsa que Beatrice sentia. Sujeito à mudança de cor nos olhos de Otto olhando diretamente para ele, Batenkaitos sorriu revelando suas presas.
Ley: “Sou a empregada chefe da casa do Margrave Roswaal L. Mathers, ah… espere, espere, está errado.”
Balançando o pescoço ao pronunciar isso, Batenkaitos abriu os braços. Em seu corpo cheio de cicatrizes, ele acariciou uma única cicatriz branca com amor. Aquela cicatriz, suspensa em seu ombro, parecia ter recebido uma estaca de ferro afiada onde doía só de olhar.
Ley: “Agora sou apenas uma pessoa amada e solitária. A pessoa amada de alguém que será um herói algum dia, a apoiadora de Natsuki Subaru, Rem… agora foi?”
“…”
Ley: “Finalmente vamos conhecê-lo, aquele amado Herói-sama! Nosso herói deve ter vindo até aqui para lançar seu julgamento sobre nós!”
Esticando a língua e lambendo a ferida em seu ombro, Batenkaitos gargalhou.
Sem pensar, o sangue de Otto subiu à cabeça. Enquanto rangia os dentes, que faziam um som crepitante, ele estava cheio de raiva o suficiente para querer socá-lo.
A atitude, o tom e o sorriso da Gula, tudo ridicularizava a existência daquela jovem solitária. Sem saber o quanto aquela jovem deveria ter implorado para voltar em segurança, agora, ela estava apenas sendo pisoteada pela zombaria e pelo desprezo. Foi isto que fez o coração de Otto pegar fogo, a Gula era um oponente que jamais poderia ser perdoado.
Otto: “Beatrice-san…?”
Beatrice deu um leve passo e parou na frente de Otto, que estava contando com o dedo o número de pedras mágicas que sobraram em suas mangas. Otto não conseguia entender o porquê de ela ter se voltado para ele.
Beatrice: “Corrija suas ideias, eu suponho. Bom trabalho ao chamar Betty aqui, na verdade.”
Otto: “–“
Beatrice: “Ele é… é alguém que o Subaru não deve conhecer, eu suponho. Se o Subaru o encontrar, ele certamente ficará ferido, a ponto de que aquela ferida nunca cicatrizará. É por isso que…”
Otto: “Vamos apenas detê-lo aqui, nós mesmos.”
Completando o fim das palavras de Beatrice, Otto assim declarou. Embora Beatrice não tivesse se voltado para trás, sua postura deixou claro que ela concordava. Ela era a parceira de Subaru, que se comprometeu consigo mesma e com os outros. Otto compreendeu dolorosamente como seria desagradável para ele se a maldade diante de seus olhos chegasse perto de Subaru.
Felt: “Espera, espera, espera, espera aí, estou mandando vocês esperarem!”
E quem chamava os dois com um desejo revitalizado de derrubar o adversário não era Batenkaitos. Era Felt, que até agora ouvira em silêncio o diálogo deles ao lado de Otto. Ela agarrou seu pacote e apontou para Beatrice.
Felt: “Eu ouvi você falar como um figurão, mas o que essa garotinha pode fazer em primeiro lugar? Embora eu tenha ouvido que você era companheira daquele nii-chan.”
Otto: “Ah, entendo. Hm, explicar isso primeiramente seria um pouco complicado…”
Felt sugeriu suas próprias dúvidas, para as quais Otto não conseguiu dar uma explicação adequada. Ela provavelmente já sabia que Beatrice era um espírito que foi contratado por Subaru, já que isso era de conhecimento geral. Porém, também era verdade que a força de batalha de Beatrice era incerta na ausência de Subaru.
Beatrice: “Uma anã não deveria chamar as outras pessoas de ‘garotinhas’, na verdade. Se você tem tempo livre para se preocupar com a habilidade de Betty, é melhor usá-lo para se preocupar com esse corpo deficiente sem um futuro, eu suponho.”
Felt: “Ei, você é uma pirralha muito durona, me deixe dizer que tenho comido e dormido direito agora, sendo assim, minhas costas e meu peito estão crescendo. Você quem deveria se preocupar com o seu futuro.”
Beatrice: “Infelizmente, o corpo de Betty já foi determinado para este projeto. Então… Hmm…”
Uma conversa condizente com a situação começou, mas Beatrice a interrompeu fazendo uma pausa nas palavras. O que seus olhos perceberam foi o pacote fino nas mãos de Felt. O “Trunfo” de Felt era uma ferramenta mágica, a qual Beatrice fez uma expressão de surpresa ao pousar seus olhos nela.
Beatrice: “De jeito nenhum, isso é o ‘Meteoro’, suponho?”
Felt: “Meteoro?”
Beatrice: “Mãe… há muito tempo, um feiticeiro reverenciado o usou para importunar o Dragão, na verdade. Seu paradeiro deveria ser desconhecido, mas este é o destino, eu suponho.”
Felt achou discutível a explicação de Beatrice, mas, do ponto de vista de Otto, afirmar que a Mãe que Beatrice mencionou e, logo depois, corrigiu era uma Bruxa que havia desaparecido das lendas seria uma declaração verdadeiramente ultrajante.
Ele ainda tinha suas próprias dúvidas as quais queria perguntar, mas se a Bruxa tivesse usado isso para irritar o Dragão, a credibilidade de seu potencial era muito alta.
Otto: “Eu tinha ouvido falar de sua convolução no uso, mas o que podemos esperar disso em termos de força?”
Beatrice: “É um cajado que se gaba de ter uma anedota ao ter feito o Dragão chorar, na verdade. Seu poder é garantido, suponho.”
Sua afirmação ainda era difícil de acreditar. No entanto, ela transmitiu a autenticidade da arma. E embora Otto tenha sido influenciado pelas palavras de Beatrice, Felt ainda não estava totalmente convencida.
Felt: “Vou me questionar sobre o que diabos você está falando mais tarde. Agora, em invés disso este pequeno…”
Beatrice: “Sua consciência não pode se elevar acima desse nível, na verdade. Mas sua preocupação é fútil, eu suponho.”
Felt: “Ah?”
Beatrice: “Afinal, o ataque já foi preparado.”
Na frente de Felt, que inclinou o pescoço confusa, Beatrice esboçou um sorriso encantador no rosto.
Erguendo sua mão suavemente, ela apontou para Batenkaitos, e as gargantas de todos foram subsequentemente congeladas. Cristais violetas se formaram e cercaram os arredores de Batenkaitos.
Ley: “Aah, Beatrice-sama é tão impiedosa.”
Beatrice: “Se segurar e ter misericórdia são coisas que não existem em nenhum lugar deste mundo para você, eu suponho.”
El Minya. Uma rara magia ofensiva, mesmo dentro da magia Yin. Essa foi a razão por trás de ele mostrar suas presas.
No momento em que Batenkaitos fez sua reclamação, os cristais violetas fizeram uma dança ruidosa, miraram e avançaram em seu pequeno corpo.
O ataque forte e pontiagudo atingiu o corpo magro em pé — os cristais se estilhaçaram, o pavimento de pedra se rompeu e a fumaça foi formada. Essa cena desastrosa no centro desta enorme praça aberta provou seu poder.
Beatrice: “O que você acha disso, eu suponho?”
Mostrando seu poder mágico, Beatrice se virou para Felt com uma expressão vitoriosa. Embora tenha sido um gesto imaturo para um Grande Espírito de quatrocentos anos, Felt estava sem palavras para apontar algo assim.
Felt: “B-bem, não foi tão ruim assim, eu acho.”
No entanto, apesar de sua mudez, Felt se recusou a admitir sua perda.
Gaston: “S-sua voz está trêmula Felt-sama…”
Felt: “Isso vale para você também, Gaston! Pare de dizer bobagens idiotas e continue olhando para frente.”
Para esconder o tremor da própria voz, Felt gritou para Gaston, cuja voz também tremia.
Contudo, nem tudo o que ela disse foi enganoso. Afinal, a figura do indefeso Batenkaitos, que deveria ter recebido o ataque mágico de Beatrice e ter sido apanhado na explosão subsequente, não estava presente onde deveria estar.
Dynas: “Ele está vindo!”
Dynas gritou e todos ergueram os olhos e olharam na direção em que ele olhava fixamente. Lá estava presente a forma da Gula, com todos os quatro membros no chão, movendo-se como uma aranha. Ele sorriu mostrando suas presas, enquanto o sangue escorria de seus olhos.
Ley: “Haha~ como esperado da Beatrice-sama! Que bom, tão bom, muito bom, talvez seja bom, certamente é bom, com certeza é bom, como certamente é bom~tsu!”
Balançando a cabeça, despenteando o cabelo, Batenkaitos saltou do chão e avançou mais uma vez.
Beatrice: “Cinco tiros restantes.”
Em resposta à sua ameaça, Otto ouviu Beatrice murmurar algo perturbador enquanto lambia os lábios.
No momento em que El Minya foi usado e o ataque contra Batenkaitos começou, Beatrice sentiu uma grande pedra mágica quebrar em seu bolso.
O número de pedras mágicas restantes agora era seis — em termos de uso do poder de Beatrice, apenas cinco pedras poderiam ser implantadas durante a batalha.
— Aquele encontro preliminar na praça com os Arcebispos do Pecado da Ira e da Ganância rendeu maus frutos durante a luta incidental posterior contra eles.
Como resultado dessa batalha, Beatrice gastou sua mana para curar Subaru e as pessoas da cidade a ponto de atrapalhar suas capacidades físicas.
O Espírito Beatrice era um Espírito Artificial criado pela Bruxa Echidna.
Sua força era muito maior do que a dos espíritos normais, mas, em troca, ela tinha algumas desvantagens.
O fato de ela poder se mover agora era resultado de uma carta jogada que normalmente não poderia ser usada.
Nesta situação, Beatrice tinha sete pedras mágicas. Cada pedra mágica tinha mana armazenada dentro dela ao longo de vários anos. Entre estes, um já havia sido usado e agora restavam apenas seis deles. Eles foram dados a Beatrice, que dormia em um sono profundo, por Kiritaka, que estava ciente da comoção nesta grande praça, agindo com o propósito de fornecer ajuda a eles.
Kiritaka: “Por favor, eu te peço do fundo do meu coração, Grande Espírito-sama. Por favor, empreste-me sua força e a use para lutar pela proteção desta cidade. Nesta cidade residem aqueles que amo.”
Todo confuso, quase chorando, estava Kiritaka implorando para Beatrice indiferentemente. Sem escolha, Beatrice respondeu ao chamado de Kiritaka, que havia usado uma pedra mágica de valor incomensurável para acordá-la de seu sono sem pensar duas vezes.
Se fosse dizer a verdade, Beatrice queria ir rapidamente para onde Subaru estava.
A situação da cidade havia mudado completamente, e Subaru também estava sob ameaça. Afinal, sem ela ao seu lado, Subaru era um cara extremamente preocupante. Era por isso que, agora que ela estava acordada, ela devia dedicar-se a Subaru.
Beatrice: “Estúpida, eu suponho. Não, estúpido, na verdade.”
Beatrice desistiu desse desejo, uma vez que sentiu culpa ao perceber sua indulgência sob o nome de preocupação.
Se Subaru escolheu lutar, isso mesmo sem a presença dela, então significava que ele tinha uma maneira de lutar sem ela.
Subaru não se superestimava. Em vez disso, ele tendia a se subestimar mais.
Ele não entraria imprudentemente em um confronto com um oponente contra o qual não poderia vencer e se precisasse vencer o oponente usando Beatrice, ele a acordaria de uma forma ou de outra.
Era por isso que nesta batalha Subaru não precisava dela, que foi deixada sozinha.
Portanto, quando Subaru retornasse de sua batalha, ela também deveria ter um histórico de vitórias em seu currículo para que pudesse competir com ele.
Para ajudar Beatrice, que agora estava de reserva, Kiritaka ofereceu sete grandes pedras mágicas.
Incapaz de usar a mana de seus arredores, Beatrice estava utilizando a mana das pedras mágicas como um condutor ineficiente como último recurso.
No bolso de seu vestido, as sete pedras mágicas eram capazes de fazer milagres, mas seu potencial agora estava sendo desperdiçado no simples uso da magia.
Normalmente, você acreditaria que a força deles poderia ser usada para invocar não dez, mas até mil feitiços mágicos. No entanto, embora não houvesse limitações na extensão da magia, não importava quão baixa fosse a escala da magia, a pedra mágica acabará estilhaçando-se após uma única convocação. E como um dos seis precisava ser reservado, apenas cinco podiam ser utilizados.
Beatrice: “O reencontro com o nii-chan terá que esperar, eu suponho. Em vez disso, você verá o inferno, na verdade.”
Originalmente, uma das grandes pedras mágicas que Kiritaka deu a Beatrice foi planejada para ser ocupada por Puck. Esse era o propósito original de sua viagem, mas agora não era nada além de irônico isso acabar sendo destruído com o propósito de uma batalha.
Ley: “Estamos cansados de ver o inferno–tsu! Afinal, os que foram comidos por nós, cada um deles provou a nós isso!”
Gritando, Batenkaitos saltou na direção deles.
Seu movimento foi casual, mas seu olhar cortante foi extremamente cauteloso com Beatrice.
Ele não sabia que Beatrice ficaria sem munição, isto é, sem mana, depois de cinco movimentos. Para lhe dar essa impressão, ela havia começado um ataque poderoso em troca de uma pedra mágica. Essa estratégia era a melhor tática possível e havia sido bem-sucedida.
Beatrice ergueu a mão esquerda e apontou a palma para Batenkaitos no ar.
Beatrice: “Al Minya!”
Ley: “–Tsu!”
Beatrice: “Era só brincadeira, na verdade.”
Naquele instante, esperando o nível extremamente alto de magia, Batenkaitos endureceu seu corpo. Na frente dele, Beatrice mostrou a língua e voou para trás.
Neste ponto, Dynas e Gaston mergulharam sobre o encolhido Batenkaitos.
Gaston: “Uoooh~!”
Dynas: “Coma isso também!”
Gritando, os dois homens lançaram seu contra-ataque sobre Batenkaitos com duas lâminas e um punho.
O golpe forte e certeiro atingiu a Gula, mas Batenkaitos se esquivou com um excelente manuseio preeminente do corpo e, em resposta, voltou sua própria adaga para os dois.
A ponta do aço oscilante cursou um caminho onde apontava diretamente para o pescoço de Dynas.
Gaston: “É perigoso! Cuidado! Gueh!”
Dynas: “Desculpe!”
Gaston obstruiu o caminho da adaga, protegendo Dynas e recebendo o golpe ele mesmo.
Um estalo de madeira ecoou e o poder da adaga foi enfraquecido. Porém, Gaston, que recuava, tossiu violentamente, e o sangue vermelho escorreu de seus lábios.
Era o limite de sua habilidade na batalha que dependia da utilização de mana, também chamada de [Método de Fluxo], um método alternativo de utilização de mana, que também é usado para magia.
É uma habilidade que envolve muito menos talento do que comparado à magia. Apenas a quantidade de treinamento importava, e o usuário era obrigado a derramar sangue para usá-lo.
Beatrice: “Mas parece que ele se esforçou demais, na verdade.”
Aos olhos de Beatrice, as habilidades e talentos de Gaston não eram nada além de mediocridade.
Que ele pudesse, de uma forma ou de outra, receber as lâminas do Arcebispo do Pecado com seu [Método de Fluxo Parcial], só poderia ser porque Batenkaitos estava sendo muito tolerante com Gaston.
Ley: “Mais~i~isso~Tsu!”
Gaston: “Gho… aahg!”
Vendo Gaston ajoelhando-se, Batenkaitos chutou a mandíbula dele para cima.
Sangrando pelo nariz e desmoronando imóvel, o gigante agora não conseguia mais lutar. Com isso, a capacidade de guerra do grupo foi reduzida para menos um.
Ley: “Você realmente trabalhou duro, Gaston! Você lutou muito bravamente! Você trabalhou e trabalhou fortemente, mas falhou! Nós avaliamos você como digno~tsu!”
Felt: “—Você, seu desgraçado!”
Vendo a figura de Batenkaitos zombando de Gaston, o sangue de Felt subiu à cabeça e ela apontou o Meteoro que segurava em sua mão direita para a cabeça dele.
Se fosse usado corretamente, seu poder certamente seria o que você esperaria de uma “Bruxa”. Mas, se fosse usado como um mero pastelão, não poderia aproveitar todo o seu verdadeiro potencial.
Ley: “Uh, oh~! Nossa, Felt-chan, você está fazendo isso.”
Felt: “Cale a boca! Afaste-se seu merda!”
Enquanto lutava para empunhar o Meteoro, Felt continuou a usar suas habilidades físicas para tentar atingir um golpe certeiro em Batenkaitos. Ele se esquivou de tudo com apenas o manuseio elegante de seus pés, como se dançasse magnificamente.
O Meteoro entrou em contato com o cabelo da Gula, mas não foi o suficiente para causar qualquer tipo de dano a ele. Havia uma enorme lacuna de habilidades entre eles. Batenkaitos estava tratando-a como um mero brinquedo.
Beatrice: “Você! Afaste-se agora, eu suponho! Nosso comerciante já recuperou o grandalhão, na verdade!”
Felt: “Você acha que vim aqui só para distraí-lo!?”
A diferença entre suas capacidades físicas era evidente e era certo que ela perderia se fosse contra-atacada.
Enquanto Felt atacava Batenkaitos, Otto rapidamente tirou o Gaston desmaiado do centro do campo.
Dynas, que também havia confirmado a textura de suas duas katanas, procurou uma brecha para entrar na luta de Felt e Batenkaitos, mas não encontrou uma oportunidade certa.
Mesmo que surgisse uma oportunidade, Batenkaitos preencheria essa lacuna completamente. A abordagem de esperar vigilantemente por uma oportunidade e aguardar alguma alteração sinalizou para eles a realidade de que a Gula, que estava em menor número e em desvantagem, era quem dominava a luta.
Ley: “O quê, o que é, o que é isso, o que poderia ser, por que poderia ser, o que poderia ser—?! Mesmo depois de pular para ajudar, Felt-chan abandonará tudo isso tão pateticamente?”
Felt: “Tão barulhento! Isso serve para você também, seu maldito, fique parado e seja atingido.”
Ley: “É mesmo. Mas agora já estamos ficando entediados.”
Felt: “Uh, kyaaa~!?”
Felt gritava enquanto balançava o Meteoro e, naquele momento, Batenkaitos deu um passo à frente. A distância entre os dois tornou-se zero, e a palma da mão da Gula acariciou o peito esbelto de Felt.
O impacto do ataque teve força suficiente para jogar o seu corpo para trás, mas esse não era o problema aqui.
Otto: “Ah não! Ela foi tocada diretamente!”
Otto ergueu a voz ao ver Felt tossir, que havia recebido o impacto em seu peito. Vendo a agonia em seu rosto, Beatrice entendeu o motivo de sua preocupação.
A refeição da Gula estava preparada.
Ley: “Felt-chaa~n… Vamos comer!”
Seguindo o princípio desconhecido, Batenkaitos lambeu a palma de sua mão esquerda, que havia tocado Felt, com sua língua alongada.
Como se houvesse algo vital, como a jovem chamada Felt presente nela.
Colocou-o na língua como se o amasse, acariciou-o com sua textura áspera, provou cada parte dele e, como se estivesse colhendo, ele jogou-o no seu estômago e o digeriu impiedosamente.
No momento em que isso foi concluído, a refeição da Gula terminou, e o Nome se estabeleceu dentro do pecador.
E todos os vestígios da jovem chamada Felt desapareceram do mundo—
Ley: “Ugh… Gueh~tsu!”
Felt: “Huh? O que diabos é isso seu desgraçado? O quão rude esse cara pode ser?”
Balançando a cabeça, Felt olhava para Batenkaitos ajoelhado e vomitando.
Claro que sua existência não tinha desaparecido, ela apenas inclinou o pescoço com raiva.
— Esse foi o momento em que a refeição da Gula falhou feio.