Agora a situação já desesperadora se deteriorou ainda mais.
Subaru estremeceu diante do olhar hipnotizador de Sirius.
A louca não deu a mínima atenção ao calor abrasador que assolava seu rosto em volta das bandagens. Em vez disso, ela encarava Subaru com o brilho nos olhos,
Subaru: “Querido… Petelgeuse?”
Esse era o nome que pertencia ao louco que Subaru esperava nunca mais ouvir.
Embora ele tenha pensado que havia a possibilidade de Sirius o reconhecer, Subaru quis refutar esse pensamento imediatamente.
Ele estava relutante em considerar seriamente que poderia existir algum vínculo entre o lunático do Petelgeuse com a louca da Sirius.
Ele não queria imaginar a união de um casal tão detestável quanto esse.
Subaru: “Um casal desses onde os dois são Arcebispos do Pecado é ridiculamente desastroso… embora eu ache que ele escolheria uma noiva assim.”
Sem surpresas, o Culto da Bruxa não tinha um único membro normal.
Havia o hipócrita Petelgeuse; Sirius que impôs seu amor sem consentimento do outro, e Regulus que tratou o amor como destino superficial – eram todos escória.
Subaru: “É de se esperar, já que ambos os seus nomes são semelhantes. Todos terminam com ‘s’?”
Subaru enterrou sua breve agitação em pensamentos triviais e sem sentido.
No momento, Subaru sentiu como se tivesse encontrado algo muito errado nessa situação toda, embora ele soubesse identificar o que era, por mais que ele tentasse desvendar, ele não conseguia.
Sirius: “Por favor, não fique tão calado, Petelgeuse. Você é uma pessoa tão mesquinha! Veja só, você já está agindo com aquela atitude fria de sempre. Isso me deixa ansiosa…”
Sirius inconsciente da causa do silêncio do Subaru, fez sua própria interpretação enquanto mantinha as mãos no rosto e a cintura girando para frente e para trás. A cena de pesadelo se espalhou quando a multidão ao redor de Sirius imitou sua estranha e ilusória expressão de afeto.
Regulus: “Realmente eu não posso e nem consigo mais lidar com você. Embora o truque dele tenha dado a você uma certa esperança, ainda é bastante trágico. A conexão correta do destino deve unir, não importa que tipo de obstáculo seja imposto. É a mesma relação entre mim e minhas esposas. No entanto, uma separação entre a vida e a morte mesmo antes que um resultado floresça, não é só certamente triste, mas também bem desagradável.”
Sirius: “Sim, sim, com certeza, obrigado. Mas agora se me der licença, estou ocupada. Você sabe, não é? A compreensão mútua é importante. Você concluiu seu objetivo, então poderia sair o mais rápido possível? Afinal, eu também tenho meus próprios assuntos particulares.”
Regulus: “De fato, meu propósito de encontrar minha noiva foi concluído…”
A loucura de Sirius deu lugar à racionalidade, e Regulus ignorou essa implicação enquanto olhava para Emilia, ainda em seus braços. Então ele se virou para Subaru.
Regulus: “Mas quem quer matar a mim e a minha noiva, e que foi irritante desde o começo, ainda não me permitiu a vingança adequada levando em consideração os meus direitos. Não gosto de tomar uma iniciativa violenta, mas nesse caso seria apenas uma vingança justa. Sim, isso mesmo, isso é um ato de justiça. Embora eu pudesse aguentar tudo isso e partir, eu estaria desfavorecendo a legitimidade. Ou seja, se eu ignorasse seria uma perda de justiça.”
Subaru: “Não me venha com esse tom de pensamentos supérfluo. Obviamente, você não gosta de mim, por isso quer me matar. Não justifique isso com alguma doutrina desagradável como lixo.”
Regulus: “Na verdade, ser respondido é uma surpresa. Falar como se eu estivesse enganado é ainda mais surpreendente. Você é o tipo de pessoa que discorda de seus oponentes e da opinião alheia? Se for esse o caso, a única coisa que posso dizer é que você é pequeno e superficial. Acho que esse tipo de pessoa, que não consegue ouvir as palavras dos outros com sinceridade, um dia vai receber o que merece, não acha?”
Subaru: “Você tem o direito de dizer isso?”
Os olhos de Regulus se arregalaram como se estivesse surpreso.
Talvez ele fosse sincero, convencido de que seu discurso fosse certo e justificado. Não, ele estava absolutamente convencido. Caso contrário, ele não seria digno para liderar aquele culto anormal.
As conversas lógicas eram apenas ilusões. Embora eles falassem a língua humana, eram criaturas que pertenciam a uma crença estranha e desfuncional.
Ignorar isso é se deixar levar pelas palavras amargas.
Diante de todo esse papo hipócrita de Regulus, Subaru permaneceu calado. Não valia à pena dizer que ele estava sendo injusto, agora mesmo.
Regulus: “Sirius, você parece ter excluído ele de sua esfera de poder, por quê?”
Em vez de enfrentar o silencioso Subaru, Regulus dirigiu a conversa para Sirius.
Franzindo o cenho para o que ele acabara de dizer, Subaru percebeu que o medo que perseguia seu corpo havia desaparecido.
O fato de Beatrice ainda tremer em suas costas queria dizer que eles ainda estavam dentro da esfera da influência dos Sentimentos e da autoridade de Sirius.
Somente Subaru havia sido poupado da Autoridade do monstro, e isso foi porque
Sirius: “Isso não é óbvio? Ele é a pessoa que eu estive procurando, então se eu continuar compartilhando meus sentimentos, eles serão transmitidos por engano através dessas pessoas.”
Regulus: “Não me dê esse olhar tímido, é realmente assustador. Se você gosta tanto dele devia transmitir o que realmente sente. Eu realmente não te entendo.”
Sirius: “Você não acha que permitir que esses sentimentos inexplicáveis que não podem ser expressos com palavras sejam sentidos dessa maneira é insípido? Até o fim, até me tornar apenas um com ele, selarei esse sentimento dentro de mim. Eu já decidi isso. Sim. Pelo amor.”
Regulus: “Por causa dessa desonestidade, seus sentimentos importantes nunca chegaram até ele, sabia? De qualquer forma você, Sirius Romanée-Conti só pode sentir os sentimentos dele através das lembranças, é o seu legado. Mas… você não acha que usar o sobrenome de alguém que já se foi não é nojento? Ele já está morto, então não importa mais.”
Sirius: “Eu sou apaixonada por essa pessoa!”
Ouvindo o discurso surpreso de Regulus, Sirius explodiu.
Agarrou os cabelos enquanto gritava com ele, e salivas voaram de sua boca pelos ares.
Sirius: “Afinal, sempre que eu o encarava, ele olhava nos meus olhos. Quando eu toquei-o, ele não me repreendeu, quando eu falei com ele, deu-me atenção. Eu poderia livremente emprestar as coisas dele! Ele me deu a honra de queimar a meia-bruxa. Ele me deu meu nome! Ele sorriu por mim! Só para mim, apenas para mim, sópramimsópramimsópramim!”
Sua respiração ficou clara e pesada, enquanto derramava lágrimas de amor não correspondido.
Aqui, ela quis deixar bem claro.
A existência de Sirius era de um amor puro, obscuro e distorcido.
Regulus: “Ah, opa… Lidar com convicções subjetivas tão fortes é complicado.”
Dando de ombros, Regulus falou como se esperasse uma concordância de Subaru.
Subaru mentalmente respondeu com um “você tem mesmo o direito de dizer isso?”.
Enfrentando os dois cultistas, Subaru não viu nenhuma luz que fosse de esperança e que pudesse o ajudar a quebrar o impasse. Ao invés disso, a situação havia piorado devido à interferência de Sirius.
Mesmo que Subaru tivesse se afastado do seu medo compartilhado, não adiantaria, e não haveria melhora em seu poder de combate. Ele já havia esgotado seu corpo usando a Invisible Providence.
Obviamente, sua única vantagem seria Beatrice, mas agora ela estava presa em uma situação desfavorável, tomada pelo terror compartilhado.
Subaru não tinha escolha a não ser manter a situação ao seu favor, principalmente manter os dois cultistas distraídos enquanto ele pensava em como reagir. Então, pelo menos, apenas enfrentar Regulus facilitaria.
Subaru: “Ei, Sirius.”
Sirius: “Sim, qual é o problema, meu querido?”
Sirius respondeu imediatamente seu chamado, embora isso tenha espantado Subaru,
Subaru: “Tenho algo importante a tratar com Regulus, então será que você pode esperar pacientemente, por favor?”
Sirius: “Você… quer que eu espere?”
Usar o mal-entendido de Sirius poderia dar a Subaru uma chance de vitória.
Sirius havia confundido Subaru com Petelgeuse por causa da Invisible Providence, que lembrava a Autoridade das Mãos Invisíveis da Preguiça.
Petelgeuse foi um espírito. Se ele ainda estivesse vivo, era inteiramente possível que ele possuísse Subaru como seu próximo anfitrião.
Embora que, até o momento, Subaru não tenha despertado nenhuma ligação interna com Sirius, a qual em seu estado normal não percebeu o problema.
Tendo isso em mente, Subaru queria quebrar esse impasse, e para isso, a resposta foi
Sirius: “Desculpe, eu não posso mais esperar. Por favor, me deixe recusar, mesmo que seja importante para você…”
Sirius impiedosamente rejeitou seu pedido.
Vendo o olhar desapontado de Subaru, Sirius baixou a cabeça.
Sirius: “Claro que eu adoraria cumprir com seu desejo. Mas eu sei que enquanto eu espero, você se afastará de mim enquanto lhe estico a mão. Eu conheço você. Afinal, estamos juntos há tanto tempo, sei que se esforçará sozinho para conseguir o que quer e…”
Com toda a honestidade, Subaru não pôde deixar de sentir uma admiração sincera por seu amor.
Ainda assim, Sirius tinha uma visão bem distorcida da natureza trabalhadora de Petelgeuse. Afinal, o culto da bruxa só fazia o mal e prejudicava todos ao redor, esse era o significado de sua existência.
Sirius: “Depois de tanto tempo, finalmente, finalmente nos reencontramos! Faz mais de um ano desde a última vez que nos encontramos. E mesmo depois de tanto tempo… você me pede para esperar? Eu não quero… não posso! E agora, você tem um espírito com você que eu nunca vi antes! Onde você a encontrou? O que exatamente é atraente nela? Ela é pequena, tem um rosto arrogante e não tem peito nem bunda! É porque ela é um espírito?! Só porque você é um espírito, sua amada também precisa ser um? O tempo que passamos juntos não significou nada? Eu vou te queimar!”
O discurso tomou um rumo esquisito e perverso. A multidão que a pouco estava fervendo de paixão, agora chorava sangue com raiva desenfreada enquanto seus olhos brilhavam em um frenesi.
Sirius: “É por isso que você precisa lidar com Regulus? Por causa da meia-bruxa nos seus braços? Aquele meio monstro de cabelos prateados?! Pare de ser imparcial com ela! Você deveria ter entendido há muito tempo que se você revivesse aquela bruxa imunda, desprezível, repugnante e odiosa… eu a queimaria diante de seus olhos!”
Subaru: “Você… é realmente incompreensível.”
A louca deu gritos de ódio e sangue e demonstrou seu descontentamento em relação a Emilia e a Bruxa da Inveja.
Mas afinal, o objetivo do Culto da Bruxa não era a ressurreição da Bruxa da Inveja? Subaru não entendeu a aversão de Sirius por ela.
Agora, o impasse entre os três ressurgiu.
Regulus planejava matar Subaru e Sirius.
E Sirius se defenderia de Regulus e protegeria Subaru.
Subaru queria resgatar Emilia de Regulus, e salvar Tina das garras de Sirius, e se possível matar os dois Arcebispos ali mesmo.
No entanto, a situação que se seguia era muito dura.
Procurando por uma solução que Subaru não era capaz de alcançar, sua testa começou a gotejar suor.
Esse tinha sido o maior loop até o momento, após retornar através da morte, seguido pela aparição de Sirius e a estréia de Regulus, Subaru não tinha muitas opções no momento.
Durante esse período, apesar de Subaru ter conseguido informações úteis, nada além de coisas ruins aconteceram.
Subaru: “Beako…”
Beatrice: “Você pode tentar qualquer um deles, de fato.”
De trás de suas costas veio a voz de apoio de sua companheira. E diante dessa resposta Subaru tomou uma decisão naquele momento.
Regulus: “Oh”
Sirius: “Huh?”
Repentinamente, naquele mesmo instante, Regulus e Sirius mudaram de atitude.
Em uníssono os dois tiraram de seus casacos um livro de capa preta.
Subaru: “Isso é…”
Ao botar os olhos nos livros, Subaru não teve dúvidas. Era o livro que decidia o destino de seus respectivos donos, o livro que o Culto da Bruxa obedecia acima de tudo: O Evangelho.
Ignorando Subaru, que havia ficado em estado de alerta novamente, os dois Arcebispos abriram seus evangelhos e leram os manuscritos.
E embora o tempo deles fossem o mesmo, suas expressões variaram entre si.
Regulus: “Presumo que o conteúdo é o mesmo para nós dois, certo, Sirius?”
Sirius: “Cale a boca, Regulus. Por que… por que justo agora? Quando eu finalmente o encontrei…”
Regulus exibiu um sorriso leve, e Sirius cerrou os dentes em frustração. Mesmo que o predador e a louca tivessem sentimentos opostos, suas vontades eram unificadas.
Os dois então encararam Subaru.
Regulus: “Desculpe, mas meu tempo livre com você terminou. Você deveria agradecer ao evangelho… Não, não a ele, a mim, que sigo fielmente o Evangelho.”
Subaru: “Agradeço sua fé e misericórdia… Mas do que você está falando?”
Regulus: “É exatamente isso que ouviu, foi nos dado um tempo livre… isso até conseguirmos fazer o que deve ser feito. Eu levei um tempo significativo para recrutar minha esposa.”
Sirius: “Eu me sinto incompleta… Justo agora… Eu não deveria ser submetida a esse tratamento. É muito cruel. Estou sendo levada pela tristeza.”
Regulus falou com compostura, enquanto Sirius expressava à força sua tristeza. A multidão desabou e Beatrice cessou as lágrimas. Somente Regulus e Subaru permaneceram na mesma situação inalterados.
Regulus: “Desculpe, mas o seu amor superficial não toca o meu eu complexo e completo. No máximo isso me faz sentir nojo e pena.”
Com uma voz desdenhosa, Regulus, com Emilia ainda nos braços, virou as costas para Subaru.
Subaru: “Pare seu bastardo! Deixe ela! Caso contrário eu…”
Regulus: ”Eu considerei essa reação.”
Regulus parou e apenas virou a cabeça para sorrir.
Recebendo esse sorriso, Subaru engolindo em seco e sentiu como se uma lâmina roçasse sua espinha.
Regulus: “Eu acho que se minha noiva descobrir que um de seus acompanhantes sumiu, ela certamente ficará triste e inconstante, então eu não vou te matar.”
Regulus bateu no chão gentilmente com os dedos dos pés. Embora parecesse que estivesse ajeitando os sapatos, os pés dele afundaram no chão de pedra, como se fosse uma pá que cravava em uma terra macia.
Balas de terra pareciam desafiar a gravidade. Alguns deles roçaram a parte externa do pé direito de Subaru
– e, no momento seguinte, o pé de Subaru desapareceu.
Subaru: “Eh?”
A sensação de que a garra de uma fera fez um rasgo em sua pele progrediu. No pé direito, o branco dos ossos, o rosa da carne e o amarelo da medula estavam expostos de maneira limpa em uma seção transversal retorcida. O sangue jorrava de suas veias cortadas.
Subaru: “Aaaaaaaahhhhh!!!”
Antes que ele pudesse entender o que havia acontecido a dor o atingiu.
O mundo tornou-se branco, como se sua cabeça tivesse sido cutucada por diversas agulhas afiadas.
Subaru não suportou o peso de seu próprio corpo e desabou, enquanto uma enorme dor percorria sua perna direita, ele a segurou com força diante da agonia. O ferimento era tão grande que a palma da mão direita não conseguia cobri-lo.
Beatrice: “Subaru? Subaru! Acalme-se, eu suponho!”
Beatrice caiu de costas no chão ao perceber a ferida grave de Subaru e entrou em pânico enquanto conjurava magia curativa. Regulus assentiu satisfeito com a cena.
Regulus: “Isso é uma retaliação adequada de seu comportamento importuno e imprudente a pouco, então deixarei para lá. Essa dor certamente irá impedi-lo de tentar machucar alguém novamente, caso tente. Não me agradeça, apenas salve alguém da próxima vez.”
Subaru: “Aaaaahh!! Aaaah, n-não! “
Dor, agonia, dor de cabeça. Subaru passava por uma agonia insuportável. Ele estava dormindo? Estava morto? Ou ainda vivo? Estava em confusão, a dor não o permitia raciocinar.
Dor, sofrimento, ignorância, confusão. Todos esses sentimentos e emoções estavam ali, mas havia uma coisa que ele não sabia, que precisava saber.
Subaru: “E-Emili… a! Waaa,Gh–”
Beatrice: “Subaru, você não pode se mexer, de fato! Se você quer vomitar vire e jogue tudo pra fora! Caso contrário você vai se engasgar.”
Suportando dor e loucura, Subaru moveu a cabeça. Seu coração batia como um alarme, e ele começou a engasgar com o que pareciam seus órgãos.
Enquanto Beatrice tentava desesperadamente lançar magia de cura em Subaru e sustentava o corpo do companheiro, alguém de cima caçoava dela.
Beatrice: “Só pode estar de brincadeira…”
Sirius: “Sinto muito, mas isso parece uma piada para você?”
Com um tom sombrio, Sirius respondeu a Beatrice, e ao redor dela, a multidão de pessoas rolavam e gritavam de dor.
Todos eles com a mão na perna direita, buscando desesperadamente por salvação. Assim como Subaru, seus pés foram arrancados como se tivessem sido vítimas de um animal feroz.
Sirius: “Meu amado Petelgeuse sempre disse que sentir dor era uma forma de exercitar o amor. No entanto, acho que há uma forma melhor de representar isso… então, obrigado. Essa forma de representação agora está se tornando um. Afinal, o amor verdadeiro é um desejo para se tornar um! Ver as mesmas paisagens, sentir as mesmas emoções, viver a mesma vida, terminando com a mesma morte! Isso é amor!”
Abrindo as mãos Sirius bateu palmas rapidamente. Ela aspirou forte quando botou os olhos enfaixados e cheios de inveja em Beatrice.
Sirius: “Não importa quem, todos deveriam experimentar o sentimento vindo dessas emoções. No entanto, por agora, só você e aquela meia-bruxa terão essa oportunidade negada. E quem proporcionou tal oportunidade?”
Beatrice: “Não vejo nenhuma outra mulher aqui fora que fique tão louca de ciúmes como você. Mas isso não me importa, já que Betty é muito mais próxima e confidente de Subaru.”
Beatrice se recusou a deixar-se abalar pelas palavras cruéis de Sirius.
As duas se encararam até que a louca virou-se, interrompendo essa interação.
Sirius: “Agora só posso confiar ele a você. Afinal, preciso priorizar o evangelho. Sim, não há outro caminho. Eu sinto muito. Sinto muito. Você sabe que não existe desejo maior do que voltar para você o mais breve possível.”
Neste momento, a louca ainda estava apaixonada por Subaru, e também deixou a praça manchada de sangue.
Inesperadamente, Beatrice não a perseguiu. Ela sabia que se a perseguisse para impedir sua fuga só resultaria em mais sacrifícios.
Beatrice: “Subaru.”
Subaru permaneceu imóvel borbulhando bolhas amarelas pela boca.
Beatrice pressionou a palma da mão contra o ferimento, tentando parar o fluxo de sangue. O ferimento era mortal demais, qualquer deslize na concentração levaria a morte de Subaru.
Para Beatrice, salvar Subaru era, naturalmente, sua maior prioridade. Mas,
Subaru: “Se você não tratar as outras pessoas, elas…”
No entanto, o número de pessoas feridas rolando pela praça era superior a trinta.
Todos eles sofreram o mesmo ferimento que Subaru, e em uma reviravolta cruel, a cura sendo realizada em Subaru não os alcançou.
Ela teria que curá-los um por um, e isso esgotaria Beatrice. Ela não suportaria.
Beatrice: “Sinto muito, Subaru…”
Tentando desesperadamente curar a lesão de Subaru, determinada a manter uma fachada forte, Beatrice falou com uma voz rouca.
Uma enxurrada de lágrimas escorreram de seus olhos para as suas bochechas esbranquiçadas.
Beatrice: “Me desculpe, suponho… Sinto muito… Sinto muito, Emilia.”
Beatrice expressou uma série de desculpas constantes.
Mesmo sabendo que sua voz não podia alcançar Subaru, inconsciente pela dor.
Sirius criou tantas vítimas e abandonou a praça ensanguentada. Regulus feriu Subaru e levou Emilia consigo.
– Os dois Arcebispos do Pecado invadiram a cidade de Pristella.