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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 5 – Capítulo 8

Viajando com Enjoo Marítimo

Beatrice: “Você deve estar melhor agora, eu suponho.”

Subaru: “Não, espere um pouco mais. Wow, isso é terrível, minha visão ainda está tremendo. Eu ainda estou tremendo. Nem mesmo a morte poderia curar essa doença.”

Em uma rua logo em frente a um grande aqueduto, Subaru e Beatrice estavam sentados lado a lado, seus pês estavam balançando a beira do canal. Juntos, eles admiravam o fluxo daquela água cristalina. Os pedestres que passavam por lá sorriam levemente quando os viam. Talvez eles assumiram que eles fossem irmãos, ou talvez turistas que nunca tinham visto aquelas estruturas.

Subaru: “Nenhuma dessas suposições está totalmente errada… mas é triste que eles não saibam realmente qual é a nossa relação.”

Beatrice: “Você deveria estar preocupado em se recuperar, ao invés de se preocupar com essas coisas inúteis, de fato. Eu me pergunto por que você acha que Betty está aqui, eu suponho.”

Subaru: “Você estava preocupada que eu me sentiria solitário? Beako é tão gentil.”

Beatrice: “Isso é irrelevante, de fato… Apenas se apresse e recupere-se, eu suponho.”

Para acomodar o peso de Subaru que estava apoiado nela, Beatrice faz força em seu pequeno corpo. Vendo isso, o amor de Subaru por ela aumentou exponencialmente. Poderia algum dia parar de aumentar?

Cerca de quinze minutos atrás, Subaru foi forçado a continuar sua jornada a pé, depois de toda a confusão que ele havia causado devido a seu enjoo. Emilia, Otto e Garfiel permaneceram no barco, com o intuito de se deslocar para que possam fazer as negociações com Kiritaka e a Companhia Muse.

Originalmente, Emilia também queria acompanhar Subaru a pé, porém, Otto havia avisado: “Quanto mais tempo deixarmos a outra parte da negociação esperando, pior nossa impressão será”
Seguindo esse conselho, ela deixou Subaru para trás. Provavelmente era a melhor decisão a se tomar.

Subaru: “Bem, mesmo com Anastasia dizendo para nos tomarmos cuidado… não acho que ninguém tentaria fazer nada em plena luz do dia.”

Certamente, ainda havia a ansiedade de estar sozinho em uma cidade desconhecida após ser convidado por seu oponente na política, para cuidar disso, havia uma escolta chamada Garfiel.
Entretanto, mesmo sozinho, Subaru era suficientemente importante para a chapa da Emilia, um ataque contra ele não seria algo impensável.

Subaru: “Como ele disse, um cavaleiro sempre deve agir como um, a todo momento.”

Beatrice: “Subaru, é muito irritante quando você ri de si mesmo, eu suponho.”

Subaru: “Espere, eu não estava rindo! Eu jamais pensaria naquele cara e daria risada! De qualquer forma, vamos.”

Subaru levantou-se e respirou fundo, esfregando ligeiramente seus braços e pescoço. Embora seus membros ainda estavam um pouco pesados, o enjoo já havia praticamente desaparecido. Ele poderia quase que se mover normalmente novamente.

Beatrice: “Bem, Betty vai ajudar se necessário, eu suponho.”

Subaru: “Estou contando com você. Embora, eu duvido que alguma coisa vai acontecer. Apenas um idiota atacaria em plena luz do dia com tantas pessoas ao redor.”

Todas as candidatas da seleção real precisavam ficar de olho em suas reputações. Em público, elas deveriam se comportar como pessoas agradáveis e autênticas. Emilia naturalmente era uma garota honesta e bondosa, ela não precisava se preocupar em se parecer outra pessoa na frente do público.

Subaru: “Em outras palavras, a vantagem de Emilia em relação as outras candidatas é a sua inocência angelical…!”

Beatrice: “Seus pensamentos estão indo em uma direção errada, de fato. Subaru, vamos por aqui, me siga.”

No ano passado, Beatrice já havia se acostumado completamente que Subaru era uma pessoa que se distraia com facilidade. Ela facilmente transitava pelo cenário urbano desconhecido enquanto segurava a mão de Subaru.
Aparentemente a sede da Companhia Muse se localizava na fronteira entre o primeiro e o segundo distrito. Como Subaru tinha ficado enjoado, ele apenas se lembrava do endereço de uma forma bem vaga, Beatrice por outro lado, se lembrava perfeitamente.

O único problema que eles poderiam ter, seria a complexidade das estradas de Pristella.
Embora eles tivessem chegado seguindo o canal principal, eles tiveram que pegar desvios ao redor de vários canais pequenos que se ligavam ao principal. Em alguns casos tinha pontes, mas em várias ocasiões Subaru teve que pular por um canal estreito enquanto carregava Beatrice.

Beatrice: “Subaru, esta fonte é esplendida, eu suponho.”

Subaru: “Você está certa… Beako, como chegamos a esse parque?”

A fonte que chamou a atenção de Beatrice estava no centro de um parque. A fonte estava cercada por canteiros de flores bem cuidados e crianças brincando.
Aquela era sem dúvidas uma vista pacifica e relaxante. O único problema era que…

Subaru: “Esse era o lugar para onde deveríamos estar indo? Este é o último lugar que eu imaginaria que ficaria a sede de uma grande empresa. Se um empresário fizesse negócios aqui, todo seu dinheiro seria molhado.”

Beatrice: “Eu me pergunto se o enjoo o deixou cínico, eu suponho. Essa é a primeira coisa que você pensa ao ver essa linda paisagem… Betty sente pena de você, de fato.”

Subaru: “No passado você teria corado e tentado esconder esse erro, mas agora, você está se tornando bastante fresca…você está quebrando o coração do seu pai.”

Beatrice: “Vo-você… é muito cedo para chamar-se de pai de Betty, são quatrocentos anos de diferença! Ainda lhe falta consciência para discutir tais assuntos, de fato!”

Subaru não sabia o porquê Beatrice tinha reagido de maneira tão exagerada na última metade de sua frase, mesmo assim, ele não se deu ao trabalho de descobrir. O problema deles agora era descobrir como haviam chegado naquele parque.

Subaru: “Beako, já que você estava me guiando com tanta confiança, pensei que soubesse qual era o caminho.”

Beatrice: “Eu sei o caminho, de fato. Entretanto, essas estradas são muito complicadas, eu suponho. Com o intuito de não me perder, eu usei o “método da mão esquerda” sobre o qual eu havia lido. Mas parece que não funcionou, eu suponho.”

Subaru: “ʽMétodo da mão esquerdaʼ?”

Beatrice: “Consiste apenas em estender sua mão esquerda sobre a parede e segui-la, de fato.”

Subaru: “Isso não era para labirintos?!”

O método de Beatrice era uma tática conhecida para se passar por um labirinto. Subaru reconhecia sua eficiência, mas também havia algumas desvantagens. Por exemplo,

Subaru: “Se você começar a usar o ʽmétodo da mão esquerdaʼ no meio de um labirinto, você pode acabar atingindo uma parede interna e nunca mais conseguir sair! Além disso, não estamos em um labirinto, estamos em uma cidade.”

Beatrice: “Hmph! É típico de Subaru ignorar um conhecimento que já foi experimentado e testado, eu suponho. Betty era uma bibliotecária que administrava a biblioteca proibida. Ela sente pena de qualquer tolo que ignora a sabedoria, de fato.”

Subaru: “Eu não sou um tolo, você que é estúpida por assumir que sabe de tudo.”

Sua idade (400 anos) era o suficiente para justificar sua atitude, mas também demorou muito tempo para que ela saísse da biblioteca proibida e conhecesse o mundo exterior (400 anos) havia uma grande lacuna de 400 anos entre sua lógica e o senso comum. Por causa disso, ela era uma loli surpreendentemente não tão confiável.

Beatrice: Eu me pergunto se Subaru tem uma ideia melhor, de fato. Vamos ver você tentar, eu suponho.

Ela colocou suas mãos na cintura, olhando fixamente para Subaru com um olhar desagradável.

—Subaru havia acabado de passar por um grande constrangimento, deixando Beatrice ver seu enjoo, ele queria compensar ao menos aparentando estar confiante.

Subaru: “Há há. Você assumiu corretamente ao pensar que esse lugar é como um labirinto, mas errou ao pensar que era um labirinto como qualquer outro e também errou ao usar a técnica da ʽmão esquerdaʼ. Tenho algumas táticas sem falhas que podem nos ajudar, sem falhas não, perfeitas.”

Beatrice: Você parece estar bem confiante, eu suponho. Va em frente e conte-me seu plano, de fato.

Subaru: “Hee, vou conta-lo. Seu nome é ʽMétodo da Jaulaʼ“

Beatrice: “——?”

Beatrice balançou sua cabeça, uma dúvida estava em sua cabeça. O nome não fazia jus ao conteúdo real do plano, então, Subaru começou a explicar detalhadamente.

Subaru: “Ok. Primeiro de tudo, vamos chamar nossa posição atual de ʽponto de partidaʼ. Se avançarmos, eventualmente chegaremos a uma bifurcação. Continuaremos até chegarmos a um beco sem saída. Então, voltaremos a nossa primeira bifurcação.”

Beatrice: “…mm, continue, eu suponho.”

Subaru: “Em seguida, mapearemos esse caminho e daí escolheremos outro. Usando o mesmo método do primeiro caminho, continuaremos andando até um beco sem saída. Eventualmente, teremos todos os caminhos mapeados se fizermos isso.”

Beatrice: “Isto iria levar muito tempo, de fato! Eu me pergunto se conseguiríamos fazer isso mesmo antes de anoitecer, eu suponho!”

Subaru: “I-idiota! Qual é o problema em optar pelo caminho mais seguro?! Quantas pessoas você acha que já sobreviveram a um labirinto usando esse método? Eu só estou fazendo como você disse, confiando na sabedoria que já foi experimentada e testada na história!”

Beatrice: “Perder de vista o nosso objetivo confiando na sabedoria é um péssimo habito, de fato!”

Certamente, doeu ver Beatrice descartando sua ideia daquela forma, mas até mesmo Subaru tinha de admitir que seu plano tinha muitas falhas. Além de consumir bastante tempo, mapear todos os caminhos sem desenhar seria difícil.

Subaru: “Então, resta apenas um outro método…”

Beatrice: “Qual seria este método? A confiança de Betty sobre você está consideravelmente baixa agora, eu suponho.”

Mesmo se tratando de um método confiável, não era algo que iria melhorar a imagem de Subaru.

Subaru: “Ok, nós teremos que trabalhar juntos.”

Beatrice: “Em que exatamente?”

Subaru: “Vamos gentilmente pedir que nos orientem.”

Beatrice: “Tudo bem, de fato…”

Subaru tinha aceitado que ele não conseguiria resolver o problema por conta própria. Ele pensou que o orgulho de Beatrice seria o único problema, mas ela parecia ter aceitado tranquilamente.

Felizmente, Kiritaka Muse era um comerciante famoso, além de estar fortemente envolvido com o planejamento urbano de Pristella. Todo mundo saberia onde seu escritório fica.
Com esse pensamento em mente, Subaru olhou envolta na esperança de encontrar alguém para perguntar. Mas…

Subaru: “Mesmo esse lugar sendo um parque, não tem ninguém aqui.”

Beatrice: “Estamos em um horário inoportuno, a tarde acabou de começar, é um horário perfeito para sonecas, eu suponho.”

Subaru definitivamente concordava com Beatrice, ele estava tentado a cochilar debaixo da sombra. Eles decidiram voltar para o canal principal, certamente haveria mais pessoas, mas então…

Subaru: “Você ouviu algo?”

Além do som fraco do vento e da água, era possível escutar uma voz humana cantando.

Subaru escutava a voz de forma fraca e intermitente, mas ainda assim, foi o suficiente para que ele fosse atraído pela voz, buscando sua fonte. Ao lado dele, Beatrice também parecia estar procurando pela fonte do som.

Ao chegarem ao local, eles pararam, maravilhados, esquecendo até mesmo de respirar.

— Uma garota solitária estava parada na frente de um dos monumentos no fundo do parque, sua voz aumentava à medida que ela cantava.

Ela era uma garota pequena, com pele negra, olhos grandes e redondos, e um rosto vibrante de animação.
Suas longas tranças amarelas eram decoradas com pequenos ornamentos estranhos.
Em sua mão, ela carregava um instrumento de tamanho similar a uma guitarra ou um ukulele. Ela tocava e cantava ao mesmo tempo.

A energia contida naquela música só poderia ser descrita como avassaladora.
Subaru, escutando sua música, sentiu um tremor inexistente sobre seus pés e uma vibração inexistente sobre seu rosto. A clareza e o volume da música eram simplesmente impressionantes. Sua voz, aquela melodia, era o único som existente.

Aquela garota solitária, apenas usando sua voz e a ponta dos dedos, foi capaz de criar uma energia comparável à de uma orquestra.

Subaru: “――――”

Subaru não era o único que estava sendo completamente cativado por ela.
Havia uma audiência de cerca de vinte pessoas, todas maravilhadas ao ponto de nem se darem conta da presença de Subaru. Da mesma forma, Subaru havia notado apenas a garota, cuja presença havia dominado completamente o local.

Enquanto o corpo todo de Subaru tremia, a música da garota atingiu seu clímax, e o entusiasmo das pessoas chegou ao ápice.

Garota: “Sem dinheiro, sem futuro, sem esperanças, apenas com vaidade. O que eu posso ver senão a escuridão? E além da escuridão, nada. O fim, o fim, o fim se aproximam.”

Subaru: “Como essa música pode ser tão emocionante mesmo depois em uma parte tão calma?!”

Garota: “Huh?!”

A música que até mesmo em sonhos seria impossível de criar foi inesperadamente interrompida por Subaru.

No momento que Subaru a interrompeu, a garota parou de cantar e largou seus instrumentos. Obviamente, a música também parou. Instantaneamente, a intensa atmosfera que pairava em torno da garota desapareceu.
Subaru percebeu que tinha estragado tudo.

Subaru: “Não… Eu realmente não havia me dado conta da situação. Desculpe, eu não queria… Hk! Isso machuca!”

Beatrice: “Subaru seu idiota, você arruinou tudo, de fato. Uma atmosfera incrível, uma música encantadora… você grosseiramente estragou tudo isso, eu suponho. Você foi longe demais, de fato.”

Antes que ele pudesse se desculpar, uma dor aguda perfurou seus dedos do pé. Olhando para baixo, ele viu Beatrice indignada pisando em seu pé com o calcanhar. Era como se Beatrice estivesse voltando para a realidade quando a música foi interrompida, aquela interrupção era algo imperdoável.

“Que música era essa?” “Isto é um parque… há alguns instantes eu estava na escuridão” “Não, naquela hora eu não pude evitar, mas…”

O público, que havia sido encantado pela música, aos poucos voltavam a realidade. Todos se voltaram ao criminoso que havia arruinado a música. Este era Natsuki Subaru.

“Não faça as coisas sem pensar”

Todos gritavam, amaldiçoando Subaru pelo que ele fez.


Beatrice: “Obrigado a todos, eu suponho. Eu realmente gostei.”

Subaru: “Não fique tão feliz. Dê uma olhada nos meus pés, eles estão bem? Ainda tem o mesmo tamanho?”

Beatrice: “Eu não me importo, de fato. Por hora, não considere Betty sua parceira, eu suponho.”

Beatrice virou o rosto teimosamente, rejeitando Subaru. Ele então verificou por conta própria, seu pé direito havia quase dobrado de tamanho.

Subaru havia arruinado o show e acabado com a atmosfera produzida pela música, aquela reação não era inesperada.

Um por um, o público agradecia a garota que havia cantado, uma boa parte das pessoas também pisou no pé de Subaru antes de sair. Subaru não foi capaz de dizer nada, e Beatrice o ignorou, deixando Subaru como um inimigo do público. Subaru preparou-se para o possível sangramento que seu pé iria ter.

Subaru: “Você não deveria me curar com a sua magia de cura?”

Beatrice: “Seria um desperdício de mana, que foi acumulada lentamente, de fato. Espere que cure naturalmente, ou peça para Emilia, eu suponho.”

Subaru: “Você e Emilia cuidam de mim a muito tempo, huh.”

Desde que ele veio a esse mundo, Subaru sofreu uma grande quantidade de ferimentos, mas raramente eles duravam por muito tempo. Mesmo ferimentos causados enquanto ele praticava parkour, seriam rapidamente curados por Emilia ou Beatrice. Seu medo da dor não havia diminuído, mas era um alivio saber que seus ferimentos poderiam ser curados.

Subaru: “Bem, dessa vez terei que aceitar a dor como uma lição pelo o que eu fiz.”

Dito isso, Subaru acariciou a cabeça de Beatrice, que ainda estava virada de lado. Beatrice estendeu suas mãos, em um sinal de gentileza.

Beatrice: “Bem… bem, creio que está tudo bem, de fato. Com tanto que você reflita sobre o que fez e aprenda a lição, eu suponho.”

Subaru: “Sim, eu vou fazer isso. Desculpe, eu estava errado…”

Subaru e Beatrice terminaram sua conversa e se voltaram para a garota. Subaru tinha causado problemas para a garota, ele queria ao menos se desculpar. A garota, que estava assistindo esse tempo todo, disse,

Garota: “Uma inspiração!”

Subaru: “O que?!”

Garota: “Escute! – Eu não sei a diferença entre nossas idades…”

Desviando sua atenção de um Subaru confuso, a garota começou a tocar o instrumento, em busca de um ritmo. Ela ajustou seu tom, respirou fundo e começou a cantar.

Garota: “Meu amor… você o vê? Você o sente? A diferença entre nossas idades. Mesmo que o ambiente a nossa volta mude, eu não me importaria nem um pouco. A única coisa que me importa é nossa diferença de altura. Espere, espere meu amor. Por favor espere um pouco. Só um pouco, apenas um pouco mais, só um pouquinho mais. Se eu ficar na ponta dos pés, posso alcança-lo. Se nós dois ficarmos muito pertos, a diferença de idade é irrelevante. Então por favor, apenas dois anos, por favor, espere. A distância entre nosso amor está docemente derretendo.”

Subaru: “Conforme a distância do nosso amor diminui, torna-se em um amor silencioso e ardente. Eventualmente, teremos dois filhos e nosso futuro será uma brilhante história de amor.”

Beatrice: “Eeeehhhhh!?”

No final da música da garota, Subaru de repente se juntou a canção, acrescentando um pouco de rap na música. Beatrice ergueu sua voz, espantada, exigindo uma explicação.

Beatrice: “Espere um pouco! Por que… por que Subaru de repente Subaru faz parte da música? Eu suponho. E por que você o aceitou tão facilmente na música?”

Subaru: “Do que você está falando, Beako… por acaso a música ultrapassou os limites e causou alguma emoção em você?”

Liliana: “Exatamente! O coração de Liliana está tremendo de emoção.”

Beatrice: “V-você achar que Betty está errada, isso é inaceitável, eu suponho.”

Subaru, sentindo-se mal por Beatrice que não tinha ninguém do seu lado, virou-se para a garota morena.

Subaru: “Beako e eu não temos esse tipo de relacionamento que você está pensando. Mesmo se ela continuasse a crescer em dois anos, ela ainda estaria fora do meu alcance.”

Liliana: “Eh? Ela vai ter apenas treze ou quatorze anos? Apesar da minha aparência, eu sou muito boa em adivinhar a idade das pessoas. Bem, eu acho que foi uma habilidade que eu ganhei com a experiência de vida.”

Subaru: “Ela terá aproximadamente 402 anos.”

Liliana: “Por favor… não tem necessidade de ser tão teimoso só por que eu acertei em cheio.”

Ela resolveu ignorar as palavras de Subaru e descarta-las. Subaru também se deu conta de que corrigi-la e explica-la que Beatrice tem 400 anos daria muito trabalho. De qualquer forma, o assunto tinha se desviado.

Subaru: “Voltando ao assunto, qual foi a inspiração que você utilizou naquela música.”

Liliana: “Ah, sim, claro. Apesar de minha aparência, eu me emociono facilmente. Quando eu vi vocês dois interagindo, eu senti que precisava imortalizar aquilo em forma de música! Tenha orgulho disso.”

A garota, falando rapidamente e com fluidez, levantou suas mãos entusiasmada.

Liliana: “Ah, mas o que eu fiz não foi o suficiente. Ele me ajudou acrescentando uma parte no final. Foi a primeira vez que algo sim aconteceu, fiquei muito feliz.”

Subaru: “Isso só foi possível pois o deus do rap me abençoou, eu certamente não poderia fazer algo parecido novamente. Eu não tenho a experiência e a habilidade necessárias.”

Liliana: “Um único, apenas um único momento de brilho…”

Vendo o entendimento mútuo entre ambos, a paciência da garota que tinha ficado de fora da conversa se esgotou.

Beatrice: “Subaru…”

Subaru: “O que foi…Beako?!”

No momento que Beatrice puxou a manga de Subaru, uma onda de choque foi produzida, mandando Subaru voando pelos ares. O impacto não iria mata-lo, mas ainda assim foi forte o suficiente para jogar Subaru no gramado do parque.

Enquanto isso, Beatrice virou-se para a garota morena.

Beatrice: “Não é bom que você continue a se inspirar em nós, de fato. Betty vai colocar um fim nisso, eu suponho. Se você resistir, vai acabar da mesma forma que ele, de fato.”

Liliana: “Ha…a…a, um, oque…”

Beatrice: “Cale-se, eu suponho. Apenas se preocupe em responder Betty rapidamente, de fato. A única razão pela qual Betty não fez nada com você foi sua música amável, de fato. Mas quem sabe quanto tempo essa misericórdia vai durar, de fato.”

Mesmo vendo ela tremendo, a voz de Beatriz não tinha um traço de misericórdia. Beatrice suspirou, a garota estava com muito medo de falar, então…

Beatrice: “Leve Betty até a Companhia Muse, leve Betty até Kiritaka Muse, eu suponho.”

Liliana: “— Eh?”

Beatrice: “Eu não vou repetir, de fato. Mostre o caminho, ou vai encarar a raiva de Betty, eu suponho”

Liliana: “E-eu-eu mostro o caminho! Eu levo vocês até lá!”

A garota não tinha escolha, aquela era sua única opção, a garota então desistiu rapidamente, levantando assim a bandeira branca. Beatrice acenou com a cabeça, satisfeita, enquanto Subaru caminhava em direção a eles.

Beatrice: “Me diga se você tem alguma reclamação, de fato.”

Subaru: “É aceitável de usar sua mana dessa forma, apenas para fins educacionais?”

Beatrice: “Depende da hora e do lugar, eu suponho.”

Subaru: “Mas que gentil, Beako… Você acha aceitável ameaçar alguém apenas para nos guiar?”

Subaru coçou o rosto e olhou para baixo. Beatrice olhou aborrecida para ele. Subaru então continuou,

Subaru: “Essa criança é provavelmente a cantora famosa que conhece Kiritaka. Não deveríamos causar uma mal impressão nela.”

Antes, ela havia mencionado que seu nome era Liliana, e sua habilidade cantando era inconfundível, mesmo que sua personalidade não foi como Subaru havia imaginado.

Liliana: “Eu vou fazer qualquer coisa que você quiser que eu faça. E-Eh, seja guiá-los ou lamber seus sapatos… tudo que eu peço… é que poupem minha vida…”

Lá estava uma garota no chão implorando desesperadamente por sua vida. Correção, a garota era a cantora Liliana.

Embora, olhando-a naquele estado, ela não parecia ser uma cantora graciosa.

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