Switch Mode

Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 4 – Apêndice

Advento

Cena cortada do anime da personagem Omega, mostrando como a Echidna tomou conta do corpo de uma das Ryuzus (Omega na WN/Shima na LN).



— Passos ecoaram pelo cômodo frio e escuro.

Não havia luz alguma sendo propagada pelo lugar, fazendo com que o caminho adiante fosse um mergulho no breu.

Mas os passos que cruzavam a câmara de cheiro rançoso em um ritmo casual não pareciam hesitantes. Com tamanha facilidade que era como se estivesse atravessando seu próprio quarto.

“—”

Água pingando. Insetos vagando.

O ruído de lama e cascalho sendo esmagados. Este lugar não inspirava nada a não ser desconforto, mas a silhueta não soltou um único resmungo descontente.

Hordas de insetos abriam alas enquanto fugiam da silhueta ao terem sua a fortaleza perturbada. Água fluía sob seus pés, o leve declive servindo de guia para ela que seguia adiante.

Eventualmente a silhueta parou, seus longos cabelos estavam soltos atrás dela enquanto olhava para cima.

Assim como antes, não havia luz. Porém, seus olhos cintilavam com um brilho chamado convicção.

Fracas luzes dançavam ao mesmo tempo que o vento soprava rapidamente em volta dos pés da silhueta.

Seus longos e rosados cabelos e seu manto de manga comprida tremulavam perante a brisa. Em seus pés, do local de onde o vento soprava, um círculo desenhou-se no chão.

“Então o algoritmo de inicialização ainda funciona.”

Após este sussurro, a silhueta sobre o círculo cintilante — a garota — levitou.

Ela subiu como se estivesse montada em um apoio invisível, avançando velozmente em direção ao teto da escuridão. Naquele instante, como se planando através do sólido leito de rocha, a garota zarpou para o lado de fora.

A luz do Sol ardeu em seus olhos. A garota então fechou suas pálpebras.

Levaram exatos 10 segundos para que ela abrisse os olhos novamente. Os raios solares penetraram seus olhos que acabaram de sair de detrás das pálpebras. Como se revoltada por tal coisa, além de um pouco de impaciência, permaneceu de olhos bem abertos.

— O que estava presenciando era o raiar do Sol.

“… Estou bem menos impressionada do que eu esperava.”

Banhada pela luz do dia, a garota inclinou sua cabeça.

De fato, nem uma única ondulação de emoção surgiu em seus olhos apáticos. Após todo aquele tempo passado sob um Sol de mentira, ela esperava que ver o verdadeiro fosse comovê-la, mas os resultados não pareceram promissores.

“Seja como for, saí com segurança da barreira. O que significa que, por mais frustrante que seja, aquela coisa superou a『Provação』com sucesso. A agradecerei por isso e nada mais.”

Se aquilo não tivesse ocorrido, seria extremamente difícil sair do『Santuário』. Ela ficaria presa por culpa de sua própria estratagema. Quando pensava na garota que lidou com aquela bagunça, sentia algo semelhante a desagrado manifestar-se em seu peito.

“Bem, não é um problema. Não posso ser descuidada demais nesse corpo, e posso muito bem vagar um pouco por aí para preencher os vazios.”

A garota então abriu e fechou sua mão para checar a condição de seu corpo.

Clones de um corpo receptáculo original e uma alma de mesma natureza nele acolhida. Ela havia colocado e fixado sua alma nele, contudo se familiarizar com ele levaria tempo.

“Ele já me deu um nome, afinal. Acho que vou me chamar de Ômega.”

Ela sorriu enquanto andava sobre a grama, deslizando pelos espaços entre as árvores para sair da floresta.

A jornada era um tanto problemática para as pernas de uma jovem garota, mas estava longe de ser um problema. A dor e o cansaço eram provas de que alma e corpo estavam conectados. Ela devia aproveitar em abundância sua vida há muito perdida.

“Beatrice saiu da Biblioteca Proibida e Roswaal perdeu seu Evangelho. No entanto, levando em consideração o homem que se apossou dos restos incinerados e a fúria incessante de Garfiel, as chamas ainda não se apagaram. Como será que ele lidará com o que está por vir? Talvez eu fique de olho nele, seja das sombras ou em plena luz do dia.”

Ignorando de propósito a garota que lhe irritava, começou a caminhar.

Havia um mundo todo em sua frente. Coisas que nunca ficariam entediantes para ela, saciando eterna e abundantemente sua curiosidade; uma montanha de tesouros para a falecida Encarnação da Sede por Conhecimento.

“Se eu for desse jeito, talvez eu entenda um dia.”

Ao longo de seu caminho, a garota se deparou com uma roda de flores e sorriu.

Ela arrancou uma das pétalas, cheirou-a e a colocou na boca.

Até mesmo as lindas flores murchariam. Por que as flores murchavam?

Até mesmo as belas memórias compartilhadas entre as pessoas estavam fadadas a se desbotar?

“— Ahh, por que o amor desvanece?”

Enquanto murmurava, e com seus longos e rosados cabelos tremulando ao vento, a garota deu um passo adiante.

A『Bruxa』era mais uma vez liberta no mundo.


Nota: Quando Omega disse “Ele já me deu um nome, afinal”, ela está se referindo ao Subaru, que nomeou uma quinta Ryuzu [Exclusivamente na Web Novel] de “Omega”. Essa quinta Ryuzu é o corpo que a Echidna está habitando na WN. Na versão da Light Novel e do anime, no entanto, Echidna colocou um pedaço de sua alma no corpo de Ryuzu Shima quando ela foi tirar o Garfiel da tumba e acabou fazendo o teste.

Logo, na Light Novel, Subaru não chegou a dar esse nome para a Omega. Por tanto, essa frase foi substituída por algo como “De acordo com o conhecimento dele”, sugerindo que ela usou o conhecimento de Subaru que ela obteve vendo as memórias de Subaru.

Comentários

5 1 voto
Avalie!
Se Inscrever
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais recente
Mais Antigo Mais votado
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários

Opções

Não funciona com o modo escuro
Resetar