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Profane Prince of Domination – Capítulo 451

Dividir e Conquistar — Parte 2

Independentemente do histórico, não havia como um Deus Altíssimo do estágio de pico manter uma cara séria diante dos vinte e quatro Primógenos. Para não falar de um Deus Altíssimo, nem mesmo Amrit, um Deus Cósmico, poderia. Portanto, para evitar trair seu disfarce, Konrad tremeu por um instante, então pareceu lutar para manter a calma enquanto se curvava em direção aos governantes dos Reinos.

Ao mesmo tempo, Konrad sondou sua profundidade com seu Coração Diabólico, estabelecendo uma classificação precisa enquanto descobria todos os demônios dentro de seus corações.

— Saudações, Vossas Eminências.

No início, eles não o pouparam de olhar, concentrando seus olhos em Amrit, que não se atreveu a levantar os dele. Nehal, revigorada pela força de cura de Amrit, estava ao seu lado com a mesma reverência. Ao vê-la, o rosto de Daksha se contorceu em uma mistura de alívio, confusão e suspeita. A Surya, no entanto, só mostrou suspeita. Não apenas ele, pelos olhares dos Primógenos reunidos, Nehal só enfrentou duas coisas, uma maioria de suspeita e uma minoria de indiferença.

— Amrit, explique o incidente.

Daksha ordenou, e sem demora, Amrit recontou tudo o que viu. Os olhos então mudaram entre Nehal e Konrad antes de se estabelecerem no primeiro.

— Nehal, o que você experimentou e como você escapou?

Daksha perguntou a Nehal, falando o que se passava na mente de seus companheiros Primógenos. Tendo recebido permissão para falar, Nehal ergueu ligeiramente a cabeça trêmula e, enquanto brincava com os dedos, contou a história da destruição das Hostes Celestiais e das Legiões Infernais nas mãos de uma divindade ctônica que, por um capricho, poupou Aakash e ela para abusar delas nos séculos seguintes.

— Dasra, Mishri e Anharya agora servem aquele tirano depravado como Fantoches Mortos-Vivos. Quanto a Aakash, ele atualmente serve como eunuco e bobo da corte. Divertindo a corte ctônico do tirano em risco eminente de vida.

Porque eu fingi submissão, e, e…

As palavras de Nehal se arrastaram, mas se debatendo, ela não conseguiu terminá-las. Ainda assim, não era preciso ser um gênio para entender o que ela queria dizer. Com suas eras de experiência, os Primógenos naturalmente entenderam as palavras não ditas.

“…Consegui obter seu favor e desfrutar de Frutos Divinos de alto nível que me permitiram ir do Reino Ascensão Divina para o Reino Deus da Nulidade em apenas dois séculos. E depois de muito planejamento, após uma noite de serviço, roubei um dos cubos interdimensionais do Príncipe Profano para correr de volta ao Céu. Nunca esperei que o tirano percebesse tão cedo e despachasse um de seus duques ctônicos para me prender.

Nehal recontou a mistura de verdade e falsidade que ela havia escolhido com Konrad. E, como esperado, a dúvida e o desconforto surgiram nos olhos dos Primógenos.

— Se o que você está dizendo é verdade, independentemente de seu cultivo real, esse Primógeno Ctônico ou Príncipe Profano é mais do que capaz de entrar em nossos Reinos. Na verdade, ele pode fazer isso a qualquer momento. Com o Submundo como seu apoio e força suficiente para derrubar a Vontade do Reino Mortal, por que ele não continua com suas conquistas?

Surya sondou. Se saber que um de seus netos atualmente serviu como eunuco e bobo da corte na corte de algum déspota o encheu de raiva, ele não mostrou nada disso e permaneceu focado no assunto em questão.

Mais uma vez, Nehal estremeceu e, enquanto ela formava o início de uma resposta, seus lábios tremiam sem fim.

— Ele disse…ele disse…a fusão está incompleta. Quando estiver, ele… entrará furtivamente nos Reinos Superiores, roubará a Espada Imortal Executora de Deuses e destruirá o Reino Celestial muito antes que vocês possam formar qualquer resistência ou perceber sua presença.

Vocês… não são nada além de…porcos aguardando seu…a-bate. Ele matará seus filhos, foderá…suas esposas…e colocará todos vocês em suas mãos…

Nehal gaguejou, mas antes que ela pudesse terminar suas palavras, Agni, o Senhor da Chama Divina, explodiu!

— CRIATURA ATREVIDA!

*BAM*

E bateu na mesa redonda com a palma da mão aberta, liberando um barulho estrondoso e ensurdecedor que soou nos ouvidos de Nehal. Seu tremor se intensificou e, como um cervo assustado, ela ergueu os ombros enquanto abaixava a cabeça e evitava os olhares furiosos dos Primógenos.

Daksha acenou com a mão, neutralizando a explosão de Agni sem desviar sua atenção de Nehal. Como o Deva Primogéno com mais filhas, talvez ele devesse ter ficado mais irritado. No entanto, seu olhar permaneceu frio e recolhido, ainda parando na nota importante.

E desta vez, os olhos de Talroth se abriram, ignorando os vários Primógenos enfurecidos para colocar seus olhos roxos em Nehal. Eles brilharam com uma intensidade sem precedentes, intensidade que ele nunca havia mostrado até agora. Não apenas ele, Dolgron, Ashara, Urzul, os Quatro Reis Infernais. Surya, Brihaspati, Chandra, Durga e Daksha, os cinco Senhores Cardeais. Naquele instante, todos deixaram de lado sua indignação para agarrar a palavra-chave, ou palavras neste caso.

— Você disse…a Espada Imortal Executora de Deuses? A Espada Imortal Executora de Deuses está…aqui, no Reino Celestial?

Daksha perguntou, com suas graves palavras trazendo os deuses ainda fumegantes de volta à realidade. E embora tremendo, Nehal deu um aceno de aprovação.

— Ele não disse onde, mas o Príncipe Profano mencionou com certeza…em mais de uma ocasião…que…que a Espada Imortal Executora de Deuses está aqui, no Reino Celestial.

Nehal afirmou, e ninguém duvidou de suas palavras. A geração mais jovem não sabia nada sobre a Espada Imortal Executora de Deuses. Apenas as Deidades Ancestrais, do Reino dos Deuses Ancestrais ou acima, sabiam disso. Para ela descobrir sobre seu nome, e falar sobre isso com tanta franqueza, ela só o tomou como um artefato arrogante e não sabia a história por trás dele.

Agora, Daksha amaldiçoou tudo o que era sagrado por permitir que Nehal falasse essas quatro palavras.

Em um piscar de olhos, a tensão quebrou a cena, com os olhos dos Primógenos Demoníacos incandescentes de ira enquanto os Devas misturavam confusão e medo. Todos se lembraram claramente da batalha do passado e de como a Espada Imortal Executora de Deuses desapareceu de vista.

Se essa espada condenável estivesse dentro do Reino Celestial, isso só poderia significar duas coisas:

Ou o Reino Mortal fez truques, ou um poderoso Deus Deva enganou a todos e trouxe para lá! Mas quem poderia? Sob o olhar de todos aqueles Deuses Lendários, quem poderia se safar de roubar a Espada Imortal Executora de Deuses?

Apenas um possivelmente possuía habilidades suficientes:

O Guardião!

Essa suspeita por si só já fragilizava a aliança. E enquanto testemunhava a crescente tensão entre as duas partes, Konrad foi forçado a suprimir uma onda de alegria.

— Dividir e conquistar no seu melhor. Deixe os macacos caírem.

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