Um homem mascarado usando manto preto entrou numa sala escura. Lá, havia um homem sentado; seu rosto também estava coberto por uma máscara.
Vendo o mascarado entrar, o homem sentado falou.
— Você é?
— Sombra do Silêncio — respondeu o mascarado.
— Ah, se decidiu? Dei tempo para investigar o alvo, mas honestamente, veio mais rápido do que pensei. Normalmente, isso não é um bom sinal.
— Deixe-me avisar de antemão. Se deseja rejeitar a missão, então está perdendo uma grande oportunidade. Sei que o alvo é forte e, com sua capacidade atual no salão, lidar com o alvo não é possível, mas você não precisa se preocupar.
— Honestamente, esta missão é fácil. Embora diga que precise matar o alvo, na realidade, só precisa enviar algumas pessoas. Nós que faremos tudo.
— Eu sei, você deve estar pensando no motivo de contá-lo, então, certo? Embora não possa contar o motivo, só saiba que existe um motivo para isto.
— E não se preocupe com sua segurança. Se concordar, prosseguiremos com o contrato definitivo para garantir sua segurança.
— Nada acontecerá com você ou os membros do seu salão. Você só precisa estar lá e pegar o dinheiro.
— Então, que tal? Vai aceitar esta missão?
O homem sentado na cadeira perguntou após explicar em detalhes. Honestamente, com as condições propostas, qualquer um imploraria para aceitar esta missão.
Porém, no fundo, ele sabia o que poucos aceitariam.
Afinal, isto cheirava a problemas. As condições eram boas demais para ser verdade.
Então, mesmo que o homem rejeitasse a missão, ele não se importaria. Apenas precisava tentar a sorte com algum outro Salão de Assassinato. O tempo estava do seu lado.
— A recompensa é muito baixa.
De repente, o mascarado respondeu.
— Hã…? — O homem sentado inclinou a cabeça em confusão.
— A recompensa. Para assassinar um Santo de origem forte, a recompensa é baixa demais.
— D-D-Do que está falando?
— Não fui claro o bastante? Aumente a recompensa e aceitaremos a missão.
— D-Do que você precisa?
— Um artefato de décimo primeiro grau.
— H-Hã? — O homem não conseguia acreditar no que ouviu.
Ele então olhou para o mascarado na sua frente.
— V-Você nem vai fazer nada, nós que faremos tudo. C-Como você-
O homem queria retrucar, mas o mascarado jogou algo.
O homem pegou por instinto, só que logo, seu corpo tremeu de medo quando percebeu o que era.
Era um dedo com um anel.
— O-O-O que é isto?
— Já capturamos o alvo. Entregue o que queremos e a mataremos. De outra forma, simplesmente a libertaremos.
— V-Você já capturou o alvo? — Os olhos do homem se arregalaram de choque.
— Por que está gaguejando tanto? Apenas decida logo. Aceita minhas condições ou devo libertar o alvo?
— N-Não posso d-decidir isso sozinho, preciso di-discutir com meu mestre.
— Acredito que eu tenha pedido um preço justo.
— A-Ainda preciso discutir com o mestre.
— Então, da próxima vez, seria melhor se seu mestre viesse diretamente.
Dizendo aquilo, o mascarado desapareceu.
O homem sentado tremeu enquanto segurava o dedo. Ele sabia que o anel no dedo era um anel de armazenamento que pertencia a um figurão e carregava tesouros que jamais veria na vida.
Sem falar dele, suas próximas gerações conseguiriam viver confortavelmente se mantivesse o anel para si, mas ele não se importava com isso. Ele simplesmente saiu da sala e caminhou até seu mestre.
Por outro lado, o mascarado que desapareceu da sala entrou em outra construção. Esta era muito maior que a visitado antes, mas como a sala, tinha uma atmosfera sombria e escura.
O homem então entrou num cômodo específico, removeu a máscara e suspirou.
— Bom trabalho, Alistair.
Na sala, estava uma linda mulher-gato sentada.
— Lady Rune.
Alistair se curvou. Seus olhos pararam na mão direita dela, o anel estava faltando.
Ela cortou o dedo bem na sua frente.
— Foi realmente necessário, Lady Rune?
Alistair perguntou
— Foi. — Rune assentiu quando olhou para a mão faltando um dedo sem mudanças na expressão.
— Precisamos deixar o mais real possível. Esse é o plano.
— O plano…
Alistair murmurou.
— Não seria melhor se capturássemos e interrogássemos aquele homem?
— Isso não servirá.
— Sei que será uma rede complicada, mas se o rastreasse-
— Isto o alertaria, Alistair. Não posso arriscar, só precisamos seguir com o plano. Não se preocupe, tenho certeza de que devem estar em pânico agora.
Rune falou com um sorrisinho.
— Só precisamos esperar nossa bomba explodir.
Alistair não conseguia acreditar no que a mulher estava pensando, mas no final, abaixou a cabeça.
Ela salvou sua vida. Agora havia pessoas atrás da vida dela, então ele daria o seu melhor para retribuir o favor.
— De qualquer forma, estou de saída, Alistair. Quando vierem, use isto para me chamar.
Rune comentou quando passou um artefato de ligação.
Era um artefato que enviava um sinal a outra parte assim que mana era infundida. Era uma criação simples, mas útil.
— Ao seu comando, Lady Rune. — Alistair se curvou enquanto segurava o artefato.
Rune então saiu da sala.
Ela caminhou um pouco e parou.
— Sei que está aí, pode sair.
Ela falou.
— Hmm? Como me sentiu? — Nux perguntou com um sorriso brincalhão.
— Não senti, só sabia que estaria aí.
— Você me conhece muito bem, Lady Rune. Definitivamente temos algum tipo de conexão.
Nux sorriu.
— Acho que virão aqui em três dias. Dei o artefato de ligação ao Alistair, mas ainda acho que seja melhor ficarmos aqui pelos próximos três dias.
Rune respondeu, ignorando completamente as palavras de Nux.
Ele apenas suspirou.