— Hmmm, então você é Arvina Skyfall. Ouvi falar muito sobre você.
A jornada para o Covil dos Demônios foi longa. O navio feito pelos Anões era rápido, mas, ao mesmo tempo, Yrniel era gigantesco.
Do continente de Nux ao Covil dos Demônios, eles precisaram viajar por cinco dias direto.
É claro, o navio era absurdamente grande, havia por volta de vinte cômodos no navio. Os demônios, Nux e suas esposas ocuparam aqueles cômodos. Quanto aos outros, bem, eles tiveram que se ajustar. É claro, nenhum deles se incomodou. Enquanto todos cuidavam de seus assuntos, Aisha caminhou na direção de Arvina.
— É um prazer conhecê-la, Princesa Aisha.
Arvina respondeu enquanto olhava para Aisha.
— Você não precisa me chamar assim, só Aisha serve. — Aisha sorriu.
— Você é como minha salvadora, seria rude chamá-la pelo nome, sem falar na sua posição e até no seu cultivo. Uma cultivadora do Estágio Rei como eu não poderia permanecer na frente de um Sábio.
— Ugghhh… você dificultará as coisas para mim se me mostrar tanto respeito.
— Hmm? O que quer dizer? — Arvina inclinou a cabeça em confusão.
— Você foi a professora do Nux, não foi? — Aisha perguntou.
— Ensinei um pouco a ele. Porém, só o ensinei o que minha professora me ensinou. Agora que ele pode aprender diretamente da minha professora, não há mais nada que eu possa ensinar. Ele já está num nível acima do meu.
Arvina respondeu com um sorrisinho.
— Hmmm, você não parece particularmente triste quando diz isso.
— Por que eu ficaria triste?
Arvina franziu a testa.
— Fui sortuda o bastante para ensinar um monstro como ele. Embora não tenha sido muito, meus ensinamentos ainda estão nele. Ajudei na criação do monstro que ele é hoje, então, em vez de ficar decepcionada, eu deveria ficar orgulhosa, não?
— Uhhh… não sei. Jamais entenderia como humanos pensam.
— De qualquer forma, não estava aqui para falar sobre estas coisas. Queria sua ajuda.
— Hmm? Minha ajuda? É claro, no que posso ajudar, Princesa Aisha?
— Como faço para o Nux subir na minha cama?
Aisha perguntou.
— Hã?
Arvina piscou algumas vezes, incapaz de entender o que ouviu.
— Ele foi seu estudante, não foi? Então, você deve saber uma ou duas coisas sobre ele que possam me ajudar a fazê-lo subir na minha cama, não? Já tentei fazer tudo que podia, mas aquele homem ainda permanece impassível.
— Eu teria duvidado da sexualidade dele se não fosse por suas esposas. Tsk, aquelas garotas sempre estão grudadas nele igual cola. Tsk, apenas o deixe sozinho por um tempo!
Aisha suspirou.
— Até você…
Arvina suspirou de repente.
— Hã?
— Nada. — Arvina balançou a cabeça.
— Me dê algumas dicas.
— Não tenho nada a dizer, Princesa Aisha.
— Como isso é possível? Você não foi professora dele?
— Fui, e esse é o motivo de não ter nada a dizer. Como uma professora pode saber algo assim sobre seu estudante?
— Mas… você não transou com ele?
— Hã? Do que está falando?
Os olhos de Arvina se arregalaram de surpresa.
— Não transou?
A expressão de Aisha mudou.
— Por que eu transaria com meu estudante?!
— Como não poderia?! Ouvi que vocês dois passavam horas juntos.
— Passávamos, mas, como falei, ensinei esgrima, mais nada.
— Mas como você pode ficar num cômodo com ele e não transar?
— Não somos demônios sexuais, Princesa Aisha. Somos humanos.
— Mas humanos não procriam também? Sexo é uma coisa normal!
Aisha respondeu e, ao ouvir suas palavras, a expressão de Arvina ficou severa.
— Sexo não é uma coisa normal, Princesa Aisha.
— Talvez para vocês, demônios sexuais, seja, mas para nós, humanos, especialmente para alguém como Nux, fazer sexo com alguém não é uma coisa pequena.
— Talvez seja sua visão sobre sexo que afasta Nux.
— Um homem como Nux não transaria com uma mulher a menos que pretenda se casar com ela. Para ele, sexo é uma coisa sagrada que só pode ser feita com suas esposas. Você, por outro lado, é completamente diferente. Como uma sucúbo, o sexo é algo casual. Algo que possa fazer com qualquer homem que sente vontade.
— Com tanta disparidade de pensamentos, a decisão de Nux em evitar você é bem natural.
Arvina explicou.
— Então, está dizendo que eu transar com qualquer um é o que o Nux não gosta? Eu posso parar.
— Não é isso.
— Você pode se controlar e convencer o Nux a transar com você, mas e depois? Você conseguiria ficar com ele e só com ele? Você conseguiria controlar a vontade de não transar com qualquer outro homem que possa achar atraente no futuro?
— Por que eu faria isso? Já deitei com ele, não? A missão está cumprida.
Aisha não conseguia entender.
— É disso que estou falando. Se o Nux tiver que transar com você, ele a fará sua esposa e, como esposa, você não conseguiria transar com mais ninguém além dele. Entretanto, como sabe que você não conseguiria fazer isso, ele está se contendo e não fazendo nenhum movimento em você.
— Mas por que isso importa? Ele transou comigo, eu transei com ele. Nos divertimos e agora podemos voltar à nossa vida normal. Qual é o problema?
— Além disso, como você pode passar a vida toda fazendo sexo só com algumas pessoas seletas? Que tipo de vida é essa? Onde está a variedade, a empolgação, o entretenimento?
— Bem, é assim que é. Ele não vai forçar seus valores em você, vai? É você que deseja transar com ele, não o contrário.
Aisha e Arvina ouviram uma voz de repente, se viraram e viram Allura se aproximando.
— Eu já falei, não? Se não mudar esta sua atitude casual, então não importa o que faça, jamais ficará com o Nux.
— Em suma, é uma escolha que você precisa fazer entre o Nux ou qualquer outro homem no mundo.