Por outro lado, Amaya, que estava correndo dos assassinos, finalmente conseguiu sair do palácio. Por volta de dez guardas a viram fugindo, mas no momento em que souberam da situação, todos recuaram e correram.
É claro, Amaya não falhou em contar quem era o culpado.
Ela contou para todos.
Sua ideia era simples. Alguns poderiam se acovardar, mas todos ao mesmo tempo era impossível, certo?
— Heh, pensar que você conseguiu correr tanto, elogiável.
Enquanto Amaya corria, ouviu uma voz atrás dela.
Ela se virou rapidamente e viu cinco seres de preto parados na sua frente.
— No entanto, este é o fim, Amaya Skyfall.
O líder dos assassinos murmurou.
Ao vê-los, Amaya suspirou. Toda a energia saiu de seu corpo e ela caiu.
— Está desistindo?
O líder dos assassinos perguntou com um sorriso.
— Tudo bem, é o bastante. Não se envolva demais nisso. Estou cansada, correr com uma adaga perfurada na coxa é mais doloroso do que pensei. — Amaya suspirou e, ao mesmo tempo, removeu a adaga da coxa.
— Ugghh!
Ela grunhiu de dor, cobriu a ferida e, com a outra mão, bebeu uma poção de cura.
O líder dos assassinos olhou para ela por um tempo e também suspirou.
Ela caminhou na direção de Amaya e se agachou.
— Não consigo acreditar que você perfurou a própria coxa.
Thyra falou enquanto tratava a ferida de Amaya.
— Posso fazer qualquer coisa por ele. Isto não é nada.
Amaya respondeu com um sorriso.
Thyra olhou para Amaya e sorriu.
— Por isso reconheço você. Você está disposta a ir longe por ele, igual a mim.
As duas se entreolharam por um tempo.
— Não gosto de mulheres, só pertenço a ele.
Amaya esclareceu.
— Tenho o mesmo pensamento.
Thyra também assentiu.
Ela então continuou cuidando da ferida de Amaya.
Então, Amaya indagou.
— Você trouxe o que falei?
Thyra não disse nada, apenas apontou para a mulher atrás dela.
Três avançou e assentiu.
Logo, um corpo apareceu no chão.
— Ele estava agredindo uma mulher.
Três informou.
— Ah, perfeito.
Amaya sorriu e ordenou.
— Corte sua garganta, faça com que tenha muitas gotas de sangue no chão.
Três fez o que foi ordenada e cortou a garganta do homem.
Amaya então aguardou o sangue cair no chão e, quando ficou satisfeita, apontou para a árvore próxima.
— Arraste-o para aquela árvore e queime seu corpo.
Três assentiu e se virou para as pessoas atrás dela.
— Uggh! Por que eu deveria fazer isto?
Dois reclamou.
— Algum problema?
Três estreitou os olhos.
Dois levantou as mãos em rendição e recuou.
— Tudo bem, farei isto.
Ele e os outros assassinos arrastaram o cadáver até a árvore e o queimaram.
Quinze minutos depois, não restava nada além de cinzas.
Após isso ser feito, Amaya mandou.
— Agora, elimine os rastros em um minuto.
— Tem certeza? — Thyra perguntou.
— Apenas confie em mim. — Amaya sorriu.
Thyra deu de ombros e balançou as mãos.
Os outros assassinos assentiram e quatro deles começaram a remover o rastro de sangue. Eles até misturaram as cinzas com lama no chão e apagaram os passos que conseguiram encontrar.
Quando foi feito, Amaya sorriu.
— Agora só precisamos esperar pelo Nux.
— Mhm.
Thyra assentiu.
Por outro lado, no quarto de Evane.
— O QUÊ?! — Nux gritou em choque.
— O que aconteceu? — Evane correu até Nux com um olhar preocupado.
Para Nux agir assim, algo de ruim devia ter acontecido. Ela rapidamente esqueceu que seu irmão estava lá e aguardou a resposta de Nux. Ele, todavia, não respondeu.
Evane percebeu rapidamente que estava usando conexão telepática para conversar com alguém e decidiu esperar.
Lovis, que viu esta cena, franziu a testa.
Ele não era apenas um guarda-costas? Servo de Evane?
Por que ele parecia o líder?
Qual era a dessa situação?
Um servo podia gritar aleatoriamente assim no meio da noite?
E até sua Irmã, por que ela estava agindo assim? Por que estava tão preocupada com um mero servo?
Espera… algo não está certo… aquela vadia demorou demais para abrir a porta, seu rosto parecia ter sido de alguém que limpou o suor e seu vestido foi colocado às pressas.
Lovis começou a conectar os pontos.
Porém, antes que pudesse chegar a uma conclusão, Nux falou.
— Ei, Terceiro Príncipe.
— Hã? O que é?
Lovis saiu do devaneio.
— Você deveria chamar seu mordomo para cá.
— Hã? Do que está falando? Não tenho que trazê-lo aqui. Por que o traria, só vim-
— Você não precisa inventar desculpas, sei que o mordomo está lá fora, chame-o logo. — Nux apressou.
— Você está duvidando das minhas palavras? — Lovis estreitou os olhos.
— Apenas chame-o depressa ou será tarde demais para se arrepender. — Nux não ficou nem um pouco intimidado por seu olhar.
Lovis franziu a testa: — Você está me ameaçando?
Nux suspirou: — Não estou ameaçando você, idiota. Seremos cercados logo, então chame-o porque ele será de ajuda.
— Hã? — Lovis franziu a testa.
— Por que acha que alguém chegaria ao ponto de escrever uma carta falsa para você vir aqui? Acha que é só para vocês dois terem uma conversinha?
Nux não precisava explicar mais. Lovis entendeu e ordenou com um olhar sério.
— Leo, entre.
Como se esperasse por esta ordem, o mordomo entrou no quarto com uma carranca.
— Hmm, dois cultivadores do Estágio Especialista, quatro do Estágio Grande Mestre… acho que temos uma chance justa nesta batalha.
Nux murmurou.
— Você é idiota? Só temos dois cultivadores do Estágio Grande Mestre. Eu e você. — Lovis bufou.
— Sei disso. — Nux assentiu com um olhar confuso.
— Então, por que falou quatro cultivadores do Estágio Grande Mestre?
— Idiota, eu estava falando dos inimigos.