— Adicione aquela vadia da Evane.
Raguel falou com um sorriso maligno.
Se ele ia eliminar a competição, faria um trabalho completo.
Gibson olhou para seu neto e franziu a testa.
— Por que a Evane?
Ele perguntou.
Ao ouvir a pergunta, um olhar solene apareceu no rosto de Raguel.
— Seu retorno repentino é suspeito demais. Ela sempre diz que não quer o trono, mas ainda não confio nela.
— Ela pode ser a candidata ao trono com seu cultivo.
Gibson assentiu.
— Porém, se a matarmos também, as pessoas podem suspeitar de você.
Um sorriso frio apareceu no rosto de Raguel.
— Não importa se eles suspeitarem. Contanto que não tenham provas, ninguém poderá fazer nada. Nem mesmo a Viúva.
Um sorriso desdenhoso apareceu no rosto de Gibson.
— Heh. Você é realmente filho do Ricardus.
— Concordo.
Thornton assentiu com um sorriso similar.
— Hã? O que você quer dizer?
Raguel perguntou com uma carranca.
— Nada. Esqueça isto, temos problemas mais importantes para resolver.
Gibson balançou a cabeça.
Isto não era algo importante agora.
Agora, eles precisavam de um plano.
— Não podemos enviar três unidades separadas para eliminar três pessoas diferentes. Duas já são um exagero.
Gibson falou.
— Que tal atacarmos quando o Lovis e a Evane estiverem juntos?
Raguel apresentou uma ideia.
— Não é ruim, mas como saberemos quando os dois estarão juntos?
Thornton indagou.
— Não se preocupe, tenho uma maneira perfeita de organizar isso.
Raguel sorriu.
— Oh? Compartilhe.
Gibson pediu com um olhar curioso.
Raguel sorriu malignamente e explicou seu plano.
— Nós vamos…
O planejamento continuou e quanto mais pensavam sobre isto, mais confiantes se sentiam.
— Mestre Lovis.
Dois dias depois, Leo, o mordomo de Lovis, entrou no quarto com uma carta.
— Hmm? O que é, Leo?
Lovis, que tinha acabado de sair da câmara de cultivo, perguntou.
— Acredito que deva ver o que é isto.
Leo falou enquanto passava o envelope.
Lovis franziu a testa e pegou o item. Ele notou que esta carta foi enviada por Evane e, ao ver isto, sua carranca aprofundou.
— Por que aquela vadia está me contatando por uma carta? Ela não sabe como é arriscado?
Lovis não conseguia entender, mas não tinha outra opção.
Ele abriu a carta e sua carranca só ficou mais vincada.
“Se quiser o apoio do Duque Vestalis, venha ao meu quarto à uma da madrugada. É claro, seja discreto.”
Era isso.
Não havia mais nada escrito na carta, nenhuma saudação, nem remetente. Porém, com o selo no envelope e a carta, era nítido quem enviou.
— Por que ela está me chamando tão tarde da noite?
Lovis não conseguiu entender.
— E qual é a desta carta ameaçadora?
O significado da carta era claro: se não vir, não espere meu apoio.
Uma ameaça flagrante.
Algo que Lovis nunca pensou que Evane faria.
Entretanto, após pensar sobre isto, um sorriso apareceu no rosto de Lovis.
— Ela finalmente vai revelar quem é de verdade.
Ele murmurou.
Ele estava ficando cansado desse jogo idiota. Tentou muito nestes dois dias, mas não conseguiu descobrir nada fora do comum sobre Evane.
Sua vida era tão normal que ele sentiu que alguém estava deliberadamente o enviando informações falsas.
Ele admitia, Evane era muito capaz.
Percebeu que ela era a verdadeira ameaça, não Raguel.
Raguel era apenas um ninguém arrogante.
— Tudo bem, querida Irmã, agora que decidiu se mostrar, é hora de colidirmos diretamente.
Um sorriso frio apareceu no rosto de Lovis e aguardou desesperadamente o sol se pôr.
Lovis não teve que esperar muito, o tempo passou rapidamente e, por fim, saiu do quarto no meio da noite enquanto cobria o corpo com um xale preto.
Toc Toc Toc
Ele bateu na porta de Evane.
— …
Contudo, ninguém respondeu.
Lovis franziu a testa e bateu de novo.
Toc Toc Toc
Lovis bateu de novo.
— …
Entretanto, ninguém respondeu.
Irritado, Lovis estava prestes a responder, mas logo, ouviu uma voz apressada.
— Espera, estou indo.
Lovis pausou e esperou.
Dois minutos depois, Evane abriu a porta e ao ver seu rosto, Lovis franziu a testa.
Seu rosto estava um pouco vermelho, sua testa e região perto das orelhas suadas, sinalizando que ela havia acabado de limpar o suor do rosto. O vestido parecia um pouco desorganizado, sinalizando que se vestiu às pressas.
Vendo tudo isto, Lovis não conseguiu entender.
— Po-
— Por que você está aqui?
Antes que Lovis pudesse perguntar algo, Evane perguntou.
— Tem algo incomodando você? Você está bem? É muito estranho você vir aqui no meio da noite. E por que o xale? Está escondendo algo?
Evane continuou com as perguntas enquanto exibia um olhar preocupado.
Com todas aquelas perguntas, Lovis inclinou a cabeça em confusão.
Não foi ela que o chamou?
Por que ela estava agindo assim agora?
Ele não entendeu.
Não recebendo uma resposta, Evane franziu a testa e ficou mais preocupada. Assim, o puxou para o quarto.
— Entre. Ficar parado aqui fora fará os outros suspeitarem.
Lovis foi puxado para dentro. Lá, ele conseguiu sentir um cheiro leve e engraçado, mas antes que pudesse perguntar sobre, seus olhos avistaram outra pessoa.
— Por que você está aqui?
Ele indagou.
— Sou o guarda-costas dela, é claro que eu estaria aqui. Precaução caso pessoas como você tentem feri-la.
Nux respondeu com um olhar irritado.
Lovis balançou a cabeça.
Não valia a pena discutir com um servo, então se virou para Evane.
— Irmã, preciso dormir, então agradeceria se não ficasse de joguinhos comigo.
— Joguinhos?
Evane franziu a testa.
Vendo-a continuar nessa atuação, Lovis jogou a carta.
— Aqui, foi você que me chamou, não foi? Tem até seu selo nele. Agora diga-me, por que me chamou aqui?
Evane franziu a testa, agarrou a carta e logo, um olhar solene apareceu em seu rosto.
— Lovis… não enviei esta carta.
— Este selo é falso…