— Diretor Eliyard, tenho certeza de que já sabe o que aconteceu. Portanto, apreciaria se recuasse e me deixasse fazer o que vim fazer.
Keeve olhou nos olhos do Diretor e falou.
— Não esperava que viesse aqui pessoalmente.
Eliyard expressou.
Keeve não era alguém que aparecia em público com frequência. Portanto, Eliyard ficou surpreso ao vê-lo.
— Estou encarregado de procurar na Academia Real e nas casas do Duque.
Keeve respondeu com um rosto inexpressivo.
— Enviar um cultivador do Estágio Rei para procurar em locais onde cultivadores do Estágio Rei moram… entendo.
Eliyard assentiu consigo.
Keeve estreitou os olhos.
— Você não vai me parar, vai?
— Hmm? É claro que não. Por que iria contra as ordens do Rei? Não tenho nada a esconder.
— Procure onde quiser.
— É claro, espero que faça com moderação porque você sabe que tenho uma imagem a zelar.
Eliyard sorriu.
— Heh. Entendo, você não precisa se preocupar. Se não tem nada a esconder, o que, é claro, tenho certeza de que é verdade. Vou me importar com essa sua “imagem”.
Keeve riu e ordenou.
— Tudo bem, entrem. Procurem em tudo. Se virem algo suspeito, contatem-me.
— Sim, senhor!
Os guardas parados atrás de Keeve entraram e se espalharam.
Keeve então se virou para Eliyard.
— Gostaria de visitar sua mansão.
— Mhm, o recebo de braços abertos.
Eliyard assentiu.
— Siga-me.
Dizendo aquelas palavras, Eliyard começou a caminhar.
Alguns minutos depois, os dois entraram na mansão de Eliyard.
Keeve começou a olhar ao redor, tentando encontrar algo suspeito ou relacionado a Consorte Allura.
Contudo, o que ele não sabia era que a própria “Consorte Allura” estava parada bem atrás dele, olhando com interesse.
— Então, ele é o Keeve, o famoso Líder da Unidade das Sombras?
Nux comentou.
— Sim.
Allura respondeu.
— Hmm, não parece muito especial para mim.
Nux murmurou quando seus olhou dourados brilharam.
— Hmmm, ele é diferente do Eliyard.
Ember comentou.
— Hmm? Como pode dizer?
Nux perguntou.
Segundo o sistema, não havia muita diferença entre Eliyard e Keeve, mas Nux sabia que a antiga General não diria algo sem motivo.
— Bem, sua postura, aura, o ar ao seu redor. Tudo é diferente.
— Ele pode não ser um guerreiro, mas viu sangue, muito sangue.
— Ele é um homem capaz e, honestamente, quero enfrentá-lo.
— Tsk tsk, apenas me enfrente.
Nux bufou, não gostando nada disto.
Ele não ia mentir, ficou com ciúmes.
Por um instante, quis matar este homem chamado Keeve.
Não era algo grande, mas…
— Hmm?
Este pequeno pensamento foi o bastante para Keeve sentir que algo estava errado.
Ele se virou.
— …
Não havia nada.
— O que aconteceu?
Eliyard perguntou com uma carranca.
— Nada…
Keeve franziu a testa.
Ele tinha certeza de que havia sentido algo.
Na verdade, ele não só sentiu algo. Ele sentiu a sua morte.
Entretanto, a sensação desapareceu no momento em que surgiu.
Uma coisa estranha.
Pensando nisso, Keeve se virou e continuou caminhando com Eliyard.
Atrás dele, Nux reapareceu na frente das suas mulheres.
— Essa foi perto.
Ele falou.
— Você precisa controlar sua intenção assassina.
Felberta comentou.
— Bem, não me culpe agora, tá? Foi um erro.
Ember expressou com um grande sorriso.
— Tsk.
Thyra bufou.
— O Portal do Harém salvou você.
Allura riu.
— Realmente.
— O Portal do Harém e Ocultação é uma combinação assustadora.
Skyla murmurou.
— Assustadora? É roubado! Uma combinação absurda.
Thyra bufou.
— Verdade.
Felberta assentiu.
Nux apenas sorriu.
Ele já sabia quão roubado era, mas agora não era sobre ele. Ele estava mais interessado neste Keeve.
— Ele é afiado.
Ele comentou.
— Eu falei.
Ember sorriu.
— Mhm, nunca duvidei de você.
Nux e suas mulheres continuaram a observar este homem chamado Keeve com olhares tranquilos.
Logo, meia hora passou. Agora, Keeve estava no último quarto da mansão de Eliyard, só que foi incapaz de encontrar algo, mesmo que a pessoa que estivesse tentando encontrar desesperadamente estivesse bem na sua frente.
— Você vai sair agora? Ou gostaria de tomar um copo de chá comigo?
Eliyard questionou com um sorriso.
Keeve olhou para o homem na frente dele e estreitou os olhos.
— Eliyard, recentemente ouvi que despediu seus subordinados e contratou novos. Por que fez isso?
Seu olhar parecia assustador agora. Parecia que ele mataria no momento em que uma mentira saísse da boca de Eliyard.
Eliyard, todavia, não ficou com medo.
Ele estava acostumado a fingir ser um homem corajoso e inigualável por anos, então algo assim não era o bastante para ameaçá-lo.
— Aqueles trabalhadores não estavam fazendo bem o trabalho, então foram demitidos. Não é grande coisa, é?
— O momento é coincidente demais.
Keeve olhou nos olhos de Eliyard, tentando perfurar as paredes que ele colocou em sua mente.
Eliyard, todavia, apenas balançou a cabeça.
— Bem, coincidências acontecem.
— …
Keeve foi incapaz de dizer algo.
— Lorde!
Logo, os guardas que estavam procurando pelo resto da academia voltaram.
— Encontraram algo? — Keeve perguntou.
— Não, não encontramos.
— É como suspeitávamos, a Academia Real não tem nada a ver com isto.
O soldado comentou.
— É claro.
Eliyard riu.
— Bem, Keeve, foi legal acompanhar você, mas, como sabe, sou o Diretor da academia e, como você, tenho algumas coisas que eu preciso fazer.
— Espero que encontre o culpado com sucesso.
— Seja lá quem for.
— E, é claro, não hesite em vir aqui e pedir ajuda se quiser.
Com isso, Keeve foi enviado para fora da academia.
— Tudo bem, visitaremos o Duque Fulvanius agora.
Com isso, a operação de busca continuou.