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The Author’s POV – Capítulo 84

Caïssa [3]

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Nome do Grupo Mercenário: Caïssa 

Nível: [▼I] [II] [III] [IV] [V] 

Membros: 1 

Fundador: Ren Dover 

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Sob o sol radiante e o céu azul eu apreciava o tempo aberto e quente da cidade de Ashton. 

Saindo de um prédio enorme olhei para o cartão azul-celeste em minha mão. 

O cartão era feito de metal e atrás tinha um grande número romano [I] gravado e que significava o nível do grupo. 

Como o mundo gosta de ranquear tudo, os grupos mercenários também tinham níveis. Eles começavam no I Nível e subia para o V, sendo o V mais alto. 

De qualquer forma, deixando os níveis de lado, porque o PequenaCobra não entrou oficialmente ainda, a contagem de membros ainda estava em um no cartão. Ou seja, apenas eu. 

E quando ele se juntar, o cartão irá mudar de acordo. 

Uma das coisas que estava me deixando um pouco hesitante de criar o grupo era se eu deveria ou não usar meu verdadeiro nome na parte do fundador. 

Meu objetivo era fazer desta organização mercenária a mais poderosa entre os humanos. 

Não tinha certeza se usar meu nome seria uma boa ou não, mas… 

No final, acabei usando ele. 

Não tinha motivo nenhum para esconder minha identidade. Afinal, eu a criei como afiliada da Galxicus. Mesmo se tentasse, as pessoas conseguiriam deduzir facilmente quem eu era. 

“Beleza, agora que o grupo está registrado, hora de fazer o segundo passo.” 

Guardando o cartão no bolso, olhei meu relógio. 

18:45 da noite. 

Ao ver a hora, fui em direção ao meu próximo destino. 

Eu já tinha marcado horário com alguém para poder ver o lugar onde seria a base da Caïssa. 

Depois de muita pesquisa de diversos lugares pelo celular, decidi que o lugar para qual estou indo é o que mais se encaixa no que tenho em mente. 

….. 

“Seja bem-vindo.” 

Entrando em um galpão enorme, um homem barrigudo de meia idade, que usava um terno, me cumprimentou. Pegando um lenço branco do bolso ele limpou o suor que tinha se acumulado na testa. 

“E então…?” 

Encarando com antecipação o homem gordo mexia as mãos. Era evidente, pelo jeito que agia, que ele queria se livrar o mais rápido possível desse lugar. 

Examinando o espaço, assenti. 

O galpão, por mais que vazio, é extremamente espaçoso. A localização é bem longe do centro da cidade e exceto por algumas ruas e mato não tinha muita coisa em volta. 

E era por causa disso que gostei do lugar. 

Simples e chato. 

Um lugar perfeito para esconder a sede do grupo. 

“Muito bem, vou comprar.” 

Verificando minha conta bancária e confirmando que tinha 6 milhões de U restante, decidi que vou comprar o galpão à vista. 

No total o lugar me custou 4.200.000 U. 

Apesar de caro, não liguei muito para isso. O que demonstrou o quanto gostei do lugar. 

Eu poderia ter alugado em outro lugar, mas depois de pensar bastante, optei em comprar um lugar próprio, assim vou poder fazer modificações como quiser. 

E dinheiro não era um problema. 

Eu poderia recuperar facilmente o que perdi investindo em ações novamente. Com a ajuda do PequenaCobra, as repercussões das minhas ações não voltariam para comer meu cu, já que ninguém seria capaz de me rastrear. 

Na verdade, com as informações que sei, eu poderia pagar a dívida dos meus pais com a guilda. No entanto, a dívida deles deve ser o menor dos problemas para eles agora. Com o conflito interno acontecendo, pagar a dívida não mudaria nada. 

Além disso, eu queria que um manto de segredos envolvesse minha organização. Com esse lugar sendo escondido, adicionava o elemento de mistério para aqueles que tentarem encontrar informações sobre a gente. 

E não quero criar um grupo com muitos membros. 

Quero manter um máximo de vinte membros de elite que se destaquem dos demais. 

Qualidade é melhor que quantidade. 

Quero chegar a um ponto no futuro, onde se um dos nossos membros agir, organizações por todos os lados temeriam… 

….. 

[Caïssa – Galpão] 

“Então, o que acha?” 

Olhando para o lado, perguntei a opinião do PequenaCobra sobre o lugar que comprei. 

“Hmm, como posso dizer, por que aqui?” 

Não achando palavras para se expressar, o PequenaCobra ficou sem o que falar. 

A localização do lugar era no meio do nada e estava vazio. Parecia uma cena triste, muito triste. 

Comparado com as organizações que ele já fez parte, as piores ainda chegavam a serem melhores que isso. 

Observando seu cliente ao seu lado, o PequenaCobra não conseguia entender o que passava na cabeça dele. 

Novamente, ele começou a pensar se foi uma má ideia ter aceitado a proposta. 

“Você não precisa responder, viu. Só perguntei por educação, porque já comprei o lugar!” 

Vendo a reação dele, dei de ombros e peguei uma pilha de documentos de dentro de uma pasta que estava comigo e os entreguei para o PequenaCobra. 

“Aqui.” 

“O que é isso?” 

Pegando os papéis ele franziu o cenho. E depois de folhear os documentos, ele não pôde deixar de inclinar a cabeça para o lado em confusão. 

“Por que eles?” 

“Não faça perguntas, ache informações sobre eles e depois me mande. Você não vai entender até vê-los em ação.” 

“Ok…” 

Concordando com a cabeça, o PequenaCobra suspirou antes de ler com mais calma os documentos. 

O que entreguei para ele foi uma breve descrição sobre algumas pessoas que queria informações sobre. 

A lista continha diversos nomes, mas preciso diminuí-la. 

Preciso levar as personalidades deles em consideração e a possibilidade de quererem entrar para a Caïssa. 

Arrogante ou não? Corajoso ou não? Louco por dinheiro ou não? 

…todo mundo tem suas diferenças e por isso que preciso de informações. 

E como todos eram extras, por mais que eu tenha escrito sobre eles eu não sabia muito sobre o passado de todos. 

Se quero recrutá-los, preciso me familiarizar melhor com eles, assim vou conseguir convencê-los mais fácil… 

“Ah, e por falar nisso, PequenaCobra.” 

“Hm…?” 

Me lembrando de algo, olhei para ele e disse. 

“Eu destaquei três nomes em vermelho, esses são prioridades. Tenha certeza de me passar cada detalhe sobre eles, do passado até atualmente. Quero tudo.” 

“Beleza, vamos ver.” 

Folheando a lista, os olhos do PequenaCobra pausaram sob os nomes dos três indivíduos que marquei de vermelho. 

Ele franziu a testa com ainda mais força. 

‘Mas o que…’ 

Por mais que a reação fosse compreensível, havia um motivo pela qual quero priorizá-los… 

Não era porque eram os melhores. 

Era porque eram os mais fáceis de recrutar considerando as circunstâncias que estamos agora. Principalmente, porque recrutar pessoas para um recém estabelecido grupo é extremamente difícil. 

Não me entenda mal, viu. 

Só porque eram os mais fáceis, não significa que era o único motivo pela qual os marquei. 

Os três eram indivíduos extremamente talentosos que sem dúvida adicionariam valor como membros da organização. 

“Huuu…” 

Abrindo uma das cópias, olhei para o perfil do primeiro nome marcado. 

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Nome: Ava Leafz 

Idade: 16 anos 

Foto: [Imagem] 

Ocupação: Estudante, Lock 976 

Potencial: Sem Classificação 

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Na história, Ava era uma Domadora de Monstros. 

Ela tem algumas aparições na novel, mas no final, o papel dela sempre era pequeno. Ela aparecia em um capítulo e aí desaparecia por vinte, só para depois reaparecer novamente por um e desaparecer de novo. 

Um verdadeiro extra. 

Lembro que no final do último volume, durante a Terceira Catástrofe, era para ela aparecer novamente. 

Tinha planejado para ela aparecer quando a aliança entre as quatro raças estava prestes a sofrer uma perda enorme. Ela, junto com seu exército de bestas, iria se juntar a aliança e daria um espaço para respirar, sem contar que aumentaria o ritmo da luta contra os demônios. 

Ava finalmente iria mostrar para o mundo o quão forte era sua profissão. Com um exército de bestas, ela matou e destruiu centenas de demônios de uma só vez… 

Infelizmente, isso nunca aconteceu. 

Logo quando estava chegando nessa parte, eu morri. 

Um ponto bom sobre ela era que Ava não tinha muito envolvimento com o enredo, então minha intervenção com ela não causaria nenhum problema para ninguém. 

Sem contar, que com o meu conhecimento como autor, eu sei onde está o item que ela conseguiria no final da novel. Era um tipo de item roubadão que lhe permitia controlar diversas bestas ao mesmo tempo. 

Já que era destinado para ser dela, eu pegar o item e dar a ela não afetaria nenhum evento da história.  

Ela só vai ser mais forte do que originalmente era planejado. O que seria melhor. 

Então, pensando sobre isso, olhei para a segunda pessoa na lista… 

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Nome: Leopold Ray 

Idade: 32 anos 

Foto [Imagem] 

Ocupação: Grupo de Mercenário de Monolith 

Potencial: <Classe A> [Atualmente -> D] 

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Um mercenário com experiência que aparece no terceiro volume da história. 

Apesar dele não se destacar no combate, ele era um líder e comandante excepcional.  

O motivo por ter escolhido ele era porque precisamos de alguém com experiência para nos ajudar. Por ser novato nisso, eu não sabia como administrar um grupo de mercenários. Mas com a ajuda dele, desenvolver a organização será mais fácil. 

Porém, isso também não era o único motivo de tê-lo escolhido. 

Ele tinha um outro talento… 

Ele era um comandante extremamente forte. Durante um dos arcos da novel, Leopold ficou encarregado de algumas tropas para lutar contra os vilões e graças aos seus atos heroicos ele conseguiu sobreviver e completar a missão sem erro algum. 

Leopold se encontrou com o Kevin em múltiplas situações e embora Kevin tenha tido uma primeira boa impressão dele, ele nunca conseguiu fazer parte do grupo do Kevin. O que, honestamente, teria ajudado muito se por acaso tivessem alguém com experiência para ajudar. 

Suspirando, olhei para o terceiro nome na lista. 

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Nome: Ryan Polive 

Idade: 12 anos 

Foto: [Imagem] 

Ocupação: Nenhuma 

Potencial: <Classe S> [Atualmente: sem classificação] 

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Uma criança prodígio. 

Uma criança nascida com um cérebro parecido com um computador potente. Ele consegue calcular probabilidades de diversos fatores em questões de segundos. Qualquer cenário que o apresentassem ele conseguiria calcular tudo em segundos, detalhando o melhor caminho e o que fazer. 

Ele apareceu no quarto volume da história e na hora que Kevin o encontrou o garoto já estava morto. 

Ele fazia parte de uma guilda de tamanho médio que explorou as habilidades dele. 

A guilda o fazia ficar acordado a noite toda para trabalhar. Uma criança de 12 anos. 

…Infelizmente, mais tarde ele foi morto pelo seu próprio Líder de Guilda, porque Kevin conseguiu impedir os planos que ele tinha criado em diversas situações. 

No fim, o Kevin achou o Líder da Guilda e o matou na mesma hora. 

“Eu preciso deles…” 

Eles eram os três individuos que quero trazer por tudo para o grupo… 

Olhando para o PequenaCobra, que estava ocupado lendo os documentos que passei, sorri. 

Apesar dele estar duvidando de mim agora, assim que eles os ver, ele vai entender o verdadeiro potencial deles. 

…Tenho certeza disso.

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