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Otome Game Sekai wa Mob ni Kibishii Sekai desu – Volume 13 – Capítulo 10

O Maior Espadachim do Reino

A expansão azure, onde os exércitos reais e imperiais travavam uma batalha incessante, encontrava-se agora coberta por uma espessa camada de fumaça negra, resultado das inúmeras explosões que ecoavam pelo campo. Em meio ao caos, onde soldados arriscavam suas vidas por seus respectivos lados, um Cavaleiro Demoníaco ria alto, como se estivesse completamente alheio ao peso da guerra ao seu redor. Sua risada reverberava pelo ar enquanto ele contabilizava suas vítimas com frieza, declarando que já havia abatido cinquenta inimigos e desprezando a fraqueza daqueles que ousavam enfrentá-lo, como se aquilo sequer fosse um desafio digno.

Lienhart vestia seu Traje Demoníaco e empunhava dois sabres de tamanho descomunal, armas que seriam impossíveis de manejar simultaneamente por uma Armadura comum, mas que ele brandia com naturalidade impressionante. Sua habilidade não se baseava em força bruta, mas em técnica refinada, permitindo que suas lâminas atravessassem as armaduras do exército real com a facilidade de uma faca cortando manteiga. Suas asas se abriam amplamente, sustentando seus movimentos ágeis pelo ar, enquanto seus oponentes lutavam desesperadamente para acompanhar sua velocidade e escapar de sua presença esmagadora.

“Alguém me salve!”

“Você não pode dar as costas ao inimigo. É como se estivesse implorando para morrer.”

Sem hesitar, Lienhart executou o homem em fuga, atravessando-o com um de seus sabres enquanto saboreava a sensação da batalha como um caçador solitário, e não como parte de um exército. Para ele, aquele confronto não passava de uma caçada, e a falta de adversários à altura começava a tornar tudo entediante.

“Se eu não encontrar alguém mais forte, isso vai ficar chato…”

O exército imperial já possuía vantagem desde o início, mas os Cavaleiros Demoníacos elevavam essa superioridade a um nível esmagador, especialmente os de alta patente, cuja presença no campo de batalha era devastadora. Foi então que destróieres controlados por IA identificaram Lienhart como uma ameaça prioritária e avançaram em sua direção, disparando lasers enquanto drones se posicionavam ao redor para cercá-lo por todos os lados, apostando na superioridade numérica para derrubá-lo.

“Talvez vocês sejam um pouco mais resistentes do que os outros, hein?”

Sem demonstrar qualquer sinal de pânico, Lienhart abriu suas asas e, com um único impulso, disparou em velocidade absurda contra um dos contratorpedeiros, erguendo seus sabres e rasgando o casco da nave antes que uma explosão a consumisse completamente. Ele observou, divertido, enquanto os destroços caíam em direção ao oceano, rindo alto como se tudo aquilo fosse apenas entretenimento.

“Ha ha! É só isso?”

Sua alegria perturbadora espalhava medo entre os soldados do exército real, e até mesmo seus aliados não conseguiam ignorar o desconforto causado por sua maneira de lutar. Alguns murmuravam entre si, comentando sobre sua reputação como o mais jovem Cavaleiro Demoníaco e o Santo da Espada daquela geração, questionando se ele realmente estava se divertindo em meio àquele massacre.

Lienhart ignorava completamente essas vozes, concentrado apenas em encontrar novos oponentes. No fundo, desejava enfrentar o Santo da Espada do Reino, mas também mantinha interesse especial em um alvo específico — o Cavaleiro Scumbag. Para ele, lutar contra adversários fortes era mais do que um dever; era sua maior fonte de prazer, como uma criança ansiosa para testar seus limites diante do desafio mais difícil possível.

Uma Armadura inimiga avançou contra ele de repente, com o piloto gritando que não permitiria que seu reinado de terror continuasse. Pela voz, tratava-se de um cavaleiro experiente, provavelmente de meia-idade, acompanhado por outros combatentes igualmente veteranos. Lienhart, ao analisá-los, reconheceu sua coragem e até demonstrou certo apreço por isso, embora não os considerasse adversários à sua altura.

“Vocês ainda têm alguns homens corajosos entre vocês, hein?”

A Armadura do líder estava marcada por arranhões, sinal de que ele já havia enfrentado diversos inimigos, e a intuição de Lienhart indicava que ele era forte. Ainda assim, não possuía o tipo de talento que Lienhart buscava em um adversário. Estalando a língua em desdém, ele avançou em um piscar de olhos, golpeando a cabeça da Armadura com o pé e forçando-a a recuar.

“Que pena… seu estilo não tem talento. Você é apenas um velho cavaleiro acabado.”

Os subordinados do homem imediatamente correram para protegê-lo, chamando-o de Lorde Balcus, e, apesar da lealdade demonstrada, Lienhart não demonstrou qualquer hesitação ao atacar. Ele riu enquanto cortava os homens que avançavam contra ele, ignorando completamente o desespero de Balcus ao ver seus companheiros sendo mortos.

“A culpa é deles por morrerem tão facilmente.”

Quando estava prestes a finalizar Balcus, uma explosão massiva irrompeu atrás dele, desviando sua atenção no último instante. Seu golpe errou o alvo, cortando apenas os braços da Armadura inimiga, e, mesmo ao tentar corrigir o ataque, sua mira falhou novamente por pouco.

Lienhart virou-se, surpreso, ao perceber que Arcádia havia sido atingida, uma coluna de fumaça se erguendo da fortaleza. Antes que pudesse reagir, Cavaleiros Demoníacos de menor patente se aproximaram, informando que haviam recebido ordens diretas do imperador para retornar imediatamente e lidar com intrusos dentro da fortaleza.

Sem alternativa, Lienhart arrancou sua espada do corpo de Balcus, que começou a perder altitude, e lançou um último ataque, criando uma esfera de ar comprimido que atingiu a Armadura inimiga e a fez despencar em direção ao mar enquanto o piloto gritava os nomes de seus companheiros.

“Estou farto de ouvir seus gritos.”

Sem mais interesse, Lienhart abriu suas asas e partiu em direção a Arcádia, acompanhado pelos outros cavaleiros, já antecipando o que o aguardava.

“Deve ser divertido brincar com esses infiltrados…”

***

“Arcádia foi violada?”

Gunther, outro Cavaleiro Demoníaco, encontrava-se sobre o convés de um navio inimigo em chamas, cercado por destruição enquanto seus subordinados eliminavam as forças restantes. Ao receber a informação de Laimer sobre a ordem de retorno, ele franziu a testa, insatisfeito por não poder continuar pressionando o inimigo, mas ainda assim aceitou a decisão e se preparou para partir.

Laimer, visivelmente mais nervoso, mencionou que o Cavaleiro Scumbag havia invadido Arcádia e que a sala de comando poderia estar em perigo, mas Gunther manteve a calma, lembrando que Finn ainda estava na fortaleza e que sua presença era suficiente para proteger o imperador e os demais. Apesar de desejar superar Finn um dia, ele não era orgulhoso a ponto de ignorar sua força.

“Acalme-se. Eles não serão derrotados tão facilmente.”

***

Hubert, por sua vez, comandava suas tropas com precisão estratégica, liderando oito esquadrões de Cavaleiros Demoníacos em uma batalha coordenada. Embora tivesse recebido a mesma ordem de retorno, sua posição avançada nas linhas inimigas tornava a retirada arriscada, já que qualquer descuido permitiria que o exército real explorasse a abertura. Ainda assim, ao eliminar os perseguidores, ele decidiu recuar, refletindo que, se até mesmo com Finn na fortaleza ainda precisavam de reforços, então a situação era mais crítica do que parecia.

***

Os corredores de Arcádia que levavam ao reator de energia eram amplos o suficiente para permitir a movimentação de Trajes Demoníacos, e, ao avançarmos por eles, logo encontramos forças de defesa imperiais fortemente armadas com metralhadoras, bazucas e escudos pesados. A preparação deles indicava claramente que já esperavam nossa invasão naquele ponto específico.

“Nenhum deles usa espadas? Isso acaba com toda a vibe medieval…”

“Isso é mais prático do ponto de vista deles”, explicou Luxion com calma.

Mesmo assim, aquilo não fazia diferença para nós. Arroganz avançou pelo corredor com força total, esmagando qualquer resistência enquanto eu alternava entre o machado na mão direita, para romper defesas, e o rifle na esquerda, para eliminar inimigos à distância. Apesar do intenso fogo inimigo, a blindagem de Luxion resistia sem dificuldade, permitindo que avançássemos sem reduzir o ritmo.

“Leon! Você está rápido demais!”

“Precisamos encontrar o reator o quanto antes!”

Essa era nossa missão principal: destruir o reator que alimentava Arcádia e encerrava toda sua operação. Sem ele, a fortaleza perderia sua capacidade de funcionar e de gerar essência demoníaca, eliminando a ameaça de uma vez por todas. Luxion informava que os drones estavam tentando localizar o alvo, mas a alta concentração de energia interferia nos sensores, tornando a busca mais difícil do que o esperado.

“Cavaleiros Demoníacos detectados.”

Ao ouvir isso, imediatamente ordenei que nos levasse até o último ponto de contato, acelerando ainda mais enquanto Julius e os outros me seguiam. Eles discutiam entre si sobre a força dos inimigos, comparando-os a Arroganz e tentando avaliar suas chances, mas, no fundo, todos sabiam que aquele confronto não seria fácil.

Enquanto avançávamos, algo rompeu a parede à nossa frente com violência, espalhando destroços pelo corredor e destruindo os drones que lideravam o caminho. No meio da poeira, uma figura emergiu lentamente, bloqueando nossa passagem com uma presença intimidadora.

“Finalmente encontrei vocês.”

A voz era jovem, mas carregada de arrogância e perigo, deixando claro que aquele não seria um oponente comum.

“Não, Finn”, eu disse, soltando um suspiro de alívio enquanto assumia posição com minha arma preparada, pronto para mantê-lo à distância. O Cavaleiro Demoníaco à nossa frente demonstrava uma excitação inquietante, sua voz carregada de uma empolgação quase infantil que me causava um desconforto imediato, como se aquela situação fosse apenas um jogo para ele. Logo atrás, dois outros Cavaleiros Demoníacos de escalão inferior atravessaram o buraco na parede, juntando-se a ele e bloqueando completamente nosso caminho.

“Vocês três, hein? Acho que podemos acabar com isso de uma vez.”

Antes que eu pudesse avançar, a armadura azul de Chris se colocou à minha frente, sua postura firme e determinada deixando claro que ele já havia tomado uma decisão. Ele me pediu para deixá-lo lidar com aquele adversário sozinho, algo que imediatamente rejeitei, argumentando que seria mais seguro enfrentarmos juntos e eliminarmos a ameaça em equipe. No entanto, Chris apontou para o brasão no traje do inimigo e revelou que ele era o Santo da Espada do império, o que fez o próprio oponente demonstrar interesse ao perceber que havia sido reconhecido.

“Sou mais adequado para enfrentá-lo. Vocês devem continuar. Não temos tempo a perder.”

Aquilo soava perigosamente como alguém se preparando para morrer, e eu me recusei a aceitar essa possibilidade, insistindo que lutar juntos era a melhor opção. Ainda assim, Chris não cedeu, e até mesmo Luxion apoiou a decisão dele, reforçando que deveríamos avançar enquanto havia oportunidade. Irritado, acabei cedendo, amaldiçoando Chris em voz baixa enquanto aceitava seguir em frente, embora a promessa dele de que nos alcançaria depois fosse a única coisa que me fez continuar.

“Estou contando com isso, Mestre Espadachim.”

“Pode deixar. Eu cumpro minhas promessas.”

Sem mais palavras, seguimos adiante, deixando Chris para trás.

***

“Meu nome é Chris Fia Arclight.”

“E eu sou Lienhart.”

Lienhart manteve seus sabres abaixados enquanto analisava Chris com curiosidade, logo associando seu sobrenome ao Santo da Espada de Holfort e percebendo que estava diante do filho daquele homem. Chris confirmou, explicando que estava ali como representante do pai, omitindo deliberadamente o fato de que o havia incapacitado antes da batalha, limitando-se a mencionar circunstâncias que o impediram de participar.

“Posso te perguntar uma coisa?”

“O quê?”

“Por que diabos você está usando armas?!”

A indignação de Lienhart era evidente ao ver Chris equipado com metralhadoras, mísseis e um arsenal completo, algo que contrastava completamente com a imagem tradicional de um espadachim. Para ele, aquilo era quase uma afronta, enquanto Chris respondia com naturalidade que armas de fogo eram simplesmente mais eficazes no campo de batalha.

“Espadachins não deveriam usar armas.”

“Eu já abandonei esse orgulho há muito tempo.”

Sem prolongar a conversa, Chris abriu fogo, disparando contra Lienhart e a área ao redor, mas o Cavaleiro Demoníaco manipulou o ar ao seu redor para desviar os projéteis, permanecendo ileso enquanto um de seus subordinados, menos preparado, era atingido e consumido pela explosão. Lienhart sequer demonstrou preocupação com a perda, tratando a morte do aliado com total indiferença, o que despertou a indignação de Chris diante de tamanha frieza.

“Camaradas? Eu nem sei os nomes deles. Não me importo com fracos.”

A troca de palavras logo deu lugar à batalha, com Chris mantendo uma barragem constante de disparos para impedir que Lienhart se aproximasse, enquanto o inimigo avançava com ataques precisos e letais, utilizando suas lâminas para cortar projéteis e lançar ondas de choque capazes de atingir à distância. Mesmo reconhecendo a habilidade superior de Lienhart com a espada, Chris manteve a pressão, usando todas as armas disponíveis para compensar a diferença de técnica.

Ainda assim, a luta não era fácil. Mesmo sob fogo contínuo, Lienhart conseguia se esquivar com agilidade impressionante, embora sua frustração começasse a crescer diante da dificuldade em reduzir a distância. Quando Chris finalmente esgotou sua munição, lançou o contêiner restante contra o inimigo e abandonou suas armas, aliviando o peso de sua armadura enquanto se preparava para a fase final do combate.

“Vou precisar praticar mais depois disso…”

Lienhart, irritado, avançou com velocidade absurda, cortando a armadura de Chris ao passar por ele e se preparando para o golpe final, convencido de que a luta terminaria ali. Chris, por sua vez, firmou os controles e aceitou o confronto direto, respirando fundo enquanto encarava o ataque iminente.

“Este é o fim!”

Para um observador externo, pareceria que os dois mal haviam se tocado, mas o impacto foi real. A cabine de Chris foi atingida, o monitor se estilhaçando enquanto detritos se espalhavam, indicando que o golpe de Lienhart havia acertado. No entanto, algo inesperado aconteceu: o traje de Lienhart começou a colapsar, revelando que Chris também havia acertado seu ataque no mesmo instante.

“Sangue… isso é sangue…?”

Lienhart, em choque, tentou compreender o que havia acontecido enquanto o ferimento em seu abdômen vazava, incapaz de aceitar que havia sido derrotado. Chris, mesmo ferido, explicou calmamente que nunca havia abandonado a espada e que Lienhart havia perdido no momento em que subestimou seu adversário, entrando em combate corpo a corpo com alguém que dominava aquela arte.

“Você foi imprudente… e arrogante demais.”

Lienhart, incapaz de lidar com a realidade, negava seu próprio fim, insistindo em seu título e posição, mas Chris apenas observou em silêncio por um momento antes de reconhecer que aquele inimigo era, em muitos aspectos, semelhante a quem ele mesmo já havia sido no passado. Sem hesitar mais, decidiu encerrar o sofrimento de Lienhart, pondo fim à luta.

Depois disso, Chris caiu de joelhos, seu corpo tremendo enquanto levava a mão ao ferimento causado pelo ataque inimigo. Parte de sua armadura havia colapsado para dentro, e um fragmento havia atravessado seu traje de piloto, tornando claro que ele também não sairia ileso daquela batalha.

“Que pena… Eu prometi que alcançaria vocês… mas acho que… não vou conseguir cumprir…”

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