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Secrets of the Silent Witch – Volume 1 – Episódio Secreto

Relatório da Bruxa Silenciosa

Tradutor/Revisor: miggigibe


Para Louis,

Parabéns pela gravidez de sua esposa.

Quanto ao presente para quando a criança nascer, um livro introdutório de matemática seria adequado?

Se houver algum livro de matemática específico de que você goste, por favor, avise-me.

Quanto à missão, muita coisa aconteceu, e eu me tornei tesoureira do conselho estudantil.

O príncipe também faz parte do conselho estudantil, então acredito que isso facilitará protegê-lo.

Por fim, quanto à série de incidentes provocada pelo professor Victor Thornlee.

O senhor Thornlee conspirou com o antigo tesoureiro do conselho estudantil, Aaron O’Brien, para desviar verbas da Academia.

Quando começou a parecer que seria descoberto, apagou a memória de Aaron e tentou jogar toda a culpa sobre ele.

No entanto, sua fórmula de interferência mental era imperfeita, e Aaron insistiu para as pessoas ao seu redor que havia um cúmplice.

Quando o senhor Thornlee percebeu que outros poderiam descobrir que ele era esse cúmplice, usou um feitiço de interferência mental na noiva de Aaron, Selma Karsh, fazendo-a agir de maneira imprudente.

Por fim, o senhor Thornlee também usou artes mágicas de interferência mental em Cyril Ashley, o vice-presidente do conselho estudantil, e então tentou fugir com os documentos alterados.

Foi nesse momento que o peguei em flagrante. Acabei exagerando um pouco. Peço desculpas.

Assim concluo meu relatório.

Adaptar-me à vida na Academia tem sido difícil. Mas vou continuar tentando por mais um tempo.

A Bruxa Silenciosa* *Monica Everett


Uma semana havia se passado desde que Monica entregara Victor Thornlee a Louis.

Louis Miller, o Mago das Barreiras, ficara muito ocupado depois disso, encaminhando Thornlee à Guilda dos Magos, investigando acusações adicionais e vazando informações à imprensa.

Por fim, as coisas se acalmaram, e Louis estava relendo o relatório de Monica. Não importava quantas vezes o lesse: sempre terminava com um suspiro de exaustão. Havia várias seções riscadas e reescritas, então ele sabia que ela havia feito o melhor possível para escolher as palavras adequadas… No entanto…

— Não importa quantas vezes eu leia isto, a única frase digna de elogio neste relatório é a primeira linha.

— A primeira linha? — repetiu Ryn, que estava de pé atrás de Louis.

Ele bufou.

— Ela ganha pontos por ter oferecido os parabéns primeiro. Ainda assim, embora suas redações sejam tão lógicas e bem construídas, os relatórios dessa garota são uma verdadeira bagunça!

Provavelmente era várias vezes melhor do que um relatório oral teria sido, mas, para um relatório escrito por uma integrante dos Sete Sábios, era absolutamente deplorável.

— Ser nomeada para o conselho estudantil em tão pouco tempo é um feito notável, e nem eu previ isso. Esse é o tipo de coisa que deveria ter sido registrada em detalhes… e, mesmo assim, ela resumiu tudo com um simples “muita coisa aconteceu”? …Eu sei que ela tem dificuldade em aceitar elogios, mas isto é outro nível.

Entrar para o conselho estudantil significava que ela havia conquistado a confiança de seu presidente: o segundo príncipe. E ainda conseguira eliminar uma figura suspeita que rondava ao redor dele. Isso era mais do que Louis havia imaginado, ou até esperado.

…Eu infiltrei minha discípula apenas por precaução, mas pensar que ela realizaria tanto em tão pouco tempo…

Louis leu o relatório uma última vez, então o entregou à chama de um castiçal. Depois que o papel se reduziu completamente a cinzas, Louis puxou outra folha.

Aquele era um documento sobre o futuro de Victor Thornlee. Suas qualificações como mago seriam cassadas permanentemente, e provavelmente seria apropriado somar a isso o exílio do reino.

Ao que parecia, com seu orgulho como mago completamente despedaçado, Thornlee estava cooperando com a investigação sem causar problemas. Por algum motivo, porém, continuava murmurando “os porcos, os porcos” para si mesmo, repetidas vezes.

— Fico me perguntando que tipo de sonho aquela garota mostrou a Victor Thornlee — comentou ele.

— Ela afirma que era uma canção sobre os porcos pertencentes a um homem chamado Velho Sam — respondeu Ryn.

Louis franziu a testa.

— Essa é uma canção sobre vender porcos. Uma canção um tanto vulgar para uma garota que parece incapaz de machucar uma mosca…

Ele nunca conseguia entender como funcionava a cabeça de Monica Everett.

Suspirando, recostou-se na cadeira enquanto Ryn colocava uma xícara de chá preto diante dele. Ele abriu uma gaveta da escrivaninha e tirou sua reserva de geleia de morango. Depois de abrir a tampa, despejou uma quantidade generosa na xícara e misturou tudo com uma colher de chá. Sua esposa sempre lhe dizia para consumir doces e álcool com moderação, mas, depois de tanto esforço mental, não havia nada melhor do que algo doce. Ele tomou um gole do chá preto, que àquela altura mal tinha gosto de chá preto, com uma expressão satisfeita no rosto.

Foi então que Ryn falou.

— Na verdade, havia algo que eu gostaria de perguntar, Lorde Louis.

— O que é? Se for uma pergunta idiota, vou derrubá-la no chão — respondeu Louis, tomando outro gole enquanto seus olhos se voltavam para ela por trás do monóculo.

Mas o espírito, insensível como era — ou melhor, para começo de conversa, ela não possuía o mesmo tipo de sensibilidade que um ser humano —, simplesmente continuou falando em seu próprio ritmo.

— Por que pediu à Bruxa Silenciosa que protegesse o segundo príncipe?

— Antes disso, eu gostaria de ouvir sua opinião, Rynzbelfeid.

O espírito contratado de Louis quase não tinha expressividade, mas possuía o hábito de tentar agir como uma humana imitando o que lia nos livros. Sem mover nenhuma parte do rosto, levou um dedo ao queixo em um gesto pensativo. Então bateu o punho contra a palma da mão, como se tivesse acabado de pensar em algo.

— Quando recebeu esta missão de proteger o segundo príncipe, o senhor trabalhou dia e noite para criar um item mágico com uma barreira defensiva incorporada. O senhor o entregou ao segundo príncipe, que então o quebrou, o que o deixou muito irritado.

— Sim, parece que me lembro de algo assim.

— Acredito que talvez, tomado pela raiva, o senhor tenha descontado suas frustrações na frágil Bruxa Silenciosa para tentar se sentir melhor.

Ao ouvir aquela observação rude, qualquer um duvidaria que Louis fosse de fato seu mestre. Mas, para começo de conversa, ela nem chamava Louis de “mestre”. Aquele espírito nunca tivera a menor intenção de respeitá-lo.

Louis devolveu a xícara ao pires e lançou-lhe um olhar severo.

— Quem exatamente você pensa que eu sou?

— Ouço de várias fontes diferentes que o senhor tem uma personalidade moralmente falida e gosta de intimidar os fracos.

Outra crítica mordaz. O belo rosto de Louis se contorceu em uma careta, e ele continuou em voz exageradamente pesarosa:

— Ah, que deplorável! Sou tão mal compreendido.

— Mal compreendido? — repetiu Ryn, sem emoção.

Louis ergueu lentamente os cantos dos lábios em um sorriso. O olho cinza-arroxeado por trás do monóculo brilhou com beligerância.

— Intimidar os fortes é um passatempo muito melhor do que intimidar os fracos.

Aquilo estava longe de ser um lema respeitável. A ideia não apenas era alarmante, como ele sequer havia negado o comentário sobre sua personalidade.

Mesmo diante do sorriso sinistro de Louis, Ryn permaneceu impassível, apenas inclinando a cabeça para o lado.

— Lorde Louis, parece-me que o senhor se diverte bastante com sua persistente tortura da Bruxa Silenciosa. Isso não se qualifica como intimidar os fracos?

— Ela? Fraca? Você tem alguma ideia de quem está falando?

— A Bruxa Silenciosa me disse que foi chamada da lista de espera para os Sete Sábios.

A lista de espera. Aquelas três palavras fizeram os lábios de Louis se torcerem de modo sarcástico.

Dois anos antes, o Mago da Aquamancia, que na época era um dos Sete Sábios, decidira se aposentar, e por isso foi realizada uma seleção para decidir quem seria seu substituto.

Originalmente, isso significava que apenas uma pessoa seria aceita. No entanto, outro integrante dos Sete Sábios, já avançado em idade na época, adoeceu de repente e foi forçado a se aposentar. Isso significava que precisariam de dois.

Os escolhidos foram Louis Miller, o Mago das Barreiras, e Monica Everett, a Bruxa Silenciosa.

A seleção consistira em uma entrevista e provas práticas de combate nas quais apenas ataques mágicos eram permitidos. Monica hiperventilara durante a entrevista por causa do nervosismo; a forma como desmaiara, com os olhos revirados, fora uma ocorrência bastante rara. Provavelmente era por isso que ela pensava ter sido chamada da lista de espera.

Mas nenhum dos Sábios que serviam no comitê de seleção jamais dissera uma palavra sobre um deles ser mais talentoso que o outro.

— …Ela parece mesmo convencida disso, mas quem pode dizer se esse é realmente o caso?

É verdade que Monica cometera uma enorme gafe durante a entrevista. Mas, ainda assim, fora escolhida como integrante dos Sete Sábios. Devia haver uma razão muito boa para isso.

Louis fechou os olhos e se lembrou do teste de combate de dois anos antes. Ele era o antigo comandante do Corpo Mágico. Era considerado um exímio matador de dragões e praticamente invicto em batalha. Havia presumido que uma garotinha sem experiência de combate jamais poderia sequer chegar aos seus pés.

Mas então! Aquela garotinha, Monica, choramingando e chorando, com ranho escorrendo do nariz, disparara um feitiço de ataque absurdamente poderoso após o outro, até finalmente bloqueá-lo por completo.

Louis era conhecido como um dos magos mais combativos, mas não conseguira sequer arranhar aquela franzina garota de quinze anos.

Se um feitiço era particularmente poderoso, ou de amplo alcance, ou se incluía quaisquer efeitos especiais, o encantamento ficava proporcionalmente mais longo.

E, no entanto, a Bruxa Silenciosa conseguia manipular com facilidade artes mágicas de grande poder, amplo alcance e repletas de efeitos especiais sem entoar encantamento algum.

Louis Miller tinha orgulho do próprio gênio. Mas, se ele era um gênio, então Monica era…

— Como Louis Miller, o Mago das Barreiras, posso afirmar isto com toda certeza. Ela é um monstro.

Louis declarara firmemente que aquela garotinha, que nunca fazia contato visual e estava sempre olhando para baixo com nervosismo, era um monstro.

Depois de lhe mostrarem o abismo entre suas forças durante as provas de combate, ele não ficou nada feliz ao ouvir Monica insistir que fora escolhida apenas porque estava na lista de espera.

Toda a razão de tê-la arrastado consigo para matar o Dragão Negro de Worgan fora incutir um pouco de confiança nela. Mas, depois de derrotá-lo, ela fugira direto de volta para se enfiar em sua cabana na montanha.

Você me derrotou. Se fica se diminuindo desse jeito, então o que isso faz de mim?

Louis tomou outro gole do chá e estreitou os olhos.

— Eu disse à minha colega Sábia que, se esta missão fracassasse, na pior das hipóteses, isso poderia significar execução. Mas duvido que isso seja muito provável.

— Por quê?

— Veja bem, Sua Majestade me ordenou que protegesse secretamente o segundo príncipe. Mas não consegui acreditar que fosse isso que ele realmente queria dizer… Acho que a verdadeira intenção do rei é vigiar o segundo príncipe em segredo.

O segundo príncipe era um jovem talentoso. Destacava-se tanto nos estudos quanto na esgrima, e conquistara a confiança de nobres dentro e fora do reino com suas sólidas habilidades diplomáticas, apesar de ainda ser estudante. Suas feições belas e seu sorriso suave, herdados mais da mãe do que do pai, encantavam qualquer um que o visse. Dominava tudo com facilidade e possuía uma compreensão magnífica de como as pessoas sentiam e pensavam. Por fim, tinha seu avô, o Duque Clockford, um grande nobre com a maior autoridade do reino, como apoio. Felix Arc Ridill tinha muitas vantagens.

…E, ainda assim, continua misterioso.

Louis sempre sentia algo sinistro vindo do jovem. Era como se algo perturbador espreitasse por baixo daquele sorriso suave e amigável. Mas, quando Louis tentara investigar o que lhe causava aquela sensação, Felix, com aquele sorriso suave, desviara e desconversara.

— O segundo príncipe é um verdadeiro trapaceiro. Não conseguiremos superá-lo sem fazer algo fora do convencional.

Foi por isso que Louis escolhera Monica como colaboradora: nada nela fazia sentido, com seus talentos monstruosos e sua personalidade tímida.

— Como eu disse, quero intimidar os fortes, não os fracos.

— Em outras palavras, o senhor quer intimidar duas pessoas fortes ao mesmo tempo: o segundo príncipe e a Bruxa Silenciosa.

Louis simplesmente ofereceu um belo sorriso, sem confirmar nem negar.

Por fim, virou as costas para ela para indicar que a conversa estava encerrada, antes de colocar mais geleia na xícara de chá, que àquela altura estava meio vazia. Agora aquilo era praticamente só geleia.

Ryn o observou, impassível, então assentiu com firmeza.

— Entendo. Revisarei minha avaliação pessoal do senhor para: homem com personalidade moralmente falida que gosta de intimidar os fortes.

— Revise também a parte da “personalidade moralmente falida”, sua criada fracassada!


Enquanto Louis Miller apreciava seu chá cheio de geleia, o segundo príncipe em questão, Felix Arc Ridill, estava em seu quarto no dormitório. Ele também tomava chá preto, preparado para ele por Wildianu. É claro que não faria algo tão absurdo quanto despejar um pote inteiro de geleia nele. Não: o príncipe derretera apenas um cubo de açúcar na xícara.

— Suponho que já tenhamos terminado quase tudo em relação ao caso Thornlee — disse calmamente, enquanto bebia. — E parece que as apresentações aos líderes dos clubes também transcorreram sem problemas.

Embora Monica fosse extremamente tímida, conseguira cumprimentar todos antes do fim do dia e então retornar à sala do conselho estudantil com Cyril. Felix sorriu um pouco. Como imaginara, deixar Monica nas mãos de Cyril fora a escolha correta.

Apesar do que às vezes parecia, Cyril era uma pessoa prestativa e boa em cuidar dos outros. Mais importante ainda, era capaz de julgar uma pessoa de forma justa por suas habilidades, e não apenas por sua posição social. O problema era que sua lealdade a Felix era tanta que, às vezes, ele saía um pouco do controle.

— Parece que nem Elliott nem Lady Bridget aceitaram Lady Norton ainda, mas… Bem, ao menos o novo conselho estudantil não deverá ter problemas em cumprir suas funções.

E isso significava que as coisas estavam praticamente resolvidas.

Enquanto Felix terminava o chá, Wildianu, que havia se transformado em criado, fez um comentário discreto.

— Estou um tanto surpreso. Pensei que o Duque Clockford fosse repreendê-lo.

— É verdade. Quando algo dá errado na Academia, significa que minha administração ficou aquém do esperado.

O Duque Clockford era o avô materno de Felix e uma das pessoas mais influentes do reino. Era também, na prática, o governante da Academia Serendia. Mesmo Felix, o segundo príncipe, não podia desafiá-lo. Era por isso que algumas pessoas chamavam Felix de príncipe fantoche ou cãozinho de estimação do Duque Clockford.

— Mas, desta vez — continuou ele —, é provável que o duque não possa se irritar comigo. Afinal, foi ele quem contratou originalmente o senhor Thornlee e ordenou que eu escolhesse o antigo tesoureiro O’Brien para o conselho estudantil.

O Mago das Barreiras, aquele que havia prendido o senhor Thornlee, certamente estava agora na lista negra do Duque Clockford.

— Ainda assim, é uma pena. Eu gostaria de ter julgado pessoalmente o senhor Thornlee, como fiz com Aaron O’Brien.

— O senhor sabia do envolvimento dele no desvio?

— Sim. Eu achava que ele logo acabaria se entregando, mas parece que alguém chegou antes de mim. Afinal, o Mago das Barreiras tem se metido nos meus assuntos ultimamente. Provavelmente percebeu os crimes do senhor Thornlee durante o processo.

Em voz fria, Felix tirou do bolso um pequeno broche. Era um broche magnífico, antes adornado com uma grande safira, mas a safira estava rachada e se soltando do engaste. Felix retirou a safira rachada e a ergueu contra a luz.

Quando se concentrava, conseguia ver fórmulas mágicas gravadas na joia azul. Aquele broche havia sido imbuído de artes mágicas; era o que chamavam de item mágico. Louis Miller, o Mago das Barreiras, dissera ao rei que aquilo serviria para protegê-lo, e o rei o passara a Felix. E, de fato, o broche havia sido imbuído com uma barreira defensiva que se ativaria caso ele sofresse um ataque.

Mas aquele não era o único efeito imbuído no objeto.

— Enquanto eu usar este broche, o Mago das Barreiras sabe exatamente onde estou. Há uma fórmula incorporada nele para transmitir minha localização a ele.

— …Sim.

Foi por isso que Felix entregara o broche a Wildianu para que o destruísse assim que o recebeu. Para todos os outros, Felix parecia um amador quando se tratava de magia. Mesmo Louis provavelmente não esperava que ele percebesse a fórmula de rastreamento e vigilância dentro do broche.

— O Mago das Barreiras está me observando… Mas será a pedido da facção do primeiro príncipe, ou de Sua Majestade?

De qualquer forma, sabia que lhe conviria agir com cuidado por enquanto. Reclinou-se no sofá e soltou um longo suspiro.

— Bem, se iam designar um dos Sete Sábios para me monitorar, havia outra pessoa que eu teria preferido.

— …E quem seria? — perguntou Wildianu, desconfiado.

O rosto de Felix se abriu em um sorriso encantador.

— A heroína do nosso reino: aquela que derrotou o Dragão Negro de Worgan e uma horda inteira de pterodragões de uma só vez. A única pessoa no mundo capaz de usar magia sem encantamento, o tipo de gênio que só aparece uma vez a cada milênio…

Enquanto falava, sua voz se tornava mais apaixonada, trazendo um leve rubor às suas belas faces pálidas. Ele parecia quase arrebatado, como se falasse de alguém muito querido.

— A Bruxa Silenciosa: Lady Everett.

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