Tradutor/Revisor: miggigibe
O Sistema Necromante permitia que Jason controlasse almas individuais sem comprometer a própria alma ou mana. O Lich, por outro lado, fragmentava a própria alma para criar subordinados.
Jason passou a mão pelo cabelo.
Liches são mortos-vivos. Minhas habilidades funcionariam contra subordinados que já estão mortos?
O Sistema hesitou por alguns segundos, e isso bastou para Jason ficar tenso.
[O Sistema não tem certeza de como o Sistema Necromante reagirá aos subordinados do Lich. Em experiências anteriores, houve ocasiões em que o Sistema Necromante conseguiu recuperar a alma de uma criatura Necrosada do [Rio do Além], e ocasiões em que a alma não pôde ser adquirida. O Usuário só saberá ao enfrentar o Lich.]
— Que merda.
Esse detalhe mudava tudo.
A melhor estratégia de Jason sempre fora vencer pelo atrito. Mesmo que o inimigo tivesse um exército maior, ele transformava mortos em reforços e virava o campo de batalha. Se isso não funcionasse contra o Lich, a luta seria infinitamente mais difícil.
Ele tinha cerca de setecentos subordinados. Falcões de Lâmina de Ferro para ataques à distância e defesa aérea. Formigas Adamantinas e Lobos do Luar para a linha de frente. Macacos-Aranha para distração e combate de médio alcance. Fantasmas e super-humanos para operações táticas com Dons variados.
Ao chegar ao mundo do Lich, precisaria encontrar uma posição defensável. Uma parede atrás de si, terreno estreito ou qualquer vantagem que impedisse ataques por todos os lados. Abriria com Formigas Adamantinas e Falcões de Lâmina de Ferro para medir o inimigo.
Se pudesse ressuscitar os subordinados do Lich, manteria o padrão. Se não pudesse, improvisaria.
Também precisaria de mais Habilidades de Marco para Peões e Torres. Quanto mais opções suas peças tivessem, maior sua chance de sobreviver.
Também preciso achar o Lich rápido. Se todos os subordinados compartilham fragmentos da alma dele, matar o Lich derruba todos, certo?
[Sim. Eliminar o Lich cortará a conexão com todos os subordinados, e eles retornarão ao estado morto.]
Jason respirou fundo. A batalha seria a mais importante de sua vida, mas perder não era uma opção. Ele prometera proteger Gina. Não quebraria essa promessa.
Cansado, Jason espiou a Dimensão Alternativa. Gina permanecia deitada, tranquila. A visão dela fez seus olhos pesarem.
Pouco a pouco, o sono o venceu.
[Greenville]
Greenville cobria mais de quinhentos quilômetros quadrados. Antes dos Portais, era considerada uma cidade sem grande importância comercial. Não tinha porto, nem rotas estratégicas, nem centros econômicos relevantes.
Depois dos Portais, tudo mudou.
Dados acumulados ao longo dos anos revelaram que Greenville tinha a maior frequência de Portais do país e concentrava mais de sessenta por cento das aparições de Portais Laranja. Isso atraíra guildas, agências super-humanas e empresas de artefatos.
Agora, a cidade era um centro de arranha-céus, negócios e poder.
Era ali que os Fantasmas iniciaram a busca.
Figuras invisíveis se moviam pelas sombras lançadas pela lua. Civis e executivos cruzavam as ruas, sem perceber os assassinos passando entre eles. Alpha liderava, concentrada, saltando de uma sombra a outra.
Ela parou perto de um prédio de guilda e ordenou que três Fantasmas se separassem para investigar. Eles deveriam procurar qualquer sinal das Lágrimas da Banshee e reportar de imediato.
Os três desapareceram.
Alpha continuou.