Tradutor/Revisor: miggigibe
Vou ter que promover o Rei do Céu logo. Os falcões vão funcionar melhor sob o comando dele.
Jason atribuiu dez Falcões de Lâmina de Ferro ao novo subordinado e ordenou mentalmente que Ragnar saísse de cima de Raya e do Rei do Céu. O dragão rosnou, soltou ar quente no rosto deles e decolou.
Raya guinchou e tentou persegui-lo. O Rei do Céu também se preparou para voar, mas Jason mandou que parasse. O falcão soltou um grito baixo de indignação ao perceber que não poderia revidar em Ragnar, e Jason o tranquilizou. Dentro da Dimensão Alternativa, ele poderia lutar com o dragão o quanto quisesse.
O Rei do Céu abaixou a cabeça, respeitoso. Jason acariciou suas penas e conferiu a tela de atributos.
Depois, abriu a própria tela.
—
[ESTATÍSTICAS]
[Força: S [42,6%]]
[Estamina: S [57,67%]]
[Agilidade: S [91,2%]]
[Durabilidade: S [55,5%]]
—
O mais importante agora era poder. Após limpar aquele Portal, três atributos já tinham passado dos cinquenta por cento. Mais um Mergulho no Portal e havia boa chance de alcançar o rank SS.
Mas Jason não podia focar em uma coisa só. Precisava se preparar para atravessar dimensões atrás do Lich e, ao mesmo tempo, precisava derrubar a guilda Corvo Sangrento para obter as Lágrimas da Banshee.
A solução era dividir e conquistar.
Seus subordinados já tinham provado que podiam lutar sem supervisão direta. Jason enviaria parte da Legião para um Portal Laranja sozinha, monitorando tudo com [Olho do Rei]. Se algo desse errado, usaria [Substituto do Rei] para chegar lá rapidamente.
Assim, poderia buscar as Lágrimas da Banshee enquanto continuava ganhando força.
Preciso terminar isso rápido. Gina não vai ficar morta mais tempo do que o necessário.
Jason ordenou que todos retornassem para a Dimensão Alternativa. Chamou Ragnar, ajudou Riyala a subir nas costas do dragão e seguiu para a saída do Portal.
[Radagan]
[Castelo do Soberano]
— O que você disse?
A voz áspera ecoou pelo salão do trono, fazendo todos estremecerem.
O salão era enorme. Janelas altas cobriam uma das paredes, todas adornadas por cortinas douradas artesanais. O ambiente branco e dourado representava a antiga família real. Ao fundo, sobre uma plataforma elevada, repousava um trono de ouro.
Aquele espaço fora criado pelo primeiro rei de Radagan para pertencer à pessoa escolhida pelo povo. Era um símbolo de legitimidade.
Mas tudo mudara depois do golpe que matou grande parte da família real.
O Soberano de Radagan era um homem enorme, de rosto duro e olhos capazes de semear medo. Músculos robustos, postura imponente, escamas negras no rosto e no pescoço. Seus olhos amarelos e fendidos lembravam os de um réptil, e os dentes pareciam lâminas.
Usava uma armadura negra feita do couro do wyvern do antigo rei. Matar dragões e wyverns era sacrilégio em Radagan, mas o Soberano não se importava. Vestia aquilo como símbolo de status e lembrete de que tomara o trono pela força.
Ele não era apenas um bárbaro de espada na mão. Era carismático, competente e perigoso. O Exército o apoiava, e muitos jovens Montadores de Dragões acreditavam que os Montadores de Wyverns eram fracos demais para governar.
Depois de assumir o trono, o Soberano expulsou os Montadores de Wyverns das terras ao redor da capital e entregou-as aos Montadores de Dragões e seus familiares. Centenas de dragões jovens cercavam a capital, enquanto um grande dragão negro permanecia no topo do palácio.
No momento, o Soberano recebia o relatório do mensageiro enviado ao acampamento dos Fantasmas.
— Repita — ordenou.
O mensageiro sentiu um calafrio. A pressão da mana do Soberano bastava para fazê-lo querer se ajoelhar.
— O-os Fantasmas… Fui ao acampamento, como ordenado, mas… não havia sinais de vida. Todos foram massacrados. Os corpos estavam empilhados como gado.
Os nobres começaram a murmurar.
— Os Fantasmas mortos? Foi Riyala?
— Impossível. Ela é curandeira.
— Talvez alguém a esteja protegendo.
— Talvez seja punição divina…
— SILÊNCIO!
O Soberano golpeou o braço do trono. As vozes morreram.
A raiva subiu dentro dele. Era por isso que precisava da princesa. Enquanto qualquer membro da antiga família real estivesse livre, a legitimidade dele seria questionada.
Ele já estava furioso por causa da mãe de Riyala. Planejara tomá-la como concubina, mas no dia marcado ela mordera a própria língua e se matara. Um insulto à sua honra.
Não permitiria que a filha também o humilhasse.
Preciso encontrá-la e esmagar qualquer dúvida.
O Soberano conhecia a localização enviada pelos Fantasmas antes de morrer: a Terra, um mundo de Rank II. Um mundo recém-apresentado à mana, cuja maior força mal alcançava o rank SS.
Ele endireitou-se no trono.
— É lamentável que os Fantasmas não fossem tão capazes quanto afirmavam. Não precisamos de forasteiros para resolver problemas de Radagan. A princesa é uma fugitiva da nossa guerra. Portanto, nossos soldados a trarão de volta. Grinot!
As portas se abriram, revelando um soldado robusto de uniforme vermelho e três estrelas no peito: um Comandante de Regimento.
— Senhor!
— Reúna seu regimento. Marchará até a Terra e exigirá a entrega imediata da fugitiva. Não se preocupe com diplomacia. Se esse povo possuir inteligência, entenderá a diferença entre nossas forças. Caso contrário, está autorizado a usar força.
Grinot saudou e saiu.
Soldados de Radagan não faziam promessas floreadas. Recebiam ordens e as executavam.
[Terra]
[Novo Apartamento de Jason]
Uma sombra deslizou pelo chão e parou no meio da sala. Jason e Riyala emergiram dela. Ele tirou o casaco longo e falou sem se virar:
— Tome banho e descanse. Não vou fazer outro Mergulho agora, então não preciso da sua ajuda.
Riyala vinha sorrindo desde que voltaram, mas o sorriso diminuiu ao ouvir isso. Ela tinha gostado do tempo que passara com ele e não queria que a noite terminasse.
Jason percebeu a hesitação.
— Está tudo bem?
— S-sim! Eu só estava pensando. Vou descansar. Se estiver com fome, posso fazer algo. Posso procurar carne e cozinhar ou…
Ela se atrapalhou, tentando oferecer algo que o fizesse ficar mais um pouco.