Tradutor/Revisor: miggigibe
Jason desceu de Ragnar com Riyala e observou enquanto um dos falcões se aproximava dela e começava a cutucá-la com o bico. Riyala abriu um sorriso largo ao acariciar a cabeça do falcão, e então abraçou o pescoço dele com felicidade quando ele se aproximou mais. O falcão soltou um “caa” alto enquanto tentava se afastar de Riyala, mas ela apenas riu, conseguiu acalmá-lo com facilidade e continuou acariciando-o. A habilidade de Riyala para fazer amizade com feras ainda impressionava Jason. A maioria das feras que ele obtinha como subordinadas gostava de Riyala imediatamente.
Jason se virou para um dos falcões e mandou que explicasse a estrutura do Portal. O falcão se sentou no chão e começou a enviar as respostas diretamente à mente de Jason. Segundo o falcão, aquele ninho era governado por um soberano conhecido como Rei do Céu. O rei residia em uma plataforma no centro do Portal, e era sua função comandar e controlar todos os outros falcões. Havia pouco menos de cem falcões vivendo naquela colônia. Setenta deles eram responsáveis pela caça. Saíam todas as manhãs para vasculhar o céu e o solo da dimensão e traziam de volta qualquer presa grande ou pequena que capturassem para a colônia.
Trinta falcões eram responsáveis por lutar e defender o ninho contra ameaças externas. Esses falcões eram maiores e mais perigosos que os caçadores, e quase nunca deixavam o ninho principal, pois era ali que o Rei do Céu residia. O próprio Rei do Céu vivia sozinho, e apenas fêmeas dignas tinham permissão para entrar em sua caverna quando era hora de acasalar. Ele governava o céu com punho de ferro, e nenhum outro falcão era capaz de enfrentá-lo.
Na verdade, a maioria dos falcões caçadores ou guerreiros havia sido gerada pelo Rei do Céu. Outros falcões já haviam tentado tomar seu trono, mas o Rei do Céu era um guerreiro tão poderoso que nenhum dos outros monstros conseguira ficar de pé diante dele. Suas asas eram feitas de uma prata lustrosa, e todas as suas penas eram como lâminas afiadas durante séculos. Era tão forte que podia matar qualquer oponente sem nem tentar.
— Então é como uma dinastia governada por um soberano.
Jason murmurou enquanto acariciava distraidamente a cabeça do falcão que falava com ele. O falcão soltou ronronados baixos, apreciando o gesto, e Jason se surpreendeu ao perceber que as penas dele eram extremamente macias ao toque. Como diabos conseguiam usar aquelas coisas como armas se eram tão suaves?
Riyala percebeu a expressão confusa de Jason enquanto ele encarava as penas e falou assim que entendeu o que ele pensava.
— As penas são muito macias, não são? É porque funcionam como condutores de mana. O Falcão de Lâmina de Ferro consegue tornar as penas muito duras quando envia mana por elas. Então, fora de combate, elas parecem macias, porque não há mana nelas. Se você mandar que enviem mana pelo corpo, ficarão tão duras quanto aço dracônico.
Jason murmurou diante da explicação e acariciou novamente a cabeça de seu falcão. Era uma boa forma de preservar mana, especialmente para uma criatura que não tinha muita reserva para começo de conversa. Bastava manter as defesas desligadas até realmente precisar delas. Mas também era uma maneira fácil de se tornar vítima de ataques surpresa. Se o falcão fosse atacado antes de conseguir enviar mana às penas, não teria chance de bloquear o golpe.
Jason se voltou para Riyala de novo e perguntou:
— Você sabe muito sobre feras mágicas, não sabe?
Riyala corou com as palavras de Jason e olhou para o chão enquanto falava com um pequeno sorriso.
— Sempre gostei de animais, então meus professores me ensinaram tudo o que podiam. Gosto de como todas as feras mágicas criam formas diferentes de sobreviver em cada ambiente. Como o Falcão de Lâmina de Ferro. As penas mudam de cor de acordo com o terreno. Estes são brancos para refletir a luz do sol com facilidade e evitar superaquecimento, mas os falcões dos Desertos Afundados de Frula são marrons para se misturar à areia, enquanto aqueles que viviam no Castelo do Pesadelo congelado em Raksha eram completamente negros, porque não eram predadores alfa e precisavam se esconder de outras feras mágicas, e… ah… desculpe…
As bochechas de Riyala ficaram ainda mais vermelhas quando percebeu que começara a falar demais de novo. Ela sempre ficava assim ao falar sobre feras mágicas. Era como se não conseguisse controlar a própria língua. Jason riu baixo diante do constrangimento dela e disse que estava tudo bem. Era bom que ela tivesse tanto entusiasmo pelo que aprendera.
Riyala sorriu feliz ao ouvir o que Jason disse e soltou um grito adorável quando o falcão atrás dela cutucou sua bunda com o bico. Riyala se virou para ele com lágrimas nos olhos e, ao ver que o falcão cacarejava em diversão, agarrou-o pelo pescoço e começou a brincar de luta com ele.
Jason ignorou os dois ao ver suas Formigas Adamantinas voltando com os cristais retirados dos falcões. Havia cinco ao todo, pedras de tamanho médio que valeriam cerca de cento e vinte mil dólares cada. Isso significava que ele segurava um total de seiscentos mil dólares na mão. Jason examinou as pedras de perto antes de dar de ombros e jogá-las todas na boca.
Estou consumindo uma pequena fortuna toda vez que faço isso.
—
O Usuário consumiu [5] Cristais Mágicos de nível médio.
+0,5% Força
+1% Estamina
+1,5% Agilidade
+1,5% Durabilidade
A habilidade [Lâmina de Ferro] ficou mais forte.
—
Jason leu a nova notificação que surgiu e assentiu internamente diante das melhorias. Sabia que seiscentos mil dólares era muito dinheiro, mas isso não significava nada diante dos benefícios que vinham com o consumo dos cristais. Jason precisava ficar mais forte o mais rápido possível e decidiu que, no mínimo, alcançaria o rank SS antes de enfrentar o Lich.
Se quisesse fazer isso, precisaria usar todos os caminhos disponíveis. Não importava se tivesse de consumir cem milhões de dólares em Cristais Mágicos. Faria isso sem pensar duas vezes.
Ao lado, Ragnar viu Raya se aproximar um pouco demais dele e soltou um sopro flamejante que chamuscou o traseiro dela. Raya guinchou e avançou imediatamente para tentar bater em Ragnar, mas Jason mandou os dois pararem de brigar na mesma hora. Raya soltou um grito triste enquanto recuava às pressas em pedido de desculpas, e Ragnar bufou de novo antes de se deitar.
Jason soltou um suspiro calmo, cruzou os braços e deixou a mente vagar enquanto elaborava um plano para o ataque.
O falcão havia lhe dito que havia setenta caçadores e trinta guerreiros. Os caçadores deixavam o ninho regularmente para procurar comida, então Jason sabia que não poderia simplesmente seguir direto para o ninho e eliminar todos. Mas isso não significava que não havia uma forma de reuni-los em um só lugar.