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Raising Villains the Right Way – Capítulo 13

Em busca de emprego (3)

Tradutor: miggigibe


Restavam apenas quatro anos para o início da história original.

Ao mesmo tempo, fazia pouco mais de um ano e um mês desde que todos os membros dos Cinco Grandes Pecados que viviam no orfanato haviam deixado o lugar para seguir a própria vida.

— O que será que Seolrang anda fazendo?

Como de costume, Alon lia a carta de Yutia que chegara naquele dia quando, de repente, ficou curioso sobre Seolrang.

As cartas de Yutia sempre traziam histórias sobre ela e os outros membros dos Cinco Grandes Pecados, mas, desde cerca de dois meses após a partida de Seolrang, não havia surgido uma única menção a ela.

— …Não me diga que ela morreu em algum lugar perdido por aí, né?

Depois de pensar por um momento, Alon balançou a cabeça com firmeza.

Segundo as cartas anteriores de Yutia, Seolrang já havia chegado ao país do deserto. Se tivesse seguido corretamente as instruções da carta, não havia como morrer daquele jeito.

O presente que Alon lhe dera a transformaria em uma formidável "Baba Yaga".

E ainda por cima como gladiadora na Colônia, onde os fortes podiam conquistar tudo.

— Estava escrito até na descrição do item. Deve estar certo… não é?

Alon gostava de ler todos os detalhes das descrições dos itens, graças ao hábito do desenvolvedor de recheá-las com todo tipo de informação sobre o mundo, e se lembrou do trecho escrito no item que Seolrang encontraria.

— Se o Pecado da Ganância o obtivesse, sucumbiria e se tornaria um Pecado. Mas ela, em vez disso, se tornaria uma grande guerreira… Acho que era algo assim.

É claro que, quando Alon usava aquele item, o efeito era apenas um aumento de 20% na taxa de acerto crítico. Ainda assim, a grandiosa história por trás dele fora justamente o motivo de Alon ter contado a Seolrang onde encontrá-lo.

Além disso, caso a descrição do item acabasse se revelando algo completamente irrelevante, ele também havia incluído a localização de um tesouro escondido.

Mesmo assim, já fazia nove meses desde a última vez que tivera notícias dela.

— Talvez eu devesse simplesmente ter entregado o tesouro a ela discretamente?

Alon considerou a ideia por um instante, mas logo balançou a cabeça.

O motivo de tê-la enviado para a Colônia desde o começo era a narração que dizia que Seolrang possuía talento para ser uma guerreira.

Além disso, Alon não poderia sustentá-la pelo resto da vida. Aprender a se virar sozinha era uma etapa essencial.

— Não. É melhor que ela consiga se sustentar sozinha.

Com isso em mente, uma dúvida continuava incomodando Alon.

'…Levando em conta o talento absurdo de Deus, Seolrang com certeza não morreu… então o que diabos aconteceu?'

Enquanto Alon fazia uma expressão estranha, pensando no paradeiro de Seolrang, uma garota surgiu de uma caverna no deserto, nas profundezas da região sul da Colônia.

Era Seolrang, e seu estado era deplorável.

Havia sujeira por várias partes do corpo, e o cabelo crescera tanto que quase cobria seu rosto.

Apesar da aparência, porém, Seolrang exibia um sorriso enorme.

— Finalmente acabou…

Ela se espreguiçou, tomada por uma sensação de liberdade, e olhou para as luvas que usava.

As garras douradas presas a elas eram um presente concedido pela Grande Lua.

A "Essência da Tribo da Juba Dourada".

— Como a Grande Lua sabia onde isso estava?

Depois de concluir a "provação" e sair da caverna, Seolrang inclinou a cabeça, ainda encarando as luvas.

A dúvida fazia sentido. A "Essência da Tribo da Juba Dourada" era um artefato lendário transmitido entre o povo de Seolrang, a Tribo da Juba Dourada, havia gerações.

E realmente merecia ser chamado de "lendário".

Centenas de anos antes, aquele item havia fortalecido a Tribo da Juba Dourada, permitindo que seus membros ascendessem como soberanos de todos os homens-fera e conquistassem o poder necessário para se tornarem reis.

É claro que quase tudo o que Seolrang sabia vinha das histórias que sua mãe lhe contara quando ela ainda era muito pequena. Depois de crescer um pouco, passou a acreditar que aqueles relatos antigos deviam ter sido exagerados em alguma medida.

Mas agora, depois de vestir a Essência, ser puxada para o mundo interior e superar todas as provações, Seolrang percebeu que não havia uma única mentira naquelas histórias fantásticas.

Sssss…

Ao liberar um pouco de seu poder, seus olhos dourados começaram a brilhar suavemente dentro da caverna escura.

E não foi só isso.

Seu cabelo e até sua cauda passaram a cintilar como se emitissem luz.

Exatamente como a Tribo da Juba Dourada das antigas lendas que sua mãe costumava lhe contar.

Sorrindo com o poder recém-adquirido, Seolrang voltou a pensar na Grande Lua.

Inúmeras perguntas giravam em sua cabeça.

Mas logo ela as afastou.

Seolrang sabia que não era particularmente inteligente e tinha plena consciência de que descobrir como a Grande Lua sabia de todas aquelas coisas estava muito além de suas capacidades.

Mais importante do que isso, havia uma verdade simples e clara que ela compreendia.

A Grande Lua era seu salvador, aquele que a resgatara quando ela estava prestes a morrer por causa de experimentos biológicos. Ao mesmo tempo, era também aquele a quem devia o poder que lhe permitiria se vingar do "Dragão Negro" que matara seus pais.

Enquanto descargas elétricas azuis crepitavam ao redor de seu corpo, Seolrang pensou na ordem da Grande Lua, mas logo balançou a cabeça.

Mesmo sem ser muito inteligente, ela sabia que se tornar apenas uma gladiadora não podia ser tudo o que seu benfeitor pretendia.

Seu olhar então se voltou naturalmente para as luvas.

As luvas que continham o poder de fortalecer a Tribo da Juba Dourada.

Só naquele momento Seolrang finalmente compreendeu a intenção da Grande Lua.

— Ficar famosa como gladiadora, reunir os membros da Tribo da Juba Dourada espalhados por todos os cantos e…

Ela abriu um sorriso.

— …matar o Dragão Negro com eles.

Convencida de ter encontrado a resposta perfeita, Seolrang sorriu.

Bzzzt!

Faíscas azuis voaram em todas as direções em resposta às suas emoções, mas ela não lhes deu atenção.

Com um sorriso satisfeito, começou a caminhar para fora da caverna escura. No céu, a lua banhava todo o deserto com um brilho azul.

— Por aquela pessoa — murmurou, repetindo a frase que àquela altura já havia se tornado uma espécie de mantra. — Vamos começar.

Sob a lua azul, começava o renascimento da Tribo da Juba Dourada, que quinhentos anos antes fora conhecida como a mais poderosa entre os homens-fera e como aquela que reinava sobre todos eles.


Desde que voltara do baile, cerca de um ano antes, Alon havia descoberto um novo interesse: investigar as "fórmulas". Desde então, vinha dedicando bastante tempo a isso.

No jogo, recitar uma fórmula consumia um turno, e cada turno aumentava o poder de ataque mágico entre 10% e 20%. Neste mundo, porém, as fórmulas realmente alteravam as propriedades da magia, exatamente como Alon havia previsto.

Bastava olhar para as fórmulas que usara alguns meses antes, no lugar onde obtivera a Restrição. Entre elas estavam Refração, Rebote, Luz Azul e Difração Linear.

Refração acentuava a instabilidade de uma magia já concluída, ampliando seu alcance.

Rebote distorcia a forma da magia e permitia deslocar o projétil lançado.

Luz Azul amplificava magias executadas em paralelo, como as de relâmpago.

Por fim, Difração Linear conferia à magia propriedades de penetração ou de acerto crítico.

É claro que o entendimento de Alon se baseava apenas nos dados que acumulara nos últimos seis meses, então ainda não havia certeza de que todas aquelas interpretações estivessem corretas. Mesmo assim, estava claro que cada fórmula concedia uma propriedade diferente.

Além disso, ele já havia descoberto algumas regras próprias desse sistema.

— Não se pode repetir a mesma fórmula, nem usar uma incompatível com a magia, e o limite é de cinco fórmulas por feitiço. Se uma dessas três regras for quebrada, a magia não se manifesta ou sai enfraquecida.

Parecia haver outras regras também, mas Alon ainda não conseguira descobri-las.

Embora tivesse tempo de sobra para estudar magia, seu corpo só lhe permitia usá-la uma vez por dia.

— …Se ao menos existisse um livro sobre essas fórmulas.

Segundo o que sabia do mundo do jogo, as fórmulas usadas por Alon eram as fórmulas esquecidas de Babel, tratadas naquele mundo quase como relíquias perdidas.

Alon só conseguia encontrá-las em lugares onde estavam inscritas, mas essas inscrições não explicavam as regras nem os fenômenos por trás delas.

Em outras palavras, precisava descobrir tudo por meio de experimentos diretos. Ainda assim, Alon não considerava aquilo um incômodo.

Seu talento tornava a investigação das fórmulas prazerosa e permitia que mergulhasse de verdade no estudo da magia.

Assim, depois de terminar a conversa com Evan, Alon foi direto para o campo de treinamento e, como sempre, começou a lançar um feitiço.

Fuuu…

Sua mão formou o familiar gesto da sabedoria, o Jiquan Mudra.

Ao mesmo tempo, a mana começou a se concentrar, dando forma ao feitiço que ele vinha testando havia cerca de dois meses: Relâmpago em Cadeia, uma magia de 2º nível.

Seguindo o pensamento de Alon, a mana organizada assumiu a forma de uma esfera, com um ponto específico deliberadamente deixado de fora para criar um desequilíbrio.

Bzzzt!

O feitiço se completou.

Com a pouca mana de Alon, a magia emitia apenas um brilho fraco.

A única melhora em relação a dois meses antes era que o desequilíbrio produzido pelo feitiço de relâmpago estava um pouco mais bem ajustado, provavelmente porque ele já se acostumara a criá-lo.

Sendo generoso, o feitiço estava mais preciso. Sendo realista, continuava sendo uma magia inútil cuja única virtude era justamente a precisão.

Mas, ao recitar as fórmulas, até uma magia inútil podia ganhar uma finalidade.

— Fixação.

Os relâmpagos que crepitavam diante dele congelaram no lugar, como se o próprio tempo tivesse parado.

— Compressão.

Com a fórmula seguinte, a esfera antes grande encolheu até ficar do tamanho de uma pequena conta, ainda imóvel no ar.

— Colapso.

Crac!

A pequena conta perdeu a forma esférica.

Restou apenas relâmpago puro, um fragmento de mana que parecia formado por incontáveis linhas pontilhadas e irregulares reunidas num só lugar.

— Florescimento Momentâneo.

Ao pronunciar a última fórmula, Alon desfez o Jiquan Mudra que vinha mantendo.

Bzzzt!

Uma enorme árvore de relâmpagos se materializou diante dele.

Imóvel, a árvore azul irradiava um brilho mais ofuscante que o sol do meio-dia, impondo sua presença.

Era como se um raio tivesse caído e ficado congelado no lugar.

Alon assentiu, satisfeito.

— …A ordem das fórmulas também muda a forma como a magia se manifesta.

Ele se lembrou de quando, no feitiço anterior, usara Colapso antes de Fixação e a magia desaparecera sem deixar vestígios. Satisfeito, assentiu novamente.

— Até fórmulas que não combinam com a magia podem ser usadas, desde que outra fórmula antes delas prepare o caminho.

Contente com a nova informação que acabara de obter, Alon observou a árvore de relâmpagos desaparecer aos poucos.

Ainda parecia improvável que algum dia encontrasse utilidade para aquilo.

Pensando nisso, Alon sentiu uma ponta de pesar ao se virar, com a reserva de mana agora completamente vazia.

Seu corpo só lhe permitia lançar magia uma vez por dia.

No instante em que se virou, porém, Alon a viu.

?

Ali, no campo de treinamento da propriedade do conde Palatio, estava uma jovem de quem ele jamais quisera se aproximar: senhorita Kalia, filha do conde de Zenonia.

Aparentemente chocada com o que acabara de ver, Kalia, normalmente tão distinta e refinada, estava de boca aberta, exibindo uma expressão de surpresa genuína.

— M-M-Meus céus…?

Ao ouvir sua voz atônita, Alon desviou o olhar e perdeu a oportunidade de perguntar por que ela estava ali.

— Origem?

Ao lado dela, um homem de meia-idade também encarava Alon de boca aberta, com a mesma expressão de espanto, enquanto segurava uma bengala ornamentada.

?

Confuso com a reação dos dois, Alon de repente se deu conta de algo.

O homem havia mencionado "Origem", um feitiço que só podia ser lançado por magos que haviam alcançado o 7º ranque.

Foi então que Alon entendeu: de algum modo, havia se tornado alvo de um enorme mal-entendido.

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