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Demon’s Virtue – Capítulo 456

Rumo à Capital Sagrada

— Zaragon está dentro do castelo real? Você disse algo assim antes, mas… é verdade? — questionou James com uma carranca profunda. — Quero dizer, aquele lugar nunca teve janelas, então acho que é possível… mas que benefício o Imperador teria ao deixar Zaragon estabelecer sua loja no castelo?

— Fácil. Controle, poder, informação. Basicamente, qualquer coisa. Embora haja outra possibilidade, a qual acho ser um pouco mais provável. A raça a qual Zaragon pertence é um tipo especial de criatura. Eles conectam todas suas existências a um lugar em particular sobre o qual podem reinar. Pelo que sabemos, Zaragon pode ser mais antigo do que o império Sagrado e ter feito um acordo com o primeiro imperador.

James o encarou depois dessa explicação e lentamente compreendeu o que ele queria dizer.

— Você acha que Zaragon fez um acordo com o primeiro imperador que lhe permitiu criar este país? Em troca do quê?

Eiro deu de ombros.

— De novo, qualquer coisa. Não que realmente importe o que tenham trocado, já que não somos parte do acordo. Também não devemos nada a nenhuma das partes, o que significa que esse acordo não está relacionado a nós. Tudo o que sabemos é que Zaragon está lá.

—… Certo — respondeu James, ainda ansioso, embora estivesse um pouco nevosos ao considerar o lugar que precisariam invadir.

— Mas também… — começou Jess. — Considerando que esse lugar foi completamente destruído há oito anos, ele parece muito…

— Bem? Sim, pensei o mesmo — respondeu o Diabrete. — Eles passaram por dificuldades por alguns anos, mas foram capazes de se recuperarem muito rapidamente. Bem, a capital, pelo menos. O ataque causou danos a todas as partes do Império, mas nada se compara ao que a recuperação da capital fez. Impostos insanamente altos, aumento na escravidão em 200% ao longo dos últimos três anos. Basicamente, eles concentraram tudo o que poderiam para recuperar a capital, ignorando todo o resto. Em troca, este lugar parece uma espécie de utopia. Todos que podem se dar ao luxo de viver ali agora é tão rico que podem viver em uma alegria ignorante, e aqueles que não podem e acabaram nas favelas são mortos, expulsos ou escravizados.

É um lugar horrível, só não para a classe alta.

Ouvir essas coisas sobre o império deixou os três ainda mais ansiosos para irem até lá, embora o objetivo deles não fosse ferir o Império diretamente.

Estavam indo eliminar Zaragon, e só isso.

— De qualquer forma pensei em um caminho decente para adotarmos. Seguiremos pata a capital antes que o sol se ponha e agiremos como aventureiros viajantes normais. Vocês deveriam vestir as versões mais chamativas das armaduras que dei a vocês, mesmo que sejam praticamente inúteis se comparadas aos seus equipamentos normais. Não atacaremos ninguém imediatamente — explicou Eiro. — Iremos até o distrito nobre e alugaremos um quarto em uma pousada ali. Aparentemente, isso é bastante popular entre clérigos viajantes e nobres religiosos, já que oferece uma vista perfeita para o castelo real.

—… E no que isso vai ajudar? — questionou James. — Não podemos simplesmente nos esgueirar de alguma forma?

— Claro que não. A proteção lá é severa, só seria um incômodo. Não, vou me disfarçar como um nobre paladino usando minha armadura, e vocês três serão minhas escoltas, assim tentaremos convencer um daqueles clérigos ou nobres religiosos a nos levar até a catedral com eles. Nem todos podem entrar lá, afinal. Quando entramos, será fácil evitar a detectação, em especial se usarmos o Ás de Copas.

Krog coçou a bochecha e o olhou confuso.

— Não podemos simplesmente usar o Ás de Copas para entrar em primeiro lugar?

— Lugares como esse geralmente possuem feitiços de detecção de alto nível colocados em todas as entradas possíveis. Sem me fundir com o Ás de Copas ou bebê-lo, é impossível passar despercebido. O máximo que posso fazer é afetar uma área específica, como estou fazendo agora, para que nós quatro possamos passar, mas assim que entrarmos, essa área também será afetada pelo feitiço. Quero dizer, podemos ser capazes de descobrir uma forma se levarmos algum tempo para analisar o feitiço exato, mas essa é uma forma muito mais fácil de lidar com isso. Além disso, se pudermos usar alguém para entrar, também podemos usá-lo como uma distração — explicou Eiro.

Como os pontos básicos do plano foram discutidos, ele abordou alguns detalhes de como todos precisariam agir, e o quais seriam os papéis específicos de todos durante toda essa provação.

Então, quando terminaram, Eiro se livrou da ‘barreira’ ao redor deles e seguiram em direção à capital. Ainda estavam a cerca de três horas de carruagem, então continuam a discutir durante o caminho.

—

O pequeno grupo logo se encontrou dentro das muralhas do Império Sagrado. A respiração de James ainda estava calma, mas um pouco irregular se comparada a antes, como Eiro percebeu. Era evidente que ele estava um pouco nervoso, agora que percebeu onde estava exatamente e por que estavam aqui em primeiro lugar.

— Não se preocupe. No fim, tudo vai dar certo — Eiro tranquilizou o Elfo da Luz, que virou a cabeça e o olhou com um sorriso irônico.

— E como você tem certeza disso?

— Porque eu disse. Nós todos somos fortes, e fui um quem fez esse plano. Você não confia na minha mente? — comentou o Demônio, e James soltou um leve suspiro, meneando a cabeça.

— Sim, claro que confio. Sei o quão ridiculamente esperto você é. Só não consigo me controlar quando me sinto assim, sabe?

— Sim, entendo o que você quer dizer. Porém, de novo, não há necessidade de se preocupar. Nós dois queremos que isso aconteça, então faremos acontecer — disse a James, enquanto o grupo avançava pela cidade na carruagem. Desde a última vez que James e Eiro estiveram aqui, este lugar se tornou ainda mais bonito. Era realmente incrível como esse lugar havia mudado, considerando a catástrofe daquela época.

Pararam a carruagem na frente da pousada. Korg permaneceu do lado de fora da carruagem enquanto James e Jess entraram com ele. Por ora, Eiro já havia alterado sua armadura para algo que emitia Energia Sagrada, embora uma quantidade abaixo do limiar que seu corpo era capaz de suportar. Bavet também estava o ajudando, criando um tipo de escudo ao redor de sua pele para repelir parte dessa Energia Sagrada. Queria garantir que a imagem de ele sendo um nobre paladino fosse mantida desde o início.

Antes mesmo que Eiro caminhasse até a recepção, um funcionário veio até ele e fez uma reverência.

— Bem-vindo, meu senhor. Posso ajudá-lo em alguma coisa?

— Preciso de um quarto por alguns dias. De preferência um com vista, se é que me entende — explicou Eiro ao funcionário, que assentiu de imediato.

— Claro! Se puder me acompanhar, vamos tratar dos detalhes e do pagamento, e eu o levarei ao seu quarto.

Eiro assentiu e o seguiu. Óbvio, também pagou rapidamente por tudo. Ele se certificou de trocar as moedas de Skyhart que tinha em uma pequena cidade do Império Sagrado alguns dias antes, então não houve problemas.

— Muito obrigado, meu lorde. Por favor, siga-me.

— Espera. Temos uma carruagem ali fora, bem como meu familiar. Há algum estábulo neste lugar que possamos usar? — perguntou o Demônio, e o funcionário assentiu sem hesitação.

— Claro! Cuidaremos de tudo, não precisa se preocupar!

— Perfeito — respondeu Eiro, subindo as escadas em direção ao seu quarto com James e Jess logo atrás, fingindo serem guardas. Quando entrou no quarto, ele se virou para os dois. — Um de vocês desça e ajude Krog. Enquanto estão lá, observem os outros cliente para verem se são alvos fáceis.

— Como deseja, meu lorde — disse James, curvando-se, e Eiro respondeu com um sorriso irônico.

— Não me chame assim, cara…

— Mas você não deveria ser um nobre? Por que eu não deveria te chamar assim? — questionou ele com um leve sorriso, e o Diabrete revirou os olhos.

— Considerando que realmente sou um nobre e você nunca falou assim comigo, não acho que essa seja uma boa desculpa. Agora, vá e faça isso. Vou aproveitar e escanear o prédio enquanto isso.

— Claro, claro… — disse James enquanto saía do quarto. Assim que ele saiu, Eiro olhou para Jess.

— Enquanto eu faço isso, poderia preparar tudo o que precisamos para a Artificação?

— Tudo bem. Também quer que eu prepare alguns círculos mágicos?

— Sim, como eu disse, tudo o que precisamos para a artificação. Precisamos nos apressar e preparar tudo o que pudermos — respondeu com um leve sorriso, sentando-se de pernas cruzadas, e inserindo sua mana no chão.

…

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