— Lorde Nux…
Enquanto Nux descansava no quarto com Melia em seus braços, ele ouviu uma voz.
— Darain?
Uma carranca apareceu no rosto de Nux ao reconhecer a voz.
Melia, que estava deitada ao lado dele, franziu a testa e começou a ouvir a conversa.
— Eles estão aqui.
Darain disse. Pelo seu tom, ele parecia preocupado, mas Nux não se importava. Pelo contrário, um grande sorriso apareceu em seu rosto.
— O plano da Amaya funcionou.
— Mas é claro, você estava duvidando de mim?
Amaya indagou.
— É claro que não. Confio em você de olhos fechados.
— Isso é melhor. — Amaya assentiu, satisfeita: — Você deve seguir o que digo sem questionar.
— Mhm, é claro, é claro. — Nux assentiu de acordo.
— Sim, as próximas quatro rodadas são minhas. — Amaya deixou escapar o pedido que queria que fosse atendido e Nux não conseguiu conter a risada.
— Essa foi uma tentativa romântica.
— Não me deixe ficar mais forte que você, Nux. — Amaya ameaçou quando seus olhos negros ficaram mais escuros. Sua possessividade era forte como sempre.
— Algumas vezes, me pergunto o que você faria se ficasse mais forte que eu.
— Oh, tenho certeza de que amaria. Afinal, jamais machucaria você. Embora não tenha certeza sobre as pessoas à sua volta.
Amaya respondeu quando ouviu um bufo.
— Como se tivesse em posição de “ter dúvidas” sobre nós. O resultado da nossa batalha já está mais do que definido, Amaya — Astaria bufou.
—… — Amaya não falou nada. Ela sabia que Astaria era mais forte que ela. Não só Astaria, várias de suas irmãs eram mais fortes.
Ela só podia bufar em frustração.
— Nux, tenha cuidado.
De repente, Evane disse com preocupação.
— Sim, a Ordem Negra é perigosa. — Amaya concordou.
As outras mulheres falaram a mesma coisa. Melia, que estava deitada ao lado, aproveitou a chance e ficou em cima dele. Então, com seus olhos vermelhos encarando Nux, seus dentes alongaram.
Perfura!
— Unngghhhhh~
Nux gemeu de prazer quando sentiu Melia sugar seu sangue como a vampira gananciosa que era. Em resposta, Nux segurou seu corpo nu enquanto apertava o máximo que podia e esfregou suas costas, sentindo cada pedaço de sua pele.
Seus olhos dourados começaram a cintilar, mudando para a cor vermelha; eram seus instintos de vampiro despertando, mandando-o morder as costas de sua vampira. Porém, Nux se conteve. Ele sabia que, no momento em que cedesse, seria o momento em que ficaria ocupado demais para sair deste lugar, e isso era algo que não podia fazer.
Darain pode ser inútil, mas agora, era a única pista que tinham. Eles não podiam perder ele nem o peixe que foi fisgado.
Nux tinha que controlar os instintos e, como se Melia sentisse a preocupação de seu parceiro, finalmente parou de sugar seu sangue. Em seguida, lambeu o local em que mordeu, que se regenerou num ritmo assustador. Melia então se moveu. O sangue de Nux pingava de sua boca e escorria até seu queixo, seguindo por seus seios, o que combinava com os olhos vermelhos brilhantes encarando Nux. Era uma visão tão atraente que a vampira pareceu momentaneamente com uma súcubo.
— Gulp!
O engolir de saliva de Nux foi audível.
Vendo isso, um sorriso sedutor apareceu no rosto de Melia.
— Continuaremos isto após você voltar — ela disse.
— Continuaremos. — Nux assentiu quando puxou sua esposa vampira para perto e a beijou.
— Continuaremos isto com certeza — ele declarou. Sua determinação para voltar ficava mais forte à medida que segurava sua esposa adorável.
— Agora, vá — expressou Melia, como a mulher responsável que era.
Nux assentiu, colocou Melia na cama, sentou-se, fechou os olhos e respirou fundo.
Em seguida, abriu os olhos, agora dourados e brilhantes. Ele finalmente se afastou da cama e se vestiu.
— Já volto.
Após dizer aquilo, desapareceu.
— Então, você foi derrotado pelo Nux Leander.
Uma figura desconhecida, usando um manto preto que parecia com o das pessoas da Ordem Ancestral, disse num tom rouco. Era nítido que a pessoa estava mudando a voz de propósito, mas Darain não se importava com isso. Ou, em outras palavras, não estava em condições de se importar com aquelas coisas.
Ele conseguia sentir a aura absurdamente forte que a pessoa na sua frente liberava e, se isso não bastasse, o fato de que todos os membros do clã desmaiaram no momento em que o homem apareceu dava uma ideia do tipo de existência que ele estava encarando.
— Lorde Nux…
Ele chamou de novo.
Ele não sabia se Nux era forte o bastante para enfrentar esta pessoa ou não e, honestamente, não se importava. Ele foi ordenado a chamá-lo quando alguém o visitasse, e foi o que fez. O que acontecia depois não lhe dizia respeito.
Honestamente, em sua mente, Darain queria que esta pessoa matasse Nux, mas não podia dizer. Ele nem podia pensar nesta possibilidade porque sabia que aquela dor retornaria se fizesse isso.
Aquela dor também era o motivo pelo qual Darain, no fundo de seu coração, desejava que Nux morresse; assim, pelo menos, recuperaria a liberdade.
— Ganhe tempo. Estou indo.
Por enquanto, todavia, Darain não teve escolha além de seguir as ordens dadas a ele.
— Quem é você? O que está fazendo aqui. O que quer de mim? — Darain perguntou enquanto olhava para a pessoa na sua frente.
— Oh? — A pessoa de preto parecia surpresa: — Não pensei que tivesse coragem de fazer tantas perguntas. Achava que se acovardaria de medo e tremesse sem parar após alguns minutos de conversa.
— Estou surpreso de ver você agindo com tanta coragem. É quase como se tivesse alguém vindo proteger você e estivesse ganhando tempo.
Quando a pessoa falou isso, a expressão de Darain mudou.
Este erro foi o bastante para revelar tudo: — Então, é isso… — O ser encapuzado percebeu.
— Como você contatou seus aliados? Tenho certeza de que não teve chance de fazer isso — ele perguntou.
—… — Darain, todavia, não tinha resposta.
Como ele devia responder a esta pergunta? Ele deveria contar como foi escravizado pelo oponente e agora precisava fazer o que lhe fosse ordenado?
Quão constrangedor seria isso?
Não que Darain tivesse a chance de pensar em coisas assim.
— Então, quem chamou? São fortes? Tem certeza de que podem proteger você? Devo começar a me mover? Posso te levar a qualquer momento porque só preciso de você, mas, sinceramente, isso iria contra o propósito de te visitar.
— Isto é complicado…
O ser suspirou: — Estaríamos tendo uma conversa pacífica se não fizesse isso…
— Na verdade, quero matar você, mas também estou curioso sobre como contatou seu aliado. Uma técnica que pode escapar dos meus sentidos é algo que se interessariam. Neste caso, acho que tenho permissão de fazer alguns ajustes para o plano, não?
O ser expressou e, conforme falava, mais Darain empalidecia de medo. Ele não gostava de onde isto ia chegar. Sentiu-se como uma presa que estava sendo visada por um predador supremo.
— L-Lorde Nux… — ele chamou de novo.
Desta vez, todavia, recebeu a resposta que estava esperando.
— Sim, sim, estou aqui, não me chateie.
Nux respondeu com irritação enquanto olhava para os dois parados na sua frente. Sim, ele já estava na base do Clã Bloodmoon, observando as duas pessoas conversando “secretamente” sem se importar com algo.
— Acho que preciso trabalhar um pouco mais desta vez.
Ele falou e seus olhos dourados ficaram roxos de repente.
Whoosh!
Outro ser que parecia exatamente como ele apareceu na sua frente e não acabou aí.
Whoooh! Whoosh! Whoosh!
Cada vez mais clones começaram a aparecer na frente dele, todos na forma humana. Então, sem esperar mais, Nux tirou um artefato.
Míssil Arcano.
O artefato que a Cidade do Gato Feline usou para derrotar Prima Skythorn da Cidade do Falcão Skythorn. Daquela vez, usaram quinze destes artefatos para atacar Prima e seus homens.
Rune deu cinco daqueles mísseis a Nux.
Agora era hora de usá-los.
Nux deu aqueles cinco Mísseis Arcanos aos clones e, como ele, seus clones não podiam ser sentidos pelos outros. Afinal, eles eram ele, só que cinquenta por cento menos fortes.
— Disparem juntos.
Nux ordenou. Seus cinco clones então se espalharam e cercaram Darain e a figura desconhecida.
— Agora.
Nux deu a ordem.
BOOOOOOOOOM!
Tudo explodiu.