SSS-Class Suicide Hunter – Capítulo 44

Capítulo 44

Demorou.

Depois de muito tempo, finalmente cheguei a este lugar.

[A penalidade devido à sua habilidade está sendo induzida.]

[O trauma do inimigo que o matou está sendo reconstituído.]

Agora, era hora de falar sobre um certo pesadelo.

Na batalha do 12º andar, quando fui varrido como uma gota de chuva,

[A intensidade da penalidade é média.]

Foi o que vi depois de ser morto pelo Rei Demônio.

[É Estrada Fantasma.]

Trauma.

O pesadelo daquele chamado Mestre dos Pesadelos.

[Penalidade aberta.]

[O trauma do monstro “Rei Demônio da Chuva de Outono” está sendo criado.]

Eu estava sozinho em uma vila em chamas, bem no meio do mar de fogo.

Não.

-Queime ela!

Posso não ter sido a única pessoa aqui.

Pelo menos eu tinha Bae Hu-ryeong. A pessoa que realmente estava no inferno sozinha, estava do outro lado.

-Queime o ninho da bruxa!

Estelle.

A santa do campo.

-Não mostre misericórdia. Eles são todos monstros que foram amaldiçoados!

-Não perca uma única pessoa!

Estelle não conseguia entender.

Ela não conseguia falar.

Porque ela não conseguia entender, sua boca apenas se movia sem fazer nenhum som.

Por quê?

Por que os humanos estavam queimando humanos?

Eles eram pais que disseram ser  gratos a ela. Bebês que receberam novas vidas dela. Todos eles foram massacrados.

-É o que o senhor quer!

Soldados que surgiram do nada destruíram a aldeia,

-Sua Majestade ordenou!

E cavaleiros que tinham insígnias diferentes baixaram suas espadas.

-O Papa disse à herege que se atreve a chamar-se de santa…

-O dono da floresta ordenou isso, então espírito, por favor….

-A Rainha das Sereias nos deu poder mágico para…

– Nós, guerreiros, viemos cumprir a promessa do vulcão! Tudo bem, dragões! Vamos atirar fogo n….

Todos eles revelaram de onde eram, mas Estelle ainda não sabia quem eles eram.

Quem eram eles para queimarem humanos?

-Ahhh, ackk!

-Me salve!

Eles cercaram a aldeia como se estivessem pegando uma presa. Não havia como escapar. Algumas famílias tentaram sair da aldeia, mas foram massacradas assim que capturadas.

A única saída era a praça da aldeia.

Eles foram perfurados por lanças, perseguidos por espadas, feridos por flechas, espancados com tacos…

As pessoas continuaram a aglomerar-se na praça.

-Tosse!

No meio da aldeia havia um paraíso que eles próprios construíram.

Estelle olhou em volta no ar cheio de fumaça.

-Apenas aguente um pouco mais. Só um pouco…

Um pai curvado. Entre o espaço entre o chão e o pai, havia uma área vazia. Seu filho se escondeu naquele espaço. O pai foi atingido pelo fogo em vez do filho e inalou a fumaça pelo filho.

O pai morreu primeiro.

A criança conseguiu viver um minuto a mais que o pai.

-Só um pouco mais….

Um velho casal abraçou-se. Eles estavam tentando morrer juntos? Foi o que Estelle pensou. Mas quando ela olhou mais de perto, não era esse o caso. Havia um bebê recém-nascido entre eles.

-Só um pouco….

Quando o fogo se espalhou, o casal gritou. Mas eles não se desfizeram. Seus braços foram queimados pelas chamas. Mesmo quando eles se transformaram em cinzas, o velho casal estava abraçado. Não foi um abraço para sua última memória, mas para proteger a criança pequena.

O casal morreu primeiro. O choro do bebê recém-nascido terminou depois de um minuto.

Um por um, os gritos na praça pararam.

A família que enriqueceu com a fazenda, o velho que acordou cedo para trabalhar.

-Por quê….?

Não houve cidadão intocado. Havia pessoas com câncer, pessoas com cegueira. Como havia tantas doenças no mundo, Estelle engoliu todas elas.

Mas seu coração estava mais negro do que nunca…

-Como…?

Quando ela engoliu todas aquelas doenças.

Ela estava rodeada de fumaça.

Ela queimou com o fogo.

Ela silenciosamente tentou abrir a boca.

– …

Em sua boca, ela podia sentir o cheiro de algo queimando.

Estelle percebeu que seu coração estava um pouco mais negro. Por um dia, a vila pegou fogo. Por um dia, Estelle pegou fogo.

Crunch!

A mão de Estelle arranhou as cinzas. Ninguém a incomodou. Todos os soldados saíram vendo a vila em chamas. Tudo o que restou foram os resquícios do paraíso que era.

-Lepandor…

Havia um cadáver de um pai.

-Dajena….

Abaixo do pai, havia o cadáver de uma criança.

-Solape…, Joe…, Ugansha….

Ela cavou.

-Mobaijan…, Topho…, Anna…, Garchoff ……

Com as próprias mãos.

Os restos da aldeia. As cinzas nos restos. Seus dedos ficaram pretos e seu sangue vermelho ficou preto. Estelle continuou a cavar.

– …

E ela comeu.

A carne dos humanos.

Os ossos de humanos.

As cinzas que não tinham carne nem ossos.

– …, …, …

O cheiro de carne humana não era mais agradável. Ela não sentia fome ou prazer. Apenas cheirava a queimado. Mas Estelle ainda comia. Ela engoliu. Mesmo que fosse horrível.

A boca de Estelle estava totalmente negra.

Os dentes de Estelle ficaram pretos.

-Pobre coisa….

Os intestinos dela se encheram de pus e o sangue espalhado se transformou em uma solução que cobria todo o seu corpo. Não era apenas sangue. Outra coisa estava fluindo de seus olhos.

Provavelmente não eram lágrimas.

Se eram lágrimas, por que não eram claras?

-Pobres coisas….

Então era esgoto.

O esgoto que os humanos usaram e jogaram fora veio para ela.

Ele havia se reunido em seu coração.

-Pobres coisas….

O esgoto não parava de fluir.

-Você,

O esgoto fluiu.

-Você, você e você são todos humanos.

Fluiu em sua mente.

-Vocês nasceram como humanos e conheciam a beleza e as lágrimas da vida, então por quê? Apenas por quê?

Espalhou-se ao seu redor.

-Vocês foram chamados de monstros? Não bastava conhecer a beleza e a tristeza?

Fluiu ao redor dela.

-Então vocês permanecem como humanos, e esses… meus filhos continuarão como monstros? Esse é o seu mundo?

Fluiu como chuva.

-Neste mundo, são só vocês que merecem morrer? Foram só vocês que tiveram permissão para ter beleza?

Seu coração ecoou, chorando.

-Então agora, provem.

A chuva caiu…

-Provem para mim.

A chuva caiu…

-Eu vou amaldiçoar vocês.

Porque a chuva caía.

Nenhuma aldeia queimaria com as chamas.

Minhas crianças. Meu sangue. A cor que pegou meu coração.

Perdi a cor do meu sangue, então apenas esgoto flui através de mim, mas a chuva é vermelha e prova a existência do meu sangue.

-Sejam engolidos pelo seu mal.

A chuva caiu.

A chuva…

-Vocês…

A chuva…

A chuva caiu.

-Vocês me fizeram assim,

Continuamente.

-Então eu vou deixar vocês assim.

A chuva…

Porque a chuva caía.

-Gong-ja.

Pisca.

-Acorde.

Uma voz.

-Esse inferno não é seu.

Ouvindo aquela voz baixa, abri meus olhos.

[Reconstituição do trauma concluída.]

[Confirme se a identidade foi mantida.]

[A penalidade será encerrada.]

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