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Release that Witch – Capítulo 1040

O Plano de Victor

Tradutor: FlorestNerd



Ramos, que havia contribuído significativamente para o aumento da produção de grãos, já havia sido mencionada muito tempo antes no livro ilustrado Diários das Bruxas, que desde então estava à venda no Mercado de Conveniência. Portanto, não era de estranhar que um comerciante estrangeiro soubesse sobre ela.

No entanto, ele foi o primeiro a solicitar os serviços de uma bruxa específica para uma tarefa. O povo dos quatro reinos, ao contrário dos aventureiros dos Fiordes, era profundamente influenciado pela Igreja e, por isso, tinha um preconceito significativo contra as bruxas. Agora que havia alguém disposto a trabalhar voluntariamente com uma bruxa, Roland não pôde deixar de ficar um pouco interessado.

Depois de ler a carta, ele tocou o queixo e disse: “Vindo do Reino do Alvorecer… Você sabe onde ele está morando em Primavera Eterna?”

“Sim”, disse Barov. “O Gabinete Administrativo tem acompanhado suas atividades. Também pedi à Srta. Pergaminho para verificar os impostos que ele pagou e descobri que começou a pagar impostos há seis anos. Mas, naquela época, ele comprava principalmente pedras preciosas e, ocasionalmente, algumas peles, nenhuma das quais tinha algo a ver com algodão.”

“Interessante.” Roland estava bem ciente de como o sistema de cobrança de impostos era simples naquela época. Os cobradores de impostos tinham que registrar todos os tributos que cada pessoa havia pago e, com o passar do tempo, estavam sujeitos a perder a noção de quanto realmente havia sido arrecadado, muito menos verificar os dados. Os residentes permanentes não tinham escolha a não ser pagar impostos, pois suas propriedades eram claramente visíveis, enquanto os comerciantes que frequentemente viajavam entre as cidades deviam conhecer muitos truques para evitar o pagamento dos impostos cobrados pelos senhores locais. O fato de que o registro de impostos de Victor podia ser rastreado até seis anos antes sugeria que ele devia ser um homem muito honesto e confiável, o que era realmente incomum entre os comerciantes.

“Mande chamar Victor”, disse Roland, largando a carta. “Preciso falar com ele a sós.”

“Como desejar, Vossa Majestade.”


Roland logo encontrou o comerciante na sala de reuniões.

Ele realmente parecia um cidadão do Reino do Alvorecer. Assim como Andrea, tinha cabelos loiros claros. Também possuía um rosto bonito e uma pele bem cuidada.

No geral, parecia um nobre bem-educado, com a etiqueta apropriada de alguém de uma família rica.

Era difícil imaginar que um homem assim viajasse entre reinos para ganhar a vida. Em vez de administrar os negócios pessoalmente, ele sempre poderia ordenar que alguns homens de confiança cuidassem dos assuntos gerais. Afinal, naquela época, viajar longas distâncias era difícil para qualquer pessoa, fosse rica ou não.

Victor deu uma explicação adequada para a dúvida de Roland: conflitos familiares.

Para evitar a opressão de seu irmão mais velho e provar sua capacidade, ele teve que deixar sua casa e administrar um negócio em Castelo Cinza.

A história de Victor não era muito convincente, mas Roland não queria ser excessivamente curioso. De qualquer forma, não estava interessado nos assuntos pessoais dos outros. Além disso, como Rouxinol não havia dado nenhum sinal, o comerciante estava dizendo a verdade.

Após as apresentações, Roland foi direto ao ponto. “Você quer que Ramos cultive sementes de algodão de alta produtividade e pretende abrir uma nova loja de roupas, que seria promovida em todo o reino com peças baratas e de boa qualidade feitas com esse algodão?”

O que Roland havia perguntado não era uma ideia inventada por ele, mas algo que estava escrito no final da carta. Essa foi uma das razões pelas quais decidiu receber Victor pessoalmente. Era como se alguém tivesse apresentado um plano de negócios com o objetivo de arrecadar 100 milhões de yuans, e tudo o que faltasse fosse o investimento de Roland no valor de 500 yuans.

“Não apenas no Reino de Castelo Cinza.” O comerciante assentiu. “Eu calculei o preço. Os produtos acabados ainda serão competitivos no Reino do Alvorecer, mesmo depois de incluir o custo do frete.”

Vender a um preço baixo poderia ajudar o produto a entrar no mercado, mas… isso não era fácil.

“Como você pretende garantir que seus produtos sejam baratos e de boa qualidade?”

“Primeiro, vou precisar de algodão especial, Vossa Majestade”, disse Victor com entusiasmo. “Já que a Srta. Ramos conseguiu produzir o trigo dourado, cuja produtividade é três vezes maior do que a das espécies comuns, acho que ela também deve ser capaz de triplicar a produtividade do algodão. Se o preço das matérias-primas puder ser reduzido a um terço do valor atual, as roupas ficarão muito mais baratas.”

Roland não pôde evitar rir. A lógica por trás das palavras de Victor parecia correta a princípio, mas, pensando melhor, era possível perceber o quanto era absurda. Seria fácil para Ramos cultivar algodão de alta produtividade. Na verdade, com a ajuda da vasta reserva de poder mágico concedida pelo Coração da Floresta, ela conseguia cultivar novas variedades de sementes muito mais rapidamente do que antes.

No entanto, o preço dos grãos em Primavera Eterna havia sido fixado em um valor baixo para estabilizar o mercado, não porque eles não pudessem ser vendidos por um preço maior.

Seria um grande problema se as pessoas não pudessem pagar pelos alimentos, então o preço dos grãos precisava ser controlado e mantido baixo. No entanto, esse não era o caso do algodão, pois as pessoas sempre tinham alternativas para escolher, como linho, cânhamo e peles.

“Certo… Vamos supor que Ramos seja capaz de triplicar a produtividade do algodão. Por que eu deveria vender esse algodão para você com desconto quando posso vendê-lo a outras pessoas pelo preço de mercado?”

“Porque posso poupar muito investimento para você e gerar mais de 2 mil empregos, proporcionando oportunidades de trabalho para sua cidade”, disse Victor sem hesitar. “Além disso, você pode obter uma grande receita tributária, e seu povo também poderá se beneficiar disso. Na verdade, você não precisa fazer nada, pois posso cuidar de todos os assuntos administrativos e da linha de produção.”

Roland ficou surpreso com a resposta de Victor, que estava repleta de termos modernos. Pensou nisso por um longo tempo antes de perguntar: “Você aprendeu essas palavras… nos jornais?”

“Isso e todos os anúncios de Primavera Eterna. Estudei todos eles. Algumas palavras podem parecer bastante estranhas quando as leio pela primeira vez, mas elas me ajudaram a entender os negócios de outra perspectiva”, disse Victor, colocando a mão no peito. “Os outros lordes me expulsariam se eu tivesse proposto uma redução de preços diante deles, mas acredito que você consegue enxergar o valor disso.”

‘Esse é um elogio bem dissimulado… Se eu o expulsar agora, não serei diferente dos “outros lordes”?’ Roland sorriu ligeiramente. “Conte-me seu plano.”

Victor falou com eloquência sobre seu plano por quase uma hora. Aparentemente, havia se preparado muito bem.

Sua ideia não era complicada. Em resumo, queria construir um sistema de negócios que integrasse a agricultura, a produção têxtil e as vendas. A Casa Lothar tinha uma longa história na fabricação de roupas, então ele já possuía muita experiência e conhecimentos técnicos relevantes. Assim que o projeto começasse, não demoraria muito para que vissem os frutos de seu trabalho.

Claro, qualquer um poderia elaborar um projeto atraente com sua retórica, mas Roland continuou ouvindo porque percebeu que Victor havia levado em consideração muitos detalhes e planejado tudo com bastante antecedência. Primavera Eterna não era um lugar adequado para o cultivo de algodão, então a plantação e a fábrica têxtil precisariam estar localizadas no Território do Sul, onde havia muito sol e temperaturas elevadas durante todo o ano. Enquanto isso, como o povo das Nações da Areia ainda estava se mudando, haveria muita mão de obra disponível.

Tudo parecia se encaixar no plano. A costura final e a confecção das peças de vestuário seriam realizadas em Primavera Eterna, onde poderiam ser vendidas diretamente aos moradores, que tinham condições de comprá-las.

Victor seria responsável pelo investimento inicial e pelos preparativos, como a compra de terras agrícolas, o recrutamento de agricultores, a construção de fábricas e a aquisição de equipamentos. Primavera Eterna não precisaria assumir nenhum risco, pois não gastaria tempo nem dinheiro com o empreendimento. Na verdade, além de fornecer as sementes de algodão de alta produtividade, eles poderiam simplesmente ficar nos bastidores e colher os lucros.

Além disso, devido à simplicidade do uso do algodão, a produção dos produtos finais poderia ser facilmente estimada a partir da quantidade de matéria-prima utilizada. Portanto, seria fácil para Roland calcular os impostos, o que representava um alívio tanto para ele quanto para Victor.

Entre as vantagens que Victor havia mencionado, Roland gostou particularmente de duas: a primeira era que a Casa Lothar já possuía ferramentas de fiação eficientes, capazes de processar três vezes mais algodão; a outra era que eles haviam treinado vários alfaiates habilidosos que frequentemente confeccionavam roupas para os nobres da Cidade do Resplendor, de modo que as peças que produziam seriam populares entre muitas pessoas. Victor também admitiu que sua ideia de negócio havia surgido quando assistiu a A Princesa Lobo. Ele percebeu que os cidadãos de Primavera Eterna ainda se vestiam de maneira simples, o que era inadequado para uma nova capital.

Esses dois pontos eram a chave de todo o plano, pois, graças a eles, aquela proposta de negócio enorme e ambiciosa deixava de ser um castelo no ar e passava a ser realmente bastante viável.

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