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Warlock Apprentice – Capítulo 128

Cartazes dos Professores

Quando saiu do salão do espírito da árvore, Angor ainda estava de mau humor. Aquela mulher estranha acabara de lhe dar mais um inimigo, Fosah. 

Ah, droga!   

Ainda assim, Fosah já o odiava, sendo seguidor de Gancho Grosso e tudo mais.   

Nausica se aproximou dele com seus passos elegantes: “Que pena. Eu gostaria de ver o final do drama”.  

“Drama?”, Sailum perguntou. O menino parecia inseguro sobre o que acabara de acontecer. 

“Ah, você é muito jovem para entender essas mulheres”, Nausica revelou um sorriso malicioso enquanto explicava a Sailum. Ela continuou: “Existe algo chamada ‘coerção moral’. Você vai entender isso no futuro…”  

“Angor foi tão firme. Achei que ele fosse perder a cabeça e aceitar aquela garota “Melaner”, brincou Nausica. 

Angor apenas bufou, para dizer a eles que tinha ouvido.  

“Tudo bem. Não precisamos falar sobre isso. Vamos discutir outra coisa”, disse Nausica. Ela pegou seu cartão de osso e leu as informações antes de perguntar: “Quais são os seus indicadores espirituais?” 

“Quinze”, respondeu Angor sem usar o cartão. 

“Dezoito”, disse Sailum.  

Nausica olhou para Sailum: “Nossa, você é o mais alto entre nós três? Aliás, eu tenho 17. Então, o que essa coisa faz?” 

Angor respondeu à pergunta dela com indiferença: “Um poder espiritual superior permite que você canalize o fluxo de mana com mais eficiência. Para simplificar, você treina mais rápido.” 

Angor sabia muito sobre magia, enquanto os outros dois não. Sailum e Nausica já sabiam do conhecimento considerável de Angor, então não ficaram surpresos com a resposta.  

“Entendo. Então Sailum é um pequeno gênio”, comentou Nausica. 

O menino corou. 

“Pode parar de provocá-lo. O poder espiritual dele é bom, mas há muitas outras pessoas com níveis mais altos. Por acaso, conheço um talento que tem um indicador espiritual de 23”, disse Angor, enquanto se lembrava do rosto de um certo homem. 

“Cara. Você é só um ano mais velho que o Sailum, mas já parece um adulto.” 

Eles conversaram pelo caminho até se juntarem a todos os outros que estavam reunidos sob a árvore. Enquanto tentavam decidir o que fazer em seguida, uma jovem de minissaia e óculos grandes de aro preto apareceu na frente deles, montada em um animal colorido. Era um cervo de três cores diferentes. 

“Olá a todos! Eu sou… ai! Ai, ai, ai…” 

A garota de óculos se apresentou e pulou do veado tricolor. Ela acabou caindo de forma desastrosa… com o rosto batendo no chão primeiro. 

Eles a encararam sem palavras. Outra atriz, mas uma comediante desta vez?  

A garota se ajoelhou no chão e pegou seus óculos, agora quebrados. 

“Outro par.… quebrado! Como pude ser tão desastrada…” Ela bateu na própria cabeça com um olhar triste. 

Depois de ficar emburrada por um momento, ela jogou os cacos de vidro fora e tirou outro par de óculos de uma pequena bolsa em forma de coração pendurada na cintura. Ela limpou um pouco a poeira da roupa e se levantou. 

“Olá a todos! Eu sou Abelle. Vou levá-los aos seus locais de residência.”  

Com isso, Abelle subiu de volta no veado colorido, com alguma dificuldade no processo. 

O resto das pessoas permaneceu em silêncio enquanto observava.  

Por que ela pulou da montaria, para começo de conversa? 

Abelle era bem-falante. No caminho, ela continuou falando sobre todo o tipo de coisa, e algumas delas pareciam ser segredos. Segundo ela, era uma Aprendiz Elementar que se juntou à Caverna Bruta cinco anos atrás. Ela só podia aceitar trabalhos simples com menos recompensas porque era muito fraca; trabalhos como liderar novos talentos para seus dormitórios. Ela poderia ganhar cinco fragmentos de cristal mágico desta vez. 

Uma observação: cem fragmentos equivaliam a um cristal mágico. 

Abelle parecia ingênua, inocente e descuidada. Depois de caminharem um bom tempo, ela de repente se lembrou de algo e fez uma pergunta: “Quase esqueci. Vocês pegaram os cartazes do professor?”   

Cartazes? 

Os talentos trocaram olhares perplexos, sem saber do que ela estava falando.  

Abelle coçou o cabelo, envergonhada: “Ah… meu trabalho é levar vocês para receber os cartazes dos professores e depois levá-los para suas acomodações… Mas eu caí e esqueci da primeira metade.” 

Abelle rapidamente ordenou que seu veado virasse para outra direção: “Desculpem! Vamos para os cartazes agora”.   

Todos permaneceram em silêncio. Essa garota era… pouco confiável. 

Abelle apontou para o centro do jardim do espírito da árvore e soltou um alegre “Em frente!”. 

Eles estavam um pouco incomodados com o comportamento estranho de Abelle, mas não disseram nada. Os Aprendizes Elementares ainda eram seres sobrenaturais para eles. 

No entanto, o pequeno grupo de Gancho Grosso começou a demonstrar certa hostilidade em relação a Abelle. 

“Todos os magos receberam suas informações. Os cartazes dos professores determinarão se eles aceitarão vocês. Quando um mago se interessar por alguém, ele ou ela enviará um cartaz. Ao pegar o cartaz, você se torna automaticamente o aprendiz do mago”, explicou Abelle. 

“Então cada um de nós tem um cartaz?” Alguém perguntou. 

Abelle balançou a cabeça: “Não. Você não terá um se nenhum mago estiver interessado. Mas não se preocupe, mesmo assim, você ainda terá um tutor. Mas, nesse caso, o tutor é escolhido aleatoriamente, então você nunca sabe para onde irá”. 

Abelle fez uma pausa por um momento antes de continuar: “Existem alguns magos que preferem fazer pesquisas sozinhos e odeiam aprendizes. Será muito ruim se você for designado para uma dessas pessoas.” 

“Na minha turma, havia cerca de 30 talentos que não receberam posters, e vários foram enviados para esses magos. Ouvi dizer que eles foram transformados em fertilizantes para flores e dormiram debaixo da terra para sempre alguns dias depois. Então, você sabe… você precisa de um pouco de sorte”, disse Abelle. 

Ela percebeu que todos estavam demonstrando medo agora, então rapidamente acrescentou: “É claro que, se tiverem sorte, poderão estudar com um mago poderoso e gentil, e seu caminho no futuro será muito mais tranquilo”. 

Logo, eles chegaram ao destino. 

“É aqui que distribuímos os recursos. No entanto, este lugar é só para magos. Todos os magos podem vir aqui todos os meses para receber sua mesada. Também podemos adquirir certos recursos aqui, como materiais raros. Se algum de vocês tiver cristais mágicos sobrando, pode comprá-los aqui mesmo”, explicou Abelle. 

Ela olhou para os lados. Depois de se certificar de que ninguém mais estava olhando, baixou a voz: “Dito isso, os preços aqui não são muito bons. Se você realmente precisa de materiais, tente encontrar alguém que os venda em particular. Também há lojas em vilas próximas que são administradas por aprendizes, e elas vendem coisas muito mais baratas.” 

Alguém perguntou: “Você está falando das vilas subterrâneas?” 

Abelle assentiu: “Sim. Você aprenderá esses truques depois de passar um tempo e se acostumar com este lugar. Agora vá dar uma olhada nos cartazes dos seus professores!” 

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