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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 6 – Capítulo 49

Para Você, Cópia Fajuta

Gradualmente, ele se tornava ciente do formigamento que vinha de seu braço. Lenta porém constantemente os arranhões feitos por Meili em seus últimos suspiros estavam se fechando. Dando-se conta de que estava sendo curado, Subaru desviou o olhar de seu pulso.

Subaru: “…Bem, esta sala realmente cumpre o que promete.”

Seus companheiros o disseram que o espírito que reside neste quarto cheio de heras era capaz de curar feridas. Subaru, que ainda não havia tido a experiência de visitá-lo com algum tipo de machucado, duvidara de quão eficiente seria. Enquanto saboreava a sensação de suas feridas sendo curadas, ele estava reconsiderando pois tinha suspeitado desnecessariamente.

Meili:『Mesmo sendo a minha mensagem final, o Onii-san a~inda está sendo malvado.』

Subaru: ”――――”

Meili:『Mas, o julgamento da Beatrice-chan foi bem útil, não~foi? Graças a ela, a evidência que estava no seu pulso desa~pareceu.』

A sombra de uma garotinha que não parava de falar dentro de sua mente o atormentava. Essas palavras se misturavam com seus pensamentos, a ponto de que era impossível diferenciar o que era seu e o que era dela.

Ele não sabia se esta sombra ocorria porque ela se tornou parte dele, ou se o fantasma de Meili o estava assombrando depois da leitura do 『Livro dos Mortos』dela.

(Nota do TR (ENG): Ilusão seria um termo mais apropriado do que sombra, entretanto “sombra” soa mais legal e ainda carrega uma nuance ilusória.)

Por qualquer razão que fosse, ele não deveria prestar atenção naquilo que a garota dizia. Ele não deveria ouvi-la. Apenas divagar sobre isso o deixou incomodado.

Assim, Subaru conscientemente fechou sua mente para o som dessas alucinações incessantes. Porém, quanto mais Subaru tentava se isolar em sua própria bolha, mais alto e tagarela a ilusão ficava, tornando-se mais travessa ao caçoar de Subaru. A coisa mais irritante era…

Meili:『Agorinha, você não tem a Beatrice-chan no seu lado mais, não~é? Já que não tem ninguém no seu caminho, por que você não se livra da menin~a que está dormindo?』

Subaru: “…ick”

Meili:『Hehe… Para de fazer essa cara de choro. Eu sei que você tá tentando me ignorar, mas você não pode, ah, o Onii-san é uma pessoa tão adorável!』

A voz da garotinha, que não vinha de nenhuma presença corpórea, era ouvida por Subaru como um cochicho ao ouvido. Se ele fechasse os olhos, pareceria que a garota estava gentilmente em cima de suas costas, soltando doces palavras nos ouvidos dele, estas acompanhadas de um olhar delicado. Era quase como se ele pudesse vê-la como uma alucinação.

Rem havia sido levada para o quarto do espírito para descansar, e mais um vez Subaru foi apresentado com a mesma escolha de quando ele segurou o 『Livro dos Mortos』…

Beatrice havia se retirado da sala do espírito para contar a Emilia e aos outros que Subaru saíra da biblioteca de Taygeta e que ela o havia trazido para este quarto. Neste momento, Subaru conseguira um pouco de tempo sozinho, no qual ninguém deveria ser capaz de ver o que ele fazia. E, bem na frente dele, estava uma garota desacordada e deitada em uma cama de vinhas parecendo uma oferenda para ele… Completamente sozinha…

Subaru: “…Rem”

Mesmo se ele falasse o nome da garota em coma em voz alta, nenhuma emoção gera energia em Subaru. Ele não tinha nenhuma memória sobre ela, apenas sabia o nome dela. Tudo o que ele sabia era que ela era a irmã gêmea de Ram e uma dos companheiros de Emilia, e que eles vieram para esta torre a fim de achar um meio de acordá-la de seu longo sono.

Mas ele queria saber mais…

Meili:『A oportunidade tá aí. Ou você faz ou não.』

A tentação da doce garota relembrou Subaru, querendo ele ou não, do plano do 『Livro dos Mortos』. Mesmo que agora estivesse em sono profundo, ela com certeza deve ter tido algum tipo de relação com Subaru quando consciente. Pegando

emprestado os poderes do『Livro dos Mortos』, ele poderia descobrir que tipo de relação e sentimentos ela nutria por Subaru…

Além disso, ele seria capaz de tomar a vida dessa garota em coma com muita mais facilidade que a de Meili. Ele poderia facilmente sufocá-la com um pano úmido…

Ele deveria fazê-lo rapidamente, rapidamente, rapidamente, rapidamente, rapidamente…

Subaru: “… Eu estou sendo idiota? Sim, defitivamente eu estou sendo idiota…”

Reprimindo a sensação de impaciência que transbordava de seu braço, Subaru repensou sua ideia estúpida. Realizar algo assim, de súbito, não seria bom. Ele precisava de um plano.

Matar era o método. Subaru desejava descobrir o que todos realmente pensavam sobre ele. Então, para alcançar tal resultado, era um bom momento para articular como o faria e começar a matança.

Mesmo na biblioteca Taygeta, ele não havia feito assim?

De qualquer forma, se decidisse seguir com o plano do『Livro dos Mortos』, ele precisaria escolher a ordem dos assassinatos com cuidado.

Subaru: “Julius, Emilia, Shaula, Ram, Eridna, Beatrice, Rem…”

Contando com os dedos, Subaru listou as pessoas que ainda estavam na torre, excluindo Meili ― mais precisamente, listou a ordem em que gostaria de ver os 『Livro dos Mortos』. Essa ordem deveria enumerar quem era mais provável de se tornar um obstáculo na execução do plano do 『Livro dos Mortos』. Por outro lado, caso ele não seguisse essa lista à risca e se apressasse agindo sem pensar, não funcionaria. Ele não queria estragar tudo.

Meili:『Senão você vai perder a oportunidade de matá-los. Que horripilante』Subaru: “――――”

Ele permaneceu em silêncio perante a sombra falante. Ela passava uma forte impressão de sentir desgosto em relação a ele. No entanto, mesmo que ele tentasse falar com ela, seu comportamento não mudaria. Ficaria o mesmo.

Subaru não queria necessariamente matar Emilia e companhia. Ainda assim, se tivesse de matá-los, ele queria o fazer uma vez. Apenas uma vez, só uma vez já estava ótimo. E apenas se ele tivesse um plano.

Subaru: “――――”

E então, com isso em mente, Subaru suspirou enquanto era fitado por olhos dourados. Esse olhar vinha da figura que estava do lado da garota adormecida neste quarto ― o dragão negro fêmea, Patrasche.

Preocupação e melancolia transpareciam no olhar de Patrasche, a qual observava a figura exausta de Subaru. Ela provavelmente teria descoberto que, antes de deixar este lugar, Beatrice dissera algo como: “Fique de olho em Subaru por mim”.

Enquanto os olhos de Patrasche estivessem sobre ele, não importava o quão frustrado ficasse, ele não seria capaz de cometer qualquer ato de violência contra a garota adormecida. Com relação a isso, ele gostaria de agradecer a Patrasche por fazê-lo não tomar uma decisão tão prematura.

Contudo, depois de ler o 『Livro dos Mortos』, Subaru estava se tornando incapaz de confiar em qualquer um, até mesmo em Patrasche, por quem ele nutria grande afeto.

Subaru: “… Eu me pergunto… tudo está de acordo com seu plano,『Subaru Natsuki』?”

Ele queria acreditar neles. Quanto mais pensava sobre a verdadeira intenção deles, mais Subaru Natsuki se isolava em um mundo diferente no qual não havia ninguém para acolhê-lo. Não era isso claramente culpa do jogo criado pelo maligno『Subaru Natsuki』?

Subaru: “――――”

Pouco a pouco, os arranhões produzidos por Meili foram desaparecendo. Enquanto experienciava a sensação de dor desaparecer, Subaru arregaçou as mangas revelando a dolorosa cicatriz esculpida, que exibia『Natsuki Subaru esteve aqui』. Ele passou as unhas sobre o ferimento e percebeu que este também estava sendo curado.

Ele não se importava que os arranhões que serviam como prova de seus crimes horríveis estivessem sumindo… Não, não eram seus, ele não era a “si mesmo”

naquele momento. Porém, a mensagem que indicava que o “ele” que não fazia parte de seu “eu”, apenas essa ele não poderia apagar.

Subaru: “Esta mensagem também.”

A ferida marcada em seu braço esquerdo e a do braço direito, ambas foram feitas de maneira similar… Em seu braço negro coberto de manchas pretas, com o qual ele ainda não estava familiarizado, havia uma ferida que a princípio não existia. Ele esculpira essa ferida como se estivesse retribuindo o favor da ferida que havia sido feita em seu braço esquerdo pelo seu outro eu.

――『Quem é você?』Ele marcou essa pergunta séria em seu braço com um machucado.

Subaru: “――――”

E assim, enquanto se machucava sem se importar com o próprio corpo, Subaru, ao mesmo tempo, era incapaz de reconhecer algo.

Subaru: “…hgh”

O fato de que Patrasche encarava com pena a ferida deixada no braço de Subaru, esta como resultado da automutilação dele.

Mesmo se os arranhões deixados por Meili desaparecessem, se eles olhassem para as mãos de Meili, seria claro que ela tinha morrido lutando contra o agressor que a havia matado. A lógica de pensar que ele escondera o assassinato de Meili de todos foi baseada inteiramente em sua limpeza terrivelmente desleixada.

Era necessária apenas uma engrenagem parar de rodar para que tudo se acabasse. Ele se sentia como uma marionete, sendo controlado do topo da torre, de um lado para o outro, andando em gelo fino e ignorando as raízes de seus problemas. Um incrível palhaço tentando manter o equilíbrio… era o que Subaru tinha se tornado.

No entanto, a linda performance deste palhaço finalmente teria as cortinas fechadas sem obstáculos para impedi-lo. Isso porque…

Felizmente para ele, o corpo de Meili Portroute『Não foi encontrado』em lugar algum.


Subaru: “――――”

A atmosfera que pairava ao redor da mesa de jantar estava terrivelmente pesada enquanto trocavam olhares entre si. Isso devido às circunstâncias perigosas em que eles se encontravam; metade deles havia reconhecido que a busca desesperada pelo corpo de Meili não trouxera resultados e que já era tarde demais…

Por mais que estivessem em menor número de pessoas e não pudessem se denominar “Esquadrão de busca”, eles tiveram de se separar e se mobilizar em grupos menores para procurá-la. Como resultado, gastaram quase metade de um dia procurando-a sem nem sequer achar pista alguma. O sentimento de que o esforço foi em vão cresceu, era compreensível que muitos deles estivessem sob grandes níveis de estresse.

Ram: “Tudo tem dado errado desde que chegamos a esta torre, hã?”

Subaru: “…Não precisa dizer isso, mesmo sendo o que todos estão pensando.”

Enquanto comia seu jantar, que consistia em pão seco, ele murmurou isso encarando Ram, com um sentimento crescente de desânimo. Recebendo o protesto de Subaru, Ram encolheu seus ombros, e um olhar apático decorou a face dela. Até mesmo ela, que sempre mantinha um ar calmo e contido, neste momento expressava uma aura de fatiga. E não era apenas Ram, todos se encontravam no mesmo estado que ela.

Emilia: “Até agora… eu primeiro fui perguntar sobre ela ao Reid, mas ele disse que não a viu. Ele disse que desde ontem ninguém tinha ido até lá e estava ficando entediado… Eu não acho que ele esteja mentindo. Já que a Meili viu como Reid é, eu duvido que ela tenha foi lá sozinha…”

Beatrice: “É difícil de imaginar que até mesmo um homem arrogante daqueles machucaria um menininha… Porém, eu não posso dizer isso com certeza, por mais assustador que isso seja, eu suponho. Mas, a Betty concorda com os pensamentos da Emilia, de fato.”

Emilia e Beatrice trocaram ideias sobre o homem de cabelos vermelhos com tapa olho que guardava o segundo andar. Apesar de, na visão de Subaru, aquele homem não ter causado nada além de tormento para ele, Emilia o encarou e escutou mais ou menos de maneira relativamente segura. Parecia que ela tinha conseguido voltar

sem se machucar. Sentindo uma sensação de alívio por conta desse fato, Subaru balançou a cabeça.

Não havia nenhuma razão para ele sentir tamanho alívio, ou melhor, ele não tinha o direito disso considerando o que estava planejando há pouco. Ele nem sabia se tinha o direito de confortá-la…

Eridna: “…Eu posso mencionar algo? Pode parecer cruel, mas eu quero propor uma coisa, e eu estou ciente de que posso acabar deixando vocês bravos por conta disso.”

Botando sua tigela de sopa na mesa, Eridna levantou sua mão enquanto terminava sua singela refeição. Enquanto encarava todos à mesa, ela afiou seus olhos turquesa e disse:

Eridna: “A procura pela menina… eu acho que a deveríamos parar por hoje… e amanhã devemos focar em de novo tentar conquistar a torre. Que vocês acham sobre isso?”

Emilia: “…hk!? Nós não vamos fazer isso! O que a Meili pensaria da gente?”

Eridna: “Já é tarde demais, ela não mais é capaz de sentir ou pensar qualquer coisa. Isso foi provado pelo Natsuki-kun ao ler o 『Livro dos Mortos』dela. Eu sou contra continuar as buscas por ela.”

Emilia foi a primeira a se opor à ideia de Eridna, por mais que aquela pudesse muito bem ser considerada a opinião mais lógica e sensata. Entretanto, a expressão de Eridna não se enfraqueceu ao ouvir o contra-argumento puramente emocional de Emilia. Porém, em nome de Emilia, que ficou sem palavras, Beatrice falou:

Beatrice: “Espere, eu suponho. O seu ponto à primeira vista faz sentido, de fato. Mas parece um pouco repentino você mencionar isso. Por qual motivo você quer parar as buscas pela Meili?”

Eridna: “…Foi realmente uma coisa tão estranha de se dizer? Nesta torre, a quantidade de comida que trouxemos é limitada, e quanto mais tempo ficarmos aqui provavelmente mais difícil será para cada um de nós viver aqui. E, se a nossa estadia se estender por muito tempo, possivelmente não seria pertinente pensar que um grupo de busca seria enviado para nos procurar.”

Ram: “Naturalmente. Emilia-Sama e Anastasia-Sama… bem, o que tem dentro dela agora é diferente, mas ambas são candidatas estimadas da seleção real. Ambas não deveriam estar nesta torre no deserto.”

Beatrice e Ram começaram a demonstrar uma atitude morna, que surgiu com a proposta de Eridna. A sugestão, que seguia as regras da racionalidade, serviu de gatilho para opiniões mais frias, tornando a atmosfera da reunião de jantar mais tensa.

Shaula: “Noss~ Isso não é muito divertido. Se vocês vão ficar com esse bate e boca, prefiro que continuem longe do Mestre e de mim. Mas eu não me importo, para miiiiiiim, eu ficaria feliz em construir uma família com o Mestre, só eu e ele. Primeiro uma menina, e daí um menino, e daí outro menino.”

Ele não se deu ao trabalho de responder Shaula, que tinha se esgueirado no assento ao lado dele enquanto ela tagarelava, ignorando a atmosfera tensa ao redor. Ela já havia demonstrado esse tipo de atitude anteriormente, na biblioteca. Shaula pressionara Subaru com uma escolha; que era que ela queria que Subaru respondesse? Se ela referia a Subaru como “Mestre” e o idealizava, então quão longe ela iria por ele?… Quão longe ela iria se ele a ordenasse a algo?

Julius: “Devemos parar de brigar.”

Julius, com um sinal de angústia cravado em seu belo rosto, quebrou o ar tenso no ambiente. Ele colocou seu braço na frente de Eridna e olhou para Beatrice e Ram.

Julius: “Beatrice-sama, Senhorita Ram. Como um membro da chapa dela, eu me desculpo profundamente perante as palavras descuidadas de Eridna. Porém, não entendam mal o que ela tem a dizer. Ela não fez tal proposta apenas com a razão em mente, sem nenhum outro propósito.”

Equidna: “Julius, pare. Aquele discurso foi…”

Julius: “A chapa de Emilia-sama pode ter perdido a garota que nos acompanhou até aqui. Essa dor pode ser sentida. Se possível, devemos ser mais compreensivos nesta situação.”

Vendo os pontos sinceros de Julius, Eridna se privou de falar mais. Julius então virou-se em direção a Beatrice.

Julius: “No momento, o corpo de Anastasia-sama foi quase completamente tomado pelo espírito de Eridna. É verdade que no estado atual dela não temos como trazer a Anastasia-sama de volta… mas temos outros problemas também… Eridna está a cada instante consumindo a Od da Anastasia-sama.”

Emilia: “O Od dela… Então, ele está sendo consumido para ela aparecer? Isso está acontecendo desde que a Anastasia-san ficou incapaz de acordar?”

Julius: “…De fato. Eu imagino que esse seja o motivo da pressa dela em pegar emprestado o conhecimento do『Sábio』ao conquistar a torre.”

O resto deles reagiu em choque ao ouvir o segredo de Eridna ser contado por Julius. O segredo fora revelado por um membro da própria chapa. Encolhendo seus ombros em resposta àqueles que a encaravam, ela disse:

Eridna: “Ah! Não há por que esconder isso. É como o Julius disse. Eu não acho que seja uma boa ideia consumir muito do Od da Ana assim, que nem é tão grande para começo de conversa. Se eu puder, quero retornar esse corpo à Ana o mais rápido possível.”

Emilia: “Mesmo que isso signifique deixar de lado um corpo físico em que você possa ser livre?”

Eridna: “Mesmo se eu pudesse libertar o corpo da Ana, minha própria mente está vinculada a ela contra minha vontade. Eu não sei o quanto você vai acreditar no que estou dizendo, mas…”

Eridna parou por um momento, e então continuou sua fala.

Eridna: “Essencialmente, o receptáculo de alguém deve conter o próprio ser. Mesmo se você pegar emprestado só a parte de fora, se o interior não vier junto, ele cairá em farrapos e vai se tornar anormal… E isso é simplesmente horrível.”

Todos: “…!!”

Baixando seus olhos, as palavras de Eridna não tiveram piedade, como se ela estivesse se amaldiçoando. A história dela tinha tocado profundamente o coração de Subaru enquanto ele a ouvia casualmente.

Se você apenas pegar a parte de fora e o interior não vier junto… Isso realmente perfurou o coração dele.

Eridna: “Enfim, e é por isso que eu quero apressar a conquista da torre. De todo jeito, se vocês não acreditarem no que eu acabei de dizer, vocês podem deixar alguém como a Beatrice fazer alguns testes neste corpo para confirmar. Eu tenho certeza de que ela vai ver quão distorcida eu sou como espírito e quanto Od eu já consumi.”

Eridna deixou na mão dos demais a opção de confirmar a veracidade do que ela dissera, sem notar a confusão que ocorria dentro de Subaru devido às palavras dela.

Após ser mencionada, Beatrice pegou o braço de Eridna e começou a sondar o que em princípio era o corpo de Anastasia. Pareceu-lhe que as palavras vindas de Eridna eram verdadeiras. E recebendo tal resultado…

Emilia: “…Tudo bem. Eu entendo as circunstâncias complicadas em que a Eridna… e a Anastasia-san estão. Não é surpresa que você queira se apressar e chegar ao topo da torre…”

Eridna: “Eu não sei se isso os acalmará, mas se for verdade o que é contado e o『Sábio』no topo da torre for onisciente, possuidor de sabedoria oculta, então talvez seja possível que ele saiba onde a garota esteja. Quando eu falo assim, eu não sei quão injusto é, contudo…”

Emilia: “Não, não, obrigada. Isso é melhor do que não ter esperança… Você também está preocupada comigo e com a Meili, não está?”

Eridna: “Hmmm. Talvez. Ou talvez seja porque o meu corpo… o da Ana seja muito fofo?”

Eridna, com seu rosto levemente corado, virou-se do olhar de Emilia, a qual parecia pronta para aceitar o que lhe foi dito. Emilia franziu seus olhos ametistas ao ver a reação de Eridna. Respirando profundamente, ela disse mais uma vez:

Emilia: “Eu estou muuuuito preocupada com a Meili. Mas, também entendo o ponto da Eridna. Então, a partir de amanhã, vamos fazer o nosso melhor e chegar logo ao topo da torre. É claro, eu ainda vou procurar pela Meili o máximo que eu conseguir, mas…”

Julius: “Lembre-se de não negligenciar a importância de conquistar a torre, Emilia-sama.”

Emilia: “Eu sei… Às vezes, você tem que pensar por conta própria no que é importante.”

Colocando suas mãos nas bochechas, Emilia castigou a si mesma, e uma forte determinação cresceu em seu interior. Virando-se para trás, ela olhou em direção a Subaru, quem estava observando a conversa como se ele fosse apenas mero espectador. Por um momento, a intensidade do olhar dela o esmagou, mas as palavras com as quais Emilia seguiu sua fala não o machucaram.

Emilia: “Assim está bom para você, Subaru?”

Subaru: “E-Eu acho que tá de boa. Desse jeito a Meili pode descansar em paz… Não, eu acho que a gente deve seguir em frente…Não, não é isso… ah, por que você está perguntando isso pra mim?”

Emilia: “Porque Subaru leu o livro da Meili, mhm? Quando eu vi a reação do Subaru logo depois de ler o livro, eu… Por isso eu acho que quem está mais preocupado com a Meili deve ser o Subaru.”

Emilia o relembrou sobre o『Livro dos Mortos』. Ao ouvir as palavras dela, Subaru segurou a respiração. Não era apenas Emilia que olhava para ele. Beatrice, Ram, Eridna e Julius… Todos estavam olhando para Subaru.

Que tipo de intenção residia naqueles olhares? Ele não conseguia pensar em nenhum palpite. E, sem nem mesmo perceber, os lábios de Subaru se moveram de acordo com o espírito traiçoeiro dentro dele.

Subaru: “Eu com certeza estou preocupado. Mas eu acho que a Meili ia querer que nós seguíssemos em frente.”

Talvez, apenas para que ele pudesse despejar as palavras mais superficiais do mundo.


…No calar da noite, Subaru entrava em ação, tendo finalmente o tempo para agir livremente sem ninguém interferir.

Subaru: “――――”

Depois de o grupo trocar ideias de como ultrapassar o teste do segundo andar e depois de estabelecerem o plano para o dia seguinte, a reunião na mesa de jantar terminou. Eles então foram se preparar para dormir. Foi uma noite em que problemas inesperados ocorreram com um de seus companheiros. Assim, eles recomendaram que pusessem todas as camas juntas em um quarto e dormissem juntos. Então, de forma improvisada, eles se juntaram em um quarto e fizeram uma cortina improvisada usando cobertores para dividir a ala feminina da masculina.

No entanto, Subaru insistiu em dormir na Sala do Espírito.

Os efeitos por ter lido o『Livro dos Mortos』foi sua desculpa principal. Após todos presenciarem o que ocorreu com Subaru depois de terminar a leitura do 『Livro dos Mortos』, ninguém tentou argumentar contra ele. É claro que Beatrice mostrou uma reprovação particularmente forte sobre o fato de Subaru dormir sozinho, mas a Sala do Espírito tinha uma capacidade limite fixa. Doente de preocupação, a voz de Subaru tremeu, mas Beatrice teve que retirar sua oposição com relação a isso.

Em vez de ter sido fruto da atuação de Subaru, provavelmente foi seu rosto terrivelmente pálido que os influenciou. Honestamente, foi um milagre que ele não tivesse desmaiado, pois ele estava ciente de seu estado terrível.

Meili: 『‘Acho que a Meili ia querer que nós seguíssemos em frente’… Você é um baita de um ator, hein?』

Subaru: “――――”

Meili:『Hehe, Não fica bravinh~o. Não é sarcasmo. Eu realmente acho isso, e eu te dou os parabéns por iss~o.』

Ele achou que ela estava surpreendentemente quieta durante a reunião no jantar. Ele se perguntava se tinha algo haver com a mentira descarada que ele contou, no fim das contas.

Mesmo se ele se recusasse a ouvir esta alucinação perturbadora, bloquear as orelhas não tinha efeito algum. A voz doce ainda lhe causava desconforto como se fosse o barulho agudo de alguém riscando um quadro negro com as unhas.

Meili:『H~mm, então, esta noite você vai dar um jeito na cabeça da Onee-san de cabelos azuis?』

Subaru: “――――”

Subaru esperara o anoitecer para entrar em ação, e a sombra dela o continuava relembrando da existência da bela adormecida em seu quarto. Para a insistente tentação da ilusão, a resposta de Subaru ainda era a mesma:

Subaru: “Ainda não é a vez dela.”

Falando isso, Subaru saiu da sala sem nem sequer olhar para o rosto da bela adormecida. Naquele momento, seus olhos se encontraram com os de Patrasche, a qual tinha suas pálpebras levemente abertas. Ao notá-la, Subaru trouxe os dedos aos lábios, produzindo um gesto de “Shhh”, que significava que ela deveria guardar segredo. Ele não sabia quanto de suas intenções foram transmitidas para sua companheira reptiliana, mas sentia que Patrasche era mais inteligente que criaturas como cães e cavalos. Sendo ou não, seria ótimo se ela permanecesse em silêncio.

Subaru: “――――”

Ele decidiu agir na calada da noite para assegurar-se de que ficaria sozinho, mas a razão para isso não era tirar a vida de seus companheiros enquanto eles dormiam e colocar o plano dos『Livro dos Mortos』em ação.

Decerto, ele tinha cuidadosamente considerado essa tática também. Com as habilidades de Subaru, seria melhor se esse plano fosse realizado usando ataques surpresas, e podia-se dizer que a hora do sono seria a hora perfeita para tal. Porém, ainda era muito cedo. Era um último recurso, um ato que iria contra a humanidade, um ato que ele não deveria fazer senão quando forçado.

Se era assim, então por qual motivo Subaru estava agindo tão tarde na noite? Era porque…

Meili:『…Sobre o meu corpo, o que você vai fazer com ele?』

Percebendo aonde Subaru ia, a voz da garotinha, como se estivesse logo atrás dele, fez essa pergunta. Subaru não a respondeu, mas a direção na qual ele estava seguindo já era uma resposta suficiente… Subaru estava agindo para livrar-se do corpo de Meili, o qual estava escondido.

Subaru: “――――”

Chamar isso de uma história ridícula ou situação de extrema sorte ou qualquer outra coisa; fosse como fosse, ele não tinha outra escolha. Pois Emilia e os outros não

terem encontrado o corpo de Meili deveria ser chamado não de plano de Deus mas sim de uma conspiração do diabo.

Pensando novamente nisso, nessa situação, o encobrimento feito por ele daquela situação abrupta era cheio de falhas bem visíveis, a ponto de ele próprio querer se amaldiçoar pela própria estupidez. Entretanto, de modo inesperado, o corpo dela não fora encontrado. Isso o tinha salvado. E, a partir de amanhã, enquanto eles se esforçassem para conquistar a torre, não seria estranho se algum deles topasse com o corpo de Meili.

No mínimo, ele esperava que Emilia continuasse a procurá-la. Vendo que ela era uma garota sem problemas próprios, o coração dela não desistiria até que a situação fosse resolvida. Era bem fácil imaginar que ela continuaria a procurar pela garota.

Por conta disso, Subaru teria de manter a calma. Se não o pudesse, ele não seria capaz de preparar o terreno para seu sucesso. A menos que preparasse o terreno, ele não seria capaz de construir um castelo sobre ele. Logo, Subaru não seria capaz de alcançar o futuro ao qual almejava.

Para a paz de Natsuki Subaru, a existência de Meili Portroute era um obstáculo.

Meili:『Eu acho que meio que parece que você tá… ainda mais inquieto agora por dentro. 』

Ele não daria ouvidos a ela. Ela acabara de tornar sua afirmação clara, que entraria no caminho dele. E ele se recusava a deixar isso acontecer.

Enquanto Subaru andava pela torre silenciosamente à noite, certificando-se de não chamar nenhuma atenção desnecessária, ele chegou à sala em que tinha escondido o corpo de Meilli. Embora todas as salas nesta área fossem muito parecidas, esta sala possuía uma descoloração nas pedras perto da entrada, tornando-a bem fácil de distinguir-se das outras.

Subaru: “Honestamente, isso vai ser uma má memória…”

Levar o corpo para fora da torre e enterrá-lo no deserto seria a melhor opção. Do contrário, ela começaria a se decompor se fosse deixada por mais alguns dias dentro da construção. E apesar de a temperatura não ser muito alta ou muito baixa, não se pode esperar que um corpo, após suas funções biológicas cessarem, evite o apodrecimento.

Realmente, se ele não quisesse nunca mais vê-lo, o melhor seria levar o corpo para bem longe da torre e, não importando quanto doloroso fosse, dá-lo de alimento para os Majuus vagando lá fora. No entanto, ele imaginou como isso pesaria em seu coração. Independente da coisa em si, era uma decisão impossível.

Subaru: “――――”

Na parte de trás da sala escura, estava um pedaço quadrado de pedra. Do lado oposto, o cadáver estava escondido. Você não poderia ignorá-lo se conscientemente olhasse para ele. O corpo foi escondido de maneira terrivelmente infantil. E, enquanto se sentia patético por perder a cabeça, Subaru dava a volta na pedra.

Ali estavam os restos mortais de Meili de aproximadamente um dia e meio de idade…

Subaru: “…Huh?”

Sem sequer pensar, ele deixou a voz escapar. Sua cabeça se negava a entender a visão à frente.

Do outro lado da pedra, não havia absolutamente nada. Ele tinha certeza de que havia arrumara o corpo da garotinha, fechado as pálpebras dela e cruzando os braços dela sobre o peito. Desde os hematomas até o corpo da garota… eles não podiam ser encontrados em parte alguma.

Subaru: “Por quê… Eu tinha certeza… de que eu deixei aqui…”

Era para estar ali. Ter errado a sala não era uma possibilidade. Ele não cometeu um erro tão básico quanto esse. Ele não cometeu. Então se ele não errou, onde estava o corpo que era para estar lá?

… Onde os restos de Meili Portroute estavam?

???: “Pelo que você está procurando tão tarde na noite, Barusu?”

Subaru: “…gup!?”

Surpreso, com a voz vinda de trás dele fazendo seu corpo se enrijecer, Subaru se virou com medo.

Parada, dentro do campo de visão dele, na entrada da sala não tão pequena, havia uma única silhueta.

Cabelos curtos cor-de-rosa, olhos carmesim-claros. Com os braços cruzados, sua feição imponente, porém encantadora, olhava em direção a ele com frieza no olhar. Com aquela sensação incomum em seu peito, enquanto olhava para um Subaru petrificado, a garota — Ram — encontrou com os olhos de Subaru e, com tom de voz absolutamente sem calor, disse:

Ram: “Ou eu deveria te chamar de farsante. Uma cópia fajuta do Barusu… de Subaru Natsuki.”

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