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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 5 – Capítulo 78

As Ondulações Restantes na Cidade das Comportas

Reinhard: “Ah, Subaru. Estou de volta. Graças a Deus não sentimos a falta um do outro.”

Subaru: “Reinhard? Que rápido, você acabou de sair.”

Quando Subaru e os outros voltaram ao abrigo depois de buscar Julius, acabaram encontrando Reinhard, que acabou de retornar ao mesmo abrigo.

Subaru deu uma resposta surpresa com seu trabalho rápido, e Reinhard, que havia levantado levemente a mão enquanto caminhava em direção a eles, repentinamente franziu a testa. Com um rosto que sentia o horrível comportamento de Subaru e o desconforto nas atitudes um tanto ansiosas dos quatro, ele disse:

Reinhard: “Qual é o problema, Subaru… Há algo de errado?”

Subaru: “Definitivamente há algo errado… mas, é difícil escolher as palavras corretas para falar. Mas há algo que eu quero que você confirme também.”

Reinhard: “Se eu puder ajudar em alguma coisa, você pode pedir o que quiser. O que é?”

A resposta de Reinhard à pergunta de Subaru, o qual havia mudado o tom de voz, foi sincera como sempre. É por isso que Subaru queria confiar em seu “extraordinário” como ele havia feito até agora, desde sua batalha contra a Caçadora de Entranhas, até a batalha contra a Ganância.

No entanto, essa linha de pensamento de alcançar a salvação através dessa graça divina era…

Subaru: “… Você sabe alguma coisa sobre o cara que está agora ao meu lado?”

Reinhard: “… Você não se refere a Beatrice-sama, certo?”

Reinhard disse isso enquanto olhava para a menina de vestido que se alinhava ao lado de Subaru. Subaru, em silêncio, não respondeu às palavras de Reinhard.

Ele apenas continuou olhando para o Santo da Espada, rezando para que a resposta que ele desejava fosse respondida.

Para o fervor daquele olhar, Reinhard olhou para a outra pessoa que estava ao lado de Subaru e estreitou levemente os olhos como se estivesse pensando. Contudo…

Reinhard: “Minhas desculpas, ele é alguém que não conheço. A julgar pelo seu aspecto e aparência, acho que ele foi um dos indivíduos valorosos nesta batalha.”

“––”

As bochechas de Julius enrijeceram diante da resposta de Reinhard.

Os dois deveriam ser amigos íntimos que eram companheiros da ordem dos Guardas Reais. Com o seu “nome” agora inutilizado, aquela conexão de amizade também acabou sendo rompida.

Julius baixou os olhos tristemente ao ouvir essa cruel realidade, e olhando para ele de lado, Subaru também se sentiu abalado.

O Santo da Espada, como o mais forte do reino, era o espadachim mais habilidoso, tendo destruído até mesmo o Culto da Bruxa.

Nem mesmo Reinhard van Astrea conseguiu escapar da influência da autoridade da Gula.

Ter pensado que isso seria possível, se fosse Reinhard, talvez tenha sido apenas um desejo infundado.

Esse desejo foi cruelmente quebrado e apenas confirmou sua própria superficialidade.

Reinhard: “Minhas desculpas, não sei o motivo, mas parece que não fui capaz de atingir suas expectativas.”          

Julius: “… Ah, nós que devemos dizer isso. Do seu ponto de vista, essa pergunta deve ter parecido uma acusação. Somos nós que devemos nos desculpar por presumir tal consideração.”

Quem assumiu a responsabilidade em responder ao pedido de desculpas de Reinhard foi o próprio Julius

Ele escondeu o choque de ser tratado como um estranho por um amigo. Ele olhou ao redor do abrigo enquanto se cobria com palavras calmas. E então…

Julius: “Parece que está quase na hora de as pessoas importantes se reunirem. É hora de começar a conferência que inclui o que devemos fazer a seguir.”

Reinhard: “… Eu entendo. Você quer dizer que lá vamos falar sobre você também, correto?”

Adivinhando as intenções por trás das palavras de Julius, Reinhard ergueu o queixo. Na verdade, os valorosos indivíduos da batalha defensiva que ocorreu… os envolvidos na Seleção Real, junto com os Oficiais da Cidade, estavam começando a se reunir dentro do abrigo.

E então, uma jovem vestida de kimono saiu de dentro daquele mesmo abrigo.

Anastasia: “Hmm, parece que eles já se reuniram antes mesmo da gente pedir. Que conveniente.”

Anastasia, que terminou de olhar ao redor, disse isso com um sorriso enquanto mexia em seu cachecol, Echidna.

De dentro do abrigo circundante –— em seu campo de visão, ela obviamente deve ter visto a figura de Julius parado ao lado de Subaru, mas não parecia que ela iria chamá-lo.

Anastasia: “Parece que contando com a Emilia-sama, vocês e a Felt-san todos ‘tamos quase reunidos. Se a Priscilla-san vier logo em seguida, acho que já poderemos começar a conferência.”

Anastasia fez sua sugestão enquanto batia palmas.

Ela disse isso com um ar de compostura, sem nem mesmo chamar ou mencionar seu cavaleiro o qual estava refletido no canto de seus olhos.


O local que havia sido designado como sala de conferências no lugar da Prefeitura que foi perdida era um ponto de encontro próximo ao abrigo.

Este ponto de encontro também era um abrigo, mas devido ao seu pobre abastecimento contra inundações, parecia que o abrigo não tinha sido usado durante a turbulência.

Anastasia: “Para começar, deve ser uma boa hora pras pessoas dos outros abrigos começarem a voltar para casas delas, ‘cês não acham? Na verdade, nós também queríamos voltar para a pousada… mas parece que a arrumação ainda não foi concluída.”

Quando se tratava de arrumação, ela se referia à pousada ou às pessoas envolvidas na atual turbulência?

Anastasia provavelmente tinha feito aquele comentário para que pudesse significar qualquer um, para tomar a iniciativa entre aqueles que se reuniram no local da reunião.

Anastasia: “Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todo mundo por seu longo trabalho árduo. Felizmente, a quantidade de danos que a grande ofensiva do Culto da Bruxa causou foi extremamente baixa… incluindo tanto as pessoas que estão aqui quanto as que não estão, é o que eu imagino. Foi uma batalha sem igual.”

Os presentes na conferência: “———”

Anastasia: “Mesmo sem esses rostos sombrios, eu também entendo. O dano foi baixo, mas seus rostos dizem que vocês não se convenceram apenas com essas palavras.”

Os olhares daqueles rostos silenciosos desavisados ​​ficaram mais duros com as palavras de Anastasia, a qual em alguns aspectos parecia despreocupada. Com isso, Anastasia encolheu os ombros e olhou ao redor da sala.

No local do encontro, não só estavam os membros originais que haviam travado a batalha pela defesa da cidade, mas também os demais colaboradores que se envolveram.

Da chapa de Emilia, vieram Emilia, Subaru e Beatrice. Garfiel e Otto estavam ausentes devido à gravidade de seus ferimentos.

Da chapa de Felt, estavam Felt, Reinhard e Camberly, cujo rosto estava pálido devido à sua falta de tranquilidade. Gaston e Larkins estavam ausentes devido aos ferimentos e exaustão.

Da chapa de Crusch, o membro mais importante, Crusch, ainda estava descansando na cama. Então Ferris e Wilhelm estavam participando, em vez de sua mestra.

Da chapa de Priscilla, estavam Al e Priscilla, cujo rosto parecia entediado. Ao lado dela estava seu assistente, Schult, são e salvo. Parecia que a segurança de Heinkel havia sido confirmada, mas ele estava ausente.

E da chapa de Anastasia, havia Anastasia, que estava parada no centro como se ela tivesse tomado as rédeas da situação. Também participaram Tivey e Ricardo, este último com ataduras brancas enroladas por todo o corpo. E Julius, que estava sentado longe deles, do lado da chapa de Emilia.

Finalmente, havia Kiritaka, Liliana e os Escamas do Dragão Branco que aderiram à reunião devido ao seu envolvimento.

Eram quase 20 pessoas no total que estavam envolvidas de uma forma ou de outra se reunindo na sala para realizar a conferência pós-guerra da batalha defensiva.

E quem fez a bola rolar e falou uma réplica contra o discurso inicial de Anastasia foi Ferris, com sua atitude instável.

Seus olhos amarelos tremiam de irritação quando ele ergueu a mão…

Ferris: “A pós-conferência é importante… eu entendo. Eu entendo isso, mas gostaria de falar sobre como vamos lidar com o Arcebispo do Pecado. No final, um dos líderes do Culto da Bruxa foi capturado vivo, certo? Há muitas coisas que precisamos perguntar. Eu quero apressar isso.”

Anastasia: “… Bem, eu sabia que o Ferris-san ia dizer isso. A propósito, como está a condição atual da Crusch-san? Houve alguma mudança desde então?”

Ferris: “Posso apenas dizer que ela está estável. Não conseguimos obter nenhuma informação da Luxúria, então agora ela está recuperando sua força com minha magia de cura e contando com sua própria força de vontade. Por um momento, os sintomas dela foram um pouco aliviados graças à ajuda do Subaru-kun, mas…”

Sendo encarado com o canto dos olhos pelo frustrado Ferris, Subaru fixou seu olhar em sua própria mão. Uma parte de seu braço havia ficado preto e estava em um estado onde ficava exposto um aspecto impróprio de uma queimadura ou marca de nascença.

Uma mudança semelhante ocorreu na coxa direita de Subaru, que estava coberta por suas calças. Subaru não sentia nenhuma dor ou sensação de qualquer coisa estranha nele, mas não era assim com Crusch. A remoção daquilo que definitivamente estava consumindo suas forças era uma questão da mais alta prioridade para salvar sua vida.

Além disso, também era bastante difícil para uma mulher suportar aquelas veias negras na pele. O fato de uma bela mulher como Crusch ter sido afetada a fez se destacar ainda mais dolorosamente.

Anastasia: “Para falar com franqueza, não concordo em manter o Arcebispo do Pecado vivo. Essa coisa é um ser que só traz problemas. Se for possível, matá-los às pressas seria definitivamente o melhor a se fazer.”

Ferris: “Mas aí nossas pistas desapareceriam!”

Enquanto Subaru se preocupava com as veias pretas em seu braço, a discussão entre Anastasia e Ferris estava chegando a um ponto de ebulição.

Em relação ao tratamento do Arcebispo do Pecado capturado… Sirius, Ferris teimosamente balançou a cabeça para Anastasia, a qual sugeriu sua execução. Era natural do seu ponto de vista.

No entanto, Anastasia apenas balançou a cabeça para Ferris, o qual estava se empolgando.

Anastasia: “Acho que o que aconteceu com Crusch-san é realmente uma pena. Mas, esses são assuntos diferentes. Além disso, que a Ira talvez até saiba alguma coisa sobre Luxúria… Não, eu não acho que ela saiba algo a longo prazo. Pra mim, parece muito improvável que o Culto da Bruxa estivesse cooperando entre si.”

Ferris: “Se eles não estão conectados, então por quê!? Por que algo como o que ocorreu hoje aconteceu!? Todos os Arcebispos do Pecado se reuniram e vieram atacar a cidade, e mesmo assim, você acha que eles não estão cooperando!?”

Anastasia: “Claro, mesmo eu não tô dizendo que suas ações se sobrepuseram por acaso. Mas, os objetivos deles, tempos de retirada e dispersão não combinam, seria um pouco estranho chamar isso de cooperação…o Culto da Bruxa não tem nenhuma consciência de coisas como cooperação.”

Ferris: “Isso é apenas uma dedução, certo!?”

Erguendo a voz, Ferris negou completamente as palavras de Anastasia. Parecia que Anastasia também havia percebido que sua sugestão era difícil de se aceitar, e não parecia que ela iria refutar o que havia sido negado pelo argumento sentimental de Ferris.

Então, Subaru lentamente levantou a mão.

Subaru: “Posso dizer uma coisa? Eu também tenho uma opinião, mas, no mínimo, uma opinião próxima da de Ferris. Não acho que seja inútil obter informações da Ira.”

Ferris: “… O que você quer dizer?”

Subaru: “Não é uma história da qual me orgulho, mas agora há pouco, pude falar com a Ira e por um curto período de tempo, lá eu pude ouvir um pouco sobre a Gula. Mesmo que fosse apenas sobre a duração, profundidade e proximidade de seu relacionamento, é muito precipitado dizer que não podemos obter nenhuma informação deles.”

Na verdade, a Ira lançou algumas palavras semelhantes a um aviso para Subaru sobre a Gula.

Graças a isso, Subaru percebeu a possibilidade de que a Gula poderia ter vários indivíduos e por conta disso acabou não se esquecendo da presença de Julius quando ele tentou se afastar do abrigo. Era algo que ele não conseguia ignorar.

No entanto, dentro dos verdadeiros sentimentos de Subaru, parte dele também concordou com Anastasia.

Subaru: “Mas, deixando de lado se podemos ou não os usar como fonte de informação, também tenho um mau pressentimento em relação a mantê-los presos… embora todos os Arcebispos do Pecado sejam assim.”

Agora, para que eles pudessem participar da conferência, a função de guarda que foi dada a Al para observar Sirius foi confiada aos Escamas do Dragão Branco.

Ela estava em uma condição na qual estava acorrentada no quartel e até mesmo amordaçada para que fosse impedida de falar. Eles foram instruídos a se revezar para manter a segurança, já que seus corações tinham o potencial de serem manipulados caso ficassem perto dela por tempo demais. Nada deveria acontecer durante esta conferência, mas sua ansiedade era interminável.

Subaru: “É necessário sentir essa ansiedade quando eles são capturados vivos. Não posso tomar uma decisão incondicional sobre o que fazer a respeito disso.”

Ferris: “De que lado você está…!?”

Ferris apontou seus olhos, os quais estavam cheios de ódio, para Subaru. Subaru fez uma careta com o calor de seu olhar e disse:

Subaru: “Não estou escolhendo um lado. Honestamente, acho que vocês dois estão certos… na pior das hipóteses, farei algo sobre as veias pretas no corpo de Crusch-san usando as partes do meu corpo que não ficaram pretas, se isso resolver o problema, então eu acho que isso não será mais um problema.”

Ferris: “… Ah.”

Emilia: “Subaru.”

O próprio julgamento de Subaru foi uma conclusão bastante extrema em relação às veias negras de Crusch. Ao ouvir essas palavras, o rosto de Ferris ficou pasmo e Emilia olhou para ele com olhos de repreensão.

Todos os outros também se viraram para olhar para ele com expressões de choque junto com emoções complexas em seus olhares.

Emilia: “Eu também ouvi falar sobre isso, mas é apenas como último recurso, certo? No momento não sabemos o que vai acontecer mesmo que não seja nada, mas agir como se isso fosse normal é…”

Subaru: “Bem, nem mesmo eu quero colocar aquela tinta aparentemente prejudicial à saúde no meu corpo para me divertir. Mas temos um precedente para a Crusch-san que aliviou um pouco seus sintomas.”

Emilia: “––”

Subaru: “O que quero dizer é: não se apressem em tirar conclusões. Eu entendo o sentimento de impaciência, mas mesmo que minha bunda e minhas costas fiquem pretas, já que estão fora de vista, não reluto em ajudar. É sobre isso que estou falando.”

Apesar de existir uma maneira capaz fazer alguma coisa, deixar isso passar devido a sua própria fofura o deixaria com péssimo gosto na boca.

Crusch era um benfeitor valioso para Subaru e, mais importante, havia uma maneira de ajudá-la sem ser necessário envolver a vida dele, nem a de qualquer outra pessoa. Ele tentaria ajudar o tanto quanto pudesse se fosse algo como escurecer sua própria pele que estava fora da linha de visão dos outros.

Wilhelm: “Ferris, sente-se. Por enquanto, o Subaru-dono está certo.”

Ferris: “… Eu sei. Eu realmente sei…”

Quem puxou a manga de Ferris, o qual ficou sem palavras, e o fez se acalmar, foi Wilhelm. Ferris olhou para baixo e tentou dizer algo para Subaru, mas no final acabou sentando-se sem dizer nada.

Subaru soltou um suspiro ao ver seu estado; o clima tenso na sala de reunião voltou ao normal. Mesmo assim, a situação de antes ainda continuava.

Anastasia: “Em qualquer caso, eu entendo que as opiniões de todo mundo em relação ao tratamento com o Arcebispo do Pecado estão divididas. É preocupante mantê-los vivos, e até mesmo os meus limites e os instintos de Natsuki-kun estão transparecendo… Na verdade, se elas os tivessem matado em vez de capturá-lo, nossa conversa já teria acabado ainda mais rápido.

Priscilla: “… Quê, Esse discurso inútil já acabou? Não importa o quanto tu olhes para mim, nenhuma recompensa será dada a um show que carece de valor. Cesse esse olhar mendigo imediatamente.”

Priscilla respondeu com um bocejo ao olhar zombeteiro de Anastasia.

Essa resposta equivocada era a prova de que Priscilla não tinha ouvido a conversa direito até agora. Sua participação nesta conferência também deve ter sido algum tipo de capricho por parte dela.

Anastasia: “Não fale tão maliciosamente. Embora essa atitude seja inadequada pra alguém que capturou alguém vivo do Culto da Bruxa, por que você os capturou? O que levou a essa reviravolta bizarra de eventos?”

Priscilla: “Como se eu soubesse se ela viveria ou morreria. Quando dei o golpe final, a Espada Yang turvou e sua agudeza desapareceu. Assim, ela sobreviveu. Quem a arrastou para fora do canal de água foi um da ralé que drenava a água em busca da cantora. Não há nada a ver com a minha pessoa.”

Anastasia: “Não te incomoda o fato de que aquele que você tentou matar não morreu?”

Priscilla: “O contrário. A minha pessoa empunhou a espada apenas para matar. Se ela não morreu por isso, então eu mesma não tenho intenção de matá-la novamente. Embora ela não tenha morrido pelas minhas mãos, parece ser ainda mais conveniente no que diz respeito a mim.”

Anastasia: “Haa, eu não entendo, mas tudo bem.”

Anastasia parecia ter desistido de tentar entender Priscilla, que como sempre havia elaborado sua teoria enigmática. Subaru também não sabia suas intenções, mas o pensamento de Priscilla provavelmente não foi compreendido por ninguém.

Era duvidoso se até mesmo Al e Schult, que estavam ao lado dela, entendiam bem ou mal.

Reinhard: “Pelo menos, eu sou contra julgar a Ira neste lugar. Eu quero respeitar os sentimentos de Ferris, é claro, e também é uma oportunidade única para o reino. Além de mantê-los estritamente vigiados, acho que devemos nos esforçar para conseguir tirar o que eles sabem.”

Felt: “Acho que é melhor matá-los. Só de lembrar daqueles Arcebispos do Pecado me dá enjoo, não acho que eles diriam algo que metade faça sentido. É melhor matá-los antes de serem levados para algo problemático, para que eles não causem problemas no futuro, provavelmente.”

Reinhard: “Felt-sama…”

Felt: “Para sua informação, não tô dizendo isso para te irritar agora.”

E, vindo de um lugar diferente, as opiniões se dividiram entre patrão e servo.

Reinhard, que havia defendido que eles deveriam manter a Ira vivo, e Felt, que negou isso. Embora, a opinião de Felt não fosse bem fundamentada.

Ela própria não parecia pensar que sua opinião seria aceita. No final, a Ira seria entregue sob custódia para o Reino, acabaria assim.

Reinhard: “Serei o único responsável por escoltar a Ira até a Capital Real. Caso ela esteja tramando alguma coisa, eu seria a pessoa mais capaz de lidar com isso. E na pior das hipóteses, existe a eventualidade de que uma condenação também precise ser executada.”

Anastasia: “Quando se trata de ser adequado para isso, sim, parece realmente esse ser o caso. Mas, neste caso, Felt-san irá segui-lo também até a capital? Ou o mestre e o servo seguirão caminhos separados…?”

Felt: “Se o Reinhard vai, eu também vou. Desta vez, não tem como evitar.”

O rosto de Reinhard mudou para uma expressão de espanto ao ouvir as palavras de Felt. Felt teve um vislumbre fugaz do rosto dele ao observar de lado, e colocou uma carranca profunda em seu rosto adorável:

Felt: “Não fique com a ideia errada. O fato de eu não suportar você não mudou. Isso não mudou, mas há momentos em que eu não vou fazer aquilo.”

Reinhard: “Há momentos em que você não vai fazer aquilo?”

Felt: “Não sei. Tente perguntar isso no seu próprio coração. Meu coração não está tão mole para responder de volta.”

Estendendo o peito subdesenvolvido para sua idade, Felt mostrou a língua para Reinhard. Reinhard baixou os olhos ao ver a atitude de seu mestre e, em seguida, ergueu o queixo silenciosamente.

Somente eles entre si sabiam quais eram os sentimentos que havia entre mestre e servo. De qualquer forma, parecia que a chapa de Felt também não era a mesma de um ano atrás.

Camberley: “B-bem, nesse caso, eu vou…”

Reinhard: “Camberley, cuide de Larkins e de Gaston. Uma vez que eles consigam se mover, eles podem retornar para a mansão. Mantenha eles em contato com o Velho Rom.”

Camberley: “S-sim senhor, entendido.”

Uma expressão de alívio veio de Camberley, o qual parecia desconfortável, ao receber as ordens dele.

Por enquanto, graças à voluntariedade de Reinhard, todos puderam se sentir à vontade sobre a escolta da Ira. O que viria depois, o que eles poderiam obter de Sirius, seriam os deveres dos especialistas do reino.

Kiritaka: “Então, senhoras e senhores, podemos passar para a próxima parte?”

Aquele que levantou a mão depois que viu a questão do destino da Ira decidido foi Kiritaka. Ele olhou para o rosto de todos enquanto ajeitava o cabelo levemente bagunçado com a mão. E então, ele falou:

Kiritaka: “Em primeiro lugar, em relação à batalha para proteger esta cidade… gostaria de agradecer a todos os presentes em nome dos cidadãos. Se não fosse por todos vocês, a cidade de Pristella provavelmente teria caído nas garras do mal do Culto da Bruxa. E eu ofereço a minha mais profunda gratidão por isso.”

Kiritaka baixou a cabeça e fez uma reverência, tendo assumido a responsabilidade de falar do consenso geral da cidade.

Liliana, que estava ao seu lado, com uma expressão de pânico no rosto, também baixou a cabeça como Kiritaka havia feito.

Pondo Kiritaka de lado, a reação sincera de Liliana foi bem diferente dela. Talvez sua luta contra a Ira tenha causado uma mudança em sua atitude.

Mas em todo o caso…

Subaru: “Já estávamos na cidade e envolvidos, não tínhamos a opção de apenas assistir tudo como apenas espectadores, então você não precisa nos agradecer tanto. Você não acha?”

Emilia: “Sim. Além disso, talvez o Culto da Bruxa ter tomado conta da cidade fosse apenas um bônus para eles, a julgar pelos seus objetivos. Se nós os salvamos ou eles nos salvaram, talvez não saibamos qual a resposta.”

Emilia e Subaru insistiram que era difícil para eles aceitarem os elogios feitos contra o ataque do Culto da Bruxa. Certamente, a maior parte de repelir o Culto da Bruxa foi devido ao mérito de todos os membros reunidos aqui. Porém, em primeiro lugar, os objetivos dos Arcebispos do Pecado eram Emilia, o Espírito Artificial e o Livro da Sabedoria.

Todas essas coisas foram trazidas por pessoas de fora, e a chapa de Emilia foi responsável por reuni-las aqui. Eles não podiam aceitar seus elogios de forma sincera.

Felt: “Espere. Incomoda-me que você diga isso livremente como se fosse o consenso. Você está realmente dizendo que se não estivéssemos aqui, ‘cê teria batido a porta na cara daquelas caras do Culto da Bruxa? Acho que precisamos falar mais claramente sobre isso.”

Priscila: “É vexatório, porém concordo com aquela mendiga. Não nos arraste para a timidez auto-conveniente de vós plebeus. Não sejais tão convencidos, sua meia-bruxa e seu filisteu.

A dura dupla expressou suas opiniões rígidas ao ouvir as palavras de Subaru e Emilia.

Felt e Priscilla se entreolharam depois que terminaram de falar e imediatamente desviaram o olhar, seus rostos parecendo enojados. Desde o início, aquelas duas não se deram bem. Apenas aqueles em sua chapa eram próximos a Priscilla, então era uma reação bastante normal.

Kiritaka: “Por favor, acalmem-se. Estou feliz com as palavras de Emilia-sama, mas como Felt-sama e Priscilla-sama disseram, a defesa da cidade foi todo o seu mérito. Eu juro como representante da cidade. Ao mesmo tempo, gostaria que vocês emprestassem sua força só mais um pouco.”

Subaru: “Pela força… você quer dizer sobre o próximo problema que você mencionou anteriormente?”

Kiritaka: “Certamente. É sobre os habitantes que foram transformados por esse poder perverso.”

Todos: “––”

Todos ficaram em silêncio ao ouvir o tom sombrio de Kiritaka.

O que ele estava prestes a apontar… era algo que todos aqui entenderam. Os funcionários da Prefeitura que caíram nas garras do mal da Luxúria e foram transformados em formas desumanas.

Um foi transformado em um dragão negro, e a outra dúzia ou mais em enormes moscas.

Eles ainda não podiam fazer nada devido ao efeito da autoridade da Luxúria que era a Variação e Mudança. Por enquanto, eles deveriam tê-los reunido em um só lugar e ocultado sua existência, no entanto…

Kiritaka: “A culpada, que foi a Luxúria, fugiu… na verdade, mesmo que pudéssemos capturá-la, seria duvidoso se ela teria ou não a intenção de fazê-los voltarem ao normal.”

Subaru: “Com certeza… mas não podemos simplesmente deixá-los assim, certo? Existe alguma coisa que possamos fazer? Não é impossível para o Ferris ajudar?”

As mudanças nas pessoas que não conseguiam voltar à sua forma original eram fundamentalmente diferentes dos ferimentos ou doenças.

Vendo o olhar de Subaru, Ferris balançou a cabeça e mordeu os lábios…

Ferris: “Até mesmo eu não posso curar isso. Não, não é a questão se eu posso curá-los ou não. Não é um ferimento ou uma doença, eles apenas foram transformados nesse tipo de criaturas. A magia de cura só pode ajudá-los a voltar a serem bons se você estiver ferido ou doente. Portanto, é por isso que a magia de cura é fútil contra essas transformações.”

Kiritaka: “Para ser franco, não sei dizer se as pessoas que se transformaram em moscas têm consciência. Não consigo fazer a distinção e, para começar, uma mosca do tamanho de uma pessoa nem consegue voar. Eles não aprenderam como mover suas asas corretamente, eles estão em um estado incompleto. Mas, se eles têm consciência…”

Subaru: “Se eles entenderem claramente suas circunstâncias, eles vão acabar enlouquecendo, eu acho…”

Eles haviam perdido suas próprias figuras.

Foi uma mudança assustadora, só de imaginar isso. No entanto, considerando que eles haviam sido transformados em algo inumano, em algo repulsivo, isso só tornava tudo ainda pior. Quando seu corpo não está livre e você perde os meios de expressar sua vontade, você pode até imaginar facilmente o que eles estariam pensando no final das contas.

Com certeza eles iriam…

Priscilla: “Aqueles que foram transformados em insetos vis prefeririam morrer, eu imaginaria. Se não houver a possibilidade de transformá-los de volta, então não seria misericordioso conceder a eles isso?”

Al: “Princesa, isso é……”

Priscilla: “Fique quieto, Al. Não há significado em uma mera ajuda labial. Minha pessoa não possui piedade para distribuir a porcos preguiçosos, mas matar aqueles que insultam o destino por ser ridicularizados ao absurdo é também uma gentileza. Em suma, é isso que significa.”

Com sua visão cruel, Priscilla rejeitou Al, o qual instintivamente expressou uma opinião. No entanto, a razão pela qual Al não se opôs era porque a opinião de Priscilla de certa forma também estava correta.

Claro, ele não pensou que eles deveriam morrer. Porém, eles foram transformados em moscas, e não havia uma maneira sabida de trazê-los de volta ao normal; era perfeitamente natural que eles quisessem morrer.

Subaru: “É impossível negociar com a culpada, a Luxúria. Magia de cura não os ajuda. O que nós fazemos?”

Kiritaka: “Eu queria perguntar para todos sobre. Não importa mesmo que seja um tiro no escuro. Alguém faz ideia de como podemos curá-los?”

Ainda parecendo agarrar-se à esperança, a pergunta de Kiritaka estava coberta de expectativa e resignação. Não, a quantidade de resignação era mais forte. E o era natural. Se houvesse qualquer possibilidade a qual se apegar, alguém já o teria sugerido.

Em outras palavras, a esta altura, em que nenhuma alusão referente a um desfecho havia sido feita até então…

Kiritaka: “… Eu entendo. Eu me desculpo imensamente pela minha inconveniência. Lidar com eles é um problema da cidade, nós devemos tomar a responsabilidade posteriormente.”

Subaru: “Tomar a responsabilidade? O que vocês todos vocês vão fazer?”

Kiritaka: “Consideraremos as possibilidades depois disto… Nós temos que conferir a vontade dos envolvidos e ver as conclusões de cada um deles. Não importa quais sejam as opiniões finais, devemos ver além disto até o fim.”

Elas soaram como palavras poderosas as quais implicavam um fim em que eles acabariam com suas vidas em vez de retornar ao normal. A conclusão de Kiritaka era inevitável de certa maneira.

Era o inevitável, mas era cedo demais para essa conclusão.

Emilia: “Espere… Erm, você não pode deixar isso para mim?”

Kiritaka: “Emilia-sama?”

Tendo percebido que sua discussão nesse assunto chegou ao fim, Emilia rapidamente levantou sua mão. Ela foi direta com Kiritaka enquanto estava a sentir o olhar ansioso e expectante dele convergir sobre seu olhar, e disse:

Emilia: “Uma forma de trazê-los de volta ao normal, neste momento… Desculpe, isso eu não sei. Porém, eu quero que você não tome nenhuma decisão apressada. Nós precisamos de mais tempo.”

Kiritaka: “Eu entendo os seus sentimentos, Emilia-sama. Mas é sobre se eles têm esse tempo com eles. O grande problema é por quanto tempo o espírito deles pode suportar o equilíbrio em seus corpos metamorfoseados……”

Emilia: “É, eu sei. É por isso que eu vou ganhar tempo para proteger a mente deles…  Pode ser um método rude, mas vai com certeza dar pro gasto. Uma forma de colocá-los para dormir.”

Subaru: “Entendi…… o Adormecer Gélido.”

Notando as intenções de Emilia, Subaru estalou seus dedos e depois elevou sua voz.

Enquanto ele sentia as pessoas ao seu redor inclinarem a cabeça interrogativamente devido às palavras não familiares, Subaru acenou para Emilia, a qual o estava olhando…

Subaru: “Ou seja, você quer dizer da mesma forma que com as esposas na igreja, né? Com a magia da Emilia-tan, nós vamos colocar as pessoas transformadas num estado de suspensão. Pode só acabar postergando o inevitável, mas é suficiente para adiar a decisão de algo. No meio tempo, nós devemos encontrar uma cura.”

Kiritaka: “Congelando-os, e os mantendo em um sono… Isso é possível? Mas eles não vão acabar morrendo por congelamento durante o sono?”

Emilia: “Eles ficarão bem. Foi por pouco tempo, mas eu usei nas esposas, então eu entendo os efeitos em si, e, além disso, eu mesma também dormi por 100 anos.”

Kiritaka: “Você dormiu…!?”

Embora uma indesejada comoção se espalhou pelo local de encontro, Subaru cerrou seus punhos em resposta às palavras de Emilia.

Era incomum que Emilia estivesse sendo positiva acerca de sua magia e que ela tivesse insistido, também, em usá-la desta forma. Isso, e foi uma ótima jogada que nem mesmo Subaru havia pensado.

Certamente não era uma solução drástica para o problema, porém eles apenas necessitavam de tempo para encontrar uma resolução para além da Luxúria. Ao menos, suas possibilidades aumentariam por não possuírem um tempo limite.

Na pior das hipóteses…. sim, no pior cenário; contudo, existia uma possibilidade.

Subaru derrotaria a Luxúria com suas próprias mãos, e tomaria seu Fator da Bruxa. Ou quiçá, se for ele, pode ser que não consiga transformá-los de volta usando o poder desse Fator da Bruxa.

Ele havia acabado de tomar o Fator da Bruxa da Ganância, e era possível que reproduzir a Autoridade do Arcebispo do Pecado fosse um sonho irrealizável.

Kiritaka: “…… Se isso é possível, de certo eu gostaria de pedir isso a você, mas…”

Emilia: “Deixe-me fazer isso. Você não se arrependerá, pode ter certeza.”

Emilia repetiu seu pedido a Kiritaka, hesitante, que estava sem saber o que pensar. Kiritaka estava angustiado com isso antes da atitude séria dela. Entretanto, Liliana, que estava ao seu lado, puxou o punho da manga do terno dele.

A garota morena olhou para Kiritaka e em seguida irrompeu pelas narinas:

Liliana: “Com o que você está preocupado, Kiritaka-san? Por que não? Deixe que ela tente! Depois de tudo que ela falou. É natural que exista uma chance de sucesso!”

Kiritaka: “Claro, eu quero acreditar nisso também, muito mesmo, Liliana. Só que isto é algo que envolve muitas vidas. Nós não podemos chegar a uma conclusão tão facilmente……”

Liliana: “Não precisa se preocupar! A Emilia-sama não vai falhar. Porque, porqueeeeeeeeeeee! Os maiores heróis podem sobrepujar as tribulações sem dificuldade! Como naquelas lendas de heróis em que eles superam qualquer barreira em seu caminho, não importa o quão alta ou grossa ela seja! Sangue fervendo e carne a se levantar, uma lenda a qual fascina a todos é criada desta maneira!”

O gentil dedilhado do Lyulyre, impróprio para o local de encontro, ressoou.

Nenhuma das noções idealistas de Liliana tinha alguma base, mas por alguma razão, elas ainda possuíam uma estranha persuasão sobre eles. Claro, não era tão simples a ponto de decidir uma conclusão apenas usando isso.

Subaru: “Pelo menos, vamos perguntar às famílias deles. Se a equipe da Prefeitura estiver dentre as vítimas, então a família deles deve estar nesta cidade também, né? Nós deveríamos tentar e escutar deles se vão deixar em aberto essa possibilidade.”

Kiritaka: “…… A respeito dessa questão, não deveria haver ninguém que tenha abandonado sua família.”

Subaru: “Então nós podemos conversar depois sobre se vamos deixar isto pra Emilia ou não. E, sobre se eles vão acreditar nela ou não… Bem, eu gostaria de ouvir especificamente do consenso da cidade.”

Kiritaka direcionou seu olhar para Emilia, exibindo sinais de hesitação. Se Emilia tivesse se acovardado por esse olhar, então possivelmente o debate poderia ter se arrastado ainda mais.

No entanto, Emilia acenou sem medo ao olhar grudento dele.

Emilia: “Pode deixar comigo… Eu farei isso sem fracassar.”

Confiança e convicção… Muito embora fosse algo como um sentimento diferente, Emilia mostrou sua disposição para encarar seus próprios atos com um forte senso de consciência e prontidão.

Kiritaka: “— — — —”

Kiritaka estava sem palavras ao ver o olhar nos olhos de Emilia, e ao escutar a declaração dela.

E não era apenas isso, os olhares das pessoas ao redor os quais apontavam para Emilia também mostravam uma infinidade de reações como se eles estivessem oscilando em uma onda de emoções divergentes daquelas sentidas até então.

Por fim, Kiritaka soltou um longo suspiro.

Kiritaka: “Eu ent… entendo. Com certeza, eu suponho que devemos fazer nossos desejos virarem realidade ao invés de aceitar conclusões precipitadas. Desde que de outra forma a batalha para proteger Pristella também pareceu inconsequente a princípio.”

Emilia: “Isso. E estooooou muito agradecida.”

Kiritaka: “Era eu quem deveria estar agradecendo…”

Kiritaka sorriu ironicamente ao perder seu posto. Depois da conferência, e depois de eles terem conseguido a permissão das famílias das vítimas, parecia que o Adormecer Gélido da magia de Emilia seria realizado.

Subaru respondeu ao aceno de Emilia dando-lhe um joinha.

Tendo aclarado o segundo ponto da discussão, o que vinha a seguir era o último tópico na agenda.

E era…

???: “Então, o último problema… Houveram muitos relatos de pessoas inconscientes as quais a identidade é desconhecida e que foram encontradas uma depois da outra em várias partes da cidade. Eu gostaria que discutíssemos este assunto.”

Muito provavelmente, para o cavaleiro que tinha sido esquecido e permaneceu silencioso até agora, era o assunto mais importante.


???: “Agora, o número de pessoas ‘sem nome’ é suposto de ser 36. Entre eles e nós, estão incluídas seis pessoas que aparentavam fazer parte dos Escamas do Dragão Branco. Além disso, é bem provável que o número de pessoas ‘sem nome’ vá crescer no futuro.”

Quem liderou o debate e deu seu relato foi Dynas, o representante dos Escamas do Dragão Branco. Com seus dedos, ele tocou o brasão que estava bordado em sua vestimenta branca; uma forte expressão de arrependimento decorando seu rosto.

Possivelmente, aquele era o brasão que denotava que eles eram os Escamas do Dragão Branco. O testemunho ambíguo o qual ele disse, “Que aparentavam fazer parte” devia estar relacionado ao brasão também.

Felt: “Está tudo bem dizer que os caras que foram atacados pelo Arcebispo do Pecado estão ‘sem nome’, né? Tipo, os caras que de repente apareceram do nada já derrotados.”

Kiritaka: “Levando em conta situação, é sensato pensar isso, eu diria. Os uniformes deles têm um bordado que se assemelha… É realmente frustrante que as identidades deles estejam completamente desconhecidas.”

Dynas: “E mais, há 30 pessoas em estado similar… É uma bagunça total. É incerto dizer se eles estavam ou não, é difícil julgar o que é a melhor coisa a ser feita.”

As vítimas da Gula… Lidar com as pessoas que tiveram seus “nomes” devorados, de certa forma, era mais difícil que lidar com as vítimas da Lúxuria. Afinal, as vítimas haviam desaparecido completamente das memórias daqueles que os conheciam. Adicionado a isso, se as pessoas em questão não estavam inconscientes, então não havia pistas para encontrar as identidades delas.

Mesmo o pessoal dos Escamas do Dragão Branco, seria ótimo que apenas suas afiliações fossem conhecidas, porém ninguém sabia algo além disso. Eles não sabiam por quem estavam importando-se.

Felt: “Todas as pessoas ‘sem nome’ que você encontrou estavam inconscientes, né? Cadê o usuário de magia de cura com uma ide… Não, galera alguma ideia sobre?”

Ferris: “…… É o mesmo que com a Luxúria também. Eu não sei por que eles estão desmaiados. O meu prognóstico é que eles estão apenas dormindo, eu acho. Mas isso também não é uma certeza. Esses que só dormem devem continuar a enfraquecer, mas então tem o caso da Rem-chan.”

Às palavras de Felt, Ferris olhou para Subaru e disse.

Um ano atrás, tendo sofrido o mesmo dano da Gula, Rem havia sido diagnosticada por Ferris de forma parecida como que com as pessoas ‘sem nome’. O resultado do prognóstico foi exatamente o mesmo. E ainda até o momento, Rem não havia acordado, e sua saúde não havia deteriorado.

Apesar de ela parecer adormecida, ele teve que dizer que o corpo dela não estava conduzindo as funções necessárias para o funcionamento vital. O cabelo dela não estava crescendo, e não havia excreção alguma. Ela estava em um estado incompreensível.

Subaru: “Deixando de lado a parte de saber as identidades deles, o cuidado é fácil. É melhor lidar com pessoas acamadas desde que estão acamadas, nós apenas podemos deixar eles dormindo em camas… embora, pra falar a verdade, eu gostaria que alguém que os conhecessem ficasse ao lado deles.”

Ricardo: “Como isso aí não é possível, esse é o problema, né não? É algo árduo.”

Muito embora soubesse que dizer isso fosse meio sem importância, Subaru o disse por Rem. O verdadeiro significado, ele não tinha outra escolha a não ser derrotar a Gula por Rem.

Mesmo que ele o soubesse, oferecendo um pouco de oposição estava a autossatisfação de Subaru.

A ingenuidade de Subaru foi negada por Ricardo, que levantou sua voz, seu rosto não exibia traços de maldade. Quando ele se virou para ter um vislumbre de seu lado, Ricardo estava sentado em duas cadeiras separadas ao lado de outras, tendo comprimido o corpo para encaixar-se, e estava participando da reunião.

Ele ainda parecia possuir sua vivaz atitude sem mudanças, mas havia algo que estava diferente em só um lugar. E era a grande quantidade de bandagens que estavam amarradas ao redor dele, e seu braço direito faltando do cotovelo para cima.

Ricardo: “Não faz essa cara miserável, mano. É verdade que eu pisei na bola, mas tô vivo. Quando ‘cê pensa sobre o que aconteceu, é de longe o dano mais preferível.”

Percebendo o olhar de Subaru, Ricardo levantou seu braço direito partido e mostrou suas presas. Parecia que Ricardo havia perdido seu braço direito devido ao ataque da Gula durante a feroz batalha da torre de controle.

Ele escutou de Julius, que estava lutando ao lado dele. Julius também contou a ele que Ricardo perdeu o braço o protegendo, e que Ricardo não se lembrava disso.

Como que o provando, Ricardo moveu seu olhar para o lado de Subaru, e disse:

Ricardo: “A propósito, ‘tá parecendo que esse cara bonitão aí do teu lado é um companheiro seu, não é? Parece que ‘cê encontrou o cara que você ‘tava procurando, é um alivio, né. Brigadão de verdade por me ajudar mais cedo.”

Julius: “— — — —”

Chamando Julius de cara bonitão, Ricardo agiu como se estivesse falando com um estranho.

Pelo curso da conversa, parecia que Julius trocou com Ricardo as mesmas palavras de quando ele tentou despistar Subaru inicialmente.

Julius devia ter carregado Ricardo ferido ao abrigo, por isso poderia se presumir que o agradecimento de Ricardo era devido a isso.

Não obstante, deixar este mal-entendido como está era deveras agonizante.

Ademais, eles vieram ao tópico da Gula. Era a hora para ir direto ao assunto, ao que parecia.

Subaru: “Eu tenho algo sobre o que quero falar com todos. É algo importante que está relacionado às pessoas ‘sem nome’.”

Levantando-se, Subaru prendeu a atenção de todos no salão para si.

Neste momento, quem tinha mais informações para como lidar com as pessoas ‘sem nome’ era Subaru. Subaru sentiu o encarar de todos naturalmente cheio de anseio por uma solução para o estado dos problemas, contudo ele balançou sua cabeça.

Subaru: “Desculpe-me por causar expectativa, pra falar a verdade, isto não é algo que vai dar esperança imediatamente. Mas eu tenho que falar sobre.”

Anastasia: “‘Cê sabe, se você der uma introdução extravagante, a gente vai se inquietar. O que ‘cê ‘tá planejando dizer?”

Anastasia lançou algumas palavras brincalhonas para Subaru com intuito de aliviar um pouco da tensão no local. Entretanto, era ela quem deveria ser a mais preparada para isto.

D’outra forma, o fato teria o potencial para transformar do avesso o estado atual da mente dela bem do âmago.

Subaru deu uma grande respirada, e depois olhou para rosto de todos. E por fim, ele olhou para Julius, que acenou apesar de parecer tenso.

Ao ver isso, Subaru apontou ao vizinho Julius com a mão, e perguntou:

Subaru: “Tem alguém que saiba o nome deste homem?”

Todos: “— — — —”

O silêncio prevaleceu no local de encontro devido à pergunta de Subaru.

O tempo que foi mantido pelo silêncio não faltou entendimento, no entanto. Isso porque todos sentiram a intenção da pergunta de Subaru, e estavam considerando sobre a posição de Julius.

E com base nisso, se ninguém dissesse palavra alguma, significaria que ninguém tinha a menor ideia sobre a identidade de Julius.

Subaru: “Al! E você? Não se lembra do rosto dele?”

Al: “Ah? Que foi, mano. Por que você ‘tá me escolhendo assim de repente?”

Tendo seu nome abruptamente chamado, Al elevou sua voz em pura surpresa. Aquele comportamento foi o suficiente para provar que ele tinha memórias de Julius, mesmo assim, ele tinha que se certificar.

Subaru posicionou sua mão na mesa-redonda e apresentou sua pergunta a Al, enquanto se inclinava em direção a ele.

Subaru: “Você realmente não sabe o porquê? É o que você e eu temos em comum. Então, não se lembra deste cara? Então? Diga para mim.”

Al: “…… Ah, então é por isso. Desculpa, irmão. Eu sei o que você quer dizer, mas eu não acho que consigo ajudar. Aquele cara não está em lugar algum na minha cabeça pra eu achar.”

Subaru: “Tem realmente certeza? Se você pensar um pouco mais a sério…”

Julius: “Já chega… Isto é o limite, Subaru.”

Como um isekaier… Al presumiu que a intenção por detrás dessas séries de questões se baseava nisso, mas ele não tinha consentido com a cabeça. Não obstante, foi o próprio Julius quem parou o inexorável Subaru.

NT: no lugar do termo ‘invocado’, no inglês ao menos, é usada a palavra isekaier, que basicamente é um neologismo usado para ‘inglesar’ a palavra japonesa isekai com a intenção de demonstrar originalidade na expressão de otakus; decidi, pois, manter no original, uma vez que traduzir isso seria inviável.

Julius bateu no ombro de Subaru com um lastimável sorriso no rosto, e curvou-se a Al.

Julius: “Eu ansiei por muito, desculpe-me. Nós nos desculpamos por nossa indelicadeza.”

Al: “Você não tem motivos para se desculpar. Eu não sei… se havia uma razão para fazer isso ou não, mas ‘cê não precisa se desculpar comigo.”

Balançando a sola de sua mão, Al distanciou seu olhar de Julius.

Não havia sinais de falsidade na reação dele. Provavelmente era verdade que Al não se lembrava de Julius. Logo, significava que parte da conjetura de Subaru estava incorreta.

O mundo do qual se foi originado não tinha nada a ver com o efeito da autoridade da Gula.

Se for assim, então no fim das contas, o mais provável motivo era o Fator da Bruxa dentro do corpo de Subaru. E ele parecia ser limitado à isolação do mundo exterior como a Travessia de Portas de Beatrice.

Wilhelm: “Julgando pela história, Subaru-dono, este jovem estava relacionado conosco… E além disso, eu acredito que seja alguém que estava em uma posição razoavelmente importante?”

Wilhelm disse sua dedução após observar a conversa do trio. Outros também chegariam a mesma conclusão que o sábio espadachim chegou.

Subaru acenou para Wilhelm, e depois voltou a olhar em direção a Julius…

Subaru: “Este é o Julius. Julius Juukulius. Como todos vocês imaginaram, o ‘nome’ dele foi devorado pela Gula, e ele acabou como uma das pessoas ‘sem nome’. Mas a situação é diferente se comparada às demais… A consciência dele permaneceu.”

Ferris: “Existe tal coisa? Ele foi esquecido por todos ao redor dele, mas ele próprio se lembra… Então, este cara é um dos nossos?”

Com descrença em seu rosto, Ferris tirou seu olhar de Subaru e o direcionou a Julius repetidas vezes. Às palavras tremidas de Ferris, Reinhard indagou com seu queixo e disse, “É o que parece”.

O Santo da Espada com seus olhos serenos fitou Julius, e disse:

Reinhard: “Antes da reunião, o Subaru me perguntou a mesma coisa também. Ele… o Julius era possivelmente como um companheiro meu e do Ferris. Ou talvez a palavra ‘companheiro’ não seja suficiente pare descrever nossa relação. Um amigo, talvez.”

Julius: “…… Ao menos, eu pensava em vocês como amigos. Se os dois me consideravam um amigo de alguma maneira, nada faria com que eu me sentisse mais honrado.”

Ferris: “Amigos… Então, Julius, você também é um cavaleiro? Um dos Cavaleiros Reais?”

Tanto Reinhard como Ferris estavam desnorteados por serem chamados de amigo por um estranho. A reação deles não poderia ser evitada, desta forma Julius os corrigiu pela metade em resignação.

O interior de Subaru estava queimando em raiva enquanto assistia à conversação do trio.

Que cena distorcida e nauseante era.

Subaru não sabia em detalhes como os três se conheceram, como eles acabaram virando amigos, e como a amizade deles era.

Ainda assim, como colegas, como amigos, os três deviam interagir um com o outro de uma maneira próxima, familiar. Não havia agora nenhum traço desses vínculos.

Quando o ‘nome’ de Rem foi devorado, e todos esqueceram de sua existência, Subaru pensou que não havia nada no mundo que fosse mais lamentável.

Porém, e sobre a condição de Julius? A sensação de perda total que o invadiu por ele ser abandonado por todos no mundo; se isso não era triste, então que era?

Tristeza não era algo que se pudesse comparar. Contudo, mesmo que fosse, isto era cruel demais.

Anastasia: “… chuto que não é algo como s’ele fosse um simples Guarda Real.”

De fora da melancolia, as palavras de Anastasia se intrometeram no desenrolar da reunião daqueles amigos.

Ela colocou em si uma expressão pensativa no meio de suas feições gentis, e lambeu seus lábios enquanto tocava seu maxilar. Em seguida, ela apontou para Ricardo antes de apontar a Julius…

Anastasia: “Julius-san foi quem trouxe de volta, nos ombros dele, o gravemente ferido Ricardo. Bem depois que a gente conversou um pouco sobre o tratamento do Ricardo, ele já saiu falando que tinha que ir em busca por alguém… mas, sobre essa reação, foi por isso, não foi?”

Julius: “Anastasia-sama……”

Foi o segundo primeiro encontro deles, o qual entre servo e mestre não deveria normalmente ocorrer. Lembrando-se das memórias amargas dessa ocasião, Julius exprimiu o nome de sua mestra com angústia no rosto.

Entretanto, Anastasia nem ao menos teve noção da presença da trêmula devoção a qual ele tinha colocado naquelas palavras. Ela pensou por um momento, e depois levantou um de seus dedos.

Anastasia: “O caso de estar ‘sem nome’ do Julius-san é um bem incomum. Nós não sabemo’ quantas pessoas na cidade ‘tão no mesmo estado, mas talvez haja a possibilidade de confirmar isso com os outros que são os ‘sem nome’ inconscientes. Não existe dúvidas que isto também é uma situação séria. Não ‘tô certa?”

Movendo seu olhar para longe de Julius, Anastasia direcionou o tema para o esboço do debate. Parecia que o assunto da identidade de Julius havia sido postergado como um dos problemas que não poderia ser resolvido.

Isso era um tratamento bastante injusto para o atual Julius, mas Subaru era o único no local que podia sentir-se indignado por isso.

Anastasia: “Tendo em conta estes problemas… eu tenho uma proposta, porém; tudo bem?”

Subaru: “Uma proposta?”

Os recônditos sentimentos de Subaru foram colocados de lado, e a atenção da conferência estava novamente direcionada para Anastasia.

No centro das atenções, Anastasia olhou os arredores, antes de finalmente colocar seu olhar sobre Subaru e Julius.

Anastasia: “As vítimas do Culto da Bruxa… as vítimas da Luxúria, e aquelas pessoas ‘sem nome’, vítimas da Gula. Pergunta’ para o Arcebispo do Pecado em questão por uma solução para estes problemas é desesperançado, não concordam com isso?”

Kiritaka: “Seria difícil forçá-los a falar, de certa forma, você está certa, eu acho. Mas uma opinião excessivamente pessimista poderia, pelo contrário, turvar a nossa visão.”

Anastasia: “Isso não significa que ‘tô pensando no pior também. E não tem só um jeito de chegar a uma resposta, eu apenas queria fala’ isso.”

Subaru: “Tem um jeito diferente de chegar a uma resposta?”

Subaru acabou papagueando de volta as palavras de Anastasia sem compreender o significado que elas carregavam.

Uma solução díspar a perguntar aos Arcebispos do Pecado que eram os culpados pelo dano… Se existia tal maneira, seria porventura uma próxima a um contrato com uma Bruxa.

Por uma fração de segundo, uma escolha a qual Subaru não devia fazer cruzou sua cabeça, isto se fosse a Bruxa da Ganância, ela talvez pudesse conhecer uma resposta.

Emilia: “Então, que você quer dizer? Por favor, diga-nos claramente.”

No entanto, Emilia perguntou para Anastasia no lugar de Subaru, o qual estava ocupado balançando a própria cabeça negando essa ideia, sobre o verdadeiro significado das palavras as quais ela havia proferido. E logo, enquanto tamborilava em sua cabeça com seus dedos, Anastasia disse:

Anastasia: “Se nós não conseguimos pegar a informação com aqueles Arcebispos do Pecado sujos, então nós devemos perguntar a alguém que possa saber… Assim como se parece. Alguém deste país que possa saber uma forma.”

???: “Sem chances……”

Tendo adivinhado o sentido das palavras de Anastasia, alguém o disse em uma voz rouca.

Não obstante, diferente de todos os outros ao redor dele que tinham percebido sobre, Subaru não tinha ideia do significado das palavras dela.

Felt: “Eu não entendo. Não deixe no ar, fale isso de forma clara.”

Felt amuadamente o exigiu de Anastasia, com seu entendimento sendo o mesmo de Subaru. Anastasia deu um sorriso irônico às palavras de Felt, e desculpou-se com um, “Desculpa, desculpa” …

Anastasia: “… O Sábio, Shaula”

Felt: “Ah?”

Anastasia: “A Torre de Vigia Plêiades, se é o Sábio que deveria estar lá… Se é a pessoas da lenda que pode vê’ tudo sobre o mundo, não seria estranho se ele soubesse, né?”

Ela o disse, e revelou as verdadeiras intenções por detrás de sua proposta.

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