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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 5 – Capítulo 44

Nada Passado em Branco

Otto levantou a mão e soltou essa bomba, colocando todos ali presentes em um estado de choque.

A existência não confirmada do『Livro da Sabedoria』acabara de ser confirmada por ninguém menos que um de seus aliados. Era natural estarem em choque ― Subaru estando mais chocado que os demais.

Subaru: “Por que você ia ter o『Livro da Sabedoria』?”

Otto: “Antes que você entenda errado, deixe-me explicar. Fui eu quem realmente trouxe o suposto『Livro da Sabedoria』para cidade, mas o livro não é meu. Também fiquei em choque quando ouvi a demanda do Culto da Bruxa.”

Anastasia: “Suposto? É um jeito peculiar de se colocar. O que quer dizer?”

Assim que Otto respondeu ao abalado Subaru, Anastasia percebeu o jeito que ele descreveu o livro e o questionou. Ao ouvi-la, Otto olhou para os outros em volta e…

Otto: “Vocês sabem sobre o Livro da Sabedoria, né? Simplificando, é como os Evangelhos… aqueles livros proféticos suspeitos que os Cultistas da Bruxa possuem… mas este parece ser o original. Ouvi falar que a diferença em precisão é enorme.”

Anastasia: “O original dos Evangelhos…? Posso estar forçando um pouco as coisas, mas isso me lembra das profecias da Pedra do Dragão. Mas claro que a credibilidade, reputação e posicionamento são completamente distintos.”

Otto: “Nunca vi as profecias da Pedra do Dragão ou do Evangelho em ação, então não posso dizer nada sobre o quão confiáveis são… e o mesmo vale para o『Livro da Sabedoria』. Quando coloquei minhas mãos nele, o livro não passava de restos quase que totalmente queimados.”

Subaru: “Restos queimados…”

A descrição de Otto batia com o que aconteceu com os dois『Livros da Sabedoria』que vieram à mente de Subaru.

Um pertencia à Beatrice e foi perdido nas chamas da Biblioteca Proibida.

O outro pertencia a Roswaal e, de acordo com Ram, foi queimado no『Santuário』.

Era difícil dizer o quão confiáveis são as palavras de seu criador, Echidna, mas ela disse que haviam duas cópias do『Livro da Sabedoria』― E ambas foram queimadas.

Neste caso, o que Otto conseguiu só podia ser o que restou após ser queimado.

Anastasia: “Entendo. Acho que agora sei porque Otto-kun trouxe o livro para Pristella. Foi em busca da ajuda do Mestre de Restauração Dartz, não foi?”

Otto: “… Isso mesmo.”

Com esta simples resposta, Otto afirmou a conclusão tirada por Anastasia. Embora tanto Julius quanto Reinhard tivessem aceitado isso dando a impressão de terem compreendido, Subaru parecia confuso com o termo o qual nunca havia ouvido antes.

Subaru: “Ei, para com essas caras de surpresa aí e não me deixem boiando aqui. O que é um Mestre de Restauração?”

Anastasia: “Assim como o nome insinua, é alguém especializado em Magia Yang que consegue restaurar objetos de volta a suas formas originais. Dartz, que mora nessa cidade, é um tanto quanto famoso por isso. Até livros que foram danificados mais que 50% podem ser restaurados com resultados incríveis se darem a ele tempo o suficiente.”

Otto: “Eu consegui entrar em contato com o Mestre Dartz e dei para ele os restos do『Livro da Sabedoria』. Então o livro deve estar na oficina dele no momento.”

Com Otto tendo dado seu testemunho, o paradeiro do『Livro da Sabedoria』finalmente foi revelado.

Garfiel: “Mas quando é que foi que Otto-nii se encontrô com esse cara aê?”

Otto: “Ontem, depois que as negociações com a Companhia Muse deram errado. Assim que todo mundo se separou, eu fui visitar o Mestre Dartz. Conversamos a sós e ele parecia bem animado para aceitar o trabalho…”

Subaru conseguia até imaginar o rosto de Otto ficando pálido quando mencionaram o『Livro da Sabedoria』na confusão de hoje.

Isso explica como o『Livro da Sabedoria』sobreviveu depois de ser queimado e como foi trazido para essa cidade, contudo os motivos de Otto ainda eram desconhecidos. Por que ele iria querer restaurar o『Livro da Sabedoria』?

Sinceramente, Subaru não tinha nenhuma boa impressão do『Livro da Sabedoria』.

Era um livro suspeito associado não apenas a seu criador, Echidna, como também aos Evangelhos do Culto da Bruxa. Era o motivo pelo qual Beatrice estava confinada na Biblioteca Proibida por 400 anos, e o motivo pelo qual os estratagemas de Roswaal trouxeram violência ao『Santuário』.

A verdade era que Subaru ficou aliviado quando ouviu que os livros foram destruídos.

Otto: “Não irei mais a fundo em como consegui o livro ou por que ele está aqui pra ser restaurado. Só queria deixar mais clara a existência do『Livro da Sabedoria』e onde ele se encontra. Qualquer coisa além disso é um assunto interno de nossa chapa.”

Julius: “Mas agora o Culto da Bruxa está listando o『Livro da Sabedoria』como uma de suas demandas. De quem você acha que isso é responsabilidade?”

Otto: “Não acho que dê para culpar as ações do Culto da Bruxa em ninguém a não ser o Culto da Bruxa. Mas se você insiste, também vou ter que fazer alguns comentários não muito amigáveis.”

Otto manteve-se firme frente as palavras de Julius. E Julius, ao ver Otto olhar em direção a Anastasia, rapidamente balançou sua cabeça de um lado para o outro.

Julius: “Perdão. Eu disse algo desnecessário. Naturalmente, não tenho a intenção de colocar a culpa sobre você. Para pagar por seus crimes, devemos entregar ao Culto da Bruxa suas devidas punições.”

Otto: “Concordo.”

Otto acenou a cabeça para Julius, concordando com suas palavras determinadas; e deu uma olhada rápida para Subaru. Mas, ao ver aquele olhar, Subaru não sabia o que dizer.

No que Otto estava pensando? Mesmo se Subaru não tivesse a intenção de suspeitar dele, ele ainda não fazia ideia do que ele estava tramando. Vendo Subaru daquele jeito, Otto mexeu seus lábios silenciosamente…

<Vamos conversar mais tarde.>

Subaru captou a mensagem.

Então ele iria explicar tudo. Se fosse o caso, era melhor deixarem esse assunto de lado por enquanto.

Reinhard: “Agora que a existência do『Livro da Sabedoria』foi confirmada, não se pode simplesmente dizer que a parte sobre Espíritos Artificiais não passa de desilusões desconexas.”

Como isso dito, Reinhard deu início a um novo tópico.

Embora ele estivesse apenas seguindo o fluxo das coisas, agora que Otto revelara algo potencialmente desvantajoso para ele, não havia motivos para Subaru continuar mantendo o seu segredo.

Subaru: “Anastasia-san.”

Anastasia: “Eu sei, eu sei. Bem, isso não vai ser fácil.”

Ao ver Subaru buscando por seu consentimento, Anastasia tirou o cachecol de seu pescoço. Ela então o colocou estirado na mesa enquanto todos inclinaram suas cabeças confusos quanto a seu rosto determinado.

Mas o que veio a seguir endireitou as cabeças que eles haviam inclinado.

Anastasia: “― Não precisa mais ficar se fingindo de morto que nem um gambá, Echidna. Você pode se pronunciar.”

Echidna: “No meu caso, ao invés de “que nem um gambá”, “quem nem uma raposa” não seria mais apropriado, Ana?”

“――!”

Respondendo o chamado de Anastasia, a raposa branca esticou seus membros por vontade própria. Ao ver isso, os rostos de Julius e Ricardo continham a mesma expressão de choque. Parecia que Anastasia escondeu a existência do Espírito Artificial Echidna até mesmo dos membros de sua própria chapa.

Ricardo: “Ei, Patroa… não sei o que é isso aí, não. Mas o que é essa coisa…”

Anastasia: “Foi mal esconder isso de você, Ricardo. Julius também. ― Esta criança aqui seria o Espírito Artificial do qual estamos comentando. O nome dela é Echidna, e ela já é a minha comparsa há um loooongo tempo.”

Echidna: “Ei, Ricardo. Seria meio constrangedor me apresentar como se tivéssemos acabado de nos conhecer quando eu tecnicamente te conheço faz anos. Se você quiser, nós podemos conversar como se fossemos amigos do peito como sempre.”

Echidna era extremamente amigável com Ricardo, cuja expressão facial era a de alguém que estava olhando para algo assustador. Mesmo com Ricardo já estivesse assustado o suficiente com a atitude da raposa branca, Julius estava ainda mais chocado.

Frente a frente com o segredo que sua mestra havia escondido dele, suas pupilas estavam oscilando com uma perplexidade rara e impossível de se esconder.

Julius: “… Então isso quer dizer que Anastasia-sama também é uma Espiritualista?”

Anastasia: “Hmmmm, não exatamente. Não há Contrato Espiritual algum entre Echidna e eu. Não tenho jeito pra isso. Tem outra coisa, ao contrário de espíritos comuns, Echidna não consegue lutar.”

Echidna: “Correto, mais incompetente que eu impossível, tenho medo de admitir que posso até ser o espírito mais fraco que existe. Tão fraco que o Cavaleiro Espiritual nem conseguiu sentir a minha presença.”

Julius: “Então é isso… não, mas então…”

As suspeitas de Julius foram negadas por Anastasia e Echidna, uma de cada vez. Mas, ao invés de ficar aliviado, ele virou-se para Subaru, que estava assistindo dos bastidores. Seus olhos amarelados eram um tanto penetrantes enquanto ele olhava para Subaru.

Julius: “Por que parece que o Subaru já sabia? Enquanto eu… o seu cavaleiro… não sabia, como que ele…”

Anastasia: “Não é bem assim. É que…”

Subaru: “É que a minha companheira, Beatrice, também é um Espírito Artificial. Depois que a gente ouviu as demandas do Culto da Bruxa, Anastasia-san explicou tudo pra mim… Então, eu descobri isso faz bem pouco tempo, não muito diferente de você.”

Julius: “Ela é um Espírito Artificial…? Anastasia-sama, isso é verdade?”

Interrompendo Anastasia, Subaru explicou tudo a Julius, que estava pasmo. Ao ver Anastasia acenar com a cabeça, Julius murmurou “Então é isso…” e fechou brevemente seus olhos como se para digerir tudo isso, soltando um longo suspiro logo em seguida.

Julius: “Sinto muito por interrompê-la. Por favor, perdoe-me por qualquer desagrado que posso tê-la causado, Anastasia-sama. Estou profundamente envergonhado.”

Anastasia: “Não tenho o direito de condená-lo quando fui eu quem manteve isso em segredo por todo esse tempo. Eu que deveria estar pedindo perdão.”

Julius acenou com a cabeça para Subaru e desculpou-se à Anastasia. Mas, ao ver o pedido de desculpas de Julius, Ricardo agarrou Echidna, a tirando da mesa.

Ricardo: “Ainda assim, issaê é golpe baixo, Patroa! Já faz quanto tempo que a gente se conhece? Por que você ia esconder uma coisa dessas de mim? Machucou um pouco! É isso que eu sou pra você?”

Echidna: “Adoraria se você me segurasse um pouco mais gentilmente. Mesmo com esta forma, eu sou bem atenciosa quanto ao meu pelo. E não queremos estragar a aparência adorável da Ana, queremos?”

Ricardo: “Essa tem lábia, hein. Argh, esquece. Vou deixar essa passar.”

Depois de esticar e apertar ela como bem entendesse, Ricardo pareceu satisfeito e deixou a raposa branca ir. Ao aterrissar na mesa, a raposa rapidamente foi em direção a Anastasia, enrolou-se em seu pescoço e mais uma vez parou de se mover.

Tendo vivido ali por tanto tempo, era impressionante a rapidez com a qual ela voltava ao estado inanimado.

Anastasia: “Assim sendo, Espíritos Artificiais existem também… Com isso fora do caminho, assim como o『Livro da Sabedoria』do Otto-kun, não planejo entregar essa criança ao Culto da Bruxa.”

Subaru: “Foi mal por manter isso em segredo. Mas é o mesmo pra mim. Beako é a minha parceira. Nunca que eu vou deixar aquele bando de lunáticos colocar as mãos nela.”

Anastasia e Subaru ambos ressaltaram suas decisões de ir contra as demandas do Culto da Bruxa. Ao ouvi-los, Reinhard acenou com a cabeça e…

Reinhard: “Eu sei. Claro. Não podemos aceitar uma única demanda deles. Mas quem sabe possamos fazer vista grossa para aquela de se casar com uma noiva.”

Subaru: “Nem pensar! Porque a noiva que aqueles arrombados tão falando é a Emilia!”

Otto: “Pff!? Emilia-sama foi levada!? E aqui me perguntando por que não tinha visto ela por aqui, então ela tá em perigo!? Não podia ter dito isso mais cedo!?”

Reinhard arregalou os olhos, e as notícias devastadoras deixaram Otto perplexo. Subaru cerrou seus dentes frente a estas duas reações e continuou com um “Foi mal…”

Subaru: “Foi tudo minha culpa, eu vi ela sendo levada. Mas já que tão falando de um casamento, eles não devem ter feito nada pra machucar ela. Então a gente tem que ir lá, matar os caras e trazer ela de volta. Absolutamente, absolutamente…”

Reinhard: “― Sim, iremos. Nós absolutamente não podemos permitir tal coisa.”

Só pensar em Regulus já fazia a mente de Subaru ferver de raiva, e, apoiando esta indignação, Reinhard poliu sua intenção de lutar.

Sua aura emanava tanta confiança que chegava a ser aterrorizante. Sem sombra de dúvidas, sua presença era imensamente reconfortante.

E, assim que pensou isto, Subaru olhou em direção ao canto do recinto ― em direção ao homem que se manteve fora da conversa até agora.

Sentado ali contra a parede, sua expressão facial estava oculta por baixo de seu elmo.

Subaru: “Ei, Al. Você devia entrar na conversa também. Você não disse nada desde que terminei de fazer o discurso. Aquele cara lá que você trouxe ficou segurando a nossa arma mais letal. Melhor fazer alguma coisa pra compensar por isso, você sabe.”

Indo até ele, Subaru chamou a atenção de Al, que estava de cabeça baixa.

Subaru suspirou ao vê-lo sem nenhuma reação e trouxe à tona o pai de Reinhard ― Heinkel.

Heinkel havia tomado Felt como refém e praticamente o prendido naquele lugar.

Aquela traição distinta dele de ameaçar uma candidata da Seleção Real com uma lâmina não apenas era um crime de lesa-majestade, como também encaixava-se como traição ao país. Normalmente, nem pensar que alguém conseguiria escapar da pena de morte após cometer um crime tão hediondo, mas como Reinhard lidaria com isso?

Pelo menos, Subaru não conseguia captar nada vendo a lateral do rosto de Reinhard.

Al: “― Foi mal, mas eu tô fora.”

Subaru: “… Ah?”

Talvez distraído por seus pensamentos sobre Reinhard, Subaru não reagiu até Al já ter se levantado. Desencostando-se da parede, Al parecia estar prestes a passar por Subaru. Ao perceber isso, Subaru rapidamente agarrou o ombro de Al, virando-o.

Subaru: “E-espera! Tá fora? Do que você tá falando? Agora a gente tá precisando de todo guerreiro que conseguir e você quer deixar a gente? Você é louco ou o quê?”

Al: “Louco ou o que seja, você que seria louco por me considerar um guerreiro, pra começo de conversa. Qualquer cara aleatório que já teve numa briga que você tirar de um abrigo por aí vai ser melhor que eu. Então não importa se eu for embora ou não.”

Subaru: “Que merda é essa?! Não me vem com esse papo rabugento! Qual foi? Assim do nada? Se tem algo pra dizer, então diga!”

Al: “― Você é a única pessoa de quem eu não queria ouvir isso, mano.”

Tirando o braço de Subaru de seu ombro, o olhar penetrante de Al atravessou Subaru de dentro de seu elmo.

O olhar impossível de se discernir e o tom de voz fora do comum fizeram Subaru sentir um calafrio na espinha.

Não era como hostilidade ou intenção de matar, mas uma emoção ardente de qualquer forma.

Subaru sentiu como se já tivesse visto esta emoção inexplicável antes em algum lugar, mas não conseguia lembrar-se de onde ou quando.

E ele continuou nesse confronto sem entender até que――

???: “Minha mente borbulhando de inspiração! Ouçam, por favor: ― Seu olhar faz meu peito esquentar~”

Subaru: “Cala a boca!!”

???: “Pyiichi!?”

Subaru gritou por reflexo com a voz despreocupada que apareceu do nada. A portadora da voz pulou de susto com o grito e caiu sobre a mesa atrás dela de forma exagerada.

Rolando para lá e para cá e gemendo de dor, era uma garota de pele bronzeada――

Subaru: “Você é… a Liliana!?”

Liliana: “Uugyaouu! Meu cotovelo! Meu joelho! Todo osso do meu corpo que pode ser chamado de osso está estilhaçado! Todas as minhas 6 costelas estão quebradas! Não há dúvidas!”

A pessoa rolando energicamente no chão era a 『Cantora』, Liliana. Vendo que ela não havia mudado nada, Subaru nem se deu ao trabalho de corrigi-la dizendo que os seres humanos têm mais de 6 costelas e só colocou a mão no peito, aliviado.

Subaru: “Fiquei bem preocupado depois que a gente se separou, mas tô feliz em ver que tá sã e salva. É um alívio.”

Liliana: “Sã e salva? Não consegue ver que estou à beira da morte aqui?! Como pode respirar aliviado frente a uma donzela em perigo? Que tipo de senso de humor doentio é esse!? Minha mente borbulhando de inspiração! Ouçam, por favor. ――Dedos! Ouvidos! E olhos~!”

Subaru: “Você ainda tá bem animada, hein?”

Sentada de pernas cruzadas no chão, dedilhando sua lyulyre, subitamente em um estado completamente saudável. Mesmo com a velocidade a qual pareceu melhorar sendo inquietante, Subaru estava simplesmente feliz por ela estar bem.

Subaru: “Mas como foi que você chegou aqui na Prefeitura? Deve ter sido perigoso ficar andando por aí lá fora…”

???: “Naturalmente isto não cabe a meu ser decidir? Plebeu.”

Subaru: “Gh.”

Antes que ele terminasse de interrogar à Liliana como ela havia chegado alí em segurança, uma voz arrogante respondeu a pergunta em seu lugar.

Com o som de passos de salto alto ecoando, uma mulher em vermelho resplandecente entrou no cômodo da reunião. Adornada em escarlate da cabeça aos pés, ela olhou por todo o recinto com seus olhos vermelho-sangue.

Priscilla: “Parece que todos os atores já estão aqui reunidos. Bom por parte da plebe aguardar pela estrela principal chegar. Certifiquem-se de continuar com esta atitude daqui para frente.”

Sorrindo de bom humor e com um leque aberto cobrindo seus lábios ― era Priscilla. Sua entrada súbita deixou a todos surpresos, incluindo Subaru, mas o primeiro a reagir foi ninguém menos que seu servo, Al.

Al: “P-princesa! Então você tá bem… Fiquei preocupado quando não consegui te achar.”

Priscilla: “Hmm, é você, Al? Por que está desperdiçando seu tempo com esses plebeus ao invés de servir ao meu ser? Olhar minha forma, ouvir minha voz, cheirar meu aroma e obedecer meus comandos não é o seu dever? E me fazendo procurar Schult por conta própria, deve haver um limite para sua insolência.”

???: “P-por favor, me perdoe, Priscilla-sama…”

Enquanto Priscilla repreendia seu servo preocupado impiedosamente, um garotinho com um uniforme de mordomo esticou sua cabeça por detrás dela, timidamente se agarrando ao vestido dela. Parecia que Priscilla não apenas resgatou Liliana enquanto passeava pela cidade dominada pelo Culto da Bruxa, como seu mordomo também.

Subaru: “Mas que tipo de audácia maluca é essa…”

Subaru suspirou por causa da fina linha entre coragem em excesso e falta de cuidados.

Ao ouvir isso, Priscilla virou-se para Subaru. Ela fechou seu leque audivelmente, foi em direção a ele bruscamente, e…

Priscilla: “Você aí, não se mova.”

Subaru: “――hk”

Cortando o vento, ela segurou a ponta de seu leque contra a gargante de Subaru.

Como sempre, mexendo-se com uma velocidade inconcebível, ela o alcançou antes de seus olhos sequer registrarem aquele movimento. Mas, já que Reinhard não interviu, Subaru entendeu que não estava realmente em perigo.

Subaru: “O que você tá fazendo? A gente tá tendo uma conversa importante aqui, a gente não tem tempo pra…”

Priscilla: “Ótimo. ――Aquela voz que fez a transmissão agora há pouco era sua?”

Subaru: “… Era, o que tem?”

Não importa o quão patético seja usar o fato de Reinhard não ter se mexido como base, Subaru decidiu revidar os insultos de Priscilla. Ela estreitou os olhos com esta resposta.

Priscilla: “Claramente, não tolerarei ninguém recebendo mais atenção que o meu ser. Então irei provar o quão obviamente superior eu sou quando comparada à sua laia.”

Subaru: “Hã? Ai!?”

Ao rapidamente erguer o leque que estava contra o pescoço de Subaru, ela golpeou com tanta força seu queixo que lágrimas escorreram de seus olhos. Priscilla então afastou-se dele e sentou-se majesticamente em um dos assentos em volta da mesa redonda.

Priscilla: “Mas que cadeira imprestável. Consigo dizer o quão barata é só de sentar.”

Assim que fez este comentário escaldante sobre a qualidade da mobília, ela olhou para rosto de todos que estavam sentados à mesa. E, então, abrindo seus lábios pintados de vermelho, um sorriso belamente macabro estampou-se em seu rosto.

Priscilla: “Vamos lá, permitirei que digam a meu ser tudo sobre a situação atual. Sejam bons escravos e cumpram com suas responsabilidades dando o melhor de si. Como recompensa, emprestarei a vocês minha ajuda. Lembrem-se de agradecer.”

Al: “Espera, Princesa! Agora que a gente se reencontrou, não tem motivo pra continuar aqui, certo? A gente devia sair desse lugar perigoso e…”

Priscilla: “Está sugerindo que meu ser fuja, Al? Se sim, cometeu um grande erro.”

Ao ver Priscilla reclinando-se no lugar como se planejando participar da conferência, Al rapidamente protestou contra. Mas Priscilla respondeu encarando-o, o que fez Al congelar instantaneamente dentro de seu elmo de metal.

Priscilla: “Está ouvindo? Fui em quem decidi continuar nesta cidade. E serei eu quem decidirá a hora de ir embora. Não aceitarei ordens de ninguém. Além do mais, você quer que meu ser dê as costas para estes plebeus tolos e fuja descaradamente? Quem você acha que eu sou?”

Al: “…………”

Priscilla: “Tudo neste mundo age ao meu favor. Então, por que meu ser deveria ir embora e permitir que esta confusão desagradável continue? Se deseja ser chamado de meu servo, então coloque isto na cabeça, Al. Eu sou favorecida por providência divina e, como tal, minhas ações são providência divina.”

A força de vontade de Priscilla não poderia ser abalada.

Todos presentes, especialmente Al, estavam cientes. Ao ver o ombro de Al cair, o jovem mordomo ― Schult — silenciosamente se aproximou e abraçou-o. Al, sorrindo para este ato de consolo, decidiu-se.

Subaru: “Otto, você tem um minutinho?”

Otto: “Sim, vamos lá.”

Assim que começaram a explicar a situação atual à Priscilla, Subaru sussurou para Otto. Tendo aparentemente anticipado isso, Otto concordou sem demonstrar surpresa.

Subaru: “Garfiel, me avisa quando acabarem.”

Deixando esta instrução com ele, Subaru saiu da sala de reunião com Otto.

E assim que estavam do lado de fora, viraram-se um de frente para o outro no corredor.

Indo de encontro com o olhar de Subaru, não havia confusão nos olhos de Otto. Ele sabia exatamente o que precisavam conversar.

Subaru: “Mas por que você tá tentando restaurar o『Livro da Sabedoria』? Não, antes disso, quando que você pegou os restos dele?”

Otto: “Foi um ano atrás, depois que resolvemos os problemas no 『Santuário』. Depois que a neve da Emilia-sama desapareceu, eu estava andando por lá quando… bem, não foi bem por coincidência. Eu tinha ouvido o que aconteceu com a Ram-san, então eu também estava à procura dos restos queimados dele.”

Subaru: “E então o『Livro da Sabedoria』que você achou é o do Roswaal?”

Otto: “Sim. Eu fui estranhamente sortudo porque acabou que ele estava no lugar que queria checar.”

“Estranhamente sortudo” provavelmente era uma piada com o quão estranhamente azarado ele era. Embora Otto estivesse sorrindo, Subaru não estava no clima para compartilhar desse sentimento.

Porque os motivos por trás de Otto fazer isso ainda eram uma incógnita para Subaru.

Otto: “Seja honesto comigo, Natsuki-san, o que você pensa do Marquês Mathers?”

Subaru: “Roswaal?”

Enquanto Subaru se mantinha em silêncio, Otto perguntou isso a ele. Parecia tanto relevante ao tópico quanto completamente irrelevante. Subaru refletiu sobre a pergunta por um momento.

Subaru: “Bem… eu acho que a gente definitivamente não pode deixar a guarda baixa quando se trata daquele cara. Não depois de tudo que rolou há um ano; mas já que os objetivos dele tão mais claros agora e, assumindo que não mudaram, não vejo ele como uma ameaça no momento. Na verdade, agora que a gente se entende melhor, meio que me sinto o cúmplice dele.”

Otto: “Eu não confio nem um pouco no Marquês Mathers.”

Otto declarou isso, mostrando o quão ingênuo era o modo de pensar de Subaru.

Ao ouvir isso, Subaru arregalou os olhos por causa da intensidade daquela frase.

Otto: “Você citou o que aconteceu há um ano. Sim, é verdade. Mas ele planejou o que aconteceu no 『Santuário』muito antes. Você e Emilia-sama parecem lenientes até demais com isso.”

Subaru: “… Não é como se a gente tivesse perdoado ele. Tudo que aquele cara faz me deixa com vontade que gritar “Que porra é essa?”, e eu ainda tô pistola com ele. Mas, bem, a gente precisa da ajuda dele. Então não tem muito o que fazer, e a Emilia pensa assim também.”

Otto: “O nome disse é ser leniente…  mas não estou dizendo que é uma coisa ruim.”

Otto olhou de forma impaciente para Subaru, transmitindo seu senso de urgência.

Em outras palavras, Otto estava dizendo a ele que não estava sendo nem um pouco cauteloso o suficiente. Claro, Subaru sabia que era algo que precisava ficar de olho, mas…

Otto: “Tá tudo bem. Tá tudo bem com o seu jeito de lidar com isso. Não precisa mudar. Já que estarei tomando as devidas precauções.”

Subaru: “Precauções?”

Otto: “Como o Ministro de Assuntos Internos, tive várias oportunidade de interagir com o Marquês Mathers. Pelo que eu vi ao longo desse último ano, não percebi nenhum sinal dele estar orquestrando algo ou de algum comportamento estranho. Mas não quer dizer que ele não fez nada com antecedência. Ele poderia facilmente ter planejado algo com a ativação cronometrada.”

Subaru: “――――”

Subaru fechou sua boca, a cautela e preocupação de Otto acertaram-o em cheio.

Ele tinha todo motivo do mundo para não confiar em Roswaal. Era uma consequência natural por tudo o que já fez, seja bom ou ruim. Embora nesse caso seja, por sua maior parte, ruim.

Otto: “Se ele segue cada palavra do『Livro da Sabedoria』e acredita que ele prevê o futuro, então uma olhada no que está escrito no livro e saberemos o que ele está tramando. Desse jeito podemos tomar as medidas necessárias para nos proteger de qualquer possível traição futuramente.”

Subaru: “Quer dizer que você quer restaurar o livro… porque não confia no Roswaal?”

Otto: “… Mais para o contrário. É justamente porque eu não quero desconfiar dos meus aliados que quero ter certeza. Quero pelo menos me certificar de que nada desastroso vai acontecer. Então eu mantive o 『Livro da Sabedoria』na esperança de restaurá-lo…  Não te consultei antes, foi mal.”

Otto baixou sua cabeça ao desculpar-se.

Mas Subaru, a sua frente, não conseguia dizer nada. Ele se sentia como se não tivesse o direito de responder.

As preocupações de Otto e as medidas que tomou para resolvê-las ―

Eram todas coisas que Subaru e Emilia deveriam ter notado. Na realidade, todas as dificuldades que ele passou para fazer isso foram totalmente pelo bem de Subaru e Emilia.

Agora que ele percebeu o quanto Otto esteve ajudando-o secretamente, Subaru se sentiu ao mesmo tempo envergonhado, arrependido e incrédulo por não ter percebido antes.

E por que Otto faria isso por ele? Era apenas por serem amigos?

Otto: “Mas não vou te dizer o porquê. Nem é tão interessante de qualquer forma.”

Como se tivesse lido a mente de Subaru, Otto respondeu.

Ao ser respondido pelo sorridente Otto antes de sequer perguntar, Subaru soltou um longo suspiro.

Subaru: “Eu sinto meio que como se você tivesse sempre me tirando de alguma enrascada, você sabe.”

Otto: “Pode até ser, mas acho que tá tudo bem com você, que nem quando você fez aquela transmissão, Natsuki-san.”

Otto coçou sua cabeça, enquanto Subaru estalou sua língua e baixou seus ombros um pouco envergonhado pelo que foi dito.

Subaru: “Entendo. Tô com você nessa do 『Livro da Sabedoria』. Mas o problema aqui é que aqueles arrombados tão atrás dele. Então o que a gente vai fazer?”

Otto: “Independente dele ter sido restaurado com sucesso ou não, acho que é melhor pegarmos ele de volta. Tem bastante chance do Mestre Dartz sair machucado, o que é a última coisa que eu queria que acontecesse.”

Subaru: “Mas a gente vai atacar as quatro Torres de Controle ao mesmo tempo. Não tem gente sobrando pra fazer isso.”

Otto: “Eu posso até não servir pra combate, mas posso muito bem tomar conta de mim mesmo se eu viajar pelos canais; pode não parecer, mas enganar dragões aquáticos é um dos meus pontos fortes, você sabe.”

Colocando sua mão ao lado de sua boca, Otto devia estar ostentando sua『Proteção Divina do Verbo da Alma』.

Quando se tratava de fugir, a Proteção Divina de Otto na verdade seria bem útil. Fora isso, as forças inimigas principais concentravam-se nas Torres de Controle. Assumindo que não trouxeram alguns daqueles lacaios Cultistas, Otto não estaria sob tanto perigo assim.

Otto: “Ao invés de se preocupar comigo, você devia é pensar nos times de ataque. Você precisa salvar a Emilia-sama, afinal. É uma responsabilidade e tanto.”

Subaru: “Entendido. Vou arrancar fora a cabeça daquele arrombado da『Ganância』eu mesmo.”

O monstro de cabelos brancos que levou Emilia veio a sua mente.

Isso mais o fato dele ser um Arcebispo do Pecado significavam que ele era um inimigo que deve ser eliminado.

Otto: “Devemos voltar? Eles já devem ter praticamente acabado de explicar a situação.”

Ao ver Subaru revigorado, Otto apontou com a cabeça para a sala de reunião. Mas assim que Subaru acenou com a cabeça e estava prestes a entrar com ele…

???: “Subaru-dono.”

Ele foi interrompido por um chamado vindo da escadaria.

Não havia dúvidas de quem a voz pertencia. A pessoa lá em cima, olhando para ele com suas pupilas azuis firmes ― era Wilhelm.

Subaru: “Otto, pode ir na frente.”

Otto: “Tudo bem. A gente continua mais tarde.”

Otto voltou ao lugar da reunião enquanto Subaru subiu as escadas, indo de encontro a Wilhelm, que aguardava no andar de cima.

E então assim que estavam no mesmo andar, Wilhelm o cumprimentou com os olhos.

Wilhelm: “Me perdoe por não poder comparecer à conferência. Desculpe-me pela inconveniência.”

Subaru: “Com a situação do jeito que tá, ninguém nem pensaria em te culpar, Wilhelm-san. Então, hmm…  como que tá a Crusch-san?”

Ele tinha ouvido falar que ela não estava bem. Ou que não apenas não estava bem, como em uma condição terrível. Como uma mulher, ela provavelmente também não queria que ninguém a visse daquele jeito.

Parando para pensar no estado deplorável de sua perna, ele conseguia imaginar que tipo de dano Crusch devia ter sofrido. Só de pensar nisso já o fazia arrepender-se de ter imaginado essas coisas.

Em resposta à pergunta de Subaru, Wilhelm suavemente baixou seu olhar.

Wilhelm: “Crusch-sama pediu para falar com você, Subaru-dono. Se importaria de vir comigo?”

Subaru: “A Crusch-san pediu? Não, não me incomoda nem um pouco, mas… tá realmente tudo bem com isso?”

Wilhelm: “É seu sincero desejo. Se bem que Ferris não estará contente com isso.”

Subaru: “… Provavelmente.”

Ferris provavelmente teria algumas palavras amargas a dizer para Subaru.

Afinal de contas, os únicos que haviam confrontado Capella no último andar da Prefeitura foram Subaru e Crusch, e Subaru sozinho deveria tê-la protegido.

Wilhelm: “Se Ferris disser algo desrespeitoso, por favor, não dê ouvidos. E, por favor, perdoe-o, se possível. Lá no fundo, ele entende. É só que ele está enfrentando emoções as quais não consegue processar.”

Subaru: “Ver a pessoa mais importante para ele sofrendo… Consigo entender por que ele iria querer amaldiçoar as pessoas ao redor dele, pra pelo menos tirar o foco dele da pessoa com quem ele tá tão preocupado.”

Se botar sua raiva para fora poderia aliviar parte de sua dor, então quem poderia culpá-lo?

Por isso Subaru estava preparado para aguentar alguns abusos verbais também.

Wilhelm: “Por aqui.”

Sem comentar sobre a resposta de Subaru, Wilhelm guiou Subaru ao local onde Crusch estaria esperando. Tuc, tuc, o som coordenado de seus passos ecoava pelo corredor.

E, no caminho…

Wilhelm: “Subaru-dono, há outra coisa que preciso contar a você.”

Subaru: “O que foi? É algo que não tem a ver com a Crusch-san…?”

Wilhelm: “É sobre os dois espadachins acompanhando os Arcebispos do Pecado.”

Ele segurou seu fôlego inconscientemente.

Deveria ter sido tão óbvio, como que ele deixou isso passar? O ferimento de Mimi que não fechava causado pela 『Proteção Divina do Deus da Morte』.

A verdadeira identidade desses dois espadachins de elite deveriam ser――

Wilhelm: “Um deles é o Kurgan『Oito Braços』. Um espadachim formidável que foi um general do Império de Vollachia, um homem que deveria ter morrido 10 anos atrás.”

Subaru: “Um homem que… deveria ter morrido? Hmm, Wilhelm-san…”

Wilhelm: “E o outro…”

Wilhelm interrompeu Subaru antes que ele pudesse fazer sua pergunta.

Ele parou de andar, e Subaru fez o mesmo. Então Wilhelm, ainda de costas para Subaru, ficou brevemente em silêncio. Subaru deu um passo a frente para espiar a lateral do rosto de Wilhem ― e instantaneamente se arrependeu.

Ele não deveria ter visto.

Wilhelm: “― O outro… é a『Santa da Espada da Geração Passada』, Theresia van Astrea. Minha esposa…  que deveria ter morrido batalhando contra a Baleia Branca 15 anos atrás.”

Subaru: ”――――”

O fato de ele conseguir manter sua voz tão firme era uma prova do quão forte era sua força de vontade.

Mas quando Subaru viu a agonia que afligiu a lateral de seu rosto, esta impressão caiu por terra.

Mordendo seus lábios; fúria e tristeza entrelaçadas dentro de seus olhos, uma emoção louca e ardente contorcendo cada vez mais seu rosto enrugado ― só de olhar para aquela face, todas suas emoções estavam à mostra.

Subaru: “Sua esposa…  e um general do Império? A não ser que… eles realmente estejam vivos…?”

Wilhelm: “Se for assim…  não, não é possível. Seja minha esposa ou o Kurgan, ambos estão mortos. Isto não pode ser alterado. Os mortos ainda estão mortos, mas sendo profanados.”

Subaru: “Se eles ainda tão mortos, então… é algo tipo Necromancia?”

Necromancia ― magia que manipula os mortos, é um tanto quanto comum em universos fictícios. Claro, quando se trata de ficção, magia capaz de trazer os mortos de volta à vida também é bem comum. Embora nada conveniente assim existisse neste mundo. Isto era algo que Subaru veio a entender do pior jeito possível no tempo de 1 ano e tantos meses que ele passara neste mundo.

Wilhelm: “Magia para manipular os mortos é proibida. Embora eu tenha ouvido falar de alguém que usava. Na Guerra Demi-Humana ― a guerra civil em Lugnica entre Humanos e Demi-Humanos que aconteceu há décadas, ela era um dos 3 inimigos do Reino lutando ao lado dos Demi-Humanos.”

Subaru: “3 inimigos do Reino…?”

Wilhelm: “O Herói Demi-Humano, Libre Fermi. O Grande Estrategista, Valga Cromwell. E…”

Depois de uma breve pausa…

Wilhelm: “A Bruxa Sphinx. O abominável ser que, sem pensar duas vezes, impiedosamente derramou tanto o sangue de Humanos quanto o de Demi-Humanos. A única Bruxa a não ser Satella cujo nome permaneceu na história do Reino.”

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