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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 5 – Capítulo 16

Penetras

Aquele momento comovente foi arruinado da pior forma possível.

A atitude e conduta do homem de cabelos vermelhos indicavam uma índole horrenda. Um sorriso um tanto repulsivo estampado em seu rosto não barbeado. Ele parecia ter uns quarenta anos e exalava um cheiro desagradável de álcool.

Embora as ações e a aparência dele causassem uma sensação de repulsa que parecia refletir seu caráter, se fosse para ignorar a falta de cuidados, o homem era até que bonito.

As características de beleza — suas formas desejadas, estava sendo contaminadas por outras coisas. Algo na postura do magro homem exalava um ar de repulsa.

Subaru: “…Quem é você?”

???: “Ahh?”

O primeiro a quebrar o silêncio foi ninguém menos que Subaru, que colocou a mão no cabo de seu chicote que estava na cintura.

Quando ficava irritado, Subaru acabava se deixando levar.       

Não havia nada que podia tê-lo irritado mais que a interrupção da reconciliação entre aqueles dois desajeitados.

Apenas Subaru sabia o porquê de estar com tanta raiva.

Não era uma simples reconciliação entre um amigo dele e alguém que respeitava.

Era entre familiares. Uma família buscando entrar em contato novamente. Ousar interromper algo assim…

Subaru: “Me responde. Quem caralhos é você?”

???: “…Você tá mesmo olhando torto pra mim, garoto. Como um cavaleiro, você sabe com quem tá tentando comprar briga, certo?”

Subaru: “Não me faça rir, cara. Quem tá comprando briga aqui é você. Só perguntei o que você tava fazendo aqui.”

Com sua paciência prestes a se esgotar, Subaru levantou-se.

Beatrice, que estava sentada ao seu lado, percebeu suas emoções tomando conta dele e mudou de posição para poder pegar em sua mão a qualquer momento. Sua confiável companheira havia percebido a raiva ardente que residia no coração de Subaru.

Enquanto olhava para Subaru com uma expressão desagradável, o homem coçava a cabeça rudemente.

???: “Você é tão irritante, garoto. Ei, Santo da Espada. Pode ser o Juukulius também, até o Argyle. Deem um trato nesse garoto mal-educado.”

Subaru: “—hk!”

Ao apontar para Subaru com a mesma mão com a qual coçava a cabeça, o homem insolente deu uma ordem casualmente para 3 pessoas ali presentes, Reinhard incluído.

Ao ver esta humilhação aos seus camaradas, Subaru queria dar uma chicotada naquele sorrisinho estampado no rosto do homem.

Julius: “Por favor, meça suas palavras.”

Mas ele foi interrompido por Julius antes que pudesse agir.

Julius, que havia se levantado alguma hora, gentilmente colocou uma mão no ombro de Subaru por trás. Ele acenou levemente para Subaru com a cabeça e então virou-se para o homem.

Julius: “Ferris está presente e Reinhard também. Nós 3 estamos afastados de nossos deveres no momento por estarmos servindo nossas mestras. Logo, nem mesmo o segundo em comando tem a autoridade para nos comandar.”

Ferris: “Sim. Ferri-chan agora é um servo obediente da venerável Crusch-sama. Logo, não sou obrigado a seguir essa ordem.”

Ainda sentado, Ferris estava segurando o braço de Crusch e respondeu logo depois de Julius. Embora Crusch estivesse um pouco surpresa por seu braço estar sendo agarrado, seus olhos que se viraram para o homem de cabelos vermelhos ainda estavam repletos de determinação.

A expressão estampada no rosto de todos era semelhante, ninguém estavam escondendo a hostilidade que sentiam contra o homem. Era natural, eles estavam em uma situação agradável que havia sido totalmente estilhaçada pelo homem.

No entanto…

???: “Ooh, ooh, que medo. Não tava na cara que eu só tava brincando? Não é como se eu não soubesse o peso das minhas palavras como vice-comandante.”

Subaru: “Como… vice-comandante?”

O alcoólatra pareceu achar algo engraçado, dando tapas em sua perna enquanto ria das reações de Julius e Ferris. Uma das palavras ditas por ele havia chamado a atenção de Subaru.

Ao ouvir sua pergunta, o homem mais uma vez desviou seu olhar para Subaru.

???: “Isso mesmo que ouviu. Esse é meu amado título. Vice-Comandante dos Cavaleiros do Reino de Lugnica, Heinkel, esse sou eu.”

Subaru: “Não me venha com esse jeito todo certinho.”

Heinkel: “Hahaha, esse garoto tem uma língua afiada. Dói, dói, dói tanto… cala essa boca, pirralho.”

Subaru: “—hk!”

A escuridão que cintilava nos olhos estreitos do homem fez Subaru sentir calafrios na espinha. Era diferente da presença esmagadora de algo como a Baleia Branca ou de uma Bruxa. Era algo ainda mais indescritível.

Esse algo era familiar para Subaru, e ainda assim era impossível se lembrar do que se tratava exatamente. Não havia para onde fugir desta sensação, e os ouvidos de Subaru começaram a zumbir.

Julius: “Se acalme, Subaru. Não se deixe ser engolido pela aura do vice-comandante.”

Julius, que estava ao seu lado, disse isso a um Subaru meio zonzo.

Ao ouvir isso, aquele homem — Heinkel, olhou para Julius com um sorriso sombrio.

Heinkel: “Ha! Uma resposta respeitável. Uma resposta exemplar e educada. Mostrando tamanho respeito como um cavaleiro, como esperado do Cavaleiro Irretocável.”

Julius: “Permita-me aceitar este elogio, Vice-Comandante Heinkel… Se não for muito incômodo, qual o motivo por trás de sua visita? Se não me falha a memória, seu dever como o vice-comandante é defender a capital.”

Heinkel: “Chega de sarcasmo. Que diferença faz na vigília da capital se tiver um homem a menos? Marcus-sama pode lidar perfeitamente com tudo sozinho, bem melhor do que eu… ah, se bem que, mesmo se ocorrer um desastre, a gente tá em falta de uma família real pra se prejudicar.”

Wilhelm: “Heinkel!”

Levando em conta sua posição, o que Heinkel disse foi extremamente desrespeitoso. Ao ouvir aquilo, Wilhelm, furioso, gritou seu nome.

O Demônio da Espada, tremendo de raiva, encarou Heinkel com um olhar penetrante, ele respondeu dando de ombros.

Wilhelm: “Heinkel…”

Heinkel: “Falar meu nome uma vez já tá bom. Ainda não tô velho o suficiente pra ficar surdo. Bem, considere isso como papo de um bebum e não ligue pro que eu disse. Deixando isso de lado.”

Heinkel respondeu a voz descontente de Wilhelm colocando um dedo no ouvido e fechando seus olhos azuis. Então ele os abriu novamente e encarou Wilhelm.

Heinkel: “Essa sensação não é muito agradável. Claro que eu quero te parabenizar por derrotar a Baleia Branca, mas você também esteve me evitando. É um feito que levou 14 longos anos para se conquistar, afinal. Acho que também tenho o direito de participar das alegres comemorações. Não concorda, pai?”

Wilhelm: “Heinkel, eu…”

Heinkel: “Reinhard, e você?”

Reinhard: “—”

Heinkel, seu rosto cheio de maldade esfaqueou com palavras o peito de Wilhelm.

Embora o rosto do velho mostrasse a mesma dor de ser cortado por uma lâmina de verdade, Heinkel não pareceu se importar. Ao invés disso ele foi atrás de um novo alvo.

Reinhard, que estava silenciosamente observando a situação, lentamente virou-se para Heinkel quando foi chamado.

Heinkel: “Você não deveria estar parabenizando o pai por finalmente ter aliviado o peso do fardo que carregava nos ombros? Já que ele vingou uma esposa, uma mãe, uma avó. Pelo menos ofereça a ele umas palavras gentis. De qualquer forma…”

Reinhard: “—”

Heinkel: “Com isso, o pai finalmente vingou a antiga Santa da Espada, a que você matou, não é mesmo?”

— Subaru voltou atrás com o que havia pensado.

Dizer que o rosto de Heinkel estava cheio de maldade era um erro.

Ele era a maldade em si.

Suas palavras, sua aparência, sua atitude, sua voz, sua conduta, seu olhar… todos eram manifestações de sua intenção, que podia ser descrita apenas pela palavra “Maldade”.

De fato, cada pingo da conduta de Heinkel exalava nada além de maldade pura.

Subaru: “Antiga Santa da Espada… matar…?”

Subaru soltou essas palavras impressionantes em voz baixa.

Em sua mente várias outras pistas estavam embaralhadas, mas Subaru não tinha a capacidade de raciocínio para ordená-las corretamente.

Em oportunidades como essa, a maldade nunca falha em mostrar suas garras.

Heinkel: “É, a antiga Santa da Espada que foi morta. Não faço ideia do quão ignorante você é, mas você provavelmente tá familiarizado com o título “Santo da Espada”, né? O atual Santo da Espada é o mais poderoso herói de hoje em dia… mas isso foi algo que ele conseguiu matando seu predecessor, sua própria vó. Embora esta ocorrência tenha sido imediatemente escondida do público.”

Wilhelm: “Silêncio, Heinkel! Você… o quão longe você planeja ir?”

Heinkel: “Se tá querendo dizer alguma coisa com “palavrinhas bonitas”, então por favor pare, pai. O motivo é que você simplesmente não tem o direito de discordar. Afinal de contas, quando a antiga Santa da Espada morreu, o primeiro a condenar Reinhard foi ninguém menos que você.”

Wilhelm: “—hk”

As palavras que saíam da boca de Heinkel continham um veneno de repugnância tóxico e denso. E o conteúdo de suas frases eram nada mais que maldições vulgares. Reinhard matou seu predecessor? Impossível.

Wilhelm condenou Reinhard? Impossível. Afinal de contas, para Reinhard, seu predecessor era…

E para Wilhelm, Reinhard era…

Então, obviamente, isso não podia ser verdade.

Reinhard & Wilhelm: “—”

Nenhum dos dois negou aquelas palavras.

Por quê? Se eles pelo menos as negassem, se pelo menos dissessem um mísero “não”, Subaru teria acreditado na hora.

Um camarada de guerra e um respeitado mentor. Um homem maldoso envolto pelo cheiro de álcool. Era óbvio em qual deles Subaru acreditaria.

Sendo assim, ele queria que um deles negasse o que havia sido dito.

Heinkel: “Tà difícil de se comunicarem agora? Claro que sim. Tá desse jeito já faz 14 anos. Nem você nem o pai mudaram em nada. Se não mudarem, é impossível uma reconciliação. Thearesia van Astrea perdoaria uma relação egoísta assim?”

Em meio ao silêncio, apenas se ouviam as profanas palavras de Heinkel.

A antiga Santa da Espada. Ela foi a esposa de Wilhelm, assim como a vó de Reinhard. E, para Heinkel…

Heinkel: “Minha falecida mãe tá nos amaldiçoando. Três gerações e nenhum de nós foi perdoado.”

Pai de Reinhard. Filho de Wilhelm.

Levando em conta as palavras de Heinkel e seu jeito de ser, Subaru deduziu corretamente sua origem.

Subaru: “Heinkel van Astrea.”

Ao testar o nome, ele percebeu que ecoava com um ar apropriado.

O homem em sua frente definitivamente tinha alguma conexão à Família Astrea. Mesmo com seu caráter sendo completamente diferente dos respeitáveis Astreas que Subaru conhecia.

Heinkel: “Não coloque um “van” no meu nome, garoto. Não recebi essa honra. É só Heinkel Astrea.”

Subaru: “…?”

Ao sentir a dúvida na voz de Subaru, Heinkel estalou sua língua e desviou o olhar.

Pela primeira vez desde que apareceu aqui, havia amargura em seu rosto de perfil. Seus olhos, que antes continham apenas alegria sadística enquanto insultava sua família, agora pareciam conter dor.

—Assim que ele começou a refletir sobre o que aconteceu, Subaru foi interrompido.

Emilia: “Então… veio aqui atrás de quê?”

Subaru: “Emilia?”

Todos estavam tremendo frente a atitude imperdoável de Heinkel. No entanto, a primeira pessoa a levantar-se e questioná-lo foi Emilia.

Emilia, com seus cabelos prateados flutuando atrás dela, levantou-se. Subaru, que estava ao seu lado, podia sentir a raiva que emanava dela.

Para Emilia, era impossível não sentir raiva por terem estragado aquela atmosfera agradável ou desta atitude rude.

Ela só ficava realmente com raiva quando se tratava dos sentimentos dos outros. E ela até estava ciente do quanto Reinhard e Wilhelm foram feridos.

Emilia: “Nós estávamos tão felizes jantando. Estragou um momento tão pacífico como aquele intencionalmente, por que fez isso?”

Heinkel: “…Oh, que inesperado. Você não é a Emilia-sama? Ouvi uns boatos seus. Uma pobre garota meio-bruxa que não tem chances de vencer, mas se esforça mesmo assim.”

Emilia: “Embora eu queira conversar com você algum dia e perguntar o que acha de mim, tudo que eu quero agora é que me responda. Por que veio aqui?”

Heinkel: “—”

Ele estava tentando irritá-la com insultos? Subaru percebeu suas intenções e Heinkel, surpreso, ficou desapontado. Os membros das outras chapas também pareciam estar surpresos com o jeito calmo de Emilia.

Era uma diferença surpreendente se comparada à inocente Emilia de ontem. Mas dizer que ela estava se fingindo de inocente seria uma mentira. Esta era Emilia sendo honesta consigo mesma.

Emilia: “O motivo por trás de estarmos reunidos aqui é porque fomos convidados pela Anastasia-san. É bem raro todos nós nos reunirmos no mesmo lugar, então não acho que você aleatoriamente invadiu tamanha oportunidade, mesmo sendo alguém importante para os cavaleiros. Por favor, me diga exatamente o que quer.”

Heinkel: “Tsk. Não é que nem os boatos diziam…”

Emilia: “Me responda.”

Heinkel, que estava de novo coçando sua cabeça, foi abalado por Emilia o pressionando.

Embora Emilia estivesse com raiva, ela sob nenhuma circunstância estava preparando para atacar. A pressão que emanava dela não tinha nada a ver com magia. Era simplesmente a força de seus sentimentos.

Felt: “Você entrou aqui com tanta confiança só pra amarelar quando uma garota te encara. Senhor, isso é bem vergonhoso.”

Anastasia: “Isso mesmo. Justamente quando eu estava ansiosa para compartilhar com todo mundo uma história divertida. Essa Cantora parece ser alguém bem extravagante, não parece interessante?”

Crusch: “É mesmo? Então eu apreciaria muito se este homem misterioso fosse embora, já que eu gostaria de falar destes boatos sobre a Cantora junto com todo mundo.”

Heinkel: “—hk”

Depois de Emilia levantar a voz contra o homem, Felt, Anastasia e Crusch fizeram o mesmo.

Assim como Emilia, as três se juntaram a ela em opor Heinkel. Frente a pressão das quatro, o rosto de Heinkel não tinha opção a não ser contrair-se levemente.

Elas estavam em patamares completamente diferentes. Levando em conta seus títulos, sua posição era um tanto insignificante.

Julius: “Sinto muito, vice-comandante. Se não há nada mais para fazer aqui, eu acho que, pelo bem de todos os envolvidos, você deveria ir embora.”

A reação de Heinkel e a atitude das candidatas reais.

Julius determinou que este seria o momento certo para expulsar Heinkel. Subaru teria preferido esmagá-lo ali mesmo, mas mudou de ideia ao ver Reinhard e Wilhelm.

Ele não havia compreendido totalmente a situação, então não podia tirar conclusões precipitadas.

Heinkel: “Grr…”

Julius: “Vice-comandande. Por favor tome uma decisão. Assim que o fizer, por favor…”

???: “—Não há necessidade disso, plebeu.”

Era uma voz que cintilava com autoconfiança.

A pessoa a qual pertencia esta voz confiante, que conseguia abalar a vontade daqueles que a ouvem, parecia capaz de impor a sua superioridade sobre os outros onde quer que vá.

Capaz de deixar o senso comum de lado e estabelecer um novo conjunto de regras, regras estas que não permitiam quaisquer protestos ou objeções.

Todos os ocupantes da sala de chá olharam para a porta de correr próxima a Heinkel.

Todos estavam completamente cientes de que alguém estava prestes a aparecer ali. Heinkel já havia fugido de suas mentes há bastante tempo.

Um calor fervente como o Sol emanava do corredor.

???: “Então todos já chegaram? Vocês prepararam um palco para a estreia de meu ser. Merecem elogios por tal atitude.”

Um busto audaciosamente semi-exposto envolto por um vestido vermelho sangue, sua boca provocativamente oculta por um leque. Seus braços cruzados sob seu grande busto, o empurrando-o para cima em um gesto charmoso que ostentava sua pele branca.

Seus olhos vermelhos vivos lembravam faíscas de uma chama, um encantamento capaz de fascinar todos os homens do mundo.

Vê-la até mesmo uma única vez iria queimar sua violenta beleza nas memórias de alguém para sempre. Beleza em excesso se torna violenta. Sua existência provava isso.

Uma jovem mulher chamada Priscilla Barielle.

A quinta candidata da Seleção Real que não havia sido convidada.


Priscilla: “Então é assim? Rostos entediantes em um ambiente sem vida. Vocês gostam deste ar estagnado? Ou será que toda vez em que nos encontramos tal atmosfera se forma? Se for este o caso, é deplorável.”

Priscilla franziu as sobrancelhas enquanto olhava em volta do recinto e falava com um tom de voz provocativo, tudo enquanto se abanava com seu leque.

Devido à sua súbita aparição, ninguém foi capaz de revidar seus insultos.

Priscilla: “Mas que recepção horrível. Me dei ao trabalho de abençoar este lugar com a graça de minha presença. Colocar suas testas contra o chão e tratar o meu ser com admiração e louvor é o esperado.”

Subaru: “…É assim que as pessoas tratam uma divindade. Não ia rolar a não ser que você virasse o rei.”

Priscilla: “Hmm?”

Subaru não tinha escolha a não ser fazer um comentário sobre a arrogância de Priscilla. Ao ouvi-lo, Priscilla virou-se para ele, capturando Subaru em seu olhar vívido.

Subaru: “O quê?”

Priscilla: “…Quem é você? De fato, ouvi que esta seria uma reunião de tolos que não sabem seus devidos lugares e irão competir pelo trono. Claro que trariam tolos que os apoiam. Mas por que um rude plebeu como você está aqui presente?”

Subaru: “Tá falando sério?”

Subaru disse isso frente a hostilidade que recebeu.

As palavras de Priscilla não eram piadas nem zombarias. Assim dizendo, eram genuínas. Priscilla genuinamente esqueceu-se por completo da existência de Subaru.

Embora um ano já tenha se passado desde a última vez que se viram, a idiotice que Subaru fez na capital não deveria ser algo assim tão facilmente esquecido.

Embora seja correto dizer que isso era uma atitude bem “Priscillística”, não era uma particularmente agradável.

???: “Princesa, tá exagerando um pouco, não acha? Não sei quanto valor você enxerga nele, mas pra mim ele é quase como um irmão. Ele é um oponente bem interessante, né?”

Uma fraca voz cortou através da densa atmosfera.

Era uma voz meio hesitante e vinha acompanhada por um som de metal. Um homem de um só braço dizia palavras tranquilizantes enquanto vinha do corredor juntar-se a Priscilla.

Seu rosto estava coberto totalmente por um elmo, e seu físico sólido e indelicado dava a impressão de que ele era um homem forte. Ele era tanto um servo de Priscilla quanto um homem que, assim como Subaru, havia sido invocado de outro mundo.

E, claro, ele havia acompanhado sua mestra até aqui. Ele então se colocou entre Priscilla e Subaru.

Al: “Ei, você se lembra, né? É meio difícil se esquecer de um cara que apareceu no meio do castelo, fez umas coisas idiotas e se envergonhou na frente de um monte de gente. É esse carinha aqui. Princesa até ficou com o estômago dolorido de tanto rir.”

Priscilla: “Não tenho quaisquer lembranças disto. A propósito, Al, o meu ser nunca que ficaria com dor por rir muito. Não desmereça tal honorável presença como um plebeu ordinário. Mesmo que seja você, não tolerarei na próxima vez. Irei cortar sua cabeça fora.”

Al: “Viu, irmão? Foi mal, não consegui fazer nada. Talvez se você trabalhar duro pra ser alguém melhor.”

Subaru: “Me dá um pouco mais de crédito pelo que eu fiz nesse último ano!”

Al rapidamente desistiu de tentar fazer sua mestra lembrar e ao invés disso começou a se desculpar com Subaru, até curvando sua cabeça. Subaru suspirou, sentindo que Al não havia mudado nada neste último ano.

Se bem que, para alguém que parecia de meia-idade como o Al, passar por uma mudança perceptível seria praticamente impossível.

Heinkel: “Você tá um pouco atrasada, Priscilla-sama. Quanto tempo mais você ia me fazer ficar aqui sozinho? Ouvi dizerem que você devia ter chegado mais cedo…”

Priscilla: “Silêncio, plebeu. Você irá dançar se assim for ordenado. A não ser que eu dê uma ordem para parar, espera-se que dance até morrer. Aqueles que entendem errado seus deveres ou tentam corrigir um erro que acreditam que o meu ser cometeu são condenados à morte.”

Heinkel: “Urp…”

Por outro lado, Heinkel, ao perceber que a atmosfera do recinto havia mudado, imediatamente virou-se para Priscilla, que estava parada atrás dele. No entanto, qualquer tipo de atitude para argumentar contra Priscilla se provava totalmente fútil.

Embora Heinkel tivesse ficado envergonhado por causa de Priscilla, que não cedia, Subaru ergueu seu olhar assim que ouviu a conversa deles.

Subaru: “Priscilla. Você que trouxe esse cara?”

Priscilla: “Ouça, plebeu. Quem foi que permitiu que você ousasse falar o meu nome sem o seu devido honorífico? Nem mesmo o ser compassivo e generoso que sou, quando frente a alguém tão sem salvação como você, tem uma paciência inesgotável.”

Al: “Princesa.”

Al brevemente a chamou assim que viu a brutalidade em seus olhos que encaravam Subaru. Então Priscilla fechou um de seus olhos e soltou um pequeno suspiro.

Priscilla: “Não sei o porquê, mas meu servo parece ter gostado de você. Al, que salvou sua vida… não, não há por que agradecê-lo. Louve a misericórdia de meu ser. Se assim o fizer, lhe perdoarei.”

Subaru: “… Obrigado pela sua generosidade e consideração. Então, a resposta pra minha pergunta é…”

Priscilla: “Se está a pensar que o meu ser trouxe este plebeu aqui, então está correto. Ele está aqui porque o chamei”

Subaru: “Pra quê!?”

Subaru levantou a voz contra a confiante Priscilla e questionou seus motivos.

Era penetra depois de penetra. Que tipo de conspiração estava sendo formulada ali, era o que Subaru precisava descobrir.

No entanto, em resposta à pergunta de Subaru, Priscilla simplesmente inclinou a cabeça e…

Priscilla: “Talvez porque eu achei que seria interessante.”

Subaru: “…Seria interessante?”

Priscilla: “Isto mesmo. Disputas familiares distorcidas, ou as alegrias e mágoas que provêm de relacionamentos. Estes espetáculos horrendos são tão emocionantes. Na verdade, você viu? O Santo da Espada e o Demônio da Espada agiram de forma um tanto humana. Algo raro de se ver.”

Subaru: “PRISCILLAA!”

Esse ponto de vista cruel e distorcido enfureceu Subaru.

Como Priscilla disse, as disputas da família de Reinhard eram raramente vistas. E aquele oceano de amargura definitivamente era algo que deveria continuar assim.

Se Heinkel não tivesse aparecido, aquela história sombria nunca teria ido à tona. Mesmo assim, avô e neto estava tentando restaurar sua relação.

Tendo destruído isso—

Al: “Pare, irmão. Não há motivo pra rolar uma briga aqui. O caráter ruim da Princesa não é uma coisa que tá aí faz só um ou dois dias. Pensa nisso como má sorte… como más estrelas, e tenta deixar isso pra lá.”

Subaru: “Se você sabe que sua mestra é assim então devia tentar botar ela no caminho certo. Só ficar satisfeito com o jeito que tá é irresponsável.”

Al estendeu sua única mão em direção a Subaru, lentamente balançando sua cabeça.

Já que ele estava segurando o pulso de Subaru, caso algo repentino acontecesse, ele não seria capaz de reagir e sacar sua espada.

Em outras palavras, ele estava dizendo que não tinha quaisquer intenções de lutar.

Ao perceber isso, Subaru soltou um longo suspiro. Então olhou em volta e descobriu que foi o único que agiu de forma impulsiva.

As candidatas, até mesmo Julius e Ferris não queriam dar início a nada.

Claro. Esta era uma reunião entre as candidatas ao trono. Ninguém queria cogitar a possibilidade de alguém sair machucado dali.

Subaru: “Mas, mesmo nesse caso, não importa o quanto seus corações sofram…”

Emilia: “Subaru…”

Os olhos oscilantes de Emilia chamaram Subaru, que estava submerso em sua fúria. Ao sentir sua manga sendo puxada, Subaru também sabia que Beatrice o estava apoiando.

Sentindo o apoio das duas, Subaru se sentiu incapaz de curvar sua cabeça.

Priscilla: “Parece que a fúria do vira-lata se foi. O meu ser veio aqui hoje justamente para ver o rosto de vocês latindo feito cães. Agora que minha meta se cumpriu, não há mais nada para eu fazer aqui.”

Anastasia: “Mas que bela atitude essa. Mas tem um problema… mesmo eu não tendo te convidado, como você descobriu sobre esta reunião.”

Priscilla parecia pronta para ir embora e seguir com sua agenda. No entanto, Anastasia aproveitou-se de uma oportunidade para interrompê-la

Embora o tom de voz de Anastasia seja gentil, ela estava vigilante.

Anastasia: “Afinal de contas, se uma criança não consegue ficar de boca calada então não se pode permitir que ela saia por aí como bem entende.”

Priscila: “Não fale comigo com tal afetação, fará os ouvidos de meu ser apodrecerem. Consigo muito bem acompanhar o que uma raposa astuta diz.”

Anastasia: “Ora, ora. Então você não irá zombar de mim, me chamando de “plebeu”?”

Priscilla: “Se não viu o que deveria ter visto, então seu nível de ignorância a põe na mesma categoria que todos estes outros tolos. Será que você é tola o suficiente para querer que meu ser a ignore?”

As duas estavam focadas em um duelo de palavras — no entanto, Priscilla pode ou não estar provocando intencionalmente a retórica de Anastasia.

Anastasia gentilmente acariciou o cachecol em seu pescoço.

Anastasia: “Vazamento de informação é preocupante, você sabe.”

Priscilla: “Qualquer coisa que alcança os ouvidos de outra pessoa foi vazada por uma boca descuidada. E quanto mais se aprende, mais furos podem ser encontrados. Você não é a única que observa e ouve os outros com atenção. É este tipo de coisa.”

Anastasia: “Ah, é que, entenda, nunca achei que você fosse alguém que usaria por meios de espionagem para lidar com pessoas da nossa laia.”

Priscilla: “Um inseto alado fica a zumbir perto do ouvido de meu ser. Mas o que posso fazer sem saber onde está? Preciso capturar o inseto com meus olhos e ouvidos, o que é precisamente o que fiz. Claro, isto vale para nós duas.”

O que Priscilla estava insinuando é que, assim como se lida com insetos voando por aí, não há por que ignorar o mínimo pedaço de informação.

Subaru tinha a mesma opinião que Anastasia. Era inconcebível que Priscilla havia realmente adotado as técnicas apropriadas e as colocou em prática contra as chapas inimigas.

E foi o resultado deste descuido que causou as condições horríveis de hoje.

Felt: “Aquele senhor é o pai do Reinhard, né?”

Ignorando a conversa até o momento, uma voz deselegante mudou de assunto.

Seu olhar passando por todo o recinto, Felt, ainda comendo e com sua boca suja de molho, foi de encontro com o olhar de Priscilla.

Felt: “Afinal de contas, eu passei por umas coisas na capital, então eu entendi pela conversa o que tá rolando. Não estou realmente interessada nos relacionamentos familiares desse cara. Mas, se aquele senhor e o Reinhard têm alguma ligação, aí já é outra história.”

Priscilla: “…Hoo. Se não é a garotinha da favela.”

Felt: “Mesmo que eu não ligue muito pra ele, não quer dizer que não tenho nada a ver com ele. As terras dos Astreas são na verdade vitais para nós. O problema é que esse cara não deu as terras de fato ao Reinhard. O poder da família ainda tá nas mãos daquele homem.”

Ao lado de Felt, as bochechas de Reinhard enrijeceram levemente. Subaru compreendeu a preocupação de Felt.

Por ser uma órfã, Felt não tinha nada em seu nome e estava no momento usando as terras de Reinhard como base, onde, pouco a pouco, ela ia conseguindo apoio.

No entanto, estas terras não eram dela. Pertenciam aos Astreas e foram emprestadas a ela por Reinhard.

O problema é que estas terras também não eram de Reinhard. Ele também as havia pego emprestado.

Heinkel: “Heh. Parece que você finalmente percebeu a seriedade da situação, idiota.”

Heinkel, com uma expressão orgulhosa, intrometeu-se na conversa das duas, rindo dizendo “Bem como eu esperava”. Parecia que ele estava esperando o foco do assunto retornar para Reinhard e Felt.

Heinkel: “É isso aí. O chefe da Família Astrea ainda sou eu. Não passei a posição para o Reinhard e nem planejo passar. Afinal de contas, não devo deixar o complexo mundo da política incomodar o nosso ocupado Santo da Espada.”

Felt: “Como o chefe da família, você deveria se envergonhar. Quando nós fomos para o território Astrea, apenas um bocado de funcionários públicos e servos estavam feito loucos tentando manter o lugar de pé. Agora que estamos consertando o que você fez, você ousa querer voltar a reiná-lo?”

Heinkel: “Mesmo se for só no nome, mesmo se for irresponsável, o chefe da família ainda sou eu. Além do mais, as minhas terras não começaram a melhorar? As pessoas devem estar implorando pelo apoio de seu lorde agora. Meu povo me ama tanto, estou comovido à beira das lágrimas.”

Heinkel zombava impiedosamente de Felt, que tentava engolir sua raiva.

Em resposta a estas vis e intoxicantes palavras, a visão de Subaru começou a se enbranquecer de raiva. O cômodo estava repleto de raiva por causa desta visão repulsiva.

Estava claro agora. Este homem era totalmente anormal.

Heinkel: “O seu senso de perigo tá certo, mestra do Reinhard. As terras dos Astreas são minhas. No entanto, nunca vou te apoiar. Dá pra ver claramente quem estou apoiando!”

Heinkel agia como se estivesse em um palco à espera de aplausos. Ele gesticulou para Priscilla, uma declaração óbvia de que apoiaria uma candidata diferente das que seu filho e pai estão apoiando.

Heinkel: “Ouvi falar de suas conquistas neste último ano, em meu lugar, o lorde. Além de fizer que é um grande feito, também direi que — é hora de vocês aproveitarem a sua deixa. Se me entendeu, vai rápido e me devolve…”

Priscilla: “Ei, plebeu.”

Heinkel: “—Ahh? O que foi, Priscilla-sama? Estou fazendo algo muito importante no momento.”

Priscilla: “Cale a boca.”

A violência que se seguiu era só vendo para crer.

Logo após ela terminar de falar, Priscilla brandiu seu leque em direção a ele, que arregalou seus olhos. O leque acertou em cheio o topo da cabeça de Heinkel, que foi então jogado com força contra o chão.

Os olhos de Heinkel ficaram brancos por ele ter perdido a consciência após o impacto. Mas Priscilla não parou por aí.

Ela então chutou para cima seu corpo que estava estirado no chão e prontamente preparou sua mão para ir de encontro com o corpo dele.

Al: “Princesa, controle sua raiva. Ou ele vai acabar morrendo.”

Priscilla: “——”

Priscilla foi interrompida por Al antes que pudesse dar o golpe final com seu braço, ele havia previsto seu descontrole. Priscilla então virou-se para seu servo.

Uma espada escarlate havia aparecido na mão que estava sendo segurada. Ela possuía uma curva com um estilo ocidental e uma lâmina estreita, mas que continha chamas onduladas. Mesmo à primeira vista era uma espada fora do comum, tendo até mesmo se materializado e desmaterializado em um piscar de olhos na mão de Priscilla.

Ao ver isso isso, Al lentamente soltou o pulso de Priscilla.

Al: “Nossa, poupe minha vida. Você até sacou sua Espada Yang, isso com certeza não faz bem pro meu coraç—gah!”

Priscilla: “Isto foi bastante rude, Al. Quem foi que te deu a permissão de ousar tocar a pele perfeita de meu ser? Você conquistou meu favor por um mero capricho, profanar o corpo de meu ser é um sonho dentro de um sonho.”

Priscilla deu um tapa no estômago de Al usando sua mão que acabou de ser liberta. Ela expeliu ar pelo seu nariz audivelmente e então olhou para o lamentável Heinkel que se contorcia no chão.

Seus olhos tinham uma aparência brutal enquanto o olhava no chão.

Priscilla: “No entanto, há um pingo de verdade ao que disse. Matá-lo seria ir longe demais.”

Al: “Se acha assim… então espero que seja mais gentil comigo no futuro, gah.”

Priscilla: “Calado. Não sou um demônio. Como recompensa, permitirei que lamba os pés de meu ser mais tarde.”

Al: “Não diga desse jeito! Faz parecer que eu tenho uma tara por isso! Vai causar uns mal-entendidos!”

Al, que havia caído de joelhos após o golpe, tentou desesperadamente se defender, mas Priscilla o ignorou. Ela olhou para Heinkel com seus olhos cor de sangue, tendo se acalmado por hora, e estalou seus dedos.

Priscilla: “Schult. Tire o plebeu daqui. Embora desinteressante, ele aparentemente ainda tem seu valor. Levando em conta o que foi preciso para aquilo, desistir dele seria lamentável.”

Schult: “Sim, Priscilla-sama.”

Respondendo o chamado, outra silhueta emergiu do corredor.

Pelo visto uma criança, há vários anos de alcançar a vida adulta, estava aguardando lá.

Ele tinha cachos de cabelo rosados e macios, uma silhueta magra e feminina, um rosto bem definido e uma voz aguda que indicava como não havia alcançado a puberdade ainda. Ver uma criança tão imatura vestida como mordomo não parecia ético.

Um garoto que, se fosse para se basear apenas nas aparências, parecia ser da mesma idade de Beatrice.

Schult: “Perdão, Heinkel-sama.”

Após se desculpar a Heinkel, que estava inconsciente, Schult agarrou seus pés e começou a puxá-lo para fora com dificuldade. Claro, não era muito sensato esperar que uma criança pudesse carregar Heinkel para fora. Mas Schult não reclamou da ordem de Priscilla, ao mesmo tempo que tratava Heinkel com uma atitude respeitosa.

Al: “Schult-chan sempre tenta ser forte e corajoso, não importa que tipo de ordem ele receba. Princesa tem que lembrar de elogiar ele mais tarde.”

Priscilla: “Naturalmente. Ele está empregado a mim e serve ao meu ser de corpo e alma. E não sou sem coração ao ponto de não o recompensar. Permitirei que ele lamba os pés de meu ser mais tarde também.”

Al: “Schult-chan não ia perceber que você tá brincando e ia fazer exatamente isso chorando. Por favor dá pra ele uma recompensa mais normal.”

Priscilla: “…Bem. Então talvez darei a ele a honra de ficar nos braços de meu ser enquanto durmo.”

Al: “Bem, não vejo problema. Mas agora eu queria tá no lugar dele.”

Este era o diálogo letárgico entre Priscilla e Al enquanto viam Schult e Heinkel sair.

Finalmente todos os forasteiros haviam sido removidos. Agora apenas os membros das chapas da Seleção Real permaneceram.

Felt: “Então, o que vai acontecer com aquele cara? Você realmente quer expulsar a gente do território dos Astreas para enfraquecer a gente?”

Priscilla: “Não trate as palavras daquele plebeu com tamanha gravidade. Você não foi responsável pela revitalização daquelas terras? Se o lorde regressar ao lugar planejando expulsá-los, quem irá apoiá-lo? Mesmo que as pessoas sejam tolas e ignorantes, elas não são idiotas ingratos e sem coração. Se você fizer uma grande onda, uma igualmente grande voltará a você. Ele não será capaz de um fazer uma única onda.”

Felt: “…Então por que você trouxe aquele cara?”

Priscilla: “Já disse o porquê, não disse? Achei a situação interessante. Mais cedo ou mais tarde, tudo que quero estará nas mãos de meu ser. Este é um fato concretizado. Neste caso, apenas o caminho que trilho irá variar. E tal caminho é decidido por mim. No final, trouxe ele aqui como um brinquedo para passar o tempo.”

Não importa o que aconteça o resultado é imutável.

A confiança absoluta de Priscilla transcendia o senso comum e forçava a sua vontade sobre o mundo de forma irracional. O único jeito de lidar com ela seria desistindo e se curvando ou batendo de frente com uma atitude parecida. E então…

Candidatas: “———“

Aqui, quatro candidatas foram de encontro com seu olhar sem hesitação expressando oposição. Aceitando estes olhares, Priscilla soltou uma risada alegre e com vontade.

Priscilla: “Excelente. O resultado já foi decidido, mas minha jornada naturalmente terá sua cota de emoção. O meu ser decidiu que todos são mais que simples plebeus. E, assim que vocês se tornarem dignos de serem meus oponentes… o meu ser irá definitivamente recebê-las com o que tenho de melhor.”

Vocês ainda não são dignos de serem meus inimigos, era o julgamento que Priscilla acabara de fazer.

Não, ela havia dito isso há muito tempo. Ela ainda tratava Emilia como um inseto. Ela não pensava nem um pouco nelas como inimigas.

Então…

Felt: “Vou me certificar de fazer você chorar e se arrepender dessa arrogância.”

A declaração de Felt era exatamente a intenção de todos os ocupantes do cômodo.

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