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The Author’s POV – Capítulo 5

A Arte da Espada [1]
Se nada tiver mudado, então a arte da espada deveria estar localizada a alguns quilômetros de distância atrás da cordilheira Clayton.

Levou cinco horas para eu descer a montanha, e mais dez horas para chegar na área aproximada onde a arte da espada estava localizada.

Embora estivesse muito cansado, por ter me movido o dia inteiro, decidi em ranger meus dentes e continuar minha jornada.

Alguns vão dizer que estava muito impaciente sobre como eu estava negligenciando meu corpo a procura de um item roubado, mas discordo. Não só fui reencarnado dentro do mundo onde o fraco é presa do forte, mas num futuro próximo, se uma pessoa não for forte o suficiente, apenas a morte a espera.

Se eu quiser ser forte o suficiente na esperança de sobreviver a bandeira da morte que me esperava, minha única opção era aumentar minha força o quanto possível.

Todo minuto que eu salvar, será um minuto que vou usar para treinar.

Por mais que estava escuro, minha visão não foi muito afetada, devido ao melhoramento condicional do meu corpo que foi tudo graças a fruta que comi antes. O único problema era o fato de que eu estava no meio de uma floresta. Então, mesmo se minha visão estivesse melhor, ainda era difícil saber o que estava à minha frente.

“Se não me engano, deveria ter um rio por perto.”

Meu objetivo no momento, era achar um rio que vinha direto do pico mais alto da cordilheira Clayton.

‘Aos que buscam o caminho da espada, sigam a trilha que flui pelo pico mais alto.’

Quando o protagonista estava limpando a dungeon, ele trombou com três pergaminhos perfeitamente alinhados um do lado do outro, e no conteúdo em um dos pergaminhos tinha essas exatas palavras escritas nele.

De início, o protagonista não entendeu o significado das palavras no pergaminho, mas, eventualmente, com a ajuda de seus companheiros, ele conseguiu desvendar o significado. Infelizmente, no momento que ele descobriu sobre o que era o conteúdo dentro do pergaminho, já era tarde demais, dado que o protagonista já tinha aprendido a arte da espada [Estilo Levisha].

Mas isso era de boa para mim, pois realmente gosto do [Estilo Keiki].

Em termos simples, o pergaminho estava falando para o protagonista seguir o rio vindo do pico mais alto da cordilheira Clayton. A palavra ‘caminho’ acompanhada de ‘sigam’ referia-se ao rio e ‘pico mais alto’ referia-se ao topo mais alto dentro do território humano, que era a cordilheira Clayton.

E nesse momento, eu estava procurando por esse mesmo rio.

Não levou muito tempo para achá-lo, mas quando achei, eu estava muito cansado. Acho que já estou nisso por mais de 18 horas. Não importa o quanto mais eu queira continuar, meu corpo se recusava a me escutar e então, não tive muita escolha a não ser acampar ao lado do rio.

Esses últimos dois dias, provavelmente podem totalizar a quantidade de exercício que fiz na minha última década de vida. Nunca na minha vida antes, eu fiz tanta atividade física, e mesmo tendo mana condensada e meu corpo tendo capacidade para aguentar, não acho que posso dizer o mesmo sobre meu estado mental… pois conseguia sentir todos os processos de pensamentos pararem com cada segundo que passava me movendo.

A primeira coisa que fiz quando cheguei no rio, foi imediatamente encher minha garrafa de água. Estive bebendo moderadamente para salvar água, mas era uma preocupação desnecessária.

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Título: Garrafa de Água Comprimida

Classe: (G+)

Descrição: Garrafa de água com habilidade de guardar até 50L de água sem afetar o peso do item.

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Porque tipo, essa garrafa pode guardar até 50 litros de água.

Isso não é maneiro?

Antes de sair para a cordilheira, eu comprei essa belezinha na estação de trem, e estaria mentindo se dissesse que estava insatisfeito.

Não só apenas conseguia guardar até 50 litros de água, mas graças a tecnologia avançada, também conseguia reduzir o peso do conteúdo por um fator de 10, ou seja, essa garrafa cheia só pesava 5kg.

Bem, a última parte era essencial… Tipo, qual é o ponto de carregar uma garrafa que pode guardar 50 litros de água, se você nem ao menos consegue segurá-la?

A coisa que mais me surpreendeu sobre ela não foi a tecnologia, não, foi o preço, na verdade.

Isso apenas me custou 20 U.

O U, era uma moeda usada nesse mundo e representava União, a atual associação responsável por supervisionar a humanidade, ao lado do governo central, uma aliança formada pelas maiores nações de antes da segundo catástrofe.

A União era, no momento, a principal organização no domínio humano, sendo controlada apenas pelo governo central.

Nem mesmo as maiores guildas em operação ousavam desafiar a autoridade da União, pois isso significaria uma sentença de destruição permanente. A União possui o maior número de heróis de Classe S à sua disposição, tornando-se um verdadeiro gigante no topo da humanidade.

O que faz a União ser especialmente assustadora, não era o fato de que eles tinham a maior quantidade de heróis Classe S à sua disposição.

Não.

Era os líderes dela.

Os Setes Líderes da União.

Cada um com o poder que passava da Classe S, entrando na legendária Classe SS.

Atualmente, existem apenas 15 Heróis Classe SS no domínio humano, e dentro deles, sete fazem parte da União, tornando-a na principal força do domínio humano.

O Sistema de Herói foi criado pelo governo central e classifica um indivíduo baseado nas conquistas e força.

Esse foi um sistema criado com o propósito de motivar as pessoas para ficarem mais fortes, pois não traz honra para seus nomes, mas também uma compensação monetária que era dada todo ano para os topos do Rank de Heróis.

Desde a segunda catástrofe, a humanidade foi dividida em dois grupos, Heróis e Vilões.

Onde os vilões são indivíduos que são categorizados baseados em seus crimes que cometeram.

O governo central colocou uma recompensa pela cabeça de cada vilão, e a quantidade aumenta quando o rank do vilão aumenta.

Mas para ser identificado como vilão, um indivíduo precisa fazer um pacto com um demônio. Era um voto de entrega total aos demônios, e, em retribuição, o demônio compartilhava com eles parte de seu poder.

Como os demônios estavam atualmente em guerra contra múltiplas raças, em ordem para enfraquecer seus oponentes, eles optam por métodos para criar conflitos internos, e dando poderes para pessoas que estavam dispostos a seguirem seus comandos em busca de poder, eles conseguem continuamente enfraquecer seus oponentes com sucesso.

Essa maneira, que funcionou por era, foi o que permitiu aos demônios expandirem ao ponto de se tornarem uma raça dominante em todo o universo.

Diante da pressão constante dos demônios, tanto de fora quanto de dentro, somente uma organização como a União seria capaz, com muito esforço, de manter o equilíbrio de poder entre os humanos.

Atualmente, tinha 250 U comigo, mas se eu precisar de mais dinheiro, só preciso pedir para meus pais.

Esqueci de dizer isso, mas quando reencarnei nesse mundo, descobri que eu tinha uma mãe, um pai e uma irmã mais nova que tinha apenas dois anos. Mais importante, aparentemente, meu pai é o líder de uma guilda média-pequena, chamada Galxicus.

Por causa que não tenho nenhuma memória de sequer incluir essa guilda na minha novel, isso apenas poderia significar duas coisas. É algo muito insignificante para a história, ou que minha reencarnação ativou o efeito borboleta na história e assim criou a Galxicus. Honestamente, prefiro a primeira opção, porque a segunda iria significar que alguns eventos vão desviar do enredo, o que traria o elemento de incerteza sobre história que conhecia.

Soltando um suspiro, tirei um pequeno cubo de dentro da mochila. E então, apertei o pequeno botão no topo do cubo e o joguei no chão.

-Sham!

Imediatamente, o cubo se expandiu em uma barraca larga azul que era do tamanho de um quarto.

Observando o cubo automaticamente se transformar diante dos meus olhos, não pude deixar de ofegar em surpresa.

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Título: Barraca Comprimida

Classe: (G+)

Descrição: Usando a pele de um Morcego do Terror Carmesim, uma barraca de dois metros quadrados pode ser erguida com um simples pressionar no botão.

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É tão daora.

Se tivesse essas coisas no antigo mundo que morava, eu definitivamente iria acampar. Porque tipo, eu posso literalmente preparar a barraca em dez segundos sem precisar em ter o problema de montar realmente a barraca.

Olhando dentro da barraca, não pude deixar de assentir em satisfação. Estava vazio, mas era realmente espaçoso. Daria para acomodar mais de cinco pessoas facilmente, e mais se realmente quisermos. Sem conta que como ela era feita da pele de uma besta de Classe G, Morcego do Terror Carmesim, era bem mais durável que plástico normal e podia se dizer que era comparado com alguns metais em questão de durabilidade, tornando-a uma barraca extremamente útil.

Pegando meu equipamento de dormir, eu deitei confortavelmente dentro da barrava e fechei meus olhos. Eu estava tão exausto, que caí no sono em apenas segundos depois de deitar.

No dia seguinte, depois de guardar minhas coisas e comer café da manhã na forma de uma barrinha de energia, continuei minha jornada em direção ao manual marcial de 5 estrelas, andando a beirada do rio.

A notícia boa era que eu sabia o que devia procurar daqui pra frente. A ruim é que, por outro lado, eu não fazia a mínima ideia o quão mais preciso andar antes de achar o que preciso.

Eu só conseguia me lamentar por ser sedentário. Quando estava escrevendo a parte da jornada, deixei completamente de lado as informações importantes, tipo, qual foi a distância que o protagonista teve que andar ou, algumas vezes, eu apenas pulava tudo de uma vez e fazia o protagonista chegar no destino omitindo a jornada inteira.

Portanto, mesmo se tivesse um item roubadão que eu queira muito, não vou ter a mínima ideia de onde procurar, pois meu eu preguiçoso não escreveu onde era esse lugar. Apenas escrevi a área ao redor. Mas isso também não servia para nada, porque algumas áreas são tão grandes que levaria anos para eu explorar tudo. Aliás, também não mencionei nada sobre os perigos que existem ao redor da localização, tornando as chances de encontrar o item ainda menor.

Mas você não pode me culpar. Quem iria imaginar que seriam lançados para dentro da sua própria novel? Além disso, eu pulei as cenas de jornada, porque elas são simplesmente entediantes.

Parando de caminhar, olhei para a rocha estranha à minha frente. A rocha tinha um formato estranho e contorno parecia com um samurai segurando uma espada no topo da cabeça. Eu disse que parecia, mas agora, estava toda coberta de musgo e vinhas, deixando um pouco difícil de reconhecer se alguém não olhar com cuidado.

Obviamente, eu sabia o porquê tinha esse formato, já que não era uma rocha de verdade, mas sim uma estátua em memória ao Grande Mestre Keiki.

Com o passar do tempo, a estátua foi lentamente se deteriorando, até parecer apenas uma rocha de formato estranho para qualquer um que passasse por ali.

Colocando uma peça de roupa no chão, sentei em cima.

“E agora, só esperamos.”

O que estava esperando, era o sol se por, pois só saberia para onde ir quando isso acontecesse. A estátua foi feita pelo Grande Mestre Keiki quando ele ainda estava vivo, e foi designada para que, em todo por do sol, apontasse para sua tumba.

A partir de agora, eu estava seguindo a linha sobre o que escrevi em como achar a tomba do Grande Mestre Keiki.

No início, o protagonista nunca se importou em vir aqui, dado que ele não escolheu o [Estilo Keiki], mas, sim, o [Estilo Levisha], fazendo dessa vez a primeira vez que alguém realmente veio nesse local.

Não demorou muito para o sol finalmente se por, e precisamente quando o sol ficou bem acima da estátua, uma faixa de luz dourada surgiu do topo da espada. Olhando para a direção que a faixa apontava, consegui determinar mais ou menos que estava apontada para o noroeste, onde tinha uma árvore enorme, porém discreta à distância.

“Bingo!”

Abrindo um sorriso largo, fiz uma nota mental sobre a árvore e comecei a correr em sua direção.

Leva em torno de aproximadamente 150 a 200 segundos para o sol se por. Isso significa que apenas tenho um curto período de tempo para correr da estátua até a árvore, ou pelo menos perto da árvore, o que era pelo menos um quilômetro de distância de onde eu estava.

Se eu não chegasse perto da árvore antes do sol se pôr, perderia ela de vista com facilidade, já que, além de ser apenas um pouco maior que as outras, ela parecia exatamente igual a qualquer outra árvore da região.

Se não fosse pela estátua apontando diretamente para ela, eu nunca iria saber para onde devo ir.

“Huff, Huff, Huff.”

Com a respiração pesada, me deixei cair diante da árvore.

Eu estava completamente exausto. Corri em velocidade máxima em um terreno ruim até chegar na frente da árvore.

Quando cheguei o sol já havia desaparecido, mas não liguei, já tinha chegado no meu destino.

“Agora, o que tenho que fazer?”

Embora eu fosse o autor, não tinha a menor ideia do que fazer em seguida, já que nunca tinha escrito uma cena onde o protagonista veio para a tumba do Grande Mestre Keiki. Eu nem sabia se tinha alguma armadilha ou desafios dentro dela.

A única coisa que sabia, era que a tumba estava em algum lugar perto dessa árvore à minha frente.

Examinando com cuidado a base da árvore, vi uma raiz sobressaindo do solo. Colocando a mão sob ela, notei que estava bem solta comparada com as outras raízes que estavam firmemente enterradas no chão.

Sem pensar duas vezes, puxei imediatamente a raiz com todas as minhas forças.

-Snap!

Com um barulho alto, a raiz foi arrancada do chão, revelando um pequeno buraco que cabia apenas uma pessoa.

Jogando a raiz para o lado, pulei sem hesitação para dentro do buraco.

Assim que entrei no buraco, reparei que tudo acima da árvore era oco, com uma corda solitária pendurada no alto.

-Gulp.

Seguindo meu campo de visão, engoli em seco involuntariamente quando percebi que a corda pendurada no topo da árvore descia até o fundo de um buraco negro e sem fim no meio do chão.

Olhando para baixo no buraco, não pude deixar de não sentir meu suor escorrendo pelas costas, pois parecia que o buraco não tinha um fim.

Juntando minha coragem, segurei firme na corda e desci lentamente o buraco.

Uma hora, duas horas, 3 horas, 5 horas, no momento que minhas mãos começaram a adormecer, já tinha perdido a conta de quanto tempo já estava descendo.

A esse ponto, meus braços e tronco já estavam queimando devido à dor de descer constantemente a corda, e antes que me desse conta, meu estado mental também estava piorando.

Porém, mesmo com toda essa dor que estava sofrendo, aguentei tudo e continuei a descer enquanto segurava a corda.

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