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The Death Mage Who Doesn’t Want a Fourth Time – Capítulo Paralelo 6

Kaidou Kanata

Kaidou Kanata era um mestiço nipo-americano. Seu nome verdadeiro era Kanata Kaidou.

Mas quase ninguém acreditava nisso quando ele contava, pois ambos os seus pais eram de descendência asiática, então sua aparência era majoritariamente japonesa.

Isso não fez com que ele sofresse bullying, tampouco fez com que se destacasse e se tornasse popular.

Suas notas eram medianas, com suas habilidades atléticas sendo um pouco acima da média. As diferenças entre o inglês do Japão e o da sua terra natal acabaram piorando suas notas.

E, ele perdeu a vida em um ataque terrorista com bomba durante uma excursão escolar.

— Kanata, estamos quase chegando no ponto de salto.

Kanata, que estava relembrando o passado, voltou à realidade quando o piloto o chamou.

— Entendido — respondeu, enquanto checava mais uma vez seu equipamento de paraquedismo. No passado, ele já havia se empolgado demais e cometido um erro que quase lhe custou a vida durante um treinamento de salto, então agora era extremamente cuidadoso ao inspecionar o paraquedas.

Magia e habilidades semelhantes a trapaças… As pessoas em Origin chamavam isso de Gifts. Durante os vinte e oito anos que se passaram desde que Kanata reencarnou nesse mundo, ele entendeu que esses Gifts não o impediriam de morrer, não importava o que fizesse.

— Muito bem, vamos logo esterilizar esses terroristas.

— Ei, Kanata, a missão é resgatar a filha sequestrada do presidente — lembrou o piloto. — Não se esqueça disso.

— Eu sei — disse Kanata. — A propósito, você acha que o presidente ficaria bravo se eu pedisse o contato da filha dele?

— Sem comentários. E mais, a Lady Hannah tem só quinze anos. Ela tem metade da sua idade, velho.

— Eu ainda estou na casa dos vinte! Não sou velho! — protestou Kanata.

Se contasse sua vida anterior, no entanto, ele estaria na casa dos quarenta…

— É mesmo? Então vá logo, Gungnir.

Nota do Tradutor: Gungnir é o nome da lança empunhada pelo deus nórdico Odin.

— Eu odeio esse codinome.

Suspirando de forma exagerada por vergonha de seu codinome, Kanata saltou do helicóptero que estava camuflado com magia do atributo luz.

Quando Kaidou Kanata reencarnou em Origin e despertou suas memórias da Terra, assim como seus novos poderes, ele se tornou Kanata Smith. Embora o sobrenome fosse diferente, ele achava que o deus tinha se dado ao trabalho desnecessário de manter o mesmo primeiro nome. Ele começou a se adaptar ao novo ambiente.

Origin se assemelhava à Terra, exceto pelo fato de que a magia coexistia com a ciência. A quantidade e o formato dos continentes eram similares, e até mesmo a situação internacional era parecida. Isso ajudou em sua adaptação.

Embora Kanata fizesse o possível para não usar sua habilidade trapaceira para escondê-la, ele não escondeu a aptidão mágica que havia recebido. Ao contrário da vida anterior, teve uma infância agradável e brilhante como um prodígio.

Seus pais eram mais ricos do que os da Terra, e mimavam seu filho gênio, comprando tudo o que ele queria. Ele era sempre o centro das atenções na escola, e quando chegou à adolescência, nunca passou um período sem namorada.

Tudo seguia tranquilamente. Uma segunda vida de sonho. Parecia que teria dificuldades com os estudos na universidade, mas se continuasse expandindo sua magia de habilidade, manteria facilmente sua fama.

Era nisso que ele acreditava.

No entanto, ao se aproximar da fase final da adolescência, reencontrou os outros que haviam reencarnado junto com ele nesse mundo.

Mesmo o fato de eu estar saltando de paraquedas em direção à base de terroristas com um fuzil de assalto e uma faca de combate… tudo é por causa daquele cara.

Amemiya Hiroto. O herói do mundo, o líder das cem pessoas reencarnadas aqui.

Enquanto Kanata possuía apenas uma habilidade trapaceira, Amemiya Hiroto possuía várias. Ele era um homem com um poder avassalador.

Ele vinha encontrando e reunindo os outros reencarnados. Era um idiota saído direto de uma HQ americana, com o ideal de usar seus poderes para a paz mundial.

“Com grande poder vem grande responsabilidade?” É a primeira vez que ouço isso fora de um filme.

Agora que penso bem, como foi a continuação daquele filme? Por algum motivo, o gigante verde era mais popular em Origin, então aquele herói ainda não havia virado filme. Será que o público preferia usar força bruta para esmagar os inimigos mágicos?

Críticos reclamavam que havia ênfase demais em magia antiga, de todo modo.

Pensando nessas coisas, Kanata abriu o paraquedas e lançou a magia cuja encantação havia recitado antecipadamente.

Ele manipulou o calor e a atmosfera enquanto refratava a luz ao seu redor, tornando-se invisível aos olhos dos terroristas no chão. Era, essencialmente, uma miragem.

— Muito bem, isso deve enganá-los… ou não?!

Buracos começaram a surgir no paraquedas de Kanata um após o outro. Percebendo que estavam atirando nele do solo, cortou o paraquedas e caiu perto das ruínas suburbanas onde os terroristas estavam escondidos.

Para Kanata, Amemiya Hiroto e os outros reencarnados em Origin eram os piores.

Hiroto insistia que as habilidades trapaceiras concedidas pelo deus eram Gifts e organizou uma equipe de resgate com atuação internacional. Uma equipe de heróis, por assim dizer.

Eles lidavam com desastres naturais e combatiam monstros mortos-vivos misteriosos que surgiam do nada, participavam de eventos beneficentes para dar autógrafos a crianças e apareciam na TV para entrevistas.

Mesmo Kanata reconhecia que tinham habilidade para isso. Trabalharam tanto que era difícil acreditar que Hiroto havia sido um NEET na Terra, expulso pelos pais, e estava naquele ferry para ir viver e trabalhar na fábrica de um parente.

Mas Kanata desejava que não o envolvessem. Ele nunca admirou os protagonistas de filmes de ação ou aventura, nem queria se esforçar suando e se sujando por pessoas cujos rostos e nomes não conhecia. Estaria satisfeito apenas relaxando, sendo mimado e vivendo uma vida prazerosa.

O que ele achava difícil de entender era que muitos dos seus colegas de escola da vida passada apoiavam Amemiya Hiroto. Todos estavam radiantes por se tornarem super-heróis. Viajavam com alegria para o oeste para ajudar em desastres, para o leste para investigações criminais. Regozijavam-se por suas vidas sendo aclamados pela mídia.

Claro, nem todos estavam felizes. Vários deles achavam cansativo estar sob os holofotes. No entanto, até esses ainda apoiavam Hiroto. Diziam que era melhor estar em uma organização unificada, para que os países do mundo não explorassem seus poderes especiais de maneira indesejada.

Agora que a organização estava formada, ser reconhecida e confiável pelo público, especialmente pelas pessoas comuns, era mais importante que tudo. Era o que diziam.

Como a grande maioria dos reencarnados apoiava Amemiya, se opor exigia coragem. E aparentemente os governos de cada nação já sabiam que Kanata possuía uma habilidade especial antes mesmo de reencontrar os outros.

Seu nome, rosto e selo de Mana — o equivalente de Origin às impressões digitais e padrões de retina da Terra

— já eram conhecidos. Se não tivesse se reunido com Amemiya e os demais, provavelmente seriam agentes do governo que iriam até ele.

Amemiya dizia que reunir todos em uma organização e se expor à mídia era uma maneira de manter tudo aberto, para evitar que agências de inteligência e organizações criminosas os manipulassem. Mas Kanata sentia que seu bem-estar pessoal não era preocupação de Amemiya.

Entre os cem reencarnados da Terra, sua excepcional afinidade com magia, grande talento e reservatório de Mana superior ao de outros magos seriam apenas mais um entre tantos. Ele passaria de gênio para “apenas mais um”.

As únicas afinidades mágicas que Kanata havia recebido eram: alta aptidão para o atributo fogo e média para o atributo vento. Sua habilidade trapaceira era bastante útil em campo.

Por causa disso, recebeu o exagerado codinome Gungnir, mas—

— É por isso que sou obrigado a arriscar a vida nessas missões secretas sem receber quase nada por isso!

Pouco antes de atingir o chão, Kanata abriu o paraquedas reserva. Normalmente, ele não abriria a tempo, mas usou magia de atributo vento para forçar sua abertura e reduzir o impacto da queda.

Conseguiu pousar com sucesso, rolando no chão.

— Luz, calor, Mana — murmurou, relembrando o mapa em sua mente. No momento seguinte, Kanata desapareceu.

Bom, só fiquei transparente.

Com sua visão cercada por completa escuridão, Kanata avançou confiando apenas na memória do terreno.

Aqueles malditos terroristas. Será que conseguiram os sensores de Mana mais recentes?

Kanata suspeitava que sua descida de paraquedas havia sido detectada porque o feitiço que lançara ativou algum sensor. Por isso ele havia se tornado invisível aos olhos, aos sensores térmicos e aos sensores de Mana.

Essa era a habilidade trapaceira de Kanata.

Por sinal, ele não havia usado essa habilidade durante a queda de paraquedas porque ela consumia Mana, e ele queria economizar o máximo possível. O outro motivo era que, nesse estado, ele ficava cego — o que significava que poderia colidir com obstáculos durante o pouso sem sequer vê-los.

Logo, ele alcançou o prédio onde os terroristas mantinham a filha do presidente daquele país como refém.

— Detectar Calor Orgânico. — Ao desfazer sua habilidade e recuperar a visão, Kanata lançou um feitiço que detectava apenas o calor de seres vivos, para escanear todo o prédio. Ele também reagia aos pequenos animais vivendo no deserto ao redor, mas Kanata os ignorou completamente.

Havia sete fontes de calor em tamanho humano. Quatro delas estavam se movendo rapidamente. Provavelmente eram os que haviam notado Kanata e atirado contra ele.

As outras três estavam próximas umas das outras. Contudo, duas pareciam sentadas. A outra estava em pé.

— Não tem como dois terroristas estarem sentados em cadeiras na frente da filha do presidente, que ainda por cima é maior que eu, né?

Kanata já tinha visto uma fotografia; Lady Hannah era uma garota pequena, de quinze anos. Mesmo que estivesse em fase de crescimento, isso era impossível.

— Bem, por enquanto, vou eliminar esses quatro. — Como não conseguia distinguir qual das duas pessoas sentadas era Lady Hannah, decidiu primeiro se livrar dos quatro que estavam em movimento. — Estrutura — sussurrou, apontando seu fuzil de assalto na direção das fontes de calor e puxando o gatilho.

Ouviu-se o rugido dos disparos, e as balas atravessaram direto as paredes do edifício, sem produzir ruído de impacto ou deixar qualquer vestígio.


Os terroristas, que haviam percebido o feitiço de detecção de Kanata, já estavam em movimento… mas então caíram repentinamente, imóveis.

Tinham sido atingidos por balas que surgiram através das paredes e pisos sem qualquer aviso.

Aquela rajada era o verdadeiro Gungnir. Não importava quais obstáculos estivessem no caminho de Kanata — suas balas atravessavam tudo e acertavam os pontos vitais do inimigo com facilidade.

— É um exagero mesmo — murmurou Kanata. — E quem foi o idiota que achou uma boa ideia me dar um codinome baseado na minha habilidade? Estrutura, metal.

Kanata atravessou suavemente a parede e o piso para entrar no prédio. No instante seguinte, segurou firme sua faca com cabo de resina e avançou por uma parede em direção à sala de onde vinham as outras três reações.

— Gungnir?! — gritou o terrorista grandalhão, mas a faca deu conta dele em poucos segundos.

Em seguida, Kanata verificou rapidamente as outras duas pessoas.

Uma delas era uma terrorista que disparava livremente contra as costas de Kanata. Mesmo em Origin, onde havia magia, armas de fogo e facas ainda eram as melhores opções para contra-ataques súbitos. Isso porque magia exigia encantamentos — e levava tempo.

As balas de metal, no entanto, atravessaram o corpo de Kanata e perfuraram o homem grande atrás dele.

— Você é tão bonita também. Que desperdício — disse Kanata, retribuindo com sua faca o ataque da terrorista caucasiana, cujo rosto empalideceu ao perceber que as balas não surtiam efeito algum.

Se a filha do presidente não estivesse aqui, eu teria ficado no modo invencível e dado só um soco… Não, a segunda era uma mulher bonita que nem tinha feito nada. Que desperdício.

Mesmo sendo um dos poucos benefícios de ser forçado a essas lutas mortais.

— Q-quem é você…?

— Está tudo bem? Eu sou Gungnir, dos Bravers. Vim resgatá-la — disse Kanata, apresentando-se formalmente e ocultando seus pensamentos com um ar cavalheiresco.

Bravers era o nome dado ao grupo de reencarnados da Terra, após certo incidente. O nome oficial era Hundred Bravers (Cem Bravos).

“Cem Heróis” seria um nome terrivelmente embaraçoso, não seria?

Agora que penso bem, foi por causa disso que começamos a aceitar missões de assassinato além das de resgate e apoio, não foi?

Tudo começou quando foram a um laboratório secreto de pesquisa, num país militar europeu, para exterminar um dos sujeitos de teste que havia se transformado em Undead e perdido o controle.

Já haviam aceitado missões para eliminar Undead que apareciam ocasionalmente em Origin, bem como animais e pessoas transformados em monstros pela influência da Mana. Mas esse caso foi particularmente marcante por vários motivos.

Primeiro, o “Oráculo” Endou Kouya, que fornecia previsões sobre como cumprir as missões, sugeriu um método muito estranho para derrotar aquele Undead.

Eles teriam que esperar, completamente indefesos, o Undead sair do laboratório. Tinham que evitar mostrar qualquer sinal de hostilidade. Quando o Undead baixasse a guarda, fariam um ataque combinado e simultâneo.

Eles até questionaram a sanidade do Oráculo ao ouvir que deveriam ficar indefesos diante de um inimigo tão perigoso — mas, ao executarem o plano, o Undead realmente relaxou a guarda e foi derrotado com facilidade, de forma unilateral.

Kanata ficou genuinamente confuso, se perguntando o que aquela criatura estava pensando, mas as coisas evoluíram rapidamente a partir dali.

Aquele Undead — ou, mais precisamente, a Mana da pessoa que se tornara aquele Undead — era o segredo por trás dos novos produtos farmacêuticos e tratamentos médicos que aquele país militar exportava.

Mana do Atributo Morte, que nunca havia sido descoberta antes. Kanata e os outros Bravers destruíram a única fonte desse tipo de Mana do planeta, sem deixar sequer um fragmento de carne.

Naturalmente, as exportações cessaram. Produtos farmacêuticos e Itens Mágicos novos se tornaram impossíveis de fabricar, e o mundo todo começou a competir para replicá-los.

Nos bastidores, com base nas informações extraídas dos dados restantes e dos poucos sobreviventes do laboratório, cada nação passou a buscar — ou tentar criar — um segundo mago do Atributo Morte.

Kanata e os outros foram constantemente questionados se podiam usar seus Gifts para recriar a magia do Atributo Morte.

Kouya, o Oráculo que deveria ser capaz de responder, disse apenas:

— Aquilo… aquela pessoa não devia existir neste mundo. Para salvá-lo, não tínhamos outra escolha a não ser fazer isso. — E permaneceu em silêncio desde então.

Sentir simpatia por uma cobaia? É por isso que não suporto amadores, pensava Kanata. Mas conforme mais da pesquisa ilegal do laboratório e suas investigações sobre o Atributo Morte vinham à tona, ele começou a perceber o quão anormal era a existência daquele Undead.

Se eles não o tivessem matado, talvez fossem eles os mortos. No mínimo, mais da metade dos que foram ao laboratório teriam morrido.

Kanata frequentava a igreja todas as semanas, e por isso conseguiu simpatizar um pouco com o Undead.

Se a magia do Atributo Morte fosse dominada, aparentemente a imortalidade seria possível — mas tudo virou um caos por causa dos poderosos que queriam tal imortalidade, e dos religiosos que a rejeitavam.

Foi por isso que a filha do presidente foi sequestrada por terroristas. E foi por isso que Kanata veio resgatá-la.

Ué? Por que estou lembrando dessas coisas…? Na verdade—

— Gehah?! — De repente, Kanata se virou e cuspiu sangue. — V-você… como sabia… meu ponto fraco…? Você… não é a filha do presidente, né…?

Hannah, que estava agarrada a Kanata, havia enfiado o braço profundamente em seu plexo solar. Não era algo que uma garota pudesse fazer.

— Sou eu, Kanata — respondeu Hannah calmamente, enquanto sua aparência mudava em silêncio. A jovem garota caucasiana se transformou em uma mulher asiática na casa dos vinte e tantos anos.

— Você… Metamorph… Por quê…?

Era Shihouin Mari, uma das pessoas que havia reencarnado da Terra. Uma mulher que supostamente fazia parte dos Bravers, com a habilidade trapaceira de se transformar em qualquer pessoa.

Mari respondeu com um rosto inexpressivo, como uma máscara — mas seus olhos queimavam de ódio.

— Usei os terroristas para poder te matar. A verdadeira filha do presidente provavelmente já está sendo protegida em outro lugar.

— “Para me matar?! Por quê? Eu não me lembro de ter feito nada que te fizesse me odiar…!”

— “Para vingar minha mãe.”

— “E-espera! Você está entendendo tudo errado!”

Cambaleando e com o corpo reagindo muito mal aos seus comandos, Kanata recuou e se afastou de Mari.

Cauterizou seu ferimento para estancar o sangramento, desesperadamente buscando uma forma de sobreviver.

— “Não fui eu quem matou aquela mulher,” disse ele. “É verdade que não consegui salvá-la, e é verdade que fui eu quem parou o coração dela no fim… Mas ela estava sem cabeça, sabia?! É por minha causa que sua mãe ainda está viva em algum lugar—”

— “Se minha mãe estava sem cabeça, então pode me explicar por que a córnea dela foi transplantada para um chefão da máfia?”

“Seu desgraçado.”

Enquanto Kanata tentava se arrastar para longe, Mari levantou rapidamente a mão na direção de sua cabeça.

Isso era o pior cenário possível.

A habilidade Metamorph de Mari era um péssimo oponente para a habilidade Gungnir de Kanata. Se ele estivesse ileso, ainda poderia ter uma chance de escapar. Mas, agora que havia sofrido um ferimento fatal, era impossível.

— “E-espera! Você acha que os outros vão deixar isso passar?! Não tem como esconder isso, não tem como aquele Hiroto, que ama a justiça, perdoar… Para! Eu não quero morrer ainda!”

Kanata implorava.

— “Aquela mulher nem é sua mãe de verdade! Ela só é a mulher que te deu à luz neste mundo, não é?! E nós não somos companheiros?!”

— “Não. Alguém como você, que esquartejou minha mãe e vendeu os órgãos dela, não é meu companheiro.”

Kanata ouviu vagamente a voz de Mari dizer essas palavras, mas antes que pudesse responder, sua consciência se apagou.


Kanata Smith, um dos Hundred Bravers. Conhecido como Kaidou Kanata na Terra.

Foi encontrado com um ferimento fatal e levado às pressas para uma instalação médica.

O tratamento não produziu resultados reais, e três dias depois, foi oficialmente declarado morto.

Acreditou-se que a fraqueza de seu Gift havia sido explorada durante a missão de resgate da filha do presidente.

Kanata Smith foi lembrado pelo público como a primeira baixa entre os cem heróis, e sua morte causou um grande impacto nos noventa e oito dos noventa e nove Bravers restantes.

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