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The Death Mage Who Doesn’t Want a Fourth Time – Capítulo 167

As duas pequenas tarefas restantes

Vandalieu estava usando o feitiço sem atributo Voo para flutuar dentro de um cômodo luxuoso, mas impregnado pelo cheiro de sangue, fazendo uma seleção.

O dono daquele cômodo era o chefe da Família Ahrai, um grupo mafioso armado que havia recentemente estabelecido sua dominância por meio de métodos violentos.

E aquele chefe era, no momento, a fonte do cheiro de sangue.

Os Goblins Negros Ninjas liderados por Braga relataram a Vandalieu o resultado de seu trabalho.

“Rei, nós eliminamos todos aqueles que você mandou eliminar.”

“E não eliminamos nenhum dos que você não mandou.”

“Fizemos bem? Fizemos bem?”

“Sim, obrigado a todos,” respondeu Vandalieu. “Quanto aos que ainda estão vivos, decidirei depois se os matarei ou apagarei suas memórias.”

Os Goblins Negros Ninjas haviam eliminado o chefe da Família Ahrai, todos os membros de alto escalão e todos os seus guardas dentro do prédio.

Eles o fizeram de maneiras variadas — esfaqueando-os várias vezes no abdômen, abrindo-lhes a cabeça com machados ou simplesmente espancando-os até a morte —, de modo que parecesse que haviam sido mortos em uma disputa com outra organização criminosa.

Vandalieu colocou a mão decepada de Thomas sobre a mesa do chefe.

“Vou deixar aqui a mão que está usando o anel com o brasão da família Palpapek… Saia.”

Um homem que Vandalieu havia equipado com a Técnica de Vínculo em Grupo emergiu de dentro dele.

Dalton, que acompanhara Vandalieu até ali, soltou um leve gemido ao ver o rosto daquele homem, coberto por cortes feitos por uma lâmina.

“Esse é o ‘Rasgador de Membros’ Boramo? Ele é um assassino perigoso, originalmente um mercenário, e já matou dezenas de pessoas. Vi cartazes dele várias vezes na Guilda dos Aventureiros, dizendo que era procurado vivo ou morto,” disse Dalton. “Ele estava nesta cidade?”

“Sim. Ele é o mais famoso entre as pessoas que matei, e é o tipo que poderia fazer algo assim,” respondeu Vandalieu.

Sempre que ele se infiltrava na capital da Nação-Escudo de Mirg para persuadir a família Legston a se juntar a ele, espíritos se aglomeravam em torno dele e contavam sobre os criminosos que os haviam matado.

Mas ele não pôde causar alarde até que a mudança da família Legston para Talosheim fosse concluída, então só havia matado assassinos e criminosos que agiam por conta própria.

E, dentre esses criminosos que matou, ele mandou Luciliano criar Mortos-Vivos com os corpos daqueles que tinham o assassinato como profissão — e os trouxe até aqui.

“Vou matar este tal de Boramo novamente aqui, usando uma das espadas que os guarda-costas da Família Ahrai usavam,” disse Vandalieu.

Ele deu vários golpes secos com a espada e matou o Morto-Vivo Boramo. O cheiro de sangue na sala tornou-se ainda mais intenso.

“Com isso, criei um cenário em que a Família Ahrai, que havia solicitado o assassinato de Thomas Palpapek, entrou em conflito com Boramo e os outros assassinos contratados, terminando em um banho de sangue,” explicou. “Depois que eu matar os outros Mortos-Vivos assassinos e os colocar em diferentes locais, e levar comigo os corpos dos membros de alto escalão para que pareça que traíram o chefe, não haverá problemas. A encenação estará completa.”

“Espere um pouco,” disse Dalton, enquanto Vandalieu começava a escolher quais corpos levaria. “Talvez isso não tenha sido tanto trabalho para você, mas por que está fazendo essa encenação? Quem exatamente você espera enganar com isso?”

Dalton não via sentido algum naquela cobertura.

O Marechal Thomas Palpapek havia desaparecido. Todos os cavaleiros da mansão haviam perdido a consciência, e suas memórias haviam sido apagadas por algum tipo de veneno, sem lembrança alguma do criminoso.

Uma grande mancha de sangue e a espada de confiança do marechal haviam sido deixadas em seu quarto, e seu mordomo — a última pessoa com quem ele se encontrara — havia recebido seu testamento.

Nessas circunstâncias, o Imperador Marshukzarl e o Vampiro de Sangue Puro Birkyne não suspeitariam de ninguém além de Vandalieu.

Não havia provas concretas apontando para ele como o criminoso — mas isso, por si só, seria prova suficiente de que ele estava por trás do incidente.

O único capaz de fazer algo assim, e o único que realmente o faria, era Vandalieu.

Mas, do ponto de vista de Dalton, o que Vandalieu estava fazendo agora era grosseiro, descuidado e chamativo demais pelo tamanho da operação.

Era verdade que a Família Ahrai era uma organização criminosa armada em ascensão. Mas, no fim das contas, ainda era apenas uma organização criminosa.

Não havia nenhum nobre influente, nenhuma agência de inteligência de outro país ou Vampiro de Sangue Puro manipulando-os por trás.

Por que a Família Ahrai, que não tinha nada a ganhar nem motivos pessoais contra o chefe de uma importante família nobre do país, conspiraria para assassiná-lo?

Se falhassem, seriam todos decapitados por traição. Mesmo que tivessem sucesso, nada ganhariam. E ainda haveria a chance de que o crime fosse revelado depois, tornando-os traidores de qualquer forma.

Para Dalton, até mesmo o “Rasgador de Membros” Boramo e os outros assassinos — aqueles que supostamente haviam realizado o assassinato — pareciam fracos demais para matar o marechal.

Ele não os havia conhecido em vida, então não tinha certeza da força exata deles, mas duvidava que tivessem a capacidade de fazer com que a dúzia de cavaleiros da família Palpapek perdessem a consciência de uma só vez sem matá-los.

Os assassinos eram relativamente conhecidos, mas, do ponto de vista de Dalton, eram de segunda categoria — seus alvos se limitavam a cidadãos comuns, como mercadores, ou aventureiros de classe D, no máximo.

Era impensável que se atrevessem a algo tão ambicioso quanto matar o marechal do país.

Ele não conseguia imaginar de que forma essa encenação poderia fazer Marshukzarl e Birkyne desviarem suas suspeitas de Vandalieu.

“Sinto dizer isso, mas você não vai enganar o imperador nem um Vampiro de Sangue Puro com isso. No máximo, quem vai cair nessa são os guardas imperiais e os que trabalham com eles,” disse Dalton.

“Isso já torna o esforço válido. Essa é uma encenação para esconder as coisas de quem não sabe de nada, afinal,” respondeu Vandalieu.

“Esse era seu objetivo desde o começo?! Não, isso só me deixa mais confuso, por quê?! Quase não há chance de que quem não sabe de nada perceba algo com esse incidente. E mesmo que, por acaso, alguém perceba, isso realmente importa?!” exclamou Dalton, arregalando os olhos em pura incompreensão.

O reduto de Vandalieu ficava do outro lado da Cordilheira da Fronteira. Mesmo que algum guarda excepcional do palácio, cavaleiro leal ou as esposas e filhos de Thomas descobrissem o verdadeiro culpado, não havia como alcançá-lo.

Claro, poderiam tentar reunir um exército para exterminá-lo, mas o túnel que permitia uma passagem segura pela Cordilheira estava selado.

E formar um exército levaria mais dez anos… com Thomas morto, talvez até mais.

Os Goblins Negros o observavam com expressões confusas, como se não entendessem por que Dalton não compreendia.

“É pelo Kurt e os outros, a família Legston,” disse um deles.

“Kurt…? A família de condes Legston? Por que você está mencionando esse nome?” perguntou Dalton.

“Você é classe S e nem sabe disso?”

“… Não pense que a gente sabe de tudo só porque somos um grupo de aventureiros classe S! E sei que estou atrasado pra perguntar isso, mas como vocês conseguem falar palavras humanas?!”

O grupo de aventureiros classe S conhecido como Storm of Tyranny não possuía uma rede de informação própria, e seu interesse e cautela em relação à já decadente família de condes Legston eram tênues. Assim, parecia que eles não tinham notado as circunstâncias estranhas em torno da família Legston.

“Não pudemos conversar à vontade até entrarmos neste prédio, sabe. Bom, pra resumir: eu convidei a família Legston… não, não literalmente caçei as cabeças deles; eu os fiz abandonar a nação e se juntar ao meu lado,” explicou Vandalieu brevemente. “Tudo isso é pelo bem das pessoas ligadas à família Legston que ainda permanecem nesta nação.”

Aqueles que carregavam o sobrenome Legston e os que eram próximos a eles e queriam deixar a nação junto com a família Legston — como servos, cavaleiros e suas famílias — haviam fugido para Talosheim. Mas ainda havia muitas pessoas com laços à família Legston que permaneceram nesta nação.

As famílias de Alsard e da esposa de Cecil, as famílias nas quais as irmãs de Cecil haviam se casado, as famílias das esposas dos cavaleiros, os parentes dos servos, as famílias nobres que tratavam bem a família Legston e assim por diante. Eram pessoas demais para contatar.

“Na mesma noite em que a família Legston desapareceu, o conde Thomas Palpapek também sumiu. Com isso, quem não sabe de nada suspeitaria da família Legston, não é?” disse Vandalieu.

“Você tem razão,” disse Dalton, assentindo. “São as famílias do marechal anterior e do atual, e do ponto de vista de um observador externo, uma das famílias perdeu sua posição e entrou em decadência por causa de uma grande falha de âmbito nacional, enquanto a outra alcançou grande sucesso como figura de destaque na nação. Não seria estranho pensar que a família Legston nutrisse rancor contra a família Palpapek.”

A verdade era que a posição de Thomas não era realmente algo a ser celebrado, mas é assim que as coisas pareceriam para um observador externo.

“E aqueles que descobrissem a verdade ficariam em silêncio sobre isso, não é?” disse Vandalieu.

“Bom, a Nação-Escudo de Mirg não se sairia bem se o desaparecimento de sua pessoa mais importante permanecesse um mistério, e toda a nação entraria em pânico se surgisse algum boato sobre você. Então, considerando isso, acho que esses caras são um bode expiatório perfeito?” disse Dalton.

“Não, não é exagero dizer que a nação inteira entraria em pânico? Acho que o máximo que fariam seria planejar uma segunda expedição imprudente para vingar o marechal,” disse Vandalieu.

“… Deixando isso de lado, entendo o que você está dizendo, mas por que está ligando essa encenação ao incidente? É para garantir que as pessoas ligadas à família Legston não sejam presas e executadas por crimes que não cometeram?” perguntou Dalton.

“Sim. Bem, eu só pensei em fazer isso já que estava no meio do serviço. Eu provavelmente teria matado esses caras de qualquer forma.”

Vandalieu não tinha nenhum apego especial por todas as pessoas ligadas à família Legston, mas achava desagradável a ideia de que elas fossem realmente presas e executadas e, depois, Kurt e sua família o questionassem sobre isso.

Ao mesmo tempo, ele já ouvira falar das atrocidades cometidas pela Família Ahrai e pelos assassinos como o ‘Rasgador de Membros’ e sentira vontade de matá-los.

Por isso estava criando essa encenação tosca enquanto fazia o que já pretendia.

Era tão casual quanto chamar alguém para avisar que deixou cair o lenço.

Claro, Marshukzarl e Birkyne provavelmente chegariam à verdade, como Dalton disse, mas eles não fariam essa descoberta pública por vontade própria. Tratava-se simplesmente de deslocar a culpa do incidente das pessoas ligadas à família Legston para a Família Ahrai e os assassinos.

Naturalmente, haveria um clamor pelo desaparecimento da família Legston, e haveria quem os ligasse ao incidente. Mas os ligados à família Legston eram nobres, cavaleiros e mercadores que abasteciam o governo; tinham posições sociais fortes. Coisas irrazoáveis não poderiam ser feitas contra eles apenas por suspeita.

Ainda assim, alguns os suspeitariam injustamente, mas isso não haveria jeito.

Era impossível concluir tudo de forma perfeita.

“… Bom, suponho que seja assim. Conheço outro cara que consegue fazer coisas inacreditáveis com facilidade,” disse Dalton.

As ações de Vandalieu lembraram Dalton de Schneider. Ele também frequentemente fazia coisas com facilidade que para as pessoas comuns não seriam simples de executar.

Certa vez houve um nobre que matou uma criança escrava na estrada principal, e Schneider o socou até a morte. Uma pessoa comum não faria isso.

Bem, segundo o próprio Schneider, foi uma jogada altamente calculada, mas para Dalton, que estivera lá, parecera simplesmente que ele perdera o controle de raiva.

“Hmm, não é bom?” perguntou Vandalieu.

“Não disse isso. Está tudo bem, continue,” disse Dalton, fazendo um afago na cabeça de Vandalieu.

Não era que ele considerasse as ações de Vandalieu justas. Chegara a acreditar que seria melhor se tudo se resolvesse sem a vingança de Vandalieu.

Mas Dalton era um dos companheiros de Schneider que secretamente protegia as raças criadas por Vida, e ele ocultava o fato de ser um Elfo Negro para trabalhar como aventureiro. Era um criminoso tanto no Império Amid quanto na Nação-Escudo de Mirg. Estava numa posição que podia ser chamada de maligna.

Nem ele nem Schneider acreditavam que se devesse odiar o crime e não o criminoso. Eles apenas protegiam a justiça que priorizavam, e estavam constantemente conscientes disso.

Do ponto de vista dele, não havia problema particular no que Vandalieu fizera.

Como resultado das ações despreocupadas de Vandalieu, uma organização criminosa fora esmagada e várias dezenas de pessoas morreram, mas… eram o tipo de gente que seria transformada em escravos criminosos ou executada se fossem capturados. Na verdade, era melhor pensar que vidas foram salvas ao matar essas pessoas.

“Aliás, fazer essa encenação significa ocultar o fato de que o marechal foi um traidor da nação, então sua reputação continuará como era e um de seus filhos o sucederá. Suponho que você não se importe com isso?” perguntou Dalton.

“Não, realmente não. Não me importo,” respondeu Vandalieu.

Quando Thomas disse a Vandalieu que sua família e subordinados não haviam se envolvido no incidente, Vandalieu respondeu: “Eu não dou a mínima.” O verdadeiro sentido dessas palavras era que ele era indiferente a eles.

Ele não se importava com o que passariam após a morte de Thomas. Se a traição de Thomas fosse exposta e eles fossem levados à guilhotina, se recebessem a simpatia da nação como família nobre de honra, se os filhos de Thomas o sucedessem e o chamassem de grande pai — Vandalieu não se interessava nem um pouco. Podiam fazer o que bem entendessem.

Por isso ele não faria nada nem se envolveria.

Dalton riu. “Você é bem calmo pra sua idade, hein! É deprimente virar um demônio da vingança depois da sua vingança,” disse ele. “Aliás, ainda tem umas coisas que quero conversar com você. Não tem um lugar onde a gente possa falar em particular?”

“Então acho que deveríamos sair da capital,” disse Vandalieu. “A propósito, Dalton-san, me resta mais uma tarefa. E estou um pouco com fome — você se importa se eu beber um pouco?”

“Bora, vai. Também tô com sede, acho que vou beber alguma coisa,” disse Dalton.

“Você bebe?!” exclamou Braga, arregalando os olhos surpreso.

Dalton não entendeu por que Braga ficou tão espantado e respondeu sem pensar muito. “É, os Elfos Negros da minha vila bebem. Sou conhecido como o que mais bebe entre eles!”

Os Goblins Negros estremeceram.

“V-vocês conseguem beber tanto…”

“Os Elfos Negros do lado de fora são incríveis…”

Será que esses caras não conseguem beber por causa da raça? Dalton pensou, seguindo Vandalieu para fora.

Em um beco, Vandalieu eliminou um par de criminosos que os espíritos lhe disseram cometer crimes com grande frequência. Ele sugarrou o sangue de um deles e ofereceu o outro a Dalton.

“Pergunto só por via das dúvidas. Quer um pouco?” ele perguntou.

“Putz, pensei que você estivesse falando de álcool,” disse Dalton, balançando a cabeça. Essa foi a única resposta que pôde dar, em defesa da honra dos Elfos Negros de sua vila.

Naquela noite, toda a família de condes Legston, seus servos e seus cavaleiros desapareceram da Nação-Escudo de Mirg, e Thomas Palpapek sumiu.

A investigação sobre o último encontrou os corpos do chefe da Família Ahrai e de membros de alta patente em sua base, juntamente com uma mão decepada usando o anel com o brasão da família Palpapek. A Família Ahrai e os assassinos que haviam contratado foram oficialmente declarados culpados pelo assassinato.

Com esse incidente, a reconstrução do exército da Nação-Escudo de Mirg demoraria ainda mais.

A pergunta que ele repetidamente fazia a si mesmo — onde ele havia errado? — tinha resposta: foi quando decidiu que era um pouco mais excepcional que o irmão mais velho. Por causa disso, aceitara a oferta de Vampiros que adoravam um deus maligno e assassinara o irmão. Essa era a resposta à sua pergunta.

Mesmo que, quando jovem, ele fosse um pouco mais excepcional que o irmão, não havia garantia de que o mesmo seria verdade dez ou vinte anos depois. E mesmo que não sucedesse a família Palpapek, poderia ter virado vassalo do irmão para servir à família e à nação, ou casado-se com outra família nobre e aplicado sua astúcia dessa forma.

Mesmo que Thomas não tivesse se tornado o líder da família, a nação não teria sido arruinada nem sofrido grandes perdas, nem o mundo teria acabado.

Ainda assim, ele concebeu a ideia de que devia suceder a família por ser o indivíduo superior, pronunciou palavras que ocultavam essas ambições até de si mesmo e foi usado pelos Vampiros à sua conveniência por anos.

Esse foi o maior erro que já cometeu, e só percebeu quando sua existência foi extinta.

Vandalieu e Dalton trocaram informações resumidas sobre suas situações.

Dalton ficou surpreso do começo ao fim ao ouvir sobre a situação do outro lado da Cordilheira da Fronteira e o fato de que a existência do grupo dele era conhecida pelos deuses. O que mais o espantou foi a aparição de Legion, porém.

Claro, Vandalieu também ficou surpreso ao saber que dois membros do Storm of Tyranny eram a reencarnação de um deus maligno e de um Vampiro de Sangue Puro, e que protegiam mais membros das raças de Vida no lado do Império Amid do que ele imaginara.

Ele ficou particularmente pasmo ao saber que o deus heróico Farmaun Gold, escolhido por Zantark e que lutara ao lado de Bellwood em Alda na batalha ocorrida cem mil anos atrás, havia mudado de lado.

“Mas ele não quer que eu o socorra cem vezes. Bem, também não pretendo fazer isso,” disse Vandalieu.

“É, deixa isso pra depois,” disse Dalton. “Agora, soube que você consegue teleportar num instante, mas não poderemos ir pra lá por um tempo. Não podemos usar o Teleporte para fazer viagens de um dia.”

O Imperador Marshukzarl e o Vampiro de Sangue Puro Birkyne já sabiam que os membros do Storm of Tyranny eram crentes de Vida e membros das raças de Vida, mesmo antes de se tornarem um grupo de aventureiros classe S.

Assim, aparentemente estavam sob vigilância constante, com feitiços especiais e outros métodos normalmente impensáveis.

E seria ruim se a existência de Legion e o fato de que Vandalieu podia teleportar para dentro e fora da Cordilheira da Fronteira viessem a ser descobertos.

“Se for só caras tipo aquele espadachim chamado Rickert, a gente dá conta sozinho, e se não der a gente usa Teleporte pra escapar,” disse Pluto.

“… Então é você quem derrotou a ‘Espada da Velocidade da Luz’, Ojou-san. Mesmo só de olhar, dá pra ver que ele não tinha chance contra você. O pobre coitado,” murmurou Dalton. “Deixando isso de lado, existe um feitiço de atributo espacial que interfere com a Teleportação. E há vários outros feitiços que podem selar seus movimentos, como os que petrificam ou param o tempo. Não baixe a guarda.”

Se Legion fosse removido, Vandalieu não conseguiria mais se mover usando Teleportação. Se o inimigo descobrisse isso, certamente tentaria eliminar Legion a qualquer custo.

“De fato, precisamos ser mais cautelosos,” disse Vandalieu.

Legion possuía uma quantidade completamente anormal de Vitalidade e uma habilidade regenerativa que lhes permitia se recuperar imediatamente mesmo depois de serem cortados ao meio, além de não terem órgãos internos ou ossos que servissem como pontos vitais. Também tinham a habilidade Contra-Ataque de Ereshkigal, uma das personalidades de Legion.

De certa forma, eram ainda mais difíceis de matar do que Vandalieu.

No entanto, matar não era a única maneira de detê-los. Dalton, que já havia enfrentado todo tipo de inimigo, os advertiu e os lembrou disso.

“Entendo. É verdade que devíamos ter considerado o perigo de sermos selados com feitiços e efeitos de status. Não posso negar que nosso senso de perigo enfraqueceu depois que ganhamos este corpo,” disse Pluto. “Mas eu gostaria que você não nos chamasse de ‘Ojou-san’.”

“Enma, Ghost e Jack também estão aqui,” disse Jack.

“… Ei, então como devo chamar esses caras?” perguntou Dalton.

“Eu os chamo de Legion,” disse Vandalieu.

“O corpo deles é feito apenas de carne, mas o interior é difícil de compreender. Certo, serei cuidadoso,” disse Dalton — então seu rosto de repente ficou sério. “Na verdade, há algo que todos nós, membros do Storm of Tyranny, precisamos pedir desculpas a você. Sou o único aqui agora, mas vou dizer primeiro.”

Ele se virou para Vandalieu, que piscou surpreso, e inclinou a cabeça. “Pedimos desculpas por não termos conseguido interpretar corretamente a Mensagem Divina de Vida e por não termos conseguido salvar sua mãe.”

Vandalieu olhou para o moicano de Dalton enquanto percebia que ele e seus companheiros, assim como Nuaza de Talosheim, haviam recebido uma Mensagem Divina de Vida.

E eles haviam tentado obedecer a essa Mensagem Divina, mas não conseguiram salvar Vandalieu e sua mãe.

“Por favor, levante a cabeça; não é culpa sua,” disse Vandalieu.

“Não, mas assim não consigo ficar em paz. Se houver algo que eu possa –”

“Então faça uma pose e me deixe tocar.”

“– fazer… espere, uma pose e deixar você me tocar?!”

Dalton e seus companheiros realmente não tinham culpa, então Vandalieu não tinha intenção de culpá-los. Na verdade, mesmo que escondesse sua identidade, Dalton era um aventureiro de alto nível e alguém que podia falar casualmente até com o governante de uma nação inteira — e ainda assim estava se curvando diante de Vandalieu.

Vandalieu tinha uma boa impressão dele.

“Por que isso?! O que tem de divertido em me fazer posar e me tocar?!” perguntou Dalton, indignado.

“É superdivertido,” respondeu Vandalieu.

Mas não tem problema pedir um benefício extra assim, certo? pensou Vandalieu.

“Não ouse fugir,” disse Legion.

“Não se preocupe, não vai doer,” disse um dos Goblins Negros.

“O Rei só quer o seu corpo,” disse outro.

“Hihihihi, não se preocupe, acaba rápido se fizer o que ele disser,” disse Kimberley.

“UOOOH!” gritou Dalton. “Nunca nem sonhei que alguém me diria algo assim! E espera aí, quantos de vocês são?! Tem aquela mulher que parece uma árvore, e o que é essa rainha abelha e esses Fantasmas?!”

“Calma, calma. Ah, seus ombros estão um pouco rígidos. Quer que eu aproveite e te faça uma massagem?” ofereceu Vandalieu.

“M-me soltaaaa –” gemeu Dalton.

Ele não conseguiu resistir de verdade. Eisen e Braga o seguraram, e ele foi cercado por Vandalieu e os outros.

Legion, Princesa Levia e Orbia observavam.

“Vandalieu continua amando músculos, como sempre. Mesmo eu sendo a número um em questão de carne,” disse Pluto.

“Os Elfos Negros do lado de fora da cordilheira são diferentes mesmo. Ele é muito mais musculoso que o Gizan-san,” disse Pluto.

“Até eu já tinha ouvido falar de Dalton do Storm of Tyranny quando estava viva, mas… então ele era um Elfo Negro, hein,” disse Orbia. “Também havia uma anã fêmea, uma elfa e um novo aventureiro misterioso que também era barman e se juntou mais tarde. Esses são um deus maligno e um Vampiro de Sangue Puro?”

Depois disso, Dalton teve o corpo inteiro… brincado — ou melhor, teve a rigidez muscular aliviada — e recebeu um pequeno Golem para servir de marcador de teleporte para Legion.

Após decidir com Vandalieu o horário para se encontrarem novamente, ele partiu.

Cerca de um mês se passou desde que Vandalieu matou Thomas Palpapek. A Nação-Escudo de Mirg provavelmente ainda estava em alvoroço. Enquanto isso, Marshukzarl fazia uma careta.

Thomas Palpapek fora um homem perigoso que tramava a independência da Nação-Escudo de Mirg em relação ao império e provavelmente possuía conexões com Vampiros de Sangue Puro. Deveria Marshukzarl ficar feliz por tal homem ter sido eliminado sem precisar sujar as próprias mãos, ou preocupado pelo fato de que a reconstrução do exército da Nação-Escudo de Mirg — o escudo do império — seria ainda mais atrasada?

Quanto a Birkyne, o Vampiro de Sangue Puro que venerava Hihiryushukaka, o deus maligno da vida alegre, ele havia perdido um conspirador influente. Mas como sua organização já estava em um estado quase destruído, a perda de Thomas não foi assim tão grande.

Deixando essas situações de lado, o povo dentro da Cordilheira da Fronteira ficou surpreso com a notícia de que o grupo de aventureiros classe S — o orgulho do Império Amid — incluía um Elfo Negro e um Vampiro de Sangue Puro.

Cecil e Alsard Legston, que haviam deixado recentemente seu país natal, perceberam que poderiam ter testemunhado o momento da ruína de sua própria nação se não tivessem fugido.

Quanto a Farmaun Gold, os deuses e até os líderes das nações decidiram manter em segredo, por enquanto, qualquer informação sobre ele.

Ele fora conhecido como um inimigo amargo ao lado de Bellwood por cem mil anos. Os deuses e líderes decidiram que essa informação seria chocante demais para o povo.

… Na verdade, uma das maiores razões era que Xerx, o deus das bandeiras de batalha, e Garess, o deus dos guerreiros, simplesmente não conseguiam acreditar que Farmaun havia realmente se tornado um aliado.

Parecia que o abismo entre esses dois e Farmaun era imenso.

Naquele dia em particular, Vandalieu — agora com dez anos de idade — participava de um torneio de combate realizado na nação dos Elfos Negros.

“Este torneio de combate é realizado anualmente desde que Gufadgarn, o deus maligno dos labirintos, criou o Julgamento de Zakkart, há cem anos. Sua história é curta, mas é um torneio honrado,” explicou Gizan, que fazia parte do comitê organizador. Ele suspirou. “Seu objetivo é selecionar heróis dignos de desafiar o Julgamento de Zakkart. Por isso, embora seja um torneio, não há apenas um vencedor. Diversos indivíduos, ou até mais de uma dúzia, podem ser escolhidos como desafiantes excepcionais. Parece que o Julgamento de Zakkart é diferente fora da Cordilheira da Fronteira, mas aqui, em geral, ele não mata os desafiantes. No entanto, é possível que os muito fracos acabem mortos.”

Aparentemente, quando o Julgamento de Zakkart aparecia dentro da Cordilheira, se os desafiantes não conseguissem continuar — por exemplo, se sua Vitalidade caísse demais —, a masmorra os Teleportava à força para fora. Por isso, uma equipe médica ficava sempre de prontidão até que todos os desafiantes tivessem saído.

Mas, fora da Cordilheira, não se conhecia nenhum desafiante que tivesse sobrevivido — exceto três membros das Lâminas das Cinco Cores, lideradas pela “Espada da Chama Azul” Heinz. Era provável que a própria masmorra escolhesse quem seria ejetado à força e quem não seria.

“Agora que penso, certa vez apareceu uma placa com os dizeres ‘O Julgamento de Zakkart’ do lado de fora da masmorra. Achamos estranho, mas… devia ser por causa dos falsos rumores que se espalharam fora da cordilheira — de que quem conquistasse o labirinto se tornaria o sucessor de Bellwood. Bem, como a masmorra contém monumentos de pedra com lendas sobre os campeões e os deuses, além de enigmas relacionados, não é surpreendente que as pessoas tenham interpretado mal,” disse Gizan.

“Deve ter sido desagradável para Gufadgarn. Imaginar que o mal-entendido continuou mesmo depois de ele colocar a placa…” disse Vandalieu.

Contrariando o verdadeiro propósito pelo qual o labirinto havia sido criado, os crentes de Alda e suas forças o invadiam repetidamente. Isso certamente fora irritante para Gufadgarn.

“As coisas têm sido difíceis para Gufadgarn… mas também foram difíceis para nós, desde que ficamos de repente encarregados de selecionar os desafiantes da masmorra há cem anos. Sinceramente… a quantidade de trabalho aumentou drasticamente de uma hora para outra,” disse Gizan.

Vandalieu olhou para Gizan e viu em seus olhos um cansaço ainda mais profundo que o seu. Parecia que organizar aquele torneio era uma tarefa exaustiva para os Elfos Negros.

“… Obrigado pelo seu esforço. Quer que eu massageie seus ombros?” ofereceu Vandalieu, usando sua técnica de massagem que até um aventureiro de alto nível havia elogiado.

Mas Gizan deu um sorriso vago e balançou a cabeça. “Ainda estamos em serviço, afinal,” disse ele. “Aliás, essa masmorra tem um mecanismo que torna difícil alguém enfrentá-la uma segunda vez. Quando alguém que já a desafiou antes desce alguns andares, as escadas para o próximo piso desaparecem para essa pessoa.”

“Hmph, o propósito da masmorra é encontrar o sucessor de Zakkart, afinal. Está dizendo que não tem negócios com quem já provou uma vez não ser o escolhido. Perdi muito tempo por causa disso,” disse o rei Majin, Godwin, mastigando um grande lagarto assado inteiro coberto com ketchup importado de Talosheim.

Aparentemente, ele havia testado o rumor de que a masmorra não aceitava desafiantes repetidos.

“Tecnicamente, isso não é totalmente verdade. Se houver ao menos uma pessoa desafiando a masmorra pela primeira vez, os veteranos ainda podem avançar. Mas assim que os novatos desistem ou são ejetados, os veteranos ficam presos. Foi o que aconteceu quando eu a desafiei,” disse a rainha Donaneris de Zanalpadna, que, assim como Godwin, havia ido assistir ao torneio — e aparentemente também já enfrentara a masmorra mais de uma vez.

Ela segurava um crepe feito com ovos de Patos-Demônio, aves que haviam se tornado monstros.

“E nem posso participar deste torneio. Sério, meu sangue ferve e eu não consigo me acalmar, é irritante,” resmungou Godwin.

“Isso é inevitável,” disse o rei Kijin, Tenma. “É um torneio para selecionar desafiantes para o julgamento, então não há sentido em alguém como você participar, já que perdeu seu direito de enfrentá-lo.”

“Na verdade, não seria justo com aqueles que deveriam desafiar a masmorra, mas não poderiam por sua causa,” disse o rei Centauro, Sylvari.

“Não sejam egoístas! Tenma, você já participou deste torneio duas vezes, e você, Sylvari, cinco vezes! Isso não é justo!” uivou Godwin.

“O quê?! Isso só aconteceu porque você me nocauteou na primeira vez!” protestou Tenma.

“… Imperador, só porque fui derrotado quatro vezes não significa que sou fraco. Apenas fui mal correspondido contra meus oponentes,” disse Sylvari.

As pessoas mais fortes da região sul do continente haviam se reunido para enfrentar o julgamento, então parecia que, em algumas ocasiões, os reis das nações haviam sido forçados a lutar entre si.

“Deixando isso de lado, por que estou aqui?” perguntou Vandalieu.

Ele havia sido colocado em um assento com a palavra “prêmio” escrita nele. Ele estava muito disposto a participar do torneio, mas Gizan e os outros o forçaram a sentar ali.

“Quero dizer, com sua força, você certamente será escolhido como desafiante,” disse Darcia, que assistia ao torneio ao lado de Vandalieu. “Não acho que você realmente precise se esforçar para competir.”

Ela soava como uma mãe simplesmente indulgente, mas todos, exceto Vandalieu, concordaram com suas palavras.

“Imperador, seu poder faz de você a pessoa mais distinta dentro da Cordilheira da Fronteira… mesmo que você pessoalmente não use os fragmentos do Rei Demônio e se contenha no uso de sua Magia do Rei Negro… ainda assim, você possui força suficiente para enfrentar o julgamento,” disse Gizan.

“Eu também já o enfrentei antes, mas, ao menos, você não será derrotado no julgamento por falta de poder,” disse Budarion.

“Então, por favor, me ajude reduzindo meu trabalho, pelo menos um pouco,” disse Gizan.

Vandalieu não teve escolha a não ser acenar em resposta ao pedido sincero de Gizan.

“E Vossa Majestade, você é claramente o sucessor de Zakkart que Gufadgarn procura. É óbvio que você enfrentará o julgamento,” disse Kurt.

“Por que está aqui nos assentos dos espectadores?” perguntou Vandalieu.

“… Porque se eu participasse do torneio, poderia me tornar um Morto-Vivo,” respondeu Kurt, olhando distante para o palco, onde Eleanora estava derrubando um guerreiro Kijin.

Kurt era ainda mais fraco que aquele guerreiro Kijin; se participasse do torneio, poderia morrer acidentalmente mesmo que seus oponentes se contivessem.

“De qualquer forma, os únicos competidores fortes neste torneio são as pessoas que você trouxe, Vossa Majestade. Lamento dizer isso na sua frente, mas não posso negar a falta de habilidade dos outros. Os Seis Demônios de Batalha com Chifres e o Samurai Drakonid Rowen não estão presentes, e nenhum dos Majin está aqui além de Iris-ojousan. Você está de acordo com isso?” perguntou Kurt.

Os reis das nações deram sorrisos amargos.

“Não é que tenham se recusado a participar por consideração a você, Vossa Majestade. Não entenda mal,” disse um dos quatro Anciões Drakonid da nação Drakonid.

“É apenas que… o número de competidores capazes é limitado,” disse outro.

“Limitado?” repetiu Kurt.

“Kurt-dono, muitos de nós, das raças de Vida, vivemos vidas longas. Naturalmente, nossas gerações mudam lentamente. Assim, a maioria dos Drakonids, Majin e Elfos Negros já enfrentou o julgamento antes. Os veteranos da região sul do continente já passaram pelo julgamento.”

“… Entendo.”

Devido ao propósito e às regras do torneio, não havia razão para aqueles que já haviam enfrentado o julgamento participarem novamente. E, em muitos torneios, mais de dez pessoas eram escolhidas. Assim, nos últimos cem anos, muitos veteranos como Godwin perderam o direito de entrar no torneio.

“Algumas raças têm vida curta, mas… a rebelião do meu irmão tolo não foi há muito tempo,” disse Budarion.

Os candidatos ao torneio das nações Goblin Superior, Kobold Superior e Reino Orc Nobre haviam caído ou sido derrotados na rebelião iniciada por Bugitas.

“Perguntei algo que não deveria. Peço desculpas,” disse Kurt, abaixando a cabeça.

Budarion balançou a cabeça, dizendo que não havia nada pelo que se desculpar.

No final, os únicos dignos de desafiar o julgamento neste ano eram os companheiros de Vandalieu.

“Acredito que Oniwaka e a filha de Sylvari estão se esforçando ao máximo,” disse Vandalieu.

“Não, eu a fiz participar pensando que este ano poderia ser o último torneio, mas ela ainda não é digna. Agradeço suas palavras gentis,” disse Tenma, estreitando os olhos.

“Iris, Iris também está se esforçando! Não acha?!” exclamou Godwin, tomado por um estranho senso de competitividade.

“Silêncio, seu pai tolo e indulgente,” disse a rainha Donaneris. “Aliás, você mudou de Job?” perguntou ela a Vandalieu. “Superar o julgamento provavelmente levará vários meses, então seria melhor mudar de Job primeiro.”

“Sim, fiz isso cerca de meio mês atrás. Adquiri o Job Criador de Labirintos,” disse Vandalieu.

Ele havia considerado o Job Guerreiro Espiritual e o outro Job Guia, mas estava prestes a enfrentar uma Masmorra que, em seu ponto mais profundo, continha algo capaz de ressuscitar Darcia. Decidiu escolher o Job que seria mais útil para obtê-lo.

A rainha Donaneris assentiu. “Entendo; nunca ouvi falar do Job Criador de Labirintos, mas certamente será útil para superar o julgamento.”

No ringue do torneio estava sua filha Gizania, que acabara de iniciar sua luta contra Zadiris.

“Mesmo sendo maga, não vou me conter!” declarou Gizania.

“Com este novo equipamento que o garoto e Datara fizeram, vou mostrar que você não precisa se conter,” disse Zadiris, levantando um cajado que parecia exageradamente decorado e difícil de manusear enquanto enfrentava Gizania. “Transf–?!”

Naquele momento, o chão tremeu subitamente e um som grave ecoou, como um gemido profundo. Ao contrário de Zadiris e dos outros, que se surpreenderam, Gizan e os demais permaneceram calmos e fecharam os olhos, como se estivessem rezando.

“O Julgamento de Zakkart apareceu,” anunciou Gizan.

Explicação do Job

Guia Sombrio

【Guia Sombrio】

Um Job que representa aquele que guia os que eventualmente morrerão ou já morreram. Pode ser adquirido por alguém que perturba a linha entre vida e morte e tenta recriar o pós-vida nesta vida.

Naturalmente, os alvos da orientação são espíritos e Mortos-Vivos, assim como aqueles que desejam se tornar Mortos-Vivos. Porém, como Vandalieu já havia adquirido o Job Guia Demoníaco e a proteção divina dos deuses sombrios da Terra, os efeitos da orientação se estendem para aqueles que normalmente não seriam afetados.

O Job fornece baixo crescimento em Vitalidade, Força e Vigor, mas oferece o maior crescimento em Mana, Inteligência e Agilidade, nesta ordem.

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