Muitos seres de todo o mundo de Lambda observavam o eclipse.
Os deuses observavam também, antecipando que aquele seria o dia em que as forças de Alda ganhariam maior influência sobre a sociedade humana — sobre o Império Amid.
Ricklent franziu o cenho, perguntando-se se Alda planejava reverter o mundo à era em que os deuses o governavam. Zuruwarn gemeu diante dos problemas que estavam por vir, e Vida suspirou profundamente.
Enquanto isso, Rodcorte reconhecia que as forças de Alda realmente estavam agindo, mas ainda hesitava em trabalhar com elas.
“Se eu trabalhar com as forças de Alda, é possível que eu continue sendo reconhecido como um deus de Lambda, mesmo após Vandalieu e as raças de Vida dentro da Cordilheira do Limite serem erradicadas. Não posso me intrometer de forma descuidada,” murmurou ele. “Se Hajime Inui, que se tornou o receptáculo de Fitun, ou Murakami tiverem sucesso… mas pensar que já não consigo mais oferecer apoio a Hajime.”
A conexão psicológica entre Rodcorte e Hajime — que estava sendo reformado por Fitun, o deus das nuvens de trovão — já havia sido rompida. Rodcorte ainda podia ver seus registros, mas não podia mais enviar Mensagens Divinas nem oferecer orientação direta.
“Pensar que haveria um deus que voltaria seus olhos para um dos reencarnados que eu praticamente havia abandonado… Mas Fitun deve ser um dos seres mais poderosos, mesmo entre os deuses da guerra da facção de Alda. Suponho que, se Hajime se tornar o receptáculo de um clone espiritual em vez de um espírito familiar, será desnecessário eu conceder-lhe uma nova bênção divina.”
Como deus, Rodcorte era muito superior a Fitun, mas a bênção de um deus da guerra seria muito mais adequada para o combate do que a bênção de um deus da reencarnação.
Rodcorte estava curioso para saber o que havia acontecido com a bênção, a sorte e o “Radar de Alvo” que ele havia concedido a Hajime, já que não podia verificar o status desses dons. Mas provavelmente seria melhor deixá-lo do que tentar intervir à força.
“Então suponho que meu apoio deva ir para Murakami. Tenho certeza de que Aran e os outros apoiarão o grupo de Asagi mesmo sem eu dizer nada…”
De repente, Rodcorte sentiu uma perturbação em seu Reino Divino. Mas não conseguia sentir a presença de nenhum intruso, e não havia sinal de que alguém tivesse entrado em contato com seu sistema do ciclo de reencarnação.
“Foi só imaginação minha…?”
Decidindo que sim, ele voltou seus olhos para Origin.
“Rikudou Hijiri. Embora a morte de Pluto e dos outros devesse ter interrompido a pesquisa sobre o atributo da morte, parece que ele pretende continuar. Mas, a esse ritmo, não há dúvida de que seus esforços serão em vão. Não preciso detê-lo,” disse Rodcorte a si mesmo. “Será a lição perfeita para ensinar ao povo de Origin que jamais adquirirão o atributo da morte novamente, não importa o que façam — e também um bom trampolim para Amemiya Hiroto.”
Na superfície de Lambda, o imperador Marshukzarl do Império Amid soltou um suspiro.
“Então, aconteceu,” murmurou ele, sua irritação se transformando em resignação.
A visão do eclipse a partir do palácio parecia-lhe sinistra, mas se aquela era a vontade dos deuses, nada poderia ser feito.
“Tenho me aproveitado da religião esse tempo todo. Suponho que seja irracional de minha parte reclamar agora que nossas posições se inverteram, mas…”
Os deuses existiam para o bem do povo — não o contrário. Era isso que Marshukzarl acreditava.
Seu desejo, baseado nessa crença, era a continuidade e a prosperidade do Império Amid. Era algo natural para alguém que se chamava de imperador. Mas à medida que a Igreja ganhava poder, esse desejo também estava sendo ameaçado.
Os ensinamentos da Igreja nem sempre se alinhavam com o bem da nação.
Marshukzarl nunca havia cometido atos malignos por desejo próprio; se boas ações resultassem na prosperidade do império, ele as faria de bom grado. Se fosse completamente honesto, empunharia sua espada para destruir o mal se isso fosse necessário.
Mas a realidade não funcionava assim. A realidade exigia que Marshukzarl tramasse incontáveis conspirações e tirasse proveito secreto dos atos malignos de outros em vez de impedi-los — transformando o branco em preto e o preto em branco.
Embora Alda ensinasse que as raças de Vida deveriam ser erradicadas, Marshukzarl precisava suprimi-las — mas não a ponto de exterminá-las. Mesmo que reunisse à força todos os escravos pertencentes a cidadãos e nobres para executá-los, isso só resultaria em uma redução no orçamento. O único resultado seria a ruína econômica e o ódio das classes média e alta, que podiam se dar ao luxo de possuir escravos.
Enviar repetidamente expedições para vilas escondidas das raças de Vida seria apenas um desperdício de fundos e soldados. Era verdade que a nação ganharia temporariamente tesouros e escravos com expedições bem-sucedidas, mas essas vilas estavam sempre em terras impróprias para a habitação humana — portanto, nenhum território de valor seria conquistado.
O território das Scylla na região de Sauron era um bom exemplo. Não era impossível para humanos habitá-lo, mas seria necessário cultivo em larga escala ou o conhecimento e a tecnologia das próprias Scylla que viviam lá para torná-lo lucrativo.
Dar aquela terra a um lorde seria o mesmo que punir seus próprios homens. E, claro, Marshukzarl também não ficaria feliz em ter uma região tão remota sob domínio direto do império.
Por isso, as raças de Vida serviam apenas como ferramentas para enfraquecer os poderes excedentes das nações vassalas, como bodes expiatórios para suportar o descontentamento popular e, quando deixadas vivas, como uma fonte perfeita de trabalho manual.
Será que Eileek, o próximo Papa da era — aquele que profetizou este eclipse — levaria isso em consideração?
“‘Espada Zero’ Carmine, quanto tempo você acha que posso manter minha posição como imperador?” perguntou Marshukzarl, embora não houvesse ninguém em seu quarto particular.
Ainda assim, um homem de meia-idade apareceu do nada, sem aviso algum. Era o “Espada Zero” Carmine, o líder das Quinze Espadas Quebradoras do Mal, a unidade sob o comando direto de Marshukzarl.
Carmine havia se afastado do campo de batalha devido à idade, mas fora, no passado, um membro ativo das Quinze Espadas Quebradoras do Mal.
“Que pessimista da sua parte,” comentou Carmine.
“É claro que sou. Estou contra um deus e contra o clérigo escolhido por ele. Não há chance alguma de um mero imperador esperar prevalecer contra tais inimigos. Por mais teimoso que um homem seja, ele enlouquece quando um pilar de luz desce do céu e ele ouve a voz de um deus,” disse Marshukzarl.
Todo ser humano queria acreditar que era especial. “E se eu possuísse a Habilidade Única de um herói lendário?”
— todos, ao menos uma vez, já haviam sonhado com algo assim. A bênção e a voz de um deus estimulavam docemente esses desejos.
E obedecer à voz dos deuses era garantia de ser “justo”, enquanto desobedecer seria prova de ser “maligno”.
“Os ensinamentos de Alda foram convenientes para manter meu domínio, e eu tirei vantagem disso demais. Se fosse para terminar assim, eu deveria ter mudado a religião nacional para adorar Zuruwarn, Ricklent ou Botin quando assumi o trono,” murmurou Marshukzarl.
“Você só pode estar brincando. Talvez Botin, mas tentar converter todos os cidadãos em seguidores de Zuruwarn ou Ricklent seria obra de um louco. O império teria colapsado em menos de uma década,” respondeu Carmine com um sorriso amargo.
Aliás, Marshukzarl não mencionou Peria, pois mudar a religião nacional para adorá-la teria transformado Galahad — a nação marítima vassala do império — em uma terra sagrada.
“Claro, era uma piada,” disse Marshukzarl. “Agora então, supondo que eu demonstre obediência na superfície enquanto continuo resistindo em segredo… não importa o quanto eu lute em vão, não durarei cinquenta anos. No pior dos casos, talvez uma forca substitua minha coroa em apenas meio ano. Estou sinceramente grato por ter conseguido colocar meu filho sob os cuidados de Schneider e seus companheiros. Pelo menos minha linhagem continuará.”
E enquanto sua linhagem existisse, por menor que fosse a chance de o império reviver, ela nunca seria completamente anulada.
“Se vai ser tão pessimista assim, por que não pedir a proteção de Schneider — ou de Vandalieu, que está além da cordilheira?” sugeriu Carmine.
“Carmine, isso sim seria uma piada. Eu seria morto imediatamente, e seria o fim,” disse Marshukzarl.
“Eles não pensariam que poderia haver algum valor em mantê-lo vivo e tirar proveito disso?”
“Não, não haveria valor algum para eles em mim… um imperador sendo caçado pelo próprio império, implorando por sua vida.”
Marshukzarl sempre seria um inimigo em potencial de Schneider, e já havia uma criança com o sangue imperial
— o filho de Marshukzarl, aparentemente chamado Sieg — ao lado de Schneider. Se Schneider quisesse tirar proveito do sangue imperial, seria melhor eliminar Marshukzarl e transformar Sieg em seu fantoche.
… Considerando sua personalidade, ele provavelmente mataria Marshukzarl mesmo sem precisar de um motivo desses.
Vandalieu também não teria utilidade para um imperador sem poder. Levando em conta o fato de que ele não fez uso do antigo Duque Marme depois de sequestrá-lo, era provável que descartasse Marshukzarl com a mesma rapidez.
“Não, talvez eles aceitem meus herdeiros mais jovens. Se não forem descendentes diretos meus, é ainda mais provável… vou considerar isso,” murmurou Marshukzarl.
Como era meio-elfo e tinha uma expectativa de vida maior que a dos humanos, ele havia mantido seus potenciais herdeiros ao mínimo até então. Afinal, mesmo que tivesse filhos agora, dependendo da raça em que nascessem, poderiam morrer de velhice antes dele.
Assim, ele tinha poucos filhos de descendência direta, e havia apenas um príncipe imperial além de Sieg — e esse príncipe ainda era apenas um bebê.
Se fosse possível deixar outros parentes para trás, seria melhor garantir que pelo menos um deles sobrevivesse.
Enquanto Marshukzarl assentia a esse pensamento, ouviu-se uma batida à porta de seus aposentos privados. Era uma notificação do primeiro-ministro, informando sobre uma reunião de emergência para discutir o eclipse solar que ocorrera exatamente como previsto pela profecia.
“Muito bem. Estarei lá em breve,” respondeu Marshukzarl.
Enquanto isso, Carmine já havia desaparecido antes mesmo que o imperador terminasse a frase.
Ao tomar conhecimento do eclipse solar, Birkyne mordia o próprio dedo para tentar conter a irritação e o desconforto.
“Isto é ruim… Alda se movendo é ruim…!”
Birkyne era um dos Vampiros de Sangue Puro que veneravam Hihiryushukaka, o deus maligno da vida alegre. Ele e seus dois companheiros haviam dominado as trevas do continente Bahn Gaia por cem mil anos — mas não haviam alcançado isso lutando contra Alda, o deus da lei e do destino.
Eles manipulavam os humanos que conseguiam seduzir para seu lado, escondendo-se em suas sombras.
As complexas sociedades hierárquicas das nações humanas — formadas após os humanos passarem a governar a si mesmos depois da era dos deuses — forneciam sombras escuras o suficiente para que os Vampiros de Sangue Puro se movessem sem serem vistos.
E eles eram perfeitamente adequados para isso. Claro, ainda haviam ocorrido várias ocasiões em que enfrentaram perigo. Nessas situações, uniam forças para superar… ou escapar dessas ameaças.
Mas não enfrentavam algo assim havia dezenas de milhares de anos; sua posição nas trevas permanecera estável.
Como resultado, os laços entre os três Vampiros de Sangue Puro — cada um com sua própria facção — haviam enfraquecido. Passaram a se ver como rivais que deveriam ser derrotados, apesar de um dia terem sido companheiros. E com o surgimento de Vandalieu em meio a tal cenário, tanto Ternecia quanto Gubamon foram destruídos em menos de dez anos.
“E justo agora, Alda resolve agir?!” Birkyne rasgou o dedo e a unha com os dentes, transformando irritação e frustração em fúria. “Não me venha com essa merda! Ele pretende devolver o mundo à era dos deuses quando nem sequer pode descer a este mundo?!” rugiu, cuspindo sangue pela boca.
Era bem conhecido que, quando Birkyne perdia a paciência, ele não parava até destruir todos os subordinados ao seu redor e a mansão em que estava. Por isso, não havia um único subordinado próximo a ele naquele momento.
Sua voz fazia o ar tremer, e seus repetidos passos destruíam o chão sob seus pés, fazendo-o cair através dele. Com ruídos estrondosos ecoando por toda a mansão vazia, Birkyne aterrissou no primeiro andar e destruiu uma parede com um único movimento do braço.
“… Não, amaldiçoar Alda não muda nada. O que há de errado comigo?”, murmurou Birkyne, recobrando a consciência depois de ver diretamente o eclipse solar através da parede que acabara de quebrar.
Embora estivesse coberto por uma sombra, era a primeira vez em muito tempo que ele via o sol — e talvez isso tivesse restaurado sua sanidade.
“Alda não presta atenção em nós… Ele pode até nos ver como algo para eliminar enquanto tem a chance, mas nada além disso. Adoramos o deus maligno da vida alegre e criamos novos vampiros por cem mil anos. Sendo assim, a razão de Alda estar agindo agora deve ser Vandalieu,” concluiu Birkyne.
Ele não conseguia imaginar outra razão para Alda agir de forma tão precipitada. Diante disso, Birkyne considerou a possibilidade de abandonar sua organização e a maior parte de seu clã, escondendo-se com alguns poucos subordinados de confiança.
Afinal, a era imperfeita dos deuses que Alda estava prestes a iniciar provavelmente não duraria mil anos. Birkyne poderia hibernar durante esse tempo e, quando Alda perdesse poder e deixasse o mundo novamente, voltaria a fincar suas raízes na sociedade humana.
Mesmo que os deuses passassem a governar diretamente os humanos, a verdadeira natureza humana não mudaria. Sempre haveria um punhado de pessoas boas e puras, mas haveria também um número igual de indivíduos puramente malignos — e a vasta maioria ficava entre esses dois extremos, podendo pender para qualquer lado.
Birkyne só precisaria seduzir essa maioria e usá-la em benefício próprio. Assim, reergueria seu clã caído e reconstruiria sua organização.
“Não… Se Vandalieu sair vitorioso, o que me aguardará em mil anos será uma derrota certa. E mesmo que não seja esse o caso, estou acabado se for descoberto pelos subordinados de Alda. Parece que não posso simplesmente hibernar,” murmurou Birkyne. “Mortor! Mortor, está aí?!”
“Sim, já vou!” respondeu um dos quatro assessores mais próximos de Birkyne — um Vampiro Nobre nascido como Anão — correndo em sua direção.
Pelo visto, ele estava se abrigando do lado de fora da mansão.
“Se deseja uma refeição, posso prepará-la imediatamente, mas…” disse Mortor com hesitação, temendo que seu mestre, que havia se acalmado mais rápido do que o normal, ainda estivesse perigoso.
“Não, não estou com sede,” respondeu Birkyne com um sorriso sereno. “Aqueles humanos que tiveram contato com Vandalieu — você sabe para onde foram?”
Ele havia designado subordinados para vigiar o antigo território das Scylla, no Ducado de Sauron. Assim, sabia que Kanako e Asagi haviam feito contato com Vandalieu.
“Sim. Kanako Tsuchiya e as outras duas desapareceram junto com Vandalieu, mas Asagi Minami e os dois que estão com ele estão atualmente no Ducado de Sauron. Parece que estão procurando registros sobre o selamento dos fragmentos do Rei Demônio — e os próprios fragmentos,” informou Mortor.
A facção de Birkyne tinha raízes em todas as Guildas. Assim, uma vez que um alvo entrava em sua rede de informações, era possível descobrir até seu nome.
A organização de Birkyne ainda não havia sido completamente reconstruída, mas ainda tinha capacidade para esse tipo de rastreamento.
“Eles estão procurando os próprios fragmentos do Rei Demônio, não apenas como selá-los? Que tarefa perigosa… especialmente para pessoas que vieram de outro mundo,” comentou Birkyne.
“O quê?! Esses humanos vieram de outro mundo?!” exclamou Mortor, chocado. “É verdade que seus nomes são estranhos, mas…”
Agora que pensava nisso, Birkyne percebeu que nunca havia contado isso a ele.
“É provável que sim. Bellwood e os outros também tinham nomes estranhos no início. Se bem me lembro… era Shouhei Suzuki, talvez?” disse Birkyne. “E no fim, você nunca descobriu onde eles nasceram, não é?”
“Não, meus subordinados ainda estão investigando,” respondeu Mortor.
Os subordinados de Mortor estavam investigando as cidades e vilas próximas à Guilda dos Aventureiros onde o grupo de Asagi havia se registrado, mas ninguém sabia quem eles eram. Não encontraram um único amigo de infância ou conhecido — muito menos parentes.
Isso era estranho demais para ser coincidência.
Registrar-se na Guilda dos Aventureiros podia ser feito em qualquer filial. Toda cidade tinha uma.
Por isso, quem desejava se tornar aventureiro normalmente se registrava na filial mais próxima do local onde nasceu e cresceu. Não havia vantagem alguma em gastar dinheiro e correr risco de ser atacado por bandidos para se registrar em uma filial distante.
“Isso se explica se eles simplesmente tiverem aparecido de repente de outro mundo. Entendo… Mas Kanako Tsuchiya e sua companheira Melissa J. Saotome são elfas, e o outro, Doug Atlas, é humano e tem um nome normal,” disse Mortor.
“Quem sabe o motivo. De qualquer forma, já que desapareceram com Vandalieu, não podemos persegui-los. Vamos ignorá-los até que se revelem novamente,” disse Birkyne. “Mais importante, o fato de estarem se encontrando com Vandalieu um após o outro… pode significar que ele também veio daquele mundo? Não, aquele mundo deveria ter apenas humanos. Então por que…?”
Embora Birkyne se perguntasse se Vandalieu poderia ter sido alguém convocado de outro mundo, ele não fazia ideia de que existia um deus capaz de reencarnar indivíduos de outros mundos mantendo suas memórias e personalidades intactas.
Ele conhecia o conceito de reencarnação — mas, segundo o senso comum, reencarnar mantendo suas lembranças e identidade era algo impossível.
“Bem, suponho que descobriremos isso se continuarmos investigando-os, além de descobrir qual deus os convocou a este mundo e com que propósito,” disse Birkyne. “Então, como vai a investigação?”
Mortor caiu de joelhos, os ombros tremendo. “Isso é… um deles, Tatsuya Tendou, tem sentidos estranhamente aguçados e não conseguimos nos aproximar como gostaríamos,” disse ele, mal conseguindo articular as palavras. “Pretendemos encontrar um momento oportuno para disfarçar nossos homens como apoiadores deles e assim fazer contato, mas…”
“Entendo. Pode ser um poder concedido a eles pelo deus que os trouxe… Espione-os usando métodos que você normalmente não usaria, então,” Birkyne instruiu Mortor, sem soar desapontado. “Use familiares na forma de ratos, pássaros, morcegos e outras criaturas que se encontram em qualquer lugar, e controle-os de um local distante… Não, não apenas distante, mas subterrâneo. Ou então simplesmente os espionem sem se preocupar em serem notados, e observem o humano chamado Tendou. Se fizerem isso repetidamente, conseguirão descobrir como Tendou detecta nossos homens.”
“M-muito bem.” Mortor abaixou a cabeça mais uma vez, sentindo-se verdadeiramente aliviado.
Mas quando ergueu o olhar novamente, viu as garras muito afiadas nos dedos de Birkyne.
“Da próxima vez que me relatar, atenderá às minhas expectativas. Está claro?” disse Birkyne, fazendo um gesto cortante com a mão que ainda tinha cinco dedos intactos.
“Como desejar!” Mortor respondeu em um meio grito, deixando o local como quem foge.
“Se o humano chamado Asagi for inimigo de Vandalieu, então seu grupo também pode se tornar uma ferramenta de negociação,” murmurou Birkyne para si mesmo. “Seria ideal se eles estivessem investigando os fragmentos do Rei Demônio para se opor a Vandalieu, e não para entregá-los a ele.”
Birkyne apostava todas as fichas na vitória de Vandalieu durante a próxima era temporária dos deuses. Assim, ficaria na defensiva até que tanto Vandalieu quanto Alda se cansassem ou perecessem.
Mesmo que um dos progenitores fosse um Elfo Sombrio, dhampirs não eram imortais. Podiam viver por milhares de anos, mas não chegariam à marca de dez mil anos.
Devo conseguir fincar minhas raízes em Talosheim e na Cordilheira do Limite sem Vandalieu, pensou Birkyne, alheio ao feitiço de Transformação Juvenil de Vandalieu.
Gyubarzo, o deus maligno dos mares sombrios que havia sido selado nas profundezas do oceano ao sul do continente Bahn Gaia, soltou um grito de insanidade.
“Deuses tolos! Não sei por que criastes um eclipse solar, mas eu vos agradeço por ele!”
A aparência de Gyubarzo era simples comparada à de outros deuses malignos. Tinha cabeça de peixe com dentes afiados, membros cobertos de escamas e uma cauda com barbatanas.
Contudo, era maior que um castelo; podia agarrar um grande navio com uma única mão.
“Graças a este eclipse, o mar tornou-se negro como breu, um lugar onde nem mesmo a luz das estrelas alcança! Com os seguidores de Zuruwarn e Ricklent não me vigiando e o selo de Tristan enfraquecido, nada mais me prende agora! Reúnam-se, meus seguidores!”
A voz de Gyubarzo ecoou pelas frias profundezas do oceano, e seus seguidores surgiram das águas escuras, um por um.
“Gyububuh!”
“Gyoppabugyugeh.”
Eram Gillmen, montados em monstros que mais pareciam tubarões e peixes abissais do que cavalos. Cantavam palavras estranhas, louvando seu deus Gyubarzo.
Gyubarzo foi um dos deuses malignos que criaram os Gillmen, e um que lutou intensamente contra Tristan, o deus dos mares.
Ao fim daquela dura batalha, Tristan e os deuses que o ajudavam selaram Gyubarzo, mas este continuou a dar ordens aos Gillmen — instruções para matar aqueles que rezavam e seguiam Tristan.
Entre as raças que os Gillmen consideravam “humanas”, odiavam os Sereianos (Merfolk) acima de todos. Assim como Gyubarzo e os outros deuses que os criaram, eles detestavam Tristan, o deus dos mares.
Agora que Gyubarzo estava livre, pretendia dirigir seu ódio aos filhos de Tristan, os Sereianos.
“Sigam-me! Exterminaremos Tristan, seus seguidores e todos os humanos que ousarem aventurar-se nestes mares, provando que somos os verdadeiros senhores do oceano!” declarou Gyubarzo.
E ele arrancou do fundo do oceano, rumo à superfície, acompanhado por mil Gillmen de elite.
Seus olhos viam através da escuridão, e ele divisou um único navio cortando o mar. Detestava embarcações — engenhos usados por formas de vida inferiores que não podiam respirar na água — quase tanto quanto detestava Tristan e os Sereianos.
“Um banquete para celebrar minha ressurreição! Tenho certeza de que não saciará minha fome, mas eu o devorarei!”
Embora Gyubarzo detestasse navios, ele adorava destruí-los e lançar os humanos a bordo nas profundezas do oceano. Ver aquelas criaturas agitando em vão seus membros sem nadadeiras era incrivelmente divertido para ele.
Parecia que o navio estava sendo rebocado pelo seguidor de um Dragão Ancião, mas Gyubarzo não deu atenção a isso e mirou diretamente na embarcação. Sua cautela havia sido apagada pela sensação de libertação após ter sido selado por um tempo que parecia longo até mesmo para um deus.
“Ngh?!”
Gyubarzo parou por um instante, notando um par de enormes globos oculares o encarando.
A luz azulada que emanava daqueles olhos ficava cada vez mais intensa.
“O que é is–”
Antes que Gyubarzo pudesse terminar a frase, os olhos dispararam um feixe de luz.
“Logo abaixo do Cuatro, a cerca de quinhentos metros de profundidade, há uma sombra que parece um Gillman enorme,” disse Vandalieu.
“Esse cara é gigantesco! É ainda maior que o castelo de Talosheim!” exclamou Kimberley.
Vandalieu e os Mortos-Vivos conseguiam enxergar através da escuridão do oceano graças à habilidade Visão nas Trevas. Ainda havia partículas sólidas na água que impediam uma visão perfeita, mas não havia como deixar de notar o corpo colossal de Gyubarzo.
“O que devemos fazer, meu senhor? Leo não é muito adequado para mergulhar, então devemos descer para enfrentá-lo?” sugeriu Bone Man calmamente.
“Não seja idiota! O Cuatro afundaria! Temos que fugir, e rápido!” disse o antigo capitão pirata — que também era feito apenas de ossos.
Durante a semana em que estiveram no mar, Bone Man e Leo vinham enfraquecendo monstros para que o Cuatro e seus capitães os derrotassem e aumentassem seus Ranks. Ainda assim, eles eram apenas Rank 5 — certamente incapazes de vencer um Gillman gigante.
Na verdade, uma luta contra aquele monstro tão próximo provavelmente geraria ondas poderosas o bastante para lançá-los a uma cova aquática. Era natural que os capitães entrassem em pânico.
“Bombordo—” começou o antigo capitão pirata.
“Não consigo mirar, então é melhor ficarmos onde estamos,” disse Vandalieu.
“Deixa isso pra lá! Parem aqui mesmo!”
Vandalieu havia ativado os olhos do Rei Demônio para mirar, enquanto fazia os órgãos luminosos do Rei Demônio nas pontas de suas antenas brilharem ao máximo, disparando uma série de feixes de luz.
O mar brilhou com uma luz azulada, e um uivo agudo e ensurdecedor perfurou os ouvidos de todos.
“Q-que grito sinistro…!” disse Oniwaka, incapaz de esconder o medo instintivo.
“É bem alto, não é?” comentou Pauvina, que apenas tapou os ouvidos com os dedos.
“Bocchan, devemos acabar com ele?” perguntou Sam.
“… Eu errei,” disse Vandalieu, recolhendo as antenas que havia estendido abaixo da superfície da água. “Parece que os feixes de luz foram difratados pela água. Mas eles o rasparam, então acho que causaram algum dano.”
A cerca de quinhentos metros de profundidade, Gyubarzo soltou um grito de dor insuportável. Os ataques não o atingiram diretamente devido à distorção e dispersão da luz pela água, mas os feixes haviam arrancado suas escamas e queimado sua carne.
Esses ferimentos estavam longe de ser fatais, mas a dor — como se sua pele tivesse sido arrancada viva — feriu profundamente seu orgulho.
“Isto é… a presença do Rei Demônio…?! Impossível; não há como o grande Rei Demônio ainda estar vivo. Então, deve ser obra de um humano que carrega um dos fragmentos do Rei Demônio! Maldição! Maldito seja o Rei Demônio por ter sido derrotado e usado, e malditos sejam vocês, humanos insolentes, que ousam empunhar seus fragmentos!” rugiu Gyubarzo.
Deixando sua fúria dominá-lo, começou a subir novamente em direção à superfície. Mesmo que aqueles feixes o atingissem mais algumas vezes, não estariam em plena força enquanto ele permanecesse no mar. Além disso, mesmo com um fragmento do Rei Demônio, não havia como um mero humano frágil liberar feixes tão poderosos repetidamente.
Mesmo que aquele humano pudesse lançar mais alguns disparos, no máximo restariam um ou dois.
“Malditos humanos, profanando minha ressurreição! Vou rasgá-los com meus dentes!”
Com os Gillmen restantes — reduzidos agora a um terço do número original — Gyubarzo mirou o Cuatro mais uma vez.
“Pensando bem, Zadiris-san disse que magia de atributo luz é menos eficaz debaixo d’água,” comentou a Princesa Levia.
“Parece que até os feixes de luz produzidos pelos órgãos luminosos do Rei Demônio continuam sendo luz, no fim das contas,” disse Sam. “Então, o que vai fazer, Bocchan? É hora do Canhão Vazio?”
Canhão Vazio era um feitiço do Rei do Vazio que já havia destruído as paredes de uma masmorra — algo considerado impossível por existirem em um espaço especial. Não seria possível que Vandalieu derrotasse o Gillman gigante com ele?
Mas Vandalieu balançou a cabeça. “Acho que o Canhão Vazio não seria difratado pela água, mas ele aniquila tudo em seu caminho… Se eu disparasse contra o Gillman gigante daqui, um enorme redemoinho poderia se formar sob o Cuatro.”
Até os marinheiros destemidos gritaram ao imaginar morrer afogados novamente.
“Se isso acontecer, vamos afundar!”
“Já chega de naufrágios!”
“Mas o que vamos fazer?” perguntou Kimberley. “Meus ataques de raio vão se dispersar ainda mais na água do que a luz.”
“Minhas chamas nem alcançariam o alvo,” disse a Princesa Levia.
“Meu frio não funciona a menos que eu chegue mais perto… espera, ele está vindo de novo!” disse Orbia, espiando o oceano e vendo que Gyubarzo havia começado a subir para a superfície novamente.
“Não há outra escolha… Isso não será um golpe decisivo, mas vou acertá-lo várias vezes,” murmurou Vandalieu, enquanto oito pernas semelhantes a de aranha surgiam de suas costas — ativando as pernas articuladas do Rei Demônio. “Canhão da Morte, bombardeio simultâneo.”
Feixes negros de luz choveram sobre Gyubarzo. Mas, na verdade, eram compostos de Mana de atributo morte condensado, não de luz — e, portanto, atingiram diretamente o corpo de Gyubarzo sem serem dispersos pela água.
“–?!”
Gyubarzo soltou um grito sem som. Os feixes negros do Canhão da Morte eram muito mais finos que os anteriores, mas ignoravam suas duras escamas, carne e até ossos, extraindo diretamente a vida de seu corpo.
Mas, como era de se esperar de um deus, Gyubarzo ainda não estava morto.
“AAAAAAHHHH!”
Ele parou de subir e começou a tentar fugir, gritando por sua vida. Estava tão desesperado para se afastar do Cuatro que nem conseguia amaldiçoar as más decisões que havia tomado segundos antes.
Os oito feixes do Canhão da Morte haviam drenado quase toda a Vitalidade e Mana de Gyubarzo — e quebrado sua sanidade.
“Pensar que algo conseguiu resistir ao Canhão da Morte do Bocchan… o que será aquilo?” disse Rita.
“Quando o ataquei, minha habilidade Devorador de Deuses foi ativada, então acredito que seja um tipo de deus maligno,” respondeu Vandalieu. “Quanto ao quão poderoso ele é… talvez um pouco acima de Fidirg ou Zozogante?”
“Um deus?! Não é perigoso deixá-lo escapar?!” exclamou Oniwaka, empalidecendo.
De modo geral, deuses podiam se regenerar de qualquer ferimento, desde que ele não fosse causado por uma autoridade divina — como as Estacas da Lei de Alda. O tempo necessário para a recuperação variava conforme o poder do deus e o número de seguidores que possuía, mas… de qualquer forma, não seria nada bom ser constantemente alvo de um deus que habitava as profundezas do oceano.
Ele estava longe demais para que Vandalieu pudesse lançar o feitiço Negação de Cura — e, mesmo que pudesse, não havia como manter o efeito ativo por anos e anos.
Se aquele deus se escondesse nas profundezas, nem mesmo Vandalieu conseguiria sair para caçá-lo, e seus feitiços e ataques não o alcançariam.
“Meu senhor, o ideal seria ter equipado o Cuatro dentro de si e recuado para o céu, esperando que ele subisse até a superfície,” observou Bone Man, apontando o erro estratégico de Vandalieu.
“Concordo completamente,” respondeu Vandalieu, assentindo.
Se tivesse esperado Gyubarzo alcançar a superfície antes de atacar, Bone Man e Leo poderiam ter participado da batalha, e Vandalieu teria conseguido usar o poder dos fantasmas através da magia de espírito morto.
“Agora não há o que fazer. Já usei bastante Mana, mas… vamos acabar com ele, mesmo que isso consuma o resto,” disse Vandalieu. “Todos, entrem no Sam.”
Usando Voo, ele se ergueu do convés do Cuatro e partiu atrás do fugitivo Gyubarzo.
Quando estavam longe o bastante do navio, Vandalieu voou diretamente acima do deus Gillman gigante e concentrou sua Mana na ponta do dedo.
“Bocchan, o que devemos fazer?” perguntou Sam.
“Quando eu der o sinal, ataquem aquele deus Gillman gigante com tudo o que tiverem,” respondeu Vandalieu. “Agora então… Canhão Vazio.”
Um feixe de Mana negra foi disparado da ponta do dedo de Vandalieu, perfurando o mar. Ele distorceu o próprio espaço e quebrou a água do oceano, criando uma coluna vazia em forma de pilar que se estendia até o fundo.
“GYUGAAAAAAAH?!”
Gyubarzo e os Gillmen que fugiam com ele gritaram ao perceber que a corrente do mar havia mudado e um redemoinho furioso se formava ao redor deles.
“Entendi! Agora é a hora, pessoal!” gritou a Princesa Levia.
“Certo!” respondeu Pauvina.
“JYUOOOH!” rugiu Bone Man.
“Acho melhor não jogar seus próprios ossos, vai ser difícil recuperá-los depois!” advertiu Saria.
“O alvo é tão grande que é fácil acertar!” disse Oniwaka.
“Bem, então essa viagem realmente valeu a pena!” disse Rita. “Projétil Parafuso!”
Todos começaram a lançar pedras e lanças. Rita e Saria, agora Rank 11 — Donzelas de Armadura de Tártaro —, mostraram-se especialmente eficazes: as lanças de Rita e a chuva de flechas de Saria, impulsionadas por sua habilidade de Arqueira, atingiam com força devastadora.
As escamas de Gyubarzo ainda estavam frágeis, sem tempo para se regenerar dos ataques anteriores, e as lanças e flechas de Ferro da Morte perfuravam-nas sem piedade.
Mas, mesmo encurralado e enfraquecido, Gyubarzo ainda era um deus. Ataques assim não seriam o suficiente para derrotá-lo.
No entanto, Vandalieu lançou uma chuva de feitiços de Magia de Espírito Morto.
“Lança do Trovão Sombrio, Círculo de Execução de Gelo Carmesim, Grande Projétil de Destruição e Encarceramento da Chama Óssea!”
Todos os Fantasmas haviam aumentado seus Ranks dentro do Teste de Zakkart.
Kimberley transformou-se em uma lança de relâmpago negro, Orbia em uma lâmina circular de gelo, e o golpe final veio da Princesa Levia, transformando-se em um crânio flamejante grande o bastante para despedaçar um navio com suas presas.
Os Fantasmas investiram contra o indefeso Gyubarzo.
“GIBUGAAAAAaaah… A verdadeira escuridão estava… acima do oceano…”
Gyubarzo havia se convencido de que era o governante do mar, mas essa era a ilusão de um fraco que só conseguia dominar o oceano — e nada além dele.
Ele sentiu uma sensação de derrota absoluta ao ser engolido pelo redemoinho e deixar de existir.
“Tenho a sensação de que ele acabou de dizer algo rude… ops,” disse Vandalieu, desabando.
Ele não havia gasto tanta Mana a ponto de perder a consciência, mas disparar o Canhão Vazio continuamente por tanto tempo havia danificado não só seu braço esquerdo, mas toda a metade superior de seu corpo.
Tentou se endireitar novamente, mas antes que pudesse fazê-lo, sua mão direita foi segurada por outra — uma mão suave.
“É um pouco cedo para eu vir te ver, mas queria que você visse minha nova forma, agora que nosso Rank aumentou. Também fiquei curiosa se algo estava acontecendo deste lado… Aconteceu alguma coisa?” perguntou a garota que flutuava ao lado de Vandalieu.
Ela tinha cabelos e olhos completamente negros, e a pele anormalmente pálida. Vestia um simples vestido branco de uma só peça.
No canto de sua visão, Vandalieu pôde ver os rostos surpresos de Sam e da Princesa Levia. Ele já tinha visto aquela garota em algum lugar antes… e conhecia muito bem sua voz.
“É você, Pluto?” perguntou ele.
Pluto sorriu feliz.
“Sim, sou a Pluto da Legião. Já faz mais de dez anos desde que conseguimos nos encontrar nessa forma, não é?”
Bem abaixo dela, o redemoinho do oceano havia cessado, e pedaços da carne de Gyubarzo flutuavam na superfície da água.
Vandalieu percebeu, então, que o eclipse solar havia terminado, e o mundo voltava a ser iluminado pela luz do sol.
《Sua Mana aumentou em 50.000.000 e sua Vitalidade aumentou em 10.000!》
《Os níveis das habilidades Força Sobrehumana, Regeneração Rápida, Magia do Rei Sombrio, Controle de Mana, Taxa de Recuperação de Mana Aumentada, Transcender Limites, Magia do Rei do Vazio, Multi-Conjuração, Magia de Espírito Morto, Superar Limites: Fragmentos, Devorador de Deuses e Devorador de Almas aumentaram!》


| Explicação do Monstro |
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Armadura Empregada de Tártaro Armadura Empregada de Tártaro – Tártaro… Segundo o Mestre, é uma palavra usada para o outro mundo ou inferno. Suas aparências não diferem muito de quando eram Armaduras Empregadas do Genocídio, mas agora estão cercadas por uma Aura do Medo mais densa e, de acordo com o Mestre e a Legião, tornaram-se mais parecidas com ‘chefes malignas’. Nem é preciso dizer que esses monstros estão aparecendo pela primeira vez em Lambda. Para começar, o Rank e a força de um Morto-Vivo do tipo Armadura Viva normalmente são determinados pelo material do qual a armadura é feita. Mesmo que fossem Itens Mágicos desde o início, nenhuma Armadura Viva normalmente conseguiria alcançar o Rank 11. A força de combate de Rita e Saria é equivalente à de aventureiros de classe A, e se usarem sua habilidade de Coordenação para lutar juntas, tornam-se ainda mais poderosas. As duas estão felizes — felizes por serem ‘mais parecidas com o que se esperaria das empregadas do Jovem Mestre, o Rei Demônio.’ |