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Raising Villains the Right Way – Capítulo 5

Tornando-se o cérebro por trás da família do conde (5)

Tradutor: miggigibe


Dois anos haviam se passado desde que Alon resgatara todos os Cinco Grandes Pecados, marcando o quarto ano desde que começara a trocar cartas com Yutia.

Agora faltavam seis anos para o início da história original.

O conde Palatio estava morto.

A causa oficial da morte foi insuficiência cardíaca.

No entanto, qualquer pessoa da residência do conde ou que estivesse bem informada saberia facilmente a verdadeira causa da morte.

Foi uma overdose de drogas.

Num fim digno de um mundo de fantasia sombria, o conde Palatio faleceu.

Ainda assim, ninguém lamentou sua morte.

Os criados e vassalos receberam a notícia com tranquilidade.

Não era de surpreender. O conde Palatio já estava completamente arruinado, atravessando a reta final rumo à morte em meio ao abuso desenfreado de drogas. Seria estranho não esperar um fim daqueles.

Além disso, desperdiçara a vida em excessos, entregue a mulheres e drogas. Nem mesmo depois de sua morte um único nobre apresentou condolências.

O mesmo valia para seus dois filhos restantes. Leo, o mais velho, já esperava por aquele desfecho havia muito tempo e permaneceu indiferente.

Em vez de lamentar a morte do pai, Leo parecia muito mais preocupado com o conflito em andamento contra a organização Lua Azul, discutindo o assunto constantemente com os vassalos que lhe eram leais.

Alon sentia o mesmo.

Desde o começo, seu pai fizera vista grossa enquanto o filho mais velho e o segundo filho o atormentavam abertamente. Por incrível que parecesse, Alon nunca havia trocado uma única palavra com o conde desde que assumira aquele corpo.

A relação entre os dois era de indiferença mútua.

Assim, a morte do conde transcorreu em silêncio, sem que uma única lágrima fosse derramada, e o assunto chegou discretamente ao fim.

Uma semana depois da morte do conde, a família do conde Palatio não nomeou um novo chefe, seguindo a antiga tradição de não escolher um sucessor no mesmo ano em que o chefe anterior morresse.

Mas, na prática, nada mudou.

Desde que Alon assumira aquele corpo, o conde Palatio não fazia nada, deixando os vassalos cuidarem dos assuntos da família enquanto enchiam os próprios bolsos.

E, a essa altura, Alon…

— Jovem mestre, preciso dizer que isso é realmente impressionante.

— Por quê?

— …Chegar ao 2º nível em apenas dois anos sem entrar na Torre de Magia nem ter um mestre… o senhor acha mesmo que um talento desses faz sentido?

Alon vinha aprendendo magia para poder se defender.

'Embora seja um talento pela metade.'

Alon observou as três pequenas esferas girando sobre a palma da mão antes de fazê-las desaparecer com um leve suspiro.

'É bom ter talento, mas ainda assim…'

Dois anos antes, Alon descobrira que tinha talento para magia e ficara radiante.

No mundo de Psychedelia, a magia só podia ser usada por quem possuísse o talento necessário.

Além disso, o talento de Alon para magia era bastante excepcional.

Levando em conta que um mago normalmente levava cerca de quatro anos para alcançar o 2º nível, o fato de ele ter conseguido chegar lá em apenas dois anos e sem um mestre era notável. Não chegava a ser um prodígio abençoado pelos céus, mas ainda era um caso raro de alguém que conseguira se tornar forte apenas graças ao próprio talento natural.

O próprio Alon sentia que sua capacidade de controlar mana com precisão era muito superior à dos outros.

O que acabara de fazer, levitar três esferas elétricas e fazê-las orbitar sobre a palma da mão, era um truque inútil. Ainda assim, era uma técnica que só alguém com um controle extremamente preciso de mana conseguiria realizar.

'…Se ao menos meu núcleo de mana fosse maior.'

Mas era justamente por isso que Alon chamava seu talento de "pela metade". Seu núcleo de mana natural era muito menor do que a média.

Não apenas pequeno. Muito menor.

Embora fosse possível expandir o núcleo de mana com treinamento contínuo, no caso de Alon ele era tão anormalmente pequeno que havia pouca esperança de conseguir ampliá-lo de forma significativa.

Um núcleo de mana era como a constituição física de uma pessoa. Era algo com que se nascia.

'Se for necessário, eu até tenho um método, mas…'

Enquanto Alon passava a língua pelos lábios e continuava pensando, Evan perguntou:

— Jovem mestre, o que pretende fazer agora?

— Como assim?

— Bem, no ano que vem, o filho mais velho… não, quero dizer, o jovem mestre mais velho vai se tornar o chefe da família, não vai?

Evan, que por força do hábito quase o tratara como um plebeu, corrigiu-se rapidamente. Alon entendeu o que ele queria perguntar e respondeu:

— Vou embora.

— …Pretende deixar a propriedade?

— Não completamente. Só vou mais para o sul.

— Mais para o sul… quer dizer Rodmill?

Diante da pergunta de Evan, Alon assentiu.

— Isso mesmo.

Rodmill.

Geograficamente, era uma vila a cerca de quatro dias de viagem ao sul de Palion, o território do conde Palatio. Ficava sob o controle do conde, mas vinha prosperando razoavelmente.

— Pretendo me mudar para lá.

— …Por quê?

Evan perguntou sem entender.

Talvez Evan não compreendesse a razão, mas aquele era o passo final do plano de Alon.

Desde o começo, seu objetivo era resgatar os Cinco Grandes Pecados de sua desgraça, mudar o futuro e viver confortavelmente como nobre em um mundo no qual os Reinos Unidos não fossem destruídos.

'Nesse sentido, Rodmill é uma excelente escolha.'

Primeiro, havia ali uma mansão que pertencera ao terceiro conde Palatio.

Segundo, a vila estava em crescimento moderado, o que tornava improvável que Leo, que em breve se tornaria conde, prestasse muita atenção ao lugar antes de sua morte.

Terceiro, ficava longe o bastante da propriedade do conde, a cerca de quatro dias de viagem, para que Alon pudesse permanecer alheio à história de justiça e vingança do herói quando a trama original começasse.

Em resumo, se Alon se mudasse para Rodmill, seu plano estaria concluído com sucesso.

Mas, como achava trabalhoso explicar tudo aquilo a Evan, respondeu apenas de forma breve.

— Tudo tem seu tempo.

— …Jovem mestre, o senhor sempre diz isso quando não quer explicar.

Alon nem se deu ao trabalho de responder ao comentário de Evan. Em vez disso, disse:

— Já que estamos falando nisso, vamos começar a arrumar as coisas.

E começou a se preparar para partir rumo a Rodmill.


Exatamente um mês depois, Leo, o filho mais velho da família do conde Palatio e uma figura importante do submundo como líder da Avalon, observava o irmão mais novo entrar em uma carruagem acompanhado de um cavaleiro e deixar a propriedade enquanto ponderava sobre uma questão.

'O que eu faço?'

Matar Alon ou não.

Para ser sincero, Leo não considerava Alon uma grande ameaça.

Era assim desde a infância.

Se o falecido Tonio sempre fora uma ameaça, mostrando as presas em sua disputa pela sucessão, Alon, por outro lado, sempre passara o tempo de cabeça baixa, atento aos outros e evitando problemas.

É verdade que algo nele mudara um pouco nos últimos anos, mas sua postura continuava a mesma.

Mesmo agora, Alon escolhera voluntariamente se mudar para uma região afastada para não desagradar Leo.

— Hm…

Na verdade, Leo originalmente planejava eliminar Alon discretamente, fazendo com que ele também morresse de overdose de drogas na mesma época que o pai. Mas, como Alon havia escolhido partir para Rodmill por conta própria, não havia motivo para levar o plano adiante.

Alon se afastara voluntariamente do caminho de Leo e parecia não ter intenção alguma de se tornar seu inimigo.

Já não havia motivo para matá-lo.

Mesmo assim, o filho mais velho ainda hesitava.

Ironicamente, não havia nenhum motivo especial por trás daquela hesitação.

Não era porque temia que Alon fosse para uma região afastada e tomasse para si a posição de herdeiro.

Também não era porque a submissão de Alon, mesmo sendo membro da família, lhe causasse repulsa.

Na verdade, Leo nunca sentira qualquer afeto familiar por Alon, nem por ninguém da família do conde.

No fim, o motivo pelo qual ainda cogitava matá-lo era simples. Alon o irritava.

Um mês antes, quando Alon fora até ele, baixara a cabeça e dissera que iria para Rodmill, aquilo de algum modo o incomodara.

Talvez fosse porque acabara de saber que uma das filiais da Avalon não havia atingido suas metas, o que o deixara de péssimo humor.

Qualquer que fosse a razão, a vida de Alon agora estava por um fio.

— Alman.

— Sim.

— Siga a carruagem discretamente.

Em menos de um minuto, o destino de Alon estava decidido.

Do ponto de vista de Leo, Alon era alguém que ele podia matar por capricho.

Foi com isso em mente que deu a ordem.

Mas a pessoa que surgiu atrás dele perguntou de repente:

— …Pretende matá-lo?

…?

…?

Leo sentiu uma pontada de confusão.

Dois anos antes, aquele jovem provara ser útil e se tornara um dos subordinados de confiança de Leo depois de passar por inúmeras provações. Não era alguém que questionaria uma ordem.

Quando Leo dava uma ordem, ele a cumpria sem questionar nem hesitar.

— Acha que família significa alguma coisa para—

Mesmo franzindo ligeiramente a testa, Leo abriu a boca para corrigir o que imaginava ser um mal-entendido.

Tchac!

…?

Mas, em vez de palavras, o que saiu da boca de Leo foi sangue.

Ele cuspiu sangue escarlate, o rosto se contorcendo em choque enquanto tentava entender o que acabara de acontecer.

Ainda incapaz de compreender a situação, Leo abaixou os olhos.

Uma espada estava cravada em seu coração.

— T-traição—

Seus olhos começaram a se encher de uma raiva ardente, mas o homem que o esfaqueara respondeu com indiferença:

— Isso não é traição. Para começo de conversa, eu nunca fui seu subordinado leal.

— O-o que está dizendo…?

— Eu só estava esperando que você desse a ordem.

Com aquela única frase, a expressão de Leo, deformada pela raiva e pela confusão, começou a se transformar em horror quando um rosto lhe veio à mente.

O rosto de Alon, o terceiro filho da família do conde.

Mas, mesmo então, Leo não conseguia entender.

Afinal, Alman… não, Hidan estivera ao lado dele por mais de dois anos.

Leo permitira que Hidan permanecesse ao seu lado sem qualquer suspeita e até lhe confiara a própria retaguarda por mais de um ano.

Em outras palavras, Hidan poderia tê-lo matado a qualquer momento se quisesse.

Assim, com os olhos cheios de descrença e confusão, Leo encarou Hidan, que finalmente lhe deu uma explicação.

— Não agimos sem ordens. Somos apenas a espada daquela pessoa e só nos movemos quando ela nos empunha. Esse é o nosso credo, a regra inquebrável que a Lua Vermelha nos ensinou. Mas—

Crac!

— Aah!

— …Quando alguém tenta ferir a Grande Lua, nossas espadas se movem por conta própria.

Chlic!

— E é por isso que deixamos você viver até agora.

Com isso, Leo desabou no chão, o rosto batendo na terra. Mesmo assim, seus olhos ainda ardiam de raiva enquanto ele se esforçava para falar.

— M-meus… homens… eles… não vão—

— Não se preocupe. No momento em que deu aquela ordem, a Avalon estava condenada a ser varrida do continente.

Hidan, membro da organização Lua Azul e um dos subordinados diretos de Yutia, continuou:

— …É uma pena. A Grande Lua lhe deu uma chance.

Com aquelas últimas palavras, Hidan se virou e foi embora.

Leo nunca entendeu o que elas significavam e morreu pouco depois.

Uma morte fria e sem emoção.


Três dias depois de chegar a Rodmill, Alon foi chamado de volta à propriedade do conde Palatio.

O motivo era que Leo, o filho mais velho da família do conde Palatio, havia morrido.

E, com aquela morte inexplicável, Alon, que tostava pão tranquilamente em um canto afastado da mansão porque não havia criados disponíveis, foi chamado às pressas de volta à propriedade.

A essa altura, ele já havia ganhado um novo apelido, que as pessoas sussurravam em voz baixa:

O Poder Oculto da Família do Conde.

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