— Certo, agora, como deveríamos fazer isso? Vai demorar um tempo se quisermos eliminar todos os monstros aqui na cidade — comentou Eiro. — E se esta será nossa terra, eu particularmente não quero destruir todas as estruturas existentes.
Depois de pensar um pouco, James levantou as sobrancelhas. — Espera, precisamos mesmo matar todos aqui?
Eiro o encarou surpreso. — Elabore — disse ele, e James coçou a cabeça. — Bem, você já possui uma vila cheia de monstros… Dependendo de quais monstros estão aqui, não poderia manter alguns deles para expandir a vila?
Com um sorriso no rosto, Eiro assentiu. — Na verdade, essa é uma ideia muito boa. Eu só… não tenho certeza se posso levar todos eles, e não temos Bavet conosco, então selar a monstruosidade deles também não é possível.
— Apenas os prenda por enquanto ou algo assim. Tipo, isto é uma cidade, tem que haver algumas prisões, né? — adicionou Krog, enquanto Eiro o curava junto com Nelli.
— Se ainda não tiverem sido destruídas — concordou Eiro. — Acho que, por enquanto, isso significa que devemos ficar juntos. Pelo que posso dizer, esta cidade funciona de uma forma bastante interessante. No mínimo ao redor desta ponte, a cidade é dividida em diferentes áreas, como se cada tipo de monstro tivesse sua própria área designada. Em cada área, parece haver um Monstro Nobre no comado. Meu palpite é que estejam no nível… Visconde, talvez Conde? Além de haver uma nova estrutura no centro da cidade, a qual obviamente foi construída pelos monstros, então pode haver um monstro da alta-nobreza no comando de toda a cidade lá dentro.
— Ah, então… vamos até os Monstros Nobres, você os captura, assim como alguns dos outros, e depois quando buscarmos Bavet, ele pode ajudar a selar a monstruosidade deles… e ficaremos bem? — perguntou Jess, enquanto Eiro refletia. — Possivelmente posso fazê-los dormir com alguns anestésicos, e depois posso descobrir uma forma de fazê-los dormirem indefinidamente — murmurou ele. — Dessa forma, não haverá problema. Os Nobres são os mais importantes agora. Podemos poupar uma dúzia de cada tipo de monstro, talvez um pouco mais dependendo de quão cooperativos eles forem…
— Certo… Bem, então aonde iremos primeiro? — perguntou James, e Eiro se virou, olhando para o fim da ponte. — Logo em frente, tem uma área cheia de mais Trolls, então acho que são bons alvos. De qualquer forma, por enquanto eles serão os mais incômodos.
— Urgh… — resmungou Krog, sem vontade de lidar com mais Trolls, mas Eiro sorriu para ele. — Não se preocupe, comparado àquele de antes, esses devem ser relativamente mais fáceis de se lidar… Pelo menos aqueles que vamos acabar matando.
O grupo se aprofundou na cidade, e os monstros que se aproximavam, uma mistura de Trolls, Homens-Lagarto e mais alguns diferentes monstros do tipo planta, viraram seus alvos.
— Jess, vá em frente e queime as plantas — disse o Demônio sem pestanejar. Ele só precisada de uma semente para cultivar um exército inteiro deles, afinal. Então, estava tudo bem. Enquanto Jess cuidava deles praticamente sozinhos, Eiro, James e Krog lutavam contra os outros. Os Homens-Lagarto foram rapidamente enfraquecidos quando o Diabrete esfriou toda a área ao redor deles. Afinal, Homens-Lagartos são de sangue-frio, então foram afetados e ficaram mais lentos, facilitando para que James e Krog os matassem.
Enquanto isso, Eiro começou a lidar com o pequeno grupo de Trolls. Comprimiu algumas chamas em um único ponto e disparou este orbe comprimido direto no centro de um dos monstros. Uma vez dentro, continuo alimentando as chamas com muita mana, e os Trolls perdiam vida rapidamente. A regeneração deles nem era capaz de lidar totalmente com isso, mas, mais importante, eles sentiam uma dor extrema enquanto seus corpos se reparavam repetidamente antes que sua carne fosse queimava de novo segundos depois.
Então, enquanto os Trolls perdiam a capacidade de revidar, o Demônio escolheu ajudar Jess a matar os monstros do tipo planta, para que todos pudessem se concentrar em eliminar os Homens-Lagarto, que eram os mais numerosos.
Embora a área mais próxima ainda fosse controlada pelos Trolls, existia simplesmente muito mais Homens-Lagarto do que Trolls, então fazia sentido haver tantos aqui. De qualquer maneira, logo, o grupo conseguiu cuidar de todos os monstros com bastante facilidade, e por enquanto… o Demônio queria tentar algo diferente.
Durante as últimas semanas, Eiro havia concentrou-se principalmente em aumentar suas afinidades com o máximo de afinidades elementais possíveis, para aprimorar ainda mais as capacidades mágicas da criatura que em breve se tornaria. Assim, um dos elementos mágicos que continuo praticando foi o elemento Morte, outra habilidade que havia conseguido despertar.
Pressionou a mão no peito e infundiu a morte no caos em sua armadura. As partes metálicas tornaram-se semelhantes à ossos, enquanto as partes de couro simplesmente ressecaram e escureceram. Enquanto isso, seu corpo ficou muito mais pálido do que antes, pois se infundiu com a essência da Magia de Morte.
Agora que havia despertado a habilidade, a infusão em si parecia muito diferente. Claro, seu corpo ficou mais parecido com um cadáver, mas, em vez de parecer que havia envelhecido e apodrecido por um tempo, apenas parecia ter morrido recentemente com sua idade física atual. Seu corpo estava frio, talvez um pouco mais rígido do que o normal, e ficou bem pálido. Seus batimentos também haviam diminuído de forma drástica. Na verdade, isso seria perfeito se quisesse fingir sua morte em algum momento… Apesar de não saber exatamente quando isso seria útil.
Eiro respirou fundo, inseriu sua mana nos cadáveres recém-fornecidos e usou Necromancia de forma adequada pela primeira vez. Ele observou enquanto a primeira criatura se levantava: um dos Homens-Lagarto. Foi um que teve seu coração perfurado, então seu corpo era capaz de se mover sem problemas. Ele se levantou do chão de forma não natural, quase rasgando os músculos ou quebrando os ossos no processo, mas logo estava de pé, extremamente curvado.
Depois de mais alguns instantes, mais um Homem-Lagarto morto-vivo se levantou ao lado dele. Depois disso, Eiro foi até os Trolls. O problema com esses caras era que, como ele estava lutando severamente contra a regeneração de carne deles, seus corpos foram dilacerados de forma que sua carne acabaria sendo um empecilho para sua capacidade de combate.
Então, o Demônio usou um feitiço particular de morte enquanto fazia os Trolls Mortos-Vivos caminharem até um local específico, distante de onde o grupo estava. Então… todas as carnes dele começaram a apodrecer rapidamente, como se estivesse derretendo, até que seus corpos fossem feitos apenas de ossos.
Quanto aos monstros do tipo planta… Eiro decidiu reunir uma semente de cada tipo diferente de planta e as guardou por enquanto. Queria cultivar algumas delas depois, mas, por enquanto, isso não importava.
— Certo, então vamos continuar — disse o Diabrete com um sorriso, olhando para os membros do seu grupo, com um pequeno grupo de Mortos-Vivos atrás dele. Confiante de que conseguiriam terminar com isso com rapidez, em especial já que seria capaz de aumentar seus números conforme avançavam, o grupo continuou avançando pela área dos Trolls.
Eiro concentrou-se em causar dano contínua aos Trolls, enquanto os outros causavam dano individual a eles para acelerar o processo. Eles conseguiram encontrar um grupo de Trolls crianças, que provavelmente virariam adultos dentro de algumas semanas. Na opinião de Eiro, eram os monstros perfeitos para se manterem vivos, pois normalmente eram menos ‘monstruosos’, já que seus corpos estavam focados em crescer do que em capacidade de combate, e era mais fácil contê-los, desde que suas capacidades regenerativas ainda não estavam totalmente desenvolvidas.
Tudo estava encaixando pouco a pouco, e um pouco mais à frente estava a líder dos Trolls, escondida em um dos prédios antigos; um dos poucos que ainda parecia estar quase intacto. O Troll estava sentado em um dos cômodos, tirando um longo cochilo enquanto seus subordinados ficavam de guarda ao redor do seu quarto. Só… que havia algo que era muito diferente sobre ela. Trolls tinham estaturas similares aos Orcs normais, altos e gordos com membros grossos, semelhantes à troncos. Mas este… este Troll Nobre era pequeno, do tamanho de uma mulher normal. Seus membros eram esguios, e ela certamente não parecia uma Troll normal.
Não que importasse, já que teriam que espancá-la violentamente de qualquer forma, para que pudessem garantir que ela não conseguisse fugir enquanto eles fossem buscar Bavet depois.