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The Author’s POV – Capítulo 132

Novos Membros [1]

Não muito longe de onde Ren e a Matriarca estavam, em um dos telhados das casas ao longe, havia uma figura humanoide sentada.

“Kukuku… kukuku… oh… que fascinante.”

Sentado na beirada do telhado, com as pernas penduradas para fora, o demônio tremia descontroladamente enquanto tentava ao máximo segurar a risada. Porém, não conseguindo segurar por muito mais tempo, ele começou a gargalhar altamente e gritou.

“Kukukukuku… hahahahahahahahahaha… que fantástico!”

O demônio bateu palmas, parecendo que havia acabado de assistir ao filme mais fascinante de toda sua vida. Ele não conseguia conter a empolgação enquanto gritava elogios sem parar.

-Clap! -Clap! -Clap!

“Kukuku… que virada de história mais impressionante! Quem iria esperar uma coisa assim? Hahaha, fantástico! Brilhante! Bravo!”

Depois de um tempo, ele parou e colocou a mão sobre a boca, seu sorriso ficando maior ainda. Ao olhar para o caixão ao lado, Everblood lentamente o acariciou com seus longos e finos dedos negros.

“Kuku… apesar de que era para eu estar dentro do caixão me recuperando… minha curiosidade me venceu e resolvi seguir a Matriarca até aqui…”

“Eu só queria ver ele, sabe? Você me entende, né…?”

Olhando na direção da figura de Ren ao longe, Everblood apoiou a cabeça na mão e o cotovelo na perna, abrindo um sorriso distorcido.

“Kuuuu, quando finalmente vi você, quase não consegui segurar meu impulso de aparecer na sua frente… Eu realmente queria aparecer na sua frente.

Tenho tantas perguntas para fazer…”

“Como você esteve desde a última vez que nos vimos…? Você se lembra de mim…? Até onde você evoluiu desde a última vez que nos vimos…? Até que ponto você vai conseguir me entreter antes que eu perca interesse e me livre de você…?”

“O número de perguntas que tenho para você é tão grande, que nem sei por onde começar…”

Fazendo uma leve pausa, Everblood cobriu o rosto com as mãos pretas e começou a estremecer.

“Kukuku, o que acabei de presenciar foi melhor do que podia esperar… kukuku, ahhh, em pensar que nesse curto período de tempo você cresceu tão magnificamente… muito mais do que esperava de você…”

Everblood passou os longos dedos pelo rosto, os olhos tomados por um brilho de insanidade. Incapaz de se conter, começou a salivar enquanto observava a cena.

“Na verdade… você até conseguiu colocar um pouco de medo em mim… um demônio de Classe Barão… não é uma maravilha? Assim você me faz apaixonar ainda mais por você… Ahhhh, sim! Só de imaginar o quanto você ainda vai crescer, já fico ainda mais motivado a superar meus próprios limites!”

Abraçando o próprio corpo com força, Everblood estremecia incontrolavelmente, tomado pela excitação.

“Só de pensar já faz meu corpo inteiro tremer… aí, Ren, muito obrigado mesmo!”

Depois de um tempo, Everblood parou e encarou onde as estátuas de gárgulas estavam posicionadas, não muito longe de onde ele estava.

E, olhando para a Matriarca com um buraco grande na testa, o demônio sorriu.

“Apesar de ter usado uma artimanha para conseguir dominá-la… ainda assim foi muito impressionante. Estou impressionado. Muito impressionado!”

“Tal nível de detalhes e planejamento… você realmente não me desapontou…”

Assistindo Ren estender a mão na direção da Matriarca, Everblood paralisou por um segundo. Logo em seguida, depois de ver Ren perfurar o coração dela e engolir o núcleo da mulher, o corpo de Everblood começou a tremer descontroladamente.

“Minha nossa? Mas o que é isso? Está planejando trazer Angelica para seu comando… kukuku… hahahahaha… isso… isso… isso é incrível!”

“E pensar que você faria algo assim… kukuku, hahahaha!”

Depois de gargalhar igual um maníaco por uns bons minutos, o demônio finalmente se acalmou e ficou sério.

“Felizmente, eu já tinha levado algo assim em conta… não podemos deixar que nosso primeiro encontro seja estragado por algo insignificante desse jeito, não é? Afinal, ninguém gosta de estragar surpresas.”

Erguendo sua mão direita, Everblood estalou os dedos.

-Snap!

Com o estalo, a Matriarca que estava sob os pés de Ren, arregalou os olhos por um mísero segundo. Seus olhos ficaram brancos no mesmo instante antes de rapidamente recuperarem sua clareza.

Foi algo tão sutil, que ninguém notou nada. Até mesmo Ren que estava sob a influência da [Indiferença do Monarca].

Do alto do telhado, Everblood assentiu com a cabeça e seu sorriso voltou para seu rosto.

“Pronto, agora ela não lembra de mais nada sobre mim…”

Durante a última vez que viu a Matriarca, Everblood tinha dado uma Fruta Demoníaca para que ela comesse e se recuperasse.

E, tendo pensado na possibilidade de Ren engolir o núcleo da mulher ou de interrogá-la depois que a derrotasse, Everblood decidiu colocar uma coisinha dentro da fruta…

Mesmo que não tenha envenenado a fruta, porque poderia ter sido descoberto facilmente, ele ainda assim adicionou uma surpresinha para ela.

Uma pequena maldição que a fez esquecer do encontro que teve com ele.

Muitos fatores podem ter contribuído para que ela não conseguisse encontrar a maldição: a mente instável dela, o quão escondida estava a maldição… mas, de todos os fatores, o fator principal com certeza era que não continha nenhuma malícia.

Por não ser uma maldição potente ou perigosa, a Matriarca não conseguiu senti-la e por isso, engoliu a fruta sem suspeitar de nada.

Um grande erro…

Ao ver a Matriarca inclinar a cabeça em perplexidade, o demônio voltou os olhos para Ren, e seu sorriso se alargou ainda mais.

“Não posso deixar que você saiba da minha existência ainda… Ren.”

“Um momento tão importante desse precisa ser salvo para quando nosso joguinho for acabar… então, aguente firme até lá. Mais cedo ou mais tarde, eu irei atrás de você… e quando isso acontecer, ahhhhh… os céus celebrarão.”

-Fwap!

Abrindo suas enormes asas de morcego, Everblood partiu levando consigo o Caixão da Noite Amaldiçoada. Mas antes de partir, olhou pela última vez para Ren e abriu um sorriso, dizendo.

“Daqui a pouco nós vamos nos ver e quando isso acontecer… na próxima vez… Vou fazer que nosso jogo seja ainda mais grande e divertido que antes!

Kukukukuku… Hahahahahaha!”

…..

Sábado, Caïssa – Sede.

Sentado à minha mesa, mantive as mãos entrelaçadas e encarei o PequenaCobra seriamente. De braços cruzados, ele me olhava de cima para baixo com uma expressão ameaçadora.

“Ren… que tal você me explicar o que está acontecendo?”

Ao ouvir a voz perplexa e furiosa do meu lado, o canto da minha boca estremeceu de leve.

“Explicar o que exatamente…?”

PequenaCobra arqueou uma sobrancelha e retrucou.

“Eu preciso mesmo falar o que tem de errado com essa situação?”

“Err… Não precisa.”

Uma semana tinha se passado desde a luta em Rowa e já era sábado. Por isso, tirando o final de semana de folga, decidi vir até a sede do meu grupo de mercenário para encontrar com Leopold, que PequenaCobra conseguiu recrutar.

Durante a semana que passei na escola, nada de mais aconteceu além das aulas diárias.

A única mudança notória, era Kevin que agora estava treinando ainda mais que antes. Talvez pela derrota que teve com a Matriarca ou porque conseguiu um Manual de Cinco Estrelas, Kevin agora estava colocando tudo em treinar.

Bom, normalmente, eu estaria feliz por esse desenvolvimento, já que ele ficando mais forte é uma coisa boa… mas, durante a última semana, minha mente esteve ocupada com outra coisa…

*Puff*

Não muito longe de nós, Leopold mantinha as pernas apoiadas sobre a mesa e soltou uma baforada de fumaça enquanto encarava o teto. Então, resolveu entrar na conversa.

“Eu vi muitas coisas estranhas durante meus dias no Grupo Mercenário Luar… mas isso supera todas elas… se não fosse pelo fato de já saber que esse lugar seria duvidoso desde o começo, eu já teria me recusado a vir para cá há muito tempo…”

Depois de olhar para Leopold pelo canto dos olhos, voltei minha atenção para o PequenaCobra e disse, de forma séria.

“PequenaCobra… acho que pode ter dado uma pequena merda.”

O informante arqueou uma sobrancelha e apontou para a direita, onde uma linda mulher, com expressão fria, estava sentada com os braços e pernas cruzados.

“Sério? Talvez isso tenha a ver com o fato de um demônio ter ficado aqui, e que aparentemente esteve pela semana inteira, sem eu saber?!”

Soltei uma tosse constrangido antes de me levantar e caminhar até Angelica. Então, lancei um olhar para Leopold e PequenaCobra e a apresentei aos demais.

“Keummm… Keummm… Deixe-me apresentar a você a nossa convidada. Angelica von Doix, antiga Matriarca da Tribo Charme e agora o mais novo membro do nosso grupo de mercenários.”

“…”

“…”

Assim que terminei de apresentá-la, o lugar inteiro ficou em silêncio enquanto PequenaCobra e Leopold ficaram sem palavras.

Com o cigarro ainda na boca, Leopold olhou para Angelica, que encarava friamente de volta.

Parecia que ela queria esfolar todo mundo vivo…

*Puff*

Tirando o cigarro da boca e soltando uma baforada, Leopold não conseguiu mais se segurar e falou.

“Bom, essa foi uma cagada das grandes.”

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