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Warlock Apprentice – Capítulo 349

Margot Está pra Baixo

Sombras?

Angor ficou surpreso. Transformar-se em um morto-vivo ainda poderia ser causado por algum tipo de vírus, mas perder a própria sombra era definitivamente algo sobrenatural.

Não é à toa que Leonrick perguntou.

Antes que Angor pudesse perguntar algo mais, ele ouviu de repente algo.

“O que foi isso?”

“Como é?” Leonrick parecia confuso.

“Alguém está rindo?” Angor escutou atentamente e estendeu seus sentidos espirituais.

Com seus sentidos aguçados, ele ouviu a risada estranha com mais clareza. Parecia aguda e um pouco dolorosa para seus ouvidos. Era como se estivesse ouvindo metal arranhando algo.

“Nossa… isso soa terrível.”

Leonrick seguiu seu exemplo e prestou atenção. No entanto, não percebeu nada. Ele se perguntava se aquele jovem mago estava pregando uma peça ou se algo realmente havia acontecido.

Havia passos vindo do segundo andar. Leonrick olhou para cima e viu Cyndia, que geralmente agia com polidez e compostura, descendo as escadas correndo com um olhar de pânico.

“Margot… Tem alguma coisa errada com a Margot!”

“O que aconteceu com ela?” gritou Leonrick.

Cyndia balançou a cabeça. “Não sei. Eu estava dando uma bronca nela, e ela disse que eu estava falando demais, aí eu me senti fraca. Quando recobrei a consciência, vi a Margot caída no chão. Não consigo acordá-la!”

Leonrick franziu a testa. “Calma. Peça aos nossos guardas que a tragam para Cruz Dourada. Eu vou atrás de você assim que terminar de falar com o Senhor Máscara.”

Cyndia olhou para o marido e para Angor. Então assentiu.

“Não se preocupe comigo, Conde Leonrick.”, disse Angor de repente. “Por favor, vá examiná-la. Aliás, aquela risada que mencionei vinha do segundo andar.”

Leonrick sentiu o coração palpitar. “Eu… Sim, então eu vou. Devo pedir aos cozinheiros que preparem uma refeição para você enquanto isso?”

“Não. Eu também quero descobrir o que aconteceu. Devemos ir juntos.”

Como um pai superprotetor, Leonrick normalmente jamais permitiria que outro homem entrasse no quarto de sua filha. Agora, porém, ele não hesitou nem um pouco.

“Obrigado, senhor!”

“Não precisa. Não tenho experiência em cura. Estou apenas… curioso sobre aquele barulho de antes.”

Eles seguiram Cyndia. Conforme se aproximavam do destino, Angor franziu a testa, pois não conseguia mais ouvir as risadas. Tinha certeza de que vinham diretamente do quarto de Margot um segundo antes.

Atrás de uma porta lindamente decorada, Angor viu Margot inconsciente no chão.

Ela estava deitada sobre o tapete de pele rosa, com os olhos cerrados. O rosto dela também estava pálido, e sua boca se movia levemente enquanto ela murmurava algo. Mas quando Angor prestou atenção, ouviu apenas murmúrios incompreensíveis.

Então, ele olhou ao redor do quarto excepcionalmente “feminino”. Era rosa demais. O tapete era rosa, as paredes eram rosa, e até os móveis eram pintados de rosa. Havia também vários bichos de pelúcia e bonecas de aparência cara espalhadas por ali.

No entanto, os sorrisos das bonecas pareciam assustadores em tal situação.

Leonrick examinou o rosto de Margot e sentiu seu coração bater. Percebeu que a vida de sua filha não estava em perigo, mas ainda estava preocupado.

Como era possível que alguém que parecia tão enérgica um segundo atrás de repente desmaiasse assim?

Em vez de chamar seus guardas, Leonrick segurou Margot nos braços. “Vou levá-la para Cruz Dourada.”

“Espere.”, disse Angor. Ele fez uma careta ao dizer: “A sombra dela… sumiu.”

Ele então apontou para o chão.

Leonrick olhou para baixo e, como Angor havia dito, a lamparina de óleo no quarto não projetou nenhuma sombra de Margot. Havia apenas a sombra de Leonrick, que levantou os braços… mas nada de Margot.

Leonrick e Cyndia entraram em pânico. Olharam um para o outro incrédulos antes de Cyndia desabar em lágrimas.

Sua própria filha havia contraído uma doença incurável que preocupava até mesmo os mais renomados professores de medicina.

Cyndia já começava a imaginar como sua filha se transformaria em uma “morta-viva”.

“Como… Como isso aconteceu… Por que minha filha… Nossa única filha…”

Ela e Leonrick eram um casal amoroso e fiel. Perder Margot significava perder a raiz da família!

Leonrick ajoelhou-se rapidamente e implorou.

“Senhor Máscara! Minha filha… minha filha! Por favor, ajude-a, eu imploro!”

Cyndia também percebeu que um “mago” lendário estava com eles. Como um náufrago que acaba de encontrar uma boia, ela olhou para Angor com grande paixão e… não disse nada.

Porque não conseguia.

Leonrick também se viu repentinamente sem palavras. Mais pânico e medo tomaram conta de seu rosto.

Angor levou um dedo aos lábios e, com cuidado, sondou o quarto da garota com seu espírito.

De repente, seu olhar fixou na cama da menina, onde estava uma boneca de três cabeças de altura com um sorriso sinistro.

Um dos muitos brinquedos no quarto.

“Te peguei.” A Mão do Feitiço de Angor já estava estendida. Num piscar de olhos, ele deu um tapa no brinquedo, afastando-o.

Uma pequena figura sombria foi revelada. Ela estava escondida atrás do brinquedo.

A figura tinha aproximadamente o tamanho da mão de uma criança, com cerca de 10 centímetros de comprimento. Era tão escura que não apresentava nenhuma característica reconhecível. Havia uma ponta no topo, que parecia uma cabeça. Além disso, carregava um pequeno saco cinza nas costas, que se mexia como se algo vivo estivesse tentando escapar.

A pequena figura deu um pulo e agitou os membros ao ser descoberta. Não importava como se movesse, o pequeno saco permanecia firme em suas costas.

Sem lhe dar tempo para reagir, um pássaro de penas cinzentas saiu do bolso de Angor e investiu contra a figura negra.

A sombra saltou novamente e começou a entoar algo em uma língua estranha.

Ela conseguiu criar uma pequena porta, grande o suficiente apenas para ela passar. Antes que Toby pudesse alcançá-la, ela pulou para dentro da porta e a fechou. Toby não conseguiu captar nada. A porta desapareceu.

Angor continuou a sentir e não registrou nenhum resíduo de energia.

“Droga. Deixei escapar tão facilmente!”

Ele se acalmou e tentou se lembrar do que tinha acabado de ver. Aquela coisa parecia bastante humana. Talvez algo que se assemelhasse a humanos.

Mas ele não tinha certeza.

O que ele podia determinar era que a risada estranha devia ter vindo daquela coisa sombria, já que os cânticos soavam exatamente iguais.

Angor suspirou e olhou ao redor, encontrando Leonrick e Cyndia observando a confusão com os olhos arregalados e aterrorizados. Pareciam querer falar, mas não conseguiam.

Angor estalou os dedos e recuperou o rastro da ilusão do pesadelo que pairava sobre o casal.

“Eu senti algo. Tive que silenciar vocês dois para determinar a localização. Mas… ainda deixei escapar.”, explicou ele.

Leonrick engoliu em seco. “Senhor Máscara, meu Deus, o que era aquilo? Foi aquilo que fez isso com a Margot?”

“Não sei se está relacionado com a condição de ausência de sombra. Mas presumo que tenha alguma relação. Deve haver um motivo para ter aparecido no quarto da sua filha justamente quando ela adoeceu.”

Ele pensou no pequeno saco. Será que aquilo poderia conter as sombras perdidas?

Leonrick olhou para baixo. Mesmo que descobrissem o verdadeiro culpado, mortais não poderiam fazer nada contra algo com habilidades sobrenaturais tão óbvias.

“O senhor pode salvar Margot, Senhor Máscara?”, Cyndia tentou perguntar. Seus olhos pareciam desesperados e esperançosos ao mesmo tempo.

Angor se aproximou e examinou Margot. Seu corpo parecia bem, e sua alma, intacta.

“Eu não sei.”, disse Angor por fim.

Não era uma resposta definitiva, mas foi o suficiente para destruir a última esperança de Cyndia. A mulher sentou-se no chão e soluçou tristemente.

Angor olhou para Leonrick em seguida. O homem parecia igualmente triste, mas pelo menos ainda conservava sua capacidade de raciocinar.

“Este é o seu pedido, certo?” Angor balançou a cabeça. “Receio que não haja nada que eu possa fazer.”

Leonrick sorriu com pesar. “Está… Está tudo bem. Eu entendo, senhor.”

“Não posso curar sua filha, mas ainda quero examinar aquela pequena sombra. Pode me mostrar os outros pacientes?”

Os olhos de Leonrick brilharam novamente e ele assentiu rapidamente.

“Claro! Vamos lá imediatamente?”

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