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Warlock Apprentice – Capítulo 348

Doença Estranha

Leonrick aproximou-se rapidamente. Convidou Angor a sentar-se enquanto se apresentava.

Angor olhou ao redor da mesa. Cyndia acenou educadamente com a cabeça, aceitando o olhar inquisitivo de Angor, enquanto Margot corou e baixou a cabeça.

Leonrick apontou para a senhora de meia-idade à sua direita. “Esta é minha esposa, Cyndia.”

Em seguida, moveu o dedo para Margot e suspirou levemente. “O que você está fazendo, Margot? Venha pedir desculpas ao senhor.”

Margot levantou-se e fez uma reverência, timidamente. “Senhor, da última vez eu…”

Angor desviou o olhar dela e dirigiu-se a Leonrick. “Não precisa. Eu já a castiguei, então vamos terminar esse assuntos aqui.”

Margot congelou no meio do gesto.

Ela havia preparado discursos e confissões apaixonadas, mas naquele momento, só conseguiu corar. Não conseguia pronunciar nada.

Por causa do descaso de Angor para com ela.

Habilmente, Angor sentou-se no primeiro lugar reservado para o “convidado de honra”.

“Como posso me dirigir a você, senhor?” Leonrick também se sentou e falou com cuidado, escolhendo cada palavra com muita cautela.

Angor refletiu sobre como usou um nome falso na frente do Mago e decidiu manter assim.

“Pode me chamar de ‘Máscara’.”

Usar um codinome em vez do nome verdadeiro numa situação dessas era muito rude. No entanto, Leonrick não demonstrou nenhum descontentamento.

“Senhor Máscara, então. É muita gentileza sua perdoar o deslize da Margot outro dia. Como pai dela, ainda me sinto mal por isso, então quero me desculpar com você adequadamente desta vez.”

Leonrick virou um copo de vinho.

Angor não impediu a tentativa de Leonrick, e Margot se sentiu muito mal por isso.

Quando Leonrick pousou o copo, Angor finalmente esboçou um sorriso falso. “Aceito suas desculpas.”

Todos os outros ficaram um pouco surpresos. Esse jovem não tinha acabado de dizer “o assunto está resolvido”?

Leonrick refletiu por um instante e percebeu que Angor se referia à sua própria falha como pai, que era não ter ensinado boas maneiras à filha. Angor havia perdoado o comportamento de Margot, mas apenas aceitou as palavras de arrependimento de Leonrick.

Todos os presentes captaram rapidamente a insinuação de Angor. Margot sentiu os olhos marejarem e tentou falar, mas sua mãe rapidamente pressionou suas pernas para baixo e lançou-lhe um olhar de advertência antes de sorrir novamente para Angor.

“Sinto muito, senhor.”, disse Cyndia. “Margot é minha única filha e eu tenho sido muito permissiva com ela. De agora em diante, pedirei à instrutora de etiqueta mais rigorosa que a repreenda até que ela mude completamente de comportamento.”

Basicamente, isso significava ficar de castigo, o que era desastroso para Margot, que adorava ser livre.

Cyndia a mantinha contida pressionando suas pernas para baixo sob a mesa, e assim, Margot só pôde acenar com a cabeça, impotente.

“Vamos parar por aqui. Você não me convidou só para falar disso, certo?” Angor não pretendia perder tempo assistindo ao drama familiar.

Quando Angor ergueu o copo, Leonrick piscou rapidamente para o mordomo.

Mas Angor levantou a mão para impedi-lo. Com um simples feitiço, o copo se encheu de água.

“Álcool perturba a mente. Eu prefiro… água.”

Ele ia dizer “chá”, mas temia que Leonrick lhe servisse chá de verdade, que não era exatamente sua bebida favorita. Ele só gostava de chá com leite, e não daquela estranha bebida fermentada apreciada pelos nobres comuns.

Seu pequeno feitiço, que criava água do nada, chocou a todos.

Leonrick levou algum tempo para recuperar a compostura. “Ao convidá-lo, senhor, tenho outro assunto a tratar.”

Angor simplesmente olhou para Leonrick enquanto este continuava a falar.

Leonrick pediu a Cyndia que levasse Margot embora primeiro. Em seguida, ele ordenou que todas as outras pessoas também se retirassem. No final, apenas o mordomo permaneceu na sala com eles.

“O Senhor Máscara é um… mago, como dizem as lendas?”

Angor ponderou suas palavras. Ele planejava perguntar a Leonrick sobre informações relacionadas a magos, e não esperava que Leonrick mencionasse tal coisa primeiro.

“Claro, você não precisa me contar se não quiser. É apenas curiosidade.” Leonrick estava apavorado com a possibilidade de ter incomodado Angor.

Angor sorriu. “Na verdade, posso lhe contar. Mas primeiro, quero saber onde o senhor aprendeu sobre magos, Conde Leonrick?”

Desta vez, Leonrick não hesitou. “Este Clã existe há quase 900 anos, e temos muitos registros secretos que contêm informações sobre magia. Mas… eu os considerava meros rumores.”

“Posso ver esses registros?”

Leonrick lutou com a decisão. Os registros do seu clã documentavam muitas coisas que ele não queria compartilhar com um estranho, como negócios sujos e atos não publicados da corte.

“De fato, sou um mago.”, disse Angor.

Ele não explicou a Leonrick a diferença entre magos e aprendizes. Afinal, aos olhos dos mortais, todos eram iguais.

Leonrick assentiu levemente, revelando um pouco de seu medo. “Eu… nunca acreditei antes. Então, Magos realmente existem.”

“Magos geralmente não interagem com o mundo mortal, nem afetarão suas vidas tão facilmente.”

Angor não queria realmente perturbar os sentidos de Leonrick explicando como os magos não ofendiam os mortais porque os consideravam formigas.

Mesmo o Mago mais perverso acharia uma perda de tempo interferir na vida dos mortais.

“Senhor Máscara, eu guardo o registro do Clã Griffin. De acordo com as regras, não devo mostrá-lo a um estranho. Mas, se o senhor desejar lê-lo, posso trazê-lo.”, disse Leonrick, tentando encontrar as palavras certas. “Enquanto isso, posso lhe pedir um favor, Senhor Máscara?”

Leonrick acreditava que usar os registros do seu clã como pagamento para pedir um favor a um Mago não era um bom negócio. Aquele poderoso Mago poderia simplesmente tomar qualquer coisa que quisesse à força.

Leonrick sentiu o coração acelerar enquanto Angor permanecia em silêncio. Ele quase desistiu e entregou os arquivos a Angor como um pedido de desculpas.

“Pode se expressar, e eu ouvirei.”, disse Angor de repente.

A tentativa de Leonrick fez Angor se lembrar de como negociara com Lótus, e naquela época, ele também estava em absoluta desvantagem.

Mas ainda assim, não havia motivo para ele concordar imediatamente.

Leonrick achou isso uma grande e agradável surpresa e rapidamente explicou o que estava pensando.

“Não vou pedir para meu próprio benefício, senhor.”, disse Leonrick com um suspiro. “Por fora, Água Grasse é uma cidade brilhante e próspera. No entanto, como seu verdadeiro administrador, sei que há muitas coisas escondidas nas trevas, sobre as quais não tenho controle. Espero poder pedir sua ajuda para lidar com esses problemas inalcançáveis.”

“Você quer dizer criminosos do submundo? Baal?”

“Não, senhor. Toda cidade e vila deve ter seu próprio lado sombrio. Baal não é da minha conta.”

“Então… Mago?”

Leonrick balançou a cabeça. “Não tenho coragem de pedir que você vá atrás de outro mago. Estou falando de algo que nós, mortais, não conseguimos resolver, mas que pode ser fácil para você.”

“Algo que mortais não conseguem resolver? Conte-me.”

“Tudo começou há um ano…”

Um ano atrás, um cidadão de Água Grasse foi repentinamente acometido por uma estranha doença e enviado à Academia de Medicina da Cruz Dourada.

No início, ele não apresentou nenhum sintoma específico. Mas, com o passar do tempo, foi ficando cada vez mais fraco. Primeiro, foram seus músculos.

Depois, ele perdeu lentamente a capacidade de falar. Seus olhos gradualmente perderam o brilho das emoções. No fim, ele estava apenas “vivo”. Mas era só isso — nenhuma outra função corporal funcionava, além das reações básicas.

Hoje, havia mais de cem pacientes hospitalizados na instituição.

“Todos os pesquisadores da Cruz Dourada estão em busca de uma cura. Uma família até nos ofereceu seu paciente como cobaia. Mas um exame de dissecção não apresentou resultados — tudo nele parecia saudável. O senhor poderia nos ajudar com isso?”

Angor não esperava tal pedido. Se não houvesse nada de suspeito, então esse Leonrick era um líder realmente decente e um nobre incomum, especialmente considerando como os nobres geralmente tratavam seu povo.

Angor basicamente não sabia nada sobre cura de doenças. Ele havia aprendido algumas teorias médicas ocidentais e orientais, mas na maioria das vezes tinha que confiar em palpites para tratar um paciente. Ele não se esquivou, porém. Afinal, ele nem sequer havia concordado ainda.

“Como saber se é uma doença específica e não alguma outra condição comum?”

“Ótima observação, senhor. O senhor percebeu isso muito cedo. Conseguimos identificar porque todos os pacientes compartilham um sintoma em comum: todos perderam suas sombras.”

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