Apocalypse Hunter – Capítulo 69

Sobrevivência e Vida (1)

Zin ponderou por um tempo e começou a falar.

— Eu acho que caçar o maligno é a prioridade.

— Por que?

— É melhor porque há menos casualidades. Uma divisão interna do Armígero resultaria em mortes de soldados, mas um maligno vai matar muitas pessoas, principalmente civis. E sem misericórdia.

— Entendo…

— E essa guerra dentro do Armígero aconteceria eventualmente de qualquer jeito. Uma guerra irá começar sempre que houver uma razão boa o bastante. Se uma guerra acontecer, é melhor que ela aconteça quando ambos os lados não estejam preparados. Se você perseguir e matar a agente disfarçada, uma guerra de maior escala vai acontecer mais tarde.

Zin viveu por muito tempo e olhava para as coisas de uma perspectiva mais ampla. Ele acreditava que uma guerra unilateral era melhor para todo mundo. Quanto mais tempo durava uma guerra isso significava que todos sofreriam mais. Se ambos os lados tivessem tempo para se preparar, a guerra se tornaria mais destrutiva e levaria mais tempo.

Zin acreditava que era muito melhor que a guerra começasse e terminasse o mais rápido possível.

Ramphil se sentia estranho que Zin só estava falando dos possíveis resultados. A explicação de Zin fazia sentido, mas era muito insensível.

— A Bruxa Branca não é um maligno comum.

A aparição da Bruxa Branca poderia trazer um desastre imenso que não poderia ser comparado a guerra do Armígero. Apesar de ser apenas um único maligno, Zin pensava que o pior resultado poderia acontecer se a Bruxa Branca não fosse abatida logo.

Zin estava dando seu melhor para caçar o maligno a todo custo.

— Então você está dizendo que se eu matar a agente, isso traria muito mais dano ao mundo?

— Sim. E a propósito, você não precisa pensar tanto sobre isso. — Zin falava como se fosse um assunto trivial. — Nós não vivemos em um mundo onde nós ligamos muito para o que é certo. Quando nos deparamos com dilemas, o melhor é atacar o inimigo em comum.

Estar envolvido em uma guerra interna do Armígero significava que você precisava determinar qual lado estava certo e quais ações iriam ser benéficas para si. E, geralmente, não era uma decisão fácil de tomar.

Era melhor escolher a opção mais fácil, como escolher um maligno que estava cheio de ódio em relação aos humanos.

As palavras de Zin não eram as respostas, mas ajudaram Ramphil a se acalmar.

— Uou… eu pensei nisso por tanto tempo, mas você sabe muito mais sobre o Armígero.

— Bom… você sabe. Eu sou um cara bem interessante.

Ramphil sorriu quando ouviu Zin se gabar. Ramphil trouxe o assunto da agente disfarçada, mas parecia que Zin já sabia da história toda. Entretanto, Ramphil não pressionou ele para descobrir o que sabia.

Ramphil conseguiu aprender habilidades de batalha de Zin. Ele executava ataques que Ramphil nunca pensaria em tentar. Ele era capaz de executar ataques mesmo sem discutir sobre eles com Ramphil.

Zin, o caçador de malignos.

Ele foi o primeiro aliado que Ramphil sentia uma conexão. Ele nunca conheceu tal pessoa na organização Armígera e agora conseguiu encontrar um fora do Armígero.

Durante muitas batalhas, Zin ensinou várias dicas de batalha para Ramphil em algum ponto. Havia muitas coisas que não dava para aprender com os livros. Ramphil estava aprendendo muito enquanto lutava ao lado de Zin.

Ramphil percebeu que havia muitas habilidades de batalha que só poderiam ser adquiridas através de um veterano experiente como Zin.

Zin não o ensinava ativamente, mas Ramphil estava aprendendo as habilidades dele através de suas batalhas. Apesar de Ramphil estar viajando com Zin para caçar a bruxa, ele percebeu que era muito benéfico para ele viajar com Zin.

Ramphil prometeu a si mesmo que não incomodaria Zin com as políticas do Armígero enquanto viajassem juntos.

— Ei, você está me encarando tem um bom tempo. Algum problema?

— Não, não é nada. — Ramphil deu de ombros quando Zin falou com um olhar desconfortável.


Levou um único dia para lidar com os dois grupos de Salteadores em Harbin. A alguns dias atrás, Zin levou treze horas para lidar com sete Salteadores. Dessa vez, ele matou centenas de Salteadores com a ajuda do soldado ciborgue.

Zin não lutava sempre com a mesma estratégia. Ele mudava seu plano de ataque dependendo das circunstâncias. Na última luta, Zin sentiu a necessidade de ser agressivo e matou os Salteadores agressivamente.

Depois de completar a missão, os dois voltaram para a fortaleza. Zin e Ramphil passaram pelo processo extra longo e extensivo de higienização antes de entrar na fortaleza. Eles foram direto para o escritório do Senhor da Guerra.

Geralmente, um caçador precisava trazer evidências para provar que concluiu o pedido, mas Zin não precisava de um já que estava com um executor.

— Hmm… isso é complicado.

Os Salteadores existentes não atacaram um veículo Armígero e Ramphil e Zin procuraram e destruíram os Salteadores se escondendo na parte sul de Harbin.

O Senhor da Guerra perguntou para Ramphil:

— Os Salteadores previamente em Harbin… você me disse que eles coletavam mãos esquerdas. Por que você matou eles?

— Porque eram desprezíveis. — Ramphil deixou claro suas emoções e o motivo do massacre com uma única frase. O Senhor da Guerra olhou de forma estranha para Ramphil e, então, ele assentiu lentamente.

O Senhor da Guerra sabia que a política deles era apenas uma orientação. Se o executor se sentiu ofendido, não havia problema matar milhares de Salteadores.

O Senhor da Guerra não tinha problemas com Ramphil matando os Salteadores, apesar dele desconhecer o passado de Ramphil.

O Senhor da Guerra era um soldado que serviu na fortaleza por toda a sua vida. Entretanto, havia um problema maior do que os dois Abatedouros.

— O Grupo…

Vários Salteadores formando uma organização poderosa. E que estava expandindo seu território agressivamente.

O Senhor da Guerra estava cauteloso. Fortalezas Armígeras estavam espalhadas pelo mundo e muitas organizações existiam perto delas.

— Esse Grupo pode não ter interesse em nós, de maneira similar aos grupos da “Legião Ragnar” e os “Adoradores da Caçada”..

Havia muitas fortalezas no Sudeste da Ásia onde a Legião Ragnar estava localizado e na Índia onde os Adoradores da Caçada ficavam. Os dois grupos não interferiam com o Armígero. E o Armígero só se importava com assuntos internos e os outros grupos não interferiam com o Armígero.

Não havia motivo para o Armígero tomar cuidado com o Grupo, se este permanecer indiferente quanto ao Armígero. Ramphil assentiu quando ouviu falar dos outros dois grupos.

Entretanto, eles não eram Salteadores. Se o grupo de pessoas loucas formassem um exército louco, ele se perguntava que ações insanas tomariam. O Senhor da Guerra era a pessoa que tinha que tomar ações contra o Grupo e Ramphil e Zin eram apenas mensageiros.

— Eu vou entregar um relatório agora. Obrigado, ambos. Caçador aqui está a recompensa prometida.

O Senhor da Guerra pegou uma caixa de lasca de sua mesa e a entregou a Zin. Ele recebeu suas 750 lascas e uma caixa de lasca feita pelo Armígero. Uma caixa de lasca era um bem simples, descartável para o Armígero. Entretanto, uma caixa de lasca Armígera era um produto excelente para pessoas que viviam na selva.

A caixa de lasca não tinha a capacidade de se auto-destruir, mas Zin a guardou com um sorriso largo.

— Senhor da Guerra, eu tenho um pedido.

— E qual seria?

— O caçador gostaria de utilizar as instalações de produção do Armígero, tudo bem com isso?

Na maioria dos casos, o Senhor da Guerra rejeitaria o pedido, mas Ramphil explicou o motivo por trás do pedido. Durante a última batalha deles, Zin usou toda a sua munição 7.62mm que tinha.

— Hmm… então você gostaria de fazer munição? — O Senhor da Guerra perguntou.

— Sim.

O acesso as instalações de produção era altamente restrito. Parecia que o caçador sabia como operar as máquinas de produção na instalação Armígera.

Qualquer coisa poderia ser feita na instalação de produção Armígera. As máquinas construíam qualquer coisa utilizando lasers.

Era possível construir uma caneta ou um veículo armado na instalação de produção. Acesso a essa instalação muito importante não poderia ser dado para qualquer um.

— É um pedido vindo de um executor, então não posso rejeitá-lo… mas nós vamos precisar que um técnico te acompanhe a todo momento.

Zin assentiu já que entendia que o Armígero queria se certificar de que nada estava sendo feito sem permissão e, então, roubado.

O veículo armado pedido por Ramphil já estava pronto e Zin estava pronto para ir ao Castelo do Poder Celestial assim que terminasse com seu trabalho na instalação de produção.

Era altamente provável que o grupo tenha atacado o Castelo do Poder Celestial.

— A propósito, aquela criancinha.

Quando o Senhor da Guerra falou, Zin ficou sério.

— … ela causou problemas? — Zin não se surpreenderia se Leona tivesse causado algum problema.

Conforme o rosto de Zin se contorcia em aborrecimento, o Senhor da Guerra falou rapidamente.

— Ah não, minha filha realmente gosta dela.

— ?

Zin e Ramphil não conseguiam entender o que estava acontecendo. Quando o Senhor da Guerra começou a falar sobre sua filha, ele se aproximou de Zin e perguntou.

— Você e a criança são parentes?

— … não, nós não somos.

Um caçador e uma criancinha que andavam pela selva.

O Senhor da Guerra estava confuso qual era o relacionamento entre eles.

— Eu não vou perguntar o motivo de vocês estarem viajando juntos. Mas é certo que a selva é um lugar difícil para uma criança viver. É perigoso lá fora e é perigoso para todos. E especialmente no caso de uma criança.

Zin já sabia o que o Senhor da Guerra ia falar depois.

— Falando francamente, eu acho que seria bom que a nova amiga da minha filha ficasse na fortaleza em vez de andar pela selva.

Parecido com o caso de Ramphil quando o Senhor da Guerra da fortaleza de Seoul acolheu ele, não era difícil para um Senhor da Guerra acolher um viajante na fortaleza como um residente.

— O que você acha?

Então chegou a oportunidade para Leona encontrar um lar…

Depois de uma pausa, Zin respondeu.

— Não sou eu quem deve responder essa pergunta.

Essa foi a sua única resposta.

O Senhor da Guerra não esperava essa resposta de Zin, mas achava que fazia sentido. Ramphil e o Senhor da Guerra permaneceram no escritório para discutir outros assuntos e Zin estava planejado ir para as instalações de produção.

Ela deve estar na instalação de entretenimento. Seria bom visitar aquele lugar e conversar com ela sobre isso.

Em vez de ir nas instalações de produção, ele decidiu ir para as de entretenimento, ele queria informar Leona que ele tinha voltado da missão. Zin estava com as roupas do Armígero e as pessoas não olhavam para ele de forma estranha.


A instalação de entretenimento era bem grande e as pessoas estavam aproveitando os jogos e descansando. Havia jogos de carta e videogames. O Armígero se esforçava muito para aliviar o estresse dos soldados.

As pessoas nas fortalezas viviam no subsolo por todas as suas vidas. Uma instalação de entretenimento era necessária a fim de aliviar o estresse. Residentes das fortalezas ficavam confinados nas fortalezas do nascimento até a morte.

Na verdade, o QG do Armígero tinha um departamento criado especialmente para desenvolver jogos.

Pessoas nas fortalezas Armígeras tinham um estilo de vida similar aos dias pré-apocalípticos. Zin se sentia estranho ao ver tal estilo de vida. Não foi difícil avistar as crianças.

— Uou! Olha só para isso! Nós ganhamos de novo!

— Mana! Você é muito boa nisso!

Do topo das escadarias, Zin encontrou as crianças reunidas no canto da área onde havia os videogames. Ele não conseguia dizer quais jogos eles estavam jogando, mas as crianças que estavam ao redor de Leona estavam gritando de alegria.

Zin se sentia estranho ao olhar crianças jogando. Leona estava extremamente focada e encarando o monitor. Ela estava usando um teclado e um mouse para jogar.

Zin ficou surpreso que Leona conseguia usar um computador. E ao mesmo tempo, ele se perguntava outra coisa.

Para alguém conseguir teclar algo no computador, é preciso saber ler. Ela sabe ler?

Zin se sentiu estranho por não perceber esse fato simples. Ele viajou com Leona por um tempo, mas não ficou curioso com o passado dela.

— Ei, ei! Vamos formar uma aliança! Se nós queremos ganhar da Leona, nós precisamos nos unir!

— Siiiimmm!

— Ei, isso não é justo!

Duas crianças se juntaram e a garotinha atrás de Leona começou a reclamar.

As crianças que estavam gritando pareciam estar brincando com um jogo de luta e as outras crianças cercaram os três. Leona estava sentada no assento do meio e continuou a olhar o monitor. Ela estava sorrindo e parecia feliz.

Ela não estava sorrindo porque ela se sentia em paz ou calma. Ela estava sorrindo porque estava puramente feliz.

— Leona! Esses covardes precisam ser espancados.

— Hah! Se juntarem não vai funcionar. Venham me pegar seus putos. Eu vou chutar a porra das suas bundas! — Leona gritou.

Quando Leona começou a xingar, as crianças começaram a rir alto. Zin estava olhando para Leona de longe. Ele sabia que ela não era tímida com pessoas novas, mas não esperava que ela fizesse amizades tão rápido.

Estava claro que as crianças estavam entretidas assistindo ela, uma forasteira. As crianças não só não a odiavam, como estavam mostrando afabilidade para ela.

A criancinha que estava acostumada com hostilidade provavelmente não esperava tal boa vontade. Entretanto, depois de alguns dias, Leona se abriu e se entrosou com as crianças. Zin achou estranho que Leona estava falando e zoando com seus iguais tão naturalmente. Provavelmente, ela era uma garota boa no início, mas o ambiente em que estava provavelmente mudou sua personalidade.

É provável que ela teve que disfarçar sua verdadeira personalidade para sobreviver na selva dura.

Zin pensou que Leona era uma criança bem equilibrada.

Ele observou aquela cena silenciosamente antes de virar de costas.

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