No começo, Tomo Homie queria rir.
Na verdade, uma risada escapou de seus lábios. Ele então levou o assunto de Alex bastante a sério, pensando numa perspectiva diferente. O que aconteceria se seu mano tivesse ficado tão viciado no jogo que pensava como o mundo real?
E se suas esposas aqui fossem tão boas que ele desejava desesperadamente que o jogo fosse real? Aquelas mulheres eram tão boas que Alex e Olivia terminaram.
Se as coisas continuassem desta maneira, Alex se perderia no jogo. Ele negligenciaria o mundo real, o que lhe custaria muitas amizades e boas memórias.
Tomo sussurrou na ligação: — Alex… Por que me fez esta pergunta?
— Porque tenho provas de que o mundo do jogo é real — Alex respondeu.
E naquele momento, Tomo Homie ficou perdido. Pensou que Alex responderia de maneira diferente, dizendo como o jogo era real demais ou algo assim. Contudo, respondeu com evidência direta da realidade do jogo.
Ele falou que encontrou um NPC do jogo na vida real, e que este NPC se adaptou tão bem que vivia uma nova vida aqui…
— Tem certeza de que não caiu numa pegadinha? — Tomo Homie revirou os olhos.
Alex balançou a cabeça: — Não. Ele sabia muito sobre a minha classe.
— Então você encontrou Elias Deathwill? — indagou Tomo Homie.
— Sim — respondeu Alex, bastante impressionado pela análise rápida de seu amigo.
— Elias Deathwill estragou tudo bonito. Ele causou várias mortes por causa de suas decisões e ninguém sabe onde ele está. Com seu prestígio e força, ninguém acredita que a escuridão o engoliu.
— É justo que escapasse para a vida real… — Tomo Homie não conseguiu acreditar em suas palavras: — Mas o que aconteceria se você não fosse o único sucessor. Artistas marciais passam suas habilidades para vários jogadores, não compartilhando com apenas um.
— Eles passam suas habilidades especiais e ocultas, no entanto… Você sabe o que quero dizer. — Tomo Homie esperava honestamente que Alex aceitasse seu raciocínio.
Porém, Alex discordou: — Ele não tem outro sucessor. Ele sabia demais.
Tomo Homie suspirou: — Você não contou a mais ninguém, não é? Porque ninguém acreditaria em você.
— Acabei de olhar nos fóruns e vi algumas pessoas dizendo que o mundo do jogo é real… Vamos dizer que estes jogadores também têm classes lendárias, que essas pessoas viram seus mestres no mundo real.
— Ninguém acredita neles… Podemos esquecer sobre isto. Porém, qual seria o propósito deles vindo à Terra? — Tomo começou a ficar instigado no tópico enquanto pesquisava nos fóruns.
Alex ponderou e respondeu: — O nível mais alto é por volta do cento e cinquenta no nosso continente, não é?
A rainha das fadas da floresta costumava ter o nível cem. Seu nível subiu por causa de Alex… No entanto, os reis dos reinos de demihumanos e os demihumanos mais fortes estavam por volta do nível 150.
O mesmo valia para os reis humanos.
Elias Deathwill era uma exceção. Seu nível subiu tanto porque conseguia se mover entre continentes e reinos. O último era mais importante porque as existências como dullahans e outros seres vivos viviam naquelas terras.
Havia passagens para aqueles reinos em cada continente. Por exemplo, a tribo alada de Stella era um reino próprio. Alex podia escalar aquelas montanhas para alcançar o reino, então começar uma jornada de nível superior aqui.
— Sim, por que a pergunta? — Tomo respondeu.
— Recebi o convite para o Reino Dullahan. Me disseram que eu podia entrar lá no nível trezentos. Se esse é o nível mínimo para entrar em suas terras, seu rei deve ter pelo menos cem níveis mais.
— O que aconteceria se os moradores de alto nível forem forçados a ficar longe das jornadas dos jogadores? Nem é preciso dizer que poderiam invadir os continentes normais, trazer seu reino e aproveitar da imortalidade dos jogadores — explicou Alex.
Ele sabia que os reis dos continentes fizeram movimentos nas guildas populares e Conquistadores de masmorra. Se Alex fosse ativo fora, teria ocorrido o mesmo consigo. Porém, ele tinha sua própria zona de nivelamento e esposas e seu jogo era realizado principalmente em terras familiares.
Na verdade, ele atualmente estava no mesmo nível dos melhores jogadores. Nas terras das fadas da floresta, era o melhor amigo deles. Ele estava próximo da princesa e até a rainha o convidava para jogar xadrez com frequência.
Isso era muito popular entre os demihumanos.
Aquelas existências não podiam impedir o crescimento dos jogadores. Eles também tinham a escolha de ignorar ou jogar com suas regras. A maioria dos reinos humanos receberam jogadores porque todos eram humanos.
E seu aumento de nível era rápido demais, então os jogadores eram uma grande fonte de força. Eles podiam impulsionar o reino todo a novas alturas.
Talvez, eles poderiam criar… seus próprios reinos?
— …
— …
Um silêncio surgiu.
Realmente havia um motivo pelo qual ninguém de cima desceu? Poderia ser uma questão de orgulho ou simplesmente ignorância. Poderia haver vários motivos, mas Alex e Tomo acreditavam mais em sua teoria.
Eles simplesmente não conseguiam parar de acreditar nisto.
— Não vou mentir… ouvi alguns rumores sobre alguns movimentos de outros reinos. Porém, foi muito pouco… Se eles se moverem em grande escala, o rei deve fazer sua aparição, não é? Seria suspeito se não fizesse nenhum movimento.
— Mas se forem forçados a estarem em outro lugar, como na Terra, então é possível… é muito possível que façam movimentos cautelosos que não expõem a falta de seus líderes. — Tomo Homie mordeu os lábios, seu coração doeu porque não conseguia acreditar em si. Ele realmente começou a pensar que o mundo do jogo era real.
Ele estava na mesma página que Alex.
Alex acrescentou: — Existem alianças nos reinos também, sabe? Se as raças mais fracas aprenderem da falta dos líderes, começariam uma revolta. Então, tem os demônios famintos…
Naquele momento, o coração de Alex tremeu.
[Sua ganância é insaciável… pois são demônios famintos.]
[O medo estende sua influência em cada canto, tornando-os em… imortais.]
— Impossível! — Alex se levantou.
Tomo ficou preocupado: — Alex! O que aconteceu?
— Te ligo depois! — Alex colocou o celular no bolso, apressando para fora do quarto. Desceu as escadas e colocou rápido os tênis. Então, saiu de casa correndo.
Seu pai observou cada movimento com os olhos estreitos, segurando o jornal: — Muito rápido.