Alex e Schnee apareceram em cômodos separados, que não era nada surpreendente porque já tinham informações sobre o Mundo Espelhado do Gato Divino. Eles também não ficaram confusos pelo mundo preto.
Num piscar de olhos, as cores permearam seus espaços. Era como se algum ser divino passasse o pincel, pintando a grama, árvores e céu. É claro, cada espaço era diferente, e pela primeira vez, os olhos de Alex arregalaram em choque.
Acho que nunca estive neste lugar, mas parece familiar, Alex sussurrou internamente enquanto observava o mundo ao seu redor.
Ele apareceu numa colina com um templo desconhecido, mas também familiar no topo. Estava escuro, só que as tochas únicas com chamas brancas iluminavam a área ao redor. Logo, o cheiro de sangue invadiu suas narinas.
A atmosfera ficou sombria se motivos e ele nem conseguiu pensar no que sairia logo.
Porém, no final, o templo tremeu e algo fora do mundo começou a quebrar suas defesas a força. O mundo inteiro tremeu por um momento e os sons constantes de destruição reverberaram pelo mundo.
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No caso de Schnee, ela apareceu num momento totalmente desconhecido. Nem teve ideia de que lugar poderia ser. Contudo, como o Mundo Espelhado do Gato Divino formava inimigos baseados nas raízes da pessoa, ela sabia que este lugar estava conectado a ela de alguma forma.
A gatinha moveu a perna para trás, percorrendo o olhar na caverna escura, que logo virou uma parte de um castelo subterrâneo. Ela estava no subterrâneo, em um lugar que parecia ser o Castelo Deathwill.
Afinal, o castelo de Alex era muito escuro. Entretanto, Schnee tinha certeza de que não era a casa de seu amado, a sua casa.
— Onde diabos estou? — Schnee ficou irritada pela escuridão ao seu redor. Ela não conseguia encontrar pistas e seus sentidos não ajudaram também. Era como se ela estivesse trancada, incapaz de fazer algum progresso significativo.
Seu inimigo também estava escondido em algum lugar.
— Estou… aqui… — A voz atacou Schnee de repente.
Então, o subterrâneo inteiro tremeu como se lamentasse. Schnee não se incomodou com os tremores, mas seu coração começou a palpitar, tamborilando alto em sua alma e ouvidos.
A voz que acabou de ouvir veio de seu coração, ou pelo menos foi o que ela deduziu. Além disso, a voz parecia muito familiar… E quando a risada ressoou da parte mais profunda de seu coração, Schnee confirmou suas especulações.
Era a sua voz.
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— O garoto Alexander me disse para averiguar as crianças por uma possível detentora da Autoridade — Conrad falou casualmente com o patriarca enquanto jogavam xadrez. Era a melhor maneira para passar o tempo.
O patriarca ouviu a história de Conrad. O velho repetiu o que Alex disse durante a pequena pausa do aumento de nível de Schnee. Ele compartilhou as notícias do Reino Alado e como a Autoridade poderia estar na geração mais nova.
— Ninguém em particular se destaca na nova geração… Podemos procurar pelo reino todo e além… Bem, não tive nenhum trabalho duro ultimamente, então cuidarei disto pessoalmente — o patriarca sorriu.
Conrad riu: — Também tenho muito tempo livre. Devemos nos juntar como nos velhos tempos?
— Yeah — o patriarca sorriu enquanto lembrava dos bons tempos com seu amigo.
E então, o bom humor parou.
Crack!
— Hã? — Conrad e seu amigo se viraram para o vasto espelho, seus corações tremendo de medo quando uma rachadura apareceu! Momentos depois, mais rachaduras espalharam, transformando-se em teias de aranha.
Os dois se levantaram, alerta pela mudança incomum.
Eles queriam entrar no espelho e ver o que estava acontecendo dentro. Entretanto, o poder incomum os impediu de fazer isto. Dentro do espelho, um poder sombrio começou a vazar.
Por fim, outros anciãos e membros chegaram. Eles tremeram de medo porque o espelho não parecia mais o mesmo. As rachaduras prevaleceram no cenário, a mana sombria despejou para fora e parecia que o tesouro explodiria logo.
— O que está acontecendo? — o patriarca sussurrou as palavras que todos no lugar já estavam repetindo em seus corações. Ele não sabia e nunca ouviu falar do Mundo Espelhado do Gato Divino se quebrando assim.
Entre os sussurros e fofocas, a voz de Conrad chamou a atenção de todos: — Saberemos o propósito da nossa raça logo?
Todas as conversas pararam e todas as vozes sumiram. Até o vento e o espelho não emitiram nenhum som porque a pergunta de Conrad pesou tudo!
Em todo caso, cada gato celebraria por essa notícia. No entanto, como o espelho estava envolto na mana sombria, não se sentiram felizes. Eles eram conhecidos como gatos divinos, então como seu mundo poderia liberar algo sinistro, muito menos estar conectado ao lado maligno?
O patriarca murmurou: — Perversão e santidade são lados da mesma moeda…
Conrad assentiu e acrescentou: — A minha neta se conectou ao propósito de nossa raça, ou foi o Alexander?
— Saberemos logo… Esperançosamente — o patriarca respondeu fracamente, esperando que nada de ruim acontecesse ao Alexander e Schnee porque precisavam passar todas as informações de dentro do mundo!
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Uma onda de escuridão explodiu do templo. Todos os pilares desabaram e o retumbo constante indicava que o templo todo logo viraria detritos. Porém, antes que acontecesse, a causa desta mudança veio de dentro.
No final, Alex viu a presença saindo de lá… não, as duas presenças.
E quando as viu, seu coração tremeu, conectando todos os pontos.
O templo que estava afundando, o sangue, a presença sombria ao seu redor. Ele esteve aqui antes. Ele viu tudo isso do Purgatório!
E Alex não conseguiria conectar todos aqueles pontos se não fosse pela pessoa se revelando.
[Blackburn Blade Nv. 500]
[PV: ???]
[PM: ???]
— Blackburn… Blade — Alex falou o apelido, sua voz atada numa intenção assassina que nunca sentiu antes.
O homem riu: — Estive esperando esse momento por anos… Sabe… o Paraíso é meio chato, entende?
— Você é… real? — Alex perguntou, embora já soubesse a resposta. Suas entranhas lhe disseram que ele estava diante do verdadeiro, o homem que matou as mulheres e amigos de seu pai!
Blackburn Blade sibilou: — Quem mais ousaria se nomear de Blackburn Blade? Nem mesmo uma imitação ou criação ousaria pegar meu nome. Tenho muito sangue nas mãos, filho.