Após aparecer no castelo, Alex instantemente sentiu um humor diferente.
Parecia pesado… E era tão palpável que Schnee não tinha planos de voltar para sua forma humana. Talvez, sua colisão com Luxúria também fosse o motivo, mas Alex não teve tempo para pensar ou lidar com o problema ainda.
Ela também estava ficando em seus braços.
— Papai! — Celia gritou de uma direção desconhecida. Alex culpou suas feridas que começaram a curar agora. Se não fosse por elas, ele saberia onde sua pequena dullahan estava.
No final, Celia se aninhou no abraço de Alex, compartilhando um lugar com Schnee: — Papai! Papai! Papai!
— Estou aqui… o que aconteceu? — Alex usou a mão livre para acariciar o cabelo de Celia, perguntando gentilmente o que ocorreu em sua ausência. Ele se sentia pesado, seu clima estava azedo e não conseguia sorrir, porém, sorriu para sua filha.
Celia explicou o que Elias Deathwill fez, como a odiava e o que fez com todos. Aquele bastardo matou Bo e feriu Ubo, Yumia e Anais. E, pior, roubou Erin de Alex.
— Obrigado, Celia — Alex sussurrou fracamente. Celia ergueu os olhos para ele, encontrando todas as feridas. Seu coraçãozinho tremeu e não conseguiu dizer mais nada.
Entretanto, quando Alex bateu gentilmente a testa na dela, fechou os olhos e continuou acariciando sua cabeça, a dor de Celia foi completamente apaziguada e abraçou seu pai de volta.
Eles fizeram tudo que podia, e não era como se Erin não pudesse retornar… Alex com certeza a salvaria logo.
Celia entendia melhor agora!
— Papai lutou também? — Celia perguntou um tempo depois, sentindo que era um bom momento para voltar a conversar. Sua irmã, Veronica, teve um vislumbre do estado de Alex e Schnee, então também já estava aqui.
Seus poderes de cura envolveram Alex.
Ele respondeu: — Sim… mais inimigos apareceram… mas ficaremos bem… Contanto que estejamos juntos, ninguém se machucará.
— Ok — Celia e Veronica responderam, apoiando seu pai.
Alguns minutos depois, Alex percorreu o castelo com Schnee em suas mãos e suas filhas o seguindo. Ele examinou as perdas no caminho de Yumia, Anais e Ubo… Ele precisava ter uma boa e calorosa conversa com eles.
Embora cansado, Alex sentiu uma nova onda de energia enquanto percorria o corredor. Imaginou a loucura de Elias e sua espada perseguindo seus membros da família, o enfurecendo mais.
Ele manteve aqueles sentimentos no fundo de seu coração, mas socou a parede no final do corredor. Sua frustração ecoou pelo castelo e todos fixaram os olhos nele…
— Pensei que teríamos um tempo tranquilo… já que estamos subindo de nível… mas se não tivéssemos subido, já teríamos morrido… Não, teríamos sido escravizados… — Alex rangeu os dentes, olhando para o chão frio.
Ele conseguia imaginar um bom futuro após seu tempo no Reino Alado. Se não fosse pelo evento de Veronica e a crueldade que viu dos outros povos alados, sua jornada naquele reino teria sido melhor.
Isso era o que Alex acreditava. No mínimo, ele e Stella receberam uma boa filha e salvaram várias vidas após aquele incidente.
Todavia, ele foi otimista demais.
O mundo não parava e o mesmo servia para os antagonistas, esmagando as esperanças de Alex. Pior ainda, ele estava cansado demais para pensar apropriadamente e se controlar. Ele assustou suas filhas pela reação repentina.
Mas no fundo, Alex estava de saco cheio. Ele já estava cansado de Elias Deathwill e seus planos. Decidiu que finalmente encerraria esse caminho conhecido como “Lixo de Deathwill”. Para acabar logo, planejava encontrar as esposas restantes de Elias que carregavam os pecados.
Ele não podia deixá-las serem usadas por Elias ou Blackburn Blade.
No seu coração, um novo tipo de ira começou a se formar. Aquele ódio o permitiria espalhar o poder de seu pecado e usá-lo contra vários inimigos. A ira simplesmente queria resolver todos os assuntos com mortes, sem pacifismo.
Entretanto, como se o mundo risse dele, o reino que o Castelo Deathwill estava se encheu de rachaduras e começou a mudar significativamente.
Alex e os outros olharam pela janela, perplexos: — O que está acontecendo agora?
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A batalha final estava prestes a terminar num continente de santidade e escuridão.
Diante do monstro conhecido como líder dos antagonistas, o Coveiro de Almas olhou para seu rosto apropriadamente. Ele estava de joelhos, se apoiando no cajado.
Seus monstros mortos-vivos caíram e seus cadáveres empilharam no continente.
— Eu te falei, não falei? Nunca perco — Yasir sorriu, banhado em santidade com sua criação linda atrás. Também tinha seu demônio fora e seu exército demoníaco cercando o velho.
Yasir continuou: — Você roubou a classe Necromante Lendário do jogador e deu todo o poder para sua filha. Me pergunto por que aquele homem morreu com um sorriso; talvez esperasse isso?
— Ah… Você não está com vontade de falar, entendo… Você está olhando para as memórias em sua vida, boas e ruins, como dizem? Não sei se é o caso porque renasci como o antagonista, sabe — Yasir riu.
No entanto, o Coveiro de almas estava murmurando algo baixinho. Ninguém conseguia ouvir, até Yasir, que estava diante dele.
O homem bronzeado estava absorto em sua fala vitoriosa: — Sua filha é sortuda por você ter conseguido enviá-la ao Reino Dullahan. Não posso entrar lá descuidadamente ainda… Hmm… Acho que ela pode ter dificuldade.
E então, o Coveiro de Almas rugiu: — Deixarei uma marca neste mundo! O Morto-vivo nunca morrerá! O Morto-vivo nunca impedirá de matar os outros! Esse é o propósito daqueles que vão contra o conceito da vida e da morte!
— Abrace a morte, o elemento que mata!
— Mata! Mata! Mata!
O corpo do Coveiro de Almas cintilou com uma luz azul. Mesmo que não tivesse mana, usou algum tipo de técnica secreta.
Yasir não sabia o que era. No entanto, quando se virou e viu o morto-vivo tremendo, seus olhos estreitaram. Ele teve a sensação de que o velho os trouxe de volta a vida, mas esse não era o caso.
Ao invés disso, um tipo diferente de morto-vivo saiu de debaixo dos mortos-vivos caídos, como se tivessem cavado do subsolo.
— Haha! — o Coveiro de Almas riu loucamente.
Seus olhos cintilaram com a mensagem.
[Seu projeto “Abrace a Morte” colidiu com as bênçãos da deusa pelo Mundo de Avander. Você as ativou prematuramente.]
— Haha! — o velho rugiu ainda mais! Em seus últimos momentos, conquistou algo tão significativamente quanto tocar o conceito absoluto criado pela própria deusa! Era um conceito que estava fermentando para o futuro, todavia, ativou mais cedo do que a própria deusa esperava.
Esta foi uma grande conquista!
O rosto de Yasir se contorceu, e ergueu a espada para matar o velho.
— Eva… Consegue me ouvir? — O Coveiro de Almas usou o último pingo de mana para enviar uma mensagem a sua filha. Ela ouviu bem: — Sua morta-viva fofa… Suas ideias esquisitas… Sempre encontrei paz nelas…
Eva Mora chorou silenciosamente num reino estrangeiro.