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My legendary class is Husband of Deathwill Sisters?! – Capítulo 434

Sonho do Rei Julias

— Estas não são… Lâmias Sombrias? — Alex sussurrou enquanto brandia a espada no primeiro exército vindo. Ele só alavancaria sua esgrima e deixaria o resto da raça dullahan, prestando respeito aos Campos Ancestrais.

— Sim, não estávamos em aliança há muito tempo — Sara riu, sua nova roupa brilhando com mana, sua lança liberando tufos de névoa negra girando gentilmente na ponta.

O exército de pessoas humanoides tinha metade do corpo superior, o que também era muito controverso. Seus corpos eram escamados, apesar da forma humana, e suas cabeças pareciam estar usando capacetes finos.

Sua parte inferior era igual a de uma serpente, fina e grossa, seu movimento ondulando rápido e imparável.

Alex as conhecia porque conversou sobre elas com Nektor. O rei das Lâmias Sombrias tinha um dos assentos mais elevados no Império Darkmana e era equivalente ao de Thanas. É claro, como as Missões Terráqueas estavam acontecendo, havia um rei substituto em todos os reinos. Quase, pois os dullahans pensavam de forma diferente e agora isso trouxe desvantagem.

— Treinamento perfeito para nós — Alex riu e sua garota também. Eles já estavam prontos para lutar, esperando pela melhor ocasião para golpear as serpentes. E isto não ocorreu quando deram a volta, foi quando estavam em seu alcance.

— Ha! — Alex e Sara desenharam arcos de lança e espada, respectivamente, suas técnicas cobertas em névoa e o entendimento de suas armas. Seus cortes pareciam finos, tão finos quanto as escamas nas curvas das Lâmias Sombrias, mas quando os dois colidiram a questão de quem era mais forte foi respondida.

E essa foi a equipe de amantes Deathwill.

BANG! BANG! BANG.

Após lançar mais habilidades de longa distância, o casal colidiu com as Lâmias Sombrias. Seus oponentes balançaram as caudas e revidaram, contudo, Alex e Sara responderam às tentativas de feri-los sem esforço, pois seus corpos foram revestidos na névoa densa.

À medida que a névoa engolia seus inimigos, eles se tornaram capazes de selecionar os oponentes e ter mais espaço um do outro. Lutando neste estilo e protegendo claramente as costas um do outro, o casal aparentemente passou pelo primeiro obstáculo.

Não havia saque, mas suas barras de experiência subiram significativamente.

E como os corpos caídos não viraram partículas, Sara fixou os olhos neles. Logo, as Lâmias Sombrias derrotadas explodiram em partículas de mana negra, não deixando traços de seus corpos para trás.

— Foram para o leste. — Sara olhou na direção que tinha acabado de murmurar, então se virou para seu amado: — Os Campos Ancestrais estão nos testando. É similar aos mecanismos deixados no Castelo Deathwill, só que melhor. Se seguirmos o vento sombrio, encontraremos nosso objetivo.

Alex assentiu, seguindo sua garota. O objetivo deles era ficar mais forte, conseguir recompensas e ser aceito pelos outros dullahans, sendo que o último era o que mais preocupava Alex.

Para alcançar tudo isto, eles precisavam lutar. Não havia outro idioma nos Campos Ancestrais e mesmo fora dele. Tudo se resumia a quem tinha mais poder e qual era seu propósito.

No caso de Alex, ele não queria que os dois mundos estivessem em perigo, pois queria que sua família vivesse num ambiente feliz e brilhante.

Isso sempre permaneceu imutável, sendo que a única diferença foi que a família de Alex cresceu rapidamente. Ele tinha mais garotas e já tinha três filhos que respeitavam e o amavam.

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Se Alex estivesse ciente do fluxo de tempo diferente nos Campos Ancestrais, teria ficado preocupado com as outras garotas e também com seu corpo na capsula.

Isso porque Alex e Sara já estavam nos Campos Ancestrais por dias.

Felizmente, podia se dizer que apenas suas almas estavam naqueles campos e seus corpos na Terra ainda seguiam o mesmo fluxo de tempo. Eles ainda precisavam descansar e dormir, então fizeram turnos para proteger o outro dormindo.

No final, chegaram no seu objetivo.

— Este é um castelo esperando por nós. — Sara olhou para o castelo quebrado. Havia muitos castelos no mundo sombrio, mas entrar em um deles seria uma escolha idiota.

Pegar refúgio naqueles prédios seria como fugir, o que sem dúvidas irritaria os ancestrais. E entrar neles sem terminar as batalhas seria como se acovardar ou preguiça, um pecado inesquecível.

Alex brincou dizendo que foi uma bênção Stella não ter nascido como dullahan e acelerou o ritmo junto da sua garota. Eles entraram no castelo e procuraram pela sala do trono, um lugar onde o rei falava para seus cidadãos e ajudantes.

— Estive esperando por vocês. — Uma voz estranha ressoou de uma direção desconhecida, surpreendendo o casal. Enquanto o homem expressava sua surpresa sobre Alex, pois podia ver que o jovem não nasceu dullahan, Alex e Sara perceberam de onde o homem falou.

A voz veio da Espada do Rei Dullahan!

— Rei Julias, creio eu? — Alex perguntou com respeito, pois a Habilidade Suprema da Espada do Rei Dullahan não estaria dentro da arma se não fosse pelo rei anterior! Sem dúvidas, o homem era forte e teve muitos sonhos indecisos antes de sua queda, resultando no nascimento da espada lendária.

Rei Julias confirmou a pergunta de Alex: — Posso falar com você por causa da espada e porque você pode realizar meu sonho. Isso deveria responder ao seu choque, mocinha.

Sara foi a mais chocada porque sabia que seu avô e os outros apreendiam informações e habilidades diferentes. Ninguém falou com o ancestral.

Alex deu um tapinha afetuoso na cabeça dela e a voz do rei ecoou novamente.

— Embora eu tenha dito que pode realizar meu sonho, isso é porque você tem o que é necessário, mas realmente pode fazer isto? — Julias declarou, sua voz quebrando o clima doce entre o casal e os forçando a ficar sérios: — Eu… Quando era criança, sempre me perguntei; por que só posso separar minha cabeça? Meus sonhos infantis consistiam em separar meus braços e pernas por diversão e até meus olhos só para ter mais facilidade em espiar os outros.

— Não consegui fazer isto, o que causou uma frustração que eventualmente subiu conforme envelhecia… Quando era um adulto sentado no trono, o sonho voltou de repente. No entanto, entendi o que essa separação do corpo nos possibilitaria.

— Isto tornaria as armas brancas contra nós. Além disso, se pudéssemos mover nossos corações, mover nossos órgãos e pontos vitais inconscientemente numa batalha, não seríamos invencíveis? E se pudéssemos mover nossas almas também… E se pudéssemos implantar este estado em nossos inimigos… Havia muitas possibilidades…

Esse era o sonho do Rei Julias.

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