Comerciante: “Para com isso, cara. Você quer a moçã ou não?”
Quando a consciência de Subaru voltou, havia uma fruta vermelha madura diante dele.
Enquanto olhava para esta fruta muito parecida com uma maçã, pensamentos inúteis como “chamam isso de fruto da sabedoria, huh” passaram por sua mente.
Um fruto proibido que resultaria na expulsão do paraíso se você o comesse.
Talvez, se ele mordesse, seria capaz de escapar desta situação incompreensível.
Comerciante: “Ei, você está ouvindo?”
O homem de meia-idade franziu as sobrancelhas e mais uma vez chamou Subaru, que não teve reação.
Algum canto distante da consciência de Subaru percebeu isso, o que fez seu rosto virar para cima. Ele começou a olhar ao redor.
Estava parado em frente a uma barraca em uma rua banhada pelo sol do início da tarde.
Dentro desta loja havia uma grande variedade de frutas e vegetais. Certamente não era uma visão estranha, mas havia uma pequena diferença.
Preenchendo a rua movimentada, havia cores de cabelo impossíveis em seu antigo mundo, assim como raças que eram literalmente impossíveis de se ver por aí como se fosse natural.
Assistindo toda essa agitação, Subaru coçou a cabeça.
Seu braço esquerdo agora podia se mover, quando tocou seu abdômen não sentiu nada de estranho, e não havia nenhum sinal de que seus órgãos tivessem vazado ou que seus olhos tivessem sido cortados.
Subaru: “Não faço ideia do que está acontecendo aqui…”
Enquanto murmurava isso, sua náusea e tontura crescentes o dominaram, fazendo seus joelhos cederem.
Comerciante: “Água. Consegue beber?”
Aceitando o copo oferecido, Subaru cuidadosamente sorveu a água de dentro.
A água estava gelada e se espalhava como se ensopasse sua boca ressecada desde a ponta da língua, até mesmo chegou a aliviar um pouco o seu humor sombrio.
Subaru: “Aah, era disso que eu precisava. Obrigado… Você é mesmo um cara bom, velhote.”
Comerciante: “Pare com isso. Não seria motivo para risos se você desmaiasse de repente na frente da minha loja, pareceria que meus produtos causaram isso. Descanse na sombra até se acalmar.”
O homem respondeu sem um pingo de timidez e voltou para seu lugar.
Subaru ainda estava sentado no chão perto da estrada enquanto observava o homem sair, então se encostou na parede de uma loja enquanto suspirava profundamente.
Quem o ajudou quando foi dominado pela tontura e estava prestes a desmaiar foi o lojista com quem agora estava bem familiarizado.
Apesar de sua aparência rude, ele imediatamente preparou uma toalha molhada e um pouco de água potável assim que notou que Subaru estava sofrendo de insolação, e então o colocou na sombra para que pudesse descansar.
Realmente não se pode julgar as pessoas pela aparência. Existiam velhos calvos musculosos que pareciam vovôs bem-humorados e mulheres sensuais que tinham prazer em assassinar.
Subaru: “Achei que o meu estômago e os meus olhos estivessem destruídos…”
Ele sussurrou ao apalpar as pálpebras e mais uma vez confirmou que enxergava direito.
Naturalmente, não havia nenhum ferimento em seu abdômen, e seu ombro esquerdo estava bem de saúde. Parecia que suas feridas haviam desaparecido completamente de novo, e talvez devido a alguma obsessão, foi colocado diante da barraca do homem novamente.
Subaru: “Mas, ainda assim… Aquilo foi… Bem pesado.”
Ele tirou as mãos das pálpebras e olhou para elas.
Mesmo que seus dedos não estivessem tocando em nada, tremiam um pouco. Isso subiu por seus braços até que finalmente se tornou um frio terrível por todo o corpo.
Apenas pensar nisso fez seus dentes baterem enquanto ele se enrolava com a cabeça entre os joelhos, o horror urgente tão intenso que até abafou a agitação ao seu redor enquanto seu corpo tremia.
Isso era repulsivo, estranho, opressor, absurdo e a própria definição de desespero.
Ele nunca tinha sido exposto a tal malícia, nunca tinha experimentado tanta dor e violência, e nunca teve seu corpo destruído a tal ponto.
Ele e seus conhecidos tinham perdido a vida, o terror era tão doloroso que tudo o que podia fazer era se encolher.
Ele se recusou a sequer pensar em enfrentar uma entidade tão aberrante.
Subaru: “Pare de pensar nisso, pare de pensar nisso, isso é um absurdo. Não há esperança, não há nada que eu possa fazer. Aquilo foi a morte. Aquilo não poderia ter sido nada além da morte. O fato de eu estar vivo é uma sorte inacreditável, não é?”
Buscando a concordância de ninguém em particular, Subaru implorou desesperadamente por perdão.
As cenas da terrível carnificina de Rom e os momentos finais de Felt depois que ela foi cortada se repetiram no fundo de sua mente.
E depois disso chegou a horrível memória de ser fatiado, quebrado, aberto e ter sua visão roubada.
Ele sentiu náusea e emoções sombrias surgindo e imediatamente jogou o resto da água na cabeça.
Não havia muito, mas foi o suficiente para cobrir sua cabeça com a sensação de frio.
Ele enxugou a água que pingava de sua franja e depois bateu repetidamente no rosto para restaurar seu estado emocional.
Subaru: “Tudo bem, vamos nos animar. Isso é simples. Apenas esqueça aquele lugar. Há uma montanha de outras coisas que preciso fazer e pensar. Por exemplo, terei que pensar em como devo viver neste mundo. Acontece que me envolvi em alguns problemas enquanto me preocupava, e então…”
… Fui salvo e queria retribuir esse favor e em seguida senti que ia morrer.
Subaru: “Vamos lá, eu disse para não pensar nisso.”
Mesmo que ele tentasse não pensar no assunto, a garota de cabelos prateados continuava a brilhar em suas memórias.
Para começar, a maior parte do que tinha acontecido com ele neste mundo estava de alguma forma relacionado a ela, então era impossível esquecê-la e se concentrar no mundo.
No entanto, caso se lembrasse de seu tempo com ela, acabaria por terminar naquela memória dolorosa e desesperadora.
Seus pensamentos estavam mais uma vez correndo em círculos.
Seu tremor não parava e seus pensamentos negativos continuavam em círculos enquanto ele perdia completamente qualquer esperança.
Que deveria fazer e como deveria fazer para ter sucesso, estaria tudo bem se apenas ficasse parado e não fizesse nada, agora não conseguia entender nem a menor das dicas das coisas.
Comerciante: “Ei, como está se sentindo? Melhorou?”
Com o rosto aparecendo para fora da barraca, ele fez essa pergunta atenciosa.
Apesar de suas tentativas de agir feito durão, a preocupação que demonstrou revelou que era um homem de bom coração. Não seria bom confiar apenas em sua bondade assim, Subaru pensou enquanto decidia deixar a área.
Subaru: “Ah, acho que me acalmei um pouco. Desculpe te incomodar.”
Ele tentou não parecer fraco ao se levantar e devolveu o copo vazio. O lojista parecia querer dizer algo quando o pegou, mas não insistiu mais no assunto.
Subaru: “Definitivamente vou pagar por isso.”
Comerciante: “Não precisa. Mas se você algum dia ganhar algum dinheiro, venha comprar algumas moçãs.”
O rosto de Subaru estava tranquilo quando o lojista bateu levemente em seu ombro, então ele levantou a mão e voltou para sua loja.
Sentindo-se bem com a atitude descontraída do homem, Subaru respirou fundo e deu um passo em direção à estrada. A multidão continuou a se mover da mesma forma que quando ele estava se enrolando, e a rua principal, repleta de barracas, parecia iluminada como sempre.
Subaru: “… A casa de saque.”
Ele provavelmente deveria ir para lá, pensou vagamente.
Pensou nisso, mas suas pernas não se moveram nessa direção. Ir para lá significava enfrentar aquele terror.
Se as coisas dessem errado e ele encontrasse Elsa novamente, sua vida, a qual de alguma forma manteve, seria essencialmente perdida.
Tendo sido invocado para outro mundo, ele simplesmente apodreceria sem realizar nada.
Subaru: “Ha. Seria a mesma coisa se eu fugisse.”
Ele se ridicularizou enquanto sorria, e então colocou as mãos nos bolsos e começou a andar.
Na direção oposta à casa de saque. Foi isso que decidiu fazer.
Jogaria tudo fora, desistiria completamente e faria vista grossa ao favor que havia recebido.
Afinal, foi o que ele fez antes de chegar. Nunca fez nada que não precisasse, não precisava insistir no assunto. Coisas como dar e receber ou o que quer que seja, a interação humana em geral era um saco para ele, esse era o tipo de vida que vivia.
Neste ponto, isso não poderia…
Subaru: “Eh…?”
Quando ergueu a cabeça e deu o primeiro passo, uma expressão de perplexidade deixou sua boca.
Dentro de seu amplo campo de visão, a multidão que se movia para frente e para trás parecia evitá-lo enquanto ele estava parado no meio da rua.
Havia uma figura alta com pele de réptil, um homem-fera cuja altura só chegava à cintura de Subaru, uma jovem dançarina de cabelo rosa, um cavaleiro com seis espadas…
―― E uma garota com uma túnica branca, seu cabelo prateado esvoaçando enquanto caminhava.
A garota olhou para ele e então, como se quisesse evitar tocá-lo, se moveu para o lado e passou.
O cabelo dela balançou, e um perfume de flor impregnou o ar e fez cócegas nas narinas dele. Seus teimosos olhos ametistas já o haviam desconsiderado, eram afiados e apenas olhavam para frente, para o caminho o qual deveria seguir.
Sua atmosfera digna não havia mudado e aquela beleza cintilante não tinha a menor mancha, a garota que ele estava procurando estava andando bem na sua frente.
Subaru: “Qu…”
Ele não pôde gritar no mesmo instante, o som parou em sua garganta enquanto corria atrás dela.
A garota abriu caminho suavemente no meio da multidão. Seu estado mental estava perdido, confuso e desordenado enquanto perseguia o cabelo prateado dela, e ele gritou em uma voz quase chorosa.
Subaru: “Ei, espera… Espera aí… Por favor, espera…”
Ela olhou para ele por um momento, seus olhos frios como se estivesse olhando para um estranho.
Eles interagiram apenas por algumas horas, para ela, ele era apenas um conhecido de passagem. Talvez ele fosse até mesmo alguém que ela desprezasse, considerando que não poderia dar ouvidos ao mais simples aviso e a colocou em perigo.
Mesmo que ela pensasse nele dessa forma, Subaru continuava a persegui-la.
Ele não sabia o que ela sentia por ele. Então, pelo menos, queria que ela lhe falasse algo.
Se ele ia se machucar por tudo o que imaginava que ela pensava dele, preferia acabar machucado por sua opinião real.
Subaru: “Por favor, espere… Satella!”
Depois que ele a parou, que exatamente queria dizer?
No instante em que a resposta apareceu dentro dele, gritou o nome dela como se tivesse acabado de se lembrar.
Seu grito rasgou a estrada barulhenta e chegou até mesmo à garota que se distanciava cada vez mais.
A garota de cabelo prateado parou no mesmo instante.
Ele empurrou a multidão de lado para alcançá-la e colocou a mão em seu ombro esguio.
Subaru: “Por favor, não me ignore. Não foi legal eu sumir, eu sei. Mas também não entendo o que está acontecendo. Até voltei para a casa de saque para procurar por você, mas não consegui te encontrar…”
Satella pareceu surpresa quando a mão dele pousou em seu ombro.
Quando ela se virou, tudo o que deixou a boca dele foram desculpas. Ele falou rapidamente, justificando-se como se tivesse medo de se machucar.
Talvez o olhar dela, que parecia ver através dele, fosse a causa.
No entanto, mesmo com esse olhar sobre ele, Subaru sentiu algum alívio além de sua ansiedade.
À primeira vista, não parecia haver nenhum ferimento sério nela. Talvez ela também tivesse sido curada por alguém após o incidente da casa de saque. Também era possível que ela tivesse se curado, mas o importante era que…
Subaru: “Desculpe, eu só estava tagarelando sobre mim… Fico contente que você esteja bem.”
O fato de que puderam se encontrar novamente o deixou mais feliz do que qualquer coisa.
Pensando bem, o que o preocupou em seguida foi o parceiro dela: a segurança de Puck. Subaru tinha muitas coisas pelas quais tinha que se desculpar com ele.
Não pôde cumprir uma promessa feita de homem para homem. Esse era um pecado pelo qual deveria ser condenado.
Satella: “Você…”
Assim que Subaru parou de falar, Satella começou a falar como se fosse aproveitar o intervalo.
Fazia apenas algumas horas, mas parecia que ele não ouvia aquela voz de sino de prata há muito tempo.
Ele podia vê-la parada diante dele, podia até estender a mão e tocá-la, finalmente a tocou, tais emoções descabidas brotaram dentro de Subaru. Porém…
Satella: “O que você está pensando…?”
Quando Subaru sentiu aquela sensação de alívio, Satella lançou um olhar zangado para ele.
Suas bochechas brancas coraram levemente, e ela torceu um pouco o corpo para afastar a mão dele. Então deu um passo para trás para colocar algum espaço entre eles, e seus olhos estavam cheios de hostilidade quando ela olhou para ele.
Sua reação inesperadamente dura fez Subaru engolir em seco e ficar em silêncio.
Mas, pensando bem, era óbvio que isso iria acontecer. Para ela, deve ter sido uma maravilha que ele ousasse mostrar o rosto.
Ele aceitaria qualquer abuso que ela desejasse fazer cair sobre ele. Esta sua resolução…
Satella: “Não sei quem você é, mas para se dirigir a alguém pelo nome da Bruxa da Inveja, o que está pensando?!”
Foi despedaçada por esta reação completamente inesperada.
Diante dessas palavras inesperadas, Subaru sentiu como se o próprio tempo tivesse parado.
O som da multidão havia desaparecido. Tudo o que ouviu foi o coração batendo forte e a voz zangada da garota de cabelos prateados.
Era como se todos os outros sons tivessem sumido… Não, eles tinham sumido.
Subaru: “Quê…?”
Ele murmurou enquanto desajeitadamente virou a cabeça para olhar ao redor e percebeu.
Cada pessoa ao redor deles nesta rua cheia de barracas e pedestres agora estava focada nos dois.
Todos estavam abalados e calados, como se o menor movimento fosse proibido.
Era como se a conversa entre os dois tivesse dominado completamente a rua.
Garota: “Estou perguntando o que você está pensando. Fale.”
No entanto, Satella não permitiria qualquer hesitação, apesar de sua perplexidade.
Seu tom era áspero, mas Subaru não teve resposta, já que nem sabia por que ela estava com raiva.
Eles pareciam estar em sintonias completamente diferentes a respeito do problema.
Garota: “Vou perguntar isso mais uma vez. Por que você se referiu a mim pelo nome de Bruxa da Inveja?”
Subaru: “Não, quero dizer, me disseram…”
Garota: “Não sei quem te disse isso, mas é de muito mau gosto. Você também é culpado por aceitar isso… A Bruxa da Inveja, o símbolo de todas as coisas proibidas, apenas mencionar o nome dela já é desaprovado, e pensar que você realmente chamaria alguém por esse nome.”
A raiva dela ficou bem clara, Satella… a garota de cabelos prateados o mergulhou em um mar de confusão.
A multidão reunida ao redor deles concordou com as palavras dela. O que quer dizer que eram a prova de que suas palavras estavam corretas, e isso o confundiu ainda mais.
Ele não entendia o que ela estava dizendo.
Tinha acabado de dizer o nome dela.
E, ainda assim, ela se ofendeu com isso, e as pessoas ao redor deles reconheceram que ela estava certa em fazê-lo.
Ele não sabia o que estava fazendo de errado, estava apenas sendo repreendido por estar errado. Ele não conseguia refletir sobre suas ações ou mudar seu comportamento.
Garota: “Se isso for tudo, vou embora. Não tenho tempo pra isso.”
Ela falou enquanto Subaru abaixava a cabeça, então se afastou galantemente, seu cabelo prateado esvoaçando. Subaru queria chamá-la, mas o nome congelou em sua garganta.
Se a chamasse da mesma forma novamente, estaria cometendo o mesmo erro duas vezes. Mas, então, como deveria chamá-la?
Essa hesitação atrapalhou o julgamento de Subaru.
Consequentemente, ele apenas observou o que acontecia diante dele, sem fazer nada.
“――!”
Houve um pequeno suspiro no topo do dossel de uma barraca próxima, cerca de uma cabeça mais alta que Subaru.
Ele saltou, seu pequeno corpo foi puxado suavemente para baixo pela gravidade, e no instante em que pousou, o vento acelerou.
Aquele vento veloz vestia roupas um tanto sujas e tinha cabelos dourados esvoaçando atrás de si. Ela deslizou facilmente pela multidão, como se fosse divinamente inspirada, e seu braço rapidamente estendido entrou na túnica branca com um falcão bordado nela.
Foi apenas um momento de contato, mas foi o suficiente para o vento.
O vento fez a túnica vibrar e depois disparou quando a garota se virou.
Garota: “Não me diga…!”
A garota de cabelo prateado ergueu a voz, surpresa, e enfiou a mão na túnica.
Ela não encontrou o que estava procurando e arregalou os olhos enquanto olhava para o vento que estava desaparecendo.
Aquele vento segurava uma insígnia simbolizando um dragão em sua mão e, observando-o por trás, Subaru instintivamente gritou:
Subaru: “Felt?!”
Isso fez com que o vento oscilasse, como se estivesse perplexo. Mas sua velocidade não diminuiu e desapareceu da rua para um beco em um instante.
Foi um trabalho incrivelmente rápido. Um encontro casual de um instante. Ele tinha visto apenas por um momento, mas era mais provável…
Garota: “Já foi. Foi por isso que você me parou…? Você está envolvido nisso?!”
A garota grunhiu para Subaru, que tinha ficado parado, incapaz de reagir à situação agitada.
Ela imediatamente apontou a palma da mão na direção dele, mas como se repensasse sua decisão, correu em direção ao beco onde o vento havia desaparecido.
Subaru: “Ei, espera! É só um mal entendido! Eu não…”
Subaru também correu para o beco, perseguindo-a para resolver o mal-entendido.
Enquanto corria, sua mente se enchia de dúvidas sobre muitos mistérios.
Havia muita informação sendo descarregada sobre ele, e seu cérebro confuso não conseguia processar tudo. Mesmo se este não fosse o caso, sentia como se tivesse morrido duas vezes e isso realmente mexeu com ele.
Subaru: “Alguém, por favor, seja legal comigo! Por que diabos fui invocado aqui?!”
O absurdo da situação o fez gritar isso enquanto cambaleava pelo beco escuro.
Ele não tinha certeza se sua resistência duraria, mas não achou que perderia para aquelas duas em uma corrida de curta distância. Iria as alcançar logo e esclareceria todas as dúvidas.
Isso era o que esperava enquanto corria, mas…
Subaru: “Droga… Uma parede?!”
Subaru cuspiu quando um beco sem saída bloqueou seu caminho.
As duas que ele perseguia não estavam lá. Caso se lembrasse bem, Felt era ágil o suficiente para escalar paredes com facilidade. E Satella provavelmente não teria problemas para pular uma parede ou duas com a sua magia.
Subaru: “Não me importo em escalar, mas… Não acho que as alcançaria assim.”
Mais importante, se a distância entre eles aumentasse, Subaru não poderia simplesmente continuar na perseguição.
Mesmo que tivesse treinado sua força física dentro de seu quarto, seria impossível fazer o mesmo com exercícios aeróbicos. Sua falta de resistência era sua falha fatal e, mesmo ali, o fez desistir da perseguição.
Subaru: “Se isso não serve, que tal a casa de saque? Satella e Felt estão vivas, então… o Rom também deve estar.
Ele decidiu que o ideal seria ir na frente e se encontrar com Rom o quanto antes.
Por enquanto, deveria sair desse beco sem saída e ir em direção às favelas. Assim sendo, ele se virou…
Subaru: “… Só pode ser brincadeira.”
Diante dele estavam algumas figuras bloqueando sua saída do beco.
Havia três, estavam um tanto imundos e tinham uma aura rude, como se sua natureza violenta tivesse se manifestado em seus rostos.
A essa altura, até mesmo se incomodar em descrever os três que estavam em seu caminho seria puro aborrecimento.
Aqueles bandidos que tornaram os becos em seus campos de caça, e que o encontraram pela terceira vez naquele dia.