Pensando nisso, seus encontros com a Falsatella dependiam de muitas coincidências aleatórias.
Ele a encontrou na primeira e na terceira vez, mas a única conexão era que ambas haviam ocorrido nesta rua principal (ele ouviu do lojista de turbante que era comumente chamada de rua do comércio).
Teria sido ótimo se ele estivesse pelo menos obcecado em registrar o horário, mas ele não tinha executado o ato perseguidor de registrar exatamente quando a encontrou.
No final, era mais fácil pensar no padrão da terceira vez, mas…
Subaru: “Naquela hora, quanto tempo fiquei de mau humor naquela loja de frutas?”
Ele afundou no chão, derrotado pela tontura e passou um tempo desconhecido abraçando os joelhos.
Pareceu que foram apenas alguns minutos, mas também parecia que poderia ter sido uma hora. Independentemente de qual fosse a resposta, tudo o que Subaru conseguiu dizer foi, “Não sei”.
Subaru: “Devo simplesmente vagar por esta rua procurando por ela…? E só espero que meu radar da beleza funcione?”
Ou talvez seu sensor de gatinha do cabelo prateado.
Essa habilidade era completamente inútil em seu antigo mundo, mas neste ele seria capaz de usá-la com grande efeito.
Ele colocou as duas mãos na frente do rosto e endireitou um dedo em cada uma, e disse “MyonMyon” enquanto várias pessoas o olhavam de forma estranha. Ele sentiu que podia sentir algo e decidiu seguir o que quer que estivesse acontecendo no momento.
Seus arredores mudaram constantemente para uma atmosfera com a qual estava familiarizado, enchendo-o de pensamentos como “Uau, parece que meu sensor está funcionando bem como sempre, não?!”, e então de repente percebeu.
Sem querer, acabou saindo da rua e agora estava entrando em um beco estreito.
Subaru: “Não foi aqui que a encontrei na primeira…?”
Parecia muito semelhante, mas ele não tinha certeza.
Em termos de ambiente, não era muito diferente do caminho para a favela, pelo qual passou apenas em seu primeiro encontro, e nunca mais visitou.
A segunda vez foi claramente em um beco diferente, e pensando na terceira vez, aquele era mais um beco sem saída. Mesmo que Felt roubando a insígnia de Falsatella fosse um evento fixo, o beco que ela encontraria depois do fato parecia variar dependendo da situação.
Talvez tivesse sido o mesmo nas duas primeiras vezes, mas na terceira vez as coisas pareceram ter mudado um pouco devido à presença de Subaru.
Tendo pensado tanto, Subaru de repente percebeu o quão superficial era seu processo de pensamento.
Talvez ele pudesse encontrar Felt ou Falsatella agora que estava em um beco familiar.
No entanto, isso também significava a possibilidade de um reencontro diferente. Resumindo…
Subaru: “Estou tão cansado de ver vocês, Ton, Chin, Kan!”
Subaru se virou, farto, e encontrou os suspeitos do costume bloqueando seu caminho.
Não havia diferença na aparência, roupa ou semblante. O objetivo e o equipamento eram provavelmente os mesmos, sem nenhum progresso. Era natural, já que ele estava de volta ao mesmo lugar.
Subaru: “Mesmo que eu esteja tendo muita dificuldade para encontrar a Falsatella e a Felt.”
A razão pela qual ele não foi capaz de encontrá-las foi provavelmente porque as ações delas dependiam de muitos fatores independentes dele.
Por outro lado, a razão pela qual continuou encontrando esses caras era provavelmente porque eles o alvejavam desde o início.
É por isso que continuou a encontrá-los, apesar de seguir um caminho diferente a cada vez.
Subaru: “Agora que eu vim com uma conjectura que não me deixa nem um pouco feliz, o que exatamente vocês querem?”
Ton: “Sobre o que diabos esse cara está murmurando?”
Kan: “Ele provavelmente não entende o que está havendo aqui. Que tal irmos em frente e educá-lo?”
Até mesmo essa conversa entre Ton e Chin seguia exatamente o mesmo modelo, o que fez o humor de Subaru piorar ainda mais. No entanto, ele também sentia que não podia considerá-los levianamente só porque estava cansado de lidar com eles.
As condições claras para o encontro de Tonchinkan não eram tão exigentes, mas não era como se ele tivesse 100% de chance de avançar além disso. Afinal, eles foram a causa de sua terceira morte.
Talvez a Falsatella o salvasse como da primeira vez, ou talvez pudesse vencê-los sozinho como da segunda vez, mas ele não tinha garantias.
As coisas correram muito bem na segunda vez, mas desta vez não iria necessariamente acontecer da mesma forma. Também havia uma grande chance de que houvesse um grande evento esperando por ele depois disso, e Subaru não queria se machucar.
Subaru: “Por outro lado, eu também não gostaria de escapar entregando minhas coisas, eu poderia usá-las para negociar.”
O ideal seria sair sem sofrer nenhuma perda, como fez na segunda vez.
E se ele pudesse evitar perder tempo como da primeira vez, isso seria o melhor de tudo.
Subaru cruzou os braços e inclinou a cabeça, imaginando se havia alguma maneira de se afastar deles.
Por outro lado, talvez pensando que a atitude de Subaru significava que ele os estava ignorando, apesar de sua posição aparentemente superior, as expressões dos Tonchinkan estavam tingidas de hostilidade.
Ele pelo menos tinha que tomar uma decisão antes de sacarem as armas.
Enquanto lamentava a falta de paciência deles, Subaru percebeu que, afinal, teria que fazer um ataque surpresa. De repente, lembrou do momento de sua terceira morte.
Enquanto estava deitado à beira da morte, tudo o que podia fazer era ouvir.
Naquela hora, do que eles estavam falando? Seu cérebro moribundo não conseguia compreender naquele momento, mas agora deveria ser possível.
Sim, isso mesmo.
Subaru: “Guardaaaaaaaaas!!!”
O Tonchinkan foi pego de surpresa por seu repentino pedido de ajuda, fazendo-os pular.
O volume foi tal que quebrou o silêncio do beco e rasgou até a barulheira da rua principal.
Sua sensibilidade absurda era bem conhecida quando ele fazia kendo, e era há muito tempo despojado de qualquer vergonha quando se tratava de gritar.
Algo como gritar por socorro não prejudicava em nada o seu orgulho.
Subaru: “Alguém…! Preciso de um homem…!!!”
Ton: “Bastardo… Pare de besteira! Você está realmente gritando em um momento como este?!”
Chin: “Você deve nos ouvir se não quiser se machucar, é assim que deve ser! Você não pode simplesmente fazer isso sem nem mesmo ouvir nossas demandas!”
Subaru: Cala a boca! Quem se importa com o que normalmente acontece?! Estranhos, fora do caminho, fora do curso, no caminho errado, estão todos no mesmo caminho! Como se eu quisesse lidar com vocês! Eu só quero me divertir com beldades de cabelos dourados e prateados!
Enquanto Tonchinkan entrava em frenesi e batia os pés, Subaru gritou furiosamente com eles.
Ele estava agindo de forma desafiadora enquanto os atacava verbalmente, mas embora não estivesse parecendo, uma sensação de pânico estava crescendo rapidamente dentro dele. O plano de buscar ajuda baseava-se em suas lembranças muito vagas de seus últimos momentos no terceiro mundo.
Um momento antes de sua consciência cair em trevas, alguém entre eles havia dito algo como “Guardas” e “Corra”, sua estratégia de má qualidade baseou-se nesta pequena dica.
Também havia o fato de que, quando ele venceu esses caras na segunda vez, parecia que as pessoas na rua simplesmente fizeram vista grossa, embora soubessem que ele estava sendo roubado.
Subaru: “Então foi mesmo um erro…”
Ton: “Tentando nos assustar daquele jeito… Só fiquei um pouco nervoso.”
Chin: “Só um pouco!”
Kan: “Um pouquinho mesmo!”
Em uníssono, eles negaram o quão patéticos eram de uma forma muito patética.
Os homens respiraram fundo para se acalmar, como se quisessem recuperar o controle da situação após a proeza de Subaru, e então cada um sacou suas armas.
Uma faca, uma nata enferrujada e…
Subaru: Por que você é o único sem uma arma? Não tinha dinheiro para comprar uma?
Kan: “Cala a boca! Sou mais forte sem uma! Me subestima, vou te bater até a morte, seu pirralho maldito!”
Subaru: “Se eu tivesse uma gravação da segunda vez, amaria te mostrar.”
Enquanto pensava em seu arremesso de cabeça impecável, ele começou a se deleitar com sua própria admiração. Por outro lado, sua situação atual era tão ruim que sua mente continuamente alertava sobre o perigo.
Eles já tinham sacado suas armas, reduzindo muito suas chances de sucesso.
Esqueça a fuga sem ferimentos ou perdas, ele nem tinha certeza se conseguiria sair de lá inteiro.
Subaru: “Me deixem ir… Prefiro evitar a dor.”
Tendo morrido três vezes, Subaru agora entendia que não era algo a que pudesse se acostumar, não importa quantas vezes acontecesse.
Além disso, todas as suas mortes até o momento foram terrivelmente dolorosas, causadas por lâminas. Aquela dor aguda era sempre fresca e eletrizante, como se seus nervos estivessem em frangalhos.
Ele realmente preferia não passar por aquilo de novo e, acima de tudo…
Subaru: “Consegui o『Retorno Através da Morte』 até agora, mas não há garantia de que isso aconteça de novo…”
Ele não tinha certeza de que essa habilidade não tinha um número limitado de usos.
Não havia nenhum número gravado em seu corpo nem nada, mas foi dito que até mesmo Buda ficaria irritado se alguém tocasse seu rosto três vezes. Supondo que fosse esse o caso, ele já tinha ficado sem vidas. Se pateticamente morresse uma morte sem sentido, sua vida em outro mundo alcançaria o “BAD END”.
“…. Resumindo, a melhor coisa a fazer seria fugir, mesmo se eu me machucar.”
O mais letal deles era, naturalmente, testado e comprovado, aquele com a faca. Aquela nata estava terrivelmente enferrujada, então provavelmente não seria diferente de um ataque normal se o bloqueasse com seu saco plástico. O bandido de mãos vazias não era problema.
Enquanto observava o Tonchinkan se aproximando, ele imediatamente se decidiu.
Subaru estava completamente focado no Chin e começou a contar em sua cabeça enquanto procurava por uma abertura.
――Três, dois, ah, espere um momento, três, dois…
???: “Já basta.”
Aquela voz de repente e claramente rasgou a tensão no beco.
Seu tom digno não tinha o menor indício de hesitação ou misericórdia. Todos os que ouviram ficaram impressionados com sua presença avassaladora e naturalmente inclinados a obedecê-lo.
Subaru ergueu a cabeça e o Tonchinkan se virou… Havia um jovem parado ali.
O que primeiro atraiu seus olhos foi seu cabelo vermelho que era como as chamas do inferno.
Logo abaixo estavam olhos azuis brilhantes que só poderiam ser descritos como ousados.
Sua extraordinária beleza ampliou ainda mais sua presença inspiradora, e um único olhar foi o suficiente para dizer que era alguém de grande importância.
Ele era alto, esguio e bem proporcionado, e usava roupas pretas bem costuradas. Na cintura, a espada do cavaleiro, que apesar de sua aparência simples, exalava uma atmosfera anormalmente intimidante.
???: “Independentemente das circunstâncias, não permitirei mais violência contra ele. Vocês foram longe o bastante.”
Ao dizer isso, ele calmamente passou pelos Tonchinkan e ficou entre eles e Subaru.
Tanto Subaru quanto os homens ficaram sem palavras por esse ato excessivamente majestoso.
Mas parecia que eles tinham motivos diferentes para o silêncio.
Subaru ficou em silêncio, surpreso, e porque estava ansioso para ver como esse desenvolvimento nunca antes visto iria progredir, mas os Tonchinkan estavam diferente, seus rostos estavam ficando pálidos.
Chin: “S-Sem chance…”
Chin apontou para o homem, seus lábios ficando roxos enquanto tremiam.
Ton: “Cabelos ruivos e olhos azuis como o céu… E a bainha daquela espada com um dragão gravado nela.”
Ele apontou para cada local como se quisesse ter certeza e, em seguida, engoliu em seco.
Ton: “Reinhard… O『Santo da Espada』Reinhard?!”
Reinhard: “Parece que não vou precisar me apresentar… Mas esse título é um pouco exagerado.”
O jovem chamado Reinhard murmurou de maneira autodepreciativa, mas o brilho em seus olhos não vacilou.
Com seu olhar penetrando-os, os homens recuaram como se estivessem oprimidos. Eles se entreolharam como se decidissem quando correr, mas…
Reinhard: “Se vocês fugirem, vou deixar acabar assim. É melhor vocês irem para a rua. Mas se quiserem usar a força, serei o oponente.”
Ele colocou a mão no cabo da espada e apontou com o queixo para Subaru, que estava atrás dele.
Reinhard: “Nesse caso seriam três contra dois. Em termos de números, vocês estariam em vantagem. Não sei até que ponto minhas escassas forças podem ajudar, mas como um cavaleiro, irei enfrentá-los.”
Ton: “S-Só pode ser brincadeira! Sem chance!”
A declaração de Reinhard os deixou em pânico, eles correram para a rua, esquecendo até de esconder as armas.
Eles estavam tão desesperados que não podiam nem mesmo fazer ameaças de despedida como fizeram da primeira vez. Isso por si só mostrava quão extraordinário era aquele homem.
Reinhard: “Fico feliz que nós dois ficamos em segurança. Você está bem?”
Depois de observar os homens saírem, o jovem se virou com um sorriso.
De repente, o ar de intimidação que cobria o beco desapareceu. Percebendo que mesmo isso era algo que o jovem tinha conscientemente manifestado, Subaru não pôde deixar de ficar em silêncio. Acima de qualquer coisa.
Subaru: “Ser tão legal depois de fazer tudo isso… Isso está além do nível de Ikemen.”
N/T: Ikemen significa basicamente um cara atraente, mas carrega certas conotações.
Seu rosto, voz, comportamento e ações, todos estavam com uma pontuação extremamente alta no índice Ikemen. Se ele também tivesse personalidade e pedigree correspondentes, deveria estar fazendo algo maligno nos bastidores ou o equilíbrio do mundo seria prejudicado.
De qualquer forma, deixando de lado o seu coração transbordando de inveja, havia o fato que ele havia sido salvo. Subaru caiu de joelhos e prostrou-se no local.
Subaru: “Fico muito grato a você por salvar minha vida, por favor, permita-me expressar minha gratidão. Eu, Natsuki Subaru, admiro seu espírito galante…”
Reinhard: “Relaxa, não precisa ir tão longe. Eles sentiram que tinham perdido a vantagem quando ficaram três contra dois. Teria sido diferente se eu estivesse sozinho.”
Subaru: “Não, a julgar pelo quão apavorados eles ficaram, mesmo se fosse três contra um, eles recuariam, mesmo que fosse dez contra um… Que homem é esse? Ele é realmente um Ikemen puro, tanto de corpo quanto de alma? Você está levantando as bandeiras da minha rota!”
Seria um verdadeiro show de choro, então um lenço seria indispensável.
Enquanto falava bobagens aleatórias, Subaru mais uma vez deu uma boa olhada em Reinhard.
Quanto mais ele olhava, mais parecia que suas belas feições tinham sido esculpidas pelo próprio Deus, mas sua roupa realmente não dava a impressão de que era um guarda. Além da qualidade dos materiais, suas roupas não pareciam muito diferentes das do público em geral que circulava pela rua.
Subaru: “Hm, Senhor Reinhard… Posso te chamar assim?”
Reinhard: “Não precisa ser tão formal, Subaru.”
Subaru: “Você diminuiu bem a distância… Uh, obrigado de novo, Reinhard. Você foi o único que respondeu aos meus gritos, que coisa mais solitária.”
Considerando quantas pessoas tinham lá fora, de jeito nenhum que ele tinha sido o único a ouvir. Reinhard baixou os olhos ligeiramente enquanto Subaru lamentava a falta de bondade humana.
Reinhard: “Eu realmente não quero dizer isso, mas não tem o que fazer. Para a maioria das pessoas, seria muito arriscado ir contra aqueles indivíduos. Nesse sentido, sua decisão de chamar os guardas foi a correta.”
Subaru: “Do jeito que você está falando, você é um guarda? Você realmente não se parece com um.”
Reinhard: “Ouço isso com frequência. Bem, hoje é meu dia de folga, então não estou de uniforme, esse provavelmente é um dos motivos.”
Enquanto Reinhard abria os braços com um sorriso tenso, Subaru retrucou internamente.
A principal razão pela qual ele não parecia um guarda era porque parecia a coisa mais distante da imagem um tanto não refinada que o termo sugeria, sem dizer que…
Subaru: “Acredito que eles te chamaram de algo como『Santo da Espada』…”
Reinhard: “Minha família é um tanto especial, sabe. Cada dia parece que o peso das expectativas pode me esmagar.”
Ele encolheu os ombros de uma forma despreocupada, parecia que também tinha senso de humor.
Já não havia dúvida de que ele era um Ikemen de corpo e alma. Subaru não conseguia esconder sua admiração por este homem, cuja existência era de Ikemen; mas Reinhard o encarou atentamente.
Reinhard: “Você tem cabelo e roupas incomuns, e isso também vale para o seu nome… De onde você é? Com que propósito veio para a capital de Lugnica?”
Subaru: “Essa primeira questão é meio difícil de responder. O cenário típico de um pequeno país a leste teve alguma reação, então… Q-Que tal se for mais a leste ainda…?”
Subaru achou que parecia uma resposta bastante segura. Mas a reação de Reinhard foi mais forte do que o esperado.
Reinhard: “Leste de Lugnica… Você não quer dizer algo além da Grande Cachoeira, é algum tipo de piada?”
Subaru: “Grande Cachoeira?”
Subaru inclinou a cabeça para este termo desconhecido.
Ele percebeu que era algo parecido com uma cachoeira, mas era completamente ignorante quando se tratava da geografia local. Para começar, nem sabia o quão grande era a capital. Pelo que Subaru sabia, esse lugar, Lugnica, consistia apenas em uma rua de comércio, alguns becos e a favela.
Essencialmente no mesmo nível de seu velho mundo, que consistia apenas em sua casa, seu quarto e a loja de conveniência.
Subaru: “Pensando assim, estou basicamente sendo um recluso, mesmo em outro mundo, isso já se tornou uma parte inerente de mim… Sou alguma coisa mesmo.”
Reinhard: “Não parece que você está tentando me enganar, então vamos deixar por isso mesmo. De qualquer forma, parece que você não é daqui. Você teve algum motivo para vir para cá, certo? Lugnica está atualmente em uma situação um pouco complexa. Posso ajudá-lo, se desejar.”
Subaru: “Não, não, é o seu dia de folga, certo? Você não tem que jogar isso fora só para me ajudar, você já fez mais do que o suficiente… Mas já que estamos aqui, há algo que eu gostaria de te perguntar.”
Ele balançou a cabeça para a proposta de Reinhard e ergueu o dedo como se acabasse de se lembrar de algo. Reinhard acenou casualmente com a cabeça, dando-lhe permissão.
Reinhard: “Não sou muito versado nos acontecimentos do mundo, então não tenho certeza se poderei responder.”
Subaru: “Bem, o que estou perguntando se refere a uma pessoa que estou procurando, então tudo bem. Bem, você viu uma garota de cabelo prateado em uma túnica branca por aqui?”
Depois de inspecionar a rua principal várias vezes, ele percebeu que as roupas de Falsatella se destacavam. Seu cabelo prateado era raro, muito parecido com o cabelo preto de Subaru, e é claro que havia sua túnica com o falcão bordado nela.
Pensando bem, aquela túnica branca também parecia ser cara. Considerando que ela tinha uma insígnia com uma joia embutida, ele supôs que sua linhagem devia ser de prestígio.
Reinhard: “Uma túnica branca e cabelo prateado…”
Subaru: “Além disso, ela é super linda. E tem aquele gato… Bem, ela não sai por aí exibindo isso. Isso é tudo que posso dizer sobre ela, o que acha?”
Não haveria dúvida de que era ela caso o espírito do gato também combinasse, mas como geralmente ficava escondido em seu cabelo durante a maior parte do tempo, isso provavelmente era pedir demais.
Mencionando sua beleza, ele acabou pensando que ela e Reinhard, o qual era muito bonito, ficariam perfeitos um ao lado do outro. Este pensamento arbitrário fez uma estranha inveja crescer em seu peito.
Reinhard: “… O que você está planejando fazer quando encontrá-la?”
Subaru: “Vou encontrar algo que ela perdeu, ou melhor, seria algo que ela está procurando? De qualquer forma, vou encontrar e dar a ela.”
Claro que Subaru não estava com isso no momento, e era até possível que ainda não tivesse sido roubado.
Reinhard semicerrou os olhos para a resposta de Subaru e refletiu por um momento.
Reinhard: “Não, sinto muito. Realmente não sei. Eu poderia ajudá-lo com sua procura, se desejar.”
Subaru: “Não posso pedir tanto. Está tudo bem, vou encontrar, de uma forma ou de outra.”
Subaru ergueu as mãos quando Reinhard ofereceu sua ajuda e então decidiu que iria vagar pela rua principal por mais um tempo. Se tudo corresse bem, poderia avistá-la na rua, igual da terceira vez.
Se possível, seria bom parar Felt no exato momento e evitar o roubo.
Pensando no que poderia acontecer depois, ele sentiu que esse seria o melhor caminho e ficou ainda mais impaciente.
Subaru: “O problema é como pará-la com aquela agilidade dela… Saltos laterais repetidos para bloquear o caminho, uma zona de defesa?”
Reinhard: “Que movimentos incomuns. Com que objetivo?”
Subaru: “É uma ação defensiva para pressionar o adversário e arrancar a bola. Apesar da aparência, é uma defesa bem estabelecida. Depois, você acaba ficando em uma posição na qual não tem nenhum efeito na bola, é esse tipo de habilidade.”
Subaru era alguém que, quando participava de uma queimada, simplesmente ficava bem perto da linha, de tal forma que não sabiam se ele estava dentro ou fora do campo. Não era incomum que passasse jogos inteiros sem tocar na bola uma única vez.
Subaru: “De qualquer forma, é melhor eu ir para a rua comercial logo.”
Reinhard: “Já está indo?”
Subaru: “Sim, estou indo. Você realmente me ajudou. Algum dia vou definitivamente retribuir… Posso te encontrar na guarita ou algo assim?”
Reinhard: “Acredito que sim, você só tem que mencionar o meu nome. Caso contrário, nos dias de folga, geralmente fico vagando pela capital.”
Subaru: “Eu realmente não gostaria de vagar pela cidade procurando por um homem… Isso não é um jogo Otome.”
Ele respondeu com uma piada e de repente acenou com a mão, ao que Reinhard respondeu “Tome cuidado”, continuando frio até o fim.
Como se essas palavras estivessem lhe dando um empurrão, Subaru deixou o beco sem sofrer perdas ou ferimentos.
――Nunca tendo percebido que os olhos azuis continuavam sobre ele, avaliando-o.