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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 2 – Capítulo 2

A Guardiã da Biblioteca Proibida e as Criadas Gêmeas

Era uma sala que basicamente gritava “biblioteca” para quem entrasse.

O cômodo era duas vezes maior que um quarto de 35 metros quadrados, estantes estavam dispostas por toda parte, de um canto ao outro. Cada estante estava tão abarrotada de livros que era difícil imaginar quantos realmente havia ali.

Livros ocupavam muito espaço e eram pesados, então ter tantos era um problema. No caso de Subaru, toda a sua família adorava ler mangás, por isso costumava haver um cômodo no segundo andar de sua casa completamente lotado de livros, especialmente mangás.

Um dia, sem qualquer aviso, o chão cedeu, e foi um desastre total durante a reforma. Felizmente, ninguém se feriu, e desde então Subaru colocou todos os livros em um cômodo dedicado ao armazenamento, para que nunca mais passassem por um desastre como aquele.

Mesmo para Subaru, que já tinha passado por essa experiência com livros, a quantidade de livros ali superava os da casa dele, mesmo que tirasse todos os pisos. É claro que a estrutura da mansão era bem mais resistente do que a da casa dele.

Encontrar até mesmo um único livro para ler, que Subaru pudesse entender, seria uma tarefa e tanto, considerando o número absurdo de volumes diante de seus olhos.

“Com tantos livros aqui… deve ter pelo menos um que eu consiga ler, né?”

Uma olhada rápida ao redor da biblioteca revelou que não havia capas com títulos em japonês. Não havia alfabetos conhecidos por ali, e a maioria das letras parecia ser composta de caracteres semelhantes aos que ele tinha visto nas placas enquanto andava pela capital. Esses deviam ser os caracteres comuns desse mundo, afinal.

Se Subaru quisesse viver neste mundo, aprender a linguagem local seria essencial. Para ele, que até tinha desistido das aulas de línguas no ensino fundamental, isso já parecia um baita incômodo.

Subaru suspirou enquanto imaginava as dificuldades que viriam. E então…

“Ficar encarando a estante alheia e ainda suspirar enquanto faz isso… Está tentando ser ofensivo, suponho? Será que Betty deveria responder da mesma forma, eu me pergunto?”

Subaru não tinha habilidades sociais o suficiente para conversar com alguém que ele nunca tinha visto antes, sem qualquer preparação. Então, não teve outra escolha senão dizer:

“Eu não sou muito bom em conversar com gente que eu nunca vi antes, então… vou sair rapidinho, tá? Já volto pra um Take-Two!”

Depois de levantar a mão para a garotinha que o encarava com olhos imóveis, Subaru saiu casualmente da sala.

Então, após alguns instantes, ele abriu a porta, entrou novamente no cômodo e olhou para a garotinha, que não tinha se movido nem um centímetro de onde estava.

“Ah, olha só quem tá aqui. Oi! Prazer em te conhecer! Será que podemos conversar um pouco?”

“Betty sabia que você estava zombando dela, suponho. Não acha que merece ser punido por ter entrado na biblioteca da Betty sem ser convidado, suponho?”

A garotinha riu de forma adorável e cruel ao mesmo tempo, encarando Subaru enquanto ele tentava reiniciar aquele encontro de um ponto melhor.

Quantas vezes já vi essa cena nesse outro mundo? Ela era uma garotinha linda e encantadora.

Parecia ser mais nova que Felt, talvez uns onze ou doze anos. Usava um vestido anil cheio de babados e tinha um rosto adorável que combinava perfeitamente com seu penteado e roupas ornamentadas.

Seu cabelo era da cor mais próxima de creme e caía em longos cachos enrolados, pareciam brocas.

Adorável era a palavra que vinha à mente e a aparência da garotinha parecia ser a personificação disso. O nível de fofura era tão alto que o coração de qualquer um se derreteria se ela sorrisse.

Agora, ela estava diante de Subaru com uma expressão solene no rosto.

“Você vai estragar esse rostinho bonito se não sorrir. Vai, sorria! Sorria! Sorria!”

“A beleza da Betty é simplesmente sua natureza. Mas a questão mais importante é: o que Betty deveria fazer com você, suponho.”

“Fazer o quê comigo? Foi mal, ignorei suas intenções. Sou do tipo de cara que, inconscientemente, acerta todas as respostas certas numa pergunta dessas, mesmo que o Mestre do Jogo quisesse que eu seguisse todos os eventos que ele preparou pra mim.”

Um talento para acertar a resposta correta numa situação com quatro alternativas e só quatro dicas disponíveis. As pessoas também chamavam isso de “não saber ler o clima”.

No passado, houveram muitos eventos que Subaru havia arruinado inconscientemente dessa forma. O looping infinito no corredor mais cedo podia ser adicionado à lista desses eventos.

“Tentar fazer suas necessidades no corredor da casa dos outros, vir aqui sem nem passar pelo corredor cheio de armadilhas sensitivas de mana… só existe uma palavra pra descrever isso: o pior, de fato!”

“Sou do tipo de cara que não para por nada, nem mesmo em RPGs. É por isso que fico ocupado coletando eventos paralelos já na segunda jogada.”

Se fosse um “Visual Novel”, ele normalmente iria direto para a heroína principal. E embora gostasse de coletar ilustrações especiais, não necessariamente pegava todas se houvesse missões secundárias demais.

Deixando de lado esses pensamentos fora de tópico, Subaru disse “Enfim” e olhou mais uma vez para a garotinha.

Pelo que ela havia dito antes, era seguro assumir que ela era a culpada pelo looping infinito no corredor. Aparentemente, o corredor também estava repleto de vários eventos-surpresa que impediram Subaru de encontrar um banheiro. No entanto, ele conseguiu pular todos esses eventos no fim das contas.

“Entendo que você queira mostrar seu poder, mas mexer com as necessidades fisiológicas de alguém pra isso não tem graça. Isso quase me matou socialmente. Só de pensar já me dá calafrios.”

“Agora que penso nisso, Betty devia ter deixado você rodar em círculos por mais um tempinho, de fato. Isso teria poupado metade da humilhação da Betty, suponho.”

“Uhum, claro, Betty. Mas agora que eu cheguei aqui, isso só quer dizer que eu fui melhor que você. E nem sou tão mau perdedor quanto você.”

Subaru começou a bater os pés no chão com ansiedade, sentindo a urgência do assunto “banheiro” voltando à tona.

A garotinha levou os dedos até as sobrancelhas, exausta. “Betty está ficando cansada de você, de fato. Roswaal deixa aquela garota fazer o que quiser sem consequências… agora Betty tem que limpar a bagunça, suponho.”

“Cansada? Mas você é tão jovem! Crianças deveriam brincar ao ar livre no sol! Franzir a testa é tão entediante! Vamos, vamos! Viva forte!”

Joinha

O bordão era “Viva forte”, que Subaru tinha ouvido pela primeira vez nos cortiços da capital. No início, ele não sabia o que pensar, mas quanto mais dizia, mais gostava da frase.

A garotinha olhou para Subaru com os olhos semicerrados, começando a gostar da frase de forma sóbria. Subaru respondeu ao olhar dela com um sorriso tímido e logo mostrou a língua.

“Espera aí. Essa reação não era o que Betty esperava, suponho. Você está assustando a Betty, de fato.”

“Ei, você disse a frase inteira em vez da versão abreviada! Mas agora que tiramos isso do caminho, podemos ir direto ao ponto? Se eu me desviar demais, minha bexiga vai ficar em apuros.”

“Não sei o que essa segunda parte quer dizer, mas acho que é melhor a gente tratar dos assuntos sérios, pelo bem da Betty, suponho.”

“Beleza, então…”

Subaru estava prestes a perguntar “Onde fica o banheiro?”, mas teve a impressão de que ela usaria isso para provocá-lo, então se conteve e ficou em silêncio.

De qualquer forma que olhasse, a garotinha à sua frente devia ser uma usuária de magia. Isso estava bem claro pela forma como ela manipulou o truque do corredor, havia grandes chances de Subaru não ser páreo para ela.

Além disso, Subaru estava morrendo de fome no momento, além de ainda estar se recuperando de ferimentos que colocaram sua vida em risco, e sua força física estava em baixa. Especialmente depois de toda a corrida e esforço de antes, ele sentia uma enorme ansiedade com relação à sua resistência. Sabia que seus ferimentos estavam cicatrizando, mas também estava com pouco sangue, o que era um pouco perigoso.

“Quero começar com fígado! Um pratão de porco com fígado e nirá pra repor meu sangue! Hoje à noite, não é o Koetsu, sou eu quem tá sedento por sangue, hiyaa!”

“Esse menino… do que você tá falando agora, suponho…?”

“Ah, foi mal, foi mal, vou direto ao ponto. Vamos ver, que lugar é esse, afinal?”

Afinal de contas, era bom coletar informações enquanto a outra parte ainda estava disposta a conversar honestamente. Agradecendo mentalmente à menina pela paciência e compreensão, Subaru decidiu fazer algumas perguntas.

Primeiro de tudo, Subaru queria confirmar onde estava. Ele não achava que tinha sido capturado pela Elsa agora, mas também não podia afirmar isso com certeza ainda.

Ele esperava uma resposta dela sobre esse assunto. No entanto, ela respondeu:

“É o quarto da Betty, suponho.”

“…Ah… deu uma resposta literal na lata. Eu sei que os jovens de hoje em dia acham divertido serem literais e tudo mais, mas vocês não percebem que esse é exatamente o problema de vocês?”

Eu só brinquei um pouco com ela e olha no que deu!

Isso claramente irritou a garotinha, que se chamava Betty, mas Subaru se perguntava se esse era mesmo o nome dela. Soava mais como um apelido.

A menina estufou as bochechas para Subaru, que ainda tentava lidar com seus próprios sentimentos. Cruzando os braços, ela sacudiu seu vestido cintilante enquanto se aproximava.

“Betty já teve o suficiente, suponho. Betty está sentindo que vai precisar te ensinar uma lição, de fato.”

“Ah, qual éêê, abusar de prisioneiros é barbaridade! Não faz isso! Eu sou só um cara normal que tá segurando o xixi, isso me torna menos perigoso que a média!”

“Na verdade, isso te torna mais perigoso por causa do desespero, de fato.”

“Droga, que esperta. Merda, não consigo pensar em nada pra provar que não sou um cara ruim! Escuta, e-eu não sou um cara ruim!”

Ela balançou a cabeça em pequenos movimentos, um apelo determinado que fez seus olhos se umedecerem enquanto ela se encolhia ao máximo. Mas os passos da garota, em vez de diminuírem, ficaram mais rápidos.

E então ela disse:

“Não ouse se mover, de fato.”

Um arrepio percorreu a espinha de Subaru ao ouvir essas palavras.

De repente, o cheiro de papel velho que dominava a biblioteca desapareceu, e a dor que ele sentiu foi como se gelo tivesse sido enfiado no nariz.

A pele de Subaru ficou com uma tonalidade acinzentada, e ele começou a ouvir um zumbido agudo distante em seus ouvidos. O motivo de ele não sentir mais cheiro era para que seus outros sentidos fossem fortalecidos. Nesse caso, a visão e o tato, seus cinco sentidos haviam sido reduzidos a apenas esses dois.

Diante de seus olhos, a garotinha já estava perto o suficiente para alcançá-lo. A diferença de altura era clara. Ela mal chegava ao peito de Subaru, e seus olhos azul-claros o encaravam de perto.

Os lábios rosados formaram um sorriso, e a única coisa que impedia os alarmes internos de Subaru de dispararem era a inocência da garota.

“Tem algo a dizer, me pergunto?” A garota inclinou a cabeça e perguntou a Subaru, com os olhos bem abertos e os lábios tremendo.

Enquanto o suor escorria da testa pelas bochechas, quebrando sua rigidez por alguns instantes, Subaru procurou pela melhor palavra para dizer naquele momento de permissão.

Certo, a palavra que precisava ser dita aqui, a única que poderia quebrar aquela situação. E essa palavra era…

“Vai doer?”

“Betty está impressionada que você consiga fazer piada numa situação dessas, suponho. Se vai doer ou não, isso depende de você, de fato.”

Dizendo isso com um tom genuinamente impressionado, a mão da garotinha se estendeu até o peito de Subaru.

Uma palma encontrou seu peito e gentilmente acariciou a superfície.

Uma sensação de cócegas percorreu sua espinha, como um calafrio. “Buhhhh…”

No momento seguinte, Subaru sentiu como se todo o seu corpo estivesse em chamas.

Algo terrível rugia dentro dele, queimando tudo, das pontas dos dedos até os fios de cabelo. Era como se os dedos dela estivessem envoltos em fogo, percorrendo seu corpo inteiro, era uma sensação extremamente dolorosa de suportar.

A visão de Subaru oscilava, e quando deu por si, já estava de joelhos, com lágrimas escorrendo pelo rosto. Sua respiração estava ofegante, como se tivesse corrido quilômetros, e seu corpo inteiro doía como no dia seguinte a um treino físico irresponsável.

Acima de tudo, sentia-se esgotado, como se toda sua “energia mental” tivesse sido arrancada.

“Parece que você não desmaiou, suponho. Assim como disseram pra Betty, você é bem resistente, de fato.”

“O que diabos você fez comigo, loli furadeira…?”

“Betty apenas retirou um pouco de mana do seu corpo, suponho. Parece ter um formato especial, de fato… mesmo você sendo só um cara comum. Seu Portão também parece estar fechado, de fato.” Murmurando para si mesma, a garotinha se ajoelhou na frente do Subaru caído.

Subaru tentou sustentar o próprio corpo enquanto ela cutucava seus ombros com os dedos.

“Bom, isso confirma que você não é hostil, suponho. E por toda a falta de respeito com a Betty, e todo o esforço que Betty teve, tirar sua mana parece ser um pagamento adequado, suponho.” Ela o cutucou de novo, fazendo com que ele atingisse seu limite, e seu corpo tombou de frente no chão, incapaz de se sustentar com os braços trêmulos.

Essa é a terceira vez que beijo o chão de cara pra baixo. Na verdade, não… essa é a primeira vez… Desde que comecei a Retornar pela Morte, esse é totalmente meu primeiro beijo.

Reunindo toda a energia extra que ainda tinha no corpo em meio aos pensamentos bobos, Subaru conseguiu virar o pescoço um pouco no chão. Devagar, com o tempo, conseguiu levantar os olhos até o rosto da garota.

“Hmm?” Ao ver o esforço de Subaru, a garota curvou levemente os cantos da boca, divertida.

Subaru rosnou com os dentes à mostra diante de tal sorriso e riu. “Você não é humana… é? Não tô falando da sua personalidade, dessa vez…”

“Por todas as vezes que viu a Betty, você é bem lento pra perceber as coisas, suponho.”

As palavras dela soaram ainda mais infantis do que sua aparência, o que só reforçou a imagem de uma garotinha brincando cruelmente com as asas de um inseto.

O fato de ela estar se divertindo ao ver Subaru babando enquanto rastejava pelo chão era mais uma evidência que reforçava a impressão atual que ele tinha dela.

“Uma correção… em termos de personalidade, você também não é nem um pouco humana…”

“Não compare um ser nobre e sublime com seus padrões, humano.”

Foi uma declaração dita com uma crueldade intensa demais para uma garotinha.

De algum modo, Subaru sentiu algo fumegando em seu peito. No entanto, apesar de sentir isso, já não tinha energia suficiente para agir. Não importava o que fizesse, ele estava sendo arrastado para a escuridão.

Ah, qual é! Eu acabei de acordar e já tô desmaiando de novo?!

“Vou falar com os outros, suponho. Seria problemático se você começasse a vazar aqui, de fato.”

E se eu simplesmente deixasse sair agora…? Não, não tenho coragem pra dizer isso…

Incapaz de falar com a boca descontrolada, Subaru perdeu a consciência mais uma vez.

—

“Oh, ele acordou, Irmã.”

“Ah, ele acordou, Rem.”

Era como se sua consciência estivesse subindo à superfície após emergir das profundezas do oceano.

A mudança de tempo e o despertar novamente começaram com as vozes de duas garotas com timbres idênticos.

Pelo quanto ele dormiu, Subaru imaginava que ainda estava na mesma cama macia e confortável de antes.

O que queimava suas pálpebras ao acordar do sono era a leve claridade do sol atravessando as cortinas. A intensidade era tão suave que fazia parecer que era manhã.

Não sabe que horas são quando está viajando? Então por que não experimentar meu prático e útil “Relógio de Barba!” Ele fez uma propaganda para ninguém em particular e verificou o horário enquanto se espreguiçava.

Quando Subaru tocou o “relógio de barba” em seu queixo, sentiu que já haviam se passado quatro ou cinco horas desde a última vez em que acordou. Ainda havia uma leve sensação de fadiga em seu corpo.

“Agora são Sete Brilhos Solares, senhor.”

“Está quase dando Sete Brilhos Solares, senhor.”

Talvez tenha sido porque Subaru olhou para a janela, dando a entender que queria saber a hora, que a voz respondeu gentilmente à dúvida.

Sete Brilhos Solares, Subaru nem sabia o que aquilo significava, mas, julgando pelo nome, deduziu que era algo como sete horas da manhã. Aliás, ele nem fazia ideia se esse mundo seguia um sistema de 24 horas.

É difícil saber se são mesmo sete da manhã, mas se eu não contar a primeira vez que acordei…

“Então eu basicamente dormi o dia inteiro, né? Bom, não é lá uma grande surpresa pra alguém que já dormiu por 52 horas seguidas.”

“Irmã, ouviu isso? Palavras verdadeiras de um preguiçoso.”

“Sim, ouvi, Rem. Palavras verdadeiras de um inútil.”

“E quem são vocês duas que vivem me rotulando, hein, senhoritas?” Com um baque, Subaru se jogou para fora das cobertas e se levantou.

A ação repentina assustou as garotas, que estavam paradas ao lado da cama, com Subaru entre elas. Elas recuaram, se afastaram para o centro do quarto e, então, o encararam de mãos dadas.

Apesar de já esperarem algo assim, as garotas que olhavam para Subaru com os dedos entrelaçados eram idênticas, gêmeas.

Tinham por volta de um metro e cinquenta de altura. Olhos grandes, lábios rosados e feições suaves que lhes davam um ar infantil e encantador.

As duas tinham o cabelo curto, mas de cores diferentes , uma com cabelo rosa e a outra com azul-claro. Além disso, ambas cobriam um dos olhos com a franja, a de cabelo rosa cobria o olho esquerdo, e a de cabelo azul-claro cobria o direito.

Mas essas diferenças eram triviais. O que realmente mexeu com o coração de Subaru naquele momento foi… “Não é possível… até aqui existem roupas de empregada!?”

Um vestido preto com avental branco e uma touca branca no topo da cabeça. As belas gêmeas estavam vestidas no mais clássico e ortodoxo estilo de uniformes de empregada.

Isso é a personificação da empregada ideal.

“Ai, não. Estou sendo indecentemente humilhada dentro da cabeça do nosso hóspede, Irmã.”

“Ai, não. Estou sendo violada agora mesmo dentro da mente do nosso hóspede, Rem.”

“Não subestimem minha capacidade mental. Vocês duas são material pra minhas fantasias, senhoritas.”

Subaru abriu os braços e mexeu os dedos no ar. O gesto sem sentido causou calafrios nos rostos das duas empregadas, que soltaram as mãos uma da outra e apontaram uma para a outra.

“Por favor, me perdoe, senhor. Pode deixar a Rem e ir desonrar minha Irmã.”

“Por favor, não faça isso, senhor. Pode deixar a Ram e desonrar a Rem em vez disso.”

“Mas que tipo de irmandade é essa?! Se vendendo e me fazendo parecer algum tipo de vilão perverso?!”

“Que medo!”. E as gêmeas fugiram correndo, de mãos dadas de novo.

Subaru saltou da cama e correu atrás delas.

Os três correram em círculos dentro do quarto espaçoso, se perseguindo. E então…

“Você não podia ter acordado de forma mais tranquila?” Uma batida suave soou na porta, que se abriu em seguida com um thump, revelando uma garota observando a cena no batente.

A beleza dos cabelos prateados da garota estava em total evidência, hoje estavam soltos, caindo naturalmente pelas costas. Sua roupa não era a túnica de costume, mas sim algo com cores mais escuras, ajustado ao seu corpo esguio e pálido. A saia terminava um pouco acima dos joelhos, revelando suas pernas finas, embora estivessem cobertas por meias até as coxas.

“Uau! Quem escolheu essa roupa, entendeu perfeitamente o que estava fazendo!”

“Bem, não sei do que você está falando, mas é tãooooo decepcionante saber que é algo sem sentido.”

Antes de perceber o que fazia, Subaru ergueu o punho e comemorou involuntariamente.

A garota, Emilia, o encarava com um olhar atônito no batente da porta.

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