Sirius não registrou a presença de Subaru. Olhava meramente furiosa para Beatrice e Emilia.
Subaru: “O que há com ela? Não é a mesma de antes…”
Subaru não conseguia esconder sua confusão em relação ao comportamento irado de Sirius.
Ele percebeu que ela havia mudado.
Subaru se encontrou com Sirius relativamente normal 3 vezes, e durante esses loops, embora Sirius não tenha seguido nenhuma expectativa que o bom senso traria, ela nunca demonstrou ser uma pessoa irracional tomada pela raiva.
Ela sempre tentou demonstrar e justificar suas afirmações de força aos outros. Portanto, a Sirius de agora era estranha e irreconhecível para Subaru.
Ela perdeu a racionalidade e se tornou uma presa da raiva. Ela agora perfeitamente merecia o título da “Ira”.
Sirius: “Eu poderia continuar te queimando e incinerando até a morte, mas somente isso não seria suficiente. Sabe… eu estou em luto agora, você não poderia demonstrar um pouco de respeito para com os meus sentimentos?”
Emilia: “Eu… não sei do que você está falando.”
Emilia respondeu sem medo às alegações furiosas de Sirius. E apontando sua espada de gelo para a multidão atrás do monstro, ela continuou
Emilia: “Se sentir raiva de mim, ouvirei cada palavra. Afinal, a provocação repentina veio de nós, então é normal estar irritada. No entanto, isso não tem nada a ver com essas pessoas, por favor, deixe-as ir.”
Sirius: “Essa sua atitude está errada! Entende que estou irritada? Se você entende, então aja da maneira correta! Quer libertá-los? Peça desculpas, chore, ajoelhe-se e implore pela sua vida imunda. Permita-me carbonizar esse seu traseiro, deixe-me queimar seus órgãos internos!”
Emilia: “Ter meus órgãos internos queimados seria um problema – então vamos resolver isso da maneira mais simples possível.”
Sirius inclinou a cabeça ouvindo a voz baixa de Emilia.
Emilia imediatamente torceu sua parte superior do corpo e saltou para frente.
Em seus punhos pálidos ela empunhava uma espada de gelo como se fosse leve.
A luz brilhava nas lâminas afiadas da espada enquanto ela se dirigia em direção ao ombro de Sirius.
Subaru: “Emilia-tan?”
Sirius: “Gaah!”
Subaru exclamou o nome de Emilia ao ouvir o rosnado de Sirius.
Diante desse ataque, Sirius imediatamente levantou o pulso trazendo chamas para a espada de gelo de Emília, no entanto–
Sirius: “Maldita, meia bruxa”.
Emilia: “Por favor, não diga mais isso, é uma ofensa.”
A espada de Emília, embora banhada pelas chamas de Sirius, não se evaporou no ar.
A ponta de prata da espada venceu contra o calor de Sirius, e encontrou o pulso esquerdo do Arcebispo em chamas– as correntes também estavam enroladas em volta da lâmina.
Sirius sacou mais correntes de dentro de seu casaco e com um impacto sem dar brechas para Emilia se proteger, quebrou a lâmina de sua espada de gelo. No mesmo instante, Emilia mudou a forma da lâmina de gelo em suas mãos e criou um enorme martelo de gelo.
Sirius recebeu o golpe com as duas mãos, recuando, apenas sendo seguida por Emilia.
Emília: “Rá, hya!”
Sirius: “Grh! Sua nojenta, meia bruxa mestiça! Inseto repugnante!”
Cuspindo ódio para sua adversária, Sirius descansou suas palmas da mão sobre o chão. Apenas através do uso de sua força e sobre o controle de seu corpo, Emilia demonstrou uma demonstração inimaginável de combate.
Com o golpe do Martelo de Gelo, a chama que manejava o corpo de Sirius havia diminuído. Olhando pelo ataque unilateral de Emilia, Subaru vendo isso julgou que ela triunfaria. Mesmo assim–
Subaru: “Ah, agora não é hora de entrar em transe, não! Emilia!”
Beatrice: “Subaru, não fique aí distraído senão vai acabar sendo morto, eu suponho.”
Se Emilia matar Sirius, a cena de morte do loop anterior ocorrerá novamente.
Embora Subaru tivesse previsto isso, quem o repreendeu rapidamente foi Beatrice.
Subaru sendo trazido de volta do transe, seguiu o olhar de Beatrice e encarou a mesma coisa que ela olhava.
Multidão: “Seres repugnantes! Insetos sujos!”
Subaru: “Merda!”
A multidão atrás de Sirius olhava para Subaru e Beatrice e os amaldiçoava com palavras cruéis assim como Sirius. Na verdade, estavam compartilhando sua Ira.
E toda essa raiva se concentrou em Subaru.
Subaru: “A habilidade usada não é apenas para compartilhar sentimentos, mas também causar lavagem cerebral na multidão para eles agirem de acordo com a sua vontade.”
Beatrice: “Identificar a situação atual é bom, de fato. Mas se não existe uma solução, então tudo o que podemos fazer é fugir, eu suponho!”
Analisando toda a situação, eles não conseguiram chegar a nenhuma conclusão a não ser fugir.
Enquanto Subaru gemia e reclamava da situação, Beatrice imediatamente pulou em suas costas. A multidão avançou em direção à Subaru.
Subaru: “Emilia, nos dê cobertura!”
Emília: “Não conseguirei por muito tempo.”
Recebendo a resposta forte, Subaru começou a correr, fugindo da multidão.
Felizmente, o ritmo das massas que haviam perdido a racionalidade estava longe do normal.
Eles perseguiram Subaru com as mãos esticadas, com a Ira eminentemente em seus olhos, parecendo zumbis.
A diferença era que, ao invés de quererem comer Subaru, eles queriam arrancar pedaço por pedaço de seu corpo.
Subaru: “Se continuarmos enrolando assim, talvez alguém apareça para ajudar…”
Beatrice: “Mesmo que alguém apareça, se não descobrirmos as condições de vitória, não adiantará de nada, de fato. Mesmo se Reinhard viesse, ele seria capaz de resolver o problema, eu suponho?”
Subaru: “Em suma, nossas preocupações não irão acabar mesmo que ele chegue.”
De qualquer forma, a única pessoa que poderia chamar Reinhard, Rachins, estava no meio da multidão que ameaçava Subaru. Era uma das pessoas tentando ser o primeiro a alcançar Subaru.
Subaru não tinha certeza que ação tomar para resolver o vínculo emocional ligado a Sirius.
Subaru: “Então, precisamos pensar em algo logo!”
Multidão: “Insetos sujos!”
Um homem saltou na direção de Subaru, que abaixou a cabeça desviando das garras dele. Subaru agarrou o corpo do homem antes de tirar-lo do chão e faze-lo voar.
A massa não demonstrou nenhuma empatia com a figura do homem cambaleante que por fim os derrubou. Testemunhando essa cena de um jogo de boliche, Subaru se afastou e disse.
Subaru: “Eles estão com tanta raiva que nem conseguem raciocinar.”
Beatrice: “Sim, mas eu não recomendaria usar está tática. Em tal atmosfera, eles provavelmente não hesitarão em matar o que quer que esteja ao redor deles, eu suponho. Esse é o resultado quando se acaba sucumbindo à Autoridade do Arcebispo, eu suponho!”
Subaru: “Isso não pode acontecer!”
Ele não queria nenhum sacrifício.
A razão pela qual Subaru lutou tanto foi justamente para evitar isso.
Havia muitas coisas que ele queria proteger. No entanto, havia um limite para o tanto que ele podia alcançar.
Subaru não era um ser onipotente.
Subaru: “Mas sou eu quem escolhe um limite.”
Beatrice: “Esse é o Subaru de Betty, na verdade!”
Ouvindo o maior apoio possível de suas costas, Subaru sacou seu chicote.
Vou salvar o máximo de vidas que puder. Então, por favor, me perdoem por quaisquer ferimentos – visando seus pés sobre o chão, ele lançou seu chicote no ar.
Com um estalo, de um raio se chocando com algo, o chicote atingiu o pavimento de pedra.
Embora não fosse muito letal, quando usado com precisão e empunhado sem piedade, podia alcançar um grau absurdo de poder.
Se testemunhando esse poder, talvez a massa de pessoas fossem intimidadas e recuariam.
Subaru: “Pelo jeito não surtiu efeito.”
Sendo assim, não havia outra maneira.
Subaru passou o chicote pela multidão, mirando no alvo. A figura de estatura média – cabelo azul claro, olhos afiados – era Rachins?
Subaru: “Embora isso doa meu coração, também não posso permitir que eu seja dilacerado, desculpe, Chin.”
Rachins: “Meu nome não é Chin!”
Subaru lançou seu chicote nos pés de Rachins e o puxou, fazendo ele desabar e derrubando as outras pessoas ao redor dele.
Os membros que lideravam a multidão estavam caídos no chão, agora bloqueando o caminho. Para chegar até Subaru, eles terão que encontrar outra rota.
Subaru: “Certo, agora eles não conseguem pensar, nesse caso, eu devo–”
Quando ele estava prestes a dizer “ganhar tempo”, Subaru sentiu um arrepio no pescoço.
Esse foi o sentimento complexo e onipotente que ele sentiu de seu velho companheiro sombrio.
– o sopro da morte.
Homem-fera: “Seu verme!”
Uma grande lâmina assoviou nos ouvidos de Subaru, causando um vento estridente.
O homem-fera saltou da multidão, mirando no pescoço de Subaru. Embora ele tivesse orelhas caninas pontiagudas, seu nariz e boca se assemelhavam ao astuto encanto de uma raposa.
A meia-raposa usando sua cauda branca como escudo e suporte, não foi afetada pelos truques de Subaru, enquanto dava outro golpe ousado.
Subaru: “Beako!”
Em um confronto sério, Subaru podia ser cortado em questão de segundos.
Beatrice: “Shamak!”
Em um flash, ele determinou que a força do inimigo era superior e chamou por Beatrice. Ela imediatamente percebeu a intenção de Subaru e lançou Shamak que envolveu o rosto do homem-fera.
Seu corpo esguio e sua espada também foram engolfados pela névoa escura.
No entanto, o efeito que deveria ter sido causado ao homem, não surtiu efeito:
Subaru: “Funcionou? Isso corta a ligação interna com os outros? Ele acordou do transe?”
Beatrice: “Infelizmente eu receio que não há nada nesse sentido, eu suponho. Parece que o feitiço linkado ainda não foi cortado, eu suponho. Muito provavelmente essa compulsão só vai parar de fazer efeito depois que aquela aberração ser morta, eu suponho!”
Subaru: “O que fazemos?”
Beatrice: “Betty está desesperadamente pensando, de fato!”
Resolver esse mistério era uma tarefa que seria melhor se fosse deixada para Beatrice.
A única coisa que Subaru poderia fazer era dar tempo suficiente para que ela pudesse pensar, e evitar que a massa irada a perturbasse.
Subaru: “E quanto Emilia-tan?”
Ele voltou seu olhar para Emília, que ainda lutava com Sirius.
Durante este ano, Emilia dedicou seu tempo tanto para a política quanto para o combate. Sua eficácia de combate, sem dúvidas era muito mais maior que a de
Subaru.
Mas ainda assim Subaru se preocupava com Emilia.
Emilia: “Hiya! hah!”
Emilia estava gritando, gritos apáticos de um guerreiro em uma batalha decisiva, mas Sirius estava ignorando todos eles.
Emilia se virou com sua espada cortando a mão de Sirius, que lançou suas correntes em chamas chicoteando o ar, jogando a lâmina de gelo para longe, enquanto praguejava de raiva.
Com um estrondo afiado como se algo afiado tivesse se chocando com algo duro, o gelo fragmentou-se em pó e se dispersou. Mas Emilia já havia criado uma lança que se projetou para cima com seu poder defensivo fazendo Sirius voar longe.
Ela estava fazendo uso de seu enorme estoque de mana, refinando as armas de gelo com o propósito de realizar a destruição.
Subaru havia nomeado essa técnica de combate: lâmina de gelo – em homenagem a sua beleza ilusória que o lembrava de uma fada do gelo em contos de fantasia.
Os destroços de gelo quebrados demonstravam a intensidade da batalha feroz entre Emilia e Sirius. Lutando com fogo e gelo, a batalha ardente entre os dois guerreiros empunhando armas opostas se intensificava sob o palco gelado.
Emilia: “Hyaa!”
Emilia virou-se, e jogou sua lança de gelo em Sirius, jogando-a para trás. Ela imediatamente deu outro golpe, atacando com a ponta da lança. Sirius agilmente torceu o corpo para trás desviando rapidamente do ataque e agarrando a lança em seu punho.
Sirius: “Ebulição! Meu coração está em chamas! Queimando! Aaaaaahhhh isso de fato é ira!”
Emilia: “Ah?”
A lança de Emilia foi consumida pelo fogo, quando Sirius a tocou involuntariamente, sem deixar vestígios.
Sirius: “Seus olhos sujos de ametista, sua voz desagradável e seu cabelo sujo e sedoso, sua pele clara e suja, seu rosto fofo e imundo. Tudo isso existe apenas para seduzir os homens! Ah, que luxúria! Sua vadia, sua puta suja! Apenas morra como um lixo que é! Você só quer provocar os homens? Você quer tirá-lo de mim? Sua vagabunda imunda! Meia bruxa nojenta!”
Quando uma onda de calor passou pelos olhos afiados de Emilia, ela mais uma vez criou uma lâmina de gelo. Desta vez, a arma continha duas pontas.
Com um som intenso de trituração, a louca e a mestiça trocaram olhares, envoltas de uma atmosfera pesada.
Emilia: “Os meus olhos, meus cabelos prateados… tudo isso veio da melhor e mais linda pessoa do mundo. Tratá-los como se fossem sujos me enfurece!”
Sirius: “Fúria? Você acabou de dizer fúria!? Não brinque comigo! A fúria é minha! Foi algo precioso dado-me por aquela pessoa! A representação desse nome são dignos e herdados daquela pessoa! Para, sem permissão, tirar isso de mim… não permitirei! Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não permitirei!!!”
Quando a fala dela acabou, a determinação de Sirius mudou dramaticamente enquanto ela gritava de raiva. Ela pegou a lança em suas mãos e quebrou, enquanto Emilia criou mais uma espada.
Ainda assim, Emilia parecia ter sido afetada pelos gritos de Sirius. Seu rosto, que antes demonstrava exibir um forte senso de propósito, tornou-se frouxo.
Subaru: “Isso é ruim.”
Depois de dar uma olhada nas laterais do rosto de Emilia, Subaru teve um mau pressentimento, e seus instintos começaram a gritar más notícias.
Não havia base, mas ele tinha certeza.
Emilia acabou se tornando vítima do poder de Sirius.
A expressão dela havia mudado, ou seja, acabou adotando os sentimentos de Sirius. No entanto, ela não cedeu e foi direto para as mãos de Sirius.
Emilia agora se igualava a Sirius golpe por golpe, em uma batalha decisiva. Ela não foi afetada brutalmente se comparada a multidão.
E inspecionando a situação,
Subaru: “Quando Sirius apareceu no começo, por que Emilia, Beako e eu não fomos afetados pela sua ligação emocional?”
Estranhamente Emilia e Beatrice conseguiram resistir ao poder de Sirius, assim como Reinhard. Havia alguma característica individual ou algo semelhante a isso que eles compartilhavam?
A suposição inicial de Subaru era que Reinhard era capaz de suportar simplesmente por ser Reinhard.
Mas se houvesse mesmo de fato um motivo específico, ele poderia começar a criar hipóteses.
Subaru, que viu Sirius mais de 3 vezes, agora podia resistir à sua Autoridade. Levando isso em consideração para uma possível chave para o futuro–
Subaru: “Bea–”
Beatrice: “Subaru!!”
Antes que Subaru pudesse chamar Beatrice, para transmitir sua descoberta, um grito ecoou pelos seus ouvidos.
Ao arregalar os olhos, algo colidiu com seu lado direito.
Subaru: “Aaah–”
Seu corpo se dobrou em forma de “K” com a força do golpe, e Subaru pulou imediatamente para a esquerda tentando diminuir o impacto. Ao tossir ácido do estômago, ele tentou vislumbrar o que havia o atingido.
A mulher vendada, movendo-se nas sombras e sem que ele percebesse, havia se aproximado dele. Aquela mulher de aparência estranha desferiu um golpe bastante penetrante na lateral do corpo de Subaru
Beako: “Subaru! Não morra, eu suponho!”
Subaru: “Não se preocupe, não tenho intenção de morrer e terminar o jogo dessa maneira… mas ainda assim aquele golpe foi bem eficaz…”
Embora suas costelas doessem, Subaru julgou que seus outros órgãos internos não foram danificados. Contanto que não tivesse sangramento interno.
Subaru: “Essas pessoas… por que precisam ser tão problemáticas?”
Beatrice: “Ou é porque Subaru não tem autoconfiança suficiente apenas porque os inimigos são fortes, ou porque ele próprio é fraco demais, na verdade.”
Subaru: “Sério, você…!”
O chicote dele foi lançado enquanto perseguia os pés da mulher, e quando ela voltou sua atenção para baixo, Subaru jogou areia em seu rosto.
Embora não tenha afetado seus olhos vendados, foi o suficiente para distraí-la, dando a oportunidade para que Subaru pudesse se jogar em sua direção empurrando-a.
Subaru: “Evitar a força bruta parece ter sido útil. Se eu fosse atacado seriamente, eu teria morrido no local.”
Beatrice: “… Embora não possa dizer que seja algo que eu aceitaria tranquilamente, isso ajuda já que teremos que lidar com mais problemas, eu suponho.”
Beatrice apresentou suas observações aos pensamentos irritantes sobre o Subaru, que deu um suspiro aliviado ao derrotar a mulher vendada. Ele inclinou a cabeça em um gesto de “não estou ouvindo” como se dispensasse as indagações de Beatrice, que franzia a testa gesticulando.
Ela apontou para a grande via navegável que conectava a praça.
Subaru: “Só pode ser brincadeira!”
Subaru gemeu ao ver mais um grupo de pessoas que emergiram da Hidrovia se aproximando furiosas. A cena parecia como a de um filme de terror.
Beatrice: “Betty acha que eles ouviram a comoção, e correram até aqui para ver o que estava acontecendo, e nisso acabaram sendo afetados pela Autoridade do Arcebispo.”
Subaru: “Eles entraram no limite de seu poder e foram engolidos pela atmosfera… você está falando sério? A habilidade dela é tão contagiosa assim?”
A capacidade dela podia alcançar as pessoas em longa distância. Pânico, medo, raiva, tudo seria transmitido para as pessoas.
Os sentimentos e emoções compartilhados por Sirius são justamente o reflexo do resultado atual desse fenômeno.
A gravidade causada por sua ameaça, era até pior que a de Petelgeuse.
Subaru: “Quanto mais você tenta fugir, mais vítimas ela faz… como é possível interromper isso?”
Beatrice: “Além disso, tem algo errado em toda essa situação, eu suponho… Subaru derrubou aquela mulher, e eu lancei Shamak naquele homem. Também temos que levar em consideração a lesão causada em ‘Tonchinkan’, que não foi infligida em mais ninguém.”
Com a situação desesperadora, Subaru não fez questão de corrigir o erro de Beatrice ao chamar Chin de “Tonchinkan”. Além do mais, os pontos apontados por Beatrice poderiam servir de base para especular sobre as condições interligadas do vínculo emocional de Sirius.
Subaru: “… Vamos ter que derrotar toda aquela multidão também?”
Beatrice: “Se subaru tem a habilidade para lutar e enfrentar isso, então poderemos ir em frente, eu suponho – o Shamak de Betty também pode ajudar a desferir sua consciência, na verdade.”
Embora seja um meio cruel e perigoso, esse era o plano de Subaru desde o início.
Ele poderia evitar se colocar em situações e preocupações desnecessárias. Subaru precisava evitar a expansão de um problema tão desastroso. Então, agora para poder agir de acordo com a proposta de Beatrice–
Emilia: “Ah!”
Subaru: “Emilia??”
Ele desviou sua atenção para o grito dolorido de Emilia.
Ele se virou e viu Emilia caída no chão da praça, com Sirius que brandia seus braços flamejantes, olhando para ela.
Sirius: “Ah, sim, sim, amor! Crescendo e crescendo! O amor culmina! Isso é poder! Isso é o amor! Todos os seres humanos se amam, dividem amor entre si! E com esse amor eles compartilham empatia, desejos, carinho, tudo isso em apenas um sentimento! Nesse caso, a meia bruxa não está incluída na roda do amor e por isso tem que simplesmente desaparecer como um inseto!”
Emília, que tinha a vantagem inicial, gradualmente perdeu o equilíbrio até que as duas estavam empatadas.
Com o passar do tempo, as forças de Sirius aumentaram? Ou as de Emilia diminuíram? isso tinha a ver com a Autoridade de Sirius? Subaru não sabia. Seja qual fosse o caso, a situação atual era essa. Emilia olhou para Sirius sem pensar.
Emília: “Tem algo de errado… as coisas que você diz parecem certas, mas lá no fundo também parecem erradas… mas mesmo assim… por quê?”
Sirius: “Porque você vai contra a verdade! Porque um ser meio-sujo como você não entende o amor! A existência de uma meia-bruxa, por si só já é má. Seu nascimento foi um erro, os laços entre seu pai e sua mãe não foram recíprocos e verdadeiros. A união de dois lixos deu origem a uma combinação profana e suja dos dois, isso é inaceitável.”
No final desse discurso cruel, os olhos de Emilia mudaram.
Por mais gentil que ela fosse, ela não poderia permitir palavras tão ásperas, que rebaixassem não apenas suas existência, mas também o amor e carinho de seus pais.
Mordendo os Lábios, Emilia saltou do chão. Levantando-se em um pulo, concentrou seu olhar enfurecido em Sirius, e um brilho prateado iluminou suas mãos.
Sua espada cortou o casaco de Sirius, abrindo-o.
Emilia, em sua raiva, não hesitou diante de Sirius, e atingiu sua espada de gelo no corpo á sua frente–
Emília: “Eh?…”
Subaru viu a garota acorrentada diante de Sirius, e congelou.
Uma garota loira de cabelos cacheados, amarrada da mesma maneira que Lusbel, soluçava. Sangue escorria de sua boca, ela estava completamente ligada a Sirius.
“Tina”, o nome da garota passou pela mente de Subaru.
Sirius: “Sua raiva é assustadora.”
Subaru, que havia notado a garota, e Emilia, que viu as lágrimas da jovem, ambos foram tomados pela raiva.
E Sirius soltou seu sorriso mais feroz quando lançou uma onda de calor sobre o corpo de Emilia com um impulso alarmante.
A explosão assobiou no ar quando Emilia foi empurrada para trás.
Ela voou cambaleante, até cair no meio da praça.
Emilia gemeu enquanto se contorcia de dor. Sirius olhou para ela, enquanto erguia os braços em chamas, e bateu palmas.
Sirius: “Um inseto como você não poderia me dar mais prazer como agora. É incrivelmente nojento! Bem, obrigado! E sinto muito!”
Com os pulsos erguidos sobre a cabeça, a chama feroz de Sirius emitiu uma luz ofuscante. Até um aço derreteria com o calor e o roque daquela chama.
Se a tocasse diretamente, nem mesmo a sombra de Emilia seria deixada para trás.
Emilia seria incinerada sem piedade se entrasse em contato com o fogo.
Subaru não podia permitir isso. Ele precisava agir agora, senão não seria capaz de salvá-la. E não salvar Emilia era inaceitável. E mesmo entendendo isso, ele ainda,
Subaru: “Mexam-se já, pés!”
Tina: “Mmhmmppp!”
Ainda assim, os pés de Subaru não se mexiam, estava com medo, deixando-o incapaz de andar.
A inação de Subaru aconteceu no momento em que ele pousou os olhos na garota apavorada, ao lado de Sirius.
Beatrice de costas, atrás dele, também era incapaz de se mover.
Subaru: “Emilia!”
Sua garganta vibrou, mas ele não podia nem chamar o nome da garota que ele amava tão profundamente. Emilia certamente não o ouviria.
Enquanto ela estava deitada no chão de pedra, incapaz de se mover, permaneceu vendo a catástrofe se desenrolar diante dos seus olhos.
Um calor terrível tomou o solo de ardósia da praça.
E quando a onda de calor se tornou um impacto, o mundo foi tingido de ouro brilhante. Fogo se encontrou com carne e osso. Diante dessa cena fantástica, os joelhos trêmulos de Subaru cederam, e ele desabou no chão.
Beatrice: “Suba…ru…”
Beatrice, ainda agarrada em suas costas, chamou pelo companheiro com uma voz gaguejante.
Subaru não conseguia responder. Seu olhar estava concentrado na cena que se seguia em sua linha de visão enquanto ele se recusava a enfrentar a realidade, sendo engolido pelo pavor opressor.
Se ele tivesse que ver Emilia virar cinzas, então…
Beatrice: “Su-Subaru! Subaru!”
Mesmo assim, Beatrice continuou chamando desesperadamente pelo seu nome.
Sua cabeça foi golpeada várias vezes, mas Subaru só conseguia abraçar seu coração horrorizado, balançando a cabeça lentamente, negando a situação.
Se ele tivesse que ver Emilia virar cinzas, se ele precisasse ver sua amada se tornar poeira, ele preferia mil vezes morrer dolorosamente. Mas ele não queria mais morrer, não queria mais sentir dor e não queria perder mais ninguém.
Ele precisava fazer alguma coisa. Mas ele não conseguia, mesmo que aquela louca estivesse bem na sua frente, ele–
???: “Entendi!”
No entanto, ao ouvir essa voz, o medo se dissipou de seu corpo, ele ergueu os olhos em direção ao barulho – o lugar onde Emilia havia sido incinerada.
Lá de pé estava um homem.
A fumaça subia das rochas carbonizadas. No meio dessa destruição, o homem assumiu uma postura de triunfo. Lá nos braços dele–
Subaru: “Emi… lia?”
Nos braços do homem, descansava uma jovem que deveria ter sido morta pelas chamas de Sirius. Embora estivesse desmaiada pela exaustão, ela não havia se machucado fisicamente.
Emilia havia perdido a consciência pelo acúmulo de cansaço, medo e a junção de feridas. Ainda assim, ela estava descansando, sã e salva.
Subaru: “Você…”
O coração horrorizado de Subaru estava negando a celebração da segurança de Emilia, ele expressou seus pensamentos vacilantes involuntariamente com uma voz igualmente trêmula.
E então o personagem que apareceu de repente e salvou Emilia – o homem que ouviu, virou-se para encarar Subaru.
???: “Eu vim conhece-lá, quase que não chego a tempo, então é ótimo poder alcançá-la.”
Subaru: “Você veio para…conhecê-la? O que isso deveria…”
???: “Não é normal que eu venha conhecer uma mulher que pretendo tornar minha noiva?”
Com aquela declaração abrupta, Subaru ficou sem palavras.
Diante da falta de fôlego de Subaru, o jovem de cabelos brancos, riu levemente.
???: “Eu sou o Arcebispo da Ganância do Culto da Bruxa, Regulus Corneas.”
O homem não tinha intenção de se gabar muito menos zombar, era a afirmação de um fato verdadeiro.
Regulus: “E como prometido estou aqui para torná-la minha 79° esposa.”