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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 6 – Capítulo 31

Um Encorajamento de Cooperação Dentro da Torre

――No fim, foi decidido por uma reunião que a conquista do Segundo Andar『Electra』teria que ser posta em espera.

Por mais que eles não tivessem conseguido pensar em nada que os tirasse da situação atual, o maior fator na decisão de adiar tudo era apenas um… O estômago de Subaru começou a rugir.    

Subaru: “Parando pra pensar, eu fiquei desacordado por dois dias inteirinhos antes de acordar, e depois disso eu fui direto tentar os desafios da torre… Não me impressiona que a minha barriga ‘tá quase tocando as minhas costas.”

Foi apenas quando a conversa parou que o estômago de Subaru roncou, e pela primeira vez ele percebeu o quanto estava faminto.

Ser incapaz de lutar com a barriga vazia, não era exatamente verdade, mas o que era verdade é que isso afetava a maneira de raciocinar apropriadamente. Como resultado disso, uma vez que a fome de Subaru se mostrou presente com o som de sua barriga, todos decidiram dar uma pausa no debate por enquanto.

Subaru: “Honestamente, uma parte de mim parece ter ficado aliviada…”

Deixando de lado o plano para o Segundo Andar, havia um certo padrão que podia ser observado nas questões propostas pelos『Testes』da Torre de Vigia.     

Junto com a realização da mesquinhez da pessoa que os propôs, a exata natureza do perigo que Shaula representava foi notado… Desde o início, todo mundo era para estar cauteloso por conta das habilidades de combate dela, mas por conta da cabeça oca dela e do apego que ela tinha por Subaru, ninguém ficava com a guarda alta perto de Shaula. 

『――Tá de boa ficar aqui e se divertir comigo!』

Não importava quanto dias, anos, ou mesmo séculos…

Realmente, a declaração audaciosa de Shaula relembrou a todos do exato perigo que ela representava. Assim como deveria ser.

Subaru: “Não é como se eu estivesse pensando nisso ou algo assim, mas se a gente fizer uma pausa no meio da nossa conquista à Torre, parece que tem uma regra pra fazer com que ela definitivamente se torne nossa inimiga, certo…”

Passando por sua mente, ele relembrou uma das muitas regras que Shaula falou.

Desistindo no meio do processo de um『Teste』, violar qualquer regra do 『Teste』, desrespeitar a Biblioteca e destruir a Torre. Se alguma dessas fosse quebrada, então Shaula iria, mais uma vez, tornar-se um inimigo.

Subaru queria evitar isso. Seja por termos táticos de guerra ou por simples sentimentalismo.

Subaru: “Mas, você sabe. Só ficar aqui por tantos anos como a Shaula disse, não parece muito realista, então eu passo, mas…”

Uma vez que ele olhou diretamente para a conquista da torre, todos os tipos de ansiedades naturalmente surgiram em suas feias cabeças de várias direções.

Todos já tinham gastado mais de um mês vindo até a Torre de Vigia Plêiades. Mesmo se eles concluírem os『Testes』um atrás do outro, sem pausa, e conquistassem a Torre e se eles demorassem a mesma quantidade de tempo para voltar para Pristella, seria uma jornada de três meses. 

É claro, se retirar no meio do processo era uma decisão indesejada, já que faria Shaula um inimigo, mas o prazo da seleção real era uma coisa a se manter em mente, pois Emilia e Anastasia eram candidatas.  

Três anos no total… Um pouco mais de um ano havia se passado, deixando um pouco menos de dois anos para trabalhar.

É claro, o tempo que alguém consegue acumular e o tempo que pode se gastar, eram de fato limitados.

Beatrice: “Mas se você continuar a se preocupar com o amanhã do amanhã, você não vai sair do lugar de fato. Agora, o amanhã que é baseado no hoje é importante, eu suponho. Para isso…” 

Subaru: “Eu tenho que comer até explodir. Beleza.”

Beatrice: “Isso mesmo, de fato.”

Ela falou essas palavras enquanto apontava seu dedo para ele.

Com a conversa pausada em prol do preparo da refeição deles, Subaru viu isso como uma oportunidade para caminhar por várias partes da Torre… Gastando seu tempo livre vagando pela área que todos definiram como a área residencial. 

E o acompanhando, segurando sua mão da maneira mais apertada que conseguia, estava Beatrice.

A razão do porquê eles ficavam de mãos dadas frequentemente era por conta do Portão estourado de Subaru, e Beatrice, o espírito dele com o qual havia um contrato, coletava sua mana gasta. Mas mesmo colocando esse motivo de lado, Subaru queria segurar a mão de Beatrice, e a própria nunca recusou.

Subaru: “Além disso, você deve ter ficado muito preocupada enquanto eu ‘tava capotado por dois dias inteiros, né? Então só relaxa por hoje e me deixe mimar você.”

Beatrice: “Pare com esses comentários estúpidos, eu suponho. Eu estou apenas coletando a mana que eu não me importei em pegar enquanto você estava dormindo, de fato. Betty quer estar o melhor possível sempre, especialmente nesta Torre, eu suponho. Eu quero evitar a falta de preparo, de fato.”

Subaru: “Você fala isso, mas não foi você que ficou segurando a minha mão enquanto eu ‘tava dormindo, mesmo não coletando a minha mana?”  

Beatrice: “Isso realmente não foi relacionado com a Mana, mas ações para recarregar o coração de Betty também importam, eu suponho.”

Subaru sorriu para Beatrice, ao mesmo tempo que ela estufou o peito com orgulho logo após falar que suas ações não tinham ligação com coleta de Mana, e decidiu não falar que isso era uma coisa ainda mais embaraçosa.

De qualquer modo, Subaru levantou sua mão, concordando com ela.

Eles tinham de manter o 『Teste』do Segundo Andar em consideração. Ele não queria de jeito algum pensar que o Teste do Primeiro Andar também precisaria de poder de combate pesado, mas mesmo assim, ele não poderia excluir essa possibilidade.

Além disso, a dupla Subaru e Beatrice tinha funcionalidade mesmo fora da batalha. E para isso, ele precisava que Beatrice estivesse sempre na melhor condição.

Subaru: “Beleza, Beako! Eu ‘tô bem agora, então você não precisa se preocupar comigo. Só continua chupando a minha Mana até você ficar redonda!”

Beatrice: “Betty não vai encher e virar uma bola, mesmo se eu coletasse muita Mana, de fato! Ainda mais, eu me pergunto se você sabe o quanto de Mana você tem mesmo se sentindo bem, eu suponho. Eu não posso deixar você desmaiar de novo porque eu peguei o já pouco de mana que você tem, eu suponho.”

Subaru: “Ei, ei, se esse é o caso, o que você sugere?”

Beatrice: “Só me escuta! No mínimo, você deve comer bem, descansar, recuperar suas forças e Mana, e também trabalhar duro e fazer companhia para Betty. Essa é a sua missão, de fato.”

Subaru: “Eu tenho quase certeza que eu ‘tô bem agora, e também tenho quase certeza de que você só quer que eu faça você não se sentir solitária… Ah.” 

Ele habilmente carregava uma mistura complexa de desgosto e charme em seu rosto. Ele parou de andar quando ouviu os passos de alguém vindo mais de trás na passagem.

Notando Subaru e Beatrice, Emília se aproximou, surpresa.

Nas suas mãos, ela carregava em contêiner pintado de prata…  um balde.

Subaru: “Um balde, é? Até em uma situação como essa, a Emilia-tan sempre dá o melhor dela, eh. Vai praticar canto?”

Emilia: “Fufu, o que você está dizendo, Subaru. O balde-sensei realmente me ajuda bastante quando eu pratico canto, mas agora não é hora pra isso, sabe?”

Subaru: “Certo, certo. Então o que você tá fazendo com esse balde mesmo?”

Emília: “Então… Eu estou usando o Balde-sensei para o trabalho normal dele, é claro.”

Abrindo um sorriso para a pergunta de Subaru, Emilia estendeu seu balde para ele. E, estava cheio de água, então, realmente, o Balde-sensei estava fazendo seu trabalho padrão.

Subaru: “Uh, mas de onde essa água veio? A Torre é cercada por um deserto, né?”

Emília: “Oh, não, não, aí que você está errado, Subaru. Se você passar da Torre, beeem, beeeeeeem longe, a Grande Cachoeira supostamente está lá. E tem baaaastante água lá, então…”   

Subaru: “Você andou tudo isso só por um balde de água. Pra mim.”

Emília: “Se é para você, Subaru, eu não me importaria de fazer tudo isso, mas não é esse o caso. Para falar a verdade, o espírito na Sala Verde pode nos dar água limpa e fresca.” 

A face dela demonstrava orgulho enquanto ela falava por alguma razão, mas Subaru se sentiu um pouco tonto por conta da fala de Emília antes de ela falar a verdade.

Se fosse por Subaru, ela iria pegar água até mesmo da Grande Cachoeira. Isso fez com ele se sentisse muito feliz.

Subaru: “Falando disso, legal e tudo mais, cê sabe… Esses espíritos são realmente algo. Fazendo de tudo, até mesmo curando as nossas feridas, não são?”

Emília: “Se é só para fazer água, Beatrice e eu podemos produzir com um pouco de magia, mas…”

Beatrice: “O miasma é muito denso no deserto e na Torre, eu suponho. Seria mais sábio evitar beber a água criada pela Mana afetado por ele, de fato.”

Emília: “É esse o jeito das coisas.”

Subaru: “Entendi, entendi.”

Beatrice pesou sobre a relutância de Emília, e Subaru reconheceu o problema.

O problema de conseguir uma fonte de água para a jornada até agora, que deveria ser de grande prioridade se fosse uma jornada normal, foi resolvido mais ou menos pelo uso de magia.

Enquanto alguém tivesse mana, não havia necessidade de carregar uma grande quantidade de água, já que esta poderia ser produzida à vontade. Magia tornava as coisas extremamente convenientes. 

Subaru: “Não é poluição no ar, mas sim na mana, huh. Então, tipo é ruim pra você? beber essa água.”

Beatrice: “Eu não sei se teria alguma mudança imediata no corpo, eu suponho. Mas quanto mais você bebe, mais miasma entra em você. Se isso acontecer, no pior dos casos, desenvolver uma condição especial que nem a de Subaru e ganhar a atenção especial das majuus talvez seja possível, eu suponho. Estou sentindo calafrios só de pensar, de fato.” 

Subaru: “É meio estranho vindo de mim, mas é bem difícil, viver com isso e tudo mais…”

Ele frequentemente usava dessa específica propriedade várias vezes, mas era mais como um plano de emergência que algo que usado com frequência. Além do mais, se, por alguma razão, ele fosse fazer uma trilha nas montanhas, teria uma chance alta dele ser cercado por Majuus.

Se fosse dada a chance, não ter essa condição seria bem melhor que tê-la. 

Emília: “Então nós estamos usando a fonte de água pura da Sala Verde do Espírito o quanto podemos. Nós fizemos o mesmo enquanto Subaru dormia por dois dias inteiros.” 

Subaru: “Hmmmー, então foi assim que as coisas aconteceram.”

Ele se sentiu impressionado pelas condições de vida na Torre de Vigia Plêiades.

E, enquanto refletia sobre a conversa sobre água de nascente, algo clicou em Subaru. Tinha até a ver com a cautela que sentia em relação a Shaula pouco antes.

Subaru: “Deixando de lado as coisas da água, como estamos com a comida? Abastecemos suprimentos naquela cidade além do deserto, mas tivemos algumas dificuldades com isso.”

Emília: “Você pode relaxar, Subaru, não precisa se preocupar com isso. Mesmo que tenha sido um pouco incômodo, a comida não voou para outro lugar. Tudo isso ainda está na carruagem de dragão. Mas, hum…”

Subaru: “Não importa como você pare, só vai durar um mês, né?”

Mesmo se a água fosse posta de lado, tinha um peso limite de o que podia ser carregado na carruagem de dragão. Ainda por cima, a necessidade de comida não valia apenas para Subaru e companhia. Seus amigos dragões, Patrasche e Gyan, precisavam de comida também. Mantendo esse fato em mente, eles tiveram que levar comida para meses.

Escapar apenas com a vida em mãos, esse não era o objetivo que eles estavam almejando com relação aos testes da Torre. Então, eles tinham apenas o tempo de um mês para conquistar a Torre de Vigia Plêiades apropriadamente e voltar para a cidade mais próxima.

O prazo deles era de apenas um mês.

“――――”

Subaru: “Dito isso, eu realmente não pretendo ficar aqui o mês inteiro.”

Emília: “Subaru…”

Notando um pouco de preocupação nos olhos dela, Subaru sorriu.

Eles tinham um tempo limite e os desafios a serem enfrentados eram muitos, mas se eles fugissem deles, nada começaria.

Subaru: “De qualquer jeito, em só um dia… Ah, bem, eu cheguei meio atrasado, então pra ser sincero, é o terceiro dia desde que a gente chegou na Torre, mas a gente já passou do Primeiro『Teste』e a Emília-tan facilmente conquistou a vitória no Segundo.”    

Emilia: “Aquilo não foi muito ‘facilmente conquistado’, entretanto…”

Subaru: “Você deveria dar uma temperada nisso com uma pitada de blefe, então tá tudo bem.”

Ele apontou seus dedos para Emília, com arrogância em carga total, e então puxou Beatrice para mais perto de si e colocou seu queixo em cima da cabeça dela.

Desse modo, os dois, Subaru e Beatrice, estavam olhando para Emília.

Subaru: “Não importa se o oponente é o antigo『Santo da Espada』mais forte ou o que seja. Beako e eu vamos desancar a cara daquele mono-olho balançador de varas com as nossas estratégias incríveis.”

Beatrice: “É isso então, eu suponho. desancar a cara dele, de fato.”

Emilia: “Desancar…”

Subaru: “Ninguém mais fala ‘desancar’ hoje em dia.”

Emília: “Não vale! Isso é tão injusto! Vocês dois continuavam dizendo…!”

Tendo sido pega na armadilha dos dois, Emília inchou suas bochechas avermelhadas.

Conforme eles adicionaram um novo padrão para sua conversa casual, Emilia bufou enquanto o tom de preocupação diminuía um pouco em sua face.  

Emilia: “Un, eu entendi, eu entendi muito bem. Ouvir isso de Subaru faz parecer que foi bem fácil. Mas isso te torna mais confiante ainda.” 

Subaru: “Isso aí, só tenha fé, continua acreditando e me amando. É por isso que eu sou seu cavaleiro no fim das contas.”

Emília: “É verdade, não é? Eu estarei sob seus cuidados, então, meu querido cavaleiro.”

Subaru: “Uh, agorinha, você não negou a parte de amar… então eu fiquei meio tonto…”

Emília: “――?”

O cochicho de amor que ele misturou na sua brincadeira recorrente pareceu ter passado despercebido. Bem, mesmo se ele tivesse recebido uma resposta apropriada, seus sentimentos de vergonha não teriam desaparecido, então era melhor dessa forma.  

De qualquer modo…

Subaru: “Eu sei que é um pouco tarde para perguntar, mas não é meio estranho que a Emília-tan é a pessoa que foi pegar água? Este trabalho não era pra ser feito por um… não pelo seu cavaleiro, mas sim os subordinados mais comuns fazem?”

Emília: “Não precisa se preocupar. Você até pode ser o meu cavaleiro, mas eu não quero que nossa relação seja de um mestre e servente. Eu só quero manter isso em mente, então seja mimado quietamente. Você está se recuperando agora.”     

Subaru: “O que é isso, Emília-tan?! Se você me mimar tanto assim, eu talvez morra de felicidade!”

Emília: “Além do mais, eu que fiquei encarregada do jantar de hoje! Eu quero fazer tudo sozinha!”

Beatrice: “Parece que ela está séria sobre as duas declarações. É isso que a faz tão difícil de prever, eu suponho.”

Beatrice deixou escapar um pequeno suspiro perante a fala de Emília. E em seguida, enquanto Subaru manteve o queixo na cabeça de Beatrice, ela acenou para Emília,,,

Beatrice: “Olha, Emilia. Subaru não irá relaxar enquanto você estiver aqui, de fato. Você está atrasando as preparações da nossa refeição também, então se apresse e vá, eu suponho.”

Emilia: “Sério? Okay. Eu vejo vocês depois então. Fiquem ansiosos para a comida, ok?”

Beatrice: “Nós estaremos esperando com『alegria』”

Beatrice mandou Emilia embora no lugar do covarde Subaru. Sua resposta para Emilia mostrou uma diferença sutil entre suas perspectivas.

Emilia: “Chamarei vocês quando tudo estiver pronto, então não vão tão longe, entendido?”

Beatrice: “Nós vamos para o Quarto Andar, eu suponho. Sobre nós conseguirmos ouvir o seu chamado ou não…”

Emilia: “Saquei. Eu vou usar uma voz mais alta.”

Beatrice: “…okay, okay, de fato.”

Depois de trocaram sorrisos, Emília seguiu seu caminho, com o balde em mãos, acenando a outra mão enquanto desaparecia no final do corredor. Uma vez que estava certa que Emilia tinha ido, Beatrice olhou para Subaru, que ainda estava descansando o queixo em sua cabeça.

Beatrice: “Agora, espero que você tenha se acalmado, eu suponho.”

Subaru: “É, eu ‘tô de boa agora. Eu não entendo muito bem, mas de repente eu achei a Emilia-tan bem fofa, cê sabe. Como se tudo não tivesse cor a não ser a Emília, então eu me sinto muito melhor agora que pude ver ela sorrir de verdade.”  

Beatrice: “Eu não entendi uma palavra do que você acabou de falar, e tá pior que o de costume, de fato! E além disso…”

Subaru: “Além disso?”

Ele contou para Emilia seus sentimentos verdadeiros no formato de poema com uma feição séria. Então Beatrice bateu com suas costas no peito de Subaru e:

Beatrice: “Não é justo que você seja só tenha olhos para a Emilia, eu suponho. Sua parceira é a Betty, de fato. Por favor, aja de acordo com esse fato, eu suponho.”

Subaru: “Você… Você realmente é uma coisinha muito fofa, não é.”

Beatrice: “Mmgyah-! De fato!”

Enquanto ela parecia ter ficado mais doce do nada, Subaru pegou ela nos braços e girou e girou, enquanto pressionava suas bochechas nas dela.

Subaru: “Tá tudo bem, relaxa. Você também é bem importante pra mim. Como eu posso dizer, uh, agorinha, tudo à minha volta parece tão lindo, mas você parece especialmente espetacular. Eu te amo, Beako!”

Beatrice: “E-spe-pe-Espera! Eu entendi, eu entendi okay? Então me solta! Me deixe descer, eu suponho! Eu já entendi, então me solta, de fato!”

Mas mesmo com Beatrice gritando, com a face toda vermelha, Subaru não a soltava.

E então, ele vagou pelos corredores do Quarto Andar, girando com Beatrice nos seus braços, em alegria.

Ainda havia bastante tempo até que Emília os chamasse para comer, então suas vozes continuariam a ecoar pelos corredores com gritos de alegria por mais um tempo. 


Agora, o tempo total de espera para a refeição não foi gasto inteiramente girando.

Subaru aproveitou a chance e conheceu o Quarto Andar, apresentado por Beatrice. Ela era sua veterana, tendo gasto mais de dias a mais que ele vivendo ativamente na Torre, então ele tinha muito a aprender.

Mesmo assim, em primeiro lugar, este lugar era chamado de ‘Torre de Vigia’.

Porém, não havia necessidade de ter preocupação em questionar se a Torre era habitável ou não, e na verdade, nada extra foi necessário a se fazer para melhorar o conforto, até mesmo na área residencial do Quarto Andar. As únicas salas especiais eram a Sala Verde, que se tornou a ala de tratamento, e a grande sala que tinha a escadaria que subia para o Terceiro e o Segundo Andar.

Tirando a grande escada que levava ao andar de baixo, havia muitos quartos menores espalhados aqui e ali, sem nenhum padrão visível.

Subaru: “É estranho não ter um mapa, mas eu tenho certeza de que seria mais ainda se tivesse um mapa. Essa torre realmente tem um design estranho, certeza absoluta. Não sou muito fã desse tipo de prédio com estruturas confusas.”

Beatrice: “Eu me pergunto do que você está falando… Normalmente uma pessoa assumiria o pior de tudo, vendo o quão desagradáveis são os conteúdos desses『Testes』, eu suponho. Condenar a alma do criador é uma coisa óbvia nesse ponto, de fato.”          

Shaula: “Ah! Bem aí, isso é uma fala desagradável sobre o meu Mestre! Você, anã de jardim, você ‘tá falando mal do meu Mestre! Ele é aquele que construiu essa Torre, sabe! Você vai ficar tranquilo ouvindo isso, Mestre?! Se você a mimar só porque ela é pequena, isso vai fazer com que ela cresça apodrecida, cê sabe! Essa é a hora que você tem que brigar com eles, bobinho! E aí, e aí, você pode me mimar o quanto você quiser! Vem cá!”   

Subaru: “Só cala a boca…”

Falando como se ela tivesse feito algo grandioso, Shaula tentou culpar Beatrice. Mas na verdade, Beatrice não tinha dito nada particularmente errado, porém Subaru pensou que seria muito complicado explicá-lo.

Não havia motivo em tentar diferenciar Subaru do mestre dela e do『Sábio』toda vez. Ainda mais por eles estarem usando esse mal entendido como benefício.

Emilia: “Heeey, parem de fazer bagunça o tempo todo. Shaula, também, por favor, fique quieta.” 

Shaula: “Eeー, eu não posso aturar isso. Isso é descriminação. Descriminação entre anãs de jardin.”

Emília: “Se ela realmente fizer algo ruim, Subaru vai apropriadamente brigar com ela e não só mimar. E já que ele não brigou, quer dizer que Beatrice não fez nada de errado para levar uma bronca. Além disso, é natural que os mais novos sejam mais valorizados. Nós temos que ser pacientes, Shaula.”

Beatrice: “Por mais que a Betty seja mais velha que todos aqui, não me agrada que eu seja sempre tratada como uma criança, suponho…”

Subaru: “Sim, sim, só se gabe de quantos anos você tem.” 

Ele sorriu enquanto acariciava a cabeça de Beatrice para acalmá-la.

Como resposta ao chamado de Emília para a refeição, todos se encontraram na grande sala do Quarto Andar… o quarto no qual as carruagens e bagagens estavam guardadas.

Todos, tirando Rem e Anastasia, que estavam inconscientes, estavam presentes. Todos sentaram um de frente para o outro.  

Todos exceto aqueles dois, o que queria dizer,,,

Julius: “――Antes de começarmos, seria admissível eu falar um pouco, Emilia-sama?”

Ele disse, sendo o último a chegar na sala.

Enquanto Julius foi praticamente jogado na Sala Verde para se recuperar de suas feridas, sua razão para aparecer não era definitivamente limitada para comer a refeição.

Ele recusou a proposta de receber sua comida na Sala Verde.

E para receber sua pergunta, Emília, que estava gerenciando o lugar, assentiu:

Emília: “Com certeza, é claro. Mas, você não precisa pedir a minha permissão, sabe.”  

Julius: “Como Anastasia-sama está ausente no momento, aquela que deve ser mais respeitada deve ser a Emilia-sama. Ainda mais, minha atitude egoísta já foi uma inconveniência. Se isso se limita apenas a esta ocasião, é algo que não posso afirmar com certeza.”

Ele a respondeu, articulando suas palavras de um jeito elegante enquanto balançava a cabeça.

Seus maneirismos humildes e sua disposição honesta, ambos eram parte de sua essência. Porém, indivíduos que particularmente não gostavam desse jeito de discurso estavam presentes também.  

Ram: “Quão admirável. Se apenas você agisse assim antes.”

Subaru: “Ram…”

Ram: “Nós temos teimosia e imprudência suficiente com o Barusu. Na verdade, é muito mais natural se desapontar com uma pessoa que parecia sã. Eu espero que você tome cuidado para não repetir essa atitude no futuro.”   

Ram, de modo afiado, avaliou as ações arbitrárias de Julius.

A frieza em sua voz e olhar eram características comuns nela, mas neste momento em particular, Subaru sentiu que a expressão dela estava ainda mais inflexível. Mesmo que ela estivesse mais rígida que o normal, havia um tom de preocupação misturado nas palavras dela.

Emilia: “Ram, você foi um pouco longe dessa vez.”

Ram: “Por favor, aceite minhas mais sinceras desculpas, Emilia-sama. Daqui em diante, eu tomarei mais cuidado.”    

Ela imediatamente se desculpou por sua grosseria, e então acenou com a cabeça de modo rápido para Julius. Como tal, não tinha sentido em continuar neste tópico.

Além disso, não era certo culpar Ram por ter sido sensata. Ela não tinha rancor, nem sentia ódio por Julius. Ela simplesmente queria salvar Rem, e estava fazendo tudo em seu poder para conseguir isso.

Julius: “Minhas sinceras desculpas para madame Ram e a todos presentes. Eu causei muita preocupação para todos.”

Compreendendo muito bem que as palavras de Ram eram apenas ele colhendo o que semeou, Julius baixou a cabeça e também deixou o assunto de lado.

Era isso que Julius queria fazer antes de começar a refeição.

Subaru tinha uma ideia dos motivos das ações de Julius. Portanto ele já o tinha perdoado, mas se Julius tinha se perdoado era outra história. 

Esse era o primeiro passo para a sua auto-absolvição.

Emilia: “Okay! Julius se desculpou. Eu o perdoo. Com isso, estou encerrando esse assunto.”

Batendo palmas, Emilia resumiu seus sentimentos sobre esse assunto. Subaru, seguido por Beatrice, acenou com a cabeça.

Subaru: “Bem, eu já o deixei saber da minha parte, então mais disso seria uma vergonha para nossos modos de samurai.”

Beatrice: “Betty… eu tenho uma opinião bem similar, de fato. Está tudo certo desde que você recompense esse ato em suas ações futuras, eu suponho.”

Julius: “――Meus agradecimentos.”

Ele sussurrou entre sua respiração.

Meili, de modo repentino, respondeu o sussurro de gratidão. Sentada no chão com as pernas esticadas, ela brincava com sua trança enquanto falava.

Meili: “Está tudo bem, não~é? Ele não morreu no fim das cont~as, não que eu esteja preocupado com o senhor cavaleiro mesmo~.”

Shaula: “O Mestre disse que não tem problema aqui, então eu não tenho nenhum problema com isso também. Sem ressentimentos.”

Subaru: “É, sem ressentimentos é uma coisa bem diferente…”

As opiniões de Meili provavelmente eram exatamente como ela disse, ao invés de ter consideração por Julius. Shaula, que concordou, estava no mesmo barco.

Tirando Shaula, que estava afiliada com a Torre e que sua verdadeira posição era um mistério, a posição de Meili também era muito vaga.

E então…

“――――”

Apenas Ram não havia respondido ao pedido de desculpas de Julius, não tendo dito uma palavra se o perdoava ou não.

Ela simplesmente colocou seu capuz branco e encarou seu prato.

Julius silenciosamente aceitou isso. Todos fizeram isso. Isso era um assunto pessoal, todos pensaram que era melhor deixar de lado.

Emília: “――Então, bora comer. Ram e eu fomos as cozinheiras de hoje.”

Ram: “Nós não pudemos usar fogo, então nós colocamos um pouco de nossa virilidade nisso. Por outro lado, deve estar decente.”

Emilia: “Hmm, é isso aí. É beeem decente… Decente não soa um pouco estranho?”

A voz dela relembrou a todos a situação atual. Por mais que ela tivesse inclinado a cabeça para mostrar que fez uma pergunta, nem Ram nem mais ninguém a respondeu.

De qualquer modo, depois disso, todos se concentraram na preciosa refeição.

A maioria da comida que eles trouxeram na carruagem dragão era, ou defumada, ou rações secas, então, naturalmente, a comida seria dura e áspera… porém, magia se provou bem útil nessa situação.      

Pelo uso da magia de gelo de Emília, era possível criar refrigeradores portáteis, permitindo que ingredientes frescos fossem armazenados por longos períodos de tempo.

Isso os possibilitou de levar várias frutas frescas, balanceando sua dieta com carne seca.

Subaru: “Nós tivemos muita sorte de podermos ter isso, sabe. De verdade, você é E-M-S (Emilia-tan, Maji Shoku no Megami)! Com essa jornada e tudo mais, eu tenho certeza que as suas técnicas culinárias ficaram ainda melhor, então talvez você possa fazer sopa de miso todas as manhãs pelo resto da minha vida?” 

Emilia: “Desculpe, não entendo o que você está dizendo.”

Era verdade, no entanto, o aumento das habilidades culinárias de Emília.

Por um pedido próprio de Emília, cozinhar nessa jornada, era feito em rotações. É claro, era porque Emília não conseguia cozinhar sozinha, tendo que seguir as instruções de alguém.

Graças a isso, não havia ninguém que continuasse queimando seu prato daisukiyaki preto como breu.

Porque ela foi encarregada da parte de cozinhar que não envolvia travessa.

Por falar nisso, as únicas pessoas que podiam realmente cozinhar, entre os membros dessa jornada, eram Subaru, que aprendeu essa habilidade durante esse último ano servindo na mansão, Julius, que aparentemente podia fazer tudo em que se sua mente dedicasse e finalmente Ram, cuja habilidade na cozinha era surpreendente decente.

Até mesmo a caminho de Priestella, os únicos que se dispuseram a cozinhar foram o trio de homens, sendo Subaru, Otto e Garfiel, no qual eles decidiram a ordem com Pedra-Papel-tesoura. 

Deixando isso de lado…

Ram: “――Me encarando desse jeito, tem algo que queira falar?”

Subaru: “…nah, tipo, eu sei que já foi há mais de um mês, desde que a gente começou essa jornada e tudo mais, mas eu ainda não consigo acreditar. Ram consegue cozinhar.”

Ram: “Eu estava me perguntando o que você iria falar, mas isso é apenas…”

Usando seu olhar significativo como uma desculpa, Ram bufou, sem tentar esconder sequer um pouco de seu desgosto por ele.

Ram: “A única razão pela qual Ram não chega perto da cozinha não é por que ela não sabe cozinhar, mas sim porque ela simplesmente não quer. Eu não irei me envolver em qualquer tipo de prato que não tenha batatas cozidas.” 

Subaru: “Então esse é o motivo… Bem, é isso então.”

Ram: “Hmm, é isso então… Porém, eu me pergunto do porquê eu faço uma exceção apenas para as batatas cozidas.”

A face dela se dobrou em uma expressão complexa enquanto questionava suas próprias preferências. Enquanto Subaru olhava para o perfil dela, ele soltou seu próprio suspiro.

Não importava que tarefa de empregada era, Ram sempre estava atrás de Rem.

Agora, que todos os traços de Rem foram apagados deste mundo, Subaru observou que o vínculo fraternal dela pode não ter sido o mesmo que parecia à primeira vista. 

Em outras palavras, se Ram pensasse em fazer, ele poderia fazer qualquer coisa que ela quisesse enquanto Rem ainda estava em boa saúde. A razão pela qual ela não fazia provavelmente não era relacionado com sua preguiça.

Subaru: “――――”

Subaru sentiu que era melhor ele não se aprofundar nessas questões particulares.

A atual Ram certamente não sabia nada disso. E se Rem retornasse, ele sentia que seria desnecessário trazer isso à tona de qualquer modo.

Quando ela retornasse, é claro.

Subaru: “Eu meio que já sabia que ia ser assim, mas você realmente não tem etiqueta, né?”

Shaula: “ *Mordida, mordida*…Huh? Mestre, você disse halgu?”

Ela piscou algumas vezes para Subaru, o qual olhava para ela com as sobrancelhas franzidas.

Neste mundo, havia apenas algumas beldades de alto-nível que desperdiçavam sua beleza. Shaula tinha de estar no alto-nível do alto-nível, ao ponto de estar par a par com Liliana.

Ao trazer comido à boca, Shaula coçou a cabeça com a outra mão.

Subaru: “Ei, não fala com comida na boca. Come ou fala, só um de cada vez.”

Shaula: “Okaay, então eu escolho falar com o Mestre! Eu posso falar com o Mestre por toda a eternidade.”

Subaru: “Quem que vai querer falar com você nesse estado!… Só fica quieta e come.”

Shaula: “Okaaays.”

Enquanto ele respeitava um pouco esse nível de lealdade, priorizando conversar com Subaru acima de comer e esse tipo de coisa, ele também sentia isso precisamente porque ela também estava pronta para obedece-lo, tornando-a um risco baixo.

Realmente, sua natureza como pessoa e sua habilidade em qualquer outra coisa e o nível de perigo que sua presença significava para as outras pessoas estavam em total desequilíbrio.

Meili: “Diga, onee-san quase-pelada~ Você realmente tem, hum, um jeito voraz de comer, você estava mesmo com toda essa fome~?” 

Shaula: “Nah, é que essa comida ‘tá suuuuper boa! E não pensava que comer era grande coisa, só tacava algo pra dentro e comia logo se eu tivesse que dizer, mas se for tão deliiiiisiosa assim, eu não me importaria de virar uma discípula daquela meia-demônia!”

Emilia: “Eh? Minha discípula? Na cozinha?”

Ao invés de interromper o ponto de Meili, ela foi além do tópico e estalou seus dedos para Emília enquanto engolia o que quer que fosse que ela estava comendo. Emilia pulou, assustada, ao mesmo tempo que Shaula balançava sua cabeça de baixo para cima.

Shaula: “Essa culinária é beeeem boa. Você não pode me enganar. Eu vou aprender também, ficar boa nisso logo de início e conquistar o coração do Mestre pelo estômago dele, e não deixar ele dormir mais de noite!”

Meili: “Suas verdadeiras intenções estão se mostrando aí~.”

Emilia: “Shaula, eu entendo seus sentimentos. Mas você sabe, a aprendizagem da culinária é um caminho duro. Se você realmente está pronta. Eu realmente vou pensar em te fazer minha aprendiz.”    

Subaru: “Emilia-tan, você realmente se importa muito com essas coisas estranhas, cê sabe.”

Além do mais, 70% do trabalho na cozinha de hoje foi provavelmente feito por Ram. Então era hilário ver Emília agir como se soubesse tudo de culinária, e Shaula que estava gostando até demais da comida de nível amador.

Subaru: “Eu sinto que eu tenho que dizer isso, mas tem muita coisa gostosa por aí. A culinária da Emília-tan é uh… Bem, ganha nota 10 porque foi ela que fez, mas colocando isso de lado, é bem mediana. O que você anda comendo no fim das contas?” 

Shaula: “Obrigado por me perguntar, Meeestre. Meus hábitos alimentares são muito especiais. Eu geralmente encho a pança assando qualquer coisa que eu mato.”

Subaru: “Qualquer coisa que você mata…Eh, espera, você quer dizer aqueles Majuus do lado de fora?”

Shaula ouviu a pergunta de Subaru, então ela cruzou os braços sob seus seios volumosos e balançou a cabeça de cima para baixo.

Ter uma dieta constante de Majuus era muito estranho. Então, pegando um conselho de uma especialista, Subaru virou-se para Beatrice e fez uma pergunta já esperada.

Subaru: “Eu sei que a gente acabou de falar sobre não beber água com miasma mas…” 

Beatrice: “Eu nem quero pensar se carne de Majuu faz bem ou não para o corpo, de fato. É apenas isso, não é algo que é tão perigoso, que vai ter um efeito negativo de imediato, eu suponho.”         

Julius: “De acordo com alguns registros, já houveram alguns pesquisadores que comeram carne de Majuu no passado.”

Enquanto Subaru desfazia as sobrancelhas franzidas de Beatrice com seus dedos, Julius trouxe uma informação interessante.

A expressão de todos pediam para que ele continuasse depois de ele ter parado, Julius fechou um dos olhos e recomeçou.

Julius: “Como todos nós já sabemos, Majuus tem o hábito de atacar as pessoas. Seja no meio de uma marcha ou durante uma grande jornada, se alguém estivesse desesperado o suficiente por comida, ele poderia achar facilmente um Majuu, vagando dentro de áreas restritas. Pois no fim das contas, elas nunca pensam em se esconder. Majuus sempre serão agressivos. Se esse alguém conseguir derrotá-los, então seria uma boa fonte de comida. Não deveria haver dúvida que teriam indivíduos que realmente pensaram isso.”

Subaru: “Bem, isso acabou bem para eles?”

Julius: “Para melhorar a situação de nutrição deles, eles aparentemente encararam muitas voltas e voltas, tendo passado por muitas tentativas e erros. Porém, nenhuma melhora foi encontrada. É claro, aqueles que comeram não foram envenenados, mas…”

Subaru: “Mas?”

Julius: “Parece que eles tiveram um problema com o sabor.”

Subaru ficou impressionado com o fato de o problema ter sido o gosto.

Se apenas o gosto era ruim, então era apenas cobrir com vários temperos e outros condimentos. Era verdade que a carne de bestas selvagens tem um gosto cru e meio terroso, mas se não era veneno, então eles deveriam ao menos ter tentado um pouco mais.

Julius: “Isso foi tudo que foi registrado em literatura. Senhorita Shaula, qual a sua experiência com isso?”   

Shaula: “Tem gosto de areia que foi mergulhada em água de esgoto. Totalmente.”

Subaru: “Ah, esse tipo de coisa os temperos não resolvem.”

Shaula: “Se o Mestre quiser experimentar um pouco, eu vou assar um Rei Cavalo Faminto. É tão asqueroso, você vai ficar viciado. Tô mentindo.” 

Depois de descobrir o que era a dieta inimaginável dela por 400 anos, todos, de modo unânime, decidiram não implicar mais com a etiqueta dela. 

Subaru gentilmente negou a oferta do Rei Cavala Faminto assado. Em primeiro lugar, aquele Majuu particularmente perturbador já estava queimado. 

Subaru: “Eu pensei que se preocupar com comida era um problema, mas…”

Ele se jogou para baixo e cobriu o rosto.

No fim de sua visão, estava Shaula, o rosto inteiro dela brilhando com seu sorriso escaldante, que poderia trazer lágrimas para os outros enquanto ela empurrava uma variedade de comida boca a dentro, e Emília, que olhava Shaula comer, com seus sensos maternos sendo estimulados, o que poderia fazer com que suas habilidades na cozinha melhorassem ainda mais.

Um mês, essa era a quantidade de tempo restante para eles, que representava todos seus alimentos, incluindo o excesso.

E se Shaula mantivesse o ritmo em que comia, o limite de tempo poderia diminuir ainda mais, pensou Subaru.


Uma vez que a refeição tinha acabado e eles tinham tomado banho (que consistia principalmente em se limpar com panos molhados), o dia tinha acabado e era hora de ir dormir.

Na situação atual, poderia ser dito que o Time da Conquista da Torre deveria usar a noite tentando pensar em planos para romper o impasse atual, mas agora, todos pensaram que isso não funcionaria.

Esperar que os problemas de amanhã fossem resolvidos pela versão deles de amanhã… Talvez fosse a isso mais apropriado dar crédito. 

Subaru: “Não é como se fossemos dar de cara com a solução. Vamos dar um pouco mais de tempo.”

Dado o que conteúdo do 『Teste』 do Segundo Andar era, no pior dos casos, eles talvez teriam de ir tentar de novo amanhã sem um plano.

Em vez de pensar em uma solução alternativa, ir para cima com tudo que se tem… Embora, na verdade, todos eles queriam evitar realmente machuca-lo. No mínimo, seu examinador, o 『Santo da Espada』 da Primeira Geração, não tinha intenção de matá-los.

Ou talvez eles podiam achar um jeito de superar esse obstáculo simplesmente conversando com ele. Assim como Emília tinha conseguido sua condição de vitória dele simplesmente conversando.  

Subaru: “Bem, tenho que fazer o que eu tenho que fazer para manter a minha cabeça no lugar. Então eu tenho que comer bem, descansar bem e sempre estar no pico da minha performance.”

Ele pensou enquanto beliscava suas bochechas, colocando as preocupações para longe pelo resto do dia.

Na maior parte, Emília e os outros concordaram com o ponto de Subaru… Ou talvez eles estivessem tão desmotivados, que não tinham outra opção a não ser concordar. 

E com isso, a reunião noturna acabou. Cada um saiu em direção à carruagem de dragão, a qual estava servindo de dormitório improvisado, para descansar e se preparar para amanhã. Ao menos, era para ser assim. 

Beatrice: “Subaru, Betty ficará com a Emilia e as outros, de fato.”

Subaru: “O-oh, Saquei. Desculpa por te preocupar, Beako. Não fica acordada até tarde. Você não vai crescer e vai ficar presa nessa altura… Espera, isso seria bem fofo. Beleza, Beako, lembre-se de ficar acordada até tarde.”

Beatrice: “Não precisa se preocupar, Betty não vai crescer mais que isso, eu suponho. Eu serei fofa para sempre, de fato. Então eu ficarei assim mesmo se eu for dormir cedo, eu suponho.”

Depois de um bocejo, Subaru acenou para Beatrice antes de ela ir, levada por Emília, que segurava a mão dela.

Subaru: “Emilia-tan, toma conta da Beako. Vejo vocês amanhã.”

Emilia: “Un, vejo você amanhã… Subaru, não fique acordado até tarde também, okay?”

Ao invés de dizer diretamente para ele não dormir tarde, ela disse a opinião dela e foi em direção à Grande Escadaria para o andar de baixo. Uma vez que ela estava fora de vista, Subaru se esticou algumas vezes, e então foi em direção à passagem do Quarto Andar.  

Seu destino era óbvio. Uma porta coberta de vinhas, a entrada para a Sala Verde.

E lá――,

Julius: “É você, Subaru?”

Subaru: “…Ah, é você.” 

Na frente da sala, Subaru topou com Julius, que o observava com os olhos arregalados.

Quando ele estava prestes a entrar na Sala, Subaru chegou, então ele apertou os olhos ao rapaz por um bom momento, e então imediatamente puxou o queixo para trás intencionalmente.

Julius: “Eu entendo. Parece que compartilhamos a mesma razão de termos vindo até aqui.”

Subaru: “Eu tenho quase certeza de que a gente tem pessoas diferentes em mente… Então, talvez eu deveria te dar a vaga hoje?”

Julius: “Não há necessidade…”

Balançando a cabeça para a proposta de Subaru, Julius olhou para a porta fechada. O que seguiu foi um momento de silêncio, e então os olhos amarelos caíram em Subaru de novo. 

E a seguir ele deu um passo para longe da porta.

Julius: “Dessa vez, eu é que deveria dar essa chance a você. Pensando no que ocorreu, você ficou inconsciente por dois dias inteiros até esta manhã. Eu a informei do seu bem estar depois, mas estou certo de que ela deseja sua presença esta noite mesmo assim.”  

Subaru: “…é, bem, se você tá desistindo por mim, eu vou aceitar felizmente essa oferta.”

Imitando o estilo elegante dele, Subaru coçou a cabeça enquanto dava encaradas rápidas em Julius.

Ele não viu nenhum sinal de descontentamento na expressão de Julius, por mais que Subaru tivesse grande dificuldade de descobrir os sentimentos dos outros. E ficava ainda mais difícil quando uma pessoa tentava esconder seus sentimentos. Era para ele praticamente impossível descobrir esse ponto.

Subaru: “Você ‘tá bem? Tenho quase certeza de que você quer vir junto.”

E então ele respirou e simplesmente falou o que veio a sua mente.

Julius esboçou um sorriso discreto…

Julius: “Se possível, eu com certeza gostaria de ficar ao lado de Anastasia-sama quando ela acordar… é que apenas sinto que eu serei incapaz de achar as palavras certas quando isso ocorrer. É verdade que eu estou me sentindo perdido perante esse aspecto, o que é o mais deplorável.”

Subaru: “Acho que fica tudo bem se você começar com um ‘Eu estava bem preocupado, então estou feliz que você acordou.’ O problema é o que vem depois. Isso… uh, bem, eu vou deixar com você.”

Julius: “Pfft-”

Subaru: “Ei, Por que você riu. Eu ‘tô falando sério, cê sabe.”

Mesmo que ele tivesse falado o que realmente pensava, ao que parecia, Julius não havia levado muito a sério. Então o cavaleiro elegante deu um giro em seus calcanhares, virando para Subaru, que estava com uma expressão de surpresa.

Julius: “Você é capaz de dizer livremente o que quer… Eu invejo isso.”

Subaru: “Meio que parece que você ‘tá me chamando de idiota. Ei, onde você tá indo.”

Julius: “Eu estou renunciando o meu tempo a você. Eu irei retornar para a carruagem de dragão e descansar. Eu me sinto um pouco esgotado por conta das atividades de hoje.”

Levanto sua mão enquanto mantinha Subaru a suas costas, Julius disse isso antes de sair.

Se ele se sentia bem o suficiente para zoar sobre o『Teste』o cansando um pouco, ou se ele estava simplesmente contando uma mentira, era algo que Subaru não podia dizer.

Ele não podia dizer, mas…

Subaru: “――Julius, é melhor se for você a pessoa a estar lá quando a Anastasia acordar no fim das contas. Quando eu acabar com as minhas coisas, eu vou passar a vez pra você, então é bom você fazer exatamente isso.”

Julius: “――――”

Subaru: “Eu vou te avisar de antemão, mas eu tenho quase certeza de que eu tenho mais arrependimentos do que você. Então eu vou te dar um conselho, só aceita isso.”

Ele gritou isso para as costas que desapareciam lentamente no fundo do corredor. Se Julius ouviu ou não, ele não tinha ideia já que não houve resposta. Porém, Julius definitivamente não levaria isso a mal. Ou ao menos era isso em que Subaru acreditava.

Subaru: “Estou entrando.”

Com um chacoalhar de cabeça, ele jogou fora toda consideração que ele tinha por Julius, Subaru empurrou a porta, abrindo-a, e deu um passo adentro da Sala Verde. A sala, por um brilho fraco, ainda domina por plantas, com duas garotas que estavam deitadas dormindo em uma cama de vinhas.

Anastasia na cama perto da entrada, e Rem na cama mais ao fundo da sala.

Subaru: “E você tá aí atrás também, huh.” 

Patrasche: “――――”

Ela soltou um grunhido para o visitante Subaru. Como se o dragão preto soubesse que ele viria.

Talvez ela soubesse. Espontaneamente, ela se moveu, dando espaço para Subaru sentar na cama de vinha.

Subaru: “Sério, você é uma puta garota… Aquelas feridas tão se curando bem também, hã.” 

Com um sorriso azedo, Subaru passou a mão nas escamas negras dela.

Os machucados que ela recebeu durante o tempo em que estavam lutando contra o Rei Cavalo Faminto no subsolo tinham se curado bem nos últimos três dias. Normalmente, ela não deixaria Subaru saber a extensão verdadeira das suas feridas. Agora, porém, ela estava genuinamente focada em se recuperar ao invés de se fazer de durona.

Subaru: “Sério, eu não posso agradecer esse espírito o suficiente. Se não fosse por essa sala, quem sabe o quão difícil toda essa coisa seria.”

Mesmo estando no risco de perder sua vida, Subaru nunca falaria que foi bom o fato de Patrasche sair com machucados leves. Sem machucados sempre seria o melhor resultado, mas ele se sentiu sortudo que não tiveram ferimentos graves durante a jornada pelas Dunas de Augria.

Os únicos que foram feridos neste evento foram apenas Subaru e Patrasche. E que eles foram capazes de voltarem com a performance acima do normal, era tudo graças a essa Sala Verde. 

Adicionando a dupla de feridos, Julius e Anastasia, do『Teste』do Segundo Andar, a existência da Sala Verde era, de fato, milagrosa. Era como se alguém já soubesse o que iria acontecer e a preparou com antecedência.   

Subaru: “Bem então.”

Uma vez que terminou de afirmar todo seu amor por Patrasche, Subaru respirou profundamente antes de ir em direção à cama ao fundo do quarto,,, em direção a Rem.

Onde ali a cama de vinhas se moveu como seda ao vento, se juntando em um ponto, formando uma cadeira para o garoto se sentar.

Subaru: “Sério cara, devia ter um limite de quão gentil você pode ser.”

Mesmo tendo acabado de expressar sua gratidão eterna para o espírito da Sala Verde, ele sentiu que elogiando ainda mais o tratamento seria ainda melhor.

Essa não era sua intenção, mas ele também não negaria essa gentileza. 

Subaru: “Julius realmente falou que a Rem tem sentido a minha falta de noite, huh…”

Esse era seu erro.

Esse realmente não era o caso. Porque, quem estava esperando para ter uma conversa no meio da noite, onde ninguém iria incomodar, não era Rem, mas com certezaSubaru.


――Subaru notou que algo estava estranho quando sentiu seus ombros sendo levemente balançados.

Subaru: “――uh?”

Levantando seu rosto da cama, ele piscou várias vezes. Ao contrário das reações físicas, a mente era geralmente mais lenta para reagir.

E, lentamente, sua mente voltou a funcionar. E então ele notou.

Subaru: “Eu… eu caí no sono?”

Com a mão no queixo, Subaru avaliou o fato surpreendente de que ele caiu no sono.

Ao que parecia, ele ainda estava na Sala Verde, ainda sentado na cadeira de vinhas bem do lado da cama de Rem, e pelo visto ele tinha adormecido ali mesmo. Porém, ele sentiu que o formato da cadeira tinha mudado de alguma forma.

A cadeira, na sua memória, não tinha encosto. Mas, agora, a cadeira tinha um grande encosto para suportar uma pessoa dormindo, e também o assento tinha tomado uma forma de ovo para ser o mais confortável possível. O espírito era apenas demasiado gentil.  

Era tão confortável, que transformava bocejos em um sono verdadeiro.

Subaru: “Significa que eu também ‘tava bem cansado… né, Patrasche?” 

Tagarelando sobre ter dormido, Subaru se virou para Patrasche… A bondosa garota tinha batido levemente nele com sua cauda para acordá-lo.

Estando espremido na cama de vinhas, sua amada dragão provavelmente o acordou para avisá-lo de algo. Subaru apertou os olhos aonde ela olhava.

Subaru: “――uwah, nem fudendo.”

… Ele pulou da cadeira e foi direto para a cama que estava perto da entrada da Sala Verde… Aquela em que Anastasia estava supostamente ocupando.

Subaru: “Me-mesmo tendo dado uma bronca no Julius sobre isso.”

Só porque ele cochilou, Julius não pôde cumprimentar Anastasia quando ela acordou. Ele nem podia sequer imaginar encarar Julius depois disso. 

…Infelizmente, esse não era o único problema.

Subaru: “Ela se levantou, e aí…? Aonde ela foi? No banheiro? Sem nem tentar falar comigo?”

Não era realmente sobre se ela realmente tinha ido ao banheiro. Era que Anastasia―― Não, Eridna, tinha acordado e saído escondido da sala sem nem deixar um aviso sequer para Subaru, que estava logo ali. 

E pensar que ela desapareceu depois do 『Teste』do Segundo Andar―― Ela foi desafiar o Reid de novo, igual ao Julius? Cara, eu nem quero imaginar.

Subaru: “A cama ainda tá quente… Tenho que ir atrás dela.”

A cama dela ainda estava levemente quente. Tinha o fato de que Patrasche teve de acordá-lo também.

O que significava que, provavelmente, não havia se passado muito tempo desde que ela acordou.

Subaru: “Patrasche! Vou deixar a Rem com você! E, certo, obrigado por me acordar!”

Patrasche: “――”

Encurtando sua resposta o quanto podia, Subaru acenou para Patrasche antes de sair.

Incapaz de descobrir aonde exatamente ela poderia ir, seu coração bateu mais rápido. Se fosse Subaru em seu lugar, ele primeiro gostaria de ter certeza de que Emilia e Beatrice estavam bem―― Se sim, então, naturalmente, ela estaria indo para onde Julius estava.

Subaru: “Não, espere, é Eridna que está dentro dela agora. De jeito nenhum que vai ser simples assim. Mas então…”

Ele não tinha mão de obra suficiente para resolver este problema. Mesmo que isso significasse expor seu constrangimento de cochilar para os outros, por enquanto, ele precisava ir até os outros e obter ajuda para encontrar Anastasia――

Subaru: “――hun?”

Enquanto ele estava indo chamar ajuda, ele parou.

Ele estava em choque. Ele tinha achado algo incrivelmente anormal, algo que definitivamente não deveria estar dentro da torre. 

Subaru: “――――”

Aquele algo voou rapidamente na frente da face surpresa de Subaru.

Com suas asas brancas abertas no corredor estreito, um pássaro tentou achar o caminho para o lado de fora. 

Subaru: “Por que tem um pássaro… dentro da torre?”  

Essas palavras rolaram da boca dele com a visão do pássaro, uma existência que não deveria existir dentro da torre.

A Torre de Vigia Plêiades não possuía janelas. Era uma construção que era completamente fechada do mundo exterior, com a única conexão sendo a porta gigante no Quinto Andar.

Pelo menos, era o que Subaru pensava, e durante o seu tour pelo Quarto Andar, a própria Beatrice disse que ela não podia nem mesmo sentir a presença de uma janela que poderia dar para fora.

Subaru: “――Tch! E-espera!”

Sentindo que algo estava estranho, no momento antes de ele correr atrás do pássaro, por um instante, ele hesitou. Ele deveria seguir o pássaro, ou deveria chamar alguém para ajudar na procura de Anastasia, e aí discutir sobre o pássaro?

Ele escolheu seguir o pássaro, porém. Perder o pássaro de vista aqui, ele sentiu, talvez pudesse levar a um perigo muito maior no futuro. Resumindo, ele agiu por instinto.

Subaru: “――――”

É claro, os pássaros não eram criaturas das mais gentis para ouvir os gritos de Subaru e parar seu voo simplesmente porque ele os chamou. O animal gentilmente voou para longe de Subaru, indo longe e mais longe, adentrando ainda mais o corredor.

Ele perseguiu e perseguiu e perseguiu, e não muito tempo depois…

Subaru: “――!? Desapareceu?! Que Caralhos!?”

Ele gritou quando chegou ao final do corredor.

O corredor em si era circular, já que tinha o mesmo formato da torre. Porém, não era conectado assim, porque, em torno da metade do círculo, uma parede parava progressão.  

Era como um relógio, se alguém começasse às 12:00, só se poderia ir até 06:00, tanto no sentido horário quanto no sentido anti-horário, e não mais que isso.

Subaru sabia disso, e, se nenhuma porta estivesse aberta, ele tinha certeza de que poderia pegar o pássaro, mas…

Subaru: “Não parece que ele bateu na parede e caiu. Que porra que ‘tá acontecendo?”

Confuso sobre aonde aquele par de asas tinha ido, ele observou seu arredor de novo e de novo. 

Infelizmente, não havia quartos no qual o pássaro poderia entrar. Ele pareceu de repente e desapareceu de repente. Subaru sentiu que estava enrolado em torno do véu esfumaçado de um sonho.

Mas logo em seguida ele confirmou que não estava sonhando.

Subaru: “Isso são… são penas, né?”

No caminho de volta do corredor, ele achou penas brancas caídas no chão. Enquanto ele ainda tinha suas dúvidas, olhando de uma perspectiva situacional, essas penas com certeza pertenciam ao pássaro que ele estava perseguindo.

Elas eram a prova de que o pássaro existia de verdade. Ele poderia muito bem as pegar e levar para Emília e os outros e dizer ‘Tinha um pássaro dentro da torre!’, mas isso definitivamente não levaria a nada. 

Acima de tudo, não levaria para onde Anastasia havia ido…

Subaru: “Espera, espera… Se têm penas espalhadas aqui, então…”

Deve ter algo aqui.

Ele procurou no chão e nas paredes ao redor de onde as penas estavam caídas enquanto pensava isso. Ele inspecionou o chão de pedra e o teto, checou os quartos próximos, e até mesmo pressionou os tijolos próximos.  

Porém, nada ocorreu, apenas sentindo seu batimento acelerado a cada momento.

Eu realmente deveria procurar ajuda…

E foi precisamente naquele momento…

Subaru: “Ah――!?”

Foi quando ele passou a mão em cima do lugar onde as penas tinham caído. Seus dedos tinham pressionado a parede bem do lado dali, ou foi o que ele pensou. Na realidade, ele notou que seus dedos tinham passado pela parede, como se ela fosse apenas uma ilusão.

Mesmo pressionando gentilmente, seus dedos atravessavam os tijolos, então ele não estava vendo coisas.

Subaru: “Mas, tenho quase certeza que eu chequei as paredes por aqui também.”

Não era que ele não procurou apropriadamente, mas apenas a parede acima da sua cintura, a qual tinha a ilusão, era sólida.

Uma parede ilusória que cobria a entrada… A última vez que ele viu algo parecido foi quando ele encontrou Petelgeuse e o Culto da Bruxa escondidos naquela caverna.

Subaru: “Quem arrisca não petisca, huh.”

Se ele engatinhasse, poderia passar pela parede ilusória.

Depois de um bom momento de hesitação, ele decidiu rastejar até o outro lado. O pássaro tinha passado para o outro lado, provavelmente.   

Se isso levasse até o lado de fora, ou talvez para outra parte da Torre, então――.

Subaru: “Puah!”

 A escuridão além da parede não durou o quanto ele esperava.

Ele saiu da parede ilusória e respirou fundo, como alguém voltando de um mergulho profundo. Ele estava segurando a respiração enquanto estava dentro da ilusão sem motivo aparente.

Ele rapidamente notou o ar do lado de fora… Uma brisa gelada passou por seu rosto.

Subaru: “――woa-”

Ele abriu seus olhos, lentamente os ajustando à escuridão do mundo exterior.

Expandindo-se em todas as direções além do horizonte vasto de areia, das Dunas de Augria, sendo vista de uma altura impensável por Subaru. E olhando sobre esse espetáculo estava o céu noturno, marcado por múltiplas estrelas brilhantes.       

E então…

Subaru: “――――”

No lugar que era supostamente a sacada da Torre, o cabelo roxo dela brilhava sob a luz das estrelas, cercada por pássaros, estava Anastasia.

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