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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 6 – Capítulo 33

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Deixado para trás por uma miríade de tremulantes penas, na noite o abismo caia sobre a sacada.

Pássaros destemidos estendiam suas asas e tomavam voo no céu turvo da noite. Quase se podia dizer que cair daquele céu solitário seria mais fácil que permanecer neste local.

Se somente isso fosse verdadeiro, Subaru de todo seu coração acolheria essa noção… no mínimo, à parte desta sufocante situação, essa seria a próxima pior coisa.

“――――”

A localização era a Torra de Vigia, uma varanda escondida pela noite.

Julius estava lá, bloqueando a entrada, com dúvida esculpida em suas belas feições e bochechas rígidas. Em frente a seu campo de visão estavam Subaru e Eridna, os quais tinham estado conversando secretamente à noite… Para Julius, ela teria sido Anastasia, uma vez que elas se assemelhavam.

Julius: “…o que você acabou de dizer, o que significa?”

Nessa tensão, congelando espaço, Julius repetiu isto de novo e de novo.

O confuso conteúdo de suas palavras não era diferente do momento anterior, mas sua voz soava mais fraca com cada repetição, como prova da profundidade de seu pesar.

…Quando você começou a escutar a conversa?

“――――”

Confrontado com a questão de Julius, Subaru forçou seus detidos pensamentos ao movimento e parou nesta questão. Quando ele tinha começado a escutar, era o mais importante.

O conteúdo da conversa com Eridna/Anastasia de agora não era definitivamente algo que ele deveria ser permitido de escutar antes que fosse preparado. Para esta expedição na Torra de Vigia, os segredos mantidos por Subaru e Eridna eram simplesmente profundos demais.

As coisas variavam de Espíritos Artificiais, Bruxa da Ganância, Autoridade da Gula e várias implicações…

Subaru as tinha escondido de Julius, julgando que elas apenas complicariam as demais, e não lhe trouxe nada além de sofrimento.

Mais que qualquer outra coisa, havia o fato de que a alma de Anastasia estava adormecida e que, agora, quem habitava o corpo dela era o Espírito Artificial Eridna. Em outras palavas…

Anastasia: “…Ah, qual é, Natsuki-kun, pare de ficar desse jeito.”

Subaru: “……Huh?uHuHui”

De súbito, cutucando levemente o rígido Subaru no peito com o dedo, Eridna colocou-se um sorriso charmoso.

O tom e atitude dela eram tão perfeitamente iguais aos de Anastasia que, por um momento, Subaru avolumou os olhos em estupefação e não pôde ter completa certeza do que estava acontecendo. Deixando Subaru para trás, como que dançando, Eridna virou-se no lugar e:

Anastasia: “Desculpe-me, Julius. Mas não é como se a gente tivesse te deixan’o de fora, ‘cê sabe. Eu só pensei que queria falar com o Natsuki-kun sobre algumas coisas importantes que vão acontece’ quando deixarmo’ a Torre de Vigia das Plêiades, é só isso.”

“――――”

Anastasia: “A gente teve que sai’ da sala verde porque a Rem e o bebê dragão de terra ‘tavam lá, ‘cê sabe? Não é como se a gente ‘tivesse com medo de algum segredo esta’ vazan’o, mas eu ‘tava quase no clima pra algo bem secreto. Por isso nos movemo’… e este acabou por ser o lugar mais apropriado que a gente encontrou. É só isso.”

Batendo suas mãos juntas em frente a seu peito, Eridna levemente inclinou sua cabeça como que para dizer, “Perdoe-me?”. Esse adorável gesto parecia ser apenas o tipo de coisa em que Anastasia pensaria. Mas, diferentemente daquela que tentava distrair do ponto vital da história, Anastasia nunca iria tão longe assim.

Como se tentando cobrir uma cena desfavorável já depois da outra pessoa a ter visto, as palavras apenas vieram de forma infértil e superficial… na verdade, “como se” poderia ser substituído por “com certeza”.

Era uma situação demasiada indesejável. Tendo sido pega de guarda baixa, Eridna possivelmente compartilhava da opinião de Subaru. A única diferença era que ela apenas foi mais rápida que Subaru em agir.

E em seguida…

Julius: “……Você não é a Anastasia-sama, é?”

“――――”

Julius: “Eridna, quero que me diga. Mesmo quando já se chegou a este ponto, o fato de ainda tentar escondê-lo de mim, me diz que você provavelmente não era uma péssima pessoa antes de morrer.”

Através de um tênue feixe de hesitação, Julius questionou o rosto de Eridna. Ouvindo isto, Eridna murmurou, “Isso é só…”, e, por um momento, ela pareceu estar para preparar-se a refutá-lo, mas…

Julius: “Eridna.”

Mais uma vez, Julius a parou ao chamá-la. E, deste jeito, ela virou o rosto de Anastasia em direção a Subaru com uma indescritível emoção entusiasmante dentro daqueles olhos azuis e verdes claros.

Mas, a este ponto, nem Subaru conseguia pensar numa forma de consertar isto.

Subaru: “Julius, de onde você quer que comecemos?”

Julius: “…Sobre o corpo da Anastasia-sama.”

Em resposta à pergunta de Subaru, Julius revidou em uma voz engasgada. Isso foi mais que o necessário para discernir o estado emocional perturbado dele. Ainda assim, devia ser dito, que somente um homem como Julius teria sido capaz de permanecer calmo em um momento como este, mesmo que só na aparência.

Ou talvez, simplesmente tivesse ido além demais de seus limites e além demais do que emoções podiam transmitir.

Eridna: “Desde a batalha com o Culto da Bruxa na cidade de Pristella, a alma da Ana tem dormido dentro do corpo dela. Então, neste momento, quem está movendo o corpo dela não é a própria Ana. Mas eu, atuando no lugar dela, até hoje.”

Eridna provavelmente havia pensado que já não era mais possível seguir fingindo. Evidentemente, sem arranjo algum, ela simplesmente falou como se explicasse os fatos.

No meio da defesa de Pristella contra o Culto da Bruxa, Eridna tomou o lugar de Anastasia e duelou contra os Cultistas… Após isso, a alma de Anastasia tinha estado adormecida desde então.

Eles esconderam isso de Julius, Ricardo e de todos os membros do Presas de Ferro antes de partirem para a Torre de Vigia das Plêiades.

… Este fato era apenas compartilhado por Subaru e Eridna.

Julius: “Por que você compartilharia esta informação apenas com o Subaru?”

Eridna: “Ele não estava sob a influência da Autoridade do Arcebispo do Pecado e ele era a única pessoa de fora do caos da situação. Além disso, eu, um Espírito Artificial da mesma origem de Beatrice, também fechei um contrato com um usuário de Artes Espirituais. Eu devo confessar que esta não era minha intenção original. Apenas…”

Julius: “… Apenas?”

Eridna: “Apenas… ele viu através da minha atuação da Ana, portanto não tive escolha senão contar a ele.”

Escutando esta explicação do porquê somente Subaru veio a saber que era Eridna dentro do corpo de Anastasia, os olhos de Julius começaram a tremer fora de controle. Claro. Porque Subaru viu por entre a performance de Eridna…

Julius: “Alguém que mal a conhece, algo que até um estranho iria perceber… Eu me autointitulo Cavaleiro dela e mesmo assim não percebi…”

Subaru: “Pare, seu idiota! Você não deve dizer isso!”

Julius: “――――”

Subaru: “A sua situação… você estava numa situação ruim! Houve uma coisa gigantesca que aconteceu com você, te prendendo! E não foi só com você, tem o Ricardo e a Mimi também, não é? Eu só percebi porque… de qualquer forma aconteceu por acaso!”

Ouvindo Julius ridicularizar a si mesmo com aquelas palavras, Subaru tentou colocar um fim a autoflagelação dele. No entanto, em sua falha de exercer sua obrigação como Cavaleiro, não havia palavras que podiam consolá-lo.

Na realidade, que poderia Julius ter feito? Ele realmente era culpado por isto?

A senhora a qual ele devotou lealdade, os companheiros com os quais tinha um juramento, os colegas Cavaleiros que sempre foram camaradas e todos outros, tantos outros, tudo que ele havia acumulado até hoje em sua vida como um Cavaleiro tinha desmoronado como uma parede de areia. Como ele poderia ser chamado assim novamente? Se ser um Cavaleiro significava nunca permitir a si mesmo sucumbir pela dor de outrem como um ser humano comum, então ser um Cavaleiro era uma maldição para Julius Euculius.

Julius: “É o dever de um Cavaleiro eliminar o acaso e ter certeza todas as vezes.”

Subaru: “――! Então um Cavaleiro… não é nada além de um título incomodo, não é…”

Julius: “Retire essas palavras e não as profira novamente. Eu… neste momento, temo que perdi alguma parte de mim mesmo…”

A consolante racionalização de Subaru pulou no rosto das convicções como cavaleiro de Julius. Vendo como Subaru ficou mudo pelas emoções entupindo-lhe a garganta, Julius balançou a cabeça.

Julius: “Vamos voltar ao tópico… Eridna, quais são as suas intenções?”

Eridna: “… Devolver este corpo à Ana. Essa é a razão pela qual eu trouxe vocês para a Torre de Vigia das Plêiades, muito mais importante até que as vítimas da Gula e da Luxúria.”

Julius: “Em outras palavras, quer dizer que você nunca quis isso. E não há nenhuma chance de restaurar a Anastasia-sama… mesmo que eu te mate.”

Colocando a mão na espada de Cavaleiro em sua cintura, Julius estreitou seus olhos e jogou sobre ela essa perigosa questão.

Recebendo-a, Eridna levou seus olhos para baixo e gentilmente tocou seu próprio peito.

Eridna: “Sobre eu ser um espírito mau e ter tomado o corpo da Ana por um motivo… eu não posso te dar evidência alguma para refutar essa especulação. Então, se você está convencido de que eu estou mentido, mesmo que você decida me destruir, não posso te impedir.”

Mas, no fim de sua última sílaba, Eridna continuou após pausar um instante.

Eridna: “Porém de qualquer forma, qualquer possibilidade de restaurar a consciência do receptáculo de Ana vai ser extinguida pelas suas mãos… No pior cenário, será difícil até preservar a vida dela e há uma chance de que ela possa morrer.”

Eridna derrubou a sugestão de Julius e expôs os pensamentos dela. Em seguida, tendo dito isto, ela suavemente levantou suas mãos…

Eridna: “Claro, esta é somente uma possibilidade sem sentido que eu não tive escolha senão inventar porque quero viver. Até eu não posso dizer com certeza se minha morte seria a solução. Se eu tiver que morrer para a Ana viver, estaria de acordo com isso. Embora realmente eu não queira morrer.”

Julius: “E por que você faria tal coisa pela Anastasia-sama?”

Eridna: “O relacionamento entre mim e Ana está incompleto. Portanto, talvez não seria o certo para um espírito comum tomar o lugar de direito de um usuário de Artes Espirituais…”

Cortando suas palavras aí, Eridna olhou para Julius e Subaru, um de cada vez. Quase parecia como se ela estivesse admirando o par esquisito que compartilhava um vínculo bem diferente daquele de um espírito e um usuário de Artes Espirituais.

Eridna: “Eu gosto da Ana. E tenho estado ao lado dela desde que ela era uma jovem criança. Então eu não desejo abandoná-la e quero que ela seja feliz… Esse é o meu motivo.”

Julius: “――――”

Eridna: “Julius, eu não revelei este fato a você porque só levaria à confusão desnecessária. A Ana mesmo queria manter minha existência em segredo, se possível. Na verdade, ela foi o motivo de eu ter permanecido escondida o tempo todo até o que aconteceu em Pristella. Foi tudo graças a esta criança.”

Mesmo em Pristella, Julius teria ficado bem chocado se Anastasia anunciasse que Eridna tinha estado escondida dentro dela todo esse tempo. Subaru, que priorizava recuperar Emilia sobre tudo mais, possivelmente não conseguiria imaginar que tempestade ocorreria no interior do peito de Julius naquele momento.

Apenas, em tal curto período de tempo, o que sua senhora mantinha escondido… assim como o segredo que se referia às essenciais da própria Anastasia lhe foram revelados quando não deveriam. O quanto tudo isso estaria pesando sobre Julius?

Julius: “… Eu consigo entender o seu relacionamento com a Anastasia-sama. É difícil acreditar em tudo. Porém, eu não tenho escolha exceto confiar em você. Ao menos, seria descuidado fazer qualquer coisa em relação a você neste momento.”

Eridna: “Oh, é isso mesmo? Estou feliz que você tenha escolhido racionalmente, Julius. Tenho certeza de que a Ana também estaria feliz.”

Julius: “――――”

Deixando o cabo de sua espada de Cavaleiro, Julius não respondeu as palavras de Eridna, e apenas permaneceu em silêncio. Mas ele estava longe de tê-las entendido, e isso havia deixado nele uma sensação de vergonha para pensar nisso. Ainda, num piscar de olhos, Julius baniu isto de sua mente e:

Julius: “Eu apenas quero confirmar isto. O Od da Anastasia-sama é o preço para sua habilidade continuar a te manifestar… então naturalmente, quanto mais você se esforçar, mais pesado será o fardo no corpo da Anastasia-sama. Está correto?”

Eridna: “Correto. Essa é a forma correta de entender isso. Se eu comer bem, dormir bem, me exercitar moderadamente… tomar uma abordagem saudável, seria o suficiente para se opor ao dano no Od da Ana.”

Julius: “Se esse é o caso… então por que começar aquela cena no segundo andar?”

Justo quando Eridna estava a recuperar-se, despreocupadamente brincando por entre as próprias palavras, Julius a atingiu com esta inesperada questão. Considerando o que havia acontecido no segundo andar, é apenas compreensível ele chamar a atenção para isso…

Julius: “Durante a minha luta contra o examinador do segundo andar, Reid Astrea, o… usando o corpo da Anastasia-sama… você lançou magia… para me ajudar.”

Foi na hora do primeiro conflito entre Julius e Reid. Encarada com o imenso poder do manejo de espada de Reid, quando Julius estava indefeso e à beira da derrota, Eridna invocou um poder mágico enorme em direção a Reid. Longe de ser um ataque decisivo, pelo contrário, a carga ao corpo de Anastasia foi além do limite e ela desmaiou. Mas o problema não era o resultado. Era o porquê ela o havia feito. Apenas isso.

Julius: “O fardo dessa ação no corpo da Anastasia-sama não pode ter sido leve. Depois de ter dito tudo isso, suas ações ainda conflitam com as suas afirmações. Então por quê?”

Subaru: “Isso…”

Para o que Julius chamou a atenção era algo que Subaru também estava perguntando a si mesmo. Naquele momento, Eridna agiu quando Julius havia sido vencido, e carregando uma expressão como se ele estivesse preparado para morrer. Havia parecido ser uma mentira em alguma parte, ainda que não parecesse calculado. Pode ser pura especulação. Mas Eridna escolheu ajudar Julius simplesmente porque, vivendo como Anastasia, eles tinham passado muito tempo juntos… poderia ser algo tão simples como isso?

No entanto, para as dúvidas de Subaru e para a pergunta de Julius, Eridna apenas respondeu, “Desculpe-me”, e fez mesura de forma profunda no lugar…

Eridna: “Mesmo eu sinto como se houve uma falha lá. Como eu devo dizer isso, como uma espectadora, vai parecer embaraçoso, mas eu fiz essa decisão do ponto de vista estratégico.”

Julius: “Uma decisão estratégica?”

Eridna: “No momento, eu não tinha ideia se o examinador do segundo andar tinha intenção de matar. Se eu não tivesse feito aquilo, poderíamos ter perdido o poder de luta do Julius. Claro, eu quis evitar isso, pela Ana. Além disso, Reid Astrea tinha as costas dele viradas… e pareceu a oportunidade perfeita, ao meu ver. Mas isso não apenas falhou, como eu te causei problemas.”

Desculpando-se, e adicionando mais um motivo no final de sua mesura, Eridna lentamente levantou seu corpo. Não havia contradições em sua explicação. Enquanto que era verdade que para um espectador teria parecido um comportamento tolo, Subaru não conseguiu encontrar base alguma para refutar o raciocínio dela. À parte dos emocionais.

Poderia tal história ser engolida tão facilmente?

Contudo, antes que Subaru pudesse seguir o ponto adiante…

Julius: “…Tudo bem. Mas, por favor, tenha cuidado para não fazer nada precipitado no futuro. Por ninguém mais, somente pela Anastasia-sama.”

Eridna: “Entendido.”

Subaru: “Quê!?”

Julius gesticulou que tinha entendido e aceitado, e acenou de volta a Eridna. Assistindo a fala deles, Subaru chutou o chão como se não tivesse certeza de que eles brincavam.

Subaru: “Como você pode estar convencido com isso…”

Julius: “Subaru, eu estou convencido. Eridna vai se abster de fazer qualquer coisa precipitada no futuro. O que mais há a ser dito?… Este é um assunto entre Anastasia-sama e Eridna e entre Anastasia-sama e eu.”

Subaru: “――――”

Julius: “Parece que você foi envolvido nisto por algum engano estranho. Mas, este é um assunto interno da chapa da Anastasia. Não é um peso para você carregar.”

Ouvindo Julius tentando distanciá-lo do problema, Subaru cerrou sua mandíbula. Não era como se Subaru estivesse carregando este peso porque ele unilateralmente quisesse.

Subaru: “Se eu escolho carregar isso ou não é um problema meu!”

Julius: “Então você pode tomar isto para si e ainda negar o meu direito de encarar os meus próprios problemas?… Não me recordo de momento algum você me contar sobre Anastasia-sama e Eridna.”

Subaru: “――gh.”

Julius: “Perdão. Eu não deveria ter dito isso… mas é a verdade.”

Puxando isto de sua voz muda, Julius desviou seus olhos. Naquela voz, naquela teimosia, Subaru enfim percebeu.

Julius não tinha permanecido calmo de forma alguma. Longe de esconder a tempestade que ocorria em seu coração, ele nem mesmo conseguia mantê-la de vazar para a superfície.

Tendo perdido a própria existência, mesmo até a única coisa que lhe restava — sua lealdade a sua senhora — era uma mentira e a promessa de contar um ao outro sobre cada preocupação havia sido quebrada. Ainda assim, o homem nomeado Julius não devia estar sujeito às emoções.

Julius: “Eu não pretendo debater. Pela Anastasia-sama, devemos encontrar uma forma de lidar com esta situação o mais rápido possível. Eridna, espero que eu possa contar com sua sincera cooperação.”

Eridna: “……Claro. Posto que você já descobriu, suponho que não há mais motivo para mim continuar fingindo ser a Ana. Bem, se você puder me tolerar na forma da Ana, quero dizer.”

Julius: “Está tudo bem. Eu devo restaurar Anastasia-sama assim como ela era, e olhar para essa forma irá me lembrar o que devo fazer.”

Escutando a intenção dele de machucar a si mesmo para fortalecer a determinação, Eridna colocou-se uma expressão triste. Mas Julius já havia se virado aos céus, sem ver o rosto dela. Como que percebendo pela primeira vez que o céu noturno sobre a sacada estava intocado pelo miasma, ele semicerrou seus olhos sob o resplendor das estrelas.

Julius: “Não há mais por que ficarmos aqui. Retornemos ao interior. Em relação ao corpo de Anastasia-sama e sobre Eridna… contemos a Emilia-sama e os demais amanhã.”

Eridna: “Oh, oh, tudo bem. Irei me preparar para isso também.”

Dizendo-o, Julius gentilmente tomou a mão de Eridna e começou a andar. Decerto, era exatamente a mesma coisa igual àquela que sempre fez por Anastasia. Quem quer que fosse no interior, a lealdade dele pro Anastasia não mudaria… Mesmo se ela estivesse dormindo no interior do próprio corpo, mesmo se ela tivesse esquecido Julius.

Subaru: “Julius!”

Sentindo algo doloroso na visão da figura dele, Subaru gritou. Tendo sido abandonado pela memória enquanto ele ainda se lembrava tudo sobre os outros, não tendo nada exceto esforço, desesperadamente confiando nesse sentimento… Tendo estado assim ele próprio, ele entendia essa dor. Mesmo que ele fosse esquecido, não podia esquecer. Esse pensamento sozinho o deu o impulso para mover-se.

Julius: “――――”

Julius parou seus olhos e, ainda junto de Anastasia, não se virou. O fato de que suas costas permaneceram perfeitamente eretas, apesar de toda desordem em seu coração, era totalmente frustrante.

Subaru: “Você… não tem algo que queira me dizer.”

Referindo-se a Eridna, referindo-se ao corpo de Anastasia, ele havia mantido tudo para si. Nesta noite, ele tinha prometido assumir a passagem de tempo na sala verde, mas Subaru quebrou essa promessa e secretamente se encontrou com Eridna na sacada.

Ele poderia criar desculpas. Havia motivos. Não era como se ele quisesse… Mas, apesar do que ele pretendia, ou quaisquer outras razões, ou desculpas, seu coração não podia ser deixado livre.

Então por que você não vai gritar comigo? Vai me xingar e deixar sua raiva sair?

Subaru não estava certo se era seu próprio senso de culpa, ou se Julius havia verdadeiramente pensado isto. Com certeza Julius não iria. Levantar sua voz, ou cuspir abusos…

Julius: “…entendo.”

Subaru: “――――”

Julius: “Eu entendo. O porquê você pensou que deveria esconder a verdade de mim. Você não queria danos. Estava além de preocupação ou consideração. Eu concordo com seus receios. Se trocássemos de lugares, eu manteria o silêncio também.”

Subaru: “――――”

Julius: “…Mas, mesmo assim…”

Olhando para o céu. Com uma que se retorcia.

Julius: “Mesmo por mim mesmo, ou pela Anastasia, ou por você, eu não quero que pensem de mim como alguém indigno de ser um Cavaleiro.”


Ele não precisava de nenhum procedimento em específico para voltar à torre. Da mesma forma que havia chegado à sacada, ele só tinha de rastejar na altura da cintura para perpassar a passagem escondida e entrar na torre. Enquanto rastejava sobre seus joelhos, de súbito o inútil pensamento lhe ocorreu, Julius também devia ter rastejado por ali da mesma forma.

Infelizmente, uma vez que já havia rastejado mais cedo, Subaru perdeu a chance de gravá-lo na memória. Isso porque ele estava tão esgotado devido às palavras finais de Julius que se manteve lá de modo pasmo por um tempo.

Subaru: “――――”

Se não dissesse nada, então ele não seria desonesto, pensou ele… Exceto que não era o caso. Muito possivelmente, Julius acreditava que mesmo se ele tivesse gritado e xingado com Subaru, o qual estava atormentado pela culpa, não o teria trazido conforto algum. E desde que sua virtude não permitia tal, ele não poderia liberar raiva e reclamações, mas degluti-las silenciosamente no local apenas.

Não obstante, esse não era o caso. As palavras que Julius deixou no final ficaram presas no coração dele como espinhos.

Talvez, Subaru teria se sentido melhor se tivessem gritado com ele. Mas posto que não queria sentir-se melhor, possivelmente foi para melhor que Julius não tivesse dito nada. No entanto, a realidade não era assim. O espinho deixado por Julius insistia em doer, e sangue continuava a fluir da aguda ferida. Profunda o suficiente para fazê-lo hesitar com relação a puxá-lo.

Subaru: “Eu não posso… voltar à sala verde mais.”

As chances eram de que Julius já tivesse escoltado Eridna de volta à sala verde. Após isso, seria improvável que ele tivesse ido procurar por uma cama na carruagem de dragão nos níveis inferiores.

Este problema enraizado… a total profundidade que era culpa do próprio julgamento de Subaru não era algo que poderia melhorar da noite para o dia. Ao menos, tomaria tempo e simplesmente promovendo calmas discussões não seria o suficiente para resolvê-lo.

Pensando acerca disso dessa forma, ele se sentiu um pouco envergonhado sobre voltar à carruagem de dragão. Muito embora ele soubesse que Julius não iria lá, ele ainda se sentiria de alguma forma culpado de puxar para si um futon quente neste momento.

Entretanto, a esta hora tardia, não havia ninguém com quem pudesse despejar seu coração. A adormecida Rem e a melhor amiga de Subaru, Patrasche, ambas estavam na sala verde, a qual ele estava com muito medo de aproximar-se devido a Julius e Anastasia. E ele não podia exatamente acordar Emilia e Beatrice para fazê-las escutar os lamentos dele. Por isso, neste ponto, não havia ninguém que pudesse——

Ram: “…Barusu?”

Ouvindo essa voz, Subaru emitiu um som quieto com sua garganta e parou seus passos. Virando-se, surpreso, no meio do corredor do quarto nível… onde passos atingiam o assoalho de pedra, ele viu a silhueta de uma garota de cabelo rosado, Ram. Os olhos cor-de-rosa claros de Ram arregalaram-se, olhando Subaru de cima a baixo.

Ram: “Já fazia um tempo que eu não via você fazer essa cara. Desacreditado.”

Subaru: “… por que você ‘tá dizendo isso imediatamente depois da gente se encontrar. Parando para pensar, o que você está fazendo aqui tão tarde?”

Ram: “Eu poderia te perguntar a mesma coisa… apesar do que o Barusu pudesse estar fazendo neste horário seria inimaginável.”

Na frente de Ram, que cruzava os braços enquanto se aproximava dele, Subaru enrijeceu as bochechas para as palavras dela. Somente a ideia do que ela poderia estar realmente imaginando trouxe escuridão ao rosto de Subaru. Vendo Subaru desse jeito, Ram encolheu os ombros tristemente…

Ram: “Enfim, você estava incomodando a Rem com as lamentações de novo, não estava? Embora a irmãzinha de Ram seja fofa e complacente, não seja tão sem noção.”

Subaru: “… Ah, é. Pois é, você ‘tá certa.”

Ram: “――?”

Vendo os olhos de Ram levemente se abrirem mais enquanto ela dizia isto, Subaru liberou um sorriso amargo. Ele não lhe contou seus verdadeiros sentimentos, mas ela podia ter adivinhado só baseado nas atividades diárias dele. Era verdade que, assim como Ram disse, Subaru frequentemente passava noites na beira da cama de Rem. Na verdade, ele o havia feito esta noite, E era somente natural que Ram pensasse que ele havia acabado de sair. Mas, hoje, não era apenas isso…

Ram: “Pare de fazer essa cara de miserável.”

Subaru: “Oogh.”

Ram: “Com essa patética e miserável expressão, você até parece inferior a um servo comum. Aparentando assim, as pessoas vão começar a suspeitar da personalidade da Emilia-sama por escolher um Barusu como cavaleiro. Por favor, reavalie-se.”

Ele sentiu o dedo de Ram dar um peteleco nele. Os olhos de Subaru lacrimejaram por causa da força e, justo quando ele estava para protestar, Ram desinteressadamente fez humph com o nariz, fazendo-o calar-se. Ao mesmo tempo, ela própria perfeitamente pareceu à vontade.

Subaru: “…Ghh, realmente, ane-sama é a ane-sama, no fim das contas.”

Ram: “Hã. Por favor, não me enoje com os seus pensamentos.”

Subaru comentou enquanto acariciava sua testa, e Ram colocou em si mesma uma expressão como quem está enojada do fundo do coração. Para ser consolado por tal atitude, ele realmente deveria ser patético. Parte alguma da fala dela tinha carregado quaisquer expressões de calor ou simpatia, mas, de alguma forma, isso foi o que significou a ele.

Subaru: “Ram, o que você estava fazendo a essa hora de qualquer forma?”

Ram: “Repugnante.”

Subaru: “Não acabe de repente com a conversa assim! A gente acabou de começar…”

Desesperadamente encolhendo seus ombros, Subaru deixou sair um leve suspiro e virou seus olhos para o corredor atrás de Ram… de onde ele havia vindo. Embora o quarto andar fosse muito amplo, não havia nada particularmente notável lá. Havia a sala verde, a bagagem que eles trouxeram da carruagem de dragão e…

Subaru: “… A escadaria do segundo andar?”

Ram: “――――”

Subaru: “A menos que você tenha ido lá, sozinha?”

Ram: “Não se preocupe. Eu não sou tão imprudente quanto ele. Pode não parecer assim, mas eu não sou convencida o suficiente para pensar que posso fazer qualquer coisa contra Reid Astrea sozinha.”

Imaginando algo que não preferiria pensar a respeito, Subaru torceu seus lábios, e Ram riu através do nariz enquanto negava a suspeita dele. Ouvindo a sútil referência escondida por entre as palavras dela à teimosia de Julius, o mero pensamento disso torceu o espinho no peito de Subaru.

Ram: “Parece que aconteceu alguma coisa entre você e Julius. Tiveram uma briga?”

Subaru: “Eu sou assim tão fácil de ler?”

Ram: “Barusu é fácil de ler posto que Ram é inteligente. A última parte tem mais a ver com isso, mas não é nada com que se preocupar… Não, é claro que o último tem mais a ver com isso também. Não vai demorar muito até eu tirar tudo de você através de tortura.”

Subaru: “O fato de você estar assumindo que eu seria colocado sob tortura é meio assustador, você sabe.”

Assistindo a Subaru segurar a própria bochecha, Ram semicerrou os olhos. Ao ver que ela não brincava, Subaru estremeceu um pouco. Era verdade que, considerando a posição de Subaru, não era totalmente improvável que os inimigos de Emilia na Seleção Real pudessem recorrer a esse tipo de medida bárbara. Quiçá seria uma boa ideia tomar cuidado com isso, no fim das contas.

Subaru: “Nesse caso, o que você estava fazendo aqui…”

Ram: “… Eu não fui ao segundo andar. Eu só tentei ir.”

Subaru: “… Eu pensei que você disse que não era tão imprudente. A não ser… que você estivesse pensando em atacá-lo enquanto ele dormia?”

Subaru não tinha escrúpulos em relação a usar quaisquer meios para vencer. Seria compreensível se Ram tivesse pensado o mesmo e planejasse atacar furtivamente Reid em sono. A questão era se este Reid, o qual parecia ter sido reproduzido dos registros do passado, realmente dormia. E, mesmo se ele dormisse, ela de verdade conseguira fazê-lo?

Ram: “Infelizmente, é impossível atacá-lo enquanto ele está dormindo. Eu voltei da metade das escadas. Ele realmente é um monstro anormal. Ele quase faz o Garf parecer fofo.”

Subaru: “Embora depois de conhecer o Garfiel, ele seja bastante fofo…”

Ram: “Não as palhaçadas dele, quero dizer o nível de perigo que ele apresenta.”

Da maneira que colocou, ela na verdade não negava que as palhaçadas de Garfiel eram fofas, mas visto que eles estavam no meio de algo mais importante, Subaru apertou as sobrancelhas e esqueceu isso.

Ram: “Eu estou convencida agora. Se um lado não tiver escrúpulos para usar quaisquer meios necessários, então o outro lado deveria usar os meios necessários também. Como discutimos, para ganhar dele, nós não devemos deixar ele levar isso muito a sério e só então satisfazer as condições dele.”

Subaru: “… Só para confirmar, você foi sozinha ao segundo andar?”

Ram: “Eu tenho que dizer de novo? Eu não fui ao segundo andar. É difícil demais para Ram neste momento.”

Confirmando que eles simplesmente não eram fortes o suficiente, Ram alertava a necessidade de preparativos antes de se desafiar o segundo nível de novo. Por falar na necessidade de mais tempo, o pensamento de sua discussão com Eridna e Julius voltou à tona mais uma vez, e Subaru não podia evitar de assumir uma expressão difícil.

Ram: “Barusu?”

Subaru: “N-, não, não é nada… bem, não é totalmente nada, mas não importa agora. Muito provavelmente, nós vamos ter uma conversa adequada amanhã.”

Ram: “Uma afirmação notavelmente ambígua.”

Subaru: “Isso é meio o que eu queria, mas não é o que você imagina. Como esperado, mesmo agora, eu fiz uma coisa ingrata e é um pouco difícil se recuperar desta vez.”

Ele havia feito o bastante por ora. Era uma rachadura da qual ele não tinha certeza se poderia curar-se completamente, e ele não queria complicar ainda mais e espalhar a rachadura. Assistindo a Subaru ficar frouxo, Ram ainda não estava convencida, mas decidiu deixar para lá.

Ram: “De qualquer forma, conquistar o segundo andar… derrotar Reid vai precisar de mais tempo e esforço. Ao menos, seria bom se pudéssemos contar com o suporte da Shaula.”

Subaru: “Bem, não seria exagero dizer que não estaríamos contando com ela. Apesar de que se ela não tivesse ajudado a gente antes, teríamos virado carvão queimado debaixo de areia agora.”

Sem Shaula, eles nunca seriam capazes de alcançar o exame do segundo nível em primeiro lugar. Mas mesmo com isso em mente, ela tinha sido um Sábio desapontante desde que eles entraram na torre. Claro, se eles pudessem pegar emprestado a mão do próprio examinador para passar, seria bem extraordinário de fato.

Ram: “Se nós sempre seguirmos pela estrada principal, nós vamos acabar ficando presos numa encruzilhada aqui.”

Subaru: “Não é como se eu pensasse que seria melhor ter uma abordagem mais inocente. Mas, puramente em caso entre casos… não funcionaria desta vez.”

Ram: “Você diz isso tão facilmente… Ram não tem esse tipo de tranquilidade.”

Insatisfeita com a resposta de Subaru, Ram deu de ombros. E, enquanto lentamente se virava:

Ram: “Se você não ir para a cama logo vai afetar a sua performance amanhã. Eu vou seguir para a carruagem de dragão também.”

Subaru: “Ahh, sim. Eu, uh…”

Ele queria explicar o porquê não podia voltar, mas era demasiado difícil. Por outro lado, ao virar-se e ver Subaru balbuciando desta forma, Ram despejou um pequeno suspiro.

Ram: “Como quiser. Mas se você nos afundar porque não dormiu o suficiente, eu vou desenroscar.”

Subaru: “Aah, não… desenroscar o quê?”

Ram: “Eu vou deixar isso para sua imaginação.”

Com um aceno de mão, Ram seguiu na direção das escadas dos níveis inferiores. Sem tocar naquilo que ele não queria que fosse tocado, deixando-o por animar-se de acordo com seus próprios esforços, poderia isso ter sido a consideração dela? Assistindo às costas finas andarem à distância, mesmo sabendo que ela não veria, Subaru levantou a mão.

Subaru: “Boa noite, ne-sama. Vejo você amanhã.”

Ram: “… Ram não é a ane-sama do Barusu. Pare de me chamar assim.”

Sua última negação não carregava força em si, como se ela já tivesse aceitado e apenas resistisse pelo bem da coisa. Assistindo à silhueta de Ram desaparecer após deixar aquelas palavras para trás, Subaru estalou seus ossos do pescoço e sussurrou, “Ah, o que eu vou fazer agora?”.

Ele não pode voltar à carruagem de dragão mais. E é difícil demais retornar à sala verde. Nesse caso, ele poderia ou achar outro lugar para descansar até a manhã, ou ele poderia encontrar um lugar onde poderia fazer algo significativo com seu tempo.

Subaru: “Se eu só quiser um lugar para dormir, eu poderia encontrar um cômodo adequado…”

O candidato principal seria a sala onde eles haviam deixado a bagagem. A carga e suprimentos da carruagem de dragão foram movidas àquela sala, embora será difícil ele encontrar algo para usar como um travesseiro. O congestionamento era apenas como descobrir uma forma de reduzir a dor em seu corpo enquanto dormindo no chão, tirando dormir na carruagem de dragão. Ou…

Subaru: “Pensar como conquistar o segundo andar, como derrotar o Reid.”

Honestamente, essa seria a escolha mais construtiva. A maioria dos problemas que cercavam a situação atual deles era em relação a capturar esta Torre de Vigia. Embora não pudesse ser afirmado com certeza, agiria, todavia, como uma grande tarefa para melhorar a situação deles. Naquela noite, o consenso que alcançaram de como derrotar Reid era fazê-lo não levar muito a sério e depois satisfazer as condições dele, ou algo como isso. Pelos menos, se houvesse alguma chance de que ele pudesse reduzir um pouco essa incerteza…

Subaru: “… É isso.”

E, chegando a este ponto, Subaru estalou seus dedos. Ao mesmo tempo em que a ideia passou por sua mente como um raio, Subaru mudou a direção de seus passos num golpe.

Subaru: “Se sair tudo bem…”

Apesar de não poder dizê-lo certamente, seria um movimento que poderia avançar grandemente a situação. Solidificando seu coração nesse pensamento, Subaru correu em direção ao seu objetivo.

――Na Torre de Vigida pela noite, altos e ecoantes passos da corrida de Subaru ressoaram.

――Somente solitários e ecoantes passos de uma única pessoa.


… A sensação de acordar era como o momento em que se emerge para fora da superfície da água.

Puxando o sonolento e inconsciente corpo para cima, usando uma respiração para restaurar o corpo inteiro para realidade, a consciência lentamente voltou a despertar, e, ultrapassando através da superfície da água, ele nasceu.

Se dormir fosse a morte e a vigília fosse a vida… então essa descrição não estaria longe de ser incorreta.

De qualquer forma, tais sentimentos poéticos à parte, ele gradualmente começava a acordar…

???: “… Subaru! Ei, Subaru, você está bem?”

Subaru: “Mas o qu-!?”

No momento em que abriu seus olhos, imediatamente atacado pela bela face em sua frente, Subaru rolou para o lado. E, não rolando muito longe para ficar sem superfície, ele parou a uma curta distância e aterrissou em seus ombros.

Subaru: “Ngya!”

???: “Eek! Subaru, você está bem!? Por que você começou a rolar de repente!?”

Subaru: “Nã-, não, não é como se eu tivesse a intenção de rolar nem nada…”

Comprimindo seu ombro enfaixado e levemente balançando sua cabeça, ele pôs-se a levantar. E depois, num piscar de olhos, Subaru estava confuso.

Era uma sala verde.

O interior da sala estava coberto por heras em expansão que escondiam completamente as paredes atrás de si. Se o dissessem que toda a estranha aparência da sala erab constituída de heras, ele possivelmente não acreditaria.

E, aparentemente, Subaru estava deitado no chão ao lado de uma cama tecida de heras do centro da sala. Isso era sobre o que ele provavelmente havia rolado… seria a análise dele da situação. Era engraçado que Subaru pudesse fazer tal julgamento tão calmamente, mas havia uma razão para isso.

???: “Hmm, parece que você não bateu forte em nada. Isso é bom. Mas eu fiquei reaaaalmente preocupada, você não devia me assustar assim.”

????: “Emilia, se você falar assim, o Subaru não vai refletir sobre isso, eu suponho. Se você não disser mais severamente, as preocupações da Betty não vão passar por ele.”

???: “Acho que você está certa. Mas eu estou surpresa de que a Beatrice esteja dizendo isso. Depois de entrar em tamanho pânico quando não conseguia encontrar o Subaru, você estava quase aos prantos quando achou ele jogado lá…”

????: “Você não tem que mencionar essa parte, poderia não mencionar essa parte, eu suponho?”

Em frente a seus olhos, a conversa começou a sair de controle. Acenando estupidamente ao ritmo da disputa que o fazia querer sorrir, Subaru virou-se. Sentado no chão e respirando ao lado dele, havia algum tipo de animal enorme.

Subaru: “――――”

Era um lagarto gigante. Com escamas pretas cobrindo toda parte de sua pele; era um enorme lagarto do tamanho de um cavalo. A parte mais estranha era que estava gentilmente se aconchegando com o focinho no pescoço de Subaru. Vendo que aquilo era amigável, Subaru afavelmente acariciou a cabeça do lagarto. E, em seguida, soltou um suspiro.

Subaru: “Em outras palavras, é isto.”

Calmo e sereno, lentamente, ele respirou estas palavras para fora. Vendo Subaru desta forma, as duas garotas na frente dele inclinaram as cabeças delas.

??? + ????: “――Subaru?”

E, como duas irmãs falando em sintonia, elas simultaneamente chamaram pelo nome de Subaru. Uma garota dos cabelos prateados, uma loli encaracolada, um lagarto gigante e uma sala construída com heras… Subaru abriu sua boca largamente e gritou.

――Porque era isto, era isto, era isto.

Subaru: “EU FUI INVOCADO PARA UM MUNDO PARALE—-LO!?”

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