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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 6 – Capítulo 38

Quem é Você

Subaru fitou o ambiente, desconhecendo o que havia acontecido consigo mesmo. Ele não pôde compreender parte alguma da situação.

Subaru: “………………………….”

Era a sala que ele estava acostumado a ver, mesmo que hesitasse em chamá-la de “familiar”. As paredes, o assoalho e o teto eram cobertos por heras, até a cama sobre a qual ele acordara era composta por heras.

Na frente dele havia de pé duas garotas — uma bela dama e uma linda garotinha —, ambas esticaram os pescoços para olhá-lo. Um enorme lagarto estava ajoelhado ao lado da cama dele. Noutra cama dentro da sala, uma garota de cabelo azul e olhos fechados encontrava-se deitada. Não havia nada fora do ordinário; esta era a sala verde da Torre de Vigia das Plêiades.

Subaru: “Mas… Huh? Por que estou aqui de novo?”

Subaru não sabia se ao menos tivera acordado.

Com suas mãos na cabeça, Subaru recordou o que havia ocorrido pouco antes. Eles falaram sobre desafiar o teste do segundo andar enquanto ele tentava confirmar se possuía alguma habilidade especial. Seguido disso, Subaru caminhou pela torre para juntar-se a Emilia e aos demais após confirmar que não tinha habilidade alguma…

Subaru: “Errr? O que aconteceu depois disso?”

Sua memória em relação ao que aconteceu em seguida era incerta. Ele acordou nesta cama repentinamente, essa impressão havia sido forte. E, enquanto ele vasculhava para endireitar sua mente, uma voz quebrou a linha de pensamento dele:

Emilia: “Ei, Subaru, você está se sentindo bem?”

Subaru: “Uhh-aaah! Emilia-chan, você está perto demais!”

O belo rosto de Emilia subitamente saltou ao lado dele; ela estava tão próxima que ele podia sentir a respiração dela contra seu rosto. Ao ver os olhos de cor ametista dela, com bordas de longos cílios, aproximarem-se do nada, Subaru correu para o lado oposto da cama.

Os olhos de Emilia se arregalaram em surpresa quanto à reação exacerbada dele.

Emilia: “Você não tem que ficar tão assustado… Além disso, foi eu quem me assustei mais cedo…”

Subaru: “Assustou…?”

Beatrice: “Certamente. Pensamos que você tinha desaparecido. Nós procuramos por você e te encontramos desmaiado, eu suponho. Seria impróprio não se preocupar.”

Subaru: “Sério? Eu desmaiei outra vez?”

Beatrice cruzou os braços e bufou em exasperação. Subaru foi pego de surpresa pelas palavras dela… ele levantou-se e deu tapinhas em seu corpo para garantir que estava bem. Ainda, ele não pôde sentir quaisquer anormalidades. Embora fosse dúbio se ele perceberia alguma diferença considerando sua amnésia; não havia sinais óbvios de trauma.

Subaru: “Mesmo assim, é bem perigoso desmaiar duas vezes em tão pouco tempo… apesar de ter se passado apenas algumas horas, eu deveria me sentir sortudo que minhas memórias não foram levadas novamente?”

Beatrice: “Do que você está reclamando… Subaru deve ter algo a dizer para a Betty e Emilia, eu suponho.”

Subaru: “Algo a dizer…?”

Beatrice lançou essas palavras contra ele ao passo que ele encarava os próprios braços estendidos. Subaru virou-se para ver Emilia e Beatrice o encararem. Ele estava um pouco preocupado sobre o que ele teria de dizer a estas duas indivíduas.

Subaru: “Bem, desculpa. Desculpem-me por preocupar as duas. Vocês me salvaram de novo.”

Beatrice: “Você está indo bem até agora.”

Emilia: “Heh, não tem de quê. Mas, estou bastante feliz que nada tenha acontecido com você. Estou tão aliviada.”

Subaru: “Ah, sim. Emilia-chan, desculpe-me, vindo de mim é indesculpável te causar tantos problemas o tempo todo.”

Elevando sua mão em desculpas, Subaru expressava sua gratidão para com Emilia. No entanto, quando Emilia escutou as palavras de Subaru, ela franziu as sobrancelhas. Os olhos dela pareciam extremamente desnorteados.

Emilia: “Bom, você, espera… Subaru, o que aconteceu então?”

Subaru: “O que aconteceu… é uma pergunta vaga. Qual é o problema?”

Emilia: “Bom, você acabou de me chamar de Emilia-chan. De algum jeito, ser chamada assim faz com que eu me sinta um pouco inquieta.”

Enquanto o dizia, Emilia começou a mexer em seu longo cabelo prateado ao mesmo tempo em que nervosamente olhava Subaru. O fitar dela parecia estar repleto de solidão; Subaru involuntariamente soltou um ganido interno.

Aberta e amigável, a aparência dela havia acertado o gosto de Subaru. Entretanto, com relação às emoções atuais dela, Subaru sentiu que havia uma brecha profunda.

Beatrice: “As brincadeiras do Subaru estão começando de novo, eu suponho. Mais importante…”

O ânimo de Beatrice começava a piorar após escutar a fala daqueles dois. Balançando seus cachos esplêndidos, ela estalou os dedos para Subaru. E, com uma lufada de suas bochechas rosadas, ela disse:

Beatrice: “Quero que diga para a Betty e Emilia agora. Por que você foi à biblioteca『Taygeta』ontem à noite, eu suponho? Por que desmaiou lá?”

Subaru: “Espera, espera, espera, espera! Espera, o quê, eu desmaiei mais uma vez na Taygeta?”

Beatrice “Mais uma vez?”

Subaru: “Sério, Taygeta é lugar pavoroso… Não sei o que eu estava fazendo lá de novo. Afinal, é um lugar com uma história duvidosa e tanto, foi imprudente da minha parte, eu acho.”

Subaru escutou sobre o incidente que sua própria memória não se recordava; ele foi desnorteado por este fato e começou a sentir-se um pouco agitado. Certamente, ele não conseguia recordar nada antes e depois de ter perdido a consciência. Ainda, não devia haver motivo nenhum para visitar Taygeta novamente. Melhor, era mais provável que alguém o tivesse encontrado desmaiado em outro lugar na torre e o tivesse trazido à Taygeta. Porém, ele não via qual seria o ponto disso.

Beatrice: “Espere, eu suponho. Subaru.”

Contudo, Beatrice o disse para esperar, enquanto ele começava a ficar confuso.

Subaru: “Sim?”

Beatrice: “De certa forma, eu sinto que não estamos sintonizados. Subaru, conte-nos a história com exatidão, eu suponho.”

Subaru: “Com exatidão…? O que você quer dizer?”

Beatrice: “Tente nos dizer sobre a situação na qual você está neste momento.”

Pacientemente, Beatrice com lentidão disse isso a Subaru. Ele acenou a cabeça posto que sentia a intimidação no tom dela ao dizer tais palavras. E, ao passo que Emilia o olhava com uma expressão preocupada, Subaru forçou-lhe a memória a pensar.

Subaru: “Bem, acho que já te disse… quando eu acordei não tinha memórias. Apesar de não significar que elas estão completamente vazias. Minhas memórias desde ser invocado a este mundo paralelo estão…”

Beatrice: “Espere, espere, espere, espere, espere!? Memórias? O que você quer dizer com memórias, eu suponho!?”

Subaru: “Huh?”

A atitude digna usual de Beatrice foi abruptamente estilhaçada assim que Subaru começou a explicação. Ele foi surpreendido pela reação inesperada dela. Emilia havia colocado sua mão sobre o ombro da apavorada Beatrice para acalmá-la. Mas Emilia também não estava calma. Ele também estava a olhar Subaru em espanto.

Emilia: “Subaru, me desculpe, mas eu não sei do que você está falando…”

Subaru: “Não, eu me sentiria aflito se parasse assim, tenho vocês duas aqui…”

… Ele deveria saber o que dizer a seguir, ele tentou continuar, mas suas palavras morreram.

“……………………..”

Tanto Emilia quanto Beatrice olhavam Subaru com completa perplexidade nos olhos. Era para ele óbvio que elas não estavam fingindo. E porque ele pensou que elas não estavam atuando, isso fez tudo mais aterrorizante para ele.

Por que elas estavam esquecendo quando ele as contou sobre a amnésia?

Com certeza, a torre não havia sugado as memórias de ninguém além de Subaru. Um assustador pensamento subia até sua cabeça. A saber, esta torre era uma terrível, sugando as memórias dos outros até certo ponto, deixando a conversa impossível.

Então, Subaru percebeu.

Subaru: “Quando acordei e quando falava com essas duas…”

Ainda por cima, ele pode ter se lembrado de algo. Não, não pode ter. Ele tinha definitivamente lembrado de algo.

A primeira vez em que encontrou Emilia e Beatrice, quando lhe foi dito que havia perdido as memórias… a conversa parecia exatamente como a de agora.

Para simplificar, acordar na Sala Verde, deitado sobre a cama de heras, isso não era uma cópia exata da situação de mais cedo quando ele ouviu que tinha perdido as memórias?

Subaru: “……………………….”

Pensando sobre este fato, Subaru engoliu em seco audivelmente.

Se olhassem para Emilia e Beatrice, o comportamento de ambas não havia mudado. No entanto não era por desconfiança que elas estavam fitando Subaru em completo espanto, ou melhor, era por preocupação no coração delas para com『Subaru』. O fato de que não havia enganação nos olhares delas fez Subaru sentir-se muito mais calmo no fundo.

Com toda honestidade, o coração de Subaru tinha estado ondulando sob uma grande confusão. Porém, ter feito esta conjectura na situação atual…

Subaru: “Estou vendo os mesmos eventos de novo. Devo estar experenciando sonhos premonitórios.”

Dada sua situação quando acordou, não é sensato pensar isto? Se sim, quando ele perdeu a consciência, deveria ser dito que ele acordou? Nesse momento justo antes de acordar suas memórias tinham estado incrivelmente vagas. Sonhos, por algum motivo, escapuliam pelas mãos de alguém quando se tentava mantê-los amontoados juntos. Ou talvez estes sonhos premonitórios eram a habilidade especial dada a Subaru quando invocado neste mundo…

Subaru: “É uma de difícil uso; é uma habilidade bem seletiva…”

No entanto, não há dúvidas de que se ele pudesse controlá-la, seria uma habilidade poderosa e tanto. No fim, um sonho premonitório iria permiti-lo prever o futuro. O quanto mais o mostrasse a verdade, maiores eram as chances de encontrar uma pista para superar a situação. Infelizmente, ele não pensava que tinha conseguido muitas informações úteis vindas desse sonho premonitório…

Subaru: “… vocês duas, preciso que se acalmem um pouco e escutem o que tenho a dizer.”

Sentando ereto, Subaru agora tinha um entendimento da habilidade que possuía. Ele virou-se em direção a elas e o disse. Emilia e Beatrice olharam Subaru e acenaram, com expressões sérias em seus rostos. Ao olhar para elas, Subaru disse com uma leve insinuação de hesitação:

Subaru: “Não sei se vocês conseguem acreditar nisto, mas parece que eu perdi as minhas memórias.”


… Subaru havia despertado na Biblioteca Taygeta e perdeu suas memórias.

Tomou tanto tempo assim como no sonho premonitório para Emilia e Beatrice digerirem o que ele confessou.

Emilia: “Aieee!”

Com um som rompedor de ar, a garota golpeou com as palmas das mãos suas bochechas com toda sua força. Seus olhos ansiosos arregalaram-se em dor e, pelo choque, enquanto ela motivava a si mesma com “Tudo bem…”

Era uma forma corajosa, quase viril, de aceitá-lo; algo que ele havia visto em seu sonho premonitório.

Emilia: “Ficar daquele jeito não é nada bom, não é mesmo? Como podemos continuar fazendo essa cara de preocupadas quando o Subaru deve estar se sentindo ainda mais preocupado do que nós… vai, Beatrice, você também!”

Tendo reunido sua força com um discurso vigoroso, Emilia balançou o ombro de Beatrice. Em frente à presença de Emilia preparada, Beatrice a olhou, incapaz de esconder a confusão.

Emilia: “Eu também estou chocada e entendo a tristeza… porém, agora, nós temos de pensar em quem está sendo mais afetado. Nós temos que fazer alguma coisa por ele, não temos?”

Beatrice: “Betty está…”

Beatrice: “…………………..”

Subaru reagiu a uma pancada em seu peito enquanto assistia a Beatrice esforçar-se para as palavras saírem. Subaru sabia exatamente o que Beatrice iria dizer e que tipo de rosto ela iria fazer. Mas ele estava bem errado ao pensar que isso iria trazê-lo alguma paz de espírito.

Ter de trair os sentimentos de esperança de alguém era difícil, ou melhor, era assustador. Não importasse quantas vezes ele tivesse de fazê-lo, independente se fosse o mesmo problema pela segunda vez, era o tudo o mesmo. E, agora, Subaru conhecia Beatrice muito melhor que da primeira vez que a encontrou. Por isso era mais difícil para Subaru que da primeira vez.

Beatrice: “… aaaauuggghhh, sim, realmente! Subaru é o Contratante mais sem esperanças no mundo!”

Com isso dito, Beatrice destruiu sua vergonha… o padrão das asas de borboleta que adornava suas írises começou a tremular. Ao mesmo tempo em que estava aliviado por isso, Subaru sentiu um forte sentimento de autodesprezo.

… Isto estava certo? Ele estava satisfeito com isto? É, Subaru Natsuki…

… Poderia ele realmente erguer um castelo sobre a areia, sobre os vínculos e fé já construídos?

“……………………………..”

Subaru rangeu os dentes juntos ao ver a determinação, ainda que gentil, de partir o coração de Emilia e Beatrice.

Ele não confiou a elas que era capaz de experenciar sonhos premonitórios. A conversa após ele acordar e após aquela de lembrar os nomes; ele trouxe o fato de que não foram todas as memórias dele que se foram. Na realidade, além de sua perda de memória, o relato de Subaru também havia sido sobre a localização de suas memórias perdidas. Ele não poderia dar-se ao luxo de duvidar das duas pessoas com ele e, ademais, Subaru não queria entrar em nenhuma conversa improdutiva.

Acima de tudo, ele queria descobrir o quão longe seus sonhos premonitórios mostrariam a verdade. Por este motivo, ele não queria criar uma situação que fosse desviar dos que seus sonhos premonitórios exibiram. Embora algumas mudanças tivessem ocorrido no início, elas não eram nada tão grande.

Entretanto, esta não era a única razão pela qual ele não mencionou seus sonhos premonitórios.

Subaru: “……………………..”

Nem Emilia, Beatrice, Ram, Julius, Eridna ou qualquer outra pessoa lhe havia explicado que ele tinha a habilidade de ter『Sonhos Premonitórios』. Shaula e Meili também não o fizeram. Era difícil imaginar que eles esconderiam intencionalmente isso de Subaru. Mesmo sob as circunstâncias anteriores era difícil de acreditar que todos eles tinham a mesma intenção; não fazia sentido.

Logo era inevitável que havia apenas um motivo pelo qual eles não sabiam dos『Sonhos Premonitórios』; isto é, Subaru Natsuki nunca havia revelado a eles sua habilidade.

Subaru: “… no que você estava pensando, Subaru Natsuki.”

Subaru chamou seu nome como se estivesse fazendo menção a uma pessoa diferente… Não, dizer como se estivesse fazendo menção a uma pessoa diferente estava errado. Era uma pessoa diferente.

Para Subaru, “Subaru Natsuki” é uma pessoa desconhecida que não existe. Ele não podia imaginar o que ele estava pensando e não podia interagir com ele. Não haveria chances de conseguir entendê-lo.

Por que “Subaru” não contou a Emilia e outros sobre o poder dele?

Era porque ele não queria mudar o desenvolvimento desses sonhos premonitórios tanto quanto possível? Mesmo que fosse devido a isso, certamente uma vez que a situação tivesse sido superada haveria tempo para confidenciá-lo? Houve uma razão para que ele não pudesse dizê-lo?

Uma desconfiança do velho “Subaru” estava continuamente crescendo dentro dele.

Subaru: “Você…”

… no que você estava pensando, “Subaru Natsuki”.


Após isso, os eventos se seguiram como esperado, de maneira aproximada como ele havia visto em seus sonhos premonitórios.

Emilia: “Assim, eu acho que todo mundo está bem chocado… Subaru está numa situação e tanto agora. Mas mesmo em uma situação destas… não, precisamente porque a situação é assim, nós devemos dá-lo suporte.”

Emilia explicava aos outros como Subaru perdeu as memórias. Embora não fosse a melhor das explicações, era agora impossível de se fazer um acompanhamento no caso de ele drasticamente mudar os eventos. Desta forma, no lugar de Emilia, que ficou entalada com palavras, Beatrice acabou por tomar o esforço.

E então…

Ram: “Isto é algum tipo de brincadeira, Barusu?”

Ram suspeitou que a situação de Subaru podia ser uma brincadeira…

Shaula: “Me diz, Professor-sama… você ainda não cansou de brincar desse jeituuu? Mais quantas vezes você vai ter que me esquecer antes de cortar com essa?”

Shaula havia indiferentemente aceitado que ele havia perdido as memórias como se ela pensasse que era algo inevitável…

Meili: “Realmente, o Onii-san com certeza parece bastante encrencado, não é.”

Desinteressada ou não, Meili sorriu da brincadeira, como que se divertindo da atmosfera de confusão…

Eridna: “Só… vamos dar a ele algum tempo para se acalmar. É isso, certo?”

Preocupado com Julius por ele ter ficado extremamente aborrecido ao escutar que Subaru perdeu as memórias, Eridna logo os sugeriu que tomassem um breve intervalo para organizar os pensamentos. Ele aceitou o convite de Ram e deixou a sala para ir em busca de água. Então quando eles estavam apenas entre si, Ram puxou Subaru pelo colarinho e o empurrou contra a parede.

Ram: “……por favor, desem… bucha.”

Ele tinha se separado de parte de sua santidade. No entanto, não poderia ser dito que ele não estivesse abalado no fundo. Após escutar os soluços silenciosos de Ram, Subaru retornou para onde todos estavam com esta convicção…

… Os sonhos premonitórios são precisos. Eles são terrivelmente precisos e prenunciam os eventos completamente.

Subaru não sabia tudo que eles diriam ou fariam, mas a impressão que eles deram estava inalterada. Se havia um problema…

Eridna: “Natsuki-kun está bem calmo apesar da situação.”

Reintroduzindo cada um, e ambos revelando suas bombas — como aquela que a consciência de Anastasia estava atualmente sobreposta pela de Eridna, ela o disse a Subaru.

Subaru: “……………………..”

Subaru sentiu sua boca secar depois de ouvir as palavras de Eridna. Para ser honesto, a observação de Eridna era compreensível. O próprio Subaru não podia realmente fazer muito sobre.

Todos estavam chocados e num estado de pânico. Ainda, enquanto a via tentando suavizar a absurda situação, ele não poderia evitar de sentir senão empatia do fundo de seu coração para com eles. Era como quando se assiste um filme pela segunda vez: as emoções e experiências não são tão fortes como da primeira.

Aquilo que ele sentiu ainda mais forte foi a enxurrada de emoções negativas, a saber, simpatia para com eles por colocarem em si mesmos rostos corajosos, culpa por deixá-los como estavam apesar de saber disso e um sentimento de repugnância em relação ao “Subaru” que possivelmente teria continuado a fazê-lo.

Não era surpresa que Subaru tivesse uma expressão sombria em seu rosto, esta unida a uma taciturna atitude; muito embora eles tivessem pensado que ele permanecia calmo. De qualquer maneira…

Subaru: “Estou feliz que as coisas tenham se acalmado. Eu era o tipo de criança que sempre recebe o ‘ele nunca se acalma’ escrito em um bilhete escolar.”

Eridna: “Bilheeete escolaaar, eu não compreendo o que isso significa… é algo do ‘mundo paralelo’?”

Subaru: “É.”

Estreitando seus olhos, Subaru acenou com a cabeça para a pergunta de Eridna. A forma como ele respondeu a pergunta sobre o significado de “Mundo Paralelo” não havia mudado de novo. Ele explicou como havia sido invocado neste mundo alternativo e como se encontrava neste lugar. E a mesma conclusão veio de Emilia, Eridna e os demais, de acordo que ele tinha origens de além da『Grande Cascata』.

Talvez, mesmo se ele não pudesse reproduzir totalmente os acontecimentos de seus sonhos premonitórios, eventos que possuíam alguma importância ainda seriam realizados com ligeiras mudanças em si. Uma pessoa que chama outra para sair e convida a pessoa numa forma completamente diferente da anterior, em que agora existem obstáculos notáveis no caminho; este era o sentimento que ele recebia disso. Noutras palavras, Eridna perguntaria sobre o mundo alternativo, independente de ele perder as memórias.

Subaru: “Muito embora eu não tenha explicado isso até agora, fui descuidado em mencionar a palavra ‘Mundo Paralelo’…? Nem sei mais o que pensar.”

Devido à natureza de seus sonhos premonitórios, confiar na habilidade era difícil, e, ao invés disso, era incrivelmente estranho como ele não tinha falado sobre o mundo alternativo. Era quase como se ele tivesse desistido, julgando ser inútil o confidenciar.

Como se ele estivesse com medo.

Eridna: “Afinal, é estranho que você pareça o menos confuso entre os envolvidos. Estamos todos ficando ansiosos aqui, pensando que devemos fazer algo sobre.”

Subaru: “Talvez é o que querem dizer quando falam sobre todo mundo estar em pânico, mas a pessoa em questão fica calma. Até eu estou nervoso, com pensamentos de que temos de fazer algo sobre isso. Por isso fique tranquila em relação a isso.”

Emilia: “Parece para mim que não podemos nem um pouco nos sentir aliviados…”

Tanto Eridna como Subaru derem de ombros um para o outro. O olhar de Emilia parecia bastante abatido ao dizer essas palavras; o clima de alguma forma ainda atingia o fundo do poço.

No fim das contas, a atitude de Subaru se aprimorara. Ele tentou imitar seu sonho premonitório o máximo possível; no entanto, a forma como tentou imitar sua atitude foi bem fraca. Era muito difícil imitar seu eu confuso que foi visto em seu sonho. Portanto, antes que ele dissesse mais coisas sem sentido…

Subaru: “Bom, entendo a situação em que nós estamos. Sei que é muito confuso, mas vamos superar isso juntos. Vamos fazer algo sobre isso.”

Batendo suas mãos, Subaru tentou progredir com a conversa. Beatrice acenou em resposta, e, como se obedecesse ao sonho premonitório, ela disse:

Beatrice: “Você vai desejar checar a biblioteca 『Taygeta』, eu suponho.”


Shaula: “Ueeeh~”

Com um sorriso linguarudo, a glamurosa e bela moça soltou um berro. Se ela endireitasse a si mesma e começasse a parecer mais digna, sua beleza certamente cativaria os corações de muitos homens. O rosto dela relaxou, enquanto ela tentava aconchegar-se em Subaru.

Shaula: “Mestre, Mestre. Eu estou feliiiiiiiiiiiiiz~. Prometo te fazer feliiiiiiiiiiiiiz.”

Subaru: “Ei, não diga isso. Não se agarre ao meu braço. Você é assustadoramente macia.”

Shaula: “Ah! Eu só quero fazer isso para apertar essas partes más em você, sabe.”

Subaru continuou a empurrá-la pela testa ao passo que Shaula tentava desesperadamente se agarrar aos braços dele. Com toda honestidade, ser agarrado por uma bela mulher que a princípio era abastada de uma aparência tentadora era uma sensação de distância da qual ele queria conter a si mesmo, tanto em termos da força de Subaru enquanto um humano quanto como um rapaz.

Subaru e os demais chegaram agora ao 3º andar da torre, onde a biblioteca 『Taygeta』 se encontrava.

 Como havia sido em seu sonho, eles procurariam pela biblioteca numa tentativa de descobrir como Subaru perdeu as memórias, e se possível, pegá-las de volta.

Porém Subaru sabe que a busca será ineficaz, e eles não trarão resultado algum. Estava para ser um momento irritante com relação a ele neste momento, posto que ele não estava permitido de participar da procura. Embora para ele, parecesse que Shaula estava agindo bem mais usual do que havia sido mostrado no sonho…

Shaula: “Afinal, Mestre, você nos escolheu em vez da anã, nuuuuuuum é?”

Subaru: “Não é como se eu especificamente tivesse escolhido isso! Devido aos acontecimentos, não pude evitar de ficar preso aqui com você!”

Shaula o falou com uma expressão boba, dizendo sobre a chegada deles à『Taygeta』.

Embora a distância para a biblioteca não fosse longa, Subaru deu um jeito para que não tivesse de dar as mãos com Emilia e Beatrice.

Suas intenções por detrás disso tinham sido contrárias a pancadas de consciência para com Beatrice e Emilia.

Dado que sabia o que iria acontecer graças ao sonho premonitório, ele não revelou o fato de que aquilo provavelmente seria uma perda de tempo, e fazendo assim, com uma visão ampla da situação, Subaru as tratou dessa maneira.

Portanto, ele estava agora sentado ao lado da cabeça de vento da Shaula enquanto aguardava pelo grupo terminar a busca em 『Taygeta』.

Shaula: “Finalmente o Mestre reconheceu o quão charmosa e atraente eu sou! Eu tive que esperar 400 anos por isso! Tô tão feliz! Vou te dar um apaixonado beijuuuu!”

Subaru: “Não era isso que eu ‘tava dizendo! Isso é assustador! Sério, para!”

Shaula pressionava seu corpo contra o dele; Subaru tentava desesperadamente empurrá-la, mas ela possuía uma força incomum, e ele assim viu-se prensado contra parede. Isto nem ao menos era um kabe-don, era um um kabe-gowaa! Para se ver o quão intenso era!

E justo quando a virgindade dos lábios de Subaru, os quais nunca experenciaram o amor de uma mulher, fosse tomada à força…

Meili: “Ei, ei, o onii-san não parece estar gostando disso. Pare de sacanagem.”

Shaula: “Ow, ow, ow, ow, ow!”

Foi Meili quem arrastou Shaula para longe de Subaru ao puxar a parte de traz do rabo de cavalo dela.

Shaula torceu o pescoço, puxou o rabo de cavalo de volta e cuidadosamente segurou o longo e escuro cabelo sobre seu peito.

Shaula: “O que você fez com o meu cabelo!? O que você fez com meu precioso cabelo, sua anãzinhaaaa horrível!”

Meili: “Não quero que a onee-san dos cabelos prateados ou a Beatrice-chan fiquem com raiva. Fiquei de olho para ter certeza de que a onee-san quase pelada não fizesse nada de ruim ao onii-san.”

Shaula: “Grrrrr! Tão irritante! Mestre, por favor faça alguuuuuu!”

Subaru: “Shaula, não se atreva a vir dois metros perto de mim. Você é assustadora.”

Shaula: “Mestre é um idiota demaiiiiiiiis.”

Shaula virou de costas para Subaru, dissimulando um choro.

Subaru coçou as bochechas confuso enquanto olhava para as costas expostas dela, em seguida ele virou-se para encarar Meili, que segurava as próprias mãos atrás de si mesma.

Subaru: “Ah, você foi de grande ajuda… Isso sim foi uma coisa estranha para se dizer a uma assassina.”

Meili: “Não se preocupe. Esta assassina se aposentou, agora eu faço o que o onii-san, a onee-san e os seus amigos me dizem. O onii-san e os demais podem fazer bom uso de mim, igual a quando eu ajudei com os animais doentios.”

Subaru: “……………………”

Ela disse sem malícia ou motivos ocultos, por isso Subaru não reagiu às palavras dela. Meili não pareceu ser especialmente afetada por pontadas na consciência ao falar. Essas eram as diferenças de valores entre este mundo e o dele.

Meili: “…………………..”

Ela nada disse em resposta ao silêncio de Subaru. Ela apenas o olhou silenciosamente com uma expressão incompreensível no rosto. Meili agora se virava para fitar indiferentemente a direção em que Emilia estava a procurar na biblioteca. A garota era bem pequena, possuía um rosto juvenil, pernas e braços ainda diminutos, e ainda havia um caminho e tanto a ser seguido antes que ela alcançasse a feminilidade. No fim, ela ainda era uma criança. Era para ele inconcebível que ela tivesse sobre si tais valores distorcidos.

Subaru: “Talvez, até em você, haja algo para se confiar, então estou contando com você!”

Meili: “…? Eh, então é isso que você vai dizer? ‘Fazer bom proveito de mim’.”

Subaru: “Não, nada de usar. Confiar. Não somos como ferramentas que podem ser usadas, pense nisso como… uma amizade?”

Meili: “… Hmmph.”

Por um segundo Meili havia em choque considerado as palavras de Subaru. Apesar de ter sido por apenas um momento passageiro, ela rapidamente havia desviado seus olhos. Subaru estava aliviado que ela não reagiu com desconforto; melhor, pareceu como se um leve feixe de conforto tivesse cintilado pelo rosto dela. Mesmo se dentro de seu coração ela ainda possuísse valores distorcidos sobre si mesma, não significava que tudo aquilo que ela poderia sentir acabaria por ser fora do padrão que Subaru conhecia.

O fato de que ambos podiam se comprometer com relação a suas circunstâncias desconhecidas fez com que Subaru se sentisse um pouco melhor.

Meili: “… O onii-san realmente não se lembra de nada, né?”

Subaru: “Pois é? Infelizmente. Você tinha algo em mente?”

Ele tinha inesperadamente remexido algo vindo de Meili acerca de memórias. Subaru tentou questioná-la sobre o que ela quis dizer. Ao escutar a pergunta, Meili apenas colocou os dedos sobre o próprio lábio e deu um sorriso muito doce: “Ah siiiiim.”

Meili: “A Petra-chan iria chorar se ela escutasse isso.”

Subaru: “Ugh… Nem sei quem é essa aí.”

Meili: “Petra-chan é uma garota que ama o Onii-san. Ela ficou preocupada com você vindo aqui; é quase como se eu pudesse escutá-la dizendo, ‘Viu, eu sabia’.”

Subaru: “Que merda esse eu de ontem, que coisa idiota ele fez…”

Subaru considerou amargamente, desanimado pensando sobre esta garota, Petra, que ele não viu ainda. Quanto ele acabaria aprendendo com relação aos passos que aquele “Subaru” desconhecido havia deixado?

Meili: “Sério, eu honestamente penso que a minha opinião do Onii-san de ontem também é a de que ele foi bastante descuidado.”

Meili esticava-se enquanto o dizia, ignorando o turbilhão que havia deixado no coração de Subaru. Em sua mente parecia como se o que ela havia dito tivesse vindo acompanhado de uma emoção demasiada estranha.

De qualquer forma, Emilia e companhia retornariam antes que ele pudesse confirmá-lo. Se eles não achassem pista alguma, isso apenas reforçaria o quão precisos os sonhos premonitórios dele eram.


Visto que a busca em『Taygeta』acabou malograda, eles iriam agora se preparar para ir ao segundo andar.

Finalmente, dali em diante o alcance dos sonhos premonitórios acabaria… Subaru até então ainda não havia duvidado da precisão de sua habilidade de previsão do futuro.

Os eventos passaram-se tal qual Subaru havia experenciado antes. Se quaisquer problemas estivessem para acontecer a este ponto, ele não seria capaz de responder usando seu conhecimento do futuro mostrado pelos sonhos premonitórios.

Subaru: “Sou capaz de predizer o futuro, não é insanidade que eu consiga confirmá-lo?”

No entanto, isso também era estranho. Em primeiro lugar, Subaru não sabia quais condições eram necessárias para ativar seus sonhos premonitórios. Se ele adormecesse, seria ativado, ou necessitaria de um gatilho — ou era apenas complemente aleatório? Seria improvável que houvesse tempo para encontrar um lugar para dormir devido à urgência da situação atual. Todavia, ele queria depender de seu poder de premonição — decerto, ele iria precisar descobrir mais detalhes acerca disto. Ele precisaria investigar minuciosamente o que poderia ser feito com sua previsão.

Subaru: “Por ora, assim como no meu sonho, eu dei um jeito de a Beatrice me deixar só, mas…”

Subaru pediu que Beatrice o deixasse sozinho enquanto ele tentava via tentativa e erro as poses de transformação. Pareceu que Beatrice tentou ficar mais próxima a ele que nos sonhos dele. Isso era possivelmente uma consequência de ele ter ficado menos por perto dela do que nos sonhos, tal como no caminho à『Taygeta』. De qualquer maneira ele tinha um motivo para ficar sozinho.

Subaru: “Tenho que descobrir por que eu acordei e o que aconteceu comigo antes de acordar.”

Possa ser que ele apenas tenha acordado normalmente. Entretanto, podia ser que houvesse algo em seu sonho que o tenha feito acordar. Algo como se deparar com uma experiência horrível, ou dolorosa.

Subaru: “Tô um pouco surtado agora… e se eu começar a ter vislumbres dos sonhos premonitórios; é sinistro, é como se eu estivesse sonhando em ser uma borboleta.”

Sonhar que se é uma borboleta é a situação em que se sonha de fisicamente ser uma borboleta, mas quando se acorda não há a certeza se a pessoa em questão é a borboleta sonhando que é uma pessoa, ou uma pessoa que sonhou ser uma borboleta. Parecia que seria um vício, um loop interminável, como uma profecia própria que se seguiria de um ponto de partida próprio até uma divisa de incerteza, como que algo nada confiável.

Subaru: “… para evitar isto, eu preciso ir além do momento em que meu sonho acabou. Se eu puder fazer isso, então posso ser capaz de contar a Emilia e aos outros sobre meus sonhos premonitórios.”

O “Subaru” de antes de perder as memórias infelizmente havia evitado confiar sua habilidade a Emilia e companhia. No entanto, Subaru agora estava ansioso para mudar esta situação e confiar a todos o que ele podia fazer.

Ele não sabia o que viria a acontecer, se ele fosse fazer tal coisa descuidada; assustado por esta ansiedade, ele não queria criar uma situação em que isso seria atrasado.

Subaru: “… Eu decidi.”

Relembrando sua reavaliação de posição, Subaru finalmente havia decidido que iria contar a todos sobre seus sonhos premonitórios. Não obstante, o que estava para vir à frente era o desconhecido a ele. Após o ponto em que Beatrice saiu, as memórias dele incluindo aquelas de performar as poses de transformação estavam bastante confusas. Portanto, exibir provas de que ele podia experenciar sonhos premonitórios seria uma um pouco difícil. Além disso, ele não sabia sobre a ativação deles. Ele precisaria que eles cooperassem quando tentasse explicar a habilidade.

Se ele pudesse aperfeiçoar seus sonhos, eles iriam tornar-se uma arma extremamente poderosa à disposição dele. Ou talvez fosse uma arma necessária que os permitiria conquistar a Torre de Vigia Plêiades. Com estes pensamentos em mente…

???: “Com relação ao Natsuki-kun, não é perigoso para ele nos acompanhar nesse estado doido que ele ‘tá agora?”

*Ao longe*: “…………………………”

Tendo chegado na frente do corredor, numa tentativa de juntar-se a todos, Subaru reteu sua respiração aos ouvir essas palavras.

A voz inteligente que ele escutou era de Eridna. Por algum motivo em mente, Subaru hesitou em anunciar sua presença, e decidiu esconder-se por trás da parede. A conversa no corredor continuou.

Emilia: “Eridna, o que você quer dizer com perigoso?”

Eridna: “Existe outra forma de descrever, por acaso? Considerando o estado no qual ele está agora, é certo que ele perdeu as memórias. No entanto, o que ele disse após foi realmente doido. A forma como ele explicou o termo ‘Mundo Paralelo’ é a prova.”

Emilia: “Mundo… Paralelo…”

Julius: “Você não acredita realmente que ele tenha vindo de além da Grande Cachoeira?”

Julius e Emilia pareceram chocados ao ouvirem as palavras de Eridna. O coração de Subaru cambaleou, o que os comentários de Eridna significavam agora? Ele queria saltar de seu esconderijo e lhe perguntar, mas por enquanto ele suprimiria essa emoção. Mesmo que Subaru não perguntasse, certamente alguém iria…

Ram: “Foi com certeza uma explicação absurda.”

Emilia: “Ram… você também duvida do que o Subaru falou?”

Emilia reagiu com surpresa ao tom indiferente e frio de Ram. Em reposta à pergunta dela, Ram disse: “Emilia-sama…”

Ram: “Não é como seu eu duvidasse do argumento do Barusu desde o começo. De fato, o conhecimento do Barusu, comportamento e roupas estranhas são coisas as quais são desconhecidas para nós. Está claro que ele possa ter vindo de um lugar que nenhum de nós sabe sobre.”

Emilia: “Então nesse caso…”

Ram: “Porém, de onde ele veio, é limitado por este mundo. Tenho certeza que ser de além da Grande Cachoeira poderia ser costurado para significar o termo do Barusu: ‘Mundo Paralelo’, mas eu não consigo acreditar na existência de tal lugar… Não há mais razão em acreditar nele agora.”

Emilia: “Ram…”

A voz de Emilia vagou levemente pela distância enquanto ela escutava a explicação de Ram, o que pareceu que ela estava a tolerar amargura nele. Contudo, não houve resposta; Emilia quietamente pigarreou…

Emilia: “Eu acredito no Subaru, a Beatrice também, então, por favor, por favor, tentem acreditar no que Subaru disse.”

Julius: “…Emilia-sama, Eridna não está sugerindo que o Subaru esteja tentando nos enganar de propósito. Ela está apenas dizendo que ele se encontra num estado terrível de confusão.”

Beatrice: “Nessa afirmação, você ainda assim concorda com esse espírito, eu suponho!?”

Julius tenta racionalmente explicar seus pensamentos para Emilia. No entanto, Beatrice não estava aceitando nada disso, já que tinha intenção de permanecer ao lado de Subaru neste assunto. O temperamento dela o sinalizou claramente. No momento, um silêncio angustiante caiu sobre a sala; a testa de Subaru começou a suar.

Shaula: “Eiiiii, é melhor vocês pararem e se acalmareeeem. Mesmo se todos vocês estejam discutindo com unhas e dentes aqui, neste momento, o Mestre não está, então não tem jeito de ele ficar agradado.”

Meili: “Não acho que seja uma discussão nesse ponto ainda… mas, é, isso aí.”

Ele escutou as vozes de Shaula e Meili, as quais ainda parecia ser espectadoras. Rindo bastante arrogantemente por curto período, Meili continuou sua fala com: “Ficando louco…”

Meili: “Por que você não pergunta ao Onii-san diretamente? Onii-san, você está ficando louco?”

Subaru: “…………..hk”

Subaru rangeu seus dentes para essas palavras maliciosas. Ele permaneceu surpreendentemente calmo quando estava encostado na parede; ele cuidadosamente deixou a sala sem fazer nenhum passo.

“………………………..”

Após tomar alguma distância, seus prudentes passos aceleraram em ritmo, o que logo se tornou uma corrida. Em seguida, ao chegar no corredor onde ninguém estava, ele pressionou sua cabeça contra parede.

Subaru: “Merda…”

Sem saber o que deveria dizer para quem, Subaru atingiu a parede, soltando sentimentos que ardiam dentro dele. A discussão que ocorreu na ausência de Subaru era um choque inesperado a ele. Ele não era convencido o suficiente para pensar que havia ganho a total confiança deles. Ou melhor, ele poderia dizer que tal ponto não tinha estado em seus pensamentos.

Subaru pensou que confiança fosse um pré-princípio básico. Emilia e Beatrice foram gentis e atenciosas demais para com Subaru. Ao passo que insistia para si mesmo que estava se sentindo desconfortável demais, ele enganou a si mesmo para acreditar que era verdade. Não havia dúvida que ser de um lugar diferente os teria ajudado a conquistar a torre.

Com a desvantagem de ter perdido as memórias, e sua calma, e seus pensamentos conexos, ele perdeu toda sua utilidade. Olhando objetivamente, ele percebia apenas o quão vergonhoso ele era. O que era a confiança nesta torre no deserto? Ele por si só não podia entender isso. Ele se perguntava se poderia lidar com o que “Subaru Natsuki” havia conquistado.

Subaru: “Neste estado, é inútil dizer a eles sobre os meus sonhos premonitórios.”

O fato de que eles acreditaram na perda de memória dele era uma prova da virtude dessas pessoas. Ao mesmo tempo, contudo, elas eram pessoas equilibradas que não acreditariam em um “Mundo Diferente”. Portanto, ele não nem tinha pensado sobre que resposta uma explicação de seus sonhos premonitórios poderia provocar.

Subaru: “Desde o começo, eu fiz burrada…”

Estragou tudo, ele tinha estragado tudo.

No meio tempo, como poderia Subaru transformar as avaliações deles com relação a ele, mostrando que ele podia ser confiável, neste ponto. O que era almejado agora, o que era necessário agora era “Subaru Natsuki”. Não Subaru Natsuki.

Estava tudo bem se ele fingisse ignorância e voltasse atrás? Além disso, num estado no qual ele não sabia que tipo de conversa havia acontecido, estaria tudo bem se ele ousadamente se juntasse à captura do segundo andar? Ou Emilia e Beatrice vetariam isso, e o deixariam para trás.

E quem manteria os olhos nele.

Ao menos ele gostaria de esperar isso de Shaula e Meili, dado que conversar com elas não foi um problema.

Subaru: “…Porra, eu sou um idiota.”

Enquanto dizia tais palavras em voz alta, Subaru abruptamente saiu do corredor ao qual passava. Ele passou pela grande escada em espiral que conectava o quarto andar aos andares inferiores — um buraco esticava-se do meio da torre para sua metade menor. Era verdadeiramente colossal.

Subaru: “Espiral, escadaria…”

Subitamente, pondo seus olhos nessa cena, Subaru começou a ponderar. Incluindo em seu sonho, esta era a segunda vez que vinha aqui. Tanto em sonho quanto em realidade, Emilia e os outros guiaram o amnésico Subaru pela torre. Então, reconhecer este lugar não era um erro, mas…

Subaru: “Não, fora isso, eu sinto algo estranho…”

Arrepios percorreram seu corpo, ele sentiu os pelos de suas costas arrepiaram-se. O sangue por todo seu corpo pareceu frio, e o soar em suas orelhas era terrivelmente alto. Sua pulsação acelerou, sua respiração tornou-se pesada e seus joelhos começaram a tremer por quaisquer motivos que fosse. Seus dentes começaram a fazer um incontrolável barulho de rangido. Subaru se tornava consciente destas anormalidades.

No entanto, elas não eram causadas devido a nenhuma mudança na temperatura ou causas externas. Esta anormalidade, este fenômeno incomum, havia sido causado pelo próprio corpo de Subaru. Para elaborar, a influência em seu corpo era como se fosse o espírito ou o algo de um lugar muito mais profundo…

Subaru: “…ah.”

Com uma fraca batida, Subaru sentiu um leve impacto como se estivesse andando para frente.

—Não, não se podia dizer que ele havia pisado adiante.

Pisar adiante é um termo que pressupõe haver um chão sólido em que possa ser pisado.

Pisando adiante, sua perna havia saído.

E seu pé havia raspado o ar.

E então ele…

Subaru: “A”

Caindo, caindo… ele estava em queda.

Todo o seu corpo estava sobrecarregado com uma sensação de leveza; ele estava caindo no meio do ar, perdendo a visão do que era cima ou baixo. Um tremendo som de vento assoviou por seus tímpanos. Subaru entendeu o que estava acontecendo. Ele caía.

Não, houve um leve impacto desde então. Mas, isso não necessariamente indicava que ele havia caído.

Ele foi empurr-…

Subaru: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA-!!”

Gritando do fundo dos pulmões, Subaru desesperadamente esticou suas mãos… procurando por algum lugar, qualquer lugar em que se segurar. Não havia nada. Não havia lugar ao qual ele podia se agarrar. O mundo a seu redor girava demais, tanto que ele não podia compreender o mundo a seu arredor.

Um sentimento desesperador de querer vomitar o dominou como se todo o conteúdo do corpo dele fosse puxado de baixo à cima. Pedaços de vômito amarelo transbordam de sua boca, vazando ao ar nos arredores.

Esta sensação… ele lembrava dela. No meio de sua dor e vômitos, as memórias que uma vez estiveram ambíguas tornaram-se nítidas.

Sim, sim, era isso. Antes que acordasse, o fim de seu sonho premonitório, Subaru experenciou a mesma sensação.

Ele caiu, lamentou sua situação infrutífera e em seguida perdeu a consciência, E depois disso, acordou de seu sonho premonitório e encontrava-se na Sala Verde…

Repentinamente, Subaru experiencia um grande impacto no lado direto de seu corpo, estilhaçando seus ossos em pedaços.

“*CRACK*”

O som de algo quebrando preencheu o ar, seu lado direito sentiu como se tivesse sido atingido por um raio… Os gritos de Subaru foram silenciosos. E, logo em seguida, mesmo que um pouco tardia, uma dor severa percorreu seu corpo.

Subaru: “GYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!”

Seu braço direito destacava-se em um ângulo estranho, completamente quebrado desde o cotovelo com o osso protuberante fora de sua pele. Ele estava coberto por sangue, sua jaqueta estava rasgada, e ele podia ver seus músculos rosados e ossos brancos da parte inferior de sua pele rasgada.

Ele colidiu. O corpo de Subaru colidiu contra a escadaria em espiral enquanto ele caía abaixo. Como se seguia, seu giro incontrolável em descida acabaria destruindo o corpo de Subaru, e ainda assim ele não parou.

Não, era muito pior.

Subaru: “GHA! GHHH! GHHUU!”

Seu corpo que rolou abaixo e atingiu um dos degraus inferiores da escada em espiral espalhava sangue por toda parte. Foi azar que sua cabeça acertou o próximo degrau. Sua testa rachou. Ele sentiu como se coisas estivessem vazando do interior de seu crânio.

Instantaneamente, ele perdeu a consciência… onde parecia que tudo havia acabado, seu corpo colidiu com outro degrau, e a dor de seu braço direito quebrado o acordou enquanto o corpo dele continuava a perder o formato.

Subaru: “AHHHHHHHHHHH!!! GYAAAAAA!!”

Dói, dói, dói, dói, dói, dói, dói, dói, dói, dói, dói, dói.

Dor, angústia, vômito, queimação, Subaru Natsuki estava sendo estilhaçado em pedaços pequenos.

Braços, pernas, rosto, toda parte dele era atirada e raspada contra a pedra da escadaria, quebrado, esmagado, fazendo-o não mais se assemelhar a uma pessoa. Não mais uma pessoa, algo que não mais foi “Subaru Natsuki”.

… Memórias são o que moldam as pessoas.

Subaru: “*Blurb*”

Enquanto respingava uma vasta quantidade de sangue, Subaru subitamente escutou esta voz.

Quem havia dito coisa tamanha estúpida, dizendo como se o entendesse? Contudo, foi uma coisa boa a se dizer. Memórias são o que moldam as pessoas.

Foi algo bem dito.

Se verdade, o que diabos faz aquela pessoa que perdeu as próprias memórias, e não mais é aquele que se foi?

Subaru: “………………………….”

Sangue jorrava de sua boca; bem literal, um grito que jorrava sangue, sua garganta estava completamente esmagada. Subaru Natsuki estava despedaçando-se, desmoronando até que chegasse ao distante, distante chão.

Não há despertar deste sonho. Subaru Natsuki falhou.

Não iria haver segundas chances para tentar novamente. O doce fim próximo.

Lentamente, escuridão, escuridão… o mundo ao redor dele estava sendo tingido de preto.

…. Quem é você.

E finalmente, após toda sua angústia e sangue quente, Subaru Natsuki desmoronou da existência.

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