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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 6 – Capítulo 4

A Razão de te trazer para Fora

A conquista até as mortíferas Dunas de Areia Augria para chegar à Torre de Vigia Plêiades.

A “Usuária de Majuu” Meili se juntou ao grupo de Subaru como um membro que aumentaria sua confiança para escapar do labirinto de areia– um ambiente que continha tocas de bestas demoníacas.

Por conta disso, decidiram trazê-la com eles. No entanto, essa garota continuou sendo a única pessoa a residir no quarto de confinamento da mansão por um longo e restrito período de um ano inteiro, porque ela estava ajudando Roswaal.

Subaru sabia que naturalmente haveria discussões sobre a libertação de Meili de seu confinamento, considerando que ela havia sido responsável pelo evento do ataque a mansão através de uma traiçoeira “Caçadora de Entranhas”, mas,

Meili: “Não há nada de errado com isso, ceeerto? Se outras pessoas além de Onee-san e Onii-san também irem, não haverá problema nenhum comigo saindo também, não ééé? Mesmo que meu julgamento tenha sido incorreto e ela tenha más intenções, vocês são aqueles que ela almeeeja.”

Roswaal deu permissão a Meili para partir depois disso. Os detalhes de sua resposta eram o tipo de detalhes que você não podia deixar de admitir que realmente pareciam coisas que Roswaal diria.

Mas, de qualquer forma, ela havia obtido permissão por enquanto. Assim, Meili conseguiu ser libertada com segurança do confinamento em que esteve durante um ano inteiro.

Meili: “Mm~! Assim como eu imaginei, a atmosfera aqui fora é muito difereeente. Ficar naquele quarto apertado durante muito tempo dificultou minha respiraçããão.”

Subaru: “Mas ainda assim, ele tentou fazer um monte de coisas diferentes para fazer você se sentir melhor, hein. Não foi tão ruim quanto você diz que foi, não é?”

Meili: “Sério? Agradeço a consideração, mas ser capaz de mover-se livremente por aí é uma sensação totalmente difereeente. Onii-san, se você não aprender a apreciar as pequenas coisas da vida, será odiado pela Onee-san e Ojou-chan muito antes de perceber, saaabe.”

Meili fez beicinho com os lábios enquanto segurava sua infinidade de bichinhos de pelúcia. A propósito, a pessoa a quem Meili se referia quando disse “Onee-san” era Emilia, enquanto a outra pessoa a quem ela se referia quando disse “Ojou-chan” era Beatrice.

Nota: “Ojou-chan é uma palavra normalmente usada para se dirigir a uma garotinha de maneira honorífica.”

Ela se referia a Petra como “Petra-chan”, Garfiel como “Presa Onii-san” e, por fim, ela se referia a Otto como “pessoa de aparência fraca”.

Meili: “Então, posso descansar nesse quaaarto?”

Subaru: “Pelo que me disseram, não deve haver problema. 一Alguém entrou para limpar o lugar-apesar de ser um cômodo que não é usado com frequência, então você não precisa se preocupar com a sujeira ou qualquer coisa desse tipo. Frederica deve ter vindo limpar o quarto bem na hora em que trouxemos nossa bagagem.”

Meili: “…Ok.”

Havia esse lugar na ala oeste da Mansão do Roswaal. Este era o quarto que Meili continuava a olhar ao redor com curiosidade ―― o interior do quarto que ficava no andar dos quartos privados das empregadas.

Meili tentou experimentar o que era estar livre do confinamento.

Claro, era necessário que alguém examinasse a mansão para que não fosse negligenciada. Mas qual era exatamente o seu papel? Ela era uma convidada? Ela era uma empregada? Seu papel não estava longe de ser o de um convidado, mas também seria injusto perder a parte dela que a tornava uma empregada.

Assim, ela seria rotulada como “cooperativa” do casarão, pois seria insuficiente chamá-la de empregada, e não seria suficiente chamá-la de hóspede.

Ela cuidaria desse quarto no andar das empregadas como se representasse a segunda metade de seu corpo interno. Ela trouxe cada um de seus pertences que estavam anteriormente guardados em seu quarto do confinamento, fazendo parecer que este quarto insípido estava sendo tingido de cor.

Meili: “Mesmo que eu tenha sido libertada assim, não sei quanto tempo vou poder ficar aquiii. Afinal, quando surge uma perspectiva que parece ser uma oportunidade de viver em paz, eu posso fugir imediatameeente.”

Subaru: “Bem, o mais importante é que você não cause problemas. Então, contanto que você não me leve para aquela sua mãe assustadora, você pode fazer o que quiser. Ah, mas vou me certificar de que você execute seu próximo trabalho adequadamente. Depois disso, você pode fazer o que quiser.”

Meili: “Você está dizendo que quando tudo estiver resolvido, eu posso morrer onde eu desejaaar?”

Subaru: “Eu tenho que ouvir esse tipo de coisa? Por que eu me importaria com onde alguém morre…? Isso é o que o meu eu cínico e pretensioso do passado diria, mas agora não irei dizer coisas assim.”

Depois que Subaru colocou todos os seus pertences no quarto, ele acariciou a cabeça de Meili enquanto ela ficava parada na janela. Esta garota de cabelo castanho trançado tinha os olhos brilhando enquanto Subaru continuava a acariciar sua cabeça.

Subaru: “Eu honestamente quero que minha gangue esteja preparada para arriscar suas vidas, não importa o quê. Você pode sair o quando quiser, mas se vai sair dessa maneira, pode muito bem seguir o que a carta diz; ou seja, você deve apenas aproveitar esse tempo de maneira mais genuína possível.”

Ele deu um leve tapinha em sua cabeça no final de sua declaração e, em seguida, baixou a mão. Depois de receber um leve toque em sua cabeça da mão que anteriormente acariciava seu cabelo, Meili olhou para Subaru com olhos de desprezo.

Meili: “…Onii-san, você conquistou a Ojou-chan e Petra-chan assiiim? Mesmo estando em constante cautela com você isso não é suficieeente.”

Subaru: “Você sabe que essa não era realmente minha intenção.”

Depois que Subaru terminou de ajudar Meili a trazer seus pertences pessoais, ele coçou a cabeça e se dirigiu para a saída do quarto. Ele não tinha intenção nenhuma de possivelmente ajudar na reorganização da sala ao completar a tarefa de trazer as coisas dela.

Além disso, havia uma parede indefesa separando o senso de rearranjo de Subaru e o senso de rearranjo de Meili. Assim, ele decidiu que seria melhor partir antes de fazer qualquer coisa desnecessária que pudesse fazer com que ela não gostasse dele.

Meili: “Bem, vou levar suas palavras com um grão de saaal. Além disso, você vai acabar jogando sua vida fora nas Dunas de Areia de Augria, de qualquer fooorma.”

Subaru: “Não vamos jogar nossas vidas fora; vamos montar nossas vidas. E é aí que iremos precisar muito dos seus poderes, então vamos contar com você.”

Meili: “Ok, ok.”

Meili balançou a mão para frente e para trás e, em seguida, levou Subaru para fora da sala, segurando uma de suas mãos.

Ela tirou cada um de seus pertences de uma caixa – com um rosto indiferente, evitando olhar para Subaru – e seus pertences começaram a formar um arranjo temporário de seu próprio quarto.

Assim como Meili disse, aquele era um quarto que fazia sentir como se ela não soubesse por quanto tempo ficaria, nem se voltaria.

Meili: “Ahh, estou me divertiiindo.”

Essa garota se satisfazia em seu próprio quarto enquanto caminhava com um andar que exemplificava um entusiasmo desenfreado.

Ele foi capaz de ver parcialmente a visão agradável da vivacidade dessa garota, uma vivacidade que era exibida por apenas estar satisfeita simplesmente por ter todos os seus bichinhos de pelúcia favoritos colocados em toda a sala. Era um tipo de vivacidade que demonstrava como uma garota de sua idade reagiria ao conseguir seu primeiro quarto.


Com a decisão de adicionar Meili ao grupo, os participantes da “Viagem emocionante para questionar o Sábio” incluíam este grupo de 7; Subaru, Emilia, Beatrice, e seus seguidores que estariam ajudando na periferia – isto é, as outras três pessoas que eram Julius, Anastasia e Meili – e então, finalmente, a única garota que eles finalmente seriam capazes de levar, Rem.

Estes foram os últimos 7 membros que enfrentariam as Dunas de Areia de Augria localizadas no extremo leste do mundo.

A direção para as Dunas de Areia de Augria que era um lugar distante do mundo e longe de seu grupo – parecia uma linha reta que apontava para o leste da mansão oriental de Roswaal.

No entanto, essa jornada tinha um caminho que era ainda mais longo do que aquele que foi necessário seguir para chegar até a cidade das Comportas de Pristella, levaria cerca de 20 dias para uma viagem apenas de ida.

Ou seja, essa jornada levaria um total de 40 dias apenas para ida e volta. Eles chegariam com segurança à torre de vigia e, se pensassem em ficar lá por alguns dias, a duração desta grande expedição poderia muito bem se transformar em uma viagem de 2 meses. O problema disso tudo era que–,

Subaru: “Heey, Petra. Desculpe por deixar você sozinha durante tanto tempo. Eu farei você se sentir melhor.”

Petra: “Não se preocupe ~. Eu não estou brava. Está tudo bem. Subaru-sama pode ir para quantos lugares distantes e perigosos ele quiser, como sempre fez, certo?”

Petra estava cedendo à forte depressão resultante de ter que ficar distante de Subaru que foi para Pristella por um período de um mês, logo esse sentimento se estenderia para um período de dois meses.

Esta garota caminhava impetuosamente pela mansão com um rosto frio e claro enquanto ela encenava em torno de sua roupa de empregada, uma roupa que era condizente com seu pequeno corpo.

Quanto a Subaru, ele estava se desculpando atrás dela e não sabia que palavras usar para tentar melhorar seu humor.

De qualquer forma, embora fosse necessário que Subaru ficasse tão frenético para tentar descobrir uma maneira de consertar o humor de Petra, as garotas também tinham essa suposição comum sobre os garotos em relação ao humor deles.

E essa suposição comum entre eles era que, em todos os momentos e lugares, sempre que ficavam insatisfeitos com algo assim, normalmente era culpa do cara.

Na realidade, Petra era a garota com o poder feminino mais proeminente na mansão. Ela iria exibir orgulhosamente esse poder feminino como representante das garotas.

Os únicos infelizes possíveis nesta mansão que poderiam ter prejudicado seu humor eram Subaru, Roswaal, Garfiel, Otto e…espere um segundo, não são muitas pessoas? E espere… todos os caras não se tornaram infelizes quando alcançaram o poder? Puck também teve que adotar esse poder de homens patéticos, pois ele precisou fazer isso a fim de realizar seu renascimento. Não foi nada além de patético. Mas de qualquer maneira-

Subaru: “Eu sei que deixar você para trás com Roswaal na mansão iria estressá-la tanto que tornaria tudo mais difícil para você, mas se você apenas raciocinasse que tudo isso é apenas um trabalho e fizesse o seu melhor para…goowey!”

Petra: “Eu não fico brava com coisas assim! Eu não sou criança! Pare de dizer coisas estranhas como essa quando eu tenho Ram nee-sama e Frederica nee-sama.”

Subaru: “Pensar que uma garota que dá uma cabeçada na boca do estômago de um homem consegue alegar que ela não é uma criança é simplesmente…”

Petra fez com que Subaru desmoronasse em agonia com um golpe em uma parte vital de seu corpo que realmente lembrava a raiva. Ela fez uma pose orgulhosa ao segurar a cintura com as duas mãos e esticou o peito para convencê-lo insistentemente de que sua aparência lembrava a de uma figura que era indicativa de qualquer coisa, exceto uma criança.

No entanto, o espírito de uma dama é algo que se completa antes mesmo que seu corpo se desenvolva e o alcance. Quanto a Beatrice, a taxa de crescimento de seu corpo não o acompanharia, então parecia que seu espírito estava sendo arrastado, mas…

Subaru: “Mas Petra, você não atingiu essa cabeçada em um lugar mais alto do que no ataque anterior? Parecia que houve um pequeno momento no início de sua cabeçada anterior em que você estava na ponta dos pés antes de voar em direção ao meu peito.”

Petra: “…Estou pasma. Beatrice não te contou? Ei! Veja! Eu cresci durante esse um mês também, pois minhas costas cresceram, minhas pernas cresceram e meu rosto também não ficou mais fofo?”

Subaru: “Ah, acho que você cresceu um pouco. Suas costas e seu cabelo, quero dizer. Embora seu rosto fosse fofo desde sempre.”

Petra já era a beleza da aldeia de Arlam. Ser atraída para fora da mansão como uma de suas criadas na época era uma situação complicada, pois Petra tinha essa imagem fixa de uma garota com quem todos queriam se casar.

Para ser mais específico, Subaru poderia fazer um torneio de luta de sumô no centro da praça se desafiasse esses bebês chorões. Os adultos iriam invadir no final de tudo e a celebração de levantá-lo no ar de alguma forma chegaria ao fim. Seria um rito de passagem enigmático.

De qualquer forma, Petra era essa garota que era amada pelos aldeões. Ela era uma garota que frequentemente expressava sua tristeza por ter deixado sua antiga vida na aldeia e ter ido ajudar com a mansão. Ele queria usar a conveniência de tê-la na mansão, tanto quanto possível, para o bem da extraordinária Petra no futuro.

Dito isso, ao mesmo tempo, Subaru não tinha poder nenhum dentro da mansão, então ele valorizaria esses dias até que ele chegue continuasse a se lembrar desse tipo de vida comum, embora,

Subaru: “Além disso, aqui dentro, você não é capaz de ser a garota extremamente brincalhona que é. Quanto à sua irmã mais velha, que vive com seu temperamento bem conhecido… Estou ciente de como você se sente sufocada por ela sempre lhe dizer para trabalhar o tempo todo.”

Petra: “Mas não é exatamente assim…”

Subaru deixou os dois braços abertos para consolar a garota aborrecida. Petra mostrou um gesto ligeiramente hesitante e então pulou nos braços de Subaru. Ele abraçou seu pequeno corpo e acariciou sua cabeça como se quisesse recompensá-la.

Petra: “Subaru…quero dizer Subaru-sama, você vai fazer algo perigoso de novo?”

Subaru: “Não é como se estivesse completamente decidido que vai ser perigoso, sabe? Na verdade, parece que estou dizendo que você não deve considerar a possibilidade de ser perigoso, mas a verdade é que realmente pode ser uma expedição razoavelmente segura.”

Petra: “Qual é a probabilidade de cada resultado?”

Subaru: “Acho que seria uma proporção de 8,2% com o resultado seguro sendo o mais baixo, talvez?”

Petra: “Para mim, isso parece muito perigoso.”

Revelar algo relevante tardiamente na conversa e não conseguir mentir eram duas tendências infelizes de Subaru. Subaru sentiu que Petra começou a ficar descontente ao ser segurada em seus braços. Ele então soltou um suspiro, pois não entendia porque ela começou a agir assim. De repente, Petra começou a esfregar a testa contra o estômago dele.

Petra: “Estou preocupada. Subaru-sama é sempre assim; desde que você veio para a mansão pela primeira vez, e desde que eu te conheci na aldeia. Você vai tomar medidas diligentes em todos os lugares de novo, mesmo quando parecer tão perigoso. Seria bom se você aprendesse uma ou duas coisas com meu Mestre preguiçoso.”

Subaru: “Nah. Mesmo que Roswaal tenha dado seu selo de aprovação, ele provavelmente ainda transpira quando não estamos lá para ver. No entanto, eu concordo que ele é inútil quando se trata de questões de risco de vida.

Petra: “Foi difícil com as Bestas Demoníacas; foi difícil com o Culto da Bruxa; foi difícil com as Aranhas da Terra; foi difícil com a estátua da Deusa; foi difícil na floresta de Elior; e também foi difícil limpar os Túmulos. Apesar de tudo isso, você ainda lutou com o Culto da Bruxa em Pristella, e então Otto e os outros…ainda assim lutaram.”

Nota: A parte com Aranhas da Terra está se referindo a um tempo no arco 5 onde Subaru, Garfiel e Otto acabaram se defendendo de uma multidão de Aranhas da Terra. Foi narrado de forma muito breve no arco 5, por isso pode soar desconhecido para você.

Subaru: “Otto quase nos matou naquela época.”

“Otto morreu muito.” Por incrível que pareça, Subaru estava de acordo com isso, mas gostaria de simplesmente não morrer. Se Otto morresse, Subaru não poderia mais se permitir morrer –para não exagerar como uma amizade que continuaria até a morte ou algo assim.

Petra: “Por que alguém diferente de Subaru-sama não pode fazer isso? Alguém, outra pessoa…você simplesmente deveria deixar isso para alguém mais forte ou algo assim, como o Mestre, já que ele tem tempo.”

Subaru: “Eu…eu entendo. Eu entendo quanta frustração você deve ter acumulado por causa de como Roswaal desperdiça seu tempo com tanta frequência. E pare de tentar adicionar coisas na tentativa de conduzir Roswaal até sua morte. Isso cria uma tensão intensa na facção.”

Não seria um problema se fossem apenas coisas como Roswaal não perceber como Petra colocava suco espremido do pano usado em seu chá. No entanto, obviamente seria ruim se ela começasse a demonstrar claramente sua hostilidade e malícia.

Subaru chamou atenção dela antes que a situação ficasse assim, mas Petra olhou para Subaru com seriedade. Parecia que uma decepção meia-boca e palavras falsas não seriam capazes de convencê-la. Além disso, acima de tudo, Petra estava seriamente preocupada com a segurança de Subaru. Dizer qualquer coisa desnecessária e descuidada nesta situação seria um desrespeito aos sentimentos de ansiedade de Petra.

Subaru: “Bem, entendi. É verdade que parece haver Majuus a caminho da torre de vigia; é verdade que dizem que o labirinto do deserto é ridículo. E eu sei como é ridículo em primeiro lugar ir em direção ao sábio que ficaria irritado por nós chegarmos perto da torre…mas mesmo assim, não há nenhuma maneira de eu deixar isso para outra pessoa.”

Petra: “…Por quê? Subaru-sama, talvez você não esteja superestimando sua própria força? Deixe Garf-san fazer uma suposição embaraçosa como essa.”

Subaru: “Seu rigor crítico é seriamente ridículo! De jeito nenhum vou deixar isso para Garfiel!”

Os padrões críticos de Petra eram tão rígidos que faria um homem tremer se os ouvisse. Seria apropriado caracterizar a atitude de Garfiel em relação à sua fraqueza como a de criar falsas expectativas sem se intimidar.

No entanto, Garfiel fez questão de envidar todos os esforços para transformar essas “falsas expectativas” em “realidade”. Além disso, neste caso, o problema provavelmente era o fato de que ele interpretaria sua capacidade de criar “falsas expectativas” como força. O assunto em questão, portanto, não poderia ser tratado por Garfiel, considerando a interpretação de sua força e a sua força real.

Subaru: “Bem, colocando a justaposição da impressão de Garfiel e sua maneira de pensar de lado…não é como se eu…Não é como se eu achasse que não houvesse uma pessoa mais adequada para o trabalho. E em primeiro lugar, deixar tudo para Reinhard seria muito mais seguro se houvesse preparativos para escapar do labirinto do deserto.”

Petra: “Então por que você não deixa ele fazer isso?”

Subaru: “Eu também me pergunto o por quê. Apesar de ser alguém que gosta de ser mimado, também pensei que eu era alguém que não ansiava por honra.”

Na verdade, ele realmente não entendia por que desejava fazer isso. Suas palavras audaciosas simplesmente tomariam forma dessa maneira. Sempre que suas palavras audaciosas tomavam forma, provavelmente se tornaria algo assim.

Subaru: “–Esqueça. Afinal, isso é algo que eu mesmo quero fazer. Mesmo que haja alguém mais adequado para isso, mesmo sabendo que haveria uma chance maior de sucesso, eu ainda quero fazer isso.”

Petra: “Por quê?”

Subaru: “É constrangedor, mas…é porque eu quero ser o primeiro a vê-la quando ela acordar.”

Ele não especificou quem era. Mesmo que ele não tenha especificado, Petra entendeu de quem se tratava. Se uma maneira de acordar aquela garota, a garota que continuava em um estado de sono profundo, fosse encontrada na torre do Sábio, ele queria ser o primeiro e único a agarrá-la.

Mesmo que houvesse outra pessoa por aí que fosse mais adequada para o trabalho, mesmo se alguém que não fosse ele tivesse uma chance maior de sucesso, essa era a única coisa a qual ele não desistiria. Ele não queria desistir. Este era o ego de Subaru.

Subaru: “Se eu desconsiderasse meus sentimentos e pensasse nisso de um ponto de vista racional…qualquer um poderia ser o responsável por acordá-la. Se algo como uma doença ridícula se espalhasse e se fôssemos apenas falar em salvar essas pessoas eu não me importaria com quem desenvolveria uma vacina ou um medicamento específico para isso. Eu não me importaria com o processo, se isso significasse salvá-los.”

Petra: “…Sim.”

Subaru: “Mas se meus sentimentos me levarem, eu quero fazer as coisas do meu jeito. Eu quero ser aquele que os salvará. Eu quero ser o único a acordá-los. Eu quero dar o máximo de mim e salvar tudo e a todos.”

――Assim, Natsuki Subaru seria o único a ir.

Havia incontáveis ​​outros que eram mais fortes.
Havia incontáveis ​​outros que eram mais confiáveis.
Havia incontáveis ​​outros que eram mais sábios.

Mas Natsuki Subaru iria ignorar tudo isso, e ele seria o único a ir. Ele está fazendo isso apenas porque queria ser elogiado por essa garota depois de salvá-la.

Subaru: “Desculpe por desapontá-la com meu egoísmo.”

Petra: “Você realmente me decepcionou. Nada do que você disse mudará os meus sentimentos. Hm?”

Depois de ela reconhecer a culpa de Subaru, ele acariciou a cabeça de Petra enquanto se preparava para ser repreendido. Mas depois de Petra deixar escapar uma voz vacilante, ela levantou sua cabeça dos braços de Subaru. Ele se surpreendeu quando seu olho grande e redondo ficou enevoado por uma gigante gota de lágrima. E então—

Petra: “Ey!”

Subaru: “Outra cabeçada—-!?”

Petra girou sua cabeça pontuda para baixo, o que fez sua testa causar uma grande dor na boca do estômago de Subaru. Petra mirou numa parte vital e indefesa de Subaru – fazendo-o cair de joelhos – e escapou de seus braços com um pulo anticlimático. Então, ela fechou um de seus olhos e pôs a língua pra fora.

Petra: “Subaru-sama, seu idiota! Egoísta! Vai lá fazer o que você quiser!”

Subaru: “gu, uo……..”

Petra: “Porque quando você retornar daqui a 2 meses, eu vou te surpreender ao me tornar uma garota realmente linda. Sinta-se livre para se arrepender por não presenciar meu crescimento de perto!”

Subaru: “Há realmente algo de lamentável nisso.”

É normal que uma criação mude durante seu período de crescimento tão repentinamente. Petra, entretanto, também era uma menina de 13 anos deslumbrante. Depois de 2 meses, ela pode passar uma impressão completamente diferente.

Subaru: “Pra falar a verdade, eu também cresci 19 centímetros entre a 7º e a 8º série…”

Petra: “Huh? Isso parece ser um pouco impossível…..”

Bom, esse foi um caso raro em que Subaru cresceu devido a sua altura original ser curta. Embora Petra tenha quebrado as expectativas em que ele havia apostado, a menina agarrou o próprio punho logo após o ocorrido. Ela, então, levantou seus dois punhos para Subaru e fez uma declaração.

Petra: “Enfiiiim! O que você tem que fazer é: ir em frente e viajar para lugares perigosos como você quer – preocupando todo mundo e causando problemas pra todo mundo – e depois disso, voltar como de costume.”

Subaru: “Eu pareço ser um grande incômodo pros outros quando você diz desse jeito…”

Embora, quando visto dessa maneira, o modo como ela o descreveu surpreendentemente não soava errado. De qualquer modo, Subaru esticou suas duas mãos também e então alinhou seus punhos com os de Petra.

Subaru: “É sempre preocupante para Petra, mas eu vou descuidadamente na direção de lugares perigosos como sempre faço, e você vai esperar pelo meu retorno normalmente depois que eu fizer inúmeras coisas – uma depois da outra. É o direito especial de Petra nos receber de volta assim que voltarmos de nossa viagem.”

Petra: “……Você não vai deixar a Frederica nee-sama ou a Ram nee-sama dizer antes de mim, certo?”

Subaru: “Sim. eu prometo.”

Petra: “Inclusive o Mestre?”

Subaru: “Mesmo que você não se preocupe com isso, eu apanharia do Roswaal se ele fosse o primeiro a nos receber quando voltarmos.”

Petra: “…..Mm, entendi. Tudo bem, me convenceu.”

Ela puxou seu punho que estava junto ao de Subaru e, enquanto Petra suspirava, espíritos triunfantes começaram a fluir dela. O fluxo era essencial, e parecia mais como uma grande forma de perdão, mas―

Petra: “Nossa, não dá pra ajudar Subaru-sama…..”

Parecia que ela dizia isso de um modo que fizesse parecer que ela estava falando com todo mundo. Ele não podia ser igualado.
Esses eram os pensamentos de Subaru.


Embora ele não estivesse preocupado ao ponto de ficar ansioso, para que fosse resolvido um assunto incerto que jazia dentro da mansão, Subaru finalmente entraria naquele quarto.

“――――”

Entrar naquele quarto era o único momento em que Subaru naturalmente prendia a respiração e pisava com cautela. Mas mesmo que ele entrasse no quarto cantando alto e pisando pesado, a situação dentro do quarto definitivamente não mudaria.

Ainda assim, talvez ele inconscientemente decidiu manter o silêncio apenas pelo bem da garota que estava deitada na cama dentro do quarto, cuja figura causava uma dor que subia em seu peito caso ele a olhasse excessivamente.

Era um sono profundo em que, se ela fosse capaz de acordar mesmo neste exato momento, ele assim desejaria. Contudo, ele sentiu que mesmo que isso pudesse acontecer, se ele perturbasse seu sono profundo, ele sofreria algum tipo de punição, algo parecido com uma maldição. Essa garota, que se afogava num sono abismal de sonhos perpétuos, era a tal ponto preciosa para ele.

Subaru: “Eu falo assim, mas é claro que isso é só a minha crença excessivamente subjetiva…”

Ao dizer essas palavras em tom de descrença, Subaru puxou uma cadeira para sentar-se ao lado da cama. De repente, um mês havia se passado e ele entrava nesse quarto, encarando a face da adormecida Rem, cuja condição não mostrou nenhuma mudança desde um ano atrás, continuando em estado de sono profundo.

Subaru: “Estou de volta, mas me desculpe por demorar tanto para vir te ver. Eu precisei cuidar de algumas coisas… e além disso eu hesitei um pouco, fazendo essa visita meio que de última hora”

“――――”

Era óbvio, mas, claro, não houve resposta de Rem, que dormia profundamente. Subaru falou, apesar de saber que não haveria resposta, e manteve uma expressão mesmo assim. Natsuki Subaru manteve a expressão que mostraria somente para essa garota específica.

Ele possuía essa expressão determinada, que indicava que ele estava pronto para jogar algo fora, e que ele mostraria apenas para Emilia. Ele possuía essa expressão leal, que o fazia parecer que ele seria capaz de confiar sua própria vida, e que ele mostraria apenas para Beatrice. E, por fim, ele possuía esta expressão que expunha suas fraquezas que tantas vezes tentava esconder, a expressão que ele mostraria apenas a Rem.

Subaru: “Me pergunta se está bem se eu falar… Na verdade, há tantas coisas de que posso falar com você, sabe? Infelizmente eu não pude te visitar antes porque eu estava na cidade das comporta Pristella, mas havia ainda muitas coisas que aconteceram lá. Foi um tumulto tão grande que, mesmo se te dissesse tudo a noite toda, ainda haveria mais pra eu te falar. Mas mesmo assim, eu tenho todo o tempo do mundo para falar com você sobre isso”

Subaru gentilmente deslizou sua mão para dentro da cama, procurando a mão da garota que tinha um lençol em seu peito, e começou a falar ao pegar a mão de Rem. Em seus longos dedos, com seu fino e pálido braço, sua mansidão e a presença de seu calor eram evidentes, mas por alguma razão parecia que a circulação de seu sangue – não, um sinal de vida dentro dela faltava.

Uma força solitária dentro dela preservava a vida dentro dela. Porém, não havia força dentro dela que cumprisse o papel de levar essa adiante.

Rem, com essa situação contraditória acontecendo dentro dela, ainda tinha seu tempo congelado, presa dentro de um estado de sono profundo. Entretanto ——,

Subaru: “Eu posso finalmente te alcançar.”

“――――”

Subaru: “Claro, é também possível pra mim elevar minhas expectativas alto demais e acabar não ficando satisfeito. É claro, é possível que o Sábio não faça jus ao seu nome e que tudo termine em nada, tendo apenas que se desculpar por sua informação imprecisa no fim.”

“――――”

Subaru: “Mas”

Um modo claro de solução além de derrotar a Gula finalmente viera à luz. Embora outras pessoas tenham expectativas e fiquem desapontadas com as soluções que estavam disponíveis como resultado de seguir uma jornada assim, a resposta que ele seguiu em tal caminho ainda se assemelhava a um símbolo de esperança que ele finalmente pareceria capaz de pôr as mãos.

Subaru: “Porque Echidna endoidou e não ouviu”

Dentro do Santuário, na tumba da bruxa, quando ele fora convidado àquele chá das bruxas surreal, conhecendo a Bruxa da Ganância junto com Echidna, Subaru rejeitou as bruxas, escapando do controle de suas garras. Natsuki Subaru tomou essa decisão para proteger sua própria alma frágil, mas ao mesmo tempo foi uma decisão que o distanciou das pessoas que poderiam (possivelmente) ajudá-lo a encontrar um modo de salvar Rem.

É claro, ele não estava ciente até que ponto ia a opinião de Echidna sobre os Arcebispos brandindo seu poder. Mas, talvez, se ele fosse capaz de revelar suas circunstâncias, talvez fosse capaz de surgir com uma solução depois de ouvir a colaboração da bruxa.

Ele estava confiante de que havia tomado a decisão correta, e sua rejeição imediata ao pedido da Bruxa era algo que mostrava essa determinação. Mas o tempo se esgotava, e quando ele percebeu o fato de que parecia que o passar das estações estava deixando Rem para trás, ele ficou preocupado se sua decisão era ou não a correta.

Mesmo que ele prometesse do fundo do coração que a salvaria, ele mesmo ainda não havia tomado nenhuma ação definitiva para conseguir isso. Ele só tinha sido capaz de escapar da sensação de aprisionamento que sentia do impasse em que se encontrava, e finalmente agora era capaz de fazer algo por ela.

Para salvar a miríade de pessoas – a miríade de homens dentro da cidade de Priestella que estavam sofrendo o mesmo destino que Rem – ele iria numa jornada rumo à Torre Pleiades. Porém, se você o perguntasse seu real motivo para ir na direção da Torre, era por causa de Rem; nada mais era um candidato possível e real a ser sua verdadeira razão. Era irracional e inapropriado, e mesmo entendendo isso, Subaru continuou――.

Subaru: “Eu vou salvar você, Rem. É uma promessa.”

Do mesmo modo que ela esteve lá durante aqueles dias difíceis, naquela época – Agora era a hora em que Subaru queria estender sua mão e estar lá para ela, nestes tempos em que Rem mais precisava da ajuda de alguém.

???: “――Isso dói.”

Subaru: “――!?”

Subaru, cujo os olhos estavam fechados enquanto falava palavras de determinação, ouviu essa voz que fez seu rosto se mover abruptamente. Ele olhou para Rem com um olhar de surpresa inexplicável dentro de seus olhos, apenas para ver que ela estava lá deitada, com seus olhos fechados, segurando na mão de Subaru em silêncio. Sendo assim, então a voz de quem――,

Ram: “Solte a mão dela, Barusu. Só de olhar ao quão forte você segura a mão dela me causa dor”

Subaru: “…..Ah, é a Ram.”

Quando Subaru olhou para trás, viu Ram em pé e encarando-o da porta do quarto com um olhar frio em seus olhos. Depois de ser aliviado pelo olhar dela, ele percebeu que estava segurando a mão de Rem com sua própria mão mais forte do que pensava e rapidamente se soltou.

Ram: “Tudo bem, eu consigo lidar vendo Subaru violar os dedos de porcelana da Rem por causa de seus desejos sexuais.”

Subaru: “Você poderia não dizer algo assim? Isso vai me fazer sentir que minha determinação anterior se transformou completamente em algo repugnante.”

Após Subaru soltar a mão de Rem, Ram, que entrara no quarto, pegou ela a mão de Rem. A irmã mais velha gentilmente acariciou os dedos brancos e delicados de sua irmã mais nova, e então olhou para Subaru com o canto do olho.

Ram: “Essa sua determinação era realmente pura assim? Reflita cuidadosamente um pouco mais sobre si mesmo e faça seu discurso novamente…… Se você liberar seus desejos sexuais em mim, que sou extremamente parecida com Rem, Ram também terá arrepios nas costas e fugirá.”

Subaru: “Calma aí. Mesmo que suas aparências físicas sejam extremamente semelhantes, eu jamais me confundiria ao apontar a diferença em radiância entre vocês duas.”

Ram: “É mesmo? Então tudo bem, eu acho. Mas mesmo que você finalmente encontrasse uma maneira de acordá-la, se você encontrá-la sem ela se lembrar quem ela é, Rem não estaria em paz. Seria surpreendente se ela não o detestasse, se suas ideias de Rem durante nossas conversas ociosas não fossem apenas fantasias selvagens.”

Subaru: “Você tem tão pouca fé em mim…. agora a gente se conhece há um longo tempo, sabe?”

Ram: “Heh.”

Esnobando com nariz como ela sempre faz, Ram mostrava com seus movimentos que estava para sair de seu assento. Ao se levantar, ela olhou ao redor de quarto, e então,

Ram: “Eu preciso me preparar para sair, então alguém precisa preparar outra muda de roupas para Rem. Não há muito suor nas roupas dela, então mudar não é realmente necessário, mas…. o corpo dela ainda precisa ser enxugado.”

Subaru: “――――”

Ram: “Algo está se alargando abaixo de seu nariz, nojento.”

Subaru: “Eu não disse nada porque não havia realmente nada a dizer mas, mesmo quando eu não digo nada, este é o tratamento que recebo!?”

Cuidar do corpo de Rem – Rem que teve seu nome e memórias comidas – não estava essencialmente relacionado a obter uma reação de seu corpo físico. Não havia nenhuma razão prática para fazer algo como limpar seu corpo e trocar de roupa. A razão para fazer tais coisas não era mais do que simplesmente ser capaz de se confortar ocasionalmente, sendo capaz de lembrar as pessoas ao seu redor de sua existência, não permitindo que ela fosse abandonada.

Olhando para Ram com desdém, Subaru parecia que estava prestes a agir como uma das pessoas da trupe, mas, ao se lembrar do lugar onde estava, ele soltou o punho.

“――――”

Ao considerar os resultados finais de fazer tudo isso, atitudes como Subaru conversar e Ram cuidando do corpo da sua irmã mais nova, nada realmente parecia indicar que seguiam em frente. Ele não impediu as pessoas de tomar ações que poderiam ser consideradas inúteis, porque percebeu que mesmo que não dissessem em voz alta, ele sabia que as pessoas ainda reconheciam o fato de que suas ações não trariam resultados reais.

Subaru: “Não está na hora de você começar a perceber Rem como sua irmã verdadeira?”

Ram: “――――”

Subaru fez esta pergunta inesperadamente a Ram que, com sua maneira cuidadosa de fazer as coisas, estava olhando com sua gentileza para o corpo de uma Rem adormecida. Apesar de Ram ter corajosamente cuidado de Rem, ela não tinha lembranças dessa garota que representava sua outra metade. A garota era tão parecida com Ram que não se podia afirmar que eles não eram parentes. Mas, se fossem considerados apenas os sentimentos verdadeiros de Ram sobre ela, então poderia ser dito que a relação de Ram com Rem era fraca.

Ainda assim, dias como este passaram por um ano inteiro. Mesmo tendo perdido suas memórias de Rem, era possível que se formassem novas e diferentes memórias. Talvez agora as lembranças definitivas estivessem tomando forma dentro de Ram.

Ram: “Sentimentos verdadeiros não são coisas que brotam tão facilmente. Eu ainda não tenho nenhuma memória dela em mim e nunca presenciei esta garota acordada. Embora eu possa imaginar que ela provavelmente fosse alguém de excelência e dignidade, parecida com mim mesma.”

Subaru: “Claro que ela era excelente, mas, na verdade, não tenho nenhuma lembrança de que ela fosse tão digna. Pelo contrário, houve muitas vezes em que ela surpreendentemente estava com tanta pressa a ponto de ser imprudente, me deixando preocupado.”

Rem tinha essa outra parte imprudente que ela mostrava de tempos em tempos. Ram respondeu um “entendo”  a Subaru com uma voz indiferente, semelhante ao vento.

Ram: “Falar de lembranças que eu não lembro, mesmo que seja só por diversão, não é nada mais do que andar para trás. Isso é algo que não me agrada muito, Barusu.”

Subaru: “É verdade? Se você diz, então eu paro.”

Ram: “…. Depois que ela acordar, se eu recuperar minhas lembranças dela mesmo assim, terei muitas coisas para falar com ela. Mas digamos que eu não as recupere, se ela acordasse e, por mais que quisesse falar, eu não…”

Espiando no rosto de sua irmã mais nova, Ram brincou com a franja dela com uma expressão imutável. O cabelo de Rem caía livremente de cima de sua testa pálida. Ram soltou um pequeno suspiro. Para Subaru, sua expressão era uma que parecia cruel e ainda assim gentil.

Mesmo que ela não se lembrasse de nada, mesmo que tivesse perdido a memória dela, não era como se a ligação delas tivesse desaparecido. E mesmo que tivesse desaparecido, não era como se não se conectasse novamente. Esses eram pensamentos de Subaru.

Subaru: “Bem, deixe tudo isso comigo. Eu conquistarei a torre de vigia do Sábio e então definitivamente farei a Rem acordar. E então você irmãs terão seu reencontro sentimental.”

Assim, Subaru disse estas palavras de uma maneira excessivamente brilhante, com uma voz deliberadamente alta. Se havia algum problema, este momento entre Subaru e Rem não se ajustava ao ambiente tranquilo dentro da sala.

Subaru fez este discurso, apenas para que Ram olhasse de volta para ele com um olhar extremamente confuso.

Ram: “O que você está dizendo, Barusu.”

Subaru: “Huh?”

Depois disso, Ram olhou para Subaru com um olhar que o fez parecer um idiota.

Ram: “Ram também o acompanhará nesta viagem, então dizer dessa forma é bastante condescendente. Se vai ser uma reunião emocional, Ram agirá por sua própria vontade.”

Subaru: “Isso é algo que eu não tinha ouvido antes, sabe?”

Ao ver Subaru alargar os olhos surpreso, Ram o olhou com ainda mais desprezo. Mesmo que ela olhasse para ele com aquele olhar, ele não teria como saber o que não lhe tinha sido dito, e não poderia estar ciente de coisas que não poderia ter ouvido falar, por isso esta era uma situação com pouco sentido.

“――――”

Em resposta a uma pergunta de Subaru sobre o que ela estava falando, Ram manteve uma forma de bloquear seus ouvidos em rejeição às palavras de Subaru. Este dia de preparação iria gradualmente passar, pois não seriam capazes de ter uma conversa franca.

――A decisão de Ram em acompanhá-lo com o objetivo de reunir as irmãs Ram e Rem.

Uma jornada que começava com o propósito de encontrar a Sábio-Vidente; uma jornada pra conquistar a Torre de Vigia Plêiades. No total, haveria uma soma de 8 participantes de uma grande família. Este era o tipo de situação que parecia estar à frente.

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