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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 6 – Capítulo 43

A Torre dos Vivos

――Pense.

Pense, pense, pense, pense, pense, pense, ele deve pensar.

Subaru: “――――”

Subaru Natsuki continuou pensando enquanto envolvia seus braços ao redor de todo o corpo dela, que era forrado por escamas duras e ásperas. As coisas que haviam acontecido em seu próprio corpo, os eventos ridículos dentro da torre, as pessoas que estavam tentando matá-lo, aquelas que tentavam matar outras que não ele, distinguindo entre amigos e inimigos, e…

Beatrice: “Subaru, isso é suficiente, na verdade? Você já se acalmou, eu suponho?“

Subaru: “――――”

Subaru virou sua cabeça lentamente em direção à voz que havia ouvido atrás de si, a qual havia interrompido seus pensamentos. Beatrice, quem o havia chamado, estava sentada sobre a cama de hera. A menina, que parecia estar fazendo uma biquinho com a boca, estava balançando os pés. Sua mão estava conectada com a de Emília, que se sentava a seu lado. Ela estava olhando para Subaru… Vendo esse olhar, o rosto de Subaru enrijeceu um pouco.

Emilia: “Eeeei, Beatrice. Não fale assim. Acho que Subaru se sentiu surpreso quando acordou. Acho que é inevitável ele ir abraçar a Patrasche.”

Entretanto, Emilia sorriu enquanto negava os pensamentos equivocados de Subaru. Ao ouvi-la apontar isso, Beatrice afastou-se subitamente de Subaru e Emilia.

Beatrice: “Isso não significa que eu esteja com raiva, de fato. Não tem só a ver com o seu súbito despertar, eu suponho. A Betty e a Emilia também estavam preocupadas com o Subaru; o Dragão de Terra não é o único que se preocupa com você, de fato.”

Emilia: “Hehe, sim, eu estava realmente preocupada com você.”

Afagando a cabeça de Beatrice com ela ainda voltada para longe deles, Emilia olhou para Subaru e levantou as sobrancelhas. Subaru prendeu a respiração ao fitar os olhos ametista de Emilia. Seu peito sentiu uma pontada ao ver o profundo, profundo afeto do olhar dela… e, ao mesmo tempo, uma estranha sensação de irritação cresceu dentro dele.

Ele foi lembrado. Eles esperavam pelo “Subaru Natsuki”, aquele que esteve aqui. Ele se sentiria inquieto se não fosse capaz de suportar esse fardo. Mas no entanto…

Subaru: “――Errrr, sinto muito por preocupar a todos vocês. Sinto muito, minhas sinceras desculpas. Não é do meu feitio abraçar uma garota que está meio adormecida e até isto… é uma coisa para esconder meu constrangimento.”

Relaxando seu rosto rígido, Subaru respondeu, enquanto aliviava seu rosto com um sorriso. A essa resposta, Beatrice e Emilia trocaram olhares e…

Emilia: “Mas… a Patrasche é uma garota também, sabe?”

Subaru: “Eeeh!? Ei, espere, a Patrasche é algo especial, ou melhor, um alguém que está unido a mim por diferentes tipos de laços, quero dizer, a cereja do bolo dos meus vínculos especiais.”

Beatrice: “Hmph, isso é imperdoável, eu suponho. Não entendo por que você está dando tratamento especial só para esse dragão terrestre. Eu gostaria de uma explicação, eu suponho.”

Subaru: “Ei, não se coloque no mesmo nível dela! Esse Dragão de Terra…”

Subaru deu sua resposta enquanto olhava cuidadosamente a reação de Beatrice e Emilia, já que o desagrado crescia cada vez mais no rosto de Beatrice. Ao receber a réplica, parecia que as duas não sentiram nada de estranho. Aliviado por isso, Subaru virou sua cabeça para olhar em direção ao lagarto… Não, para Patrasche, quem ele estava acariciando.

Subaru: “Realmente, só você é especial, Patrasche.”

Patrasche: “――――”

O negro dragão de terra fechou seus olhos, soltando um pequeno relincho, enquanto Subaru colocava sua testa contra a cabeça dela.


Emilia: “Então, Subaru, você realmente está se sentindo bem?”

Subaru: “Ah, sim, sim, estou bem, estou bem, não há problema algum. Sinto muito por preocupar todos vocês. Acho que talvez a exaustão tenha me afetado, e como as coisas estão um pouco assim, eu devo ter adormecido acidentalmente.”

Emilia: “Sim… mas você vai nos dizer se estiver cansado, certo? Porque, você pode ir com calma.”

Emilia lembrou a Subaru, que tinha respondido em sintonia enquanto girava seus braços. Subaru respondeu de volta a essas palavras com um incomum “OKAY, Capitão!”, ao mesmo tempo em que imergiu em plena reflexão.

Subaru conduziu Beatrice e Emilia e continuou caminhando através do quarto andar da torre. Eles estavam indo para o salão do quarto andar, com o propósito de jantar… Em resumo, os três estavam caminhando com seus corpos sem considerar nenhum problema urgente.

Desta vez, Subaru estava determinado a adotar uma abordagem diferente daquela da última vez. Ou seja, ele não confiaria à Emília e aos outros sua amnésia.

“――――”

Em outras palavras, a situação exigiria que Subaru agisse como se estivesse representando outra pessoa. Molhando com a língua seus lábios ressecados enquanto sua tensão aumentava, Subaru continuou observando como as coisas estavam ao redor de Emilia e dos demais.

Subaru ainda não havia descoberto que tipo de personagem era o “Subaru Natsuki” para os outros. Deveria ser impossível fazer algo como localizar um estranho em tais circunstâncias, mas, de qualquer jeito, era uma história diferente de “imitar a si mesmo” em condições que de outra forma não seriam estabelecidas.

Não importa aonde ele tenha ido, “Subaru Natsuki” é simplesmente Subaru Natsuki.

Mesmo se ele tivesse passado um ano neste mundo paralelo, Subaru sabia que os fundamentos da natureza humana permaneceriam inalterados em si mesmo. Então, se ele apenas prestasse atenção a esses relacionamentos, ele logo deveria ser capaz de identificar o mesmo tipo de personalidade numa boa medida. E então, enquanto descobrindo “Subaru Natsuki”, ele veria o que aconteceria por agora.

O que aconteceu nesta torre? Quem iria matá-lo? E quem foi morto por quem.

Por enquanto, Subaru verificaria a probabilidade do gatilho que o levaria à sua própria “morte”, escondendo sua amnésia. Em outras palavras, seu oponente o mataria por causa da amnésia, ou não havia correlação? Seja como for, sendo sincero, ele não tinha muitas expectativas. As memórias perdidas de Subaru… é difícil imaginar a situação sem que alguns problemas apareçam. No entanto, é claro que há exceções.

Subaru: “O caso em que o criminoso seria alguém que se encrencaria se as minhas memórias voltassem.”

Subaru se lembrou de tê-lo visto em um filme antes. Testemunhas oculares que tinham visto a cena do crime perderam a memória devido a algum tipo de choque. O criminoso que pôde observar a cena do crime estaria em apuros se suas memórias voltassem. É por isso que no filme o criminoso tentava matar as testemunhas também. Pode-se definitivamente pensar que uma situação semelhante estava ocorrendo com Subaru atualmente. Por último, as circunstâncias em que Subaru tinha perdido suas memórias não eram claras..,

Subaru: “Emilia, você me encontrou desmaiado no terceiro andar da biblioteca?”

Emilia: “Sim, isso mesmo. Você estava no chão da biblioteca… Beatrice e eu a levamos para a Sala Verde com muita pressa.”

Beatrice: “Bem, como foi Emilia que te carregou, Betty estava lá apenas para ajudar atrás dela, na verdade.”

Subaru olhou para os braços esbeltos de Emilia enquanto recebia a explicação suplementar de Beatrice, junto com um suspiro. Se ele se parasse e pensasse bem, era um mistério para Subaru como essas duas pessoas o haviam levado da biblioteca para a Sala Verde.

Beatrice não deu um único fragmento de indicação de que ela era adequada para fazer qualquer levantamento pesado, e pelo que lhe foi dito, ele também estava se perguntando como essa Emília que acreditava em uma falsificação havia carregado Subaru tão facilmente.

Emilia: “O que há de errado?”

Subaru: “Eerrrr, nada. Bem, em todo caso, você foi uma grande ajuda. Já o disse muitas vezes, mas lamento tê-lo incomodado.”

Emilia: “Não desculpe, um obrigado seria mais agradável.”

Curvando a cabeça em um pedido de desculpas, Emilia colocou a palma da mão na testa de Subaru enquanto ele tentava baixá-la. Os olhos de Subaru se alargaram com o toque dos dedos lisos de Emilia, murmurando apressadamente: “Acho que você está certo”.

Como Subaru havia pensado até agora, a sensação de distância entre ele e Emilia era um pouco forte demais; portanto, ele não hesitou e deixou que ela o tocasse. Pensando bem, quando Subaru acordou, ele também havia colocado suas mãos ao redor do pescoço dela. No entanto, ela estava olhando para Subaru com uma expressão pacífica.

Subaru: “Não importa de que jeito, sempre sentirei uma grande sensação de distância com esta garota…”

Ou talvez Emília, ao contrário de sua aparência terrivelmente bem preparada, estivesse acostumada demais com estranheza? Certamente, ela é gentil com todos também, e provavelmente não sentiu nenhuma barreira entre ninguém como resultado de ter sido educada e amada.

Ela era provavelmente uma menina que tinha sido protegida quando criança, não afetada por nenhuma dificuldade significativa ―― com esta impressão, Subaru estava satisfeito com este sentimento de distância.

Se alguém não está sobrecarregado com um único arrependimento, então pode acreditar apenas na virtude dos outros, e manter seus olhos o tempo todo afetados e bonitos. ――Ou… foi tudo isso apenas um fingimento?

“――――”

Enquanto olhava Emilia e Beatrice lado a lado, Subaru estava profundamente imerso em seus pensamentos. Simplesmente, quando ele pensava até o cerne da questão, quando se tratava dos últimos momentos de Subaru e da tragédia na torre dentro do último loop, os suspeitos que mais valia a pena vigiar eram Emilia e Beatrice.

Subaru tinha visto os corpos de Shaula, Echidna, Ram, Julius e Meili. Ele havia sido salvo por Patrasche e levado para fora da torre de perdição; no entanto, ele tinha tido sua cabeça arrancada por alguém que estava atrás dele, e perdeu sua vida.

――Ele ainda não tinha visto Beatrice ou Emilia morrer.

Claro que, mesmo que os dois tivessem conspirado juntos, então ele não sabia se a possibilidade da morte das cinco pessoas ainda permanecia. O diagnóstico de Subaru era de que era difícil. Mas, hipoteticamente falando, se outra pessoa existisse – se o número tivesse aumentado para três, então a história provavelmente mudaria.

???: “Próximo. Tente adivinhar, herói.”

Subaru não tinha memória da voz desconhecida que tinha falado aquelas palavras no final. No meio do caos, no meio do turbilhão da confusão, no meio do desespero de querer que o fim já tivesse chegado, ele tinha ouvido esta voz.

Isso, uma terceira pessoa cooperando com Emília e Beatriz – poderia ser a identidade de uma terceira pessoa invisível que levou Subaru da biblioteca para a Sala Verde? É por isso que estas duas pessoas estavam espalhando tais codornizes..,

Emilia: “Uh, Subaru, você está indo longe demais.”

Subaru: “Huh?”

Aparentemente, Subaru tinha passado pela sala enquanto estava imerso em seus próprios pensamentos. Emilia tinha parado em frente à sala e tinha colocado seu braço sobre o ombro de Subaru para impedi-lo de andar muito longe. Em um instante, Subaru sentiu um desconforto peculiar, e olhou para o braço de Emilia que havia agarrado seu ombro. E então, ele pegou a mão dela e a apertou.

Beatrice: “Subaru? Que diabos você está fazendo, suponho?”

Subaru: “Ah, só uma pequena experiência… Emilia, você não vai fazer uma competição de força comigo?”

Emilia: “Eeh, mas acho melhor deixarmos de ser perigosos…”

Não havia sentido de resistência quando ele próprio havia apertado a mão dela, e Emília havia mostrado um senso de negação à disputa de força. Vendo este comportamento, Subaru ficou mais convencido e disse com mais força: “Eu estou pedindo isto a você”.

Se o braço de Emilia realmente não tinha força para carregar Subaru, então sua dedução de antes lhe daria uma garantia bastante forte. Portanto, agora, Emilia não deve pensar que ela é suspeita. Ele precisaria fazer melhor uso desta vantagem, uma chance como esta só existia agora mesmo.

Subaru: “Peço isto a você, porque é extremamente necessário.”

Emilia: “… Como Subaru parece bastante sério, deve ser algo muito importante, certo?”

Recebendo a súplica de Subaru, a preocupada Emilia fechou seus lábios, e deu um aceno de cabeça com um olhar determinado. Ao ver isso, Subaru cerrou o punho com todo o coração, dizendo: “Pronto”. Se depois, ele provasse a fraqueza dela, então a dedução de Subaru avançaria muito mais.

Beatrice: “Bem, faça algo diferente como uma partida de braço puxado em vez disso, para que não se torne perigoso, de fato. está bem assim, suponho?”

Subaru: “Ah, tudo bem!”

Emilia: “Ok, entendi!”

De acordo com as instruções de Beatrice, Subaru e Emilia apertaram as mãos e criaram algum espaço entre eles. Eles pegaram o braço direito um do outro, e então os dois olharam nos olhos um do outro.

E então..,

Beatrice: “Ready, go, de fato!”

TL: Nota, nota interessante, talvez? Beatrice diz isso usando Engrish. Provavelmente, algo que ela escolheu de Subaru.

Ao sinal de Beatrice, Subaru puxou o braço de Emilia com todas as suas forças.

Subaru : “Ooooooh!!!”

Sua força de preensão poderia esmagar maçãs, sua força de preensão poderia continuar balançando uma espada Kendo mesmo sem alvo, sua força de preensão poderia continuar fazendo flexões. A força de um homem contra a de uma mulher – ele derramou tudo isso nesta batalha.

――Ainda assim, o braço de Emília não moveu um centímetro sequer


A dedução de Subaru na qual ele duvidava de Beatrice e Emilia foi posta de volta à estaca zero.

Entretanto, Subaru tinha apenas confirmado que Emilia e os outros o haviam transportado sem a ajuda de terceiros. Isso não significava que as suspeitas das duas garotas tivessem sido esclarecidas. Subaru ainda não tinha visto os corpos das duas garotas. Os assassinatos em massa da torre – o fato de a situação criminosa ser diferente era algo que ainda não havia sido decidido.

Subaru: “Afinal de contas, é puramente o cara que saiu no final o que é o criminoso?”

Eles certamente tinham matado Subaru. Mas será que aquele cara era um criminoso ao ponto de ter executado os assassinos em massa de todos por aquelas mãos? Assim como as sombras que haviam engolido a torre? Todos os que foram mortos foram mortos de maneiras diferentes. 

O que acontece com essa explicação? As formas em que eles haviam morrido era fácil de entender apenas por vislumbrar. Echidna tinha sofrido danos por um único golpe de algo afiado. Julius tinha tido várias feridas acumuladas nele. E Meili não tinha morrido devido à perda de sangue?

Não havia dúvida de que todos haviam morrido de maneiras diferentes, lutando contra alguém. Deveria ser assim, mas…

???: “Então, que diabos foi essa brincadeira?”

Uma voz gritou como se estivesse espantada por Subaru, que estava profundamente pensativo. Essa voz era a de Ram, que estava terminando de preparar o café da manhã. Ao preparar a mesa com água e comida conservada, ela exigiu uma explicação sobre o concurso de forças com Emilia – a experiência de Subaru que ele havia realizado.

A competição de força que tinha sido para determinar a prova da dedução de Subaru teve sua cortina fechada pela forma de sua derrota para Emilia. Foi Ram se juntando a eles em frente ao salão que deu um impulso para seu fim. Quando ela viu as lutas de Subaru, de cara vermelha, ela havia posto um fim às coisas com uma cortina: “Você é estúpido?”

Emília: “Subaru me perguntou, não entendo bem por que, mas tenho certeza de que tinha um significado muito importante para ela. Não é verdade, Subaru?”

Ram: “É verdade? Do modo como Ram viu, você só queria segurar a mão de Emilia-sama.”

Subaru: “Você está pensando demais! Se você quiser, da próxima vez você quer fazer uma competição de força comigo!?”

Ram: “Nojento”

Subaru: “Por quê!?”

Ram falou sua impressão terrivelmente cruel sobre ele à Emília, que havia tentado defendê-lo. Se ele tentasse dissipá-la, em um instante sua posição ficaria consideravelmente pior. Um ciclo sem dúvida vicioso.

Ram: “Hah!”

Dando uma risada desprezível, Ram desviou sua atenção de volta para pôr a mesa. Ao ver sua figura recuada, Subaru ficou secretamente aliviado de que parecia que seu comportamento atual não emitia nada que fosse estranho.

Parecia que ele ainda não havia tomado uma atitude que o separasse da “Natsuki Subaru” conhecida pelas meninas, o que o fez sentir-se aliviado, e também espantado. Fazendo isto, ele não deve inclinar sua consciência para um rumo diferente, nem mesmo por um pouco…

Subaru: “Urp――!”

Em um instante, Subaru teve a sensação de vômito que subitamente brotou nele. Subaru pôs sua mão na boca. O motivo foi Ram que estava trabalhando diligentemente com suas costas voltadas para eles.

――A figura recuada da menina fez com que ele continuasse piscando com a forma de morte queimando suas pálpebras.

Ram havia recebido um golpe por trás, no qual parte do estômago dela havia sido dilacerada, matando-a. A sombra de sua morte foi revestida de pesar e raiva, distorcendo e amaldiçoando sua deplorável expressão facial. Uma lamentação foi gravada em sua alma que tentaria rasgar qualquer um que a testemunhasse de membro a membro. 

A dona daquele cadáver se movia diante de seus olhos, e certamente estava viva.

Com toda honestidade, desde o momento em que ele a encontrou pela primeira vez na sala, ele estava desesperado para aceitar uma contradição entre a realidade e aquele sentimento incômodo. Ele se sentiu mais ou menos aliviado por poder usar o lapso de vertigem que havia experimentado como desculpa graças a seus esforços na disputa de força com Emília pouco antes.

Mas, ele havia negligenciado a expressão facial de Ram.

“――――”

Moendo seus dentes juntos, Subaru direciona sua consciência para voltar a ter um forte autocontrole. A partir de então, todas as pessoas relacionadas à torre, uma a uma, entraram no salão. Ele não deve ignorar cada uma de suas expressões.

――Porque isso em si seria a chave para quebrar a situação.

???: “Wooooah, que bela mancha~! Uma refeição adequada para um rei nesta manhã refrescante! IIIII com certeza sei que estou vivendo para isto~!”

O primeiro deles apareceu no salão enquanto dizia estas coisas ruidosamente. Uma linda mulher cujo longo cabelo preto trançado estava balançando, que estava expondo sem meias a maior parte de seus enormes seios – Shaula apareceu no salão ainda com a cabeça definitivamente ligada ao seu corpo.

Ela estava olhando para a refeição que havia sido preparada por Ram, mas, então ela notou Subaru dentro da sala, e falou:

Shaula: “Mestre! Bom dia! Você dormiu bem ontem~?”

De repente, sua expressão facial acendeu, e ela correu para onde ele estava com o vigor de, digamos, um cachorro. E então, agarrando o braço de Subaru, ela abraçou com força o peito dele.

Subaru: “Uh……”

Shaula: “A propósito, eeeeu dormi incrivelmente bem! Depois de tanto tempo, eu tive sonhos e sonhos dos dias anteriores~. EEEEu e Mestre, e a mamãe, e depois…”

Subaru: “Aah, eu entendi… espera. Vou escutar bem a história de seu sonho algum dia… Mas, por acaso você me viu esta manhã?”

Shaula: “Eeeeh, novamente com as perguntas sem nexo? Que típico do Mestre!”

Desenrolando-se de alguma forma dos braços de Shaula que o haviam abraçado, Subaru perguntou isso quando escapou de Shaula. Em resposta a isso, Shaula deu uma risada alegre.

Shaula: “Honestamente, o que o Mestre vê não é nada demais! Assim como nos velhos tempos, para mim você é sempre o cara mais sexy! É uma proposta de casamento aguardada há 400 anos!”

Subaru: “Falar de paciência. ……Em geral, falando por essa piada, seria bom se não fosse nada.”

Shaula: “――? É mesmo? Se for, eu não me importo também~”

Sem uma resposta desejada, Subaru retirou suas dúvidas em relação a Shaula enquanto sentia algum alívio misturado com alguns traços de desânimo. E, como ele fez, o próximo suspeito, Meili apareceu na sala.

Meili: “*Yaawn*…. Bom dia. Estou me sentindo sonolenta esta manhã para~”

A menina que passou pela entrada deu um bocejo doce, cobrindo sua boca com a mão. Mesmo assim, ela tinha tomado muito cuidado para manter sua aparência pessoal, e certamente admirava o senso de beleza da garotinha.

Muito diferente de Subaru, que se contentava apenas em arrancar o cabelo e lavar o rosto. De qualquer modo…

Subaru: “Bom dia, Meili! Você dormiu demais esta manhã, huh?”

Meili: “Diminuindo o ritmo e pensando nisso, sinto que não tenho motivo para me levantar ao mesmo tempo que Onee-san e os outros. Esta torre não tem realmente nada a ver comigo.”

Beatrice: “Uma garota que propõe coisas tão mal-intencionadas, de fato. Em geral, a menos que Betty e os outros completem as provas para sair da torre, então você também não pode sair desta torre, suponho.”

Meili: “Bem, isso é verdade… mas…”

Tendo dificuldade com suas desculpas sonolentas, Meili cerrou seus lábios na opinião da Beatrice. Ao dizer isso, ela desviou sua atenção para Shaula e Subaru que estavam perto do muro. Deu um aceno, acompanhada por um sorriso. Ao ver isso, Subaru levantou a sobrancelha, e depois devolveu o aceno.

Subaru: “Será que estou pensando demais, como de costume, em ter dúvidas até mesmo em relação a uma criança morta…?”

Shaula: “Mestre, quando perturbado, você retorna à base. Olhando a partir da forma como você golpeia.”

Subaru: “…. O que é esse ensinamento?”

Shaula: “São os ensinamentos do Mestre.”

Subaru: “Não é de se admirar que eu achasse inútil.”

Ouvindo este monólogo, Subaru esquivou-se das frivolidades de Shaula ao estremecer em seu coração. Em todo caso, ele não conseguiu obter uma resposta que desejava nem mesmo de Meili. Então, as únicas coisas que restaram foram apenas mais duas pessoas que puderam testar para ver se este plano era de alguma forma frutífero.

??? : “――Bom dia.”

Com isso, as duas últimas pessoas desaparecidas entraram na sala juntas. Echidna e Julius. Echidna, que estava envolto num lenço de raposa branca, entrou no salão com Julius ao seu lado. Cada um cumprimenta Emilia, Ram e os outros, e trocam palavras de bom dia. Enquanto isso…

“――――”

Julius, que tinha andado atrás de Echidna, viu Subaru parado perto dos fundos da sala com seu rosto endurecido. De repente, ele desviou os olhos e expulsou Subaru de sua consciência.

Subaru: “――Você?”

A reação de Julius foi muito próxima da que Subaru esperava. E, como nenhuma outra pessoa havia mostrado tal reação, era muito provável que ele não tivesse outra escolha senão dizer que era ele quem havia mostrado a reação mais contundente.

Subaru: “Shaula…, tenho um pequeno favor a lhe pedir.”

Subaru murmurou levemente. Os resquícios de ódio como se fervidos com as chamas da raiva que não se extinguiriam estavam lá.


――O café da manhã no salão começou e terminou com a reunião a respeito da explicação de que Echidna = Anastasia.

Como ele fez seu rosto como se estivesse ouvindo pela primeira vez a reação surpresa da Emília e dos outros, Subaru ficou impressionado com a maneira como o mundo tinha ido adiante assim quando ele não tinha falado sobre sua amnésia.

Até agora, confundindo o que é realidade e não tinha se acumulado,  Subaru quase não consegue compreender suas próprias características especiais que o fazem “Retornar pela Morte”. No entanto, ao mesmo tempo em que o tempo salta muitas vezes na ficção, os problemas que não envolvem Subaru procederão da mesma forma de sempre. Ele entendeu que nasciam mudanças nos problemas afetados.

Em outras palavras, até a última vez que ele esteve envolvido no centro de suas discussões devido a sua “amnésia”. A realidade na qual o indivíduo chamado Echidna alojado no corpo da jovem chamada Anastasia não havia sido de forma alguma aprofundada durante suas conversas.

Mesmo desta vez, não haveria tal coisa como encontrar a solução do problema ou algo que revelasse fatos novos. As mudanças são consideradas como ocorrendo apenas nas ações de Subaru. Se ele quisesse avançar drasticamente a situação, Subaru precisaria fazer coisas de forma pró-ativa.

Por isso…

Subaru: “――Julius, eu gostaria de ter algumas palavras com você.”

O café da manhã terminou, e enquanto todos eles tentavam sair do salão, Subaru chamou Julius para que ele parasse. Julius parou no seu caminho quando foi chamado, virando a cabeça para olhar para Subaru. Subaru levantou o pescoço para olhar para ele quando estavam de frente um para o outro, pois Julius era bastante alto.

No entanto, se ele perdesse para aquela presença intimidadora, Subaru estufaria seu peito para fora ainda mais enquanto ele e Julius olhavam um para o outro. Percebendo sua disposição, Júlio derramou um suspiro cansado de seus lábios finos, e disse,

Julius: “O que é isso? Você não deveria descansar até o meio-dia, como Emilia-sama sugeriu?”

As palavras de Julius foram algo que ele havia recebido da proposta da Emilia no café da manhã. Aparentemente, parecia que Emilia estava preocupada com o cansaço invisível, desgastando a todos, e tinha aceitado a opinião de que Subaru estava exausto e tinha dormido na biblioteca por causa disso.

Na verdade, embora isto não estivesse na memória de Subaru, esta festa tinha conseguido atravessar o deserto há poucos dias. Apesar de Subaru não ter conseguido atravessar o deserto em apenas alguns passos, provavelmente teria sido relativamente difícil cumprir isso. Isto também poderia ser dito como uma mudança causada pelo discurso de Subaru.

Mesmo palavras triviais às vezes podem desfazer o cronograma daquele dia. Ele deve tomar cuidado com o que diz e faz.

Com isso em seu peito, Subaru enfrentaria Julius de frente. E, aconchegando seu queixo em resposta às suas palavras, ele disse.

Subaru: “Quero falar sobre a noite passada.”

O efeito destas palavras foi imediato.

“――――”

Ao receber as palavras de Subaru, grandes emoções flutuavam em seus olhos amarelos. Vendo o efeito imediato que sua resposta tinha trazido, Subaru aprofundou sua crença em sua própria dedução.

Subaru: “Venha. Vamos mudar de local.”

Julius: “――Tudo bem.”

Julius seguiu com um olhar de resignação ao convite de Subaru, que ele deu enquanto sacudia o queixo. Assim mesmo, Subaru conduziu Julius e o levou a um lugar adequado para conversar em uma sala no quarto andar. Naturalmente, foi uma conversa secreta, na qual outros não seriam permitidos entrar.

Subaru: “Bem, eu me pergunto por onde devo começar…”

Dentro desta sala apertada, Subaru virou sua cabeça e confrontou Julius. Havia um leve sentimento de tensão, mas ele não queria cometer um erro como o de revelar isso. O pensamento de que ele deveria, até certo ponto, ser emocionalmente superior, permitiu-lhe mostrar sua ousadia. Por outro lado, a aparência de Julius era complexa, ler o que estava no coração era difícil. Mas, parecia ser algo que não devia ser um sentimento de compostura, que havia persistido do lugar do café da manhã antes.

Subaru: “Antes de mais nada, sobre a noite passada…”

Para começar, Subaru cortou abruptamente até o ponto principal de uma maneira introdutória. Atualmente, ele tem a vantagem emocional, mas seu oponente tem uma vantagem esmagadora com o que ele sabe. Em primeiro lugar, Subaru realmente não sabia muito sobre o que havia acontecido na noite anterior. No entanto, talvez na noite passada, Subaru e Julius devem ter feito algo na biblioteca. Como resultado desse “Algo”, Subaru pensou que talvez ele tivesse perdido suas memórias por causa disso.

Julius: “Sobre noite passada…”

Repetindo as palavras de Subaru, Julius fechou os olhos, que eram bordejados por longos cílios. Subaru, conscientemente, continuou a respirar fundo, respirando fundo, enquanto permanecia em frente ao homem bonito. Ele não deve ser sobrecarregado.  Pelo menos, é que seu sentimento era o de não perder.

Julius: “Acerca daquela conversa, dissemos que era uma coisa que terminava naquele lugar. Pelo menos, era o que eu estava pensando, mas será diferente para você?”

Subaru: “Aaah, não é bem assim. eu devo não ter entendido direito.”

Vendo Julius se juntando á conversa, Subaru deu uma resposta firme. A voz de Julius era desprovida de qualquer entonação e, por assim dizer, ele tomava cuidado para não revelar mais emoções do que o necessário. Claro que, quando Subaru percebeu isso, ele escolheu a opção de atacar.

Julius: “Não Entendeu…? Entendi,bem, isso é a sua cara. Resumindo, você está dizendo que quer que eu ignore por um momento os sentimentos que sinto e resolva os problemas que está tendo consigo mesmo, é isso? Isso não é…um pouco egoísta demais?”

Subaru: “Na verdade não, e não é disso que estamos falando. Certamente não estou feliz com tudo isso, mas você está tentando parecer que está? Nós dois estamos convivendo com raiva em nossos corações, e você está dizendo que eu tenho preciso agir como se nada estivesse errado? Você acha que eu conseguiria fazer isso?”

Julius: “Bem, então, me diga exatamente que outra opção existe?”

Julius ficou silenciosamente controlando suas emoções. Mas, pouco a pouco, a emoção começou a fluir de sua voz. Subaru podia sentir Julius olhando fixamente para ele, com um olhar furioso, Subaru, claro, ainda não sabia os detalhes por trás dessa reação.

Que escolha Subaru queria ouvir? Qual tipo de decisão Julius tomou em relação a Subaru com ele segurando toda essa fúria? E quando se diz sobre Subaru, como ele deixou Julius tomar essa decisão.

Julius: “Meus sentimentos são aqueles que citei ontem a noite, e eu não vou continuar a mencioná-los, já que, e não havia notado você e Anastasia-sama… e a sua cumplicidade com Echidna.”

Subaru: “Eu e minha cumplicidade com Echidna…?”

Um fato inesperado havia aparecido, e dessa vez foi Subaru que havia sido pego desprevenido. Pela informação que ele tinha agora, Subaru era para fazer parte do grupo da Emilia em primeiro lugar. Julius e Echidna―― Na situação deles, ele tem estado em um papel de mestre e servo com Anastasia, que era a dona original do corpo de Echidna. Ele também havia ouvido que eles tinham uma relação aparentemente de rivalidade entre as garotas, se ele olhasse para o quadro geral. Mas, ele disse que Subaru era cúmplice de Echidna.

Julius: “Eu sei que você não tinha más intenções fazendo aquilo. Mesmo sendo Echidna, quem eu não posso dizer muito, mas nós conversamos. Ela pode ser confiada… Não, não tem outro jeito a não ser confiar nela.”

Subaru: “――――”

Julius: “Eu não tenho nada a não ser a busca da possibilidade de salvar Anastasia-sama… Mesmo se trazermos ela de volta e a senhorita não lembra de mim.”

Julius balbuciou aquelas palavras em um tom de voz dolorosamente solitário que manchava a sua expressão.   

Subaru tinha ouvido sobre a situação dele também. Assim como a irmã mais nova adormecida de Ram, e de muitas pessoas em diferentes cidades, Julius também era afetado por isso. Haviam contado para ele que eles haviam enfrentado uma experiência horrível similar a uma maldição na qual eles são esquecidos pelos outros. Mesmo se Echidna retornasse o corpo que é dela por direito, seria muito improvável que ela lembrasse de Julius, seu cavaleiro.
Mesmo assim――,

Julius: “――Eu não mudei o objetivo na qual vim completar, eu não sei o que diabos você quer arrancar de mim, mas deixe-me dizer isso a você de antemão.”

Subaru: “…O que seria?”

Julius: “Pelo amor de Deus, por favor, não me faça miserável na sua frente de novo.”

No momento que Subaru ouviu a voz fraca de Julius, nenhuma palavra lhe escapou.

“――――”

Porém, no fundo do peito dele, estava um sentimento de perturbação. Subaru manteve o silêncio. Julius deu uma olhada em Subaru, afrouxando seus lábios para que um pequeno suspiro escapasse.

Julius: “É aparente que essa será uma conversa improdutiva a partir daqui.” 

Falando isso, Julius virou seu rosto e estava prestes a ir embora da sala. Então, um pouco  antes de sair do quarto, Julius parou. E, ainda com a cabeça virada, ele disse:

Julius: “A conversa que tivemos ontem a noite me deixou um tanto chocado. ――O que eu faria se tu expressasse uma desculpa?”

Subaru: “Se eu me desculpasse…?”

Julius: “Naquele momento, eu me pergunto, como eu lhe responderia. Porém, mesmo isso é uma coisa que eu já não sei mais.” 

Julius saiu do quarto, deixando ali um eco de auto-escárnio no seu último suspiro. Depois de ter certeza de que ele não estava mais a vista, Subaru soltou um longo suspiro. Ele, de repente, se sentiu exausto, como se uma grande rocha havia sido colocada em suas costas. Ele estava suando litros. Ele sentiu que havia se tornado uma pessoa arduamente detestável. 

Shaula: “――Mestre, Aquilo foi tranquilo para você?”

Shaula apareceu e deu uma olhada para dentro da sala. Subaru soltou um “Hah” vendo ela com seu ar de indiferença. E então, colocando sua mão na testa, ele acenou com a cabeça com um: “foi de boa.” 

Subaru: “Nesse estado em que ele está, talvez Julius não tenha nada a ver com a biblioteca. …Mas a desconfiança em mim com certeza ficou um pouco maior.”

Shaula: “Eu realmente não entendo, mas fui útil para você Mestre?”

Subaru: “――Aah, Com certeza. Graças a você, eu fui capaz de enfrentar Julius, e ter um pouco de paz na minha mente.”

Shaula: “Hehehehe, isso é bom~ Dai, dai, dai, dai, Mestre, Mestre…”

Shaula estava entusiasmada, seu corpo estava contorcendo, e suas bochechas estavam coradas em vermelho. Ela estava se aproximando de Subaru. E então, ela, de maneira envergonhada, estendeu os braços. 

Shaula: “Eu quero um abraço bem apertado como recompensa!”

Subaru: “De jeito nenhum!”

Shaula: “Eeeeeeh!? Que mau! Mestre, você não disse que ia me ouvir o que eu dissesse se eu não exagerasse no nível da recompensa!?”

Subaru rejeitou sem hesitar as esperanças excessivas de Shaula sobre contato pele-com-pele. Apesar disso, era verdade que Shaula estava escondida, vigiando a situação, dando a Subaru coragem suficiente para confrontar Julius.

Quando ele chamou Julius, Subaru deixou Shaula na sala adjacente como reforço. A razão dele ter escolhido ela entre as outras garotas era porque ela parecia ter capacidades físicas melhores que as outras, Ela também parecia mais provável de aceitar o pedido por conta da sua simpatia exagerada com Subaru. Esse foi o resultado para ela parecer disposta a ajudá-lo sem perguntar muitas coisas.   

Além disso, entre os suspeitos, a garota, cujo cadáver ele encontrou primeiro, era a que menos representava perigo para todos eles.

Em todo o caso――,

Subaru: “Minha teoria de que foi o Julius que roubou minhas memórias na biblioteca caiu por terra…”

Nesta manhã, ele havia pensado que era quase certo que havia sido Julius, baseada na expressão dele ao ver Subaru. Mas essas linhas de pensamento aparentemente estavam erradas. Apesar do que ocorreu na biblioteca, o Julius de um tempo atrás não havia tocado muito no assunto do sumiço das memórias de Subaru. Tendo dito isso, as emoções dele eram muito naturais para ser um fingimento.  

Era bastante incerto que tipo de especulação a complacência com Echidna era devido a “Natsuki Subaru”. Mas, pelo menos, era uma razão boa o suficiente para Subaru nutrir desconfiança para o ele da noite passada. Antes que suas memórias fossem perdidas, parecia que houve uma troca de palavras tempestuosas entre ele, Echidna e Julius, 

Subaru: “Você… O que diabos você tava fazendo, e quem diabos tava atrás de você, “Natsuki Subaru”…”

Shaula: “Meeeestre, Que tal você pular no meu peito? Venha abraçar meu grande corpo, Mestre.”

Subaru: “Esse desejo é além de ingênuo!”

Shaula: “Mestre é tão mau~!”

Falando de coisas que ele não tinha ideia nenhuma sobre, Subaru também não tinha ideia do porquê Shaula tinha uma afeição tão grande por ele. Porque ela amava ele tanto? Parecia que Emilia, e todo mundo na volta dela, também não tinham ideia do porquê. Parecia que era algo conveniente e a tirar proveito —Mas, era mesmo isso?   

A cumplicidade dele com Echidna, a borrão na memória sobre ontem a noite e, em primeiro lugar, a relação dele com as garotas —E agora, o ser que Subaru conhecia menos, “Natsuki Subaru”. Que tipo de especulação ele encarou contra as garotas e os caras?

――”Natsuki Subaru” era mesmo associado com eles?

Subaru: “Droga, minhas ideias chegaram numa rua sem saída… Vamo lá onde Patrasche tá um pouco?” 

Por enquanto, ele queria ir para um lugar onde pudesse se acalmar e pensar. Ao pensar nisso, a primeira coisa que veio à mente do atual Subaru era a sua maior aliada, a dragão de terra negra. Não havia escolha a não ser colocar sua fé naquele que havia apostado sua vida protegendo-o, independentemente de ele ter suas memórias ou não.

Shaula: “Eeeh, aquele dragão de terra~! Eu não vou muito com a cara daquele dragão de terra, já que ela fica me encarando o tempo inteiro.”

Subaru: “Você… insultos à Patrasche são inaceitáveis! Mesmo se esse mundo se tornar um lugar onde insultar qualquer um se torne aceitável, eu não perdoarei insultos contra Patrasche.”

Shaula: “Mestre, quão derrotado você tava quando esse dragão te encontrou!?”

Shaula levantou a voz em algo como um grito, mas Subaru não deu atenção a isso. Em todo caso, era porque agora ele queria se perder em seus pensamentos em paz, ao lado de Patrasche. De qualquer forma, seu objetivo original, a conquista da torre, começaria logo após o almoço. Como ele havia escondido sua amnésia, não haveria como pará-la.

Subaru: “Por isso que nós nos separamos por agora. Te vejo daqui a pouco.”

Shaula: “Uwaaah, você tava mentindo sobre a recompensa. Mas mesmo assim, eu não cooooooonsigo aguentar. Eu sou uma mulher feita para a conveniência do Mestre, esse é o significado da minha vida.”

Subaru: “――――”

Enquanto ele estava tentando sair da sala, Shaula falou isso, e se despediu friamente. Recebendo as palavras dela, Subaru segurou a respiração. Ao mesmo tempo que mantinha as costas viradas para ela, Subaru fechou os olhos.

Subaru: “O que vale a pena em Natsuki Subaru para ir tão longe assim?”

Shaula: “――Mestre?”

Subaru: “――hk! ah, droga!”

Incapaz de aguentar a irritação dentro dele, Subaru coçou a cabeça furiosamente, e então se virou para encarar Shaula, que agora estava com a cabeça inclinada. E então, andando na direção da garota imovel, ele estendeu os dois braços com toda a força e abraçou aquele corpo esguio.

Shaula: “――hk”

Subaru: “Você não devia se considerar uma mulher feita para minha conveniência, ou algo parecido. Eu errei.”

Subaru acabaria se tornando o mesmo que “Natsuki Subaru” se ele apenas fizesse um uso unilateral dela. A respiração de Shaula acelerou e seu corpo endureceu com o comportamento do Subaru que se recusou a se tornar assim.

Shaula era alta, aproximadamente da mesma altura de Subaru. Mas mesmo assim, o corpo dela era esguio, macio e confortável. Tinha uma diferença considerável entre o corpo dela e o dele.

Shaula: “Mes..tre…”

Subaru: “Você me ajudou muito ali… isso é tudo.”

Shaula: “――――”

Cerca de 30 segundos se passaram abraçando Shaula. Subaru lentamente soltou o corpo dela. Com toda a honestidade, ele se sentiu estranho, mas seu senso de realização era mais forte. Se ele se tornasse um cara que apenas distribuía presentes assim. Se ele se tornasse o mesmo que “Natsuki Subaru”――,

Shaula: “Meeestre…”

Olhando para o pensativo Subaru, Shaula andou, de maneira tonta, em direção a ele, suas bochechas corando ferozmente. Seus olhos estavam molhados de lágrimas, sua respiração estava um pouco febril e ela estava olhando para os lábios de Subaru,

Shaula: “Mestre, finalmente você me mostrou um pouco de amor…”

Subaru: “Além de ingênuo!”

Shaula: “Gueh!”

Afastando o rosto dela com a palma da mão, Subaru puxou Shaula de volta à realidade.


Subaru: “Recompensado ou não, ela ainda topa tudo… Que pessoa complicada.”

Subaru tinha conseguido de algum jeito acalmar a agitada Shaula, e sair daquela situação. Ele suspirou. Eventualmente, Shaula saiu, ainda com a mente rodando em círculos, com as palavras: “É a marca de uma boa mulher ver que está na hora de se retirar. Um segredo faz uma mulher uma mulher.” Em toda a honestidade, por mais que ele não tivesse ideia do que aquilo significasse, tentar entender aquilo seria complicado demais.

Subaru: “Porque às vezes, tem coisas que você precisa não saber no mundo.”

De qualquer modo, contrário a tal ato descuidado, a situação de Subaru não estava boa. No mínimo, ele esperava descobrir o que havia acontecido na biblioteca se ele falasse com Julius. Mas, agora que sua hipótese estava errada, ele tinha voltado à estaca zero. Ou, como ele tinha pensado primeiro, estavam os outros mesmo envolvidos na perda das memórias de Subaru? Embora apenas a face Ram que ele não havia conseguido verificar—     

Subaru: “Parecia que ela estava chorando… Mas, eu não sei mais se apenas eram lágrimas de crocodilo.”

Foi Ram que mais tentou não acreditar na história que Subaru havia realmente perdido as memórias. É claro que ainda havia a possibilidade que ela estava atuando; não é uma possibilidade que ela não foi capaz de reconhecer algum tipo de participação ali, mas há limites a esse tipo de especulação. Se ele não colocar confiança em algo, então é certo de que ele nem vai conseguir duvidar de algo. No que diz respeito à Subaru, essa base é――

Subaru: “――Isso significa Patrasche agora.”

Afirmando isso, ele ficou chocado com ele mesmo por ser o resultado de uma pessoa que caiu em um poço de desconfiar completamente de todos a sua volta. Mas na verdade, era verdade que esse lado dele era bastante proeminente. O “desconfiar completamente de todos a sua volta” era indescritivelmente comparado a estar enraizado. Mas isso não era apenas com os outros, mas agora, ele não conseguia confiar nem nele mesmo.

Subaru: “Ainda sim, talvez seja mais uma benção se eu puder passar mais tempo no paraíso que é apenas Patrasche e dragões de terra são…”   

???: “ —Eu ouvi is~so!”

Subaru: “Wooah!?”

No mesmo instante em que ele pensou alto, uma jovem garota apareceu correndo virando a esquina do corredor. A garotinha era Meili, com suas tranças azuis balançando enquanto ela abafava um risadinha. Subaru deixou os ombros caírem quando a figura da menina ouviu os seus pensamentos serem ditos.

Subaru: “É só uma piada sem sentido. Certamente você não entenderia?”

Meili: “Eu tenho certe~za. Mas, eu particularmente não pretendo rir delas se elas são os sentimentos verdadeiros do Onii-san, sab~e. Porque se tem um lugar onde você pode viver como os animais mals-chans, então eu acho que alguém  não se importaria em viver lá.

Subaru: “……huh”

Ao ouvir as desculpas atrapalhadas de Subaru, Meili segurou a bainha de seu vestido de um modo que Subaru não sabia se era para parecer elegante ou selvagem. Mesmo se ele tivesse a resposta disso, ele não sabia muito bem que tipo de resposta dar. Porém, não parecia que ela estava satisfeita com esse tipo de resposta.

Meili: “Ah, já~que eu te dei uma resposta vaga. Já~que uma pessoa se deu o trabalho diligente de dar um discurso, eu ac~ho que não ouvir apropriadamente seria algo que uma menina má faria.”

Subaru: “Isso não é muito uma desculpa… Você tá sozinha? Você não tava com a Beatrice?”

Meili: “Sem chance! Por que eu estaria com a Beatrice-chan? M~as, eu acho que quem tem que fazer essa pergunta sou eu, Onii-san.”

Ele pensou que meninas com idades parecidas iam brincar juntas, mas parece que essa ideia estava errada. Certamente, as vezes que Beatrice havia agido junto de Emilia foram muitas. —É por isso que ele tratou seus receios sobre as duas como um conjunto; ele não era capaz de pensar nelas separadamente.

Subaru: “Bem, ainda sim, tudo bem. Mas, só pra você saber, eu não tenho tempo pra brincar com você. Desculpa, mas procure em outro lugar se você quiser conversar com algum. Shaula tá ali atrás por exemplo.”

Meili: “Eu podia conversar com a Onee-san quase pelada, m~as agora eu tenho coisas para falar com o Onii-san.”

Subaru: “Comigo?”

Embora Subaru não quisesse ser perturbado durante o tempo em que se dedicou a mergulhar em sua inevitável meditação, em seu “encontro” secreto com Patrasche, ele não pôde deixar de arregalar os olhos com a introdução inesperada de Meili. Pensando nisso, a garotinha era bastante parecida com Shaula, no sentido de que ela era fácil de conversar em comparação com Emilia e os outros. Mesmo em seus últimos momentos no último loop, seu cadáver não havia sido deixado em um estado mutilado, tanto quanto era doloroso demais de se olhar. Como ela parecia ter morrido durante o sono, as imagens chocantes não se sobrepõem com as outras, mesmo quando ele está diretamente oposto a ela. Seu batimento cardíaco se acalmou também.

Subaru: “O que é? É rápido?”

Subaru sentiu um sendo esmagador de segurança; ele pararia para ouvir a história de Meili. E então, vendo Subaru ajustar a sua postura para indicar que estava ouvindo, Meili colocou um dedo no seus lábios e lambeu a ponta. Esse gesto de certo modo luxurioso, não combinava com a aparência de uma criança. Subaru franziu a testa.

Meili: “Eu me perg~unto, o quão sério eu devia levar o que a gente conversou na noite passada?”

Isso foi o que a garota disse a Subaru enquanto sorria docemente. 


Subaru: “――O… que?”

De repente, Subaru foi liberto da parada brusca da sua consciência, e apertou levemente o próprio pescoço. Havia algo na sua garganta como um sentimento de acidez e falta de ar. Ele teve um ataque de tosse.

Subaru: “Ack, Ack..”

Ao tocar a sua garganta, Subaru começou a tossir sem parar enquanto ele liberava uma sensação familiar como uma dor ressacada. E então, ele subitamente se deu conta.

Subaru: “huh… Eu…”

――O que era que ele estava fazendo?

Logo antes, ele tinha certeza de ter conversado com Julius, depois ele teve aquela interação com a Shaula, e depois ele tentou ir aonde Patrasche estava. E, finalmente, ele encontrou Meili no meio do caminho――,

Subaru: “OW…”

Subaru estava coçando os braços enquanto estava imerso em seus pensamentos, ele estalou a língua em dor aguda. Olhando com pena para a própria mão―― as duas mãos. Um monte de arranhões estavam cortados em ambos os pulsos . Ele percebeu que eles estavam sangrando.

Subaru: “TCH, Que merda é essa…”

Os machucados eram relativamente profundos, mas, os machucados em si eram irregulares.

Eles sendo marcas de arranhões não era um palpite ruim, já que eles não poderiam ter vindo de uma lâmina afiada. Aquelas eram machucadas causadas por alguém que havia afundado as unhas ali com toda a força, perfurando a pele e a carne.
De onde que ele havia arranjado aquilo――,

Subaru: “――Ah?”

Subaru olhou ao redor para ver se havia algo que ele pudesse usar como curativo enquanto fazia caretas de dor. E ele notou que estava em uma sala de pedra semelhante a muitas delas no quarto andar. E então, ele finalmente percebeu.

“――――”

Um par de pés brancos estavam jogados no chão. Os pés estavam imóveis, a força neles havia se esgotado. Ele lentamente desviou o olhar de seus pés; havia uma saia e a parte superior do corpo … e então.

E então――

Subaru: “―― O quê?”

E então, bem ali, a figura de uma garotinha que nem tremia desabou na frente dele.

―― Meili desmaiou na frente dos olhos de Subaru, e ela não estava respirando.

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